Projeto estimula a leitura por meio de mensagens no celular

Projeto estimula a leitura por meio de mensagens no celular

O Leitura de Bolso envia contos, romances, crônicas e poemas em arquivos multimídia de até cinco minutos para quem se interessar.
Postado em 30/11/2015 09:30 / atualizado em 30/11/2015 09:54

projeto

Santos são colegas de trabalho em uma agência de publicidade e idealizaram a inciativa juntos

O nome faz menção aos livros de bolso – aqueles que, na prática, nem entram na calça jeans -, mas a proposta do Leitura de Bolso é levar obras de escritores brasileiros até o celular. Se ele fica no bolso, na bolsa ou nem sai da mão, não importa. Todos os dias pela manhã, haverá uma mensagem esperando para ser lida.

O projeto começou a funcionar em 25 de novembro e já tem quase três mil leitores. Os usuários inscritos recebem, pelo Whatsapp, conteúdo literário que varia entre textos, imagens, vídeos e áudios. E, para não gastar o tempo precioso de ninguém, as mensagens não levam mais de cinco minutos para serem lidas ou vistas.

O que motivou a criação do projeto foi a notícia de que 70% da população brasileira não leu nenhum livro em 2014. Fato que aparece logo na abertura do site de divulgação e é seguido de um lamento: “Também, com tanta coisa legal na internet, fica difícil competir”.

Batalha perdida no ano passado, os idealizadores Julian Vilela e Paulo Santos fizeram da leitura o desafio do ano. “A gente lê muito mais no celular, enquanto está entre uma atividade e outra. Então, por que não inserir a literatura nos aplicativos que mais utilizamos?”

A escolha do aplicativo como meio de funcionamento do Leitura de Bolso foi quase intuitiva: é grátis para baixar, quase todo mundo tem e basta estar conectado à internet para usá-lo. Além disso, “os leitores podem enviar um feedback na hora e tudo será lido e respondido”. Os comentários também serão repassados aos escritores.

A cada temporada um escritor será convidado a participar do projeto, com trabalhos inéditos (ou não). O primeiro colaborador é Roberto Klotz, autor de Quase pisei!, Pepino e farofa e Cara de crachá, que tem mais de 20 prêmios literários e é membro da Academia de Letras do Brasil. Segundo Julian, a única condição para ter obras publicadas no Leitura de Bolso é querer ser lido, independentemente do formato: “O escritor que aceita participar mostra que é diverso e que quer atingir as pessoas acima de tudo”.

Para se inscrever no projeto é preciso acessar o site da campanha: www.leituradebolso.com.

Site: http://www.correiobraziliense.com.br/