Brincar que Cura!

Esta Live celebra a semana mundial do Brincar e é organizada pelo Instituto Olinto Marques de Paulo. Neste encontro teremos Wellington Nogueira, fundador dos Doutores da Alegria e Reinaldo Nascimento, cofundador da Pedagogia de Emergência no Brasil e coordenador pedagógico do time internacional da Pedagogia de Emergência. Wellington e Reinaldo se encontraram há três anos e nunca mais deixaram de brincar juntos, pois ambos acreditam no poder das brincadeiras e dos jogos na cura de crianças, adolescentes, jovens e adultos.
A cada 10 participantes, uma cesta básica será doada para uma organização social no extremo sul da cidade de São Paulo que cuida de jovens e adultos com deficiências intelectuais e múltiplas.
Venha brincar conosco e contribuir com a alimentação de famílias que neste momento precisam da nossa contribuição.

Veja quais são os pontos de distribuição gratuita de máscaras no DF


(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Começa nesta quinta-feira (30/4) a distribuição gratuita de máscaras para a população do Distrito Federal. A medida, comandada pela Secretaria de Governo, tem como objetivo contribuir para prevenção da disseminação do coronavírus na capital federal. Os equipamentos de proteção individual serão distribuídos nos terminais de ônibus e nas estações de metrô aos cidadãos que não têm condições de comprar os próprios itens (veja relação completa de locais abaixo).

A multa para quem circular sem máscara no DF, antes prevista para começar também nesta quinta-feira, foi adiada para 11 de maio, conforme decisão divulgada na quarta-feira (29/4) pelo Governo do Distrito Federal. Agora, portanto, os usuários do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal (STPCDF) ainda poderão circular nos ônibus e no metrô sem usar o equipamento de proteção individual, informou a Secretaria de Mobilidade.

Antes de exigir o uso obrigatório das máscaras, a Semob, em parceria com o Governo do Distrito Federal, fará uma campanha educativa sobre a importância do uso do equipamento durante a pandemia, reforçou a pasta. “Além disso, a Secretaria já determinou às empresas que orientem colaboradores e passageiros sobre o uso da máscara”, destacou, em nota.

Os equipamentos que começam a ser distribuídos hoje são laváveis e reutilizáveis e serão limitados ao estoque disponível e à quantidade máxima de duas unidades por pessoa. Confira abaixo dicas de como usar e higienizar as máscaras.

Mesmo com o uso desses itens, as autoridades sanitárias e os especialistas reforçam que a principal e mais eficaz medida de combate ao vírus até o momento é o isolamente. Portanto, só deve sair de casa quem realmente precisar, e tomar as medidas de prevenção, entre elas o uso desses equipamentos individuais de proteção e a higienização das mãos.

Locais onde as máscaras serão distribuídas

TERMINAL BRAZLÂNDIA CENTRO
Endereço: Área Especial, Setor Norte Lote 1

TERMINAL BRAZLÂNDIA SETOR VEREDAS
Endereço: Setor Veredas, Praça Central AE Lote 1

TERMINAL SETOR “O”
Endereço: Área Especial C, Quadra QNO 14

TERMINAL SETOR “P SUL
Endereço: QNP 24, Área Especial 1

TERMINAL SETOR QNQ/QNR
Endereço: QNR 1 Área Especial – Expansão Ceilândia

TERMINAL SETOR GAMA CENTRAL
Endereço: Setor Central Área Especial – Gama

TERMINAL GAMA SUL
Endereço: Quadra 5, Área especial – Gama

TERMINAL SANTA MARIA SUL
Endereço: Área Especial, Quadra 401 – Santa Maria Sul

TERMINAL RECANTO DAS EMAS 1
Endereço: Área Especial, Quadra 311 – Recanto das Emas

TERMINAL RECANTO DAS EMAS 2
Endereço: Avenida Ponte Alta, Quadra 400/600

TERMINAL SAMAMBAIA SUL
Endereço: QN 327, Área Especial 1 – Samambaia Sul

TERMINAL SAMAMBAIA NORTE
Endereço: QR 433 S/N Área Especial

TERMINAL DO PARANOÁ
Endereço: Quadra 33, Área Especial, Lote 1

TERMINAL DE PLANALTINA
Endereço: Avenida Independência, Setor de hotéis e diversões Projeção O

TERMINAL RIACHO FUNDO 1
Endereço: Quadra 4, Lotes 6 a 8 – Riacho Fundo

TERMINAL RIACHO FUNDO 2
Endereço: Área Especial QS 18 Riacho Fundo 02

TERMINAL SÃO SEBASTIÃO
Endereço: Área Especial EDF 135 – São Sebastião

MINI TERMINAL SOBRADINHO 1
Endereço: Quadra 18, Área Especial 16/18

TERMINAL SOBRADINHO 2
Endereço: Quadra AR 25, Conjunto 1, Lote 2 – Sobradinho 2

TERMINAL TAGUATINGA M NORTE
Endereço: QNM 42, Área Especial 3, Lote 3 a 7

TERMINAL TAGUATINGA SUL
Endereço: Área Especial 9

ESTAÇÕES DO METRÔ:
Ceilândia Norte
Ceilândia Centro
Guariroba
Ceilândia Sul
Centro Metropolitano
Praça do Relógio
Taguatinga Sul
Samambaia
Samambaia Sul
Furnas

Uso e limpeza das máscaras
É recomendável que cada pessoa tenha cerca de cinco máscaras de uso individual. Antes de colocar a máscara no rosto, é necessário:

» Assegurar que a máscara está em condições de uso (limpa e sem rupturas)
» Fazer a adequada higienização da mão com água e sabonete ou com preparação alcoólica a 70% (cubra todas as superfícies de suas mãos e esfregue-as juntas até que se sintam secas)
» Tomar cuidado para não tocar na máscara; se tocá-la, deve executar imediatamente a higiene das mãos
» Cobrir totalmente a boca e nariz, sem deixar espaços nas laterais; manter conforto e espaço para a respiração
» Evitar uso de batom ou outra maquiagem ou base durante o uso da máscara

Recomendações

» Não utilizar a máscara por longo tempo (máximo três horas)
» Trocar após esse período e sempre que tiver úmida, com sujeira aparente, danificada ou se houver dificuldade para respirar; higienizar as mãos com água e sabonete ou preparação alcoólica a 70% ao chegar em casa
» Retire a máscara e coloque para lavar
» Repita os procedimentos de higienização das mãos após a retirada da máscara
» Não compartilhe a sua máscara, ainda que ela esteja lavada

Lavagem

Ao contrário das máscaras descartáveis, as máscaras de tecido podem ser lavadas e reutilizadas regularmente. Entretanto, recomenda-se evitar mais de 30 lavagens. A máscara deve ser lavada separadamente, com água corrente e sabão neutro. É preciso deixar de molho em mistura de água, sabão e água sanitária, entre 20 a 30 minutos, e utilizar após secar.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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Mais de 6 mil pessoas podem morrer por Covid-19 no DF, aponta estudo


Estudo faz projeção de cenários de acordo com medidas de isolamento
(foto: AFP/ Oscar del Pozo)

Uma nota técnica de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e infectologistas mostra possíveis cenários da pandemia da Covid-19, no Distrito Federal, até o fim de 2020. De acordo com a pesquisa, a doença pode causar mais de 6 mil mortes, caso haja um relaxamento total das medidas de contenção, e menos de 120 óbitos com ações de contenção mais rígidas que as atuais.

Também são avaliados possíveis cenários futuros. Os pesquisadores simularam quatro contextos para a evolução da pandemia, no DF, considerando flexibilizações ou endurecimento das medidas de contenção impostas pelo governo. Os parâmetros são os Decretos 40.509 e 40.539 de 11 e 19 de março, respectivamente.

O modelo utilizado para traçar os cenários também leva em conta a quantidade de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI’s), além do número de pessoas hospitalizadas para estimar possíveis sobrecargas no sistema de saúde. Foram analisadas as informações disponibilizadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal entre 7 de março e 23 de abril.

De acordo com o estudo, o cenário que apresentou resultado mais equilibrado foi o que adotou medidas ligeiramente mais flexíveis que as vigentes, considerando não ser possível manter as medidas atuais por um longo período e admitindo ser necessário substituí-las por iniciativas sustentáveis social e economicamente.

Cenário 1

O primeiro cenário é baseado no relaxamento total das medidas impostas pelos Decretos 40.509 e 40.539 e a manutenção apenas da contenção realizada pela própria população, com hábitos de higiene. O número de mortes previsto, neste contexto, é superior a 6 mil até o final de 2020.

De acordo com o estudo, isso acarretaria em um maior isolamento social, alongando significativamente as curvas, podendo haver um colapso no sistema de saúde. Nesta simulação, o número de pacientes hospitalizados e internados em UTIs têm picos acima de 9 mil e 3 mil, respectivamente. Caso a infraestrutura hospitalar não suporte essas demandas, o número de óbitos pode ser significativamente maior, de acordo com a pesquisa.

Cenário 2

No cenário 2, foram consideradas medidas de contenção ligeiramente mais flexíveis que as atuais. Dentre as possíveis medidas a vigorar estariam: a substituição das intervenções iniciadas no Decreto 40.539 por medidas de efetividade um pouco inferiores (de 60% para 58%) e a manutenção dos hábitos de conscientização e higiene da população.

Além disso, o estudo leva em conta a manutenção dos efeitos do Decreto 40.509 ou a substituição das medidas atuais por equivalentes, com o objetivo de manter a mesma efetividade no controle da Covid-19

Neste caso, a pandemia duraria significativamente mais. Se mantendo pelo período de 27 de fevereiro de 2020 a 31 de dezembro de 2021. O número de óbitos simulados ficou abaixo de 800 e os picos de hospitalização e internações em UTIs ficaram, respectivamente, próximos de 100 e 50.

Cenário 3

O terceiro contexto avaliado pelos pesquisadores considera medidas de contenção moderadamente mais flexíveis que atuais. São elas: intervenções com efetividade menor que as iniciadas no Decreto 40.539 – que podem ocorrer com a diminuição da intensidade do controle da pandemia (de 60% para 50%) e a manutenção dos hábitos de conscientização e higiene da população.

Ainda leva-se em conta a manutenção dos efeitos do Decreto 40.509 ou a substituição das medidas atuais por similares, com o objetivo de manter a mesma eficácia no controle do coronavírus.

Nesta simulação, há um alongamento da epidemia em relação ao primeiro cenário e um encurtamento comparado ao cenário 2. Considerando que as contaminações perdurem de 27 de fevereiro de 2020 a 31 de dezembro de 2021, o número acumulado de óbitos seria de 2.500 e os picos de hospitalização e internações em UTIs ficariam, respectivamente, próximos de 1 mil e 400. O resultado é semelhante ao encontrado no primeiro cenário. No entanto, em tempo mais alongado e em escala significativamente menor.

Cenário 4

O quarto cenário é baseado em medidas de contenção mais rígidas que atuais. O estudo considerou intervenções com efetividade um pouco maior que as iniciadas no Decreto 40.539, – que podem ocorrer com o aumento da intensidade de controle (60% para 70%), além da manutenção dos hábitos de conscientização e higiene da população. O contexto também leva em conta a manutenção dos efeitos do Decreto 40.509 ou a substituição das medidas atuais por equivalentes.

A simulação mostra um encurtamento da pandemia, em relação aos outros cenários. O período de 27 de fevereiro a 31 de dezembro de 2021 foi adotado para a análise. Neste caso, o número de mortes seria o menor dentre todos os contextos prospectados: menos de 120. Além disso, os picos de hospitalização e internações em unidades intensivistas ficaram próximos de 70 e 30, respectivamente.

De acordo com o estudo, do ponto de vista de controle da pandemia, o cenário 4 é o mais favorável. No entanto, os pesquisadores ponderam que os custos social e econômico das medidas poderiam ser “altos e prolongados”, já que não poderá ocorrer relaxamento após o término dos casos, considerando que a pandemia deverá estar ocorrendo em outras localidades, o que possibilita o surgimento de casos importados, iniciando, assim, novos contágios.

Decretos

No Decreto nº 40.509, de 11 de março, o governador Ibaneis Rocha (MDB) suspendeu eventos e atividades educacionais, além de determinar que bares e restaurantes observassem a distância mínima, indicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de dois metros entre mesas.

Em novo Decreto (nº 40.539), de 19 de março, Ibaneis ampliou a restrição de funcionamento para todo o comércio, incluindo lojas de rua, bares e restaurantes, além de determinar a suspensão das atividades em templos religiosos e estender as restrições para escolas das redes pública e particular.

PrEpidemia

O PrEpidemia, responsável pela nota técnica, é um observatório que tem como objetivo subsidiar os gestores públicos e a população no monitoramento espacial da disseminação do da Covid-19, abordando aspectos de diversas áreas do conhecimento, a partir de estudos e simulações apoiadas em dados e modelagem matemática.

O observatório conta com uma equipe multidisciplinar composta por pesquisadores voluntários da Universidade de Brasília (UnB) e de instituições parceiras das áreas de geociências, saúde, engenharia de produção, transportes, estatística e matemática.

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Lis e Mel dão lição de vida um ano depois da cirurgia de separação


A imagem do abraço das duas é uma das que a mãe guarda com mais carinho. Este ano, as meninas se divertiram no carnaval fantasiadas
(foto: Arquivo pessoal)

Brincar, passear na rua, ir para a escola, comer com as mãos. Esses hábitos banais na vida de qualquer criança, têm sabor de grande vitória para as irmãs Lis e Mel. Há exatamente um ano, as gêmeas que nasceram unidas pela cabeça entravam no centro cirúrgico do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar para um desafio imenso: resistir à rara e delicada cirurgia que as separaria.

Foram mais de 20 horas de operação, seguidas de 36 dias de internação e muita fisioterapia e, a partir disso, é possível constatar, hoje, que essas pequenas brasilienses tiraram de letra. Para a emoção da mãe, Camilla Neves, 26 anos. “É engraçado, porque vai chegando esse um ano da cirurgia e, o que eu não chorei na época, eu choro agora. Hoje, quando paro para pensar em tudo, choro de emoção. É muito gratificante vê-las. E ver o milagre que Deus fez nas nossas vidas. Para mim, elas são um milagre”, conta a servidora do Ministério da Saúde.

Por causa da pandemia de Covid-19, as três têm ficado o tempo todo na casa onde moram com a mãe de Camilla, Maria Vieira, 75 anos, em Ceilândia, e preferem não receber visitas. A conversa com o Correio, então, ocorre pelo telefone. Quando solicitada para enviar uma imagem que melhor represente a vida das filhas após a cirurgia, Camilla pede tempo para pensar e, no dia seguinte, manda a foto das irmãs usando o uniforme da escola e se abraçando, com sorrisos largos no rosto.

A jovem mãe explica a escolha. Sabe que as meninas não estão com o cabelo arrumado e a pose não é das mais fotogênicas. Mas a cena representa a realização do que ela sempre sonhou para Lis e Mel: uma vida comum e repleta de amor entre irmãs, com a possibilidade de se tocar porque se gostam, e não porque nasceram dividindo parte do crânio. “Elas se abraçam o tempo todo”, diz Camilla, sem esconder a felicidade.

Esses abraços são uma das várias “pequenas realizações” das meninas desde que deixaram a sala de cirurgia. Elas reaprenderam a fazer coisas básicas — como controlar o pescoço e engatinhar — e ganharam novas habilidades, como caminhar, falar os próprios nomes e as primeiras palavras, e conviver com os coleguinhas de escola. Aprenderam também a curtir a vida: amam brincar de boneca e passar os dias mais quentes na piscininha de plástico. E como a amizade é grande demais, pedem para dormir no mesmo berço, como fizeram nos primeiros 10 meses de vida.

Enquanto aprendem, porém, Lis e Mel dão várias lições. “Eu achei que eu ia ensinar muito a elas, mas a cada dia que passa são elas que me ensinam. Eu aprendi muito sendo ‘pai de menina’. Tem sido incrível esse primeiro ano. O aprendizado é constante”, comenta o pai delas, o supervisor comercial Rodrigo Aragão, 31 anos. Camilla revela um sentimento parecido. “Aprendi a dar mais valor às pequenas coisas da vida. Quando você passa por um baque muito grande, começa a ver tudo de forma mais positiva. Por pior que seja, tenta ver o propósito daquela situação”, analisa.


(foto: Arquivo pessoal)

Diferenças
As personalidades das gêmeas também vão ficando cada vez mais evidentes à medida que crescem, e se destacam quando as meninas ficam nervosas ou chateadas. Mel é alegre, risonha, simpática e agitada. Lis é delicada, carinhosa, meiga e tímida. Mel é mais risonha, mas também mais nervosa. Lis é mais reservada, mas também mais fácil de ser conquistada.

A agenda de Mel e Lis é concorrida e agitada. Elas chegam cedo à creche, que fica perto de onde moram, em Ceilândia. Antes das 7h, são recebidas pelos monitores na porta e se despedem da mãe. Às terças e quintas, as meninas fazem aula de natação e, às quartas e sextas, batem ponto no Programa de Educação Precoce, onde fazem atividades com o acompanhamento de fonoaudiólogos e de fisioterapeutas.

Recuperação
Apesar de terem passado por uma cirurgia complexa e delicada, Lis e Mel não ficaram com sequelas. A única lembrança da operação é a cicatriz na testa das meninas. O médico que capitaneou a cirurgia de separação, o neurocirurgião Benício Oton, comemora a recuperação das pequenas e explica que as gêmeas têm o desenvolvimento cognitivo normal para crianças da idade delas.

“Elas estão se recuperando muito bem. Sem falar que começaram a ganhar mais habilidades depois que foram separadas e começaram a ter estimulação. Lis e Mel têm dois nascimentos, o de verdade e o da separação. Esperamos que elas aprendam coisas novas a cada dia”, comemora.

O neurocirurgião lembra que, por causa da gravidade do caso, as meninas corriam riscos de ficar com lesões cerebrais importantes. “Outras crianças não têm a mesma recuperação que elas tiveram. Elas são abençoadas. Comemoramos todos juntos, tem muita gente para celebrar esse um ano de cirurgia de separação com a Lis e a Mel”, diz o médico.

Atualmente, 90% dos médicos que acompanham as gêmeas desde o nascimento já assinaram a alta das meninas, mas elas ainda não estão liberadas de todos os cuidados após a operação. Por enquanto, ainda têm rotina de consultas a cada seis meses com as especialidades de neurocirurgia, gastroenterologia e dermatologia, mas não há previsão de que façam novas cirurgias. “Achamos que não é o momento de cirurgia plástica e também não sabemos se vamos fazer futuramente”, diz Camilla.

Memória
(foto: Luci Vânia/Divulgação – 29/4/19)

Nascimento
Camilla Vieira e Rodrigo Aragão descobriram que seriam pais de gêmeas siamesas na 10ª semana de gestação. Provavelmente, um dos casos mais precoces do mundo de detecção de gêmeos siameses craniópagos. As meninas nasceram em 1º de junho de 2018 e passaram 10 meses conectadas pelo lóbulo frontal direito dos crânios, uma ligação que poderia ser rompida sem comprometer o desenvolvimento delas a longo prazo.


(foto: Humberto Souza/ Divulgação/Hospital da Criança – 29/4/19)

Separação
Após meses de estudos, inclusive com o auxílio de médicos norte-americanos do Children´s Hospital at Monte Fiore, em Nova York, a cirurgia de separação das gêmeas ocorreu em 27 de abril de 2019. Dividido em 36 etapas, o procedimento começou às 6h30 de sábado e só terminou às 2h30 do domingo. Mais de 50 profissionais participaram da cirurgia, toda feita pelo SUS, no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. Foi o primeiro procedimento do tipo no Distrito Federal e o terceiro no Brasil.


(foto: Maria Clara Oliveira/HCB – 21/5/19)

Reencontro
Após o sucesso da cirurgia, Lis acordou primeiro, Mel, depois, mas saiu primeiro da unidade de terapia intensiva (UTI). As duas se reencontraram em 21 de maio, 22 dias após separadas. As meninas comemoraram o aniversário de um ano no hospital, em 1º de junho de 2019, com direito a festa junina, bolo, doces e brinquedos infláveis (foto). Dois dias depois, em 3 de junho, Mel e Lis receberam alta médica para os cuidados pós-operatórios em casa.

Fé e superação
A história das meninas emocionou muita gente. Mas, para a família das gêmeas, elas também despertaram um sentimento maior: a fé. “Foi muito bonito ver tantas pessoas torcendo pela saúde das nossas pequenas, ver que se sensibilizaram, fizeram correntes de oração, pediram a Deus a melhora delas. Eu todos os dias lia os comentários no Instagram das páginas que tinham reportagens delas e aquilo me deixava emocionado e muito feliz, ver que a história delas pôde tocar no coração das pessoas e mostrar o lado bom, de compaixão que todos temos”, comenta Rodrigo.

Gerar esperança para quem enfrenta momentos difíceis, inclusive, foi um dos motivos que fizeram Camilla e Rodrigo se abrirem à divulgação da história de Lis e Mel. “Nós não queríamos falar sobre a história, mas decidimos nos abrir após eu me sentir amparada pela história das gêmeas siamesas de Fortaleza, Maria Ysabelle e Maria Ysadora. Às vezes, as pessoas estão perdidas, sem esperança e precisam apenas de uma história como esta para perceber que nada está perdido”, revela Camilla.

A mãe das meninas diz que um ano depois da divulgação do caso, a família das gêmeas ainda recebe mensagens carinhosas de quem foi tocado pela história. “Teve uma mensagem que mexeu muito comigo. Uma mãe me contou que o filho também estava esperando cirurgia de neuro no Hospital da Criança, mas ela já estava sem fé. Foi a história da Lis e da Mel que deu forças pra ela lutar a batalha do filho dela, isso me deixou muito feliz.”

Frequentemente as pessoas reconhecem as gêmeas na rua, no shopping e até em bloquinhos de carnaval. “Muita gente aborda a gente na rua quando estamos com elas. Querem saber da recuperação, saber como elas estão, querem tirar fotos. Nós deixamos. Nem sempre elas querem, mas na maioria das vezes dá certo”, conta Camilla, sorrindo.

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Layane Dias: “Fiquei paraplégica por causa de um piercing”

O acessório provocou infecção na medula óssea da brasiliense e a deixou dependente de cadeira de rodas

Como toda jovem de 20 e poucos anos, Layane Dias estava ansiosa para iniciar a vida profissional e concretizar o sonho de viajar pelo mundo. Inesperadamente, ela viu seus planos serem interrompidos por um grave problema de saúde: uma infecção na medula óssea causada após colocar um piercing no nariz.

A reação extremamente rara à perfuração, amplamente realizada por jovens e adultos para fins estéticos, quase tirou a vida da brasiliense. Como sequela, a deixou refém de cadeira de rodas. Em entrevista ao Metrópoles, Layane lembra o episódio que chama de “divisor de águas”, e conta como resgatou a autoestima com a ajuda do esporte e das redes sociais.

Aos 22 anos, a moradora de Planaltina não se culpa. Pelo contrário. Lança luz à efemeridade da existência. “Tudo que somos e conhecemos pode mudar em um piscar de olhos. Foi o que aconteceu comigo. Decidi colocar o piercing em junho de 2018. Uma semana após a aplicação, notei uma bolinha vermelha ao lado do acessório. Não levei a sério por deduzir ser uma espinha. Mal sabia que aquele era o primeiro indício de uma severa infecção”, rememora.

O primeiro sinal de que algo não estava bem veio em forma de inflamação no nariz, tratada por Layane como espinha. “Sorte que não a estourei! Se tivesse mexido nela, a infecção poderia ter se espalhado para a face”, revela
Em uma semana, a suposta espinha desapareceu, mas outro sintoma, mais intenso e doloroso, veio à tona. “Comecei a sentir fortes dores nas costas e no pescoço. Creditei o desconforto a uma noitada de curtição que tive com as amigas. Nunca imaginei que o incômodo pudesse estar atrelado ao acessório”, revela.

A intensidade dos incômodos se agravou. Layane decidiu ir ao médico pela primeira vez após a aplicação do adereço. “Fizeram um raio-X, que não apontou nada, mas eu sentia muita dor”. Ela tomou um coquetel de remédios e uma injeção para aliviar o mal-estar e voltou para casa, sem grandes respostas em relação às possíveis causas do desconforto.

Dias depois, após se consultar com outros médicos e, mesmo assim, não se sentir melhor, a jovem sentiu as pernas fraquejarem e pediu ajuda à mãe para tomar banho. Em seguida, foi a uma igreja perto de casa. Espirituosa, pediu para que o desconforto cessasse. “Quando voltei, a dor estava insuportável. Deitei e dormi. Quando acordei, naquela tarde, não senti mais as minhas pernas.”

Cinquenta e sete dias de internação
Naquele momento, a jovem foi levada às pressas ao Hospital de Base, onde há melhores equipamentos, se comparado ao Hospital Regional de Planaltina, frequentado por ela anteriormente. No centro de saúde, fizeram uma bateria de exames e identificaram uma infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, que pode causar mazelas em diferentes níveis ao atingir a corrente sanguínea. À época, a jovem não podia suspeitar que aquele era o início de uma jornada de 57 dias de internação.

Layane passou por uma ressonância magnética que alertou a presença de 500 mililitros de pus em três vértebras da medula espinhal. Ela passou por uma cirurgia de urgência para a retirada do líquido. Após a intervenção cirúrgica, foi diagnosticada com paralisia nas pernas.

“Estava muito assustava e sem saber o que havia motivado a paralisia. Só associei a lesão ao piercing quando o médico perguntou se tive alguma ferida recente no nariz, porque essa bactéria é comumente desenvolvida nas fossas nasais. Foi então que contei a ele que havia colocado o acessório, no mês anterior”, recorda.

“Ao ouvir minha resposta, ele disse: o adereço foi a porta de entrada da bactéria no seu corpo. Aquelas palavras me deixaram devastadas”, relata.

O quadro começou a fazer sentido para Layane quando ela se lembrou de ter tido sangramento no momento da perfuração do piercing, fato que indica que o profissional que aplicou o acessório atingiu um de seus vasos sanguíneos. Outro detalhe que, até então, havia passado despercebido por ela era a qualidade da joia. “Quando mostrei a peça ao médico, ele afirmou que tratava-se de uma bijuteria enferrujada”, relembra.

Segundo o infectologista Alberto Chebabo, do Laboratório Exame, um piercing, mesmo esterilizado, pode ser a porta de entrada ideal para bactérias como a Staphylococcus aureus, um micro-organismo invasivo que, em casos severos, pode causar septicemia (infecção generalizada).

“Casos como o dessa paciente são raros, mas possíveis. Muitos subestimam as complicações de um piercing. Não deveriam. Além de realizar o procedimento em estúdio seguro, é preciso ter atenção à limpeza em casa para garantir a cicatrização correta”, alerta o especialista.

Essa bactéria ganhou grande destaque na mídia ao causar a morte de Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2019. O menino faleceu justamente por uma infecção generalizada provocada pelo micro-organismo.

Nova vida
“Quando estava prestes a sair do hospital, uma psicóloga veio conversar comigo. Contei a ela que tinha medo dos outros sentirem pena de mim. Foi quando ela me disse: ‘as pessoas só sentem pena de cadeirantes tristes. Por isso, demonstre alegria’. Aquilo mexeu comigo.”

Após os quase dois meses de internação, Layane teve que reaprender a viver na cadeira de rodas. “Sempre fui muito vaidosa e não pensei que poderia ser plenamente feliz sem andar. Mas o incidente veio acompanhado de muita maturidade. Revi vários conceitos e me tornei uma pessoa melhor. Hoje, posso dizer que a minha menor mudança foi a paralisia”, diz.

Apesar de perder o namorado – que não deu apoio à companheira -, ver a mãe largar o emprego para cuidar dela e interromper o curso universitário de Recursos Humanos, a jovem mantém sorriso fácil e otimismo. Compartilha toda essa boa energia no Instagram, rede social na qual é seguida por 55 mil pessoas.

“Decidi relatar o meu caso e abrir o meu perfil quando completei seis meses como paraplégica. O resultado? Dormi com dois mil seguidores e acordei com 16 mil. Muitas pessoas se chocaram e compartilharam a minha história, que viralizou. Daí em diante, a página só prosperou.”

Além de dividir o dia a dia e receber mensagens motivacionais na plataforma, Layane se ampara no esporte para sentir-se bem e resgatar a autoestima. Pratica handebol, natação e basquete ao lado de outros cadeirantes. Faz, também, sessões frequentes de fisioterapia. Contrariando as expectativas médicas, ela crê que voltará a andar.

“Tenho muitos sonhos. Quero voltar a andar, conhecer o mundo, terminar o curso de Recursos Humanos e me tornar uma porta-voz de superação. Este é só o começo”, acredita.

Até pouco tempo, Layane não planejava tomar nenhuma medida contra o profissional responsável por colocar o piercing. No entanto, reavaliou a postura e, agora, cogita processá-lo. “Eu optei por não falar sobre ele até o momento. Pensava: ‘isso não me fará voltar a andar’. Porém, venho analisando a possibilidade de mover um processo com a ajuda de um advogado. Afinal, outros clientes podem estar correndo risco e, caso ganhe, a indenização ajudará nos custos dos meus tratamentos”, afirma.

Ela vive com a mãe, o tio e avó em uma casa em Planaltina, uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Atualmente, a única renda da família é a aposentadoria da anciã.

Cuidados redobrados
O quadro de Layane Dias é extremo, mas sequelas um pouco menos graves, como deformidades, não são incomuns em pacientes com piercings inflamados.

A bacharel em direito Fernanda Lisboa, 24, é uma das jovens que vivenciou o problema. Após aplicar o quinto adorno no corpo, desta vez orelha, a brasiliense sentiu a região vermelha, inchada e latejando no dia seguinte à aplicação. “Como estava acostumada com piercings, sabia que a reação não era normal. Tirei a joia, mas as dores não amenizaram”.

A bacharel em direito Fernanda Lisboa ficou com a orelha deformada após infecção por piercing
“Tomei diversos antibióticos e drenei a orelha algumas vezes, mas nada resolvia permanentemente. Até que tive que ser internada. Passei 12 dias no hospital e fiz uma cirurgia para retirada da cartilagem necrosada”, conta. Os médicos acreditam que o problema, manifestado tão rapidamente, tenha sido provocado por falta de higiene por parte do profissional que realizou a perfuração

À época, o episódio afetou drasticamente a autoestima de Fernanda. “Com o tempo, aprendi a lidar com a situação e, atualmente, sou muito bem resolvida com ela. Só não quero mais saber de piercings”, garante, afirmando que não cogita realizar cirurgia reparadora para melhorar a estética da orelha.

Cícero Freitas, profissional com 35 anos de experiência em tatuagens e piercings e dono do estúdio Cicero Tattoo, dá alguns conselhos para evitar problemas com a perfuração. “É muito importante escolher um estúdio de confiança e que siga as regras de assepsia”, aconselha.

De acordo com o especialista, outra dica importante é não descuidar em casa. “Em alguns casos, os clientes adquirem infecções pelo mal cuidado em domicílio. Por isso, é extremamente relevante atentar-se à higienização”, finaliza.

Para quem curte o acessório, mas tem receio de furar, uma boa opção são os piercings de pressão, encontrados facilmente em joalherias e lojas de bijuteria país afora.


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Sarau não ao feminicídio, um grito contra a violência

Evento reúne dezenas de poetas e músicos de Brasília no Teatro dos Bancários de Brasília (314 Sul), dia 13 de fevereiro, 5ª feira, às 19h. Entrada gratuita.

Em defesa da vida, amantes da poesia, música, justiça e direitos humanos estão convidados para o Sarau Não ao Feminicídio, no dia 13 de fevereiro, a partir das 19h, no Teatro dos Bancários de Brasília. Um protesto contra a alarmante realidade que acomete mulheres em todo o Brasil, a ação cultural, promovida pelo Celeiro Literário de Brasília e pelo projeto BraSa – Caminhos Literários e Musicais entre Brasília e Salvador, contará com 20 poetas e diversos músicos da Capital Federal, que levarão seus versos e canções em um gesto de denúncia das violências físicas e simbólicas contra o gênero feminino.

Com a 5ª maior taxa de feminicídio do mundo, a realidade brasileira aponta para uma guerra silenciosa na qual milhares de mulheres cotidianamente são ameaçadas, abusadas, estupradas ou mortas. A última edição do Atlas da Violência, produzido em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), constata a triste conjuntura: o número de mortes de mulheres por razão de gênero. Em dez anos, houve um crescimento de 30,7% de homicídios femininos no território nacional. Somente em 2017, 13 mulheres foram assassinadas por dia, além da estimativa de, no mínimo, 300 mil estupros anuais, já que, infelizmente, as notificações não correspondem a todos os crimes.

No Distrito Federal, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, somente em janeiro de 2019, registrou-se um feminicídio por semana. Na maioria dos casos (74%), os crimes ocorreram dentro de casa. Pelo perfil das vítimas, a maioria entre 25 e 30 anos. Segundo os dados atualizados em 2018, Brasília ocupa o quinto lugar em índices de feminicídio no país.

Frente a esse grave cenário, artistas de Brasília se unem para dar um basta à violência contra as mulheres. Subirão ao palco os seguintes poetas: Nilva Souza, Cristina Roberto, Seirabeira, Ana Rossi, Custódia Wolney, Luciana Barreto, Angélica Torres, Paulo Lima, Mauro Rocha, Marcia Amaral, Ismar Lemes, Flora Benittez, Pietro Costa, Nara Fontes, Analise, Vicente Sá, Malu Verdi, Roberto Medina, Luh Veiga e Maria Maia.
Na programação musical, Martinha do Coco, Dora Cabanilha, Marina Andrade, grupo de choro Regional Marangone, constituído por Rodrigo Pereira (violão), Cristina Porto (fagote), Fernando Borgatto (bandolim), Sidnei Maia (flauta), Henrique Borgatto (cavaquinho) e Davi Muniz (pandeiro) –, além do quarteto Não ao Feminicídio formado por Beatriz Schimidt (flauta transversal), Cristina Porto (Fagote), Eduardo Rangel (voz) e Genil Castro (guitarra).

O evento conta com o apoio expressivo de diversas entidades civis, como Sindicato dos Bancários de Brasília, Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED), Associação de Advogadas e Advogados pela Democracia (APD) Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP), Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor), Unacon Sindical, Instituto Construção e CFEMEA.

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Serviço:
Sarau Não ao Feminicídio
Dia: 13 de fevereiro, 5ªa feira
Hora: 19h
Local: Teatro dos Bancários de Brasília (314 Sul).
Entrada gratuita.

Fonte: https://brasiliarios.com/cultura/1280-sarau-nao-ao-feminicidio-um-grito-contra-a-violencia

Tampas se transformam em alimento para 180 crianças de Santos

Projeto recolhe plástico para reciclagem e venda vira alimento

Tampinhas e lacres de plástico duros – tais como tampas de garrafas, maionese, pastas de dente, amaciante e shampoo – ajudam a complementar a alimentação de quase 200 crianças do Lar Veneranda, no Campo Grande, e ARS – Ação de Recuperação Social, no Chico de Paula. A medida é possível a partir da união do grupo ‘Tampa Amiga’ que, sem vínculos políticos ou religiosos, se empenha na coleta e venda desses materiais para reciclagem e posterior compra de alimentos para complementar as refeições de crianças.

O grupo surgiu em fevereiro de 2018 e ao longo de dez meses já conseguiu retirar do meio ambiente e transformar em renda mais de 4.830 quilos de plástico. Tudo começou quando o médico santista Bruno Pompeu ouviu o pedido de uma amiga de recolher lacres de latinhas para aquisição de cadeiras de rodas em um projeto de São Paulo. Por razões logísticas a coleta não foi adiante, mas Pompeu e a esposa, Dulce Del Santoro, perceberam que poderiam continuar a ação social por conta própria aqui na Baixada Santista.

Foi dessa forma que teve início uma rede invisível de apoio que une anônimos de diversas cidades e profissionais com dois objetivos em comum: auxiliar o planeta e promover o bem. “Nós pensamos que alguém poderia comprar plástico e fomos atrás de lugares que trabalhassem com a reciclagem desse material que demora tanto tempo para desaparecer no planeta. Lembro que na primeira ação recolhemos só 20 quilos de tampinhas e conseguimos comprar 6 caixas de leite. Aquilo nos empolgou muito”, conta Pompeu.

Diretamente, o grupo – que funciona via Whatsapp – possui 200 pessoas. Indiretamente são milhares: os que coletam; os que abrem as portas dos estabelecimentos para que os materiais sejam depositados; os que levam aos postos; os que fazem a triagem e aqueles que levam o material para a reciclagem na capital. O QG físico do projeto funciona na garagem de Pompeu, que se destaca pelo colorido das tampinhas que preenchem todo o ambiente.

“Trabalhamos com os três R’s: reciclar, reutilizar e reduzir. O plástico duro que coletamos é importado e tem um valor muito caro no mercado, além do fato de justamente pelas características demorar séculos para se decompor no meio ambiente. É uma rede invisível e poderosa que queremos ver multiplicada por todas as cidades. Hoje, até mesmos nas entidades que auxiliamos, o processo virou uma ludoterapia: famílias inteiras fazem a coleta e reservam um espaço na semana para separação. Não acredito que temos que abolir o plástico e sim usá-lo de forma consciente”, enfatiza.

Para Dulce, o projeto é transformador. “Nossa ideia não é inovadora, mas estamos fazendo a nossa parte, aos pouquinhos. Queremos que a ideia se espalhe e novos grupo existam com o mesmo ideal”, afirma.

COMO DOAR

O grupo pede que as tampas sejam entregues limpas em galões, preferencialmente, separadas por cor (isso aumenta em 20% o valor de venda). As entregas podem ser feitas nos seguintes lugares: Abor – Associação Beneficente Oswaldo de Rosis (Praça Primeiro de Maio, s/nº – Ponta da Praia); ARS (Rua Manoel Barbosa da Silveira, 239 – Saboó); Centro Espírita Allan Kardec (Rua Rio de Janeiro, 31 – Vila Belmiro); Colégio do Carmo (Rua Egídio Martins, 181 – Ponta da Praia); Portaria do edifício Med Center (Rua Olintho Rodrigues Dantas, 343 – Encruzilhada); Portaria consultório médico Bruno Pompeu (Av. Afonso Pena, 170 – Boqueirão); Portaria prédio (Rua Luís de Faria, 109 – Gonzaga); Rua Fumio Miyazi, 1117 – Jardim Guilhermina – Praia Grande; Rua Enzo Borghi, 58 – Jaguaré (perto do shopping Continental) – São Paulo (Capital). Outras informações pelo instagram ‘Tampa Amiga’.

Fonte: http://www.diariolitoral.com.br

Justiça divulga a lista dos criminosos mais procurados em todo o país

A lista tem 27 nomes cuja prisão é ”estratégica para o enfraquecimento da atuação criminosa no país”

O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou uma lista com os criminosos mais procurados do país, nesta quinta-feira (30/1). Dados como o CPF, o mandado de prisão, e um resumo dos crimes imputados aos investigados e condenados estão no banco de informações tornado público pela pasta. A lista tem 27 nomes cuja prisão é “estratégica para o enfraquecimento da atuação criminosa no país”, segundo a pasta.

“A lista ajudará na captura, e segue a orientação do PR @jairbolsonaro de sermos firmes contra o crime organizado”, afirmou o ministro Sérgio Moro, em seu Twitter.

Entre os nomes dos procurados, estão Juvenal Laurindo, o “Carcará”, que, segundo a pasta, participou do “assalto ao Banco Central em Fortaleza (CE)”. Também acumula condenações por receptação, formação de quadrilha, e está sob suspeita de ter cometido roubo à maior mineradora de diamantes da América Latina, em Nordestina (BA), e de ter participado da explosão da lotérica do município de Independência (CE)”.

Já o ex-policial militar de Mato Grosso, Fábio Costa, foi alvo de uma operação que tinha como alvo o contrabando de cigarros e é investigado por atentar contra a casa de um policial rodoviário federal, em 2017, após a apreensão de uma carga de cigarros falsos avaliada em R$ 14 milhões.

Edvaldo Silva Santos, o “Patrão”, é investigado por ser “um dos mentores da tentativa de roubo a avião de transporte de valores no aeroporto de Salgueiro (PE), em 2018”.

Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, é investigado por ser mentor de dois planos de fuga de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, da Penitenciária de Presidente Venceslau, em 2014, e em 2019. Também é suspeito de ser o mandante da morte de Gegê do Mangue, líder do PCC assassinado em 2018.

Sonia Aparecida Rossi, a “Maria do Pó”, é tida por investigadores como a maior traficante de cocaína da região de Campinas. João Aparecido Ferraz Neto, o “João Cabeludo”, tem envolvimento com roubos a carros fortes e tráfico de drogas no Vale do Paraíba (SP) – a pasta especula que ele esteja na Bolívia.

A lista dos procurados foi elaborada pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado da Diretoria de Operações da Secretaria de Operações Integradas – Seopi/MJSP.

O banco com os nomes, de acordo com o Ministério, “foi construído a partir de informações dos estados e também dados públicos, fornecidos pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e teve como foco criminosos condenados por agirem em mais de um Estado”.

“A análise seguiu 11 critérios, entre os quais estão a atuação interestadual e transnacional; rede de relacionamento; posição de liderança em organização criminosa violenta; capacidade financeira, entre outros”, afirma a pasta.

Segundo o Ministério, “para a escolha dos nomes, foram ouvidos profissionais com experiência e atuação no enfrentamento a crimes violentos em diversas unidades federativas, além de agentes policiais estaduais e federal’. “É importante ressaltar que o projeto não leva em conta os criminosos com atuação local, bem como eventuais crimes que, embora graves, não possuam vínculo com organizações criminosas”.

“A lista será atualizada mensalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem como objetivo contribuir com mais uma ferramenta na localização de criminosos para estados e DF”, diz a pasta.

Segundo o Ministério, denúncias e informações podem ser encaminhadas pelos números do Disque-Denúncia das Secretarias de Segurança Pública dos Estados-membros.

Por contemplar nomes de criminosos de alta periculosidade, o ministério recomenda que as abordagens sejam realizadas apenas pelas forças policiais.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

Vídeo de estudante paraense cantando música de Andrea Boccelli viraliza

Ronald Cardoso mora em Mosqueiro e recebeu uma bolsa de estudos da Fundação Amazônica de Música

Um vídeo postado na internet com o filho de pescadores Ronald Nonato dos Santos, de 10 anos, cantando na beira do rio a canção “Con Te Partirò”, do tenor Andrea Bocelli, seu ídolo, viralizou e apresentou o talento do garoto para além das fronteiras do distrito de Belém. O vídeo já alcançou mais de 260 mil visualizações e mais de 10 mil compartilhamentos na rede, sem contar os de grupos de Whatsapp.

O pequeno talento é estudante da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental “Dr. Lauro Chaves”, localizada na Baía do Sol, em Mosqueiro, e participa também do Projeto Cantar-o-Lar, idealizado pelo músico Salomão Habib, que leva o ensino da música para alunos da rede pública de ensino.”Uma vez estava desenhando um menino que cantava e tocava violão e aí comecei a cantar. Aqui na escola aprendi a respirar melhor pra cantar e a tocar flauta doce. Durante uma aula, a professora colocou a música do Andrea Bocelli, gostei da forma diferente de cantar e me apaixonei pela ópera. Sinto uma alegria quando canto. Imagino logo que estou ao lado desses grandes cantores”, comentou Ronald, que também gosta de música gospel, reggae, música popular brasileira e brega. O pai do menino, o pescador Raimundo Nonato dos Santos, de 59 anos, lembra que o caçula dos cinco filhos, começou a cantarolar pela casa aos três anos e que tudo que faz é cantando. “Ele cantava bem baixinho no corredor de casa. Aí comentei com a mãe dele para prestarmos mais atenção. Quando a diretora chamou a gente foi uma surpresa, porque não sabíamos do projeto. Mas aí o professor Salomão conversou com a gente sobre o talento do nosso filho”, contou Raimundo. “O Ronald não para de cantar. É sempre uma alegria, ele não fica com raiva, ele canta até quando está comendo. Estamos muito felizes”, completou o pai.Em 2019, o projeto Cantar-o-Lar foi implantado na escola onde Ronald estuda. “O Ronald é um desses meninos abençoados com o talento musical. Uma característica muito forte é que ele lê cantando as histórias que vê. Também tem uma afinação muito firme e decora trechos musicais complexos de obras famosas. Quando o Cantar-o-lar chegou na escola, logo vi o potencial do talento do Ronald. A partir daí procurei ajudar da melhor forma”, comenta Salomão.”A voz do Ronald ainda é considerada tecnicamente uma voz “branca”, ou seja, não há ainda a formação completa do aparelho fonador. Sua voz ainda vai amadurecer. Inclusive não há aula de canto formal nesta idade. O que existe é um processo de musicalização onde se treina a voz”, explica o músico.Diante da repercussão do vídeo, o jovem foi agraciado com uma bolsa de estudos da Fundação Amazônia de Música (FAM). A Secretaria Municipal de Educação (Semec), junto com Salomão Habib, vem orientando o aluno e a família sobre as propostas de ajuda que estão surgindo.”Agradecemos todos da escola e do projeto que estão nos ajudando a encaminhar o Ronald para uma escola de música e realizar o sonho dele”, comenta seu Raimundo, que ao mesmo tempo em que incentiva o filho, o orienta a ter cautela sobre o futuro.

Fonte: https://www.oliberal.com

Após fuga de três presos, juíza interdita bloco na Papuda

VEP determinou ainda que os detentos sejam retirados para a reforma do Bloco I da Ala A do Centro de Detenção Provisória

Brasília(DF), 20/02/2016 – Papuda – centro de internamento e reeducação Papuda. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Após a fuga de três presos, a juíza da Vara de Execuções Penais do DF, Leila Cury, decidiu interditar o Bloco I da Ala A do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo da Papuda. A medida foi tomada diante da constatação da fragilidade da construção, cuja estrutura arquitetônica foi erguida ainda na década de 1960 e é a mais antiga do DF.

Segundo informações do Núcleo de Inteligência do CDP, após a fuga de André Cândido Aparecido da Silva, Carlos Augusto Mota de Oliveira e Roberto Barbosa dos Santos – presos provisórios que ocupavam a cela 15 –, outros detentos também demonstraram intenção de escapar do presídio, o que levou à necessidade de reforçar a segurança e adotar novas medidas.

“Entendo necessária a retirada dos presos daquela ala para que a administração penitenciária providencie os devidos reparos e com a devida urgência, sobretudo para evitar a ocorrência de novas evasões”, disse a juíza.

Buraco por onde os presos escaparam
Ainda sobre as medidas cabíveis, a magistrada prossegue: “Considerando que não há possibilidade alguma de os internos permanecerem na ala interditada, sob pena de inviabilizar a realização da obra, autorizo o remanejamento deles para os demais blocos da unidade prisional, desde que sejam respeitadas as características processuais e pessoais de cada um”.

A decisão da juíza foi tomada com base no artigo 66 da Lei de Execuções Penais, que autoriza a autoridade judicial a “interditar, no todo ou em parte, estabelecimento penal que estiver funcionando em condições inadequadas ou com infringência os dispositivos da lei”. Agora, a Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal) tem 120 dias para apresentar à VEP plano detalhado de obras para recuperação da ala interditada.

As alas B e D do mesmo Bloco I do CDP já foram interditadas em outras ocasiões para realização de reformas e pelos mesmos motivos.

A Sesipe abriu investigação para identificar a possível facilitação da fuga, ocorrida na madrugada dessa terça-feira (28/01/2020). Conforme o Metrópoles mostrou, em primeira mão, os presos cavaram um buraco em cima da porta e saíram pelo telhado. Eles pularam dois muros antes de ganharem as ruas. Ainda não foram localizados.


Presos que fugiram na madrugada da última terça-feira

A penúltima fuga registrada no complexo ocorreu em 21 de fevereiro de 2016, quando 10 detentos da Penitenciária do Distrito Federal 1 (PDF 1) escaparam durante chamada nominal feita por agentes, ato conhecido como “confere”. O local abriga presos que cumprem pena em regime fechado.

Denuncie
Qualquer informação para ajudar as operações de captura dos foragidos dessa terça-feira (28/01/2020) pode ser passada por meio dos telefones (61) 3234-4486, 197 e 190.

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