Mãe aciona PM após filha de 8 anos contar que foi abusada por padrasto

A criança confirmou que o abuso aconteceu dentro de casa. O homem foi levado para a delegacia para se explicar.

A Polícia Militar foi acionada nessa quarta-feira (21/2) por uma mãe, após a filha, de oito anos, contar que teria sido abusada pelo padrasto. Segundo a PMDF, a mulher disso que o crime teria ocorrido no último dia 12, dentro de casa, em Brazlândia.

As duas foram levadas para a 18ª Delegacia de Polícia e outra guarnição prendeu o acusado. Na DP, na presença dos policiais e do suspeito, a criança teria confirmado o abuso, segundo a corporação.

A ocorrência foi registrada e a criança encaminhada para realizar exames no Instituto Médico Legal (IML).

O Metrópoles aguarda retorno da Polícia Civil para saber se o acusado está preso ou se foi liberado após prestar depoimento.
Fonte:https://www.metropoles.com

Atingida por fogo, Creche Alecrim vai reabrir, mas ainda precisa de doações

Nos últimos dias, 16 operários, cedidos por uma empresa, deram início à reforma que deve ser concluída nesta sexta-feira (16/2)

Em 7 de fevereiro, as chamas destruíram a cozinha, o refeitório e o depósito da instituição que abriga 107 crianças, de zero a 5 anos. A reforma, que contou com apoio da comunidade, deve ser concluída hoje (foto: Divulgação)

Um verdadeiro mutirão de solidariedade se formou para deixar a Creche Alecrim em condições de reabrir as portas e voltar a receber as 107 crianças que atende, na Cidade Estrutural. Há exatos nove dias, a cozinha, o depósito e o refeitório da instituição beneficente foram consumidos por um incêndio. Em pleno carnaval, 16 operários, cedidos por uma empresa, deram início à reforma que deve ser concluída hoje, com a colocação de pias e torneiras.

“Foram seis dias de trabalho intenso, sem folga para ninguém brincar na festa do Momo”, confirmou o supervisor da obra, Francielto de Sousa Miranda, 36 anos. A intenção é deixar o prédio em condições para o ano letivo começar na próxima segunda-feira, planeja a coordenadora-geral da creche, Maria de Jesus Pereira de Sousa.

Continua depois da publicidade

“Graças a Deus, conseguimos muitas coisas. Estou feliz porque as pessoas se mostraram dispostas a nos ajudar. Mas o que temos ainda não é o suficiente para atender os alunos, faltam utensílios básicos de cozinha e alimentos, por exemplo”, enfatizou Maria de Jesus. A instituição recebe crianças de zero até 5 anos que passam o dia no local enquanto seus pais trabalham. Na maioria, são catadores de material reciclável que trabalhavam no antigo Aterro Sanitário do Jóquei.

Para a doméstica Noélia Rodrigues, 31 anos, moradora da Estrutural, o retorno das aulas na creche é importante para todos os pais. De segunda a sexta-feira, ela deixa João Paulo Rodrigues, 5, aos cuidados dos voluntários. “Precisamos da escolinha, porque trabalhamos o dia inteiro. Se não fosse a creche, não teria condições de pagar alguém para ficar com meu filho. Seria um gasto que não tenho como arcar”, afirmou a mãe.

A coordenadora-geral da creche, Maria de Jesus Pereira de Sousa, mostra as doações encaminhadas pela comunidade na última semana (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

Os pequenos ficam na Alecrim das 8h às 17h e fazem cinco refeições por dia, do café da manhã ao jantar. Para muitos pais, a alimentação oferecida pela instituição é essencial para que o dinheiro ganho com o trabalho árduo renda um pouco mais dentro de casa. É o caso do trabalhador rural José Francisco de Oliveira Souza, 40, pai de Luís Felipe Araújo de Souza, 4. “Como ele faz as refeições na escola, quando chega em casa, apenas reforçamos o jantar. É custo a menos no bolso e que ajuda muito, que ajuda em outras contas”, relata o morador da Estrutural.

Para José, as atividades na creche são importantes para o progresso de Luís. “Meu filho Antônio, que está com 7 anos, também frequentou aqui. Quando ele foi para o fundamental, já sabia muita coisa”, falou, orgulhoso. Entre as atividades oferecidas para as crianças, há rodas de conversas, projeção de filmes, aulas de dança, o aprendizado do alfabeto e numerais, sem dispensar a diversão no parquinho.

De acordo com a mãe e cozinheira Maronita Batista de Oliveira, 43, a creche é como a segunda casa para de Matheus Batista dos Santos, 3. “Aqui é um lugar seguro e que tenho confiança em deixar meu filho. Sei que está em boas mãos. O Matheus ama estar aqui e tem um carinho enorme pelas tias e os amiguinhos. A creche faz um trabalho indispensável para a comunidade”, opinou.

Reaproveitamento

Os trabalhadores refizeram a parte elétrica, os encanamentos, o contrapiso, reformaram paredes e o teto dos ambientes danificados pelo fogo. Há pouco mais de uma semana, um dos fornos pegou fogo quando as cozinheiras finalizavam o almoço. Pelo menos 80 crianças estavam na instituição, sendo 17 delas bebês de colo. Ninguém ficou ferido.

Na reforma, foram aproveitadas algumas estruturas, como o reboco da parede, “que foi apenas reforçado antes de receber os ladrilhos”, explicou a coordenadora. Parte do telhado foi reforçado e as paredes, pintadas. Porém, os recursos não foram suficientes para uma reforma geral. “Não tivemos como mexer no telhado da sala de aula”, lamentou. Outros ambientes, como banheiros e quartos, não precisaram ser mexidos.

Além da obra, a comunidade doou alimentos e panelas, que foram perdidos no incêndio. Entretanto, Maria de Jesus Pereira de Sousa disse que ainda é preciso mais donativos para atender os alunos com tranquilidade.

Na cozinha, faltam pratos, talheres, copos e panos de louça. Como o estoque também foi perdido, a instituição precisa de itens básicos como arroz, feijão, leite e biscoitos. Para a higiene dos pequenos, é necessário pasta de dente, papel higiênico, fraldas, talco, sabonete e toalhas de banho.

Apesar das dificuldades, para Maronita está perfeito. “Quando vi tudo ajeitadinho de novo, fiquei super feliz. É muito bom ver que a segunda casa do meu filho está tão linda para atender às crianças”, disse a mãe, com um largo sorriso no rosto.

Às voltas com o que ainda falta ser arrumado, Maria de Jesus planeja também dar mais cor à fachada da escola, pintada de bege, como os ambientes internos. “Estamos vendo se grafiteiros topam nos ajudar. Quero que a entrada passe a sensação de alegria que temos aqui dentro da escola”, concluiu.

O que doar

» Material de construção e oferta de mão de obra
» Utensílios de cozinha
» Materiais de limpeza em geral
» Material de higiene pessoal, inclusive fraldas
» Alimentos não perecíveis
» Leite e sucos
» Brinquedos

Local

Creche Alecrim
Quadra 1, Conjunto 4, Lote 1 — Estrutural
Horário de visita: das 14h às 16h
Telefones: 3465-6005 ou 99575 0755

Site: www.correiobraziliense.com.br

Levantamento internacional indica que metade dos diabéticos do planeta não sabe que tem a doença

De acordo com levantamento, mais de 425 milhões de adultos no mundo têm a doença
· O Globo

· 5 Feb 2018

· ANA PAULA BLOWER apaula.blower@oglobo.com.br

Atualizado desde 2000, o Atlas do Diabetes vem apontando uma tendência alarmante sobre a doença no mundo. Segundo o último levantamento feito pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), relativo a 2017, mais de 425 milhões de adultos têm a doença no mundo, dez milhões a mais do que há dois anos. Ainda de acordo com a organização, uma a cada duas pessoas não sabe que é diabética.

O levantamento tem, ainda, dados com recorte por país e região geográfica. O Brasil aparece em quarto lugar na quantidade de pessoas com a doença: são 12,5 milhões com ou sem diagnóstico. Em relação ao público infantil, o país aparece em terceiro lugar, com 88.300 crianças e adolescentes portadores da enfermidade, atrás apenas de Índia e Estados Unidos.

Entre os motivos para o avanço da doença, apontam especialistas e organizações médicas, estão maus hábitos alimentares, estilo de vida sedentário ou com pouca atividade física, além de uma possível falha das campanhas de sensibilização do público de alto risco para desenvolver o diabetes.

— É um cenário que vem se perpetuando e piorando. O dado de que 50% das pessoas não sabem que têm a doença já vem se mantendo desde a última década, e não mudamos as estratégias para sensibilizar aqueles com fator de risco — ressalta Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). — É um número gigantesco de pessoas que deveriam estar se cuidando e não estão.

O médico destaca que o Brasil oscila entre a quarta e a quinta posições nas últimas edições do Atlas e que, apesar de já ter um lugar nada desejado no pódio, os números da doença no país são subestimados e devem ser ainda maiores.

Apontar apenas as falhas não é o bastante. Para conseguir atingir de maneira positiva quem corre o risco de desenvolver a doença, como pessoas obesas, com sobrepeso e histórico familiar, é preciso detectar a melhor forma de chegar a elas. Por ser uma doença silenciosa, o desafio está em tocar quem não apresenta sintomas. É possível passar anos nesse estágio.

— A linguagem tem que mudar. Talvez tenhamos que recorrer a outras formas de comunicação, como as redes sociais, ou criar novas maneiras de impactar quem pode ter diabetes em qualquer idade, mas, principalmente, depois dos 40 anos — acredita Hohl.

O diabetes faz com que a glicose se deposite nos vasos sanguíneos antes mesmo de qualquer sintoma. Quando há manifestação clínica, a doença já está na fase avançada, sendo mais difícil de se controlar. O diagnóstico precoce é o ideal.

— O diabetes é uma doença de fácil detecção e, por isso, vale a pena fazer os exames periódicos. Além disso, pessoas diabéticas, com simples mudanças de hábitos, conseguem manter os níveis de glicose estabilizados e evitam que a doença evolua com rapidez — diz Helio Magarinos Torres Filho, patologista clínico, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica do Rio de Janeiro e diretor médico do Richet. BEBÊS SÃO AFETADOS NA GRAVIDEZ Segundo o levantamento da IDF, o número de pessoas que podem ter a doença aumentou em 34 milhões desde 2015. A supervisora de vendas Flavia de Abreu, de 33 anos, só descobriu que grande parte da família materna tinha a doença ao contar para a mãe que suas taxas de glicose tinham passado do limite durante a gestação do segundo filho.

A mudança teve que ser radical, ela diz. Quando o menino nasceu, em novembro de 2016, ela continuou acompanhando as taxas de glicose, que não diminuíram. Assustada com o que ouvia de seus familiares, buscou uma endocrinologista e começou a fazer uso de medicação e dieta regrada desde o final de 2017.

O Brasil aparece em quarto lugar na quantidade de pessoas com a doença: são 12,5 milhões com ou sem diagnóstico

— Na gestação, estava muito cansada, com sobrepeso, 29 quilos acima do meu ideal. Eu não era de comer legumes ou verduras. Tive que mudar da água para o vinho — conta Flavia, que garante não ter cometido nenhuma “derrapada” desde que iniciou o tratamento e repetirá os exames em abril para avaliar se as mudanças surtiram mesmo efeito.

Ainda de acordo com o Atlas, um em cada seis bebês nascidos foram afetados pela hiperglicemia na gravidez. O levantamento também mostra que um em cada 14 adultos, de 20 a 79 anos, tem intolerância à glicose diminuída.

Em relação à mortalidade, metade das quatro milhões de pessoas que morreram em decorrência de diabetes tinha idade superior a 60 anos.

Os dados do IDF também evidenciam que os custos relacionados à doença são muito altos: US$ 727 bilhões foram gastos com diabetes no mundo em 2017, o que corresponde a mais de R$ 2,3 trilhões. Deste total, o Brasil atingiu a quantia de R$ 77 milhões.​

Rota da morte: DF-001 é a rodovia que mais mata no Distrito Federal (Principal, violência, comportamento e serviços)

Rota da morte: DF-001 é a rodovia que mais mata no Distrito Federal

Acidentes resultaram em 254 mortes no DF em 2017, sendo 154 só em rodovias distritais. Mas trechos de BRs, como a 020, a 060 e a 080 também registraram um número alto. Detran e DER, porém, comemoram queda de 37% na quantidade de vítimas

“Eu estava a 80 km/h quando um carro saiu da entrada do Recanto das Emas e entrou na minha frente. Tentei desviar, mas acabei rodando na pista e capotando no canteiro” – Iolanda Rocha, professora

Nenhuma rodovia mata tanto no Distrito Federal quanto a DF-001. Dezenove pessoas perderam a vida na estrada que circula a capital em 2017. Em seguida, vêm os trechos das BRs-020 (Brasília-Fortaleza), 080 (Brasília-MT), 060 (Brasília-Goiânia) e 070 (Brasília-Bolívia). No ano passado, 254 morreram em acidentes no trânsito de Brasília, sendo 154 só em rodoviais distritais, como a DF-001. Comparado a 2016, o número total caiu 37%.

A professora Iolanda Rocha, 49 anos, foi vítima em um acidente no Km 4 da BR-060, perto do Recanto das Emas. Ela voltava da comemoração do ano-novo em Alexânia (GO). “Eu estava a 80 km/h quando um carro saiu da entrada do Recanto das Emas e entrou na minha frente. Tentei desviar, mas acabei rodando na pista e capotando no canteiro”, conta. Iolanda sofreu hematomas pelo corpo e fraturou o braço direito.

Detran flagra 26 motoristas embriagados por dia em operação de fim de ano

A professora reclama da falta de sinalização na via, da ausência de equipamentos eletrônicos de monitoramento e de passarelas para pedestres. “Como educadora, prezo por esse tipo de atitude por parte dos nossos governantes. Aqui, tragédias são comuns. Não podemos ficar esperando pessoas morrerem para a situação mudar”, cobra.

Coordenador do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília (UnB), Pastor Willy Gonzales Taco explica que o número de acidentes, principalmente nas rodovias do DF, é causado pela quantidade elevada de cruzamentos e retornos, além da velocidade alta das vias. “Como Brasília é um polo de ida e vinda, as cidades denominadas dormitórios fazem com que as pistas fiquem com alta intensidade de veículos. Somado ao comportamento humano, isso é um gerador de acidentes”, defende.

Para amenizar as mortes no trânsito, o especialista diz que o ideal é investir em campanha. “Temos que fazer um trabalho pontual e focar na população mais jovem. Todos precisam aprender a respeitar a outra pessoa que está na via. Isso seria um influenciador no índice das mortes”, comenta. Para ele, os órgãos de trânsito também precisam investir na qualidade do serviço e aumentar o número de sinalização e fiscalização ao longo das rodovias. O estudioso ressalta que o fluxo de veículos saindo e entrando no DF é alto em qualquer horário e os condutores devem se atentar para não sofrerem acidentes.

Fiscalização

O diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran-DF), Silvain Fonseca, afirma que o órgão, com as outras forças de segurança, como DER, PM e PRF, realizam operações planejadas para melhorar a qualidade do trânsito. De acordo com o Fonseca, a redução das mortes em 2017 também é resultado das campanhas educativas, das intervenções de engenharia, da implantação de bolsões de motos e das ações preventivas de fiscalização e patrulhamento.

Site: http://www.correiobraziliense.com.br/

Em três dias, quatro mulheres são vítimas de violência no Distrito Federal (Principal e violência)

www.correiobraziliense.com.br

Os casos mais recentes de violência no Distrito Federal tiveram mulheres assassinadas ou feridas por bandidos com armas de fogo ou facas. Em abordagem na 408 Sul, psicóloga levou um tiro no peito, mas sobreviveu

Perito examina o local do crime e o veículo da vítima, na 408 Sul: suspeito foragido desde a noite de segunda-feira

Em três dias, quatro mulheres são vítimas de violência no Distrito Federal
Os casos mais recentes de violência no Distrito Federal tiveram mulheres  assassinadas ou feridas por bandidos com armas de fogo ou facas. Em abordagem na 408 Sul, psicóloga levou um tiro no peito, mas sobreviveu.

Três mulheres morreram e uma ficou gravemente ferida em crimes praticados entre o último sábado e ontem no Distrito Federal. No mais recente deles, a Polícia Civil suspeita que um policial militar matou a namorada e, depois, cometeu suicídio na casa do casal, na Quadra 11 do Morro Azul, em São Sebastião. O caso é investigado pela 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul). O corpo da vítima foi encontrado no quarto. O do militar, que fazia curso de formação de praças da corporação, estava no corredor.

A violência contra mulheres também resultou na morte de uma jovem de 18 anos no Gama. Na madrugada de terça-feira, ela levou um tiro na cabeça. O autor do disparo, segundo a polícia, é o namorado. Ele foi preso com um comparsa quando tentava fugir para Valparaíso (GO). Samambaia também virou palco de feminicídio — o DF registrou nove entre janeiro e junho do ano passado e 19 em 2016 —, no qual um homem matou uma vizinha com facadas na cabeça e no pescoço. O crime aconteceu na rua, e o autor se entregou ontem. Ele contou à polícia que sofria ameaças da vítima, identificada como Anne Mikaelly. No dia do crime, ela teria soltado fogos para anunciar a morte do acusado e da família dele.

Leia as últimas notícias em Distrito Federal

No Plano Piloto, uma mulher de 54 anos reagiu à abordagem de um criminoso na 408 Norte e levou um tiro de pistola calibre 40 no peito. Ieda Maria Neiva Rizzo entrava no carro, no estacionamento entre os blocos A e B, no momento em que um bandido a surpreendeu. O crime ocorreu na noite de segunda-feira. Segundo a vítima, o suspeito teria ameaçado estuprá-la.

Psicóloga sofreu ameaça de estupro

Familiares reforçam a tese de tentativa de estupro no caso da mulher baleada na 408 Sul após reagir à abordagem de um criminoso. A psicóloga Ieda Maria Neiva Rizzo, 54 anos, levou um tiro de pistola calibre 40, à queima-roupa, no peito. A bala quebrou o externo e quatro costelas e parou em um dos pulmões da vítima, que sobreviveu ao disparo. “A única preocupação dela era com a vida e a integridade física. Ele disse que ia estuprá-la e matá-la. Ela queria sobreviver”, disse ao Correio o irmão de Ieda, o policial civil André Rizzo. Apesar disso, a Polícia Civil investiga o caso como tentativa de latrocínio.

Paramédicos levaram Ieda para o Hospital de Base do Distrito Federal. Ontem, ela foi transferida para o Hospital Daher, no Lago Sul. Para o irmão, “ela sobreviveu por um milagre”. “A gente sabe que, infelizmente, a Ieda foi mais uma. É o preço que pagamos por um país que vive em uma inversão de valores. Ontem, foi a minha irmã. Essa noite serão mais quantas? Ela teve uma proteção divina. Sou policial civil e sei o potencial lesivo de uma pistola calibre 40. Ela tomou um tiro covarde, desnecessário, de um bandido que não tem o menor respeito pela vida humana. O ato dele representa, simplesmente, a certeza da impunidade”, desabafou.

 

Polícia Civil divulga imagens da fuga de suspeito de crime na 408 Sul

Antes de atirar, o criminoso deu um soco na vítima, que tentava se desvencilhar para fugir. “Quando recebi a ligação, achei que fosse trote. Quando cheguei ao local e vi a quantidade de sangue no chão e vi a cápsula de uma pistola calibre 40, o meu mundo acabou. Achei que ela estaria morta. Ela está chamuscada pela explosão da pólvora. Foi um tiro à queima-roupa”, revoltou-se.

O adjunto da 1ª Delegacia de Polícia, delegado José Ataliba Neto, se apoia nas caraterísticas do crime para sustentar a tese de tentativa de latrocínio. Para ele, o criminoso queria o carro, um Nissan Kicks preto. “Não houve nenhum ato que caracterizasse tentativa de estupro. Toda a ação foi muito rápida. Geralmente, casos de abusos ocorrem em locais ermos, diferentemente da quadra”, ressaltou. Para ajudar na identificação do suspeito, a corporação divulgou as imagens capturadas pelos circuitos de segurança de prédios da 407 Sul e da 408 Sul. O homem filmado de camisa preta e boné e tênis brancos usa barba e teria entre 20 e 25 anos.

Na 408 Sul, agentes da PCDF passaram a manhã de ontem coletando imagens dos prédios residenciais, tomando depoimentos de moradores e refazendo os possíveis passos do criminoso. As gravações do circuito interno de segurança de um dos prédios mostram que, após dar o tiro no peito da psicóloga, o bandido seguiu em direção à 407 Sul. O local do crime fica próximo à Divisão de Controle de Denúncias da Polícia Civil (Dicoe).

Dono da Banca da 408 Sul e também morador da quadra, Ubirajara Leandro de Souza, 62 anos, disse que a vizinhança está assustada. “Ouvimos falar de arrombamento de um carro ou de outro. Agora, algo com tiro, não pensávamos que poderia acontecer”, afirmou. Moradores reclamam de falta de iluminação pública na região, prejudicada, principalmente, pelas árvores.

Policiamento é constante, diz PM

De janeiro a novembro de 2017, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social registrou, na Asa Sul, dois latrocínios e uma tentativa. No mesmo período do ano anterior, a polícia registrou cinco tentativas de roubo com morte. Segundo a PM, a Asa Sul recebe policiamento ostensivo a pé, de moto e com carros. O porta-voz da corporação, major Michello Bueno, destacou que a criminalidade está em queda, com taxas de homicídio estáveis e diminuição de 42% nos roubos a pedestres. “Estamos fazendo o nosso trabalho, mas o combate à violência passa por várias áreas, como a social, por exemplo”, argumentou. (LC)

Morta com tiro na cabeça

Um dos casos de feminicídio mais recentes no Distrito Federal aconteceu na madrugada de ontem. Uma jovem de 18 anos morreu com um tiro na cabeça, após supostamente participar de uma roleta-russa com pelo menos duas pessoas. Segundo a Polícia Militar, o autor dos disparos seria o namorado dela. Os três estavam dentro de um carro, um Palio branco, quando o acusado, de 27 anos, atirou contra a moça. Palloma Lima chegou a ser atendida no Hospital Regional do Gama, mas não resistiu.

Depois de a vítima ser baleada, os dois acusados a deixaram na unidade de saúde, sem acompanhamento. Em seguida, saíram em disparada com o veículo. Pacientes e acompanhantes que estavam no local chamaram a PM, que localizou os envolvidos em Santa Maria. De acordo com a corporação, eles seguiam com o carro em direção a Valparaíso (GO). Detidos, tanto o acusado de disparar contra Palloma quanto o cúmplice foram conduzidos à 20ª Delegacia de Polícia (Gama).

O suposto namorado da vítima deve responder por homicídio, enquanto o motorista será indiciado por tráfico de drogas, porte de munição e favorecimento pessoal (quando ajuda outro a fugir). Caso se comprove que a jovem foi coagida a participar da suposta roleta-russa, a Justiça pode enquadrar o acusado também em crime de tortura (LV)

Comoção diante da casa onde ocorreu o crime, em São Sebastião: dois anos de relacionamento conturbado

Polícia apura se PM matou a namorada

Agentes da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) investigam um possível caso de feminicídio no qual um policial militar teria matado a namorada e se matado em seguida. O crime aconteceu no bairro de Morro Azul, em São Sebastião. A vítima, Clésia Andrade, 28 anos, estudava licenciatura em dança no Instituto Federal de Brasília (IFB). Ela e o cabo Bruno Viana, 38, foram encontrados mortos, por volta das 14h30 de ontem, na casa onde a jovem morava com a família — um bar funciona no mesmo imóvel.

De acordo com a polícia, ambos tinham ferimentos provocados por arma de fogo. De acordo com a polícia, Bruno teria usado a arma da corporação, uma Taurus PT 100, calibre 40, para matar Clésia e, depois, se matar. Nesse momento, a mais nova das três irmãs da estudante, além de quatro crianças, estavam no estabelecimento comercial, que fica na entrada da residência. Segundo a Polícia Civil, uma delas era o filho de 8 anos da vítima, fruto de um relacionamento anterior. Nenhuma delas testemunhou o crime.

A mãe da jovem, dona do bar, viajou para São Paulo na segunda-feira e deixou Clésia e a filha mais nova cuidando do local. A mãe comprou uma passagem de volta para Brasília assim que soube da tragédia. No entanto, não havia chegado até a tarde de ontem, quando a perícia esteve no local. O pai da vítima também mora em São Sebastião e precisou ser hospitalizado ao saber do assassinato.

Houve comoção na vizinhança. À tarde, familiares e amigos acompanharam a retirada dos corpos, separados por um cordão de isolamento. “Ela morava aqui desde criança, e a gente não sabia como era a convivência deles (do casal). Tudo o que sei é que tinham terminado recentemente”, contou um vizinho, que preferiu não se identificar.

Segundo o delegado Paulo Savio, plantonista responsável pelo registro preliminar da ocorrência, a irmã da vítima acionou a polícia ao ouvir os disparos. Em seguida, gritou por socorro ao avistar uma equipe da PM. “Nem ela nem as crianças foram testemunhas. Ao chegar, encontramos o corpo da jovem na porta da casa e o do policial na cama. Os dois foram mortos com um tiro na cabeça, mas ainda não sabemos as circunstâncias que levaram a isso. A perícia vai apurar o caso com a equipe do plantão”, afirmou Paulo.

A irmã de Clésia confirmou à polícia que estava no bar quando ouviu os tiros, mas não escutou gritos ou discussões. Segundo ela, o relacionamento de cerca de dois anos era de “idas e vindas”. Segundo o delegado, Bruno teria entrado no bar e dito que queria conversar com Clésia. Dessa forma, conseguiu acesso aos fundos do imóvel. A polícia trabalha com a hipótese de homicídio seguido de suicídio e aguarda o laudo pericial para concluir as investigações.

Perseguição

Apesar de não existirem ocorrências contra o policial militar, a irmã revelou que Clésia e a mãe pediram à Justiça uma medida protetiva. No entanto, ela não soube informar à polícia se a medida era cumprida ou não. Atitudes agressivas do PM foram relatadas pela amiga Mikaely Moura, 28. As duas se conheceram na escola, aos 7 anos, em São Sebastião. A empregada doméstica contou que Bruno tinha o costume de perseguir a vítima e que chegou a agredi-la em algumas ocasiões. As duas se viram pela última vez na sexta-feira passada. “Ele estava indo atrás dela o tempo todo, mesmo com a medida protetiva. Na última vez em que saímos, ela precisou ir escondida para que ele não soubesse”, comentou.

Estagiária sob supervisão de Guilherme Goulart

 

Mulher é baleada no peito ao reagir a tentativa de estupro na Asa Sul

Ieda Maria Neiva Rizzo, de 54 anos, foi baleada na noite desta segunda-feira (8/1), na Asa Sul. Segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) o crime ocorreu na 408 Sul, entre os blocos A e B, quando a vítima entrava no carro.

Leia as últimas notícias do Distrito Federal

Ainda de acordo com a polícia, a mulher teria relatado o caso na ambulância, depois que foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transportada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Aos socorristas, ela teria dito que sofreu uma tentativa de estupro, mas a Polícia Civil acredita em tentativa de latrocínio.

Ela levou um tiro no peito. Foi feita uma tomografia, que constatou que o tiro não atingiu o coração. Ieda passou por cirurgia para colocar um dreno no pulmão, que foi perfurado.

Nenhum suspeito foi localizado até a última atualização desta matéria. De acordo com informações do zelador do prédio em que a mulher ia entrar, Gimadalbérico Antônio da Silva, as câmeras de segurança flagraram o momento em que um homem de estatura média, que usava roupa preta e boné da mesma cor, chega no local, mas sai logo em seguida. A atuação de um segundo suspeito foi narrada pela vítima, que estava consciente durante todo o trajeto. Testemunhas afirmam, ainda, que a vítima teria ido visitar o namorado, que é morador do bloco B.

Ao Correio, o zelador afirmou que os primeiros socorros foram prestados pelo companheiro da vítima. “Enquanto o homem pressionava o peito da mulher para conter o sangue, ela repetia para ele ‘amor, não me deixa morrer’. Ela estava nervosa, mas bastante lúcida”, contou.

Vídeo mostra o momento em que a vítima é socorrida:

Número de casos aumenta

O ano de 2017 encerrou com alta de 32,4% nos casos de estupros no DF. De janeiro a dezembro, a polícia contabilizou 883 ocorrências desse tipo, enquanto no mesmo período do ano passado houve 667 denúncias. Mas, nem todas as queixas são de atos consumados em 2017. Em razão de uma maior consciência e do reconhecimento do que é o estupro, as mulheres têm procurado mais ajuda. Outro fator, segundo especialistas, é a ampliação daquilo que se caracteriza como estupro. Pela lei, ele não se resume só ao ato sexual.

Mesmo assim, a quantidade de estupros consumados aumentou. Passou de 616 em 2016 para 687 em todo o ano passado: um salto de 12%. O acumulado de janeiro a dezembro de 2017 seguiu a tendência do que aconteceu mês a mês no DF. O crime chegou a ser o único que continuou crescendo na capital.

Até 15 de dezembro de 2017, 466 vítimas eram mulheres e 53, homens. A faixa etária é de 10 a 32 anos. Em todo o ano, 55% dos estupros ocorreram sem conjunção carnal e 39% dos crimes ocorreram na casa da vítima ou do autor. Em 59% dos casos havia vínculo entre a vítima e o estuprador, segundo a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF).

Vídeo mostra a fuga dos criminosos:

Site: www.correiobraziliense.com.br/