Dias antes de morrer, vítima de feminicídio registrou ocorrência contra marido

Tatiane Pereira da Silva, 41 anos, morreu após sofrer agressões do companheiro, Manoel Paulo Severino, preso pela PCDF

Tatiane procurou o hospital várias vezes, mas foi mandada de volta para casa – (crédito: Material cedido ao Correio)

Poucos dias antes de morrer, Tatiane Pereira da Silva, 41 anos, registrou boletim de ocorrência por violência doméstica contra o companheiro, Manoel Paulo Severino, 35, na 6° Delegacia de Polícia (Paranoá). A mulher relatou que sofria agressões há, pelo menos, um ano e solicitou medidas protetivas. A vítima morreu nesta segunda-feira (12/4), em decorrência de uma hemorragia interna, após ficar internada no Hospital Regional de Planaltina.

Na madrugada de sexta-feira (9/4), Tatiane e o marido foram até um bar próximo à casa onde moravam, na DF-250, no Núcleo Rural 06, na Chácara São Francisco, no Paranoá, segundo a investigação. O casal ficou por pouco tempo no local e, em seguida, retornou ao imóvel. Em depoimento na delegacia, a vítima afirmou que as agressões começaram depois que companheiro decidiu retornar ao estabelecimento, mas ela teria negado o convite. Nervoso, o homem bateu na mulher com um facão, mordeu o braço dela e chegou a pisar no corpo de Tatiane.

Vizinhos e o dono do bar tentaram impedir a violência. Na tarde de sexta-feira (9/4), Tatiane registrou o boletim de ocorrência e relatou o ocorrido, passou por exame de corpo delito e teve o pedido de medida protetiva atendido. Depois disso, a mulher procurou o Hospital Regional do Paranoá com náuseas e vômitos. Ela foi liberada pela equipe médica, mas retornou no sábado (10/4) queixando-se de fortes dores abdominais, mas foi orientada a voltar para casa, segundo relato de familiares.

Ao Correio, Andreia Ferreira, 40, prima de Tatiane, contou que, entre a noite de domingo (11/4) e a manhã de segunda-feira (12/4), a vítima urinava sangue e estava sem conseguir andar. “Ela foi até o Hospital de Planaltina, até que conseguiu ser internada, mas já era tarde demais. Minha prima morreu”, contou. “Ela procurou atendimento do Paranoá e mandaram ela voltar, pois a suspeita seria que ela estava com dengue. Depois, conseguiu ser internada e teve uma parada cardíaca. Entendemos que ela veio a falecer em decorrência das lesões sofridas e, por isso, o crime é tratado como feminicídio”, explicou o delegado-chefe da 6° DP, Ricardo Viana.

Tatiane deixa um filho de 3 anos, fruto do relacionamento do casal. Ela será sepultada às 17h, no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. O autor foi preso na madrugada dessa terça-feira (13/4), pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Questionada pela reportagem, a Secretaria de Saúde (SES) informou que a paciente procurou o Hospital da Região Leste na quinta-feira, apresentando quadro de febre, náuseas, cefaleia e mialgia. Disse que a mulher tinha os sinais vitais estáveis e foi encaminhada à unidade básica de saúde (UBS) da região. De acordo com a pasta, Tatiane retornou ao HRL no domingo, com relato de astenia (perda ou diminuição da força física) e dispneia (dificuldade de respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente associada a doença cardíaca ou pulmonar), sinais vitais estáveis e foi classificada como gravidade nível amarelo.

Segundo a Saúde, a paciente só relatou as agressões na segunda-feira, quando procurou o Hospital Regional de Planaltina (HRPL), apresentando os mesmos sintomas. “A pasta esclarece que a paciente teve toda assistência necessária nas duas unidades e lamenta o óbito, que ocorreu apesar do atendimento prestado pelas equipes médicas das unidades da rede pública”, finalizou.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

Após acidente, Polícia Civil prende casal que aplicava golpe em farmácias do DF

Uma mulher de 32 anos, que se envolveu em um acidente na região, estava com 82 remédios tarja preta dentro do veículo, incluindo morfina. Ela transportava a filha, de apenas um ano.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu um casal que aplicava golpes em farmácias para obter comprimidos de tarja preta. A 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2) chegou à dupla após um acidente de trânsito com vítima, ocorrido na tarde de quinta-feira (8/4), na DF-420, rodovia da região.

De acordo com os investigadores, testemunhas relataram que a mulher, de 32 anos, colidiu na traseira de um veículo, perdeu o controle da direção, atravessou o canteiro central e só parou numa área de mata, ao lado da faixa contrária. Além dela, a filha, de apenas um ano, estava no carro.

“Quando abordamos a motorista, percebemos que ela estava dopada, provavelmente sob efeito de medicamentos fortíssimos. Dentro do carro, econtramos 82 comprimidos, alguns de uso controlado, incluíndo morfina Ela também transportava a filha, de apenas um ano.

Golpes
Ao dar início à investigação para descobrir a procedência dos comprimidos, os agentes descobriram que ela e o marido davam golpes em diversas farmácias no DF. “Eles pegavam a medicação no balcão da farmácia, e no trajeto até o caixa, trocavam as caixas de medicamentos por caixas vazias, algumas delas contendo grãos de feijão”, afirma o delegado-chefe da 35ª DP, Laércio Carvalho.

Junto do companheiro, um americano de 40 anos, ela se viciou no uso de medicamentos de uso controlado e para obtê-los, o casal diversificava a forma de aplicar os golpes e falsificava as receitas. “A forma mais comum era receberem a medicação no balcão das farmácias e no trajeto até o caixa, trocavam as caixas originais por outras caixas de remédios já usados, e contendo no interior grãos de feijão. Deixavam a caixa com o feijão no caixa. Alegavam que iriam pegar o dinheiro no carro e furtavam as caixas com os remédios. Este golpe era aplicado pelo casal em todo o Distrito Federal, havendo dezenas de ocorrências registradas”, afirma o investigador.

A dupla vai responder pelos furtos e por falsificar as receitas. A mulher irá responder também por dirigir dopada pelo uso dos medicamentos. Se somadas as penas, ela pode pegar até 12 anos de reclusão. O homem também foi autuado por furto e falsificação, sujeito a pena mínima de cinco anos de detenção para cada crime.

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Exclusivo: Laudo do IML confirma que radialista foi morta por enforcamento

Correio teve acesso com exclusividade ao laudo do IML que comprova que a radialista Evelyne Ogawa morreu asfixiada pelo próprio companheiro. Ele foi preso três dias após confessar o crime. Agressor tem longa ficha criminal

O laudo cadavérico da radialista Evelyne Ogawa, de 38 anos, ao qual o Correio teve acesso com exclusividade, confirmou que a apresentadora de TV foi morta por enforcamento ou asfixia. A mulher foi vítima de feminicídio na noite de 26 de março, no apartamento onde morava, em Samambaia. O autor, Vinícius Fernando Silva Camargo, 31, confessou o crime e está preso no Complexo Penitenciário da Papuda.

Investigações revelaram que Evelyne foi assassinada entre 21h e 23h de sexta-feira. A polícia chegou até a residência da vítima, após o próprio companheiro procurar a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) no sábado e confessar o crime. Na casa de Evelyne, os investigadores encontraram um fio elétrico, supostamente utilizado pelo homem para matá-la.

Os médicos legistas do Instituto de Medicina Legal (IML) confirmaram que a mulher foi assassinada por asfixia. Evelyne tinha fortes marcas no pescoço e hemorragia subconjuntival no olho direito (pequenos acúmulos de sangue que reveste a pálpebra e cobre a frente do olho), causado geralmente por algum esforço físico, e os vasos sanguíneos estouraram. Além disso, o corpo da vítima também apresentava cianoses de extremidades, quando a pele fica com a coloração azulada em decorrência da oxigenação insuficiente do sangue.

O IML comprovou as marcas de lesões no dorso da mão direita de Evelyne, o que pode indicar que, momentos antes do crime, o casal entrou em luta corporal. O laudo do Instituto de Criminalística (IC) ainda está em elaboração e deve sair nos próximos dias. O documento reunirá provas técnicas acerca do local, materiais, objetos, instrumentos e pessoas, a fim de determinar como ocorreram os fatos.

Crime
Câmeras do circuito interno de segurança do elevador do prédio registraram os últimos momentos de vida da radialista. Na noite do crime, às 22h20, Evelyne e Vinícius aparecem juntos no elevador. Pelas imagens, aparentemente, os dois parecem discutir. Segundo relatou uma familiar da vítima, no mesmo dia, o casal saiu para buscar o pagamento de comissão de Evelyne, por volta das 17h20.

Em outras imagens, Vinícius é visto, às 23h37, entrando no condomínio. Ele está sozinho, cumprimenta o porteiro e sobe pela escada. Cerca de 20 minutos depois, às 23h55, o homem entra no elevador e sobe até o 4º andar. Durante a madrugada de sábado, por volta das 3h, ele entra novamente no elevador e desce até o térreo. Outro vídeo registrado um dia depois do crime mostra Vinícius entrando no condomínio às 7h47. Ele vai até o apartamento da companheira e, em poucos minutos, deixa o condomínio carregando uma sacola azul nas mãos.

Policiais da 26ª DP prenderam Vinícius três dias depois dele cometer o feminicídio. Apesar de ele ter se apresentado à delegacia no sábado, um dia após o crime, ele foi liberado por não haver o flagrante. Em uma intensa negociação, os investigadores o convenceram a se entregar na segunda-feira. Vinícius tem uma extensa ficha criminal e acumula passagens por roubo, porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal, violência contra a mulher e uso de documento falso. No total, o agressor acumula 12 processos criminais. O homem cumpre pena na Papuda.

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Miopia entre crianças: telas provocam aumento de casos

Há mais pessoas ficando míopes, e as que já tinham o problema estão com graus maiores, explica oftalmologista pediátrica. Saiba o que fazer para amenizar esse problema

Você tem percebido alguma alteração na visão do seu filho desde o início da pandemia? Um estudo publicado na revista JAMA Ophthalmology mostrou que os casos de miopia entre crianças de 6 a 13 anos quase triplicaram no último ano.

A hipótese dos pesquisadores é a de que a falta de atividades ao ar livre e o maior tempo em frente às telas, por causa das aulas remotas, tenham contribuído para esse crescimento. “Estamos vivendo uma epidemia de miopia também, não só de coronavírus. Existem mais pessoas ficando míopes, e as que já tinham o problema estão com graus maiores”, explica a oftalmologista pediátrica Ana Carolina Cassiano, da Clínica EyeKIDS Oftalmopediatria (SP).

Mais do que nunca, é importante estar atento aos sinais. Se o seu filho se mostra inseguro para explorar ambientes, levanta para chegar mais perto para ler placas ou ver televisão, por exemplo, procure um especialista. “Nos últimos meses, os tablets e computadores entraram ainda mais na vida das crianças. Na hora do lazer, quanto menos telas, melhor. Nos intervalos das aulas online, vale andar pela casa, olhar pela janela, brincar, ir ao jardim”, diz.

MAIS LUZ NATURAL

Segundo a oftalmopediatra Rosana Cunha, da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha, a luz natural, aliás, funciona como um fator protetor contra a miopia: “Os raios de sol estimulam a produção de dopamina, um neurotransmissor que desempenha papéis importantes no cérebro. Um deles é o do equilíbrio do globo ocular, já que a dopamina regula o crescimento dos olhos”, explica. Na falta dela, os olhos crescem mais alongados, provocando a miopia – que ocorre quando a imagem se forma antes da retina, causando dificuldade para enxergar de longe.

Fonte: https://revistacrescer.globo.com

Crime bárbaro: cinco pontos para entender o caso Henry Borel

O padrasto e mãe da criança foram presos nesta quinta-feira preventivamente

Exatamente um mês após a morte do menino Henry Borel, 4 anos, a mãe dele, Monique Medeiros, e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), foram presos no Rio de Janeiro por atrapalharem as investigações. Segundo a polícia, eles estariam ameaçando testemunhas para combinar versões. A prisão preventiva tem validade de 30 dias.

Até o momento, não foram esclarecidas todas as circunstâncias que levaram a morte da criança, mas os investigadores da 16ª DP, da Barra da Tijuca, já afirmaram que Henry foi assassinado com emprego de tortura. Entenda o caso:

Tortura
De acordo com a Polícia Civil, Henry Borel já tinha passado por sessões de tortura antes do episódio que levou a morte dele. Segundo a investigação, o padrasto, Dr. Jairinho, utilizava de chutes e golpes na cabeça do menino e Monique sabia do que estava acontecendo desde fevereiro.

A morte
O menino chegou morto a um hospital da Zona Oeste do Rio de Janeiro na madrugada de 8 de março. A criança tinha passado o fim de semana com o pai, o engenheiro Leniel Borel, e foi deixado na casa da mãe, Monique Medeiros, no domingo (7/3) por volta das 19h. Em mensagens trocadas com o pai da criança, Monique disse que estava apreensiva pelo choro do filho na hora de voltar para casa.

De acordo com a versão do padrasto e da mãe, Henry dormiu no quarto do casal enquanto eles assistiam a uma série na TV e que acabaram por dormir. Durante a madrugada, Monique teria acordado e encontrado a criança caída da cama com os olhos revirados e sem respirar. Segundo Monique, ela disse acreditar que o filho tivesse caído da cama.

Investigação
A polícia já ouviu pelo menos 18 testemunhas até o momento e analisou mensagens trocadas pelos celulares dos pais da criança e do padrasto.

Foram feitas duas autópsias no corpo da criança. O laudo apontou que a morte foi provocada por hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente. Além da lesão no fígado, também foram encontrados hematomas no abdômen e nos membros superiores, contusão no rim, no pulmão e no crânio.

No dia 1° de abril, foi feita a reconstituição dos fatos. Os peritos tentaram de todas as formas simular um acidente, conforme a versão apresentada por Monique e Dr. Jairinho, porém, segundo a TV Globo, a conclusão foi de que nenhum cenário poderia causar as lesões identificadas na autópsia.

Histórico
Esta não é a primeira vez que o vereador Dr Jairinho se envolve em casos de agressões. Na investigação, uma ex-namorada do médico contou a polícia que durante seu relacionamento ele agrediu por diversas vezes sua filha, que na época tinha 4 anos.

Hoje, com 13 anos, a menina prestou depoimento relatando as agressões e uma outra investigação foi aberta para averiguar o caso.

A ex-mulher dele, Ana Carolina Ferreira Netto, também tinha registrado um Boletim de Ocorrência em 2014 por violência doméstica. No entanto, ela desistiu da acusação e o caso foi arquivado. Ela também será ouvida na investigação da morte de Henry Borel.

Quem é Jairinho?
O vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, tem 43 anos e é filho do ex-PM e ex-deputado estadual Coronel Jairo, 71, um grande conhecido da política do Rio de Janeiro. Jairinho foi eleito vereador pela primeira vez aos 27 anos.

O pai dele, Coronel Jairo, foi preso na Operação Furna da Onça, uma das fases da Lava-Jato, em 2018. Ele foi acusado de participar do ‘mensalinho’ da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), esquema que movimentou R$ 54 milhões em pagamentos para que deputados votassem com o governo.

Quanto a profissão, Jairinho disse, em depoimento, que nunca exerceu o ofício. Por isso, não fez manobras de ressuscitação no enteado, segundo ele.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

Caso Henry: Dr. Jairinho é suspeito de maltratar outros filhos de ex

Médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), morava com Henry e a mãe do garoto, a professora Monique Medeiros, em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

A polícia continua a investigação da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, que morreu em 8 de março, no Rio de Janeiro, com várias lesões pelo corpo. Durante as apurações, os agentes chegaram às histórias de outras duas crianças, filhas de ex-namoradas do padrasto do Henry, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade). São elas: uma menina, hoje com 13 anos, e um menino, de oito. A menina prestou depoimento sobre o caso há 10 dias na Delegacia da Criança e do Adolescente.

O programa Fantástico, da Tv Globo, neste domingo (4/4), exibiu uma reportagem com relatos de uma amiga da família do menino de oito anos. A mulher, que preferiu não se identificar, conta que a criança teve uma brusca mudança de comportamento quando a mãe começou a se relacionar com Jairinho.

“Eu conheci a criança desde a barriga da mãe. Eu convivia com a criança. Eu sabia da alegria da criança e depois da tristeza que a criança ficou. A mudança de comportamento da criança foi muito brusca. Ele passou a ter muito medo. Dormia e do nada acordava gritando”, relata a amiga da família.

A reação negativa perante a presença do vereador é uma ação em comum entre as crianças ouvidas. No domingo, 7 de março, Henry chegou a vomitar e chorar enquanto voltava para o apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e com o padrasto. Em uma conversa entre a mãe e o pai da criança, o engenheiro Leniel Borel, Monique chegou a desabafar sobre a resistência do filho em voltar para a casa em que vivia com o padrasto.

“Só não aguento o choro para não vir. Me desestabiliza totalmente. Fico muito, muito triste. Quando puder trazer me avisa. Vai ser uma choradeira sem fim mesmo”, lamentou Monique em mensagem enviada ao ex-marido.

A mãe da criança, hoje adolescente de 13 anos, e ex-namorada do médico diz que a filha apresentava a mesma repulsa por Jairinho. Em entrevista à Rede Globo, a mulher, que não foi identificava, contou: “Eu falava que ele tava vindo, ‘o tio tá vindo pra gente sair’, aí ela passava mal, ela vomitava. Me agarrava. Ou então pedia à minha mãe: ‘posso ficar com você, vó? Eu não quero ir, quero ficar aqui’. Na época, a mãe diz que não percebia o que estava acontecendo. A criança tinha apenas quatro anos.

A ex-namorada justifica que não havia denunciado os maus-tratos anteriormente por medo da influência do vereador.

Investigação
A reconstituição do caso foi feita na última quinta-feira (1°/4), e contou com a presença da mãe e do padrasto de Henry. Os investigadores já ouviram ao menos 17 testemunhas no inquérito, entre elas, o pai da criança, psicóloga, uma professora, ex-namoradas do vereador e médicas que atenderam o menino quando ele deu entrada no pronto-socorro no dia da morte.

O casal afirma que encontrou a criança caída da cama. Porém, a autopsia apontou como causa da morte hemorragia interna no fígado com sinais de violência. A equipe médica afirmou que Henry já chegou morto no hospital. Além do fígado, a criança teve lesões na cabeça, no rim e pulmão.

O que se sabe até agora
O fim de semana que antecedeu a morte, Henry passou com o pai, o engenheiro Leniel Borel. As câmeras de segurança mostram a hora que o pai deixa a criança no condomínio em que a mãe vive com o Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, às 19h de domingo (7/4).

Segundo Monique, a criança chorava muito por querer continuar com o pai. Ela então o leva à padaria para distraí-lo. De volta ao apartamento, ela diz que Henry dormiu no quarto do casal, enquanto ela e o namorado assistiam a uma série na sala. Ela diz que, por diversas vezes, o filho acordou naquela noite e, por isso, eles foram deitar no quarto de hóspedes e dormiram. Monique relata que acordou por volta das 3h30 e que encontrou Henry no chão com dificuldade para respirar. Em depoimento, ela disse acreditar que a criança tenha se desequilibrado e caído da cama. Apesar de ser médico, Dr. Jairinho não tentou fazer o procedimento de ressuscitação da criança. Em depoimento, ele disse que a última vez que tinha feito o procedimento tinha sido em um boneco na faculdade.

O casal levou a criança para o Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, e Monique ligou para o pai de Henry relatando o ocorrido. Os médicos orientaram Leniel a procurar a polícia, que registrou uma ocorrência na 16° Delegacia de Polícia.

O laudo da morte apontou hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente. A perícia encontrou múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores; infiltração hemorrágica na região frontal do crânio, na região parietal direita e occipital (na parte da frente, lateral e posterior da cabeça); edemas no encéfalo; grande quantidade de sangue no abdome; contusão no rim, à direita; trauma com contusão pulmonar; laceração hepática (no fígado) e hemorragia retroperitoneal.

Depoimentos diferentes
A empregada doméstica de Monique deu uma versão diferente dos fatos narrados pela mãe da criança em depoimento à polícia. A mãe havia afirmado que a empregada não sabia da morte de Henry e, por isso, havia limpado o apartamento, prejudicando o trabalho da perícia. Já a funcionária disse que foi avisada da morte da criança no dia em que foi trabalhar.

Segundo o UOL, Jairinho tentou liberar o corpo de Henry de forma mais rápida sem que ele fosse levado ao Instituto Médico Legal (IML). Apesar das tentativas, os pedidos foram negados devido à gravidade das lesões na criança.

Mandados de busca e apreensão
Em 26 de março, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços: na casa da família da mãe de Henry, em Bangu; na casa do padrasto, na Barra da Tijuca; na casa do pai de Jairinho, o ex-deputado estadual Coronel Jairo, em Bangu; e na casa do pai de Henry, no Recreio. Na operação, 11 celulares e computadores de Monique, Jairinho e Leniel foram apreendidos. Segundo o G1, um desses celulares teve as mensagens apagadas e a polícia tenta recuperá-las.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Família busca por doadores de medula compatíveis com Vitor, de 5 anos

O menino foi diagnosticado com leucemia linfática aguda e desde então luta pela vida

Aos 5 anos, Vitor Maciel Morais é um guerreiro. O pequeno vive momentos de luta pela vida desde o ano em que nasceu, quando foi diagnosticado com leucemia linfática aguda. Após cumprir todo o tratamento contra a doença, a família imaginou ter chegado ao fim os dias de aflição. No entanto, nos últimos meses a doença voltou de forma ainda mais severa.

“Em novembro a doença se manifestou de forma muito agressiva. Depois de quatro blocos de tratamento feita pelo hospital os médicos determinaram que ele precisa de um transplante”, diz a mãe, Viviane Alves Maciel ao Metrópoles

“Ele não tem um irmão compatível. Os únicos doadores são eu e meu esposo, mas a compatibilidade é de 50%, e existe um risco. Por isso criamos a campanha para encontrar um doador com compatibilidade acima de 90%”, acrescenta.

“Ele teve um problema nos rins, ficou na UTI, teve que fazer hemodiálise e ele vem lutando pra sobreviver tem muito tempo. A imunidade está baixa”, revela Viviane.

A família conta com a boa ação de amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos, que se sintam motivados a ajudar o pequeno Vitor a vencer esta batalha. O primeiro passo é fazer um cadastro no Hemocentro, doando de 5ml a 10ml de sangue. Havendo a compatibilidade, em um prazo de 10 dias, o banco de sangue entrará em contato para prosseguir com procedimento cirúrgico, que é indolor.

Família
Vitor é filho do escrivão de polícia Salomão Paulo Lima de Morais, da 18ª DP (Brazlândia). A criança está internada e em tratamento no Hospital da Criança de Brasília. Recentemente, o paciente foi submetido à quimioterapia, porém não teve o resultado esperado. Dessa forma, a família corre contra o tempo, em busca de ajuda.

Fonte: https://www.metropoles.com

Polícia investiga cárcere privado e violência em caso de bilhete em Sobradinho

Mulher de 27 anos avisou ao funcionário de um banco que era vítima de agressões. Em um bilhete, ela escreveu: “Você pode me ajudar? Ele está aí fora”

“Você pode me ajudar? Ele está aí fora”, escreveu uma mulher de 27 anos em um papel de extrato bancário. O pedido de socorro informando sobre violência doméstica foi entregue a um bancário, em uma agência de Sobradinho. O funcionário que recebeu o bilhete conversou com o Correio e relatou a situação. “Ela (vítima) estava nervosa, com medo e assustada”, contou o bancário, que preferiu não se identificar. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou inquérito para apurar os crimes de cárcere privado, violência física e psicológica. Até a mais recente atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. Casal ficou junto durante 5 anos, entre idas e vindas.

Era tarde de segunda-feira, quando a vítima e o companheiro foram a uma agência bancária, de Sobradinho, para sacar o bolsa-família. O funcionário conta que estava no caixa e se surpreendeu quando recebeu o papel entregue pela mulher. “Eu levei um susto na hora, li o que estava escrito e decidi manter a calma para saber o que podia fazer”, disse. Na mensagem, a jovem escreveu: “Você pode me ajudar? Ele está aí fora”. A frase veio acompanhada por um “Xis”, símbolo que alerta para a violência doméstica.

Assustado, o servidor pediu para que a mulher anotasse as informações em um outro papel, contendo os dados pessoais. No novo bilhete, ela afirmou que residia no Condomínio Mestre D’armas, em Planaltina. “Se os policiais baterem, ele não vai atender. É para os policiais insistirem, pois ele vai fingir que não está em casa. Não posso passar telefone. Ele pode atender”, finalizou a vítima, na mensagem. Devido à pandemia, apenas uma pessoa pode entrar na agência. O servidor conta que o homem estava do lado de fora da agência, esperando pela mulher. “O celular dela não parava de tocar. Na linha, uma pessoa perguntava se ela já tinha sido atendida, provavelmente era ele. E ela estava muito nervosa e assustada”, detalhou.

Após receber o papel com as informações da jovem, o servidor procurou as colegas do banco para relatar a situação e pedir ajuda. Uma delas, que também preferiu não se identificar, foi quem acionou a polícia, na manhã do dia seguinte. “Conheço uma colega policial e não pensei duas vezes em chamá-la. Faço um trabalho social em Planaltina e estou acostumada a receber relatos de agressões a mulheres. Mas essa foi uma situação atípica. Imagina, no meu local de trabalho, receber um pedido de ajuda. Pegou todo mundo de surpresa. Na hora, ficamos sem saber como agir. Até porque, há uma falta de treinamento e conhecimento”, explicou.

Resgate
Depois da denúncia, policiais militares do grupo de Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (Provid) chegaram ao endereço da vítima e foram informados sobre uma suposta situação de cárcere privado. A equipe, no entanto, não encontrou nem a mulher e nem o suspeito na residência, em um primeiro momento. Na segunda tentativa, os militares conseguiram resgatar a jovem e os dois filhos dela, de 1 e 5 anos.

O caso é investigado pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina). Na DP, a vítima confirmou os fatos e solicitou medidas protetivas contra o homem. “Vamos apurar as condições de cárcere privado, violência física e psicológica”, afirmou o delegado-chefe da 16ª DP, Diogo Cavalcante.

O Correio esteve no local e conversou com vizinhos. Alguns deles disseram ver, frequentemente, a mulher caminhando pela rua. Outros relataram saber que a vítima sofria agressões por parte do companheiro. Ela e os dois filhos foram conduzidos à Casa Abrigo, local que cuida de mulheres em situação de violência sob grave risco de vida.

Proteção
A Casa Abrigo acolhe cerca de 35 mulheres e os filhos delas de até 12 anos de idade. Durante o período da pandemia causada pelo novo coronavírus, podem ser atendidas em torno de 20 mulheres. Em entrevista ao Correio, a secretária da Mulher do Distrito Federal, Ericka Filippelli, deu detalhes do atendimento e acolhimento que as vítimas recebem no abrigo. “Seguimos um protocolo de atendimento. As mulheres, inicialmente, recebem as orientações dos serviços prestados, e são dados todos os materiais de higiene pessoal, roupa de cama, etc”, enumera Ericka.

A partir disso, os profissionais da Casa colhem as informações acerca das necessidades de cada uma das vítimas. Além disso, elas são atendidas pelos serviços pedagógicos, assistenciais e psicológicos. Por dia, são oferecidas seis refeições. “Dispomos também de motoristas encarregados para levá-las aos atendimentos jurídicos, por exemplo”, acrescenta a secretária. Ericka Filippelli conta que o limite médio de permanência das acolhidas é de 90 dias, podendo ser estendido, a depender do caso. “Cada situação é analisada de forma individual, e elas podem ficar mais. Nossos especialistas são os responsáveis por fazer uma análise para saber se elas estão prontas para deixar o abrigo e seguir a vida normal”, datalha.

Para ter acesso à Casa Abrigo, a mulher deve procurar alguma delegacia do Distrito Federal. O encaminhamento fica a cargo da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).O local da instituição é mantido em sigilo, por motivos de segurança.

Onde pedir ajuda?
Disque 190 — Polícia Militar do DF
» Telefone: 190.

Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
» Telefone: 180 (disque-denúncia)

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)
» De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
» Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
» Entrequadra 204/205 Sul – Asa Sul
Telefone: (61) 3207-6172

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos
» Telefone: 100

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar
» Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

 

Suspeitos de espancarem estudante até a morte em Planaltina são soltos

Homens que participaram do assassinato de João Victor Costa de Oliveira, 19 anos, vão responder pelo crime em liberdade

Os quatro envolvidos na morte do estudante de direito João Victor Costa de Oliveira, 19 anos, espancado em Planaltina, tiveram liberdade concedida pela Justiça do Distrito Federal nesta terça-feira (2/3). O juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior revogou a prisão temporária e indeferiu o pedido do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) pela prisão preventiva (por tempo indeterminado).

Na terça-feira passada (23/2), foi preso o último foragido de participar do crime. Com a decisão do juiz, Romário Alves Pereira, 29 anos, Rodrigo Araújo Sousa, 32; Douglas Ferreira Boucher, 24; e Vitório Joaquim de Lima, 30, vão responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel em liberdade.

O crime
João Victor foi morto na madrugada de 5 de fevereiro, por volta de 1h. Ele e um amigo estavam em um bar em Planaltina, na Vila Buritis. Enquanto caminhavam pela calçada, um homem, identificado como Edivan, passou em um Fox prata e começou a discutir com o estudante, sem nenhum motivo aparente, segundo as investigações.

Os amigos de Edivan souberam da briga e resolveram ir atrás do estudante. Em outro carro, Douglas Ferreira Boucher, 24, buscou Rodrigo Araújo, 32, e Romário Alves, 29. O quarto envolvido, identificado como Vitório Joaquim de Lima, 30, chegou em seguida, em uma moto. Os criminosos abordaram João e o agrediram na intenção de lhe dar “uma lição”.

Ele foi espancado até a morte no meio da rua, a poucos metros do bar. Edivan, o homem que dirigia o Fox prata, chegou a prestar depoimento na delegacia um dia depois do crime, mas não ficou preso, pois constatou-se que ele não teve participação no homicídio. Uma viatura da Polícia Militar que passava pelo local foi parada pelos moradores. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) também foi acionado para o local, mas encontrou João Victor sem vida.

Imagens (veja o vídeo) registradas por câmeras de segurança mostram a violência do ataque de quatro homens contra o estudante de direito.

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Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Risco de ter Covid-19 é maior que reação à vacina”, diz Anthony Fauci

Infectologista dos EUA, que é uma das principais vozes no combate ao coronavírus, participou da coletiva de imprensa da OMS nesta segunda

Em entrevista coletiva com a Organização Mundial de Saúde (OMS), nesta segunda-feira (22/2), o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, afirmou que, apesar dos relatos de reações alérgicas sérias em alguns pacientes após a administração das vacinas da Moderna e da Pfizer/BioNTech, a população deve ser vacinada. “Não é uma contraindicação. O risco de pegar Covid-19 é maior do que o de desenvolver algum problema relacionado ao imunizante”, explicou.

Uma das principais vozes no combate ao coronavírus do mundo, Fauci sugeriu ainda que pessoas que vão tomar as duas vacinas e tiverem histórico de reação alérgica fiquem no local de aplicação, sob supervisão médica, por 30 minutos. Quem nunca teve problemas, deve permanecer por 15 minutos.

O infectologista disse ainda que a pandemia é mundial e, por isso, é preciso uma resposta global, promovendo a distribuição igualitária das vacinas em todo o mundo. Ele lembrou que a melhor maneira de responder a futuros surtos de qualquer doença é garantir que os países, inclusive os em desenvolvimento, sejam sustentáveis na capacidade de produzir medicamentos e imunizantes. “Agora não temos tempo para construir nada em duas semanas, mas, no futuro, precisamos que os países sejam independentes e não precisem de doações”, explica.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, pediu que países que possuem capacidade de produção façam investimentos para que as tecnologias sejam implantadas, e as vacinas, desenvolvidas mais rapidamente. “Vai ser bom para todo o mundo se tivermos a capacidade de fabricação espalhada pelo mundo”, explica.

Para que isso seja possível, será necessário, entretanto, negociar com as empresas que possuem os direitos de propriedade intelectual sobre as fórmulas dos imunizantes. Fauci é otimista quanto a esse quadro, lembrando que, nos anos 1990, quando a indústria de medicamentos para a aids foi desafiada, os medicamentos genéricos se multiplicaram, chegaram a populações vulneráveis e não houve prejuízo para as farmacêuticas.

“Não tenho certeza como seria esse modelo com as vacinas da Covid-19, mas há precedente de que é possível conversar com as empresas”, explica.

Mariângela Simão, diretora-assistente da OMS para a área de medicamentos e produtos de saúde, afirma que não será possível esperar 10 anos, como aconteceu com os medicamentos da aids, para garantir remessas a países que não têm condições financeiras de arcar com os remédios. “A propriedade intelectual é algo que precisamos lidar, mas não é tudo. O objetivo final é aumentar a capacidade de produção e garantir que as vacinas cheguem a países em desenvolvimento”, diz.

Por fim, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lembrou que não adianta todo o dinheiro do mundo, se não houverem vacinas suficientes e se a população não estiver disposta a se imunizar. “Não vivemos mais um momento de teste para a ciência. Agora, é um teste de caráter”, afirma

Fonte: https://www.metropoles.com