Cristina Lins

A nossa quarta poética do último dia 20 de abril teve o toque especial da voluntária do Movimento Maria Cláudia Pela Paz, Cristina Lins, uma apaixonada por arte e literatura. Na véspera, o Brasil comemorara o Dia do Índio, tema que foi o centro do encontro. Com base na música Todo Dia era Dia de Índio, de Jorge Bem Jor, cantada com grande alegria pela meninada que recebeu a letra impressa, Cristina promoveu explicações detalhadas sobre a origem e o significado de muitas das palavras que compõem o nosso vocabulário fazendo um verdadeiro passeio pelo Brasil e sua História. Encantadas, as meninas tiveram a oportunidade de conhecer, via imagens selecionadas com esmero, algumas nações indígenas demonstrando grande curiosidade sobre a vida dos primeiros habitantes de nossa terra.

DEPOIMENTO

Lembrado que no dia 19 de abril comemora-se o Dia do Índio, busquei na letra da canção de Jorge Ben Jor, “Todo dia era dia de índio”, o argumento para refletir com as crianças sobre o papel das nações indígenas em nosso país, desde 1500 até os nossos dias. Foram momentos de muita interação e alegria. Apresentei um clipe com imagens de diferentes situações na aldeia e na vida, vivida pelos índios. Comentamos sobre as centenas de nações que existiram no país das quais hoje só restam registros históricos. As crianças cantaram a música e divertiram-se a valer. Estar com elas também é um grande aprendizado.

Perfil
Cristina Lins é formada em Direito e hoje, aposentada, colabora como voluntária e membro da diretoria do Movimento Maria Cláudia Pela Paz, junto ao Instituto Nossa Senhora da Piedade. Segundo ela, sua competência para ajudar as crianças é a desenvolvida durante a criação da sua própria filha.
“Sou consciente da importância da presença materna junto às crianças na infância. A isso, soma-se o fato de que, atualmente, a maioria das mulheres está inserida no mercado de trabalho, o que reduz consideravelmente o tempo de convívio com seus filho. Minha filha já está crescida e caminha com suas próprias pernas. Com esse trabalho voluntário, sinto-me muito feliz em continuar desempenhando o papel de mãe junto a essas crianças”, afirma Cristina.