Brasília recebe o maior evento de empreendedorismo do Centro-Oeste

Capital Empreendedora contará com mais de 40 palestrantes, espaço para expositores e mini workshops

Nos dias 18 e 19 de maio, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães será palco do maior evento de educação empreendedora do Centro-Oeste. A terceira edição do Capital Empreendedora contará com mais de 40 palestrantes em quatro ambientes paralelos, mini workshops e uma feira de startups. A estimativa é que mais de 3 mil participantes circulem pelo local durante os dois dias de atividade.

O evento foi criado em 2016 para ajudar empreendedores — tanto novos quanto os mais experientes — a se desenvolverem, se atualizarem e a se conectarem com o mercado local. De acordo com um dos fundadores e organizadores, Lucas Alves, a escolha de sediar o evento em Brasília foi estratégica.

“Notamos que a cidade possuía uma carência no segmento de empreendedorismo, principalmente por ser conhecida como ‘cidade do serviço público’. Apesar disso, existem muitas pessoas com capacidade de empreender”

Na oportunidade, o público também poderá entender melhor o que procuram os principais investidores de startups do Brasil. Dentre os palestrantes confirmados, estão: Camila Farani, investidora-anjo e jurada do Shark Tank Brasil; Sandro Magaldi, CEO do MeuSucesso.com; Franklin Luzes, executivo chefe de operações da Microsoft; Amanda Alvernaz, gerente de marketing do aplicativo Trello; e Amure Pinho, presidente da ABStartups.

Segundo Alves, haverá oportunidade de interação, investimentos e surgimento de novas parcerias. “Esta será a maior edição que já realizamos. Teremos a feira de startups, para as pessoas divulgarem suas empresas e, além disso, os palestrantes são, todos, do mais alto gabarito e escolhidos de forma que possibilitem o que pretendemos entregar: conteúdo e conexão”, garante.

Ingressos
Os passaportes para o evento variam de R$ 397 a R$ 689. Os interessados podem escolher, no portal do evento, entre a opção Smart (que dará direito aos dois dias do evento, acesso à todas palestras e à feira de Startups, app exclusivo do evento, coworking, mini workshops e o certificado online) ou Vip Pass (além de todos direitos do ingresso Smart, o ingresso possibilita mentorias, free coffee, acesso ao lounge VIP, espaço reservado na plenária e credenciamento exclusivo).

Edições anteriores
A primeira edição do Capital Empreendedora discutiu o tema “Criatividade para Solução de Problemas” e contou com 700 participantes. No ano seguinte, mais de 1200 participantes estiveram presente nas 10 horas de evento, que discutiram criatividade, negócios, inteligência emocional e tecnologia.

Site: https://www.metropoles.com

Casos de caxumba fazem universidade suspender aulas de engenharia civil

A turma do 9º semestre do curso foi autorizada a fazer as atividades remotamente. Pelo menos seis alunos apresentam sintomas da doença

É indicado que os frequentadores do campus verifiquem se as vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral estão atualizadas(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Pelo menos quatro alunos do curso de engenharia civil do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), campus Taguatinga, estão com caxumba e outros dois apresentaram os sintomas da doença. Por causa disso, as aulas do 9º semestre do curso foram suspensas nesta quinta-feira (26/4) pela instituição de ensino.

As primeiras informações, de que haveria muitos casos da doença na instituição, começaram a circular nas redes sociais esta semana. Porém na quarta-feira (25/4), quando questionada a respeito pelo Correio, o UniCEUB negou e as classificou como boato.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (26/4), porém, o UniCEUB informou que acompanha o caso e, por precaução, os estudantes da turma do 9º período poderão fazer as atividades em casa. As aulas continuam normalmente para os demais alunos.

“A instituição também está em contato com as autoridades responsáveis por promover a proteção da saúde da população”, enfatizou. A diretoria indica que os estudantes, assim como os funcionários, apurem se as vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral estão devidamente atualizadas.

A Secretaria de Saúde informou que não sabe sobre casos de caxumba e que a notificação da doença não é compulsória.

Site: www.correiobraziliense.com.br

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O avesso da memória: Cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII
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Acumulação de trabalho e mobilidade de capital, de José Carlos Peliano

Diagnósticos em ergonomia no centro-oeste brasileiro (vol. 1 e 2) – Bem estar no trabalho, eficiência e eficácia em questão, de Mário César Ferreira et alii

Elites e trabalho no Brasil e no Uruguai, de Sônia Ranincheski

Escola, saúde e trabalho: Estudos psicológicos, de Maria das Graças T. Paz (Org.)

A pós-graduação no Brasil: Formação e trabalho de mestres de doutores no país (vol.1), de Jacques Veloso

Saberes subalternos e decolonidade: Os sindicatos das trabalhadoras domésticas do Brasil, de Joaze Bernadino Costa

A Social-Democracia alemã e o Trabalhismo inglês, de Maria Rosinda Ramos da Silva

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Como contar para a criança que alguém morreu

O post de hoje é sobre um assunto triste e delicado, porém necessário.

Quando minhas filhas tinham 3 anos de idade uma amiguinha delas da escolinha morreu. Não resistiu a uma cirurgia. Essa amiguinha era da mesma turma de uma das minhas filhas. A convivência era diária.

Quando recebi a terrível notícia logo pensei: “meu Deus, quanta dor para essa mãe.” No caminho da escola fiquei imaginando como daria uma notícia dessas para crianças de apenas 3 anos de idade. Se para adultos já é difícil contar, imagina para crianças.

Várias perguntas me passaram pela cabeça. Será que elas já têm noção do que é a morte? Será que eu conto ou espero que elas perguntem? Se elas perguntarem, como vou contar? Falo de estrelinhas, céu, Papai do Céu… socorro! Fiquei perdida e abalada com a notícia.

Assim que entraram no carro, a minha filha que estudava na mesma sala da amiguinha que morreu, logo comentou: “mamãe, a Letícia (nome fictício) não foi pra aula hoje. A tia disse que ela está dodói.”

Na escola me orientaram a não dizer sobre o ocorrido naquele momento. Após o dia de luto da escola, conversaram com as crianças sobre a ausência da amiguinha. Alguns dias se passaram até minha filha dizer: “mamãe, minha amiguinha Letícia morreu. Ela está com o Papai do Céu, só que estou com muita saudade dela. A gente pode ir lá no céu visitar minha amiguinha?”

Não teve jeito. Tive que falar sobre a morte com elas, mas percebi que ainda não tinham noção da dimensão do assunto e da gravidade do ocorrido.

Bom, espero que você não precise, mas para ajudar mamães a passarem por situações como esta com mais confiança, entrevistei a psicóloga Priscila Preard que, gentilmente, esclareceu dúvidas com informações valiosas sobre o assunto. Confira.

Como contar para a criança que alguém morreu? Inicialmente, é importante enfatizar que a criança é um ser único onde cada uma deve ser respeitada em sua singularidade, capacidade e ritmo. A morte faz parte do ciclo vital, pois é natural da vida, porém é um tema difícil que se refere a sofrimento, transformação e traz consigo uma certa complexidade a depender, por exemplo, da forma que a morte aconteceu e de quem veio a falecer. Omitir o acontecimento e negar essa informação à criança pode ser mais desestruturante a ter que dizer a verdade. Na infância, a criança não apenas assimila o que acontece ao seu redor, como também passará por modificações a partir dessas vivências. O silêncio nesses casos será ineficiente, como também poderá ser patogênico, fazendo com que a criança fique apenas com pensamentos fantasiosos e não tenha com quem conversar. Quando você fala a verdade e se dispõe a conversar com ela, você ajuda a criança a formular os pensamentos.

Voltando mais objetivamente à questão, penso que é importante entender a crença da família sobre o que é a morte, respeitar e compreender a fase emocional e cognitiva dessa criança e assim formular uma resposta simples e objetiva. Evitar metáforas e eufemismos como por exemplo: “fez uma viagem longa”, “dormindo para sempre”, dentre outros; isso poderá causar mais confusão, uma vez que uma criança de três anos, segundo Piaget (psicólogo suíço), se encontra em um estágio pré-operacional, ou seja, a criança nessa fase ainda desenvolverá a capacidade de simbolização.

Nesses casos validar o sentimento da criança é um movimento importante que ajudará a se sentir mais confortável com seus sentimentos. Uma alternativa é evitar utilizar termos como: “não chore.” Melhor dizer: “percebo que você está triste, quer conversar?”. Ser solidário nesses momentos pode ter um efeito terapêutico, propiciando uma melhor adaptação ao momento e assim permitindo uma possível elaboração do luto e, consequentemente, uma ressignificação da vivência.

A partir de qual idade a criança já tem noção do que é a morte?
A partir dos três anos de idade, porém ela ainda não é capaz de endereçar aspectos, tal como a morte ser algo irreversível. Com o passar do desenvolvimento, entre os 9 e 11 anos, a criança consegue compreender respostas tanto científicas, como religiosas e culturais.

Como explicar o que é a morte?
Entendo que é uma pergunta que aparece “na cabeça” dos pais acompanhada de certas doses de angústias. É uma pergunta demasiadamente genérica para um universo tão plural. Primeiramente, respeite a estrutura da criança, não traga elementos que ela não tenha condições de elaborar. Em segundo lugar, utilize-se de meios para ajudá-la a simbolizar, como filmes e livros. Caso a criança tenha entre 9 a 11 anos, poderão ser utilizados exemplos nos campos científicos, religiosos e culturais. Como dica, indico o filme VIVA – A vida é uma festa, que trata de forma leve um assunto tão delicado.

É comum as crianças saberem que as pessoas morrem quando ficam velhinhas. Mas quando uma criança morre, como explicar?
A primeira questão seria importante observar se foi a criança que trouxe essa pergunta ou se foi ela quem pontuou essa diferença. Se sim, traga argumentos onde a criança minimamente entenderá. É um tema delicado. É relevante pensar que cada caso é um caso. Acrescento ainda para os pais que não escondam seus sentimentos às crianças. O compartilhamento de emoções e sentimentos entre pais e filhos será um movimento que ajudará a criança a se sentir mais acolhida em sua dor. Outro ponto importante é perceber possíveis mudanças de comportamento após a notícia da morte, pois algumas reações são esperadas, como negação, tristeza, raiva e comportamentos regressivos, como fazer xixi na cama. Sendo essas reações comuns e esperadas nesse primeiro momento, uma vez que pode surgir sentimentos na criança relacionados a abandono ou culpa. O luto infantil é um processo subjetivo, mas é importante os pais ou responsáveis, quando notarem uma duração maior dessas reações, percebendo assim um comprometimento nas atividades no dia a dia e no comportamento da criança, procurarem por um psicólogo infantil.

E quando a morte foi um suicídio, é melhor dizer a verdade ou omitir?
Em meu entendimento, não há que se falar em omissão, mas sim de respeito à capacidade emocional e cognitiva da criança. Faço uma pergunta para os leitores: o que essa informação acrescentará na vida das crianças? Talvez mais angústia tanto para os pais quanto para as crianças. Os aspectos trágicos de como a morte aconteceu não precisam ser explorados, pois a criança, principalmente entre 3 e 8 anos, não assimilará. Nessa fase a criança opera em um nível literal, o que significa que a capacidade de simbolização ainda está em desenvolvimento.

Se o melhor for dizer a verdade sobre o suicídio, como dizer?
Destaco um exemplo de abordagem:

“É algo relacionado com a morte, mas te explicarei melhor quando você estiver com mais idade ou mais velho.”

Como explicar o que é suicídio?
Se essa for uma questão levantada pela criança, é importante não deixá-la sem resposta, porém não se faz necessário explicar os detalhes.

Levar ou não levar a criança no funeral e/ou enterro?
É uma decisão que diz de uma vivência íntima e subjetiva que cada família tem que se permitir elaborar. A minha colaboração nessa questão será no intuito de ajudá-los a pensar nos vários aspectos dessa experiência.O enterro é um momento ou um ritual de despedida que poderá servir de ajuda para uma melhor simbolização do processo, porém outras questões como a duração do tempo do enterro e as condições do ambiente são aspectos relevantes a serem levados em conta também.

Site: https://planetamae.com

Sucesso sem caridade é um fracasso

John Paul DeJoria, empresário Americano veio ao Rio para falar sobre empreendedorismo no Centro Universitário Augusto Motta.

“Nasci em uma família muito pobre e já fui sem-teto. Conto minha história para inspirar jovens a construir negócios bem-sucedidos com pouco dinheiro. Meu primeiro negócio quase faliu 50 vezes e hoje vale bilhões.”

Conte algo que não sei.

Há dois segredos do sucesso para quem deseja empreender. O primeiro é estar ciente de que muitas rejeições virão, e não deixar que isso derrube o desejo de vencer. Por isso, é preciso estar tão feliz e entusiasmado na centésima primeira porta em que se vai bater quanto estava na primeira. O segundo segredo diz respeito a criar o melhor produto ou serviço que se pode oferecer. Dessa forma, não é preciso tanto esforço para vender depois. Isso se chama reorder business que você vende é tão bom que quem compra uma vez quer comprar de novo e faz propaganda. Pessoas bem-sucedidas fazem todas as coisas que pessoas sem sucesso não querem fazer, como trabalhar sete dias por semana, dia e noite.

O senhor foi de sem-teto a bilionário. Como foi a sua infância?

Minha mãe veio da Grécia, meu pai, da Itália, e eu nasci nos Estados Unidos. Meu pai abandonou a família antes de eu completar 2 anos. Meu irmão, minha mãe e eu vivemos juntos. Aos 7 anos, eu vendia vasos de flores; aos 9, cartões de Natal. Depois entreguei jornais. Dava o dinheiro à minha mãe. Quando jovem, eu já era empreendedor. Minha geração é diferente da geração atual. O fato de termos um trabalho nos fazia sentir muito bem. Quando fiquei desabrigado, eu me esforcei para superar essa situação. Não fiquei parado onde estava, mas pensando no que deveria fazer para dar o próximo passo. Nesse caso, em primeiro lugar, era me alimentar. Eu dizia à minha mãe que se ela pudesse cozinhar para nós eu já estaria muito satisfeito.

O senhor criou uma linha de produtos para cabelos, a Paul Mitchell, e hoje sua fortuna é avaliada em mais de US$ 3 bilhões. O que esse valor significa para o senhor?

Nada. Faço exatamente o que eu fazia antigamente. O que muda é que, com essa quantia, ganha-se mais capacidade de transformar as coisas. Há alguns meses, a Ilha de Barbuda foi devastada por um furacão, cerca de 1.500 pessoas perderam suas casas e foram para um abrigo em Antígua. Na semana seguinte, eu e meus parceiros começamos a construir casas para os sem-teto. Eu fico tão feliz em fazer doação que metade da minha riqueza é usada para fazer do mundo um lugar melhor para se viver. Eu acredito que sucesso sem caridade é um fracasso.

Existe alguém que tenha se tornado bem-sucedido por sua causa?

Acredito que sim, porque muitas pessoas não sabem como superar as rejeições, e eu costumo bater nessa tecla. Numa universidade onde fiz uma palestra, aqui no Rio de Janeiro, uma moça disse-me que iria dedicar orações a mim porque minhas lições já estavam mudando a vida dela.

O senhor é feliz?

Com certeza! Na vida, se você quiser prestar atenção ao que é realmente importante, o número um em prioridade não é a riqueza, é a felicidade. O número dois é a saúde. O número três é a riqueza, porque, se você não está feliz, não pode ser rico. Portanto, felicidade, saúde e riqueza.

O que o senhor diria para uma pessoa que não é mais tão nova, que ainda tem vida pela frente, mas não alcançou o sucesso?

Eu recomendaria acessar imediatamente o site da Amazon ou do iTunes e assistir ao filme “Good fortune”. Quando assistir, vai perceber por que estou dizendo isso. Não importa o que aconteceu na sua vida, se você está sem casa, sem trabalho, sem dinheiro. Se você acredita em si mesmo, você pode se renovar. As pessoas precisam saber que não há problema em se transformar, e não importa em que fase da vida elas estejam.​

 Site: www.o globo.com

Petshops podem ser obrigados a ter veterinários nas lojas

Ministério Público Federal entende que, nos estabelecimentos onde há venda de medicamentos, a situação é semelhante à das farmácias humanas, em que a presença do farmacêutico é obrigatória

Crédito: Reprodução Crédito: Reprodução

Assim como as farmácias humanas são obrigadas a ter um farmacêutico nos estabelecimentos, o Ministério Público Federal quer que petshops que vendam medicamentos e animais vivos contratem veterinários como responsáveis técnicos.

O subprocurador-geral da república Moacir Guimarães Filho vai apresentar amanhã à Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) questão de ordem para que a Corte revise o dispositivo que dispensa essas empresas da contratação de médico veterinário. Para o MPF, a presença desse profissional dá segurança à prescrição de medicamentos, à rotulação de produtos e à venda de animais.

Em maio do ano passado, em decisão unânime, os ministros entenderam que não havia, na Lei, justificativa para que as lojas que vendem medicamentos veterinários e animais vivos tivessem de manter veterinários nos estabelecimentos. Porém, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) pensam diferente e apresentaram embargos contra essa decisão.

O MPF está de acordo com os argumentos dos Conselhos e defende a revisão da decisão. O subprocurador-geral da República Moacir Guimarães, que vai apresentar a questão de ordem, acredita que o julgamento não levou em conta a analogia com os profissionais de farmácia, que atuam em idênticas condições nos estabelecimentos que vendem remédios para humanos.

Ele ressalta, ainda, que, no caso da venda de animais não domésticos, a questão é ainda mais relevante, porque envolve as condições de tratamento que eles devem receber após a comercialização. Sendo assim, o fato desses estabelecimentos comercializarem e exporem tanto animais vivos quanto medicamentos justifica, para o subprocurador geral da República, a contratação de um responsável técnico, seja por razões de proteção à integridade dos animais, quanto para resguardar a própria saúde pública.

Site: http://blogs.correiobraziliense.com.br/maisbichos/

Homem que atacou corretora na Asa Sul vai a júri popular


Thiago Dantas Tizon de Oliveira será julgado pelo júri popular por tentativa de homicídio duplamente qualificado cometida contra uma corretora de imóveis em novembro de 2017. O julgamento ainda não tem data marcada.

“Tendo a instrução processual revelado indícios de autoria por parte do acusado, inclusive no que se refere à qualificadora do motivo fútil e do recurso que dificultou a defesa da vítima, confirmando em tese o que restou apurado na fase inquisitiva, e estando comprovada a materialidade do crime, impõe-se seja o caso submetido ao júri popular desta circunscrição”, decidiu o juiz do Tribunal do Júri de Brasília, Evandro Moreira da Silva.

Memória
A vítima contou que o homem a atacou dentro de um apartamento na 412 Sul. Segundo o depoimento, Tizon se passou por um cliente interessado em um imóvel. Ela relatou que pressentiu “algo ruim”. “Ele disse que queria mostrar o apartamento para a noiva e pediu 20 minutos até que ela chegasse. Depois, contou que ela não conseguiria vir e pediu para tirar umas fotos do imóvel”, completou.
Desconfiada, a corretora deixou a porta entreaberta e manteve contato visual com o homem durante toda a visita: “Mas, no único momento que me virei de costas, para abrir a persiana da sala, fui surpreendida com dois golpes de martelo na cabeça”.

Machucada, assustada e ainda em pânico, a corretora afirmou que sentiu a primeira martelada na lateral de sua cabeça. Em seguida, teria recebido mais cinco golpes na cabeça e um no braço, quando ela tentava se defender de alguma forma.

Depois de agredi-la, teria tido que “a mataria de qualquer jeito”. Segundo a mulher, a frase foi dita repetidas vezes, enquanto o algoz a martelava na cabeça e rasgava suas roupas.

Versão do autor
Thiago Tizon contou na delegacia que não sabia o motivo pelo qual atacou a corretora com um martelo. Afirmou que costumava carregar a ferramenta porque também trabalha como corretor e a usa para pregar faixas pela cidade. O autor explicou que procurava um apartamento para comprar e se interessou pelo imóvel anunciado.

Disse que chegou a chamar a namorada para participar da visita ao imóvel, mas ela não apareceu. Thiago relatou ter pedido permissão para tirar algumas fotografias do apartamento, para mostrar à parceira, mas, inesperadamente, “decidi agredir” a corretora. Ele negou para os policiais que teria tentado estuprá-la: “As roupas se rasgaram quando tentei segurá-la”.

Site: www.metrópoles.com

Morre em Brasilia a jornalista Valéria de Velasco

A jornalista Valéria de Velasco trabalhou no Correio Braziliense na década de 1980. Ela deixa três filhas, cinco netos e um bisneto

A jornalista Valéria de Velasco morreu, na madrugada desta terça-feira (17/4), vítima de um aneurisma na aorta abdominal sofrido há 12 dias. Com vasta carreira no jornalismo e respeitada pela qualidade dos textos, Valéria fazia (faz) parte de um seleto grupo de pessoas que pensam e escrevem em favor do humanismo – tão distante das commodities jornalísticas de hoje em dia. A sua ferramenta era a vida, principalmente a dos excluídos, dos invisíveis da sociedade. Como dizia: “jornalismo é para mudar vidas”.

Trabalhou no Correio Braziliense na década de 1980 e depois, por mais de uma década, nos anos 2000, ajudando a novos repórteres com sua voz suave, sem nunca alterá-la, como se fosse um mantra. Nos últimos meses, estava como colaboradora da Revista do Correio, era ela quem dava o verniz às reportagens, era ela quem sugeria as pautas mais perto do coração. Ela era assim: humana, humilde e poderosa.

Jamais fugiu à luta diante dos desmandos e desmantelos sociais. Defendeu a Justiça, nunca o justiçamento; defendeu a conscientização, nunca o ódio. Criou o Convive (Comitê Nacional de Vítimas de Violência) depois de perder o filho Marco Antônio Velasco, o Marquinhos, espancado até a morte por uma gangue que se denominava Falange Satânica, formada por jovens de classe média, um crime que abalou a cidade no início dos anos 1990.

Valéria, nascida em 11 de setembro de 1944, deixa três filhas, cinco netos e um bisneto. Foi ao encontro de Marquinhos. A família ainda não divulgou as informações sobre o velório e o sepultamento.

Mulher forte
Em nota, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, lamentou a morte da jornalista, ressaltando que Brasília perdeu uma de suas mais notáveis e fortes figuras da cidade. “A jornalista Valéria de Velasco nos deixa a imagem de uma profissional competente, séria, mas principalmente a de uma mulher forte que enfrentou as agruras da vida com coragem e determinação. Se tornou, na adversidade de uma perda trágica de um filho, militante ativa contra a violência em Brasília. Meus pêsames à família e aos amigos, com minhas orações a todos”, afirmou o governador.

A arte do amparo
Há um poema lindo de Antônio Cícero chamado Guardar. Compartilho um trecho: “Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la / Em cofre não se guarda coisa alguma / Em cofre perde-se a coisa à vista / Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado / Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela / Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro / Do que um pássaro sem voos…”

Sou uma pessoa de sorte. Tenho o que guardar. Guardo gente, mas não as tranco, nem as escondo. Tenho ao meu lado amigos com raras qualidades. Observá-las no decorrer da vida tem sido um exercício de aprendizado. Algo como aulas de caráter, dignidade, bondade, empatia. Tenho isso de graça, talvez por graça divina. O que pode haver de melhor? Passear pela vida de braços dados com seres iluminados, porém humanos e palpáveis, é caminhar na luz. A cada dia, persisto na ideia de compartilhar o mundo com as melhores companhias. Hoje, quero falar de uma delas: Valéria Velasco.

Nossas vidas se cruzaram há exatos 31 anos. Ela, uma respeitada e premiada editora de revistas e jornais; eu, uma retirante pernambucana dando os primeiros passos no jornalismo brasiliense. Somos cúmplices na dor e no amor. Testemunhas de momentos intensos na vida de uma e outra. Companheiras de trabalho, que se guardaram mutuamente a cada mudança de posto e de porto. Acima de tudo, parceiras num mundo que esbanja crueldade e carece de mãos amigas. Valéria tem uma especialidade: a capacidade de amparar. A mão dela não vacila. O gesto de esticá-la sempre na direção de quem necessita é traço de sua personalidade.

A mão, o colo, o ombro de Valéria são patrimônios quase públicos, tamanha a sua disponibilidade de socorrer qualquer um, sobretudo naqueles dias que não têm 24 horas. Sim, há dias que duram uma vida: nove meses de uma gestação de risco, temporadas de perrengues financeiros, a morte de um filho e tantas outras perdas e inconstâncias da nossa existência. Em dias, semanas, meses, anos extremamente cinzentos, vi Valéria abrir caminhos na Justiça; horas na agenda; abrir a casa; e abrir os braços para os abraços mais necessários e aconchegantes que alguém pode ganhar. Guardo testemunhos em série sobre sua generosidade.

Minha amiga conhece como ninguém a arte do amparo, tão rara e cara nesse mundão truculento de hoje. Este texto não é apenas sobre Valéria, nem sobre amigos, nem sobre guardar o que precisa ser guardado e jogar fora todo o resto. Este texto é sobre reconhecimento. Precisamos falar sobre o que é bom e sobre quem faz o bem. O que você guarda? Quem você guarda? Aqui, nas minhas preciosas caixinhas, guardo Valéria. Mas ouso compartilhar suas qualidades, sem medo, porque ela merece e porque todos devem saber.