Rota da morte: DF-001 é a rodovia que mais mata no Distrito Federal (Principal, violência, comportamento e serviços)

Rota da morte: DF-001 é a rodovia que mais mata no Distrito Federal

Acidentes resultaram em 254 mortes no DF em 2017, sendo 154 só em rodovias distritais. Mas trechos de BRs, como a 020, a 060 e a 080 também registraram um número alto. Detran e DER, porém, comemoram queda de 37% na quantidade de vítimas

“Eu estava a 80 km/h quando um carro saiu da entrada do Recanto das Emas e entrou na minha frente. Tentei desviar, mas acabei rodando na pista e capotando no canteiro” – Iolanda Rocha, professora

Nenhuma rodovia mata tanto no Distrito Federal quanto a DF-001. Dezenove pessoas perderam a vida na estrada que circula a capital em 2017. Em seguida, vêm os trechos das BRs-020 (Brasília-Fortaleza), 080 (Brasília-MT), 060 (Brasília-Goiânia) e 070 (Brasília-Bolívia). No ano passado, 254 morreram em acidentes no trânsito de Brasília, sendo 154 só em rodoviais distritais, como a DF-001. Comparado a 2016, o número total caiu 37%.

A professora Iolanda Rocha, 49 anos, foi vítima em um acidente no Km 4 da BR-060, perto do Recanto das Emas. Ela voltava da comemoração do ano-novo em Alexânia (GO). “Eu estava a 80 km/h quando um carro saiu da entrada do Recanto das Emas e entrou na minha frente. Tentei desviar, mas acabei rodando na pista e capotando no canteiro”, conta. Iolanda sofreu hematomas pelo corpo e fraturou o braço direito.

Detran flagra 26 motoristas embriagados por dia em operação de fim de ano

A professora reclama da falta de sinalização na via, da ausência de equipamentos eletrônicos de monitoramento e de passarelas para pedestres. “Como educadora, prezo por esse tipo de atitude por parte dos nossos governantes. Aqui, tragédias são comuns. Não podemos ficar esperando pessoas morrerem para a situação mudar”, cobra.

Coordenador do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília (UnB), Pastor Willy Gonzales Taco explica que o número de acidentes, principalmente nas rodovias do DF, é causado pela quantidade elevada de cruzamentos e retornos, além da velocidade alta das vias. “Como Brasília é um polo de ida e vinda, as cidades denominadas dormitórios fazem com que as pistas fiquem com alta intensidade de veículos. Somado ao comportamento humano, isso é um gerador de acidentes”, defende.

Para amenizar as mortes no trânsito, o especialista diz que o ideal é investir em campanha. “Temos que fazer um trabalho pontual e focar na população mais jovem. Todos precisam aprender a respeitar a outra pessoa que está na via. Isso seria um influenciador no índice das mortes”, comenta. Para ele, os órgãos de trânsito também precisam investir na qualidade do serviço e aumentar o número de sinalização e fiscalização ao longo das rodovias. O estudioso ressalta que o fluxo de veículos saindo e entrando no DF é alto em qualquer horário e os condutores devem se atentar para não sofrerem acidentes.

Fiscalização

O diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran-DF), Silvain Fonseca, afirma que o órgão, com as outras forças de segurança, como DER, PM e PRF, realizam operações planejadas para melhorar a qualidade do trânsito. De acordo com o Fonseca, a redução das mortes em 2017 também é resultado das campanhas educativas, das intervenções de engenharia, da implantação de bolsões de motos e das ações preventivas de fiscalização e patrulhamento.

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Adasa identifica 1.015 poços irregulares na Bacia do Descoberto


Fiscalização ocorre desde 2015 e foi intensificada com a crise hídrica.
Multa para quem usar água ilegalmente varia de R$ 400 a R$ 10 mil.
A crise hídrica por que passa o Distrito Federal reforça a importância de preservar as  águas subterrâneas como reserva estratégica para o abastecimento.
Por isso, a   Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) tem intensificado a fiscalização de poços artesianos ilegais.

De 2015 até outubro deste ano, foram identificados 1.015 unidades irregulares na Bacia do Descoberto.

A região é uma das mais afetadas pela escassez hídrica e a recordista em registros desse tipo de anomalia no meio rural.

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Em alguns casos, os poços cavados sem autorização na área do Descoberto serviam para irrigar pequenas hortas. No entanto, para atividades como irrigação e piscicultura, a captação mais frequente é a superficial.

No meio urbano, por sua vez, os poços desconformes agrupam-se no Gama, em Planaltina e em São Sebastião.

A concentração coincide com as principais frentes de parcelamento ilegal do território.

“Isso acontece porque os parcelamentos costumam ficar distantes dos cursos d’água, em locais mais afastados e sem infraestrutura. Para ter acesso à água, os Adasa, parceladores cavam poços sem autorização”, explica o coordenador de Fiscalização da Hudson Rocha de Oliveira.

Com a crise hídrica, a agência reguladora intensificou a fiscalização nesses locais e lavrou, até outubro de 2017, 107 autos de infração por uso irregular da água. As multas variam de R$ 400 a R$ 10 mil.

As permissões para perfurar novos poços artesianos estão suspensas desde 31 de outubro de 2016. A determinação da Adasa é válida enquanto durar a escassez de água e visa à manutenção do abastecimento para uso humano e para matar a sede de animais (dessedentação).

As denúncias de uso irregular da água chegaram por meio da Ouvidoria da Adasa.
Os canais de atendimento são o telefone (61) 3961–4900
e o e-mail ouvidoria@adasa.df.gov.br.
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Menino de 4 anos com leucemia precisa de doação de sangue no DF

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Artur Machado Correa, de apenas 4 anos, diagnosticado com leucemia em julho, precisa de ajuda. O menino, que mora com a família no Jardim Botânico, está internado desde o último dia 8 e necessita de doações de sangue urgentemente.

De acordo com o pai dele, o empresário Vinicius Correa, 34, o diagnóstico da doença foi constatado após Artur cair de um banco e torcer o tornozelo. “Procuramos a emergência do hospital e iniciamos o tratamento. Retornamos várias vezes para acompanhamento do trauma e, após um exame de sangue, recebemos a notícia”, explicou.

“Iniciamos uma campanha para buscar ajuda. Peço como pai. Precisamos de doação de sangue para repor o banco do Hemocentro São Lucas. Qualquer tipo é bem-vindo. O sangue dele é O positivo (O+)”, disse Vinicius.
Parentes e amigos da família também buscam doadores pelas redes sociais. “A campanha está em grupos de WhatsApp, Facebook e outras mídias sociais”, disse o pai de Artur.

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Grupo Remédio Musical ajuda pacientes que enfrentam doenças severas

As canções são injetadas em doses individuais e coletivas, com acordeão, trompete, viola e muita cantoria pela banda.

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02/06/2017. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A. Press. Brasil. Brasília - DF. A banda Remédio Musical realiza um trabalho voluntário e levam música aos hospitais do Distrito Federal há 8 anos. Eles visitaram a ala de Oncologia no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

02/06/2017. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A. Press. Brasil. Brasília – DF. A banda Remédio Musical realiza um trabalho voluntário e levam música aos hospitais do Distrito Federal há 8 anos. Eles visitaram a ala de Oncologia no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

postado em 29/06/2017 06:00 / atualizado em 29/06/2017 07:27
Luiz Calcagno
Minervino Junior/CB/D.A PressRemédio Musical: proposta de trazer conforto e perseverança a pessoas com sérios problemas de saúde

Na sala de quimioterapia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), um medicamento diferente. Combinado com a bolsa de remédios para tratar o câncer, pacientes que enfrentam doenças severas também recebem doses especiais de música gospel, MPB e até rock nacional. As canções são injetadas em doses individuais e coletivas, com acordeão, trompete, viola e muita cantoria pela banda Remédio Musical.

Composto por músicos voluntários, o conjunto se apresenta e, depois, nas palavras do idealizador, Alan Cruz, “atende a cada um dos pacientes”. Entre os efeitos “colaterais” estão o riso, o choro e a emoção. Chefe do serviço de oncologia e radioterapia da unidade, o médico Marcos Santos aprova o resultado. “A quimio é um tratamento aflitivo. É feita com substâncias tóxicas e os pacientes se sentem angustiados. Com a música, ganham energia para terminar bem uma sessão e até para encarar a próxima”, atesta.

O tratamento tem uma ordem correta. Antes de atender aos pedidos individuais de cada paciente, o grupo faz uma apresentação conjunta. Normalmente, em dupla ou solo.

O grupo já é conhecido dos pacientes. Zilma de Melo Bezerra, 49 anos, luta contra o câncer de mama e passa até cinco horas em uma sessão de quimioterapia. Ela destaca a diferença entre as sessões musicais e aquelas embaladas pelo volume da tevê. “Eu comecei o tratamento em 2014 e fui até o fim. Mas o câncer voltou. O dia fica melhor depois de tanta música. A sensação que temos é de que até respondemos melhor à medicação. Saio daqui renovada, mais alegre”, sorri. Mãe de dois filhos, a autônoma e moradora do Riacho Fundo enumera as ferramentas para enfrentar a doença. “Primeiro Deus, depois a família e, em terceiro, a música”, brinca.

Tímida e de sorriso discreto, Leila Matico Wakamiya, 61, luta contra câncer de mama e ósseo. Pediu um clássico mexicano da cantora Consuelo Velásquez: Besa-me mucho. A letra romântica clama, em tradução livre, “beija-me muito, como se fosse essa noite a última vez. Cercada de instrumentos, ela sorri enquanto limpa as lágrimas do rosto. “Sou muito tímida. Pra mim, isso é uma coisa de outro mundo”, diz. O tratamento da moradora de Planaltina já dura um ano e meio. “Com música, é muito mais alegre. Muito mais animado. É o tipo de coisa que nos ajuda, nos dá forças para encarar o tratamento. Quando eles vêm até nós e pedimos uma música, parece que a gente é que é famoso. Viramos celebridade”, descreve.

Maria de Lourdes Araújo Dourado, 52 anos, por sua vez, pediu uma e ganhou duas. A moradora do Gama foi agraciada com a Asa Branca, clássico de Luiz Gonzaga. Ela faz o tratamento há um mês, já passou pela radioterapia, braquiterapia e, agora, enfrenta a quimio para combater uma forma uterina da doença. “Nos sentimos muito apoiados. Tanto pelo tratamento que recebemos quanto pela oportunidade de ouvir música durante as sessões”, observa.

Francisco Antônio Sousa Pinheiro, 58, concorda. Enfrentando a primeira sessão, e ainda assustado, a apresentação trouxe leveza ao paciente. Motorista de ônibus aposentado e morador de Ceilândia, Francisco pediu para que o Remédio Musical tocasse a canção gospel Noites traiçoeiras e, depois, conversou longamente com a filha no celular. “Não esperava encontrá-los. (A música) nos ajuda a enfrentar os momentos de angústia e a controlar um pouco os pensamentos”, elenca.

Histórias e canções

O artista Alan Cruz, 34, conta sobre uma paciente que, ao comentar a apresentação da banda, disse que era “como um remédio”. Daí nasceu o nome do grupo, Remédio Musical, que hoje conta com cerca de 10 músicos que se revezam a fim de tocar no HUB, no Hospital de base do Distrito Federal e no Hospital da Criança de Brasília.

Quando pode, Alan viaja para outros estados para se apresentar em unidades hospitalares. Já esteve em 13 estados, entre eles, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Sou músico profissional e coordenador de músicos do Sabin. Pago as viagens do meu próprio bolso. A meta é visitar todos os estados brasileiros até 2019”, conta.

Ele começou a tocar na casa de pessoas que sofriam de depressão ainda em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste baiano, onde nasceu. “Ali, eu vi que podia usar a música para transformar a vida das pessoas”, recorda. Em 2005, deixou a cidade e veio para Brasília estudar música. “Já existia um projeto voluntário em 2008. Mas eu o transformei no Remédio Musical inspirado pela paciente. Foi quando comecei a convidar mais e mais amigos para participarem”, narra.

Com inúmeras apresentações, Alan e os colegas colecionaram muitas histórias. Algumas, emocionantes. “Uma vez, uma senhora pediu que tocássemos Yolanda, do Chico Buarque. Eu disse que tocaria e, enquanto nos apresentávamos, ela escrevia. Ela compôs uma crônica na qual contava parte do seu dia e terminava dizendo que, com a música, imaginava-se na praia, ao lado do marido e vendo os filhos brincarem. É para isso que eu faço o projeto. Para que as pessoas se sintam assim”, empolga-se.

Voluntários do projeto, a musicista Mara Silva, 46, e o trompetista peruano Alex Willian Castro, 31, concordam. “É uma troca de emoções com os pacientes em que levamos alegrias e novas ideias, mas ainda ganhamos mais”, garante Mara. “É um importante alimento espiritual para mim. Valorizo mais a vida quando estou aqui”, declara Alex.
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Juíza que trabalhou como faxineira para pagar curso de direito lança livro

“Fui até motivo de piada. Sem ninguém na área jurídica na família, pobre, negra… Ninguém acreditava em mim, mas eu acreditava”
image002 (14)postado em 30/04/2017 09:09
Diário de Pernambuco
Adriana Maria Queiroz/Arquivo Pessoal

Adriana Maria Queiróz estudou em escola pública e trabalhou como faxineira para poder pagar a faculdade e, hoje, é juíza de direito. Titular da 1ª Vara Cível e da Vara da Infância e do Adolescente, de Quirinópolis, em Goiânia, Adriana vai lança um livro, no dia 29 de abril de 2017, intitulado “Dez passos para alcançar seus sonhos – A história real da ex-faxineira que se tornou juíza de direito”.

“O objetivo do livro é motivar as pessoas que, como eu, já estiveram muito distantes dos seus sonhos. É mostrar que é possível superar condições adversas, ir contra paradigmas preestabelecidos. Vale a pena lutar pelo que você acredita e você deve acreditar nos seus sonhos, independentemente do tempo que leve para realizá-los”, disse a juíza ao portal do UOL.

Ela nasceu no interior de São Paulo, em Tupã, onde seus pais, trabalhadores rurais do Sertão da Bahia, foram para buscar mais oportunidades de vida. “Era uma família humilde. Sempre estudei em escolas públicas e depois, quando passei na faculdade de Direito da cidade, tive que usar todas as minhas forças possíveis, pois meus pais não tinham condições de pagar”.

Para custear o sonho, Adriana conseguiu um trabalho como faxineira na Santa Casa da cidade onde morava, trabalhando na limpeza hospitalar enquanto estudava durante a noite. Porém, isso não era suficiente, então ela foi atrás do diretor da faculdade. A direção se sensibilizou com a história de Adriana e, então, deram 50% da bolsa de estudos para que ela concluísse o curso, que ela já havia escolhido desde o Ensino Médio.

O sonho de ser juíza veio quando ela estava na faculdade, mas outra dificuldade se apresentou: ela teve que lutar contra o preconceito e a descrença. “Minha decisão de estudar Direito teve a ver com injustiça social, com os motivos de exclusão que eu via. Busquei conhecimento e uma forma de mudar esse contexto. Dentro da faculdade, conhecendo as áreas, quis me preparar para ser juíza. Algumas pessoas da minha família e conhecidos ficaram surpresos. Fui até motivo de piada. Sem ninguém na área jurídica na família, pobre, negra… Ninguém acreditava, mas eu acreditava. Nunca isso foi requisito para ser juíza”.

Ao concluir a faculdade, Adriana pediu demissão, juntou o dinheiro da rescisão e foi para a capital de São Paulo fazer cursos preparatórios para o concurso de Magistratura. Com o dinheiro que tinha, conseguiria ficar por dois meses em um pensionato de estudantes. Como não conseguiu emprego logo, Adriana passou a achar que não conseguiria realizar seu sonho, mas então Damásio de Jesus, diretor de um curso de direito, se sensibilizou com a história e lhe ofereceu 100% de bolsa de estudos e um emprego na biblioteca na escola. Foi ele, inclusive, quem escreveu o prefácio do livro de Adriana.

“Foram sete anos trabalhando e estudando em São Paulo. Sábados, domingos, feriados… Foram muitas reprovações até que em 2010 eu fui aprovada. Em janeiro de 2011, tomei posse como juíza em Goiânia. Eu realmente estava obstinada a alcançar meu sonho. Passei por momentos de desânimo, as dificuldades pesaram muito, a distância que eu estava e onde queria chegar era muito longa… Mas desistir nunca passou pela minha cabeça”.

Feira de artes expõe obras de crianças e adolescentes autistas em Brasília

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar.

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postado em 01/05/2017 17:49
Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

image002 (13)“Como hoje é o Dia do Trabalho, a ideia é mostrar que os meninos podem trabalhar, ganhar dinheiro e participar de uma atividade”, informou a psicóloga Fabiana Andrade, uma das responsáveis pelo evento. Mesmo quem não tinha algum tipo de arte para mostrar se envolveu com a divulgação do evento e com as vendas durante a feira.

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar, que reúne psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, médicos, nutricionistas e professores de educação física para atender crianças com autismos em Brasília.

Beatriz Fornazari, de 11 anos, vendeu os 20 quadros que levou para expor na feira. “Estou gostando de vender meus quadros”, disse a menina, que adora pintar. A mãe de Beatriz, Carla Taís Fornazari, afirmou que o evento incentiva o desenvolvimento da filha.

“Além disso, evidencia que eles são capazes, que não é algum tipo de deficiência que vai limitar. Quando são estimulados e trabalhados, desenvolvem como qualquer criança dessa idade”, acrescentou Carla Taís.

Ivan Madeira Safa, 13 anos, também expôs seus desenhos na feira. As gravuras, algumas abstratas, retratam uma das paixões do jovem: a banda de rock Led Zeppelin.

“Gosto muito de música, do Led Zeppelin, The Smiths e dos Beatles”, disse o jovem. Para a mãe dele, Mariana Madeira, além de desenvolver a sociabilidade de Ivan, a feira é uma oportunidade para estimular o que as crianças e adolescentes são capazes de produzir. “Valoriza eles como pessoas e aponta para alguma alternativa de atividade produtiva.”

Autismo

De acordo com o psicólogo Gustavo Tozzi Martins, do Instituto Ninar, atualmente a maioria dos projetos de apoio aos autistas vem dos próprios familiares.

“Há movimentos muito bem organizados no Brasil, inclusive desenvolvendo projetos de lei e fazendo eventos, mas a iniciativa ou surge de um corpo clínico como este ou puramente dos familiares”, concluiu.

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Polícia prende cuidadora suspeita de desviar R$ 6 milhões de idosa no Rio Cuidadora de uma idosa de 87 anos sacou cerca de R$ 900 mil em apenas três meses da conta dela.

Por Bom Dia Rio
11/04/2017 08h26 Atualizado há 1 hora
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Uma cuidadora suspeita de desviar R$ 6 milhões de uma mulher de 87 anos foi presa nesta segunda-feira (10) no Rio de Janeiro.

A mulher trabalhava na casa da idosa há 17 anos e teria sacado, em apenas três meses, cerca de R$ 900 mil da conta da idosa, como mostrou o Bom Dia Rio nesta terça-feira (11).

Segundo a polícia, em 2014 foram retirados da conta de Gabriela Gonçalves Marques quase R$ 2 milhões. Em 2015, foram R$ 3 milhões. O Ministério Público recebeu uma denúncia anônima e os policiais da delegacia do idoso abriram uma investigação. Os agentes descobriram que tudo ia pra conta de Maria do Amparo Correia.

O delegado Marcos Cipriano conta como Maria do Ampara fazia as transferências do dinheiro. “Essa senhora agia da seguinte forma: 17 anos cuidando da pessoa, uma intimidade muito grande, a família ausente, que é fator principal para que isso aconteça, começou a fazer cheques nominais a ela própria e a senhora vítima assinava. Ela ia ao banco e transferia esses altos valores pra sua conta bancaria ao modo que em 3 anos ela desviou R$ 6 milhões”, conta o delagado.

Em depoimento, Maria do Amparo alegou que a senhora Gabriela fez doações voluntárias para a conta dela. Mas o laudo pericial negou esta versão. Gabriela Marques, de 87 anos, morreu no mês passado. A aposentada apresentava demência senil degenerativa.

Maria do Amparo foi indiciada por apropriação e desvio de bens do idoso e pode pegar até quatro anos de prisão.
RIO DE JANEIRO
Site: http://g1.globo.com/

Polícia Civil prende novamente padrasto que violentou enteada

Ele havia sido solto semana passada, após audiência de custódia. Para delegado, menina poderia se sentir coagida e não acreditar na Justiça.

estuproA Polícia Civil do DF prendeu novamente o padrasto que abusou da enteada de oito anos no Riacho Fundo e foi liberado em audiência de custódia. A prisão, realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), foi determinada pelo Juízo Criminal do Riacho Fundo, acolhendo representação do delegado Wisllei Salomão.

A prisão preventiva foi requerida sob o argumento de que a vítima estaria em risco em razão das ameaças sofridas durante os abusos, do comportamento da mãe que ficou apoiando o companheiro e porque a criança se sentiria coagida, pois ela passou por toda a ação policial e o autor não foi preso, o que poderia fazer com que ela não acreditasse mais na Justiça e não auxiliasse a fase judicial.

O caso foi descoberto porque a criança contou sobre os abusos para a professora de um projeto social que frequenta, no dia 17 deste mês. Ela havia sido estuprada horas antes. A instituição de ensino acionou o Conselho Tutelar da região e a menina foi encaminhada à unidade policial.

Psicólogos da delegacia conversaram com a criança, que voltou a relatar os crimes. Segundo consta no boletim de ocorrência, “a vítima foi imediatamente ouvida pela Seção de Análise Técnica (SAT), à qual pode relatar vários episódios de violência sexual”. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou a presença de “vestígios do ato libidinoso”.

Vinte e quatro horas após a primeira prisão, o homem conseguiu o direito de responder o processo em liberdade, após decisão em audiência de custódia. A nova prisão ocorreu no sábado (25/3).

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Homem devolve US$ 1 milhão que apareceu em sua conta

“Tenho um bebê de três anos e para mim será muito gratificante dar a ele os melhores exemplos e contar, dentro de alguns anos, já que ele ainda é muito pequeno, a história do que aconteceu”, declarou Soto ao “Canal 7” da televisão da Costa Rica.

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Este homem de 37 anos e dono de um pequeno estabelecimento comercial de peças automotivas em San José, a capital do país centro-americano, não conseguiu dormir na noite em que viu a milionária soma em sua conta bancária.

“Como o ser humano é um pecador, passou pela minha cabeça quitar minhas dívidas, a hipoteca da casa, o local que comprei, muitas coisas. Naquela noite não dormi, mas no dia seguinte fui ao banco e fiz o que tinha que fazer”, contou o comerciante.

O dinheiro, que pertencia a uma empresa concessionária de veículos, apareceu na conta bancária de Soto devido a um erro do banco, que lhe ofereceu desculpas pelo ocorrido.

Soto recebeu felicitações, mas também foi alvo de brincadeiras por parte de amigos e conhecidos, que afirmaram que ele poderia usar o dinheiro para sair do país e fazer uma nova vida. No entanto, para o comerciante, isto não era viável, pois “a tranquilidade e a honestidade não têm preço”, disse.
Site:www.terra.com.br

Mulher descobre que foi trocada na maternidade no interior de Goiás

A história foi descoberta por acaso e deve parar na justiça

image002 (11)postado em 21/03/2017 10:48 / atualizado em 21/03/2017 13:59
Correio Braziliense
Reprodução/FacebookKeila Martins Borges descobriu que foi trocada na maternidade após 32 anos

A goiana Keila Martins Borges descobriu aos 32 anos não ser filha biológica da mulher que a criou. Moradora de Gouvelândia, no sul do estado de Goiás, ela nasceu no Hospital Municipal de Quirinópolis, no dia 15 de maio de 1984. Por acaso, encontrou uma mulher que teve uma irmã nascida no mesmo dia, mês, ano e hospital que ela. O fato motivou a apuração do caso.

Por mais de três décadas, ela nunca desconfiou que não seria filha biológica da mulher que a criou. Mas a situação teve uma reviravolta há cerca de dois meses, quando uma prima conheceu Elaine Maciel, de 38 anos, uma mulher muito parecida com Keila. Apesar de ter ficado inicialmente apenas surpresa com a semelhança, a goiana só começou a se preocupar quando descobriu que a Elaine tinha uma irmã nascida na mesma data e local que Keila.
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Reprodução/Internet
O exame de DNA de Keila e da mãe comprova que não há laços de sangue entre elas

Não demorou muito para Keila tomar providências mais drásticas sobre o caso. Ela e a mãe fizeram um exame de DNA e o resultado: não havia laços de sangue entre elas e Keila teria sido trocada na maternidade. No facebook, ela desabafou sobre a situação. “Venho aqui dizer que eu espero profundamente que a justiça seja feita, e que caia todo o peso da lei em cima desses irresponsáveis que nos causaram danos irreparáveis”, postou.

“Tomem muito cuidado ao ter um filho nesse hospital pois pode acontecer com vocês o mesmo que aconteceu comigo. Quero também deixar bem claro aqui que Maria Martins sempre vai ser a minha mãe a minha rainha”, alertou Keila.

O Hospital Municipal de Quirinópolis informou que o caso foi atípico e que é possível saber quais procedimentos a unidade adotava há 32 anos. “Atualmente, o recém-nascido é identificado por uma pulseira que consta o nome da mãe que o gerou, além da data e hora do nascimento. As equipes de cirúrgicas também só atuam em horários exclusivos daqueles procedimentos”, informou o hospital a direção do hospital em nota.
Site:www.correiobraziliense.com.br