Casal é condenado por morte de estudante em Brasília

 
O caseiro Bernardino do Espírito Santo Filho e a empregada doméstica Adriana de Jesus, acusados de matar de forma cruel e covarde a estudante universitária Maria Cláudia Del´Isola, foram condenados, respectivamente, a 65 e 58 anos de prisão.

Os dois foram condenados depois de estuprar, espancar e matar Maria Cláudia em dezembro de 2004, na época com 19 anos.

O juiz Presidente do Tribunal do Júri de Brasília, João Egmont levou em conta que os jurados acolheram todas as qualificadoras e agravantes apontados pela acusação e uma atenuante apontada pela defesa (confissão). Os dois deverão cumprir as penas em regime inicialmente fechado.

A sessão de julgamento dos dois acusados começou na manhã desta segunda-feira (10/12) e terminou na madrugada de quarta-feira (12/12), depois de mais de 30 horas de duração.

Bernardino foi condenado a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, 12 anos e seis meses de reclusão pelo crime de estupro, 12 anos e seis meses de reclusão pelo crime de atentado violento ao pudor, três anos de reclusão e multa pelo crime de ocultação de cadáver e 7 anos de reclusão por furto qualificado, totalizando 65 anos de reclusão, em regime fechado. Ele ainda responde no Tribunal do Júri de Brasília por tentativa de estupro em outro processo, no qual já foi pronunciado e deve ser julgado em breve.

Adriana de Jesus já havia sido julgada no dia 12 de novembro e condenada a 58 anos de prisão. A defesa da empregada, então, entrou com recurso para que ela fosse julgada novamente no dia 10 de dezembro, junto com Bernardino. O recurso impetrado pela defesa, denominado “protesto por novo júri”, é previsto em lei nos casos em que a pena imputada ao réu é superior a 20 anos de reclusão.

No primeiro julgamento, Adriana foi condenada a 58 anos de prisão pelos quatro crimes cometidos: 30 anos por homicídio triplamente qualificado, 12 anos e seis meses por estupro, 12 anos e seis meses por crime de atentado violento ao pudor e três anos por ocultação de cadáver. Com o novo julgamento, ela teve sua pena mantida.

O corpo da jovem foi encontrado enterrado no dia 12 de dezembro de 2004 no quintal de sua casa. Após serem presos e confessarem o crime, Bernardino e Adriana afirmaram que mataram a estudante por ciúmes e pelo dinheiro.

Quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

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