Sucesso sem caridade é um fracasso

John Paul DeJoria, empresário Americano veio ao Rio para falar sobre empreendedorismo no Centro Universitário Augusto Motta.

“Nasci em uma família muito pobre e já fui sem-teto. Conto minha história para inspirar jovens a construir negócios bem-sucedidos com pouco dinheiro. Meu primeiro negócio quase faliu 50 vezes e hoje vale bilhões.”

Conte algo que não sei.

Há dois segredos do sucesso para quem deseja empreender. O primeiro é estar ciente de que muitas rejeições virão, e não deixar que isso derrube o desejo de vencer. Por isso, é preciso estar tão feliz e entusiasmado na centésima primeira porta em que se vai bater quanto estava na primeira. O segundo segredo diz respeito a criar o melhor produto ou serviço que se pode oferecer. Dessa forma, não é preciso tanto esforço para vender depois. Isso se chama reorder business que você vende é tão bom que quem compra uma vez quer comprar de novo e faz propaganda. Pessoas bem-sucedidas fazem todas as coisas que pessoas sem sucesso não querem fazer, como trabalhar sete dias por semana, dia e noite.

O senhor foi de sem-teto a bilionário. Como foi a sua infância?

Minha mãe veio da Grécia, meu pai, da Itália, e eu nasci nos Estados Unidos. Meu pai abandonou a família antes de eu completar 2 anos. Meu irmão, minha mãe e eu vivemos juntos. Aos 7 anos, eu vendia vasos de flores; aos 9, cartões de Natal. Depois entreguei jornais. Dava o dinheiro à minha mãe. Quando jovem, eu já era empreendedor. Minha geração é diferente da geração atual. O fato de termos um trabalho nos fazia sentir muito bem. Quando fiquei desabrigado, eu me esforcei para superar essa situação. Não fiquei parado onde estava, mas pensando no que deveria fazer para dar o próximo passo. Nesse caso, em primeiro lugar, era me alimentar. Eu dizia à minha mãe que se ela pudesse cozinhar para nós eu já estaria muito satisfeito.

O senhor criou uma linha de produtos para cabelos, a Paul Mitchell, e hoje sua fortuna é avaliada em mais de US$ 3 bilhões. O que esse valor significa para o senhor?

Nada. Faço exatamente o que eu fazia antigamente. O que muda é que, com essa quantia, ganha-se mais capacidade de transformar as coisas. Há alguns meses, a Ilha de Barbuda foi devastada por um furacão, cerca de 1.500 pessoas perderam suas casas e foram para um abrigo em Antígua. Na semana seguinte, eu e meus parceiros começamos a construir casas para os sem-teto. Eu fico tão feliz em fazer doação que metade da minha riqueza é usada para fazer do mundo um lugar melhor para se viver. Eu acredito que sucesso sem caridade é um fracasso.

Existe alguém que tenha se tornado bem-sucedido por sua causa?

Acredito que sim, porque muitas pessoas não sabem como superar as rejeições, e eu costumo bater nessa tecla. Numa universidade onde fiz uma palestra, aqui no Rio de Janeiro, uma moça disse-me que iria dedicar orações a mim porque minhas lições já estavam mudando a vida dela.

O senhor é feliz?

Com certeza! Na vida, se você quiser prestar atenção ao que é realmente importante, o número um em prioridade não é a riqueza, é a felicidade. O número dois é a saúde. O número três é a riqueza, porque, se você não está feliz, não pode ser rico. Portanto, felicidade, saúde e riqueza.

O que o senhor diria para uma pessoa que não é mais tão nova, que ainda tem vida pela frente, mas não alcançou o sucesso?

Eu recomendaria acessar imediatamente o site da Amazon ou do iTunes e assistir ao filme “Good fortune”. Quando assistir, vai perceber por que estou dizendo isso. Não importa o que aconteceu na sua vida, se você está sem casa, sem trabalho, sem dinheiro. Se você acredita em si mesmo, você pode se renovar. As pessoas precisam saber que não há problema em se transformar, e não importa em que fase da vida elas estejam.​

 Site: www.o globo.com

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