Layane Dias: “Fiquei paraplégica por causa de um piercing”

O acessório provocou infecção na medula óssea da brasiliense e a deixou dependente de cadeira de rodas

Como toda jovem de 20 e poucos anos, Layane Dias estava ansiosa para iniciar a vida profissional e concretizar o sonho de viajar pelo mundo. Inesperadamente, ela viu seus planos serem interrompidos por um grave problema de saúde: uma infecção na medula óssea causada após colocar um piercing no nariz.

A reação extremamente rara à perfuração, amplamente realizada por jovens e adultos para fins estéticos, quase tirou a vida da brasiliense. Como sequela, a deixou refém de cadeira de rodas. Em entrevista ao Metrópoles, Layane lembra o episódio que chama de “divisor de águas”, e conta como resgatou a autoestima com a ajuda do esporte e das redes sociais.

Aos 22 anos, a moradora de Planaltina não se culpa. Pelo contrário. Lança luz à efemeridade da existência. “Tudo que somos e conhecemos pode mudar em um piscar de olhos. Foi o que aconteceu comigo. Decidi colocar o piercing em junho de 2018. Uma semana após a aplicação, notei uma bolinha vermelha ao lado do acessório. Não levei a sério por deduzir ser uma espinha. Mal sabia que aquele era o primeiro indício de uma severa infecção”, rememora.

O primeiro sinal de que algo não estava bem veio em forma de inflamação no nariz, tratada por Layane como espinha. “Sorte que não a estourei! Se tivesse mexido nela, a infecção poderia ter se espalhado para a face”, revela
Em uma semana, a suposta espinha desapareceu, mas outro sintoma, mais intenso e doloroso, veio à tona. “Comecei a sentir fortes dores nas costas e no pescoço. Creditei o desconforto a uma noitada de curtição que tive com as amigas. Nunca imaginei que o incômodo pudesse estar atrelado ao acessório”, revela.

A intensidade dos incômodos se agravou. Layane decidiu ir ao médico pela primeira vez após a aplicação do adereço. “Fizeram um raio-X, que não apontou nada, mas eu sentia muita dor”. Ela tomou um coquetel de remédios e uma injeção para aliviar o mal-estar e voltou para casa, sem grandes respostas em relação às possíveis causas do desconforto.

Dias depois, após se consultar com outros médicos e, mesmo assim, não se sentir melhor, a jovem sentiu as pernas fraquejarem e pediu ajuda à mãe para tomar banho. Em seguida, foi a uma igreja perto de casa. Espirituosa, pediu para que o desconforto cessasse. “Quando voltei, a dor estava insuportável. Deitei e dormi. Quando acordei, naquela tarde, não senti mais as minhas pernas.”

Cinquenta e sete dias de internação
Naquele momento, a jovem foi levada às pressas ao Hospital de Base, onde há melhores equipamentos, se comparado ao Hospital Regional de Planaltina, frequentado por ela anteriormente. No centro de saúde, fizeram uma bateria de exames e identificaram uma infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, que pode causar mazelas em diferentes níveis ao atingir a corrente sanguínea. À época, a jovem não podia suspeitar que aquele era o início de uma jornada de 57 dias de internação.

Layane passou por uma ressonância magnética que alertou a presença de 500 mililitros de pus em três vértebras da medula espinhal. Ela passou por uma cirurgia de urgência para a retirada do líquido. Após a intervenção cirúrgica, foi diagnosticada com paralisia nas pernas.

“Estava muito assustava e sem saber o que havia motivado a paralisia. Só associei a lesão ao piercing quando o médico perguntou se tive alguma ferida recente no nariz, porque essa bactéria é comumente desenvolvida nas fossas nasais. Foi então que contei a ele que havia colocado o acessório, no mês anterior”, recorda.

“Ao ouvir minha resposta, ele disse: o adereço foi a porta de entrada da bactéria no seu corpo. Aquelas palavras me deixaram devastadas”, relata.

O quadro começou a fazer sentido para Layane quando ela se lembrou de ter tido sangramento no momento da perfuração do piercing, fato que indica que o profissional que aplicou o acessório atingiu um de seus vasos sanguíneos. Outro detalhe que, até então, havia passado despercebido por ela era a qualidade da joia. “Quando mostrei a peça ao médico, ele afirmou que tratava-se de uma bijuteria enferrujada”, relembra.

Segundo o infectologista Alberto Chebabo, do Laboratório Exame, um piercing, mesmo esterilizado, pode ser a porta de entrada ideal para bactérias como a Staphylococcus aureus, um micro-organismo invasivo que, em casos severos, pode causar septicemia (infecção generalizada).

“Casos como o dessa paciente são raros, mas possíveis. Muitos subestimam as complicações de um piercing. Não deveriam. Além de realizar o procedimento em estúdio seguro, é preciso ter atenção à limpeza em casa para garantir a cicatrização correta”, alerta o especialista.

Essa bactéria ganhou grande destaque na mídia ao causar a morte de Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2019. O menino faleceu justamente por uma infecção generalizada provocada pelo micro-organismo.

Nova vida
“Quando estava prestes a sair do hospital, uma psicóloga veio conversar comigo. Contei a ela que tinha medo dos outros sentirem pena de mim. Foi quando ela me disse: ‘as pessoas só sentem pena de cadeirantes tristes. Por isso, demonstre alegria’. Aquilo mexeu comigo.”

Após os quase dois meses de internação, Layane teve que reaprender a viver na cadeira de rodas. “Sempre fui muito vaidosa e não pensei que poderia ser plenamente feliz sem andar. Mas o incidente veio acompanhado de muita maturidade. Revi vários conceitos e me tornei uma pessoa melhor. Hoje, posso dizer que a minha menor mudança foi a paralisia”, diz.

Apesar de perder o namorado – que não deu apoio à companheira -, ver a mãe largar o emprego para cuidar dela e interromper o curso universitário de Recursos Humanos, a jovem mantém sorriso fácil e otimismo. Compartilha toda essa boa energia no Instagram, rede social na qual é seguida por 55 mil pessoas.

“Decidi relatar o meu caso e abrir o meu perfil quando completei seis meses como paraplégica. O resultado? Dormi com dois mil seguidores e acordei com 16 mil. Muitas pessoas se chocaram e compartilharam a minha história, que viralizou. Daí em diante, a página só prosperou.”

Além de dividir o dia a dia e receber mensagens motivacionais na plataforma, Layane se ampara no esporte para sentir-se bem e resgatar a autoestima. Pratica handebol, natação e basquete ao lado de outros cadeirantes. Faz, também, sessões frequentes de fisioterapia. Contrariando as expectativas médicas, ela crê que voltará a andar.

“Tenho muitos sonhos. Quero voltar a andar, conhecer o mundo, terminar o curso de Recursos Humanos e me tornar uma porta-voz de superação. Este é só o começo”, acredita.

Até pouco tempo, Layane não planejava tomar nenhuma medida contra o profissional responsável por colocar o piercing. No entanto, reavaliou a postura e, agora, cogita processá-lo. “Eu optei por não falar sobre ele até o momento. Pensava: ‘isso não me fará voltar a andar’. Porém, venho analisando a possibilidade de mover um processo com a ajuda de um advogado. Afinal, outros clientes podem estar correndo risco e, caso ganhe, a indenização ajudará nos custos dos meus tratamentos”, afirma.

Ela vive com a mãe, o tio e avó em uma casa em Planaltina, uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Atualmente, a única renda da família é a aposentadoria da anciã.

Cuidados redobrados
O quadro de Layane Dias é extremo, mas sequelas um pouco menos graves, como deformidades, não são incomuns em pacientes com piercings inflamados.

A bacharel em direito Fernanda Lisboa, 24, é uma das jovens que vivenciou o problema. Após aplicar o quinto adorno no corpo, desta vez orelha, a brasiliense sentiu a região vermelha, inchada e latejando no dia seguinte à aplicação. “Como estava acostumada com piercings, sabia que a reação não era normal. Tirei a joia, mas as dores não amenizaram”.

A bacharel em direito Fernanda Lisboa ficou com a orelha deformada após infecção por piercing
“Tomei diversos antibióticos e drenei a orelha algumas vezes, mas nada resolvia permanentemente. Até que tive que ser internada. Passei 12 dias no hospital e fiz uma cirurgia para retirada da cartilagem necrosada”, conta. Os médicos acreditam que o problema, manifestado tão rapidamente, tenha sido provocado por falta de higiene por parte do profissional que realizou a perfuração

À época, o episódio afetou drasticamente a autoestima de Fernanda. “Com o tempo, aprendi a lidar com a situação e, atualmente, sou muito bem resolvida com ela. Só não quero mais saber de piercings”, garante, afirmando que não cogita realizar cirurgia reparadora para melhorar a estética da orelha.

Cícero Freitas, profissional com 35 anos de experiência em tatuagens e piercings e dono do estúdio Cicero Tattoo, dá alguns conselhos para evitar problemas com a perfuração. “É muito importante escolher um estúdio de confiança e que siga as regras de assepsia”, aconselha.

De acordo com o especialista, outra dica importante é não descuidar em casa. “Em alguns casos, os clientes adquirem infecções pelo mal cuidado em domicílio. Por isso, é extremamente relevante atentar-se à higienização”, finaliza.

Para quem curte o acessório, mas tem receio de furar, uma boa opção são os piercings de pressão, encontrados facilmente em joalherias e lojas de bijuteria país afora.


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Sarau não ao feminicídio, um grito contra a violência

Evento reúne dezenas de poetas e músicos de Brasília no Teatro dos Bancários de Brasília (314 Sul), dia 13 de fevereiro, 5ª feira, às 19h. Entrada gratuita.

Em defesa da vida, amantes da poesia, música, justiça e direitos humanos estão convidados para o Sarau Não ao Feminicídio, no dia 13 de fevereiro, a partir das 19h, no Teatro dos Bancários de Brasília. Um protesto contra a alarmante realidade que acomete mulheres em todo o Brasil, a ação cultural, promovida pelo Celeiro Literário de Brasília e pelo projeto BraSa – Caminhos Literários e Musicais entre Brasília e Salvador, contará com 20 poetas e diversos músicos da Capital Federal, que levarão seus versos e canções em um gesto de denúncia das violências físicas e simbólicas contra o gênero feminino.

Com a 5ª maior taxa de feminicídio do mundo, a realidade brasileira aponta para uma guerra silenciosa na qual milhares de mulheres cotidianamente são ameaçadas, abusadas, estupradas ou mortas. A última edição do Atlas da Violência, produzido em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), constata a triste conjuntura: o número de mortes de mulheres por razão de gênero. Em dez anos, houve um crescimento de 30,7% de homicídios femininos no território nacional. Somente em 2017, 13 mulheres foram assassinadas por dia, além da estimativa de, no mínimo, 300 mil estupros anuais, já que, infelizmente, as notificações não correspondem a todos os crimes.

No Distrito Federal, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, somente em janeiro de 2019, registrou-se um feminicídio por semana. Na maioria dos casos (74%), os crimes ocorreram dentro de casa. Pelo perfil das vítimas, a maioria entre 25 e 30 anos. Segundo os dados atualizados em 2018, Brasília ocupa o quinto lugar em índices de feminicídio no país.

Frente a esse grave cenário, artistas de Brasília se unem para dar um basta à violência contra as mulheres. Subirão ao palco os seguintes poetas: Nilva Souza, Cristina Roberto, Seirabeira, Ana Rossi, Custódia Wolney, Luciana Barreto, Angélica Torres, Paulo Lima, Mauro Rocha, Marcia Amaral, Ismar Lemes, Flora Benittez, Pietro Costa, Nara Fontes, Analise, Vicente Sá, Malu Verdi, Roberto Medina, Luh Veiga e Maria Maia.
Na programação musical, Martinha do Coco, Dora Cabanilha, Marina Andrade, grupo de choro Regional Marangone, constituído por Rodrigo Pereira (violão), Cristina Porto (fagote), Fernando Borgatto (bandolim), Sidnei Maia (flauta), Henrique Borgatto (cavaquinho) e Davi Muniz (pandeiro) –, além do quarteto Não ao Feminicídio formado por Beatriz Schimidt (flauta transversal), Cristina Porto (Fagote), Eduardo Rangel (voz) e Genil Castro (guitarra).

O evento conta com o apoio expressivo de diversas entidades civis, como Sindicato dos Bancários de Brasília, Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED), Associação de Advogadas e Advogados pela Democracia (APD) Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP), Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor), Unacon Sindical, Instituto Construção e CFEMEA.

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Serviço:
Sarau Não ao Feminicídio
Dia: 13 de fevereiro, 5ªa feira
Hora: 19h
Local: Teatro dos Bancários de Brasília (314 Sul).
Entrada gratuita.

Fonte: https://brasiliarios.com/cultura/1280-sarau-nao-ao-feminicidio-um-grito-contra-a-violencia

Tampas se transformam em alimento para 180 crianças de Santos

Projeto recolhe plástico para reciclagem e venda vira alimento

Tampinhas e lacres de plástico duros – tais como tampas de garrafas, maionese, pastas de dente, amaciante e shampoo – ajudam a complementar a alimentação de quase 200 crianças do Lar Veneranda, no Campo Grande, e ARS – Ação de Recuperação Social, no Chico de Paula. A medida é possível a partir da união do grupo ‘Tampa Amiga’ que, sem vínculos políticos ou religiosos, se empenha na coleta e venda desses materiais para reciclagem e posterior compra de alimentos para complementar as refeições de crianças.

O grupo surgiu em fevereiro de 2018 e ao longo de dez meses já conseguiu retirar do meio ambiente e transformar em renda mais de 4.830 quilos de plástico. Tudo começou quando o médico santista Bruno Pompeu ouviu o pedido de uma amiga de recolher lacres de latinhas para aquisição de cadeiras de rodas em um projeto de São Paulo. Por razões logísticas a coleta não foi adiante, mas Pompeu e a esposa, Dulce Del Santoro, perceberam que poderiam continuar a ação social por conta própria aqui na Baixada Santista.

Foi dessa forma que teve início uma rede invisível de apoio que une anônimos de diversas cidades e profissionais com dois objetivos em comum: auxiliar o planeta e promover o bem. “Nós pensamos que alguém poderia comprar plástico e fomos atrás de lugares que trabalhassem com a reciclagem desse material que demora tanto tempo para desaparecer no planeta. Lembro que na primeira ação recolhemos só 20 quilos de tampinhas e conseguimos comprar 6 caixas de leite. Aquilo nos empolgou muito”, conta Pompeu.

Diretamente, o grupo – que funciona via Whatsapp – possui 200 pessoas. Indiretamente são milhares: os que coletam; os que abrem as portas dos estabelecimentos para que os materiais sejam depositados; os que levam aos postos; os que fazem a triagem e aqueles que levam o material para a reciclagem na capital. O QG físico do projeto funciona na garagem de Pompeu, que se destaca pelo colorido das tampinhas que preenchem todo o ambiente.

“Trabalhamos com os três R’s: reciclar, reutilizar e reduzir. O plástico duro que coletamos é importado e tem um valor muito caro no mercado, além do fato de justamente pelas características demorar séculos para se decompor no meio ambiente. É uma rede invisível e poderosa que queremos ver multiplicada por todas as cidades. Hoje, até mesmos nas entidades que auxiliamos, o processo virou uma ludoterapia: famílias inteiras fazem a coleta e reservam um espaço na semana para separação. Não acredito que temos que abolir o plástico e sim usá-lo de forma consciente”, enfatiza.

Para Dulce, o projeto é transformador. “Nossa ideia não é inovadora, mas estamos fazendo a nossa parte, aos pouquinhos. Queremos que a ideia se espalhe e novos grupo existam com o mesmo ideal”, afirma.

COMO DOAR

O grupo pede que as tampas sejam entregues limpas em galões, preferencialmente, separadas por cor (isso aumenta em 20% o valor de venda). As entregas podem ser feitas nos seguintes lugares: Abor – Associação Beneficente Oswaldo de Rosis (Praça Primeiro de Maio, s/nº – Ponta da Praia); ARS (Rua Manoel Barbosa da Silveira, 239 – Saboó); Centro Espírita Allan Kardec (Rua Rio de Janeiro, 31 – Vila Belmiro); Colégio do Carmo (Rua Egídio Martins, 181 – Ponta da Praia); Portaria do edifício Med Center (Rua Olintho Rodrigues Dantas, 343 – Encruzilhada); Portaria consultório médico Bruno Pompeu (Av. Afonso Pena, 170 – Boqueirão); Portaria prédio (Rua Luís de Faria, 109 – Gonzaga); Rua Fumio Miyazi, 1117 – Jardim Guilhermina – Praia Grande; Rua Enzo Borghi, 58 – Jaguaré (perto do shopping Continental) – São Paulo (Capital). Outras informações pelo instagram ‘Tampa Amiga’.

Fonte: http://www.diariolitoral.com.br

Justiça divulga a lista dos criminosos mais procurados em todo o país

A lista tem 27 nomes cuja prisão é ”estratégica para o enfraquecimento da atuação criminosa no país”

O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou uma lista com os criminosos mais procurados do país, nesta quinta-feira (30/1). Dados como o CPF, o mandado de prisão, e um resumo dos crimes imputados aos investigados e condenados estão no banco de informações tornado público pela pasta. A lista tem 27 nomes cuja prisão é “estratégica para o enfraquecimento da atuação criminosa no país”, segundo a pasta.

“A lista ajudará na captura, e segue a orientação do PR @jairbolsonaro de sermos firmes contra o crime organizado”, afirmou o ministro Sérgio Moro, em seu Twitter.

Entre os nomes dos procurados, estão Juvenal Laurindo, o “Carcará”, que, segundo a pasta, participou do “assalto ao Banco Central em Fortaleza (CE)”. Também acumula condenações por receptação, formação de quadrilha, e está sob suspeita de ter cometido roubo à maior mineradora de diamantes da América Latina, em Nordestina (BA), e de ter participado da explosão da lotérica do município de Independência (CE)”.

Já o ex-policial militar de Mato Grosso, Fábio Costa, foi alvo de uma operação que tinha como alvo o contrabando de cigarros e é investigado por atentar contra a casa de um policial rodoviário federal, em 2017, após a apreensão de uma carga de cigarros falsos avaliada em R$ 14 milhões.

Edvaldo Silva Santos, o “Patrão”, é investigado por ser “um dos mentores da tentativa de roubo a avião de transporte de valores no aeroporto de Salgueiro (PE), em 2018”.

Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, é investigado por ser mentor de dois planos de fuga de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, da Penitenciária de Presidente Venceslau, em 2014, e em 2019. Também é suspeito de ser o mandante da morte de Gegê do Mangue, líder do PCC assassinado em 2018.

Sonia Aparecida Rossi, a “Maria do Pó”, é tida por investigadores como a maior traficante de cocaína da região de Campinas. João Aparecido Ferraz Neto, o “João Cabeludo”, tem envolvimento com roubos a carros fortes e tráfico de drogas no Vale do Paraíba (SP) – a pasta especula que ele esteja na Bolívia.

A lista dos procurados foi elaborada pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado da Diretoria de Operações da Secretaria de Operações Integradas – Seopi/MJSP.

O banco com os nomes, de acordo com o Ministério, “foi construído a partir de informações dos estados e também dados públicos, fornecidos pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e teve como foco criminosos condenados por agirem em mais de um Estado”.

“A análise seguiu 11 critérios, entre os quais estão a atuação interestadual e transnacional; rede de relacionamento; posição de liderança em organização criminosa violenta; capacidade financeira, entre outros”, afirma a pasta.

Segundo o Ministério, “para a escolha dos nomes, foram ouvidos profissionais com experiência e atuação no enfrentamento a crimes violentos em diversas unidades federativas, além de agentes policiais estaduais e federal’. “É importante ressaltar que o projeto não leva em conta os criminosos com atuação local, bem como eventuais crimes que, embora graves, não possuam vínculo com organizações criminosas”.

“A lista será atualizada mensalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem como objetivo contribuir com mais uma ferramenta na localização de criminosos para estados e DF”, diz a pasta.

Segundo o Ministério, denúncias e informações podem ser encaminhadas pelos números do Disque-Denúncia das Secretarias de Segurança Pública dos Estados-membros.

Por contemplar nomes de criminosos de alta periculosidade, o ministério recomenda que as abordagens sejam realizadas apenas pelas forças policiais.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

Vídeo de estudante paraense cantando música de Andrea Boccelli viraliza

Ronald Cardoso mora em Mosqueiro e recebeu uma bolsa de estudos da Fundação Amazônica de Música

Um vídeo postado na internet com o filho de pescadores Ronald Nonato dos Santos, de 10 anos, cantando na beira do rio a canção “Con Te Partirò”, do tenor Andrea Bocelli, seu ídolo, viralizou e apresentou o talento do garoto para além das fronteiras do distrito de Belém. O vídeo já alcançou mais de 260 mil visualizações e mais de 10 mil compartilhamentos na rede, sem contar os de grupos de Whatsapp.

O pequeno talento é estudante da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental “Dr. Lauro Chaves”, localizada na Baía do Sol, em Mosqueiro, e participa também do Projeto Cantar-o-Lar, idealizado pelo músico Salomão Habib, que leva o ensino da música para alunos da rede pública de ensino.”Uma vez estava desenhando um menino que cantava e tocava violão e aí comecei a cantar. Aqui na escola aprendi a respirar melhor pra cantar e a tocar flauta doce. Durante uma aula, a professora colocou a música do Andrea Bocelli, gostei da forma diferente de cantar e me apaixonei pela ópera. Sinto uma alegria quando canto. Imagino logo que estou ao lado desses grandes cantores”, comentou Ronald, que também gosta de música gospel, reggae, música popular brasileira e brega. O pai do menino, o pescador Raimundo Nonato dos Santos, de 59 anos, lembra que o caçula dos cinco filhos, começou a cantarolar pela casa aos três anos e que tudo que faz é cantando. “Ele cantava bem baixinho no corredor de casa. Aí comentei com a mãe dele para prestarmos mais atenção. Quando a diretora chamou a gente foi uma surpresa, porque não sabíamos do projeto. Mas aí o professor Salomão conversou com a gente sobre o talento do nosso filho”, contou Raimundo. “O Ronald não para de cantar. É sempre uma alegria, ele não fica com raiva, ele canta até quando está comendo. Estamos muito felizes”, completou o pai.Em 2019, o projeto Cantar-o-Lar foi implantado na escola onde Ronald estuda. “O Ronald é um desses meninos abençoados com o talento musical. Uma característica muito forte é que ele lê cantando as histórias que vê. Também tem uma afinação muito firme e decora trechos musicais complexos de obras famosas. Quando o Cantar-o-lar chegou na escola, logo vi o potencial do talento do Ronald. A partir daí procurei ajudar da melhor forma”, comenta Salomão.”A voz do Ronald ainda é considerada tecnicamente uma voz “branca”, ou seja, não há ainda a formação completa do aparelho fonador. Sua voz ainda vai amadurecer. Inclusive não há aula de canto formal nesta idade. O que existe é um processo de musicalização onde se treina a voz”, explica o músico.Diante da repercussão do vídeo, o jovem foi agraciado com uma bolsa de estudos da Fundação Amazônia de Música (FAM). A Secretaria Municipal de Educação (Semec), junto com Salomão Habib, vem orientando o aluno e a família sobre as propostas de ajuda que estão surgindo.”Agradecemos todos da escola e do projeto que estão nos ajudando a encaminhar o Ronald para uma escola de música e realizar o sonho dele”, comenta seu Raimundo, que ao mesmo tempo em que incentiva o filho, o orienta a ter cautela sobre o futuro.

Fonte: https://www.oliberal.com

Após fuga de três presos, juíza interdita bloco na Papuda

VEP determinou ainda que os detentos sejam retirados para a reforma do Bloco I da Ala A do Centro de Detenção Provisória

Brasília(DF), 20/02/2016 – Papuda – centro de internamento e reeducação Papuda. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Após a fuga de três presos, a juíza da Vara de Execuções Penais do DF, Leila Cury, decidiu interditar o Bloco I da Ala A do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo da Papuda. A medida foi tomada diante da constatação da fragilidade da construção, cuja estrutura arquitetônica foi erguida ainda na década de 1960 e é a mais antiga do DF.

Segundo informações do Núcleo de Inteligência do CDP, após a fuga de André Cândido Aparecido da Silva, Carlos Augusto Mota de Oliveira e Roberto Barbosa dos Santos – presos provisórios que ocupavam a cela 15 –, outros detentos também demonstraram intenção de escapar do presídio, o que levou à necessidade de reforçar a segurança e adotar novas medidas.

“Entendo necessária a retirada dos presos daquela ala para que a administração penitenciária providencie os devidos reparos e com a devida urgência, sobretudo para evitar a ocorrência de novas evasões”, disse a juíza.

Buraco por onde os presos escaparam
Ainda sobre as medidas cabíveis, a magistrada prossegue: “Considerando que não há possibilidade alguma de os internos permanecerem na ala interditada, sob pena de inviabilizar a realização da obra, autorizo o remanejamento deles para os demais blocos da unidade prisional, desde que sejam respeitadas as características processuais e pessoais de cada um”.

A decisão da juíza foi tomada com base no artigo 66 da Lei de Execuções Penais, que autoriza a autoridade judicial a “interditar, no todo ou em parte, estabelecimento penal que estiver funcionando em condições inadequadas ou com infringência os dispositivos da lei”. Agora, a Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal) tem 120 dias para apresentar à VEP plano detalhado de obras para recuperação da ala interditada.

As alas B e D do mesmo Bloco I do CDP já foram interditadas em outras ocasiões para realização de reformas e pelos mesmos motivos.

A Sesipe abriu investigação para identificar a possível facilitação da fuga, ocorrida na madrugada dessa terça-feira (28/01/2020). Conforme o Metrópoles mostrou, em primeira mão, os presos cavaram um buraco em cima da porta e saíram pelo telhado. Eles pularam dois muros antes de ganharem as ruas. Ainda não foram localizados.


Presos que fugiram na madrugada da última terça-feira

A penúltima fuga registrada no complexo ocorreu em 21 de fevereiro de 2016, quando 10 detentos da Penitenciária do Distrito Federal 1 (PDF 1) escaparam durante chamada nominal feita por agentes, ato conhecido como “confere”. O local abriga presos que cumprem pena em regime fechado.

Denuncie
Qualquer informação para ajudar as operações de captura dos foragidos dessa terça-feira (28/01/2020) pode ser passada por meio dos telefones (61) 3234-4486, 197 e 190.

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Resgatada pela polícia, idosa maltratada morre em hospital do DF

A vítima estava desnutrida, sem dentes e com várias feridas pelo corpo. Acusada de maus-tratos, filha foi presa e solta após pagar fiança

A idosa de 69 anos resgatada pela Polícia Civil após supostos maus-tratos por parte da própria filha não resistiu e morreu na noite dessa quarta-feira (15/01/2020). Leila Maria Marçal foi encontrada pelos investigadores em sua residência (foto em destaque), em Taguatinga Sul. Ela estava desnutrida, sem dentes e com várias feridas pelo corpo. Um dos machucados, nas costas, deixava o pulmão da mulher à mostra, de tão profundo.

A situação em que se encontrava a mulher chocou os policiais civis que foram ao local e prenderam a filha dela. “Eles a descreveram como um cadáver vivo. Ela estava se desintegrando, uma situação deplorável”, disse a chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa e com Deficiência (Decrin), Ângela Maria dos Santos. A prisão de Flávia Cristina Marçal, 38, filha de Leila, ocorreu nessa terça-feira (14/01/2020). Mas ela foi solta, após pagar fiança de R$ 2,5 mil.

Ainda de acordo com a delegada, a mudança na tipificação dos crimes apurados contra a filha depende de laudos. “Precisamos confirmar, de forma técnica, se a morte é decorrente de maus-tratos. Ela (Leila) estava há 10 anos em estado vegetativo”, explicou a policial.

Os policiais chegaram até a casa da idosa após denúncia de um médico do Núcleo de Atendimento Domiciliar, do Hospital de Taguatinga (HRT). Durante uma das visitas, o profissional se deparou com as cenas de horror.

Aos investigadores, a filha da idosa teria assumido que usava, mensalmente, os R$ 3,9 mil da aposentadoria da idosa para benefício próprio. Ela justificou que a vítima se alimentava por meio de sonda e, por isso, não tinha gastos pessoais.

Leila, que era servidora aposentada da Secretaria de Educação, vinha sofrendo com o agravamento de sua condição de saúde por causa de um acidente automobilístico ocorrido 20 anos atrás. Há uma década, a vítima se encontrava em estado vegetativo e recebia “cuidados” da filha única.

“Nós fomos acionados pelo Núcleo de Atendimento Domiciliar da Secretaria de Saúde para acompanhar uma visita e verificar a situação. Encontramos uma casa com um ambiente totalmente insalubre, sem as mínimas condições de higiene, quente e sem ventilação, a ponto de os policiais que participaram da ação passarem mal”, descreveu a delegada Ângela Maria dos Santos.

A filha contou, em depoimento, que “cuidava” da mãe desde que tinha 18 anos. Nunca trabalhou e diz ter trancado a faculdade para ficar com a idosa. “Ela disse que nunca contratou cuidadoras porque temia que elas maltratassem sua mãe”, informou a delegada.

Com o dinheiro da aposentadoria da vítima, ainda segundo os investigadores, a filha comprava roupas, comida e, recentemente, adquiriu um celular de última geração. “Chamou atenção a frieza como ela falava sobre fazer uma poupança para dar um funeral digno à mãe”, ressaltou Ângela Maria.

Conforme a policial, a autora chegou a juntar R$ 6 mil, mas a conta estava com apenas R$ 50 no dia em que foi detida.

Após ser resgatada, a idosa foi levada às pressas para o HRT e entubada. Desnutrida, chegou ao hospital em estado grave, com diversos machucados de odor fétido e áreas necrosadas pelo corpo. Apresentava ainda péssimo estado de higiene, pois estava defecada e urinada. A possível causa da morte é infecção generalizada.

O caso foi comunicado ao Ministério Público.

Inicialmente, a filha pode responder por três crimes. São eles: deixar de prestar assistência ao idoso em situação de iminente perigo ou dificultar sua assistência à saúde, sem justa causa – pena de 6 meses a 1 ano de reclusão e multa; expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes – pena de 2 meses a 1 ano de reclusão e multa; apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso – pena de 1 a 4 anos e multa.

Fonte: www.metropoles.com/

 

PCDF investiga se há mais envolvidos em tortura de balconista

Segundo a ex-namorada de José Messias, ele teria enviado vídeos das agressões a outras pessoas usando o telefone da própria vítima

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investigará o possível envolvimento de outras pessoas nos crimes de agressão cometidos pelo tatuador José Messias Alves, 37 anos, contra a ex-namorada, 22, em Ceilândia. Segundo Viviane* (foto em destaque), ele usava o telefone dela para enviar imagens dos atos violentos a amigos.

“Nesta semana, daremos início às investigações. Vamos ver o que há nessas mensagens e se há mais gente que sabia sobre isso”, disse o delegado Gutemberg Santos Morais, da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia).

Além de amigos, o tatuador teria enviado os vídeos a uma ex-namorada. De acordo com Gutemberg, os investigadores ainda não recuperaram as mensagens do celular de Viviane para análise do conteúdo, o que será feito nesta semana.

“Ainda não sabemos o que há no telefone. Quem nos falou sobre essas imagens foram testemunhas. Vamos procurar esses vídeos, ver as pessoas que podem ter recebido, se participaram. Tudo isso será apurado”, afirmou.

Neste domingo (12/01/2020), a Justiça deferiu medidas protetivas de urgência para a mulher, que passou 15 dias sendo espancada com uma barra de ferro. A balconista ficou mantida em cárcere privado desde 31 de dezembro até a última sexta-feira (10/01/2020).

José Messias Alves tem uma série de acusações na polícia

Prisão preventiva
Em audiência no Núcleo de Custódia, na tarde deste domingo, a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de José Messias. Ao tomar a decisão, o juiz substituto Felipe Figueiredo de Carvalho considerou o histórico criminal do réu.

“O autuado é reincidente, ostentando condenações definitivas por delitos de roubo e homicídio, sendo que teria, em tese, cometido o delito em análise quando ainda em cumprimento de pena, em gozo de benefício de prisão domiciliar”, pontuou o magistrado.

Durante a audiência, o juiz ressaltou que os crimes cometidos pelo tatuador “são de extrema gravidade”, uma vez que a mulher foi “submetida a violência e restrição da liberdade por período prolongado”.

O magistrado frisou ainda que o histórico criminal de José Messias “denota a insuficiência de medidas cautelares diversas da prisão na espécie”.

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DF: 12 motoristas são multados por dia pela falta de cadeirinha

Entre janeiro e novembro, foram 3.903 multas referentes à falta ou ao uso inadequado do item. Em 2018, o número de delitos chegou a 2.832

Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) registrou aumento na quantidade de infrações por transporte de crianças de forma irregular em 2019. Entre janeiro e novembro de 2018, o número de delitos referentes à falta ou ao uso inadequado da cadeirinha no carro ficou em 2.832. No mesmo período deste ano, foram registradas 3.903 infrações.

Isso significa que houve um aumento de 1.071 multas no DF comparando os dois intervalos. Entre janeiro e novembro de 2018, então, o Detran multou diariamente mais de 8 motoristas devido a essa infração. Em 2019, foram aproximadamente 12 multas por dia, considerando os 11 meses.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), transportar criança de forma irregular (sem equipamento de retenção ou com equipamento incorreto) é uma infração gravíssima.

A multa para quem cometer a infração, de acordo com o artigo 168 do CTB, é de R$ 293,47. Além disso, são descontados 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o veículo é retido até que a irregularidade seja sanada.

Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o equipamento mais adequado varia de acordo com a idade ou o peso das crianças. Veja as especificações a seguir:

Crianças de até 1 ano — ou 13 kg, dependendo da recomendação do fabricante: devem ser transportadas no bebê-conforto ou em uma poltrona reversível, sempre no banco traseiro e voltado para o vidro de trás do veículo;
Crianças de 1 a 4 anos — aproximadamente 9 kg a 18 kg: devem usar a poltrona reversível no banco de trás, mas virada para a frente do veículo;
Crianças de 4 a 7 anos e meio — com cerca de 18 kg a 36 kg: precisam usar um assento de elevação, também chamado de booster, no banco traseiro do veículo, junto com o cinto de segurança de três pontos;
Crianças de 7 anos e meio a 10 anos: devem viajar no banco traseiro do carro com o cinto de segurança de três pontos. Alguns especialistas recomendam que as crianças usem o assento de elevação até que tenham pelo menos 1,45 m de altura, por questões de segurança. A partir de 10 anos de idade, a criança não precisa, obrigatoriamente, viajar na cadeirinha, mas deve viajar no banco traseiro, sempre com cinto de segurança.

Proteção

De acordo com estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso da cadeirinha reduz em 70% a chance de morte de bebês em acidentes. No caso de crianças, o risco de óbito é minimizado entre 54% e 80%, conforme a idade.

Morador da Asa Norte, o vendedor Fábio Santos, 30 anos, é pai de duas meninas, de 3 e 8 anos. Ao Metrópoles, ele contou que só sai de casa com a caçula, Fabiana, sentada na cadeirinha. A mais velha, Rafaela, já não precisa mais utilizar o apoio de elevação. “Mas sempre que a gente viaja de carro, eu a coloco no assento para proteger”, disse.

“Até este ano, a Rafa usava o assento. Entretanto, agora, o cinto de segurança já não pega mais no pescoço dela. Então já saímos sem ele”, completou Fábio.

“Uso fundamental”
Samira Mara Santos, 37 anos, é mãe do pequeno Davi, de 3 anos, e nunca sai sem colocar o filho na cadeirinha adequada. “Nós somos quatro pessoas na minha família. Então, só tenho uma vaga para passageiro no carro, e não abro mão. Não é por medo de multa, é porque o uso da cadeirinha é fundamental”, ressaltou ela.

Em 2009, Samira sofreu um acidente de trânsito com o filho mais velho, que hoje tem 14 anos. Ainda criança, ele estava sentado em uma cadeirinha e não sofreu nenhum ferimento.

“Ele tinha apenas 4 anos na época. Estávamos na estrada. Meu marido dormiu e acabamos caindo numa vala. Mas meu filho nem acordou, não sentiu nada, porque estava na cadeirinha. Então, eu prezo muito pelo uso dela”, destacou.


Samira Mara e o filho Davi, de 3 anos

Mudanças no Código de Trânsito
Em junho deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entregou à Câmara dos Deputados um projeto de lei com algumas mudanças no CTB. Entre elas, o PL propõe alterar as regras para o transporte de crianças, retirando as multas para motoristas que não estiverem usando o equipamento de segurança.

Caso a proposta seja aprovada no Congresso, a violação das regras “será punida apenas com advertência por escrito”. A proposta, que ainda não chegou ao Senado, está mobilizando deputados para alterar o conteúdo, que atacam os pontos mais caros ao presidente.

Relator da matéria na comissão especial da Câmara, Juscelino Filho (DEM-MA) apresentou, no fim de novembro, um parecer no qual defende a alteração de pontos, como a retirada da punição pelo descumprimento do uso da cadeirinha para crianças.

Apesar disso, o presidente tem reforçado o posicionamento pela manutenção do texto. Nesta semana, ele reclamou do tratamento dado pelo relator do projeto e disse que vai vetar as mudanças feitas pelo parlamentar.

“Lógico que vai vetar, mas a última palavra é do parlamento. Com 257 pessoas votando ‘não’, derruba o veto. Ou seja, a ideia de desburocratizar, facilitar a vida de quem produz, que é o motorista, vai ser prejudicada tendo em vista a ação do relator”, disparou o presidente.

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