Justiça aumenta pena de assassinos de Maria Cláudia

STJ fixou pena de Bernardino do Espírito Santo em 50 anos por estuprar, matar e esconder corpo de universitária. Adriana de Jesus Barbosa foi sentenciada a 40 anos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o aumento da pena de Adriana de Jesus Santos e Bernardino do Espírito Santo Filho – condenados pelo estupro e morte da jovem Maria Cláudia Del’Isola, em 2004. A decisão prevê pena de 50 anos e seis meses de reclusão para o homem, e 40 para a mulher. Cabe recurso.

A determinação foi do ministro do STJ Antônio Saldanha Pinheiro, que atendeu a pedido do Ministério Público do DF. Adriana continua presa, mas Bernardino conseguiu progressão para o regime aberto em 2016. A situação deve ser reavaliada pelo Tribunal de Justiça do DF.

Bernardino e Adriana foram condenados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, estupro, atentado violento ao pudor, ocultação de cadáver e furto qualificado. Em primeira instância, a Justiça fixou a pena dele em 65 anos e a dela, em 58.

As penas, no entanto, foram reduzidas em análise de segundo grau: 44 e 38 anos, respectivamente. O Ministério Público, então, recorreu da decisão.

A defesa dos dois condenados é feita por um defensor público. O G1 acionou a Defensoria Pública do DF e aguarda resposta.

Maria Cláudia Del’Isola, que foi morta aos 19 anos dentro de casa, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução Maria Cláudia Del’Isola, que foi morta aos 19 anos dentro de casa, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Homicídio
O crime ocorreu em dezembro de 2004. À época, Maria Cláudia Del’Isola tinha 19 anos e estudava psicologia. Bernardino trabalhava como caseiro na casa da vítima, no Lago Sul, e Adriana de Jesus era empregada da família. Os dois tinham um relacionamento.

Segundo as investigações, a dupla estuprou, esfaqueou e estrangulou a jovem, escondendo o corpo em um cômodo dentro da casa. O cadáver foi descoberto três dias depois por um amigo da família que era agente de polícia.

Saiba mais em: Globo.com

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