Homem é indiciado por estuprar estudante em saída de faculdade no DF


Vítima de 23 anos estava a caminho do Metrô na Asa Sul; crime foi em fevereiro. Suspeito, de 36 anos, cumpria prisão domiciliar e foi detido dois meses depois.

Polícia Civil do Distrito Federal indiciou, por estupro, o auxiliar de serviços gerais de 36 anos suspeito de abusar de uma estudante de 23 anos na Asa Sul, em fevereiro deste ano. O nome do homem não foi divulgado.

Segundo as investigações, a vítima tinha acabado de sair da faculdade, e se dirigia à estação 112 Sul do Metrô quando foi abordada. Imagens de câmeras de segurança de um prédio próximo flagraram o momento em que a jovem saiu correndo, tentando fugir do homem.

Estudante é estuprada após sair de faculdade na Asa Sul, em Brasília
O suspeito foi identificado e detido em abril – quase dois meses após o crime. Segundo a Polícia CIvil, ele cumpria prisão domiciliar e já tinha sido condenado a 25 anos por tentativa de homicídio, roubo e atentado violento ao pudor.

Nesse terceiro crime, ele foi acusado de praticar sexo anal com uma menina de 9 anos. Na época, a conduta não era classificada como estupro.

Coleta de provas
As investigações avançaram durante os 60 dias em que o suspeito ficou preso. Como o estupro é considerado crime hediondo, a prisão temporária é de 30 dias, renováveis por igual período. O prazo terminaria neste domingo (17), mas a Justiça autorizou a conversão da prisão temporária em preventiva – esta, por tempo indeterminado.

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As provas coletadas no período serviram para embasar o indiciamento por estupro – que será analisado pelo Ministério Público e, se confirmado, pela Justiça.

Segundo a chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Sandra Gomes, os indícios mais fortes vieram do rastreamento do celular da vítima, roubado pelo homem no dia do estupro. O aparelho chegou a ser revendido para outras duas pessoas, que vão responder por receptação.

Sandra classifica o inquérito como “um dos mais complexos já elucidados” na Deam. A investigação ficou mais difícil porque não havia imagens do local do crime, e porque foi preciso acionar diversas companhias telefônicas para concluir o rastreamento.

Em buscas na casa do suspeito, no Núcleo Bandeirante, equipes encontraram objetos supostamente usados para prática de roubos. O arsenal incluía facas com a empunhadura enfaixada – uma técnica que evita marcas de impressão digital.

Se o indiciamento do estupro for seguido pelo Ministério Público e recebido pela Justiça, o homem vira réu pelo crime e pode ser condenado a até 20 anos de prisão.

Outros casos

Segundo a delegada, o homem tinha uma forma específica de abordar as vítimas: chegava ameaçando com uma faca ou estilete, exigia que ficassem de costas e usava a roupa delas para vendá-las. Ele agia sempre em lugares com mato alto, e no escuro.

Com base nesse “modus operandi”, os policiais conseguiram identificar outras duas vítimas recentes do homem.

“Um desses casos foi uma tentativa de estupro, e o outro, um estupro consumado”, diz Sandra. Esses casos são investigados separadamente e, se houver indiciamento, a pena prevista pode ser ainda maior.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

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