Resgatada pela polícia, idosa maltratada morre em hospital do DF

A vítima estava desnutrida, sem dentes e com várias feridas pelo corpo. Acusada de maus-tratos, filha foi presa e solta após pagar fiança

A idosa de 69 anos resgatada pela Polícia Civil após supostos maus-tratos por parte da própria filha não resistiu e morreu na noite dessa quarta-feira (15/01/2020). Leila Maria Marçal foi encontrada pelos investigadores em sua residência (foto em destaque), em Taguatinga Sul. Ela estava desnutrida, sem dentes e com várias feridas pelo corpo. Um dos machucados, nas costas, deixava o pulmão da mulher à mostra, de tão profundo.

A situação em que se encontrava a mulher chocou os policiais civis que foram ao local e prenderam a filha dela. “Eles a descreveram como um cadáver vivo. Ela estava se desintegrando, uma situação deplorável”, disse a chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa e com Deficiência (Decrin), Ângela Maria dos Santos. A prisão de Flávia Cristina Marçal, 38, filha de Leila, ocorreu nessa terça-feira (14/01/2020). Mas ela foi solta, após pagar fiança de R$ 2,5 mil.

Ainda de acordo com a delegada, a mudança na tipificação dos crimes apurados contra a filha depende de laudos. “Precisamos confirmar, de forma técnica, se a morte é decorrente de maus-tratos. Ela (Leila) estava há 10 anos em estado vegetativo”, explicou a policial.

Os policiais chegaram até a casa da idosa após denúncia de um médico do Núcleo de Atendimento Domiciliar, do Hospital de Taguatinga (HRT). Durante uma das visitas, o profissional se deparou com as cenas de horror.

Aos investigadores, a filha da idosa teria assumido que usava, mensalmente, os R$ 3,9 mil da aposentadoria da idosa para benefício próprio. Ela justificou que a vítima se alimentava por meio de sonda e, por isso, não tinha gastos pessoais.

Leila, que era servidora aposentada da Secretaria de Educação, vinha sofrendo com o agravamento de sua condição de saúde por causa de um acidente automobilístico ocorrido 20 anos atrás. Há uma década, a vítima se encontrava em estado vegetativo e recebia “cuidados” da filha única.

“Nós fomos acionados pelo Núcleo de Atendimento Domiciliar da Secretaria de Saúde para acompanhar uma visita e verificar a situação. Encontramos uma casa com um ambiente totalmente insalubre, sem as mínimas condições de higiene, quente e sem ventilação, a ponto de os policiais que participaram da ação passarem mal”, descreveu a delegada Ângela Maria dos Santos.

A filha contou, em depoimento, que “cuidava” da mãe desde que tinha 18 anos. Nunca trabalhou e diz ter trancado a faculdade para ficar com a idosa. “Ela disse que nunca contratou cuidadoras porque temia que elas maltratassem sua mãe”, informou a delegada.

Com o dinheiro da aposentadoria da vítima, ainda segundo os investigadores, a filha comprava roupas, comida e, recentemente, adquiriu um celular de última geração. “Chamou atenção a frieza como ela falava sobre fazer uma poupança para dar um funeral digno à mãe”, ressaltou Ângela Maria.

Conforme a policial, a autora chegou a juntar R$ 6 mil, mas a conta estava com apenas R$ 50 no dia em que foi detida.

Após ser resgatada, a idosa foi levada às pressas para o HRT e entubada. Desnutrida, chegou ao hospital em estado grave, com diversos machucados de odor fétido e áreas necrosadas pelo corpo. Apresentava ainda péssimo estado de higiene, pois estava defecada e urinada. A possível causa da morte é infecção generalizada.

O caso foi comunicado ao Ministério Público.

Inicialmente, a filha pode responder por três crimes. São eles: deixar de prestar assistência ao idoso em situação de iminente perigo ou dificultar sua assistência à saúde, sem justa causa – pena de 6 meses a 1 ano de reclusão e multa; expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes – pena de 2 meses a 1 ano de reclusão e multa; apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso – pena de 1 a 4 anos e multa.

Fonte: www.metropoles.com/

 

PCDF investiga se há mais envolvidos em tortura de balconista

Segundo a ex-namorada de José Messias, ele teria enviado vídeos das agressões a outras pessoas usando o telefone da própria vítima

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investigará o possível envolvimento de outras pessoas nos crimes de agressão cometidos pelo tatuador José Messias Alves, 37 anos, contra a ex-namorada, 22, em Ceilândia. Segundo Viviane* (foto em destaque), ele usava o telefone dela para enviar imagens dos atos violentos a amigos.

“Nesta semana, daremos início às investigações. Vamos ver o que há nessas mensagens e se há mais gente que sabia sobre isso”, disse o delegado Gutemberg Santos Morais, da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia).

Além de amigos, o tatuador teria enviado os vídeos a uma ex-namorada. De acordo com Gutemberg, os investigadores ainda não recuperaram as mensagens do celular de Viviane para análise do conteúdo, o que será feito nesta semana.

“Ainda não sabemos o que há no telefone. Quem nos falou sobre essas imagens foram testemunhas. Vamos procurar esses vídeos, ver as pessoas que podem ter recebido, se participaram. Tudo isso será apurado”, afirmou.

Neste domingo (12/01/2020), a Justiça deferiu medidas protetivas de urgência para a mulher, que passou 15 dias sendo espancada com uma barra de ferro. A balconista ficou mantida em cárcere privado desde 31 de dezembro até a última sexta-feira (10/01/2020).

José Messias Alves tem uma série de acusações na polícia

Prisão preventiva
Em audiência no Núcleo de Custódia, na tarde deste domingo, a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de José Messias. Ao tomar a decisão, o juiz substituto Felipe Figueiredo de Carvalho considerou o histórico criminal do réu.

“O autuado é reincidente, ostentando condenações definitivas por delitos de roubo e homicídio, sendo que teria, em tese, cometido o delito em análise quando ainda em cumprimento de pena, em gozo de benefício de prisão domiciliar”, pontuou o magistrado.

Durante a audiência, o juiz ressaltou que os crimes cometidos pelo tatuador “são de extrema gravidade”, uma vez que a mulher foi “submetida a violência e restrição da liberdade por período prolongado”.

O magistrado frisou ainda que o histórico criminal de José Messias “denota a insuficiência de medidas cautelares diversas da prisão na espécie”.

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Mulher finge ”pedir pizza” para denunciar violência doméstica à polícia

A mulher teria fingido ligar para uma pizzaria para despistar o agressor da mãe, nos Estados Unidos

Em Oregon, nos Estados Unidos, um pedido de pizza fugiu do sentido literal e serviu como denúncia de violência doméstica. Em 12 de novembro, uma mulher decidiu fingir que estava pedindo uma pizza para denunciar que a mãe estaria sendo agredido pelo parceiro. À BBC, a moça revelou que o homem foi preso posteriormente.

A ligação foi feita à polícia local. Porém, para o companheiro da mãe, a moça estaria ligando para uma pizzaria da cidade. Durante a chamada, a moça deu os sinais necessários para que os policiais percebessem, depois de minutos de conversa, que se tratava de um pedido de socorro.

De acordo com informações da BBC, no início da ligação, o atendente da delegacia, Tim Teneyck, teria insistido que a moça havia se equivocado ao discar o número e ligado para o local errado. Todavia, com a insistência dela em afirmar que não teria cometido esse erro, ele pôde notar o que estava acontecendo.

A moça, então, teria encontrado maneiras criativas de responder às perguntas feitas pelo policial. Durante parte do diálogo, ela utilizou as palavras “sim” e “não” para dar pistas sobre a situação que estaria ocorrendo no local em que estava.

Teneyck, ao ser entrevistado pela emissora local 13 ABC, disse que a conversa teria sido assim:

Teneyck: Oregon, 911
Moça: Gostaria de pedir uma pizza.
Teneyck: Você ligou para o 911 e quer pedir pizza?
Moça: É… Sim. Apartamento (número do apartamento).
Teneyck: Esse é o número errado, aqui não é pizzaria…
Moça: Não, não! Você não está entendendo…
Teneyck: Estou entendendo agora. O cara está aí?
Moça: Sim. Quero uma pizza grande.
Teneyck: Ok. E médico, você precisa de ser atendida por um médico?
Moça: Não. Com pepperoni.

A ocorrência da situação não é novidade para polícia americana. De acordo com Teneyck, a ideia de simular uma ligação para outro estabelecimento como pedido de ajuda ocorre constantemente no país, porém ele afirma que “não é algo para o qual alguém seja treinado para lidar”.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Começa hoje a segunda fase da vacinação contra o sarampo


A segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa nesta segunda-feira (18) em todo o país. As pessoas, na faixa etária de 20 a 29 anos de idade, são o alvo desta etapa.

De acordo com o último boletim epidemiológico sobre sarampo do Ministério da Saúde, esta faixa etária é a que mais acumula número de casos da doença. Nos últimos 90 dias de surto ativo, foram confirmados 1.729 casos em pessoas de 20 a 29 anos.

O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que um dos motivos é que esse público não tomou a vacina em nenhuma fase da vida e, se tomou, não voltou para aplicar a 2ª dose, necessária para a proteção.

Para atingir essa faixa etária, o ministério adotou algumas estratégias. Uma delas é a realização da segunda fase da campanha de vacinação em locais de grande circulação dessas pessoas. A ação será realizada em conjunto pelas três níveis de governo: federal, estadual e municipal.
Começa hoje a segunda fase da vacinação contra o sarampo –

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/11/18/interna-brasil,807193/comeca-hoje-a-segunda-fase-da-vacinacao-contra-o-sarampo.shtml

Infecção por sarampo destrói a memória do sistema imune para outras doenças

Não vacinar contra a doença pode deixar a criança vulnerável não só ao sarampo como a várias outras

Na onda do movimento antivacina em todo o mundo e do ressurgimento de casos de sarampo, dois estudos publicados nesta quinta-feira (31), nas revistas Science e Science Immunology mostram que não vacinar contra a doença pode deixar a criança vulnerável não só ao sarampo como a várias outras doenças no longo prazo.As pesquisas feitas de modo independente com 77 crianças não vacinadas – antes e depois de a comunidade na Holanda onde moram sofrer um surto de sarampo – observaram que a infecção por sarampo acaba enfraquecendo o sistema imune contra outros vírus e bactérias por até três anos depois de os sintomas do sarampo sumirem.Ocorre o que os cientistas chamaram de “amnésia imune”. Ou seja, o vírus “apagou” a memória que as crianças tinham contra doenças com as quais elas já tinham tido contato previamente. É essa memória que permite que o corpo se lembre de encontros anteriores com vírus e bactérias e possa reagir, evitando novas infecções.O trabalho publicado na Science por pesquisadores do Instituto Médico Howard Hughes, de Boston, da Escola de Medicina de Harvard e outras instituições dos Estados Unidos, da Holanda e da Finlândia, descobriu que o sarampo dizimou de 11% a 73% do repertório de anticorpos das crianças dois meses depois da infecção.

Elas ficaram quase tão vulneráveis quanto um recém-nascido, que não têm ainda esses anticorpos. São os anticorpos que temos que nos protegem, por exemplo, de ter de novo uma catapora, herpes ou uma pneumonia que já tenha nos afligido no passado. Mas nos infectados por sarampo, isso some por um tempo. Os pesquisadores também checaram o sistema imune de crianças vacinadas contra o sarampo e não observaram essa perda no resto do sistema imune.”Imagine que sua imunidade contra patógenos é como carregar um livro de fotografias de criminosos e alguém faz um monte de buracos neles”, comentou o primeiro autor do estudo, Michael Mina, pesquisador de pós-doutorado na Escola Médica de Harvard e do Brigham and Women’s Hospital na época do estudo, e agora professor assistente de epidemiologia no Escola de Saúde Pública de Harvard.”Seria muito mais difícil reconhecer esse criminoso se você os visse, especialmente se os buracos fossem feitos sobre características importantes de reconhecimento, como olhos ou boca”, exemplificou Mina em comunicado à imprensa.A prática clínica e outros estudos já tinham indicado que crianças e adultos infectados com sarampo passam por um processo de imunodepressão. Elas ficam por algum tempo mais suscetíveis a outras doenças depois de se contaminarem. Os trabalhos de agora conseguiram ver como isso ocorre.A “sorte” foi eles terem conseguido trabalhar com um grupo muito específico, do qual foi possível obter dados antes e depois da infecção. Em 2013, o pesquisador Rik de Swart, do Erasmus University Medical Center, de Rotterdam, havia coletado amostras de sangue de 77 crianças não vacinadas de uma comunidade ortodoxa protestante.Pouco tempo depois, o local teve um surto de sarampo. Ele voltou lá e coletou novas amostras. Entre a primeira e a segunda visita, passaram-se dez semanas. Anos depois, com uma nova tecnologia de detecção de vírus chamada VirScan, Stephen Elledge, geneticista do Howard Hughes, e colegas avaliaram o material. Como era de se esperar, havia nas amostras anticorpos para sarampo, mas praticamente todos os outros tinham desaparecido.O outro estudo, publicado na Science Immunology, usou os mesmos dados coletados por Swart e complementou o achado ao analisar especificamente o impacto sobre as células B do sistema imunológico. “Essas são as células produtoras de anticorpo, de memória – aquelas células que já foram previamente ativadas e que por isso, ao serem desafiadas novamente pelo antígeno, conseguem responder mais rapidamente e melhor”, explicou ao Estado a pesquisadora Ana Paula Lepique, do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.”As células B sofrem uma alteração no seu repertório. Ou seja, células de memória que respondiam a vários antígenos ao qual a pessoa já havia sido exposta morrem, e deixam essa pessoa sem imunidade contra esses antígenos. Por outro lado, a resposta contra o sarampo durante a infecção é forte, e quando se examina a população de células B de memória, várias delas são específicas para sarampo”, resumiu Ana Paula.Por conta disso, nesse período de dois a três, a pessoa pode pegar várias doenças que já tinha pego antes, mas sarampo não mais. Depois das novas infecções, porém, o corpo volta a ter anticorpos.Importância da vacinaçãoOs resultados reforçam a importância da vacinação ampla não só para prevenir sarampo, mas para evitar o enfraquecimento da “imunidade do rebanho” a outros tipos de patógenos.Depois de os casos da doença terem despencado em todo o mundo em razão de campanhas bem-sucedidas de vacinação, vários países, como o Brasil, voltaram a viver uma epidemia de sarampo. De acordo com o Ministério da Saúde, há casos de transmissão ativa em 19 Estados do País. Dos casos confirmados, 90,5% estão em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o número de casos em São Paulo é de 10.620, com 13 óbitos. Nos Estados Unidos, foram relatados 1.250 neste ano até o início do mês.”No fim, é simples. Existe uma vacina contra sarampo, que é eficiente e que protege contra a infecção. Se a criança não for vacinada, ela pode ser infectada – vamos lembrar que sarampo é muito contagioso -, e se ela for infectada, perde boa parte da sua resposta imune de memória. Não vacinar uma criança contra sarampo a expõe ao sarampo e, ainda se ela se recuperar, estará exposta a outras doenças secundárias devido à amnésia imunológica causada pelo sarampo”, comenta Ana Paula.Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim), reforça que a vacinação tem importância não só individual, mas coletiva. “O sarampo não atinge só crianças, mas adultos também. E aqueles que por algum motivo já são imunodeprimidos e não podem ser vacinados correm risco de morrer, porque o sarampo vai impactar ainda mais sua resposta imunológica”, diz.Se a maior parte das pessoas está vacinada, os riscos de infecção dessas pessoas que não podem tomar a vacina é menor. O contrário também é verdade. “Se não tivermos uma cobertura vacinal de 95% da população, a gente deixa desprotegidas justamente essas pessoas. Que são as com maior chance de morrer”, explica. “É responsabilidade de todos nós.”

Fonte: oliberal.com

Moradora do Lago Sul é levada como refém e pede ajuda em posto

Ladrão teria invadido casa na QL 20 e sequestrado a mulher, após assalto. Bandido foi preso pela PMDF

Um homem foi preso, nesta segunda-feira (28/10/2019), suspeito de sequestrar uma moradora da QL 20 do Lago Sul. A vítima, uma aposentada de 68 anos, teria sido feita refém após ter a casa assaltada. O bandido, identificado como Alex Pereira dos Santos, 33, acabou detido pela Polícia Militar do DF (PMDF).

De acordo com a corporação, a prisão ocorreu 20 minutos depois do crime, em um posto de gasolina próximo à casa da vítima, na QL 22. Após roubar 150 euros e 5 dólares da aposentada, o suspeito pediu que a moradora entrasse no carro e dirigisse.

A vítima, porém, disse que precisava parar em um posto de gasolina para abastecer. Neste momento, a mulher teria pedido ajuda a um dos frentistas. “Disseram que ele [o ladrão] não sabia dirigir, então veio no banco de trás, com uma faca na nuca dela. Quando fui atender, ela pediu socorro mexendo só a boca e eu entendi”, contou o funcionário ao Metrópoles. Ele pediu para não ter o nome divulgado.

“Nisso, ele já perguntou o que ela estava falando comigo, mas a mulher respondeu só que não tinha dinheiro e precisava pagar no cartão. Então, falei que as máquinas estavam com problema e iria resolver. Aí, já contei para a outra frentista e ela chamou a polícia”, completou.

À reportagem, a moradora relatou ter o costume de trancar a porta da varanda da casa. Nesta segunda, contudo, decidiu deixar a entrada aberta. “Ele veio pela mata, rendeu as empregadas e elas foram ao meu quarto falando para mim que era um assalto. Ele as deitou no chão e falou que queria joias e dinheiro”, narrou.

O cabo Bandeira, da PMDF, informou que o automóvel estava sendo procurado pela corporação, que foi acionada pela família da moradora. O policial contou que o bandido amarrou as empregadas domésticas que trabalham no local e fugiu levando joias, euros e outros objetos, tudo dentro do carro conduzido pela mulher sequestrada.

A vítima e o ladrão foram levados à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). De acordo com a PCDF, o preso, conhecido como “Gordo”, possui passagens por furto e roubo desde 2005. Os crimes, em maioria, ocorreram na área do Lago Sul. Na ficha criminal dele, há seis mandados e seis recomendações de prisão.

Fonte: metropoles.com

Brasiliense de 8 anos fica à beira da morte por brincar com slime

Mãe da garota fez relato emocionante sobre o caso nas redes sociais. À reportagem, ela disse que a menina se recupera do susto

hamires Ximenes viveu momentos de tensão nos últimos dias. A influenciadora digital viu a filha Laysla, de 8 anos, ser internada na unidade de terapia intensiva (UTI) após surgimento de uma série de sintomas, entre eles, reações alérgicas graves e insuficiência renal. A causa dos problemas? Um dos componentes do slime, “geleca” multicolorida que é sensação entre a criançada.

“Uma brincadeira comum entre crianças, que para muitos parece inofensiva, se tornou motivo de muita dor e angústia para nossa família”, desabafou a mãe em seu perfil no Instagram.

“Desde quando a fabricação caseira virou febre, Laysla passou a ‘fabricar’ slime com frequência e há muito tempo vem reclamando de dores na barriga. Depois, apareceram diversas manchas na pele”, acrescentou a influenciadora.

“Na semana retrasada, as dores [abdominais] aumentaram e corremos para a emergência com ela chorando de dor. Fomos informados que ela estava com menos de 40% da função renal. As lágrimas e o desespero tomaram conta de todos”, prosseguiu.

Após diversos exames e consultas, a causa dos sintomas foi detectada. “No 7º dia de internação, enfim conseguimos entender o motivo de tudo: INTOXICAÇÃO POR ÁCIDO BÓRICO, no tal do ‘ATIVADOR’ do slime caseiro (bórax, talco ou água boricada)”, escreveu.

Em entrevista ao Metrópoles, a mãe disse que foi apenas um susto e garantiu que a menina passa bem. “Agora, ela está livre das dores e manchas, mas foi um sufoco. Já tinha lido em diversas matérias que o tal do bórax é prejudicial à saúde, por isso optávamos por fazer a geleca sempre com água boricada. Foi uma surpresa saber que o componente também é nocivo”, conta.

O relato de Thamires causou burburinho nas redes sociais e, até o momento, acumula mais de 2,5 mil comentários. “A repercussão do post me surpreendeu. Torço para que a mensagem sirva de alerta e alcance centenas de milhares de pessoas”, exclama.

Este não é o primeiro caso de intoxicação por slime. Em maio, uma criança de 12 anos foi internada em São Paulo após manusear o famoso brinquedo. A menina ficou internada em hospital na zona sul da cidade por mais de uma semana.

A garota deu entrada no centro clínico apresentando vômitos e gastroenterite, segundo a Record TV. Exames identificaram uma reação alérgica causada pela substância bórax.

Para saber mais sobre os riscos eminentes do slime, clique aqui.

Fonte: metropoles.com

Brasília insegura: onda de assassinatos aterroriza moradores

Somente em setembro de 2019, foram registrados 34 assassinatos. O número é 21,43% mais alto do que o computado no mesmo período de 2018

Motoristas de aplicativos executados de forma brutal, morte em posto de combustível, latrocínio na porta de supermercado, feminicídios e padre estrangulado no quintal da igreja. A onda de assassinatos registrados na capital do país nos últimos dias assustou a população e fez até o governador pedir desculpas pela violência crescente.

A sensação de insegurança é corroborada por estatísticas oficiais: em setembro deste ano, ocorreram 34 assassinatos. O número representa 21% de casos a mais do que o registrado no mesmo período de 2019, quando 28 vidas foram tiradas de forma violenta. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do DF e contemplam homicídios e latrocínios. O mês de outubro só está na metade e já computa diversos episódios bárbaros.

Os mais recentes ocorreram nesse fim de semana. O corpo de Henrique Fabiano Dias Coelho foi encontrado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) na madrugada de domingo (13/10/2019) e o de Tiego Cavalcante na sexta-feira (11/10/2019), em Samambaia. Os dois eram condutores de apps de corrida de passageiros.

Fonte: metropoles.com

Pesquisa contra a pobreza leva Nobel de Economia

Prêmio é concedido a Esther Duflo, Abhijit Banerjee e Michael Kremer, por seus estudos para melhorar políticas públicas e educação da população carente. Franco-americana é segunda mulher a ganhar a honraria, além de ser a mais jovem


Uma abordagem experimental para combater a pobreza garantiu o Nobel de Economia ao trio formado pelo indiano naturalizado americano Abhijit Banerjee, o americano Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo. Ao anunciar o prêmio ontem em Estocolmo, o comitê do Nobel destacou que as pesquisas do trio “melhoraram consideravelmente a capacidade de combater a pobreza global” com novas e melhores abordagens que permitem, por exemplo, ações mais eficazes para melhorar a saúde infantil e o desempenho escolar.

Eles usam uma metodologia experimental, elogiada por pesquisadores brasileiros da área de desigualdade. Em meados de 1990, o grupo testou uma série de intervenções que melhoraram resultados escolares no Quênia. Na Índia, mais de cinco milhões de crianças foram beneficiadas por programas de aulas de reforço desenvolvidos com base em seus estudos.

O trio faz experimentos aleatórios de campo para estudar os efeitos da extrema pobreza, buscando entender as melhores formas de evitála. Tradicionalmente, essas pesquisas eram feitas com base em observação, sema ação do investigador.

— Nosso objetivoéasseg ur arque oc om bateà pobrezas e baseie em provas científicas— disse Esther em teleconferência, ao comentar o prêmio. — Os pobres muitas vezes são reduzidos a caricaturas, e com frequência até as pessoas que tentam ajudar não entendem a origem do problema.

Professora de economia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Esther é a segunda mulher a vencer o Nobel de Economia, depois de Elinor Ostro, em 2009. Aos 46 anos, ela também é a pessoa mais jovem a receber o prêmio. Esther, que em 2010 ganhou a medalha John Bates Clark, é casada com Banerjee.

‘DIAGNÓSTICO PRECISO’

Banerjee também é professor do MIT, enquanto Kremer atua na Universidade de Harvard. Os três vão dividir o prêmio, de US$ 915 mil.

Nos estudos do trio, a fim de verificar a eficácia de uma política pública, a população é dividida em grupos. Essa divisão, no entanto, é feita de forma randômica, a fim de que a avaliação seja feita com diferentes tipos de indivíduos, sem um viés —algo comum na indústria farmacêutica, por exemplo.

—A adaptação dessa metodologia para a economia é muito complexa. É um trabalho muito bem feito para analisar a pobreza, identificando onde eram eficazes certas intervenções do governo, como em saúde, educação e microcrédito —destaca Aloisio Araujo, professor da FGV.

Na Índia, Banerjee, Esther e Kremer comandaram um experimento para verificara melhor maneira dede vacinar a população. Eles usaram um centro móvel de profissionais de saúde, que ia até as pessoas. Com isso, a cobertura de vacinação aumentou de 6% para 18%. Em algumas áreas, era oferecido um saco de lentilhas para as famílias que vacinassem seus filhos. Nesse grupo, a taxa subiu para 39%.

Em outro estudo, o grupo mostrou que os mais pobres são extremamente sensíveis a preços nos cuidados de saúde preventivos. Na Índia, se uma pílula contra vermes for gratuita, 75% dos pais vão usá-la em seus filhos. Se ela tiver um preço, ainda que seja inferior a US$ 1, a taxa cai a 18%.

— Ter o diagnóstico preciso do comportamento das pessoas é necessário para o desenho de boas políticas sociais. Para eles, a identificação de impactos deve ser robusta, daí defenderem de forma tão insistente o uso de avaliações aleatorizadas — afirma Luis Henrique da Silva Paiva, cientista social do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Sergei Soares, também do Ipea, admite que essa metodologia é pouco explorada no Brasil, em parte pelo custo:

—São dificuldades de recursos e de procedimentos. Às vezes, é difícil levar uma pesquisa assim adiante, pois existem limitações técnicas mais fortes. Qualquer coisa feita com pessoas no Brasil tem que passar por uma comissão de ética.

*Com agências internacionais

Fonte: https://www.globo.com/