Sucesso sem caridade é um fracasso

John Paul DeJoria, empresário Americano veio ao Rio para falar sobre empreendedorismo no Centro Universitário Augusto Motta.

“Nasci em uma família muito pobre e já fui sem-teto. Conto minha história para inspirar jovens a construir negócios bem-sucedidos com pouco dinheiro. Meu primeiro negócio quase faliu 50 vezes e hoje vale bilhões.”

Conte algo que não sei.

Há dois segredos do sucesso para quem deseja empreender. O primeiro é estar ciente de que muitas rejeições virão, e não deixar que isso derrube o desejo de vencer. Por isso, é preciso estar tão feliz e entusiasmado na centésima primeira porta em que se vai bater quanto estava na primeira. O segundo segredo diz respeito a criar o melhor produto ou serviço que se pode oferecer. Dessa forma, não é preciso tanto esforço para vender depois. Isso se chama reorder business que você vende é tão bom que quem compra uma vez quer comprar de novo e faz propaganda. Pessoas bem-sucedidas fazem todas as coisas que pessoas sem sucesso não querem fazer, como trabalhar sete dias por semana, dia e noite.

O senhor foi de sem-teto a bilionário. Como foi a sua infância?

Minha mãe veio da Grécia, meu pai, da Itália, e eu nasci nos Estados Unidos. Meu pai abandonou a família antes de eu completar 2 anos. Meu irmão, minha mãe e eu vivemos juntos. Aos 7 anos, eu vendia vasos de flores; aos 9, cartões de Natal. Depois entreguei jornais. Dava o dinheiro à minha mãe. Quando jovem, eu já era empreendedor. Minha geração é diferente da geração atual. O fato de termos um trabalho nos fazia sentir muito bem. Quando fiquei desabrigado, eu me esforcei para superar essa situação. Não fiquei parado onde estava, mas pensando no que deveria fazer para dar o próximo passo. Nesse caso, em primeiro lugar, era me alimentar. Eu dizia à minha mãe que se ela pudesse cozinhar para nós eu já estaria muito satisfeito.

O senhor criou uma linha de produtos para cabelos, a Paul Mitchell, e hoje sua fortuna é avaliada em mais de US$ 3 bilhões. O que esse valor significa para o senhor?

Nada. Faço exatamente o que eu fazia antigamente. O que muda é que, com essa quantia, ganha-se mais capacidade de transformar as coisas. Há alguns meses, a Ilha de Barbuda foi devastada por um furacão, cerca de 1.500 pessoas perderam suas casas e foram para um abrigo em Antígua. Na semana seguinte, eu e meus parceiros começamos a construir casas para os sem-teto. Eu fico tão feliz em fazer doação que metade da minha riqueza é usada para fazer do mundo um lugar melhor para se viver. Eu acredito que sucesso sem caridade é um fracasso.

Existe alguém que tenha se tornado bem-sucedido por sua causa?

Acredito que sim, porque muitas pessoas não sabem como superar as rejeições, e eu costumo bater nessa tecla. Numa universidade onde fiz uma palestra, aqui no Rio de Janeiro, uma moça disse-me que iria dedicar orações a mim porque minhas lições já estavam mudando a vida dela.

O senhor é feliz?

Com certeza! Na vida, se você quiser prestar atenção ao que é realmente importante, o número um em prioridade não é a riqueza, é a felicidade. O número dois é a saúde. O número três é a riqueza, porque, se você não está feliz, não pode ser rico. Portanto, felicidade, saúde e riqueza.

O que o senhor diria para uma pessoa que não é mais tão nova, que ainda tem vida pela frente, mas não alcançou o sucesso?

Eu recomendaria acessar imediatamente o site da Amazon ou do iTunes e assistir ao filme “Good fortune”. Quando assistir, vai perceber por que estou dizendo isso. Não importa o que aconteceu na sua vida, se você está sem casa, sem trabalho, sem dinheiro. Se você acredita em si mesmo, você pode se renovar. As pessoas precisam saber que não há problema em se transformar, e não importa em que fase da vida elas estejam.​

 Site: www.o globo.com

Como um supermercado tirou tudo que era plástico de suas prateleiras

Para reduzir lixo plástico, rede holandesa lança primeira seção de supermercado livre do material do mundo. Iniciativa pode servir de exemplo e ser gota d’água no oceano dos 300 milhões de toneladas anuais de plástico.

“Entre num mundo livre de plástico”, convida a nova seção no Ekoplaza Amsterdã.

Reduzir o lixo plástico é um dos maiores desafios ambientais da atualidade. Um novo passo nesse sentido acaba de ser dado em Amsterdã, na Holanda, onde foi inaugurada a primeira seção de supermercado livre de plástico do mundo.

A seção sem plástico é fruto de um ano de campanha realizada pela iniciativa A Plastic Planet, sediada no Reino Unido e cuja meta é “reduzir dramaticamente” o uso do material sintético, sobretudo nas embalagens de alimentos e bebidas.

A colaboração com a cadeia holandesa de supermercados Ekoplaza permite aos consumidores escolherem entre 700 artigos sem plástico nas embalagens.

Todas as estantes e etiquetas da seção são igualmente livres do material, e todos os produtos trazem a Plastic Free Mark, um novo selo que ajuda os compradores a identificarem rapidamente as mercadorias que não contribuem para o problema crescente do lixo plástico no planeta.

Trata-se de um teste prático para materiais biodegradáveis inovadores, e ao mesmo tempo um retorno a materiais de embalagem tradicionais, como vidro, metal e papelão.

Em Berlim e em outras cidades europeias, lojas independentes de produtos orgânicos já baniram o plástico há algum tempo, porém esse é o primeiro experimento em massa com o comércio de baixa produção de resíduos. Até o fim de 2018, todas as filiais da Ekoplaza na Holanda disporão de um corredor sem plástico.

“Plástico para embalar comida é indefensável”

Além de se associar à rede Ekoplaza na Holanda, A Plastic Planet vem realizando nas redes sociais uma campanha intensa com a hashtag #PlasticFreeAisle. Que vem surtindo efeito: grandes cadeias – como a Lidl, presente em cerca de 30 países – estão sendo forçadas a reagir às preocupações dos consumidores no Twitter.

Desde o início da campanha A Plastic Planet, no começo de 2017, o movimento antilixo vem ganhando força no Reino Unido.

Apenas um mês antes do lançamento da seção plástico-zero na Holanda, que ocorreu no último dia 28 de fevereiro, a primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciara seu apoio às prateleiras livres do material sintético, em seu primeiro discurso de peso sobre o meio ambiente.

De acordo com uma enquete, a iniciativa é apoiada por mais de 90% dos britânicos. No entanto, ativistas ainda estão esperando que os supermercados do Reino Unido sigam o exemplo do Ekoplaza. “É blablablá demais e ação de menos”, comentou à DW Sian Sutherland, cofundadora de A Plastic Planet.

May prometeu as prateleiras sem plástico dentro de 25 anos. O maior varejista de comida congelada do Reino Unido, Iceland, se comprometeu a ser o primeiro supermercado britânico a eliminar as embalagens plásticas em todos os seus produtos – mas só daqui a cinco anos.

Para Sutherland, agora é a hora de agir. “Há um uso do produto que é bem indefensável: plástico indestrutível para embalar comida perecível. Como é que isso aconteceu? Só queremos pedir aos nossos supermercados: nos deem uma seção. Não somos tão intransigentes assim, só queremos ter a opção de comprar sem plástico.”

Reciclagem não basta

Os comerciantes varejistas de frutas e verduras respondem por cerca de 40% de todas as embalagens de plástico do Reino Unido. Concentrando-se nas prateleiras dos supermercados, a campanha #PlasticFreeAisle visa atingir o cerne do problema – ao contrário do lobby das embalagens de plástico, que se esconde atrás do subterfúgio da reciclagem.

Na Alemanha – famosa por sua adoção da energia verde e da reciclagem, mas com a maior taxa mundial per capita de embalagens plásticas –, alguns supermercados permitem que os consumidores façam compras com seus próprios recipientes. Outros tentam desencorajá-los de empregar sacos transparentes nas seções de frutas e verduras.

No entanto, segundo Tobias Quast, especialista em resíduos e recursos da Friends of the Earth em Berlim, tais “esquemas-piloto não são suficientemente ambiciosos, nem de longe”.

Embora a reciclagem costume ser festejada como grande solução para a poluição, a maioria esmagadora dos 300 milhões de toneladas de plástico produzidos a cada ano, em nível global, não é reciclável.

“A primeira seção de supermercado sem plástico do mundo”

A incineração é outra solução altamente controversa, pois libera substâncias tóxicas, como a dioxina, e estudos acusam taxas de câncer mais elevadas nas áreas próximas a incineradores de lixo.

“Temos que parar de pensar em termos de gestão de resíduos, e em vez disso pensar em gestão de recursos”, insta Sutherland. Nesse sentido, deveria haver zero de lixo plástico.

Sutherland frisa que sua campanha não é antiplástico, mas que esse material altamente útil e durável tem sido desperdiçado, em vasta escala, em embalagem que acaba se transformando em lixo sem valor e nocivo. “Embalagem plástica de comida e bebida é útil por uma questão de dias, mas permanece uma presença destrutiva na Terra pelos séculos seguintes”, frisa.

Uma carta aberta em favor da iniciativa das seções livres de plástico, publicada recentemente pelo jornal britânico The Guardian, enfatiza o absurdo da reciclagem de plástico. Ela é assinada por Julie Andersen, diretora executiva da Plastic Oceans Foundation, Laura Chatel, da Zero Waste France, e Julian Kirby, encarregado de justiça ambiental da Friends of the Earth England, entre muitos outros.

“Num momento em que o plástico reciclado cobre apenas 6% da demanda total do material na Europa, está claro que a reciclagem não é a saída para o problema. A embalagem plástica de alimentos e bebida não tem lugar numa economia circular, já que é difícil de recuperar, facilmente contaminável e, no mais das vezes, desprovida de valor”, diz o texto.

Por quanto tempo dá para congelar cada alimento?

O congelamento é uma das formas mais comuns e seguras de conservar alimentos. De acordo com o engenheiro de alimentos Douglas Fernandes Barbin, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o congelamento mantém o produto em um estado mais próximo ao original, imobilizando a água presente nele e dificultando as reações microbiológicas. Assim, evitando o crescimento de microorganismos capazes de causar intoxicações.

Para congelar o alimento, no entanto, é necessário estar atento à temperatura – que deve ser de pelo menos –18ºC – e ao tempo que os produtos ficam no freezer. De acordo com a autoridade sanitária Mariana Uenojo, da Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), esse tempo varia dependendo do tipo de alimento.

“O tempo interfere tanto na qualidade do produto quanto na textura e sabor e características microbiológicas, relacionadas à segurança para o consumo”.

O modo como o produto é congelado também influencia em seu tempo de conservação. O alimento deve ser manipulado em condições de higiene e ser submetido ao freezer rapidamente após o preparo, sempre em recipientes próprios de congelamento. Na lista abaixo, apresentamos a melhor forma de congelar os alimentos e quanto tempo, em média, cada um pode ser mantido no freezer.

Limite para congelar os alimentos

Arroz (3 meses)
O arroz deve ser congelado em pequenas porções que serão consumidas na hora, em recipientes de plástico com total vedação na tampa, próprios para o freezer. Para garantir a durabilidade, é importante congelar o alimento fresco, logo após o preparo. Por ser manipulado e temperado, dura poucos meses no freezer.

Carnes cozidas (2 a 3 meses)
Devem ser congeladas em embalagens de plástico – no caso dos bifes, o ideal é colocá-los separados em saquinhos plásticos com fechos de zíper.

Aves cozidas (4 meses)
As aves cozidas também devem ser armazenadas em recipientes de plástico com vedação completa, para evitar a entrada de bactérias. Por conter menos gordura do que as carnes vermelhas, esse alimento possui um tempo de conservação um pouco maior.

Carnes e aves cruas (até 12 meses)
Como os outros alimentos sólidos, podem ser conservadas em recipientes de plástico, específicos para congelamento de alimentos, ou nas próprias bandejas do mercado. É ideal que essas carnes sejam congeladas sem tempero, para garantir a sua qualidade.

Bacon, linguiça e presunto (1 a 2 meses)
Devem ser congelados em saquinhos plásticos bem vedados. Esses alimentos favorecem a proliferação de microorganismos, então não podem ficar no freezer por muito tempo. Entretanto, carnes processadas como hambúrguer sofrem adição de ingredientes antioxidantes que auxiliam a conservação.

Peixe magro (4 a 6 meses)
O peixe magro pode ser armazenado em potes de plástico com tampa e pode ser mantido no freezer por um período de quatro a seis meses.

Peixe gorduroso (2 meses)
Já os peixe gordurosos, como o salmão, duram menos tempo.

Massas prontas (3 meses)
No caso das massas, é recomendado congelar em embalagens de plástico e, se for congelar junto com o molho, o ideal é uma embalagem de vidro. O alimento pode durar até três meses no freezer e a durabilidade é comprometida caso possua recheio.

Molhos e sopas (2 a 3 meses)
Os molhos e sopas podem ser congelados em recipientes de vidro bem tampados, que são indicados para o armazenamento de líquidos em geral. O tempo de conservação no freezer é de dois a três meses, dependendo da quantidade de gordura do alimento.

Queijo (1 mês)
Os queijos frescos não devem ser congelados por conterem muito líquido. Os demais, embora sejam mais consistentes, têm uma durabilidade curta devido à facilidade de entrada de bactérias. Assim, esses alimentos devem ficar congelados por no máximo um mês.

Rota da morte: DF-001 é a rodovia que mais mata no Distrito Federal (Principal, violência, comportamento e serviços)

Rota da morte: DF-001 é a rodovia que mais mata no Distrito Federal

Acidentes resultaram em 254 mortes no DF em 2017, sendo 154 só em rodovias distritais. Mas trechos de BRs, como a 020, a 060 e a 080 também registraram um número alto. Detran e DER, porém, comemoram queda de 37% na quantidade de vítimas

“Eu estava a 80 km/h quando um carro saiu da entrada do Recanto das Emas e entrou na minha frente. Tentei desviar, mas acabei rodando na pista e capotando no canteiro” – Iolanda Rocha, professora

Nenhuma rodovia mata tanto no Distrito Federal quanto a DF-001. Dezenove pessoas perderam a vida na estrada que circula a capital em 2017. Em seguida, vêm os trechos das BRs-020 (Brasília-Fortaleza), 080 (Brasília-MT), 060 (Brasília-Goiânia) e 070 (Brasília-Bolívia). No ano passado, 254 morreram em acidentes no trânsito de Brasília, sendo 154 só em rodoviais distritais, como a DF-001. Comparado a 2016, o número total caiu 37%.

A professora Iolanda Rocha, 49 anos, foi vítima em um acidente no Km 4 da BR-060, perto do Recanto das Emas. Ela voltava da comemoração do ano-novo em Alexânia (GO). “Eu estava a 80 km/h quando um carro saiu da entrada do Recanto das Emas e entrou na minha frente. Tentei desviar, mas acabei rodando na pista e capotando no canteiro”, conta. Iolanda sofreu hematomas pelo corpo e fraturou o braço direito.

Detran flagra 26 motoristas embriagados por dia em operação de fim de ano

A professora reclama da falta de sinalização na via, da ausência de equipamentos eletrônicos de monitoramento e de passarelas para pedestres. “Como educadora, prezo por esse tipo de atitude por parte dos nossos governantes. Aqui, tragédias são comuns. Não podemos ficar esperando pessoas morrerem para a situação mudar”, cobra.

Coordenador do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília (UnB), Pastor Willy Gonzales Taco explica que o número de acidentes, principalmente nas rodovias do DF, é causado pela quantidade elevada de cruzamentos e retornos, além da velocidade alta das vias. “Como Brasília é um polo de ida e vinda, as cidades denominadas dormitórios fazem com que as pistas fiquem com alta intensidade de veículos. Somado ao comportamento humano, isso é um gerador de acidentes”, defende.

Para amenizar as mortes no trânsito, o especialista diz que o ideal é investir em campanha. “Temos que fazer um trabalho pontual e focar na população mais jovem. Todos precisam aprender a respeitar a outra pessoa que está na via. Isso seria um influenciador no índice das mortes”, comenta. Para ele, os órgãos de trânsito também precisam investir na qualidade do serviço e aumentar o número de sinalização e fiscalização ao longo das rodovias. O estudioso ressalta que o fluxo de veículos saindo e entrando no DF é alto em qualquer horário e os condutores devem se atentar para não sofrerem acidentes.

Fiscalização

O diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran-DF), Silvain Fonseca, afirma que o órgão, com as outras forças de segurança, como DER, PM e PRF, realizam operações planejadas para melhorar a qualidade do trânsito. De acordo com o Fonseca, a redução das mortes em 2017 também é resultado das campanhas educativas, das intervenções de engenharia, da implantação de bolsões de motos e das ações preventivas de fiscalização e patrulhamento.

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Adasa identifica 1.015 poços irregulares na Bacia do Descoberto


Fiscalização ocorre desde 2015 e foi intensificada com a crise hídrica.
Multa para quem usar água ilegalmente varia de R$ 400 a R$ 10 mil.
A crise hídrica por que passa o Distrito Federal reforça a importância de preservar as  águas subterrâneas como reserva estratégica para o abastecimento.
Por isso, a   Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) tem intensificado a fiscalização de poços artesianos ilegais.

De 2015 até outubro deste ano, foram identificados 1.015 unidades irregulares na Bacia do Descoberto.

A região é uma das mais afetadas pela escassez hídrica e a recordista em registros desse tipo de anomalia no meio rural.

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Em alguns casos, os poços cavados sem autorização na área do Descoberto serviam para irrigar pequenas hortas. No entanto, para atividades como irrigação e piscicultura, a captação mais frequente é a superficial.

No meio urbano, por sua vez, os poços desconformes agrupam-se no Gama, em Planaltina e em São Sebastião.

A concentração coincide com as principais frentes de parcelamento ilegal do território.

“Isso acontece porque os parcelamentos costumam ficar distantes dos cursos d’água, em locais mais afastados e sem infraestrutura. Para ter acesso à água, os Adasa, parceladores cavam poços sem autorização”, explica o coordenador de Fiscalização da Hudson Rocha de Oliveira.

Com a crise hídrica, a agência reguladora intensificou a fiscalização nesses locais e lavrou, até outubro de 2017, 107 autos de infração por uso irregular da água. As multas variam de R$ 400 a R$ 10 mil.

As permissões para perfurar novos poços artesianos estão suspensas desde 31 de outubro de 2016. A determinação da Adasa é válida enquanto durar a escassez de água e visa à manutenção do abastecimento para uso humano e para matar a sede de animais (dessedentação).

As denúncias de uso irregular da água chegaram por meio da Ouvidoria da Adasa.
Os canais de atendimento são o telefone (61) 3961–4900
e o e-mail ouvidoria@adasa.df.gov.br.
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Menino de 4 anos com leucemia precisa de doação de sangue no DF

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Artur Machado Correa, de apenas 4 anos, diagnosticado com leucemia em julho, precisa de ajuda. O menino, que mora com a família no Jardim Botânico, está internado desde o último dia 8 e necessita de doações de sangue urgentemente.

De acordo com o pai dele, o empresário Vinicius Correa, 34, o diagnóstico da doença foi constatado após Artur cair de um banco e torcer o tornozelo. “Procuramos a emergência do hospital e iniciamos o tratamento. Retornamos várias vezes para acompanhamento do trauma e, após um exame de sangue, recebemos a notícia”, explicou.

“Iniciamos uma campanha para buscar ajuda. Peço como pai. Precisamos de doação de sangue para repor o banco do Hemocentro São Lucas. Qualquer tipo é bem-vindo. O sangue dele é O positivo (O+)”, disse Vinicius.
Parentes e amigos da família também buscam doadores pelas redes sociais. “A campanha está em grupos de WhatsApp, Facebook e outras mídias sociais”, disse o pai de Artur.

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Grupo Remédio Musical ajuda pacientes que enfrentam doenças severas

As canções são injetadas em doses individuais e coletivas, com acordeão, trompete, viola e muita cantoria pela banda.

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02/06/2017. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A. Press. Brasil. Brasília - DF. A banda Remédio Musical realiza um trabalho voluntário e levam música aos hospitais do Distrito Federal há 8 anos. Eles visitaram a ala de Oncologia no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

02/06/2017. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A. Press. Brasil. Brasília – DF. A banda Remédio Musical realiza um trabalho voluntário e levam música aos hospitais do Distrito Federal há 8 anos. Eles visitaram a ala de Oncologia no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

postado em 29/06/2017 06:00 / atualizado em 29/06/2017 07:27
Luiz Calcagno
Minervino Junior/CB/D.A PressRemédio Musical: proposta de trazer conforto e perseverança a pessoas com sérios problemas de saúde

Na sala de quimioterapia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), um medicamento diferente. Combinado com a bolsa de remédios para tratar o câncer, pacientes que enfrentam doenças severas também recebem doses especiais de música gospel, MPB e até rock nacional. As canções são injetadas em doses individuais e coletivas, com acordeão, trompete, viola e muita cantoria pela banda Remédio Musical.

Composto por músicos voluntários, o conjunto se apresenta e, depois, nas palavras do idealizador, Alan Cruz, “atende a cada um dos pacientes”. Entre os efeitos “colaterais” estão o riso, o choro e a emoção. Chefe do serviço de oncologia e radioterapia da unidade, o médico Marcos Santos aprova o resultado. “A quimio é um tratamento aflitivo. É feita com substâncias tóxicas e os pacientes se sentem angustiados. Com a música, ganham energia para terminar bem uma sessão e até para encarar a próxima”, atesta.

O tratamento tem uma ordem correta. Antes de atender aos pedidos individuais de cada paciente, o grupo faz uma apresentação conjunta. Normalmente, em dupla ou solo.

O grupo já é conhecido dos pacientes. Zilma de Melo Bezerra, 49 anos, luta contra o câncer de mama e passa até cinco horas em uma sessão de quimioterapia. Ela destaca a diferença entre as sessões musicais e aquelas embaladas pelo volume da tevê. “Eu comecei o tratamento em 2014 e fui até o fim. Mas o câncer voltou. O dia fica melhor depois de tanta música. A sensação que temos é de que até respondemos melhor à medicação. Saio daqui renovada, mais alegre”, sorri. Mãe de dois filhos, a autônoma e moradora do Riacho Fundo enumera as ferramentas para enfrentar a doença. “Primeiro Deus, depois a família e, em terceiro, a música”, brinca.

Tímida e de sorriso discreto, Leila Matico Wakamiya, 61, luta contra câncer de mama e ósseo. Pediu um clássico mexicano da cantora Consuelo Velásquez: Besa-me mucho. A letra romântica clama, em tradução livre, “beija-me muito, como se fosse essa noite a última vez. Cercada de instrumentos, ela sorri enquanto limpa as lágrimas do rosto. “Sou muito tímida. Pra mim, isso é uma coisa de outro mundo”, diz. O tratamento da moradora de Planaltina já dura um ano e meio. “Com música, é muito mais alegre. Muito mais animado. É o tipo de coisa que nos ajuda, nos dá forças para encarar o tratamento. Quando eles vêm até nós e pedimos uma música, parece que a gente é que é famoso. Viramos celebridade”, descreve.

Maria de Lourdes Araújo Dourado, 52 anos, por sua vez, pediu uma e ganhou duas. A moradora do Gama foi agraciada com a Asa Branca, clássico de Luiz Gonzaga. Ela faz o tratamento há um mês, já passou pela radioterapia, braquiterapia e, agora, enfrenta a quimio para combater uma forma uterina da doença. “Nos sentimos muito apoiados. Tanto pelo tratamento que recebemos quanto pela oportunidade de ouvir música durante as sessões”, observa.

Francisco Antônio Sousa Pinheiro, 58, concorda. Enfrentando a primeira sessão, e ainda assustado, a apresentação trouxe leveza ao paciente. Motorista de ônibus aposentado e morador de Ceilândia, Francisco pediu para que o Remédio Musical tocasse a canção gospel Noites traiçoeiras e, depois, conversou longamente com a filha no celular. “Não esperava encontrá-los. (A música) nos ajuda a enfrentar os momentos de angústia e a controlar um pouco os pensamentos”, elenca.

Histórias e canções

O artista Alan Cruz, 34, conta sobre uma paciente que, ao comentar a apresentação da banda, disse que era “como um remédio”. Daí nasceu o nome do grupo, Remédio Musical, que hoje conta com cerca de 10 músicos que se revezam a fim de tocar no HUB, no Hospital de base do Distrito Federal e no Hospital da Criança de Brasília.

Quando pode, Alan viaja para outros estados para se apresentar em unidades hospitalares. Já esteve em 13 estados, entre eles, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Sou músico profissional e coordenador de músicos do Sabin. Pago as viagens do meu próprio bolso. A meta é visitar todos os estados brasileiros até 2019”, conta.

Ele começou a tocar na casa de pessoas que sofriam de depressão ainda em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste baiano, onde nasceu. “Ali, eu vi que podia usar a música para transformar a vida das pessoas”, recorda. Em 2005, deixou a cidade e veio para Brasília estudar música. “Já existia um projeto voluntário em 2008. Mas eu o transformei no Remédio Musical inspirado pela paciente. Foi quando comecei a convidar mais e mais amigos para participarem”, narra.

Com inúmeras apresentações, Alan e os colegas colecionaram muitas histórias. Algumas, emocionantes. “Uma vez, uma senhora pediu que tocássemos Yolanda, do Chico Buarque. Eu disse que tocaria e, enquanto nos apresentávamos, ela escrevia. Ela compôs uma crônica na qual contava parte do seu dia e terminava dizendo que, com a música, imaginava-se na praia, ao lado do marido e vendo os filhos brincarem. É para isso que eu faço o projeto. Para que as pessoas se sintam assim”, empolga-se.

Voluntários do projeto, a musicista Mara Silva, 46, e o trompetista peruano Alex Willian Castro, 31, concordam. “É uma troca de emoções com os pacientes em que levamos alegrias e novas ideias, mas ainda ganhamos mais”, garante Mara. “É um importante alimento espiritual para mim. Valorizo mais a vida quando estou aqui”, declara Alex.
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Juíza que trabalhou como faxineira para pagar curso de direito lança livro

“Fui até motivo de piada. Sem ninguém na área jurídica na família, pobre, negra… Ninguém acreditava em mim, mas eu acreditava”
image002 (14)postado em 30/04/2017 09:09
Diário de Pernambuco
Adriana Maria Queiroz/Arquivo Pessoal

Adriana Maria Queiróz estudou em escola pública e trabalhou como faxineira para poder pagar a faculdade e, hoje, é juíza de direito. Titular da 1ª Vara Cível e da Vara da Infância e do Adolescente, de Quirinópolis, em Goiânia, Adriana vai lança um livro, no dia 29 de abril de 2017, intitulado “Dez passos para alcançar seus sonhos – A história real da ex-faxineira que se tornou juíza de direito”.

“O objetivo do livro é motivar as pessoas que, como eu, já estiveram muito distantes dos seus sonhos. É mostrar que é possível superar condições adversas, ir contra paradigmas preestabelecidos. Vale a pena lutar pelo que você acredita e você deve acreditar nos seus sonhos, independentemente do tempo que leve para realizá-los”, disse a juíza ao portal do UOL.

Ela nasceu no interior de São Paulo, em Tupã, onde seus pais, trabalhadores rurais do Sertão da Bahia, foram para buscar mais oportunidades de vida. “Era uma família humilde. Sempre estudei em escolas públicas e depois, quando passei na faculdade de Direito da cidade, tive que usar todas as minhas forças possíveis, pois meus pais não tinham condições de pagar”.

Para custear o sonho, Adriana conseguiu um trabalho como faxineira na Santa Casa da cidade onde morava, trabalhando na limpeza hospitalar enquanto estudava durante a noite. Porém, isso não era suficiente, então ela foi atrás do diretor da faculdade. A direção se sensibilizou com a história de Adriana e, então, deram 50% da bolsa de estudos para que ela concluísse o curso, que ela já havia escolhido desde o Ensino Médio.

O sonho de ser juíza veio quando ela estava na faculdade, mas outra dificuldade se apresentou: ela teve que lutar contra o preconceito e a descrença. “Minha decisão de estudar Direito teve a ver com injustiça social, com os motivos de exclusão que eu via. Busquei conhecimento e uma forma de mudar esse contexto. Dentro da faculdade, conhecendo as áreas, quis me preparar para ser juíza. Algumas pessoas da minha família e conhecidos ficaram surpresos. Fui até motivo de piada. Sem ninguém na área jurídica na família, pobre, negra… Ninguém acreditava, mas eu acreditava. Nunca isso foi requisito para ser juíza”.

Ao concluir a faculdade, Adriana pediu demissão, juntou o dinheiro da rescisão e foi para a capital de São Paulo fazer cursos preparatórios para o concurso de Magistratura. Com o dinheiro que tinha, conseguiria ficar por dois meses em um pensionato de estudantes. Como não conseguiu emprego logo, Adriana passou a achar que não conseguiria realizar seu sonho, mas então Damásio de Jesus, diretor de um curso de direito, se sensibilizou com a história e lhe ofereceu 100% de bolsa de estudos e um emprego na biblioteca na escola. Foi ele, inclusive, quem escreveu o prefácio do livro de Adriana.

“Foram sete anos trabalhando e estudando em São Paulo. Sábados, domingos, feriados… Foram muitas reprovações até que em 2010 eu fui aprovada. Em janeiro de 2011, tomei posse como juíza em Goiânia. Eu realmente estava obstinada a alcançar meu sonho. Passei por momentos de desânimo, as dificuldades pesaram muito, a distância que eu estava e onde queria chegar era muito longa… Mas desistir nunca passou pela minha cabeça”.

Feira de artes expõe obras de crianças e adolescentes autistas em Brasília

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar.

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postado em 01/05/2017 17:49
Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

image002 (13)“Como hoje é o Dia do Trabalho, a ideia é mostrar que os meninos podem trabalhar, ganhar dinheiro e participar de uma atividade”, informou a psicóloga Fabiana Andrade, uma das responsáveis pelo evento. Mesmo quem não tinha algum tipo de arte para mostrar se envolveu com a divulgação do evento e com as vendas durante a feira.

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar, que reúne psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, médicos, nutricionistas e professores de educação física para atender crianças com autismos em Brasília.

Beatriz Fornazari, de 11 anos, vendeu os 20 quadros que levou para expor na feira. “Estou gostando de vender meus quadros”, disse a menina, que adora pintar. A mãe de Beatriz, Carla Taís Fornazari, afirmou que o evento incentiva o desenvolvimento da filha.

“Além disso, evidencia que eles são capazes, que não é algum tipo de deficiência que vai limitar. Quando são estimulados e trabalhados, desenvolvem como qualquer criança dessa idade”, acrescentou Carla Taís.

Ivan Madeira Safa, 13 anos, também expôs seus desenhos na feira. As gravuras, algumas abstratas, retratam uma das paixões do jovem: a banda de rock Led Zeppelin.

“Gosto muito de música, do Led Zeppelin, The Smiths e dos Beatles”, disse o jovem. Para a mãe dele, Mariana Madeira, além de desenvolver a sociabilidade de Ivan, a feira é uma oportunidade para estimular o que as crianças e adolescentes são capazes de produzir. “Valoriza eles como pessoas e aponta para alguma alternativa de atividade produtiva.”

Autismo

De acordo com o psicólogo Gustavo Tozzi Martins, do Instituto Ninar, atualmente a maioria dos projetos de apoio aos autistas vem dos próprios familiares.

“Há movimentos muito bem organizados no Brasil, inclusive desenvolvendo projetos de lei e fazendo eventos, mas a iniciativa ou surge de um corpo clínico como este ou puramente dos familiares”, concluiu.

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