Juíza que trabalhou como faxineira para pagar curso de direito lança livro

“Fui até motivo de piada. Sem ninguém na área jurídica na família, pobre, negra… Ninguém acreditava em mim, mas eu acreditava”
image002 (14)postado em 30/04/2017 09:09
Diário de Pernambuco
Adriana Maria Queiroz/Arquivo Pessoal

Adriana Maria Queiróz estudou em escola pública e trabalhou como faxineira para poder pagar a faculdade e, hoje, é juíza de direito. Titular da 1ª Vara Cível e da Vara da Infância e do Adolescente, de Quirinópolis, em Goiânia, Adriana vai lança um livro, no dia 29 de abril de 2017, intitulado “Dez passos para alcançar seus sonhos – A história real da ex-faxineira que se tornou juíza de direito”.

“O objetivo do livro é motivar as pessoas que, como eu, já estiveram muito distantes dos seus sonhos. É mostrar que é possível superar condições adversas, ir contra paradigmas preestabelecidos. Vale a pena lutar pelo que você acredita e você deve acreditar nos seus sonhos, independentemente do tempo que leve para realizá-los”, disse a juíza ao portal do UOL.

Ela nasceu no interior de São Paulo, em Tupã, onde seus pais, trabalhadores rurais do Sertão da Bahia, foram para buscar mais oportunidades de vida. “Era uma família humilde. Sempre estudei em escolas públicas e depois, quando passei na faculdade de Direito da cidade, tive que usar todas as minhas forças possíveis, pois meus pais não tinham condições de pagar”.

Para custear o sonho, Adriana conseguiu um trabalho como faxineira na Santa Casa da cidade onde morava, trabalhando na limpeza hospitalar enquanto estudava durante a noite. Porém, isso não era suficiente, então ela foi atrás do diretor da faculdade. A direção se sensibilizou com a história de Adriana e, então, deram 50% da bolsa de estudos para que ela concluísse o curso, que ela já havia escolhido desde o Ensino Médio.

O sonho de ser juíza veio quando ela estava na faculdade, mas outra dificuldade se apresentou: ela teve que lutar contra o preconceito e a descrença. “Minha decisão de estudar Direito teve a ver com injustiça social, com os motivos de exclusão que eu via. Busquei conhecimento e uma forma de mudar esse contexto. Dentro da faculdade, conhecendo as áreas, quis me preparar para ser juíza. Algumas pessoas da minha família e conhecidos ficaram surpresos. Fui até motivo de piada. Sem ninguém na área jurídica na família, pobre, negra… Ninguém acreditava, mas eu acreditava. Nunca isso foi requisito para ser juíza”.

Ao concluir a faculdade, Adriana pediu demissão, juntou o dinheiro da rescisão e foi para a capital de São Paulo fazer cursos preparatórios para o concurso de Magistratura. Com o dinheiro que tinha, conseguiria ficar por dois meses em um pensionato de estudantes. Como não conseguiu emprego logo, Adriana passou a achar que não conseguiria realizar seu sonho, mas então Damásio de Jesus, diretor de um curso de direito, se sensibilizou com a história e lhe ofereceu 100% de bolsa de estudos e um emprego na biblioteca na escola. Foi ele, inclusive, quem escreveu o prefácio do livro de Adriana.

“Foram sete anos trabalhando e estudando em São Paulo. Sábados, domingos, feriados… Foram muitas reprovações até que em 2010 eu fui aprovada. Em janeiro de 2011, tomei posse como juíza em Goiânia. Eu realmente estava obstinada a alcançar meu sonho. Passei por momentos de desânimo, as dificuldades pesaram muito, a distância que eu estava e onde queria chegar era muito longa… Mas desistir nunca passou pela minha cabeça”.

Feira de artes expõe obras de crianças e adolescentes autistas em Brasília

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar.

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postado em 01/05/2017 17:49
Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

image002 (13)“Como hoje é o Dia do Trabalho, a ideia é mostrar que os meninos podem trabalhar, ganhar dinheiro e participar de uma atividade”, informou a psicóloga Fabiana Andrade, uma das responsáveis pelo evento. Mesmo quem não tinha algum tipo de arte para mostrar se envolveu com a divulgação do evento e com as vendas durante a feira.

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar, que reúne psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, médicos, nutricionistas e professores de educação física para atender crianças com autismos em Brasília.

Beatriz Fornazari, de 11 anos, vendeu os 20 quadros que levou para expor na feira. “Estou gostando de vender meus quadros”, disse a menina, que adora pintar. A mãe de Beatriz, Carla Taís Fornazari, afirmou que o evento incentiva o desenvolvimento da filha.

“Além disso, evidencia que eles são capazes, que não é algum tipo de deficiência que vai limitar. Quando são estimulados e trabalhados, desenvolvem como qualquer criança dessa idade”, acrescentou Carla Taís.

Ivan Madeira Safa, 13 anos, também expôs seus desenhos na feira. As gravuras, algumas abstratas, retratam uma das paixões do jovem: a banda de rock Led Zeppelin.

“Gosto muito de música, do Led Zeppelin, The Smiths e dos Beatles”, disse o jovem. Para a mãe dele, Mariana Madeira, além de desenvolver a sociabilidade de Ivan, a feira é uma oportunidade para estimular o que as crianças e adolescentes são capazes de produzir. “Valoriza eles como pessoas e aponta para alguma alternativa de atividade produtiva.”

Autismo

De acordo com o psicólogo Gustavo Tozzi Martins, do Instituto Ninar, atualmente a maioria dos projetos de apoio aos autistas vem dos próprios familiares.

“Há movimentos muito bem organizados no Brasil, inclusive desenvolvendo projetos de lei e fazendo eventos, mas a iniciativa ou surge de um corpo clínico como este ou puramente dos familiares”, concluiu.

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Show de Bossa Nova

Sábado, 22 de abril, às 11h30, no TEATRO SESC SÍLVIO BARBATO (Setor comercial Sul) o CLUBE DA BOSSA NOVA e o SESC realizarão o show
DUO DE CORDAS
com FÉLIX JÚNIOR e MANASSÉS DE SOUSA
Participação Especial
CÉLIA RABELO, reconhecida internacionalmente e admirada pelo seu talento.

Os violonistas e a cantora apresentam afinidade e entrosamento fantástico, além de várias formas de interpretação e virtuosidade seguida de muita emoção.

ENTRADA FRANCA

Você irá ouvir:

*CORRENTEZA
Tom Jobim / Luiz Bonfá
* O MEU AMOR
Chico Buarque
*LÁ VEM A BAIANA
Dorival Caymmi
*JOÃO E MARIA
Sivuca / Chico Buarque
*BERIMBAU
Baden Powell / Vinícius de Moraes
*DISPARADA
Théo de Barros / Geraldo Vandré
*JUAZEIRO
Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
*O MUNDO É UM MOINHO
Cartola
*EU PRECISO APRENDER A SÓ SER
Gilberto Gil
*AMIGO É PRA ESSAS COISAS
Sílvio da Silva Jr. / Aldir Blanc
*CABROCHINHA
Maurício Carrilho / Paulo César Pinheiro
* PONTEIO
Edu Lobo / Capinan
* LIBERTANGO
Astor Piazolla
*SANTA MORENA
Jacob do Bandolin

Vírus comum pode causar intolerância ao glúten; achado é trilha para vacina

Estudo publicado nesta sexta-feira (7) na revista Science sugere que a infecção por um vírus comum, considerado inofensivo, pode desencadear o desenvolvimento da doença celíaca, ou intolerância ao glúten, proteína presente na farinha de trigo, na de cevada e na de centeio.

image001 (27)Os autores, pesquisadores da Universidade de Chicago e da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, acreditam que a descoberta pode abrir caminho para a criação de uma vacina para prevenir a doença.

Embora houvesse indícios da ligação de infecções virais com o início da doença celíaca, ainda não havia provas dessa conexão.

“O estudo mostra claramente que um vírus que não é clinicamente sintomático pode prejudicar o sistema imunológico e abrir caminho para uma doença autoimune, especialmente a doença celíaca”, disse Bana Jabri, professora do Centro para Doença Celíaca da Universidade de Chicago.

“No entanto, o vírus específico e seus genes, a interação entre ele e o hospedeiro, e o estado de saúde do hospedeiro também são importantes”.

A doença celíaca é causada por uma resposta imprópria do sistema imunológico ao glúten. Não há cura e o único tratamento efetivo é uma dieta sem farinha de trigo, centeio e cevada.

A doença celíaca é uma doença autoimune que atinge aproximadamente 1% da população, enquanto na África saariana a proporção é de 5,6%, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Reação ao glúten
Mesmo em pessoas que não têm a doença, o corpo naturalmente tem dificuldade de digerir o glúten e já costuma usar mais o sistema imunológico do que para outras proteínas. Mas ainda não se sabe exatamente como ocorre a resposta imune inflamatória ao glúten.

Em 2011, o mesmo laboratório descobriu que a IL-15, uma citocina em abundância no na mucosa do intestino de pacientes celíacos, pode afetar a tolerância ao glúten. No entanto, nem todos celíacos possuem a IL-15 de forma exacerbada.

No estudo atual, os cientistas usaram duas cepas diferentes de reovírus em camundongos para mostrar como as diferenças genéticas dos vírus podem mudar como eles interagem com o sistema imunológico.

Um dos reovírus comuns em humanos desencadeou uma resposta imune inflamatória e a perda da tolerância ao glúten, enquanto a cepa geneticamente diferente não provocou essa reação.

“Estamos estudando os reovírus por algum tempo e ficamos surpresos pela descoberta que há uma ligação potencial entre o reovírus e a doença celíaca”, disse Terence S. Dermody, da Universidade de Pittsburgh.

“Agora precisamos definir com exatidão os fatores virais responsáveis pela indução da resposta autoimune.” A pesquisa também descobriu que pacientes com doença celíaca têm muito mais anticorpos contra os reovírus do que os que não desenvolvem a doença.

Isso sugere que a infecção com reovírus pode deixar uma marca permanente no sistema imunológico e seria dessa forma que ajudaria no desencadeamento da resposta autoimune ao glúten.

Polícia prende cuidadora suspeita de desviar R$ 6 milhões de idosa no Rio Cuidadora de uma idosa de 87 anos sacou cerca de R$ 900 mil em apenas três meses da conta dela.

Por Bom Dia Rio
11/04/2017 08h26 Atualizado há 1 hora
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Uma cuidadora suspeita de desviar R$ 6 milhões de uma mulher de 87 anos foi presa nesta segunda-feira (10) no Rio de Janeiro.

A mulher trabalhava na casa da idosa há 17 anos e teria sacado, em apenas três meses, cerca de R$ 900 mil da conta da idosa, como mostrou o Bom Dia Rio nesta terça-feira (11).

Segundo a polícia, em 2014 foram retirados da conta de Gabriela Gonçalves Marques quase R$ 2 milhões. Em 2015, foram R$ 3 milhões. O Ministério Público recebeu uma denúncia anônima e os policiais da delegacia do idoso abriram uma investigação. Os agentes descobriram que tudo ia pra conta de Maria do Amparo Correia.

O delegado Marcos Cipriano conta como Maria do Ampara fazia as transferências do dinheiro. “Essa senhora agia da seguinte forma: 17 anos cuidando da pessoa, uma intimidade muito grande, a família ausente, que é fator principal para que isso aconteça, começou a fazer cheques nominais a ela própria e a senhora vítima assinava. Ela ia ao banco e transferia esses altos valores pra sua conta bancaria ao modo que em 3 anos ela desviou R$ 6 milhões”, conta o delagado.

Em depoimento, Maria do Amparo alegou que a senhora Gabriela fez doações voluntárias para a conta dela. Mas o laudo pericial negou esta versão. Gabriela Marques, de 87 anos, morreu no mês passado. A aposentada apresentava demência senil degenerativa.

Maria do Amparo foi indiciada por apropriação e desvio de bens do idoso e pode pegar até quatro anos de prisão.
RIO DE JANEIRO
Site: http://g1.globo.com/

Violência contra a mulher não é entretenimento

emilly-briga

A pipoca está pronta e a família se aconchega no sofá. A diversão vai começar. Na tela, o personagem de José Mayer, o estereótipo do machão assediador, dá uma bofetada no rosto da mulher com quem se casou na ficção. Um dos olhos dela fica roxo.

Sem qualquer mal-estar, papai, mamãe e filhinhos acompanham a história. Uma outra personagem, também mulher, ri da cara da vilã que apanhou. “Tá de óculos por que, Magnólia?”, ela zomba.

A mensagem é clara: tudo bem bater em uma mulher, se ela merecer. Se ela for vilã, vadia, mimada, chata, traidora ou louca vamos, inclusive, vibrar quando a mão pesada masculina mirar seu rosto.
É um exercício diário de justificar o injustificável. Cena a cena, transforma-se a violência contra as mulheres em uma atrocidade palatável a qual vemos na TV, como se fosse um show de calouros ou programa de culinária.

Acabou a novela, é hora do BBB. Se o faz de conta não nos revolta, quem sabe a realidade faça esse papel? Errado. Na tela, um homem de 40 e poucos anos agride com palavras uma mulher de 20. Berra com ela, nariz com nariz, bota o dedo na cara da namorada, que, visivelmente acuada e silenciada, deita-se em posição fetal debaixo do cobertor.

Especialmente quando um dos lados é mais forte fisicamente, um dedo em riste significa muito. O rapaz mina a autoestima da companheira de confinamento. Diz que sua maior qualidade é “transar legal” e a destrata diariamente. Na base do grito, novamente, a oprime diante da audiência nacional, que, passiva, não se assombra com a gravidade da violência transmitida como um show bizarro.

Uma das participantes chega a dizer: “A Emilly tem que levantar o bracinho e mostrar aquele roxo embaixo do braço”, sugerindo a violência física.

As outras mulheres da casa temem pela própria segurança. Afinal, estão ali trancadas com um agressor. “Violência verbal também é violência”, lembra uma delas. E ela está correta: a Lei Maria da Penha prevê punição a quem comete violência psicológica e verbal.

A violência psicológica é definida no artigo 7º, inciso II, da Lei Maria da Penha como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

Essa não foi a primeira nem será a última vez em que assistimos um relacionamento abusivo ser romantizado em rede nacional.

Como bem lembrou Luana Piovani esta semana, dois meses depois de bater na atriz, Dado Dolabella ganhou o prêmio máximo de um reality show. A TV se transforma em espelho e reflete a imagem e semelhança de quem está do outro lado.

A promotora do Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) Liz-Elainne Mendes chama a atenção para o fato de que canais de rádio e TV operam concessões públicas e por isso estão sujeitos à regulamentação e fiscalização.

“A mídia tem poder de reforçar o machismo e os estigmas aos quais as mulheres estão expostas. Quando a violência contra a mulher é mostrada sem nenhum contexto de conscientização, isso causa prejuízos sociais e comunitários. Há uma violência simbólica e ostensiva sendo praticada”, explica a promotora.

Para entender mais sobre a responsabilidade da mídia na espetacularização da violência contra a mulher, é possível assistir o documentário “Quem matou Eloá”, de Lívia Perez.

Em 2008, Lindemberg Alves, de 22 anos, invadiu o apartamento da ex-namorada, Eloá Pimentel, 15, armado, mantendo-a refém por cinco dias.

O crime foi amplamente transmitido pelos canais de TV. A apresentadora Sonia Abrão, inclusive, entrevistou o sequestrador ao vivo. “Quem matou Eloá?” traz uma análise crítica sobre a abordagem da mídia televisiva nos casos de violência contra a mulher, revelando um dos motivos pelo qual o Brasil é o quinto no ranking de países que mais matam mulheres.

Você pode denunciar casos de violência contra a mulher pelo 180.
Site: Metropoles

Louise: alunos da UnB ficam revoltados com pena 'leve' para assassino

Para a família, amigos e estudantes do curso da vítima, havia a esperança de mais tempo de reclusão em regime fechado

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postado em 05/04/2017 06:00 / atualizado em 05/04/2017 07:33

Gabriella Bertoni – Especial para o Correio
Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
“No dia seguinte ao desaparecimento (de Louise), eu cheguei cedo à universidade e vi o Vinícius andando pelos corredores do Centro de Biologia. Nem imaginei que ele tinha feito aquilo” Amanda Bernardes, (de óculos), 19 anos, ao lado de colegas do curso de biologia

Após o assassino confesso Vinícius Neres Ribeiro ser condenado a 23 anos e 10 dias pela morte da estudante de biologia da Universidade de Brasília (UnB) Louise Maria da Silva Ribeiro, o clima entre estudantes e professores da instituição era de inconformismo — advogados criminalistas previam pena de pelo menos 30 anos de prisão para o réu. Para a família, amigos e alunos do curso da vítima, havia a esperança de mais tempo de reclusão em regime fechado. Dessa forma, Vinícius poderá cumprir dois quintos da pena e passar para o regime semiaberto em 8 anos, pois está preso há um ano.

A sentença saiu após o julgamento que durou quase 11 horas. O réu foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado (feminicídio, motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima) e destruição parcial do cadáver. Ao fim da audiência, o pai de Louise, o militar Ronald Ribeiro, comentou que a pena foi a esperada, mas considera baixa. “Nada trará a vida dela de volta. Como o juiz falou, ele é jovem, réu primário e tem bons antecedentes. É um rapaz que daqui a pouco está solto de novo, em uma nova universidade e poderá cometer outros crimes”, lamentou.

Um grupo de estudantes de biologia que, à época do crime, em 2016, eram alunos do primeiro semestre, contou que precisaram passar por acompanhamento de professores do curso e de psicólogos. “Era a nossa primeira semana de aula e foi aquele choque. No dia seguinte ao desaparecimento (de Louise), eu cheguei cedo à universidade e vi o Vinícius andando pelos corredores do Centro de Biologia. Nem imaginei que ele tinha feito aquilo”, contou Amanda Bernardes, 19 anos. Sobre o resultado do julgamento, Ademar Dantas, 19, foi incisivo. “Poderia ser um dia ou a vida toda, mas nunca será o suficiente. Não existe essa barganha com a vida de alguém. O período que ele passar lá ainda será pouco”, avaliou.

A diretora do Instituto de Biologia, Andrea Queiroz Maranhão, contou que, depois do crime, houve a necessidade da criação de grupos de apoio e de acompanhamento psicológico para alunos e professores. “Sabemos que o resultado foi o possível, mas não o justo, pois pode estar fora da cadeia com 28 anos. Nós tivemos que reaprender o que fazemos de melhor e ficar com os alunos. Não podemos perder o nosso foco, que é formar esses jovens”, contou. A educadora destacou que o curso de biologia fez uma parceria com o Centro de Apoio Psicológico da UnB para orientar todos os envolvidos. “Precisamos repassar que a biologia ensina a vida. Essa tragédia jamais será esquecida”, concluiu.

Defesa

Inicialmente condenado a 25 anos de reclusão, Vinícius recebeu dois atenuantes da pena: a confissão e a menoridade relativa do réu (quando tem entre 18 e 21 anos). Por causa disso, ele cumprirá a pena de 23 anos e 10 dias de reclusão — 22 anos pelo homicídio e 1 ano pela destruição do cadáver. “Mas por ser um homicídio qualificado, que é um crime hediondo, ele tem direito a cumprir dois quintos da pena em regime fechado e, depois, passar para o regime semiaberto”, explicou a advogada de defesa, Tabata Lais Sousa Silva. A defensora detalhou, ainda, que, a cada três dias de trabalho, o condenado recebe o abono de um dia na pena.

A defesa de Vinícius entrará com recurso, mas não revelou qual será o argumento a ser usado. Tabata Silva acrescentou que, com o tempo, se o cliente mantiver o bom comportamento, estudar e trabalhar, poderá conseguir a liberdade condicional, quando não precisará mais dormir no Complexo Penitenciário da Papuda. Porém, terá obrigações com a Justiça e precisará de autorização especial para sair de Brasília.

Durante o julgamento, a promotoria alegou que o discurso de Vinícius havia mudado quando o réu contou que o motivo do crime foi a raiva que sentiu ao abraçar Louise — ele a atraiu para o Laboratório de Biologia da UnB ao dizer que se mataria. Ao ser preso, o condenado demonstrou frieza, postura semelhante durante os depoimentos prestados no Tribunal do Júri de Brasília.

Distrito Federal registra queda de 9,5% nas doações de órgãos

costureiraA chance de sobreviver pode depender dos órgãos de alguém que acabou de morrer. Quem perdeu um parente pode não autorizar o procedimento

“Ao adoecer, consegui receber o benefício financeiro, mas isso não basta para eu pagar os remédios. Preciso continuar trabalhando e fazer consertos em roupas. Meu sonho é fazer o transplante e voltar a ter uma vida normal, sem dor para trabalhar dignamente”

Tudo passa a ser urgente quando se trata de salvar vidas. A doação de órgãos — ato que dá a chance às pessoas acometidas por doenças graves e, muitas vezes, incuráveis, de seguir vivo — é uma simples equação matemática: a morte encefálica de uma pessoa pode mudar a vida de outras cinco. Porém, 36% das famílias brasilienses não autorizam a doação de órgãos de parentes falecidos, de acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). O Distrito Federal registrou uma queda de 9,5% nas doações. A pesquisa assinalou, ainda, que, no ano passado, 32 pessoas morreram na fila à espera de um transplante, na capital do país.

Em 2016, foram notificados 321 potenciais doadores em Brasília. Porém, apenas 75 tornaram-se efetivos, pois 246 foram descartados, o que equivale a 77%. Atualmente, 291 pessoas aguardam por transplante no DF, segundo dados da ABTO. Desses, 215 esperam por um rim; 10, por fígado; cinco precisam de um novo coração e 61, de uma córnea.

A nefrologista Daniela Salomão, coordenadora-geral da Central de Notificação Captação e Distribuição de Órgãos do Distrito Federal (CNCDO), informou que, ainda que uma redução tenha sido registrada, a capital do país contabilizou, em 2016, 25,7 doadores de órgãos por milhão de habitante. Segundo ela, o número praticado no Distrito Federal está próximo ao de países primeiros colocados no ranking na doação, como Espanha (39,7 doadores por milhão de habitantes); Croácia (39); Bélgica (32,4); Portugal (28,6) e EUA (28,5).

Saiba mais…
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Para a nefrologista, a queda se explica por uma série de fatores. “Estamos cada vez mais rigorosos quanto aos critérios estabelecidos por nossas equipes para avaliar se um paciente está em condições de se tornar um doador e, por outro lado, precisamos de uma melhor infraestrutura para a captação dos órgãos”, avaliou. Daniela Salomão acrescentou que Brasília capta, de outros estados, órgãos para serem transplantados no DF. “Contamos com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) para agilizar todo o trabalho”, comentou.

Idealizador do Setembro Verde — campanha nacional que visa conscientizar os brasileiros sobre a doação de órgãos —, o cirurgião cardiovascular José Lima Oliveira Júnior, acredita que “existe também a necessidade de aumentar o número de equipes transplantadoras na capital federal, assim como ampliar a ação das campanhas elucidativas para explicar à população sobre a importância da doação de órgãos”.

Ressignificando a dor

A prática da doação e do transplante de órgãos é uma via de mão dupla que precisa, mais do que tudo, de consentimento. No momento da decisão, são vivenciadas situações delicadas e difíceis de administrar, tanto com os familiares dos doadores, como com os receptores, que aguardam novos órgãos.

A costureira Maria de Jesus, 53 anos, sofre de insuficiência renal e espera por um rim desde 2015. Moradora do Gama, ela disse que a doença foi descoberta em 2011. “Ao adoecer, consegui receber o benefício financeiro, mas isso não basta para eu pagar os remédios. Preciso continuar trabalhando e fazer consertos em roupas. Meu sonho é fazer o transplante e voltar a ter uma vida normal, sem dor para trabalhar dignamente”, afirmou.

A secretária Naara Felipe da Silva Guedes, 35 anos, também aguarda um transplante há pelo menos dois anos. Como é diabética, está na fila prioritária para receber um rim e um pâncreas. Segundo Naara, a doença a acompanha desde o primeiro ano de vida. “Aos 19 anos, perdi a visão. Aos 24, me casei e hoje tenho um filho de 7 anos. Esse é o verdadeiro motivo pelo qual me fortaleci para aguentar toda essa espera”, admitiu. A moça, moradora do Riacho Fundo II, está em São Paulo há dois meses fazendo todos os exames para a cirurgia. “Meu maior sonho é poder me recuperar e estar bem para presenciar a formatura do meu filho daqui a alguns anos”, afirmou.

Segundo o cirurgião cardiovascular José Lima Oliveira Júnior, a insuficiência renal crônica — principalmente associada à pressão alta, à obesidade, à diabetes e ao tabagismo — é o que mais atinge pacientes que precisam de um transplante. Ele explica que o tempo de espera varia muito de acordo com o estado de saúde e de algumas características do receptor. “A demanda é muito alta para esse órgão. Por isso, temos de fazer campanhas de conscientização em todo o país para ajudar quem precisa”, complementou.

Mas há esperanças. A pesquisa da ABTO mostrou que a taxa de doadores de órgãos no Brasil aumentou 3,5%, atingindo 14,6 doadores por um milhão de habitantes, em 2016. A expectativa é de alcançar 15,1 doadores por um milhão de habitantes. Segundo o cirurgião, o Brasil já conta com mais de 250 mil transplantados, desde o início da década de 1960. “A partir de 1980, houve o boom do procedimento. Hoje, fazemos uma média de mais de 34 mil transplantes por ano.”

A luta pela vida em números

· 10.158 é o número de potenciais doadores no Brasil, em 2016.
· Desses, apenas 2.981 se tornaram doadores efetivos no ano passado.
· Cerca de 71% dos potenciais doadores (7.177) foram descartados, enquanto 2.013 pessoas morreram na fila aguardando um transplante.
· Até dezembro de 2016, mais de 34 mil pessoas esperaram por um transplante: 21.264 (rim); 10.923 (córnea); 1.331 (fígado); 282 (coração); 172 (pulmão); 539 (pâncreas) e 31(rim e pâncreas)

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Polícia Civil prende novamente padrasto que violentou enteada

Ele havia sido solto semana passada, após audiência de custódia. Para delegado, menina poderia se sentir coagida e não acreditar na Justiça.

estuproA Polícia Civil do DF prendeu novamente o padrasto que abusou da enteada de oito anos no Riacho Fundo e foi liberado em audiência de custódia. A prisão, realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), foi determinada pelo Juízo Criminal do Riacho Fundo, acolhendo representação do delegado Wisllei Salomão.

A prisão preventiva foi requerida sob o argumento de que a vítima estaria em risco em razão das ameaças sofridas durante os abusos, do comportamento da mãe que ficou apoiando o companheiro e porque a criança se sentiria coagida, pois ela passou por toda a ação policial e o autor não foi preso, o que poderia fazer com que ela não acreditasse mais na Justiça e não auxiliasse a fase judicial.

O caso foi descoberto porque a criança contou sobre os abusos para a professora de um projeto social que frequenta, no dia 17 deste mês. Ela havia sido estuprada horas antes. A instituição de ensino acionou o Conselho Tutelar da região e a menina foi encaminhada à unidade policial.

Psicólogos da delegacia conversaram com a criança, que voltou a relatar os crimes. Segundo consta no boletim de ocorrência, “a vítima foi imediatamente ouvida pela Seção de Análise Técnica (SAT), à qual pode relatar vários episódios de violência sexual”. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou a presença de “vestígios do ato libidinoso”.

Vinte e quatro horas após a primeira prisão, o homem conseguiu o direito de responder o processo em liberdade, após decisão em audiência de custódia. A nova prisão ocorreu no sábado (25/3).

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Homem devolve US$ 1 milhão que apareceu em sua conta

“Tenho um bebê de três anos e para mim será muito gratificante dar a ele os melhores exemplos e contar, dentro de alguns anos, já que ele ainda é muito pequeno, a história do que aconteceu”, declarou Soto ao “Canal 7” da televisão da Costa Rica.

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Este homem de 37 anos e dono de um pequeno estabelecimento comercial de peças automotivas em San José, a capital do país centro-americano, não conseguiu dormir na noite em que viu a milionária soma em sua conta bancária.

“Como o ser humano é um pecador, passou pela minha cabeça quitar minhas dívidas, a hipoteca da casa, o local que comprei, muitas coisas. Naquela noite não dormi, mas no dia seguinte fui ao banco e fiz o que tinha que fazer”, contou o comerciante.

O dinheiro, que pertencia a uma empresa concessionária de veículos, apareceu na conta bancária de Soto devido a um erro do banco, que lhe ofereceu desculpas pelo ocorrido.

Soto recebeu felicitações, mas também foi alvo de brincadeiras por parte de amigos e conhecidos, que afirmaram que ele poderia usar o dinheiro para sair do país e fazer uma nova vida. No entanto, para o comerciante, isto não era viável, pois “a tranquilidade e a honestidade não têm preço”, disse.
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