Somadas, penas de crimes associados a Lázaro Barbosa podem passar de 300 anos

Com sete inquéritos policiais em aberto só no Distrito Federal, fugitivo pode responder por diversos tipos de delitos. Caso condenado, penas podem passar de três séculos, mas legislação brasileira limita reclusão a, no máximo, 40 anos

Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, é considerado fugitivo por crimes cometidos desde 2007 – (crédito: Polícia Civil/Divulgação)

Desde antes da chacina contra a família Vidal, na madrugada de quarta-feira (9/6), Lázaro Barbosa de Sousa acumulava sete inquéritos policiais só no Distrito Federal. Ele é acusado de cometer quatro roubos em chácaras — o primeiro em 17 de maio; os quatro assassinatos no Incra 9; e um roubo seguido de estupro, em 26 de abril.

Raphael Seixas, delegado-chefe da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O), está à frente das investigações de cinco crimes cometidos por Lázaro: os roubos e o assassinato da família Vidal. “Pode ser que surjam outros delitos”, avalia o investigador. Ele acrescenta que a invasão à chácara de parentes das vítimas da chacina, em 17 de maio, é apurada pela 19ª DP (P Norte). “O registro ocorreu aqui na 24ª, mas, depois de a foto do suspeito ser divulgada pela imprensa, uma vítima reconheceu, veio à delegacia para avisar, e a investigação foi transferida”, detalha.

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Tomei a vacina contra covid-19 e tive reação. É normal?

Todas as vacinas disponíveis no Brasil passaram por testes clínicos que atestaram a eficácia e a segurança dos imunizantes; entenda as reações esperadas

Tomou a vacina da covid-19 e teve alguma reação? Na maior parte das vezes não há com o que se preocupar. A maioria das reações esperadas são leves, como dor no local da aplicação, dores de cabeça ou musculares e até mesmo febre. Segundo Anna Cláudia Castelo Branco, imunologista da Universidade de São Paulo (USP), esses eventos adversos podem, inclusive, significar algo bom: que a vacina está agindo. “Todos os medicamentos têm efeitos adversos. A vacina induz uma resposta imunológica que, dependendo da pessoa, pode gerar algum desconforto. Mas isso é esperado. Inclusive pode ser um indício de que o sistema imunológico está se preparando para te proteger”, explica.

Por isso, não há com o que se preocupar caso sinta algum desconforto após ser imunizado. “É esperado uma pequena inflamação local, então pode aparecer dor no braço, cansaço, dor de cabeça. É esperado, de maneira geral, que a taxa de efeitos adversos seja maior na primeira dose do que na segunda. Mas isso varia muito de pessoa para pessoa”, ressalta. A bula de cada vacina traz quais são os efeitos mais comuns que podem ocorrer. De maneira geral, é esperado dor no local, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, enjôo e até mesmo febre. Nem todo mundo sente, mas uma parcela da população pode ter esses desconfortos iniciais.

No Brasil estão sendo aplicadas duas vacinas: a Coronavac, da fabricante Sinovac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, e a Covishield, da farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, no Brasil, produzida pela Fiocruz. A expectativa é que nesta semana se junte a essas duas um novo imunizante. A previsão é de que chegue ao Brasil, na quinta-feira (29/4), o primeiro lote da vacina da farmacêutica Pfizer de um total de 100 milhões de doses adquiridas pelo governo brasileiro.

Esses imunizantes serão destinados somente às capitais, porque precisam ser armazenados em uma temperatura inferior a 70°C negativos. No caso desse imunizante, um evento adverso que outros países já relataram é a anafilaxia, uma reação alérgica cujos relatos incluem dor de garganta, urticária e dificuldade para respirar entre 15 e 30 minutos após serem vacinados.

Quando se preocupar
Todas as vacinas aprovadas passaram por testes que comprovaram a sua segurança, mas um efeito em específico tem preocupado a população em geral. Algumas pessoas que tomaram a vacina da AstraZeneca apresentaram uma redução nos níveis de plaquetas e a formação de coágulos sanguíneos. No Reino Unido, onde a vacina está sendo aplicada há mais tempo, foram registrados 168 casos graves de coágulos entre as 21,2 milhões de doses administradas até agora. Dessas, 32 pessoas morreram. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA), equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, disse que a vacina é segura e que os benefícios gerais ainda superam os riscos. Segundo a EMA, esses eventos graves foram relatados em uma taxa de cerca de 1 em 100 mil.

Anna Castelo Branco explica que ainda não há uma comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina, até mesmo por terem sido uma quantidade pequena de casos. “Em alguns países foram relatados casos de trombose. Apesar dos casos acontecerem de forma geral, a agência europeia resolveu alterar a bula. A gente ainda precisa de mais estudos para saber se está relacionado à vacina. A hipótese é de que alguns indivíduos têm uma resposta alterada que daria uma baixa no número de plaquetas que pode favorecer essa formação de trombos. Mas são eventos raríssimos e não há nenhum motivo para não tomar a vacina”, ressalta.

No caso dessa vacina, os eventos adversos mais comuns são sensibilidade no local da injeção, fadiga, dores de cabeça, náuseas, calafrios ou uma sensação geral de mal-estar. No DF, das mais de 70 mil doses aplicadas da vacina, 546 pessoas relataram algum evento adverso. A maior parte ainda está em análise pela Secretaria de Saúde para saber se realmente foi causado pelo imunizante. Entre os analisados, somente um evento foi considerado grave.

Segundo a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), quem se vacinou com o imunizante da AstraZeneca deve procurar um médico caso apresente sintomas como falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, dor persistente no estômago, sintomas neurológicos, como fortes dores de cabeça ou visão turva, ou pequenas manchas de sangue sob a pele.

A orientação da Secretaria de Saúde do DF é sempre informar ao profissional qualquer condição de saúde que tenha ou alergia antes de vacinar. E caso sinta qualquer reação após a tomada do imunizante, deve-se procurar um posto de saúde para orientações. Essa também é a orientação da mestre pelo programa de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) Anna Castelo Branco. “Caso sejam efeitos leves, não tem motivo para se preocupar. Mas caso seja mais intenso é importante procurar o médico. É importante também antes de vacinar a pessoa avisar qualquer alteração de saúde para os enfermeiros. Caso tenha algum risco ele será informado”, destaca.

Em março, a Anvisa emitiu uma nota técnica que manteve a recomendação da utilização do imunizante e concluiu que os benefícios superam os ricos. A agência ainda recomendou que a fabricante indicasse na bula o alerta sobre o possível evento adverso. O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo também emitiu um comunicado defendendo o imunizante ressaltando que ele é seguro e eficaz, como foi comprovado em testes clínicos.

No Brasil, das mais de 4 milhões de doses do imunizante aplicadas, somente foram relatados 47 casos suspeitos de eventos tromboembólicos, mas nenhum teve comprovação de que foi causado pela vacina.

Em entrevista coletiva na semana passada, o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, disse que está havendo uma resistência das pessoas à vacina da AstraZeneca. “Tivemos muitas fake news divulgadas através das redes sociais”, afirmou. Ele garantiu que a vacina é segura.

A vacina da AstraZeneca apresentou, nos testes clínicos, uma eficácia de 100% contra casos graves de covid-19. Somente com a primeira dose, o imunizante já apresenta uma eficácia de 72%. A segunda dose deve ser tomada 90 dias após a primeira. Devido ao prazo maior, só na semana passada o DF começou a aplicar o reforço nos primeiros imunizados com a vacina. São profissionais de saúde e idosos com 80 anos ou mais.

Fonte: correiobraziliense.com.br

Dias antes de morrer, vítima de feminicídio registrou ocorrência contra marido

Tatiane Pereira da Silva, 41 anos, morreu após sofrer agressões do companheiro, Manoel Paulo Severino, preso pela PCDF

Tatiane procurou o hospital várias vezes, mas foi mandada de volta para casa – (crédito: Material cedido ao Correio)

Poucos dias antes de morrer, Tatiane Pereira da Silva, 41 anos, registrou boletim de ocorrência por violência doméstica contra o companheiro, Manoel Paulo Severino, 35, na 6° Delegacia de Polícia (Paranoá). A mulher relatou que sofria agressões há, pelo menos, um ano e solicitou medidas protetivas. A vítima morreu nesta segunda-feira (12/4), em decorrência de uma hemorragia interna, após ficar internada no Hospital Regional de Planaltina.

Na madrugada de sexta-feira (9/4), Tatiane e o marido foram até um bar próximo à casa onde moravam, na DF-250, no Núcleo Rural 06, na Chácara São Francisco, no Paranoá, segundo a investigação. O casal ficou por pouco tempo no local e, em seguida, retornou ao imóvel. Em depoimento na delegacia, a vítima afirmou que as agressões começaram depois que companheiro decidiu retornar ao estabelecimento, mas ela teria negado o convite. Nervoso, o homem bateu na mulher com um facão, mordeu o braço dela e chegou a pisar no corpo de Tatiane.

Vizinhos e o dono do bar tentaram impedir a violência. Na tarde de sexta-feira (9/4), Tatiane registrou o boletim de ocorrência e relatou o ocorrido, passou por exame de corpo delito e teve o pedido de medida protetiva atendido. Depois disso, a mulher procurou o Hospital Regional do Paranoá com náuseas e vômitos. Ela foi liberada pela equipe médica, mas retornou no sábado (10/4) queixando-se de fortes dores abdominais, mas foi orientada a voltar para casa, segundo relato de familiares.

Ao Correio, Andreia Ferreira, 40, prima de Tatiane, contou que, entre a noite de domingo (11/4) e a manhã de segunda-feira (12/4), a vítima urinava sangue e estava sem conseguir andar. “Ela foi até o Hospital de Planaltina, até que conseguiu ser internada, mas já era tarde demais. Minha prima morreu”, contou. “Ela procurou atendimento do Paranoá e mandaram ela voltar, pois a suspeita seria que ela estava com dengue. Depois, conseguiu ser internada e teve uma parada cardíaca. Entendemos que ela veio a falecer em decorrência das lesões sofridas e, por isso, o crime é tratado como feminicídio”, explicou o delegado-chefe da 6° DP, Ricardo Viana.

Tatiane deixa um filho de 3 anos, fruto do relacionamento do casal. Ela será sepultada às 17h, no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. O autor foi preso na madrugada dessa terça-feira (13/4), pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Questionada pela reportagem, a Secretaria de Saúde (SES) informou que a paciente procurou o Hospital da Região Leste na quinta-feira, apresentando quadro de febre, náuseas, cefaleia e mialgia. Disse que a mulher tinha os sinais vitais estáveis e foi encaminhada à unidade básica de saúde (UBS) da região. De acordo com a pasta, Tatiane retornou ao HRL no domingo, com relato de astenia (perda ou diminuição da força física) e dispneia (dificuldade de respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente associada a doença cardíaca ou pulmonar), sinais vitais estáveis e foi classificada como gravidade nível amarelo.

Segundo a Saúde, a paciente só relatou as agressões na segunda-feira, quando procurou o Hospital Regional de Planaltina (HRPL), apresentando os mesmos sintomas. “A pasta esclarece que a paciente teve toda assistência necessária nas duas unidades e lamenta o óbito, que ocorreu apesar do atendimento prestado pelas equipes médicas das unidades da rede pública”, finalizou.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

Após acidente, Polícia Civil prende casal que aplicava golpe em farmácias do DF

Uma mulher de 32 anos, que se envolveu em um acidente na região, estava com 82 remédios tarja preta dentro do veículo, incluindo morfina. Ela transportava a filha, de apenas um ano.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu um casal que aplicava golpes em farmácias para obter comprimidos de tarja preta. A 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2) chegou à dupla após um acidente de trânsito com vítima, ocorrido na tarde de quinta-feira (8/4), na DF-420, rodovia da região.

De acordo com os investigadores, testemunhas relataram que a mulher, de 32 anos, colidiu na traseira de um veículo, perdeu o controle da direção, atravessou o canteiro central e só parou numa área de mata, ao lado da faixa contrária. Além dela, a filha, de apenas um ano, estava no carro.

“Quando abordamos a motorista, percebemos que ela estava dopada, provavelmente sob efeito de medicamentos fortíssimos. Dentro do carro, econtramos 82 comprimidos, alguns de uso controlado, incluíndo morfina Ela também transportava a filha, de apenas um ano.

Golpes
Ao dar início à investigação para descobrir a procedência dos comprimidos, os agentes descobriram que ela e o marido davam golpes em diversas farmácias no DF. “Eles pegavam a medicação no balcão da farmácia, e no trajeto até o caixa, trocavam as caixas de medicamentos por caixas vazias, algumas delas contendo grãos de feijão”, afirma o delegado-chefe da 35ª DP, Laércio Carvalho.

Junto do companheiro, um americano de 40 anos, ela se viciou no uso de medicamentos de uso controlado e para obtê-los, o casal diversificava a forma de aplicar os golpes e falsificava as receitas. “A forma mais comum era receberem a medicação no balcão das farmácias e no trajeto até o caixa, trocavam as caixas originais por outras caixas de remédios já usados, e contendo no interior grãos de feijão. Deixavam a caixa com o feijão no caixa. Alegavam que iriam pegar o dinheiro no carro e furtavam as caixas com os remédios. Este golpe era aplicado pelo casal em todo o Distrito Federal, havendo dezenas de ocorrências registradas”, afirma o investigador.

A dupla vai responder pelos furtos e por falsificar as receitas. A mulher irá responder também por dirigir dopada pelo uso dos medicamentos. Se somadas as penas, ela pode pegar até 12 anos de reclusão. O homem também foi autuado por furto e falsificação, sujeito a pena mínima de cinco anos de detenção para cada crime.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

Exclusivo: Laudo do IML confirma que radialista foi morta por enforcamento

Correio teve acesso com exclusividade ao laudo do IML que comprova que a radialista Evelyne Ogawa morreu asfixiada pelo próprio companheiro. Ele foi preso três dias após confessar o crime. Agressor tem longa ficha criminal

O laudo cadavérico da radialista Evelyne Ogawa, de 38 anos, ao qual o Correio teve acesso com exclusividade, confirmou que a apresentadora de TV foi morta por enforcamento ou asfixia. A mulher foi vítima de feminicídio na noite de 26 de março, no apartamento onde morava, em Samambaia. O autor, Vinícius Fernando Silva Camargo, 31, confessou o crime e está preso no Complexo Penitenciário da Papuda.

Investigações revelaram que Evelyne foi assassinada entre 21h e 23h de sexta-feira. A polícia chegou até a residência da vítima, após o próprio companheiro procurar a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) no sábado e confessar o crime. Na casa de Evelyne, os investigadores encontraram um fio elétrico, supostamente utilizado pelo homem para matá-la.

Os médicos legistas do Instituto de Medicina Legal (IML) confirmaram que a mulher foi assassinada por asfixia. Evelyne tinha fortes marcas no pescoço e hemorragia subconjuntival no olho direito (pequenos acúmulos de sangue que reveste a pálpebra e cobre a frente do olho), causado geralmente por algum esforço físico, e os vasos sanguíneos estouraram. Além disso, o corpo da vítima também apresentava cianoses de extremidades, quando a pele fica com a coloração azulada em decorrência da oxigenação insuficiente do sangue.

O IML comprovou as marcas de lesões no dorso da mão direita de Evelyne, o que pode indicar que, momentos antes do crime, o casal entrou em luta corporal. O laudo do Instituto de Criminalística (IC) ainda está em elaboração e deve sair nos próximos dias. O documento reunirá provas técnicas acerca do local, materiais, objetos, instrumentos e pessoas, a fim de determinar como ocorreram os fatos.

Crime
Câmeras do circuito interno de segurança do elevador do prédio registraram os últimos momentos de vida da radialista. Na noite do crime, às 22h20, Evelyne e Vinícius aparecem juntos no elevador. Pelas imagens, aparentemente, os dois parecem discutir. Segundo relatou uma familiar da vítima, no mesmo dia, o casal saiu para buscar o pagamento de comissão de Evelyne, por volta das 17h20.

Em outras imagens, Vinícius é visto, às 23h37, entrando no condomínio. Ele está sozinho, cumprimenta o porteiro e sobe pela escada. Cerca de 20 minutos depois, às 23h55, o homem entra no elevador e sobe até o 4º andar. Durante a madrugada de sábado, por volta das 3h, ele entra novamente no elevador e desce até o térreo. Outro vídeo registrado um dia depois do crime mostra Vinícius entrando no condomínio às 7h47. Ele vai até o apartamento da companheira e, em poucos minutos, deixa o condomínio carregando uma sacola azul nas mãos.

Policiais da 26ª DP prenderam Vinícius três dias depois dele cometer o feminicídio. Apesar de ele ter se apresentado à delegacia no sábado, um dia após o crime, ele foi liberado por não haver o flagrante. Em uma intensa negociação, os investigadores o convenceram a se entregar na segunda-feira. Vinícius tem uma extensa ficha criminal e acumula passagens por roubo, porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal, violência contra a mulher e uso de documento falso. No total, o agressor acumula 12 processos criminais. O homem cumpre pena na Papuda.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Miopia entre crianças: telas provocam aumento de casos

Há mais pessoas ficando míopes, e as que já tinham o problema estão com graus maiores, explica oftalmologista pediátrica. Saiba o que fazer para amenizar esse problema

Você tem percebido alguma alteração na visão do seu filho desde o início da pandemia? Um estudo publicado na revista JAMA Ophthalmology mostrou que os casos de miopia entre crianças de 6 a 13 anos quase triplicaram no último ano.

A hipótese dos pesquisadores é a de que a falta de atividades ao ar livre e o maior tempo em frente às telas, por causa das aulas remotas, tenham contribuído para esse crescimento. “Estamos vivendo uma epidemia de miopia também, não só de coronavírus. Existem mais pessoas ficando míopes, e as que já tinham o problema estão com graus maiores”, explica a oftalmologista pediátrica Ana Carolina Cassiano, da Clínica EyeKIDS Oftalmopediatria (SP).

Mais do que nunca, é importante estar atento aos sinais. Se o seu filho se mostra inseguro para explorar ambientes, levanta para chegar mais perto para ler placas ou ver televisão, por exemplo, procure um especialista. “Nos últimos meses, os tablets e computadores entraram ainda mais na vida das crianças. Na hora do lazer, quanto menos telas, melhor. Nos intervalos das aulas online, vale andar pela casa, olhar pela janela, brincar, ir ao jardim”, diz.

MAIS LUZ NATURAL

Segundo a oftalmopediatra Rosana Cunha, da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha, a luz natural, aliás, funciona como um fator protetor contra a miopia: “Os raios de sol estimulam a produção de dopamina, um neurotransmissor que desempenha papéis importantes no cérebro. Um deles é o do equilíbrio do globo ocular, já que a dopamina regula o crescimento dos olhos”, explica. Na falta dela, os olhos crescem mais alongados, provocando a miopia – que ocorre quando a imagem se forma antes da retina, causando dificuldade para enxergar de longe.

Fonte: https://revistacrescer.globo.com

Crime bárbaro: cinco pontos para entender o caso Henry Borel

O padrasto e mãe da criança foram presos nesta quinta-feira preventivamente

Exatamente um mês após a morte do menino Henry Borel, 4 anos, a mãe dele, Monique Medeiros, e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), foram presos no Rio de Janeiro por atrapalharem as investigações. Segundo a polícia, eles estariam ameaçando testemunhas para combinar versões. A prisão preventiva tem validade de 30 dias.

Até o momento, não foram esclarecidas todas as circunstâncias que levaram a morte da criança, mas os investigadores da 16ª DP, da Barra da Tijuca, já afirmaram que Henry foi assassinado com emprego de tortura. Entenda o caso:

Tortura
De acordo com a Polícia Civil, Henry Borel já tinha passado por sessões de tortura antes do episódio que levou a morte dele. Segundo a investigação, o padrasto, Dr. Jairinho, utilizava de chutes e golpes na cabeça do menino e Monique sabia do que estava acontecendo desde fevereiro.

A morte
O menino chegou morto a um hospital da Zona Oeste do Rio de Janeiro na madrugada de 8 de março. A criança tinha passado o fim de semana com o pai, o engenheiro Leniel Borel, e foi deixado na casa da mãe, Monique Medeiros, no domingo (7/3) por volta das 19h. Em mensagens trocadas com o pai da criança, Monique disse que estava apreensiva pelo choro do filho na hora de voltar para casa.

De acordo com a versão do padrasto e da mãe, Henry dormiu no quarto do casal enquanto eles assistiam a uma série na TV e que acabaram por dormir. Durante a madrugada, Monique teria acordado e encontrado a criança caída da cama com os olhos revirados e sem respirar. Segundo Monique, ela disse acreditar que o filho tivesse caído da cama.

Investigação
A polícia já ouviu pelo menos 18 testemunhas até o momento e analisou mensagens trocadas pelos celulares dos pais da criança e do padrasto.

Foram feitas duas autópsias no corpo da criança. O laudo apontou que a morte foi provocada por hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente. Além da lesão no fígado, também foram encontrados hematomas no abdômen e nos membros superiores, contusão no rim, no pulmão e no crânio.

No dia 1° de abril, foi feita a reconstituição dos fatos. Os peritos tentaram de todas as formas simular um acidente, conforme a versão apresentada por Monique e Dr. Jairinho, porém, segundo a TV Globo, a conclusão foi de que nenhum cenário poderia causar as lesões identificadas na autópsia.

Histórico
Esta não é a primeira vez que o vereador Dr Jairinho se envolve em casos de agressões. Na investigação, uma ex-namorada do médico contou a polícia que durante seu relacionamento ele agrediu por diversas vezes sua filha, que na época tinha 4 anos.

Hoje, com 13 anos, a menina prestou depoimento relatando as agressões e uma outra investigação foi aberta para averiguar o caso.

A ex-mulher dele, Ana Carolina Ferreira Netto, também tinha registrado um Boletim de Ocorrência em 2014 por violência doméstica. No entanto, ela desistiu da acusação e o caso foi arquivado. Ela também será ouvida na investigação da morte de Henry Borel.

Quem é Jairinho?
O vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, tem 43 anos e é filho do ex-PM e ex-deputado estadual Coronel Jairo, 71, um grande conhecido da política do Rio de Janeiro. Jairinho foi eleito vereador pela primeira vez aos 27 anos.

O pai dele, Coronel Jairo, foi preso na Operação Furna da Onça, uma das fases da Lava-Jato, em 2018. Ele foi acusado de participar do ‘mensalinho’ da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), esquema que movimentou R$ 54 milhões em pagamentos para que deputados votassem com o governo.

Quanto a profissão, Jairinho disse, em depoimento, que nunca exerceu o ofício. Por isso, não fez manobras de ressuscitação no enteado, segundo ele.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br