Menino de 4 anos com leucemia precisa de doação de sangue no DF

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Artur Machado Correa, de apenas 4 anos, diagnosticado com leucemia em julho, precisa de ajuda. O menino, que mora com a família no Jardim Botânico, está internado desde o último dia 8 e necessita de doações de sangue urgentemente.

De acordo com o pai dele, o empresário Vinicius Correa, 34, o diagnóstico da doença foi constatado após Artur cair de um banco e torcer o tornozelo. “Procuramos a emergência do hospital e iniciamos o tratamento. Retornamos várias vezes para acompanhamento do trauma e, após um exame de sangue, recebemos a notícia”, explicou.

“Iniciamos uma campanha para buscar ajuda. Peço como pai. Precisamos de doação de sangue para repor o banco do Hemocentro São Lucas. Qualquer tipo é bem-vindo. O sangue dele é O positivo (O+)”, disse Vinicius.
Parentes e amigos da família também buscam doadores pelas redes sociais. “A campanha está em grupos de WhatsApp, Facebook e outras mídias sociais”, disse o pai de Artur.

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Grupo Remédio Musical ajuda pacientes que enfrentam doenças severas

As canções são injetadas em doses individuais e coletivas, com acordeão, trompete, viola e muita cantoria pela banda.

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02/06/2017. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A. Press. Brasil. Brasília - DF. A banda Remédio Musical realiza um trabalho voluntário e levam música aos hospitais do Distrito Federal há 8 anos. Eles visitaram a ala de Oncologia no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

02/06/2017. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A. Press. Brasil. Brasília – DF. A banda Remédio Musical realiza um trabalho voluntário e levam música aos hospitais do Distrito Federal há 8 anos. Eles visitaram a ala de Oncologia no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

postado em 29/06/2017 06:00 / atualizado em 29/06/2017 07:27
Luiz Calcagno
Minervino Junior/CB/D.A PressRemédio Musical: proposta de trazer conforto e perseverança a pessoas com sérios problemas de saúde

Na sala de quimioterapia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), um medicamento diferente. Combinado com a bolsa de remédios para tratar o câncer, pacientes que enfrentam doenças severas também recebem doses especiais de música gospel, MPB e até rock nacional. As canções são injetadas em doses individuais e coletivas, com acordeão, trompete, viola e muita cantoria pela banda Remédio Musical.

Composto por músicos voluntários, o conjunto se apresenta e, depois, nas palavras do idealizador, Alan Cruz, “atende a cada um dos pacientes”. Entre os efeitos “colaterais” estão o riso, o choro e a emoção. Chefe do serviço de oncologia e radioterapia da unidade, o médico Marcos Santos aprova o resultado. “A quimio é um tratamento aflitivo. É feita com substâncias tóxicas e os pacientes se sentem angustiados. Com a música, ganham energia para terminar bem uma sessão e até para encarar a próxima”, atesta.

O tratamento tem uma ordem correta. Antes de atender aos pedidos individuais de cada paciente, o grupo faz uma apresentação conjunta. Normalmente, em dupla ou solo.

O grupo já é conhecido dos pacientes. Zilma de Melo Bezerra, 49 anos, luta contra o câncer de mama e passa até cinco horas em uma sessão de quimioterapia. Ela destaca a diferença entre as sessões musicais e aquelas embaladas pelo volume da tevê. “Eu comecei o tratamento em 2014 e fui até o fim. Mas o câncer voltou. O dia fica melhor depois de tanta música. A sensação que temos é de que até respondemos melhor à medicação. Saio daqui renovada, mais alegre”, sorri. Mãe de dois filhos, a autônoma e moradora do Riacho Fundo enumera as ferramentas para enfrentar a doença. “Primeiro Deus, depois a família e, em terceiro, a música”, brinca.

Tímida e de sorriso discreto, Leila Matico Wakamiya, 61, luta contra câncer de mama e ósseo. Pediu um clássico mexicano da cantora Consuelo Velásquez: Besa-me mucho. A letra romântica clama, em tradução livre, “beija-me muito, como se fosse essa noite a última vez. Cercada de instrumentos, ela sorri enquanto limpa as lágrimas do rosto. “Sou muito tímida. Pra mim, isso é uma coisa de outro mundo”, diz. O tratamento da moradora de Planaltina já dura um ano e meio. “Com música, é muito mais alegre. Muito mais animado. É o tipo de coisa que nos ajuda, nos dá forças para encarar o tratamento. Quando eles vêm até nós e pedimos uma música, parece que a gente é que é famoso. Viramos celebridade”, descreve.

Maria de Lourdes Araújo Dourado, 52 anos, por sua vez, pediu uma e ganhou duas. A moradora do Gama foi agraciada com a Asa Branca, clássico de Luiz Gonzaga. Ela faz o tratamento há um mês, já passou pela radioterapia, braquiterapia e, agora, enfrenta a quimio para combater uma forma uterina da doença. “Nos sentimos muito apoiados. Tanto pelo tratamento que recebemos quanto pela oportunidade de ouvir música durante as sessões”, observa.

Francisco Antônio Sousa Pinheiro, 58, concorda. Enfrentando a primeira sessão, e ainda assustado, a apresentação trouxe leveza ao paciente. Motorista de ônibus aposentado e morador de Ceilândia, Francisco pediu para que o Remédio Musical tocasse a canção gospel Noites traiçoeiras e, depois, conversou longamente com a filha no celular. “Não esperava encontrá-los. (A música) nos ajuda a enfrentar os momentos de angústia e a controlar um pouco os pensamentos”, elenca.

Histórias e canções

O artista Alan Cruz, 34, conta sobre uma paciente que, ao comentar a apresentação da banda, disse que era “como um remédio”. Daí nasceu o nome do grupo, Remédio Musical, que hoje conta com cerca de 10 músicos que se revezam a fim de tocar no HUB, no Hospital de base do Distrito Federal e no Hospital da Criança de Brasília.

Quando pode, Alan viaja para outros estados para se apresentar em unidades hospitalares. Já esteve em 13 estados, entre eles, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Sou músico profissional e coordenador de músicos do Sabin. Pago as viagens do meu próprio bolso. A meta é visitar todos os estados brasileiros até 2019”, conta.

Ele começou a tocar na casa de pessoas que sofriam de depressão ainda em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste baiano, onde nasceu. “Ali, eu vi que podia usar a música para transformar a vida das pessoas”, recorda. Em 2005, deixou a cidade e veio para Brasília estudar música. “Já existia um projeto voluntário em 2008. Mas eu o transformei no Remédio Musical inspirado pela paciente. Foi quando comecei a convidar mais e mais amigos para participarem”, narra.

Com inúmeras apresentações, Alan e os colegas colecionaram muitas histórias. Algumas, emocionantes. “Uma vez, uma senhora pediu que tocássemos Yolanda, do Chico Buarque. Eu disse que tocaria e, enquanto nos apresentávamos, ela escrevia. Ela compôs uma crônica na qual contava parte do seu dia e terminava dizendo que, com a música, imaginava-se na praia, ao lado do marido e vendo os filhos brincarem. É para isso que eu faço o projeto. Para que as pessoas se sintam assim”, empolga-se.

Voluntários do projeto, a musicista Mara Silva, 46, e o trompetista peruano Alex Willian Castro, 31, concordam. “É uma troca de emoções com os pacientes em que levamos alegrias e novas ideias, mas ainda ganhamos mais”, garante Mara. “É um importante alimento espiritual para mim. Valorizo mais a vida quando estou aqui”, declara Alex.
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Juíza que trabalhou como faxineira para pagar curso de direito lança livro

“Fui até motivo de piada. Sem ninguém na área jurídica na família, pobre, negra… Ninguém acreditava em mim, mas eu acreditava”
image002 (14)postado em 30/04/2017 09:09
Diário de Pernambuco
Adriana Maria Queiroz/Arquivo Pessoal

Adriana Maria Queiróz estudou em escola pública e trabalhou como faxineira para poder pagar a faculdade e, hoje, é juíza de direito. Titular da 1ª Vara Cível e da Vara da Infância e do Adolescente, de Quirinópolis, em Goiânia, Adriana vai lança um livro, no dia 29 de abril de 2017, intitulado “Dez passos para alcançar seus sonhos – A história real da ex-faxineira que se tornou juíza de direito”.

“O objetivo do livro é motivar as pessoas que, como eu, já estiveram muito distantes dos seus sonhos. É mostrar que é possível superar condições adversas, ir contra paradigmas preestabelecidos. Vale a pena lutar pelo que você acredita e você deve acreditar nos seus sonhos, independentemente do tempo que leve para realizá-los”, disse a juíza ao portal do UOL.

Ela nasceu no interior de São Paulo, em Tupã, onde seus pais, trabalhadores rurais do Sertão da Bahia, foram para buscar mais oportunidades de vida. “Era uma família humilde. Sempre estudei em escolas públicas e depois, quando passei na faculdade de Direito da cidade, tive que usar todas as minhas forças possíveis, pois meus pais não tinham condições de pagar”.

Para custear o sonho, Adriana conseguiu um trabalho como faxineira na Santa Casa da cidade onde morava, trabalhando na limpeza hospitalar enquanto estudava durante a noite. Porém, isso não era suficiente, então ela foi atrás do diretor da faculdade. A direção se sensibilizou com a história de Adriana e, então, deram 50% da bolsa de estudos para que ela concluísse o curso, que ela já havia escolhido desde o Ensino Médio.

O sonho de ser juíza veio quando ela estava na faculdade, mas outra dificuldade se apresentou: ela teve que lutar contra o preconceito e a descrença. “Minha decisão de estudar Direito teve a ver com injustiça social, com os motivos de exclusão que eu via. Busquei conhecimento e uma forma de mudar esse contexto. Dentro da faculdade, conhecendo as áreas, quis me preparar para ser juíza. Algumas pessoas da minha família e conhecidos ficaram surpresos. Fui até motivo de piada. Sem ninguém na área jurídica na família, pobre, negra… Ninguém acreditava, mas eu acreditava. Nunca isso foi requisito para ser juíza”.

Ao concluir a faculdade, Adriana pediu demissão, juntou o dinheiro da rescisão e foi para a capital de São Paulo fazer cursos preparatórios para o concurso de Magistratura. Com o dinheiro que tinha, conseguiria ficar por dois meses em um pensionato de estudantes. Como não conseguiu emprego logo, Adriana passou a achar que não conseguiria realizar seu sonho, mas então Damásio de Jesus, diretor de um curso de direito, se sensibilizou com a história e lhe ofereceu 100% de bolsa de estudos e um emprego na biblioteca na escola. Foi ele, inclusive, quem escreveu o prefácio do livro de Adriana.

“Foram sete anos trabalhando e estudando em São Paulo. Sábados, domingos, feriados… Foram muitas reprovações até que em 2010 eu fui aprovada. Em janeiro de 2011, tomei posse como juíza em Goiânia. Eu realmente estava obstinada a alcançar meu sonho. Passei por momentos de desânimo, as dificuldades pesaram muito, a distância que eu estava e onde queria chegar era muito longa… Mas desistir nunca passou pela minha cabeça”.

Feira de artes expõe obras de crianças e adolescentes autistas em Brasília

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar.

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postado em 01/05/2017 17:49
Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

image002 (13)“Como hoje é o Dia do Trabalho, a ideia é mostrar que os meninos podem trabalhar, ganhar dinheiro e participar de uma atividade”, informou a psicóloga Fabiana Andrade, uma das responsáveis pelo evento. Mesmo quem não tinha algum tipo de arte para mostrar se envolveu com a divulgação do evento e com as vendas durante a feira.

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar, que reúne psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, médicos, nutricionistas e professores de educação física para atender crianças com autismos em Brasília.

Beatriz Fornazari, de 11 anos, vendeu os 20 quadros que levou para expor na feira. “Estou gostando de vender meus quadros”, disse a menina, que adora pintar. A mãe de Beatriz, Carla Taís Fornazari, afirmou que o evento incentiva o desenvolvimento da filha.

“Além disso, evidencia que eles são capazes, que não é algum tipo de deficiência que vai limitar. Quando são estimulados e trabalhados, desenvolvem como qualquer criança dessa idade”, acrescentou Carla Taís.

Ivan Madeira Safa, 13 anos, também expôs seus desenhos na feira. As gravuras, algumas abstratas, retratam uma das paixões do jovem: a banda de rock Led Zeppelin.

“Gosto muito de música, do Led Zeppelin, The Smiths e dos Beatles”, disse o jovem. Para a mãe dele, Mariana Madeira, além de desenvolver a sociabilidade de Ivan, a feira é uma oportunidade para estimular o que as crianças e adolescentes são capazes de produzir. “Valoriza eles como pessoas e aponta para alguma alternativa de atividade produtiva.”

Autismo

De acordo com o psicólogo Gustavo Tozzi Martins, do Instituto Ninar, atualmente a maioria dos projetos de apoio aos autistas vem dos próprios familiares.

“Há movimentos muito bem organizados no Brasil, inclusive desenvolvendo projetos de lei e fazendo eventos, mas a iniciativa ou surge de um corpo clínico como este ou puramente dos familiares”, concluiu.

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Polícia prende cuidadora suspeita de desviar R$ 6 milhões de idosa no Rio Cuidadora de uma idosa de 87 anos sacou cerca de R$ 900 mil em apenas três meses da conta dela.

Por Bom Dia Rio
11/04/2017 08h26 Atualizado há 1 hora
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Uma cuidadora suspeita de desviar R$ 6 milhões de uma mulher de 87 anos foi presa nesta segunda-feira (10) no Rio de Janeiro.

A mulher trabalhava na casa da idosa há 17 anos e teria sacado, em apenas três meses, cerca de R$ 900 mil da conta da idosa, como mostrou o Bom Dia Rio nesta terça-feira (11).

Segundo a polícia, em 2014 foram retirados da conta de Gabriela Gonçalves Marques quase R$ 2 milhões. Em 2015, foram R$ 3 milhões. O Ministério Público recebeu uma denúncia anônima e os policiais da delegacia do idoso abriram uma investigação. Os agentes descobriram que tudo ia pra conta de Maria do Amparo Correia.

O delegado Marcos Cipriano conta como Maria do Ampara fazia as transferências do dinheiro. “Essa senhora agia da seguinte forma: 17 anos cuidando da pessoa, uma intimidade muito grande, a família ausente, que é fator principal para que isso aconteça, começou a fazer cheques nominais a ela própria e a senhora vítima assinava. Ela ia ao banco e transferia esses altos valores pra sua conta bancaria ao modo que em 3 anos ela desviou R$ 6 milhões”, conta o delagado.

Em depoimento, Maria do Amparo alegou que a senhora Gabriela fez doações voluntárias para a conta dela. Mas o laudo pericial negou esta versão. Gabriela Marques, de 87 anos, morreu no mês passado. A aposentada apresentava demência senil degenerativa.

Maria do Amparo foi indiciada por apropriação e desvio de bens do idoso e pode pegar até quatro anos de prisão.
RIO DE JANEIRO
Site: http://g1.globo.com/

Polícia Civil prende novamente padrasto que violentou enteada

Ele havia sido solto semana passada, após audiência de custódia. Para delegado, menina poderia se sentir coagida e não acreditar na Justiça.

estuproA Polícia Civil do DF prendeu novamente o padrasto que abusou da enteada de oito anos no Riacho Fundo e foi liberado em audiência de custódia. A prisão, realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), foi determinada pelo Juízo Criminal do Riacho Fundo, acolhendo representação do delegado Wisllei Salomão.

A prisão preventiva foi requerida sob o argumento de que a vítima estaria em risco em razão das ameaças sofridas durante os abusos, do comportamento da mãe que ficou apoiando o companheiro e porque a criança se sentiria coagida, pois ela passou por toda a ação policial e o autor não foi preso, o que poderia fazer com que ela não acreditasse mais na Justiça e não auxiliasse a fase judicial.

O caso foi descoberto porque a criança contou sobre os abusos para a professora de um projeto social que frequenta, no dia 17 deste mês. Ela havia sido estuprada horas antes. A instituição de ensino acionou o Conselho Tutelar da região e a menina foi encaminhada à unidade policial.

Psicólogos da delegacia conversaram com a criança, que voltou a relatar os crimes. Segundo consta no boletim de ocorrência, “a vítima foi imediatamente ouvida pela Seção de Análise Técnica (SAT), à qual pode relatar vários episódios de violência sexual”. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou a presença de “vestígios do ato libidinoso”.

Vinte e quatro horas após a primeira prisão, o homem conseguiu o direito de responder o processo em liberdade, após decisão em audiência de custódia. A nova prisão ocorreu no sábado (25/3).

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Homem devolve US$ 1 milhão que apareceu em sua conta

“Tenho um bebê de três anos e para mim será muito gratificante dar a ele os melhores exemplos e contar, dentro de alguns anos, já que ele ainda é muito pequeno, a história do que aconteceu”, declarou Soto ao “Canal 7” da televisão da Costa Rica.

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Este homem de 37 anos e dono de um pequeno estabelecimento comercial de peças automotivas em San José, a capital do país centro-americano, não conseguiu dormir na noite em que viu a milionária soma em sua conta bancária.

“Como o ser humano é um pecador, passou pela minha cabeça quitar minhas dívidas, a hipoteca da casa, o local que comprei, muitas coisas. Naquela noite não dormi, mas no dia seguinte fui ao banco e fiz o que tinha que fazer”, contou o comerciante.

O dinheiro, que pertencia a uma empresa concessionária de veículos, apareceu na conta bancária de Soto devido a um erro do banco, que lhe ofereceu desculpas pelo ocorrido.

Soto recebeu felicitações, mas também foi alvo de brincadeiras por parte de amigos e conhecidos, que afirmaram que ele poderia usar o dinheiro para sair do país e fazer uma nova vida. No entanto, para o comerciante, isto não era viável, pois “a tranquilidade e a honestidade não têm preço”, disse.
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Mulher descobre que foi trocada na maternidade no interior de Goiás

A história foi descoberta por acaso e deve parar na justiça

image002 (11)postado em 21/03/2017 10:48 / atualizado em 21/03/2017 13:59
Correio Braziliense
Reprodução/FacebookKeila Martins Borges descobriu que foi trocada na maternidade após 32 anos

A goiana Keila Martins Borges descobriu aos 32 anos não ser filha biológica da mulher que a criou. Moradora de Gouvelândia, no sul do estado de Goiás, ela nasceu no Hospital Municipal de Quirinópolis, no dia 15 de maio de 1984. Por acaso, encontrou uma mulher que teve uma irmã nascida no mesmo dia, mês, ano e hospital que ela. O fato motivou a apuração do caso.

Por mais de três décadas, ela nunca desconfiou que não seria filha biológica da mulher que a criou. Mas a situação teve uma reviravolta há cerca de dois meses, quando uma prima conheceu Elaine Maciel, de 38 anos, uma mulher muito parecida com Keila. Apesar de ter ficado inicialmente apenas surpresa com a semelhança, a goiana só começou a se preocupar quando descobriu que a Elaine tinha uma irmã nascida na mesma data e local que Keila.
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Reprodução/Internet
O exame de DNA de Keila e da mãe comprova que não há laços de sangue entre elas

Não demorou muito para Keila tomar providências mais drásticas sobre o caso. Ela e a mãe fizeram um exame de DNA e o resultado: não havia laços de sangue entre elas e Keila teria sido trocada na maternidade. No facebook, ela desabafou sobre a situação. “Venho aqui dizer que eu espero profundamente que a justiça seja feita, e que caia todo o peso da lei em cima desses irresponsáveis que nos causaram danos irreparáveis”, postou.

“Tomem muito cuidado ao ter um filho nesse hospital pois pode acontecer com vocês o mesmo que aconteceu comigo. Quero também deixar bem claro aqui que Maria Martins sempre vai ser a minha mãe a minha rainha”, alertou Keila.

O Hospital Municipal de Quirinópolis informou que o caso foi atípico e que é possível saber quais procedimentos a unidade adotava há 32 anos. “Atualmente, o recém-nascido é identificado por uma pulseira que consta o nome da mãe que o gerou, além da data e hora do nascimento. As equipes de cirúrgicas também só atuam em horários exclusivos daqueles procedimentos”, informou o hospital a direção do hospital em nota.
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Ingestão precoce de álcool entre adolescentes do DF preocupa sociedade

Especialistas alertam sobre a importância do diálogo para que a ingestão de bebidas na adolescência não se torne excessiva e venha a causar dependência
Deborah Fortuna – Especial para o Correio
alcoolAdolescentes do DF bebem mais que a média nacional

Maria* não queria beber naquela noite, mas cedeu à pressão dos amigos e do ex-namorado. Aos 14 anos, em uma festa no apartamento de um conhecido, topou participar de uma brincadeira com bebida alcoólica. A cada rodada, uma pessoa fazia uma confissão sobre algo que nunca tinha feito na vida.

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Os demais deveriam ingerir uma dose de vodka pura, caso tivessem passado pela experiência. Depois de três ou quatro goles, já no fim da brincadeira, todos foram parar em outra residência, a garota não soube explicar como. Relata, inclusive, que acordou com uma blusa que não era dela.

A história não é uma exceção entre os adolescentes. Eles aceleram o processo que, legalmente, deveria começar apenas aos 18 anos. Há dois anos, a Lei nº 13.106, de 2015, tornou crime servir bebidas alcoólicas a crianças e a adolescentes.

No mesmo ano de criação da norma, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que mais da metade dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental no Distrito Federal tinham experimentado álcool pelo menos uma vez.

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O número do DF supera a estatística nacional. Em todo o país, 55,5% dos adolescentes matriculados nessa etapa do ensino admitiram ter bebido uma dose de álcool pelo menos uma vez na vida — 4 pontos percentuais a menos do que no DF — e 18,4% confessaram ter experimentado cigarro. Mais de um quinto dos jovens de 13 a 15 anos brasileiros sofreram algum tipo de embriaguez.

Outro relato de Maria mostra como o acesso ao álcool é facilitado. Dessa vez, ela conta que, aos 15 anos, foi à festa de uma colega da escola. A regra era que apenas maiores de 18 anos recebessem uma pulseira e pudessem passar para a área do bar.

Mas a menor afirma que não foi preciso esperar muito tempo: logo, nenhum barman estava preocupado em checar quem eram as pessoas autorizadas a beber e todos os amigos aproveitaram para escolher os mais diversos drinks que constavam no cardápio.

Nesse dia, ela chegou a perder a bolsa e os sapatos. A adolescente lembra que ficou de castigo depois que a mãe descobriu a primeira aventura com a bebida. “Eu perdi a confiança da minha mãe. Depois da festa, prometi que não ia mais beber”, disse. “Mas, nessa hora, os amigos caçoam, “e fica apenas na promessa”.

Em um grupo de 12 menores entrevistados pelo Correio, apenas um afirmou que ainda não tinha ingerido bebida alcoólica ou fumado. Uma das meninas, de 17 anos, contou que o “point” é uma praça pública, com árvores, bancos de concreto e pequenos pilares para exercício, que fica próximo à unidade de ensino onde estudam.

“Quando um dos professores libera, é pra lá que a gente vai”, contou um rapaz. A compra é feita em uma distribuidora de bebidas que não exige nenhum documento dos jovens clientes. De acordo com a adolescente de 17 anos, os amigos ficam tão alcoolizados que é necessário esperar algumas horas até que todos estejam em condições de voltarem para casa. “Eu não sei como que todo mundo consegue ver o número do ônibus ou em qual está entrando”, admitiu.

A diretora de uma das escolas também confirma problemas com alunos que passam dos limites. Para ela, os principais são os que envolvem adolescentes de até 15 anos. Uma menina, inclusive, levou garrafa de bebida para dentro da área escolar. Segundo a diretora, o comum é que eles se afastem do colégio para ter mais privacidade.

Porém, quando alguém passa mal por conta dos efeitos do álcool, é a escola o lugar para o qual recorrem. “Eles trazem o amigo que está mal e nós chamamos os responsáveis para que eles levem o aluno ao hospital”, contou.

Entre um trio de adolescentes ouvidos pelo reportagem, todos tinham experimentado alguma bebida, apesar de duas moças não fazerem uso frequente. O rapaz, de 17 anos, contou que também fuma. Eles relataram que os colegas de sala têm um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp e que é por meio dele que geralmente marcam um encontro depois da aula.

Como alguns amigos têm 18 anos, a compra é feita pelos mais velhos. Em uma ocasião, um aluno passou tão mal em uma praça que os próprios moradores das quadras próximas reconheceram o uniforme e avisaram a instituição. “Ele chegou a vomitar em cima do vice-diretor da escola”, contou o adolescente.

Questão social

A principal preocupação com relação ao uso do álcool, segundo especialistas, são os efeitos que a ingestão precoce dessas bebidas podem causar no futuro. “Não é uma coisa da juventude e que depois passa”, observa o sociólogo e especialista em segurança no trânsito Eduardo Biavati.

Os problemas envolvem não apenas o desenvolvimento da dependência física, mas também a criação de hábitos perigosos, como o de dirigir sob o efeito da bebida. Para Biavati, se trata de um problema de saúde pública e que a sociedade precisa aprender a lidar com as transformações pelas quais se passa durante a adolescência — começar a beber, aprender a dirigir, ser aceito pela turma.

Nesse sentido, a família tem papel fundamental, alerta o especialista. Segundo ele, é na pré-adolescência que os pais devem fiscalizar e conversar com os menores, pois, mais tarde, o controle pode se tornar mais difícil.

“Os pais vão fazer o quê? Ir para as festas? Para as boates? Isso não é realista. A gente consegue ter indícios conversando com os amigos dos filhos e das filhas, falando sobre os amigos. Às vezes, a criança não fala dela, mas fala dos amigos. É muito difícil fazer parte de um grupo e não compartilhar os hábitos dele”, aconselha.

A psicóloga e especialista na área de drogas na adolescência Maria Fátima Olivier Sudbrack acrescenta que a questão do álcool não é apenas culpa dos jovens, mas da sociedade como um todo.

Segundo ela, a cultura brasileira aceita a bebida como natural e estimula cada vez mais o consumo, mesmo entre os menores. Muito do incentivo vem da própria família ou mesmo da pressão dos amigos, para que o adolescente possa se sentir parte de um grupo.

De acordo com Maria Fátima, nessa idade, os amigos são as pessoas que mais influenciam, mas isso não tira a responsabilidade ou mesmo o consentimento dos próprios pais.

“Tem gente que diz que o filho virou homem porque tomou o primeiro porre. Nós chamamos isso de alcoolização da juventude. Não estou querendo que a gente tenha apenas uma visão repressora, mas é uma questão de conscientização e prevenção e de repensar o que estamos mostrando para eles”, explica.

Justiça

A Seção de Apuração e Proteção (Seapro) da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal é responsável por fiscalizar locais onde haja o ingresso de crianças e adolescentes desacompanhados, como cinemas, shows e casas noturnas.

Com isso, eles permitem o alvará e iniciam um processo de conscientização com bares e ambulantes para que a venda de bebida ou cigarro seja proibida a menores.

Caso seja constatado que a criança conseguiu comprar álcool dentro do ambiente, os produtores são penalizados. Se houver flagrante, o vendedor é levado à delegacia e responde a processo criminal. O trabalho com os menores, por sua vez, é educativo, por meio de diálogo e de orientação.

* Nome fictício em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

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Pesquisa encontra relação entre transtornos de borderline e adicções

Nos relacionamentos aditivos, a necessidade de garantir a presença do outro pode ter um padrão similar à dependência de uma droga

Por Ivanir Ferreira – Editorias: Ciências da Saúde
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“A suplicante”: imagem da escultura de Camille Claudel
borderline.Pesquisa do Instituto de Psicologia (IP) da USP detecta inter-relação entre distúrbios de borderline, problema psíquico que afeta pessoas que estabelecem relações afetivas turbulentas e destrutivas, e comportamentos adictivos, quando indivíduos criam vínculos de dependência com drogas, jogos, objetos e com o outro. O trabalho traz novos conhecimentos sobre doenças de saúde mental e contribuirá para uma melhor intervenção de atendimentos de pacientes que sofrem com o problema.

Conhecidas pelas oscilações de humor, relacionamentos turbulentos, impulsividade e sentimento constante de ameaça pela perda de amigos, familiares ou pessoa amada, pessoas com este perfil psicológico não só sofrem por não controlar suas próprias emoções mas também pelo estigma social que a doença lhes traz. Segundo o psicanalista Marcelo Soares da Cruz, autor da pesquisa, os que vivem este drama são vistos como pessoas mimadas, destrutivas e inconsequentes. Embora sejam difíceis de lidar, precisam receber tratamento adequado e serem acolhidas. Agem por necessidades emocionais profundas e concretas, não por mero capricho.

Tendo como base dados clínicos, o psicoterapeuta analisou três casos concretos: uma mulher de 35 anos, um adolescente de 14 e um homem de 32. Conhecendo a história de vida destes pacientes, foram diagnosticados como tendo características de ambos os transtornos, borderline e adicção. A pesquisa “chegou à compreensão de que o sofrimento borderline carrega um traço de adicção inerente. Uma ‘fissura’ maciça pelo outro, a fim de garantir sua presença, nos moldes do uso de uma droga, que tem que ser repetidamente buscada”, explica Cruz.

Marcelo Soares Cruz: “A psicoterapia vai construir uma experiência emocional e relacional mais estável com o outro”, – Foto: Arquivo pessoal de Marcelo Soares Cruz
Marcelo Soares Cruz: “A psicoterapia vai construir uma experiência emocional e relacional mais estável com o outro”,
borderline-pisicoterapeutaDos três pacientes, a mulher chegou ao consultório com uma história de vida bastante conturbada. Com apenas 32 anos, já tinha passado pela experiência dolorosa de 35 internações em clínicas psiquiátricas. Todas por tentativas de autolesão (pular de uma janela alta, ligar o gás na tentativa de se asfixiar e ou sair do carro em movimento). “Ela recorria a expedientes que tentavam provocar no outro uma aproximação.” Para o psicoterapeuta, é uma desesperança no vínculo afetivo. Os atos contundentes buscam essencialmente a manutenção da ligação, na forma de um vício ao outro, afirma.

Embora fosse casada, a mulher buscava freneticamente outros relacionamentos pela internet, mas sem intenção de traição conjugal. O psicoterapeuta percebeu que ela desejava apenas aferir o interesse de outras pessoas por ela. Nos prontos socorros, frequentava hospitais para contrair doenças e ser posteriormente cuidada por seus familiares. Na fantasia de sua cabeça, “estar doente significaria ter a garantia da presença do outro”, explica.

Tanto o adolescente como a mulher faziam conjuntamente acompanhamento psiquiátrico. A psicoterapia trabalhou na linha de construção de uma experiência emocional e relacional mais estável. O objetivo era restituir, abrigar e significar falhas importantes ocorridas na primeira infância ou que tinham sido desencadeadas por acontecimentos traumáticos vividos pela pessoa, afirma Cruz.

O acompanhamento psicoterapêutico deu resultados positivos. A paciente, que nunca havia trabalhado, teve uma primeira experiência de atividade profissional, passou a ser uma pessoa mais organizada e começou a ter mais autonomia, “conquistas viabilizadas pela construção da experiência de permanência interna dessas figuras, em detrimento das fantasias de ruptura tão proeminentes em sua vida anterior”. Em meio ao tratamento, lendo o livro O Pequeno Príncipe, a paciente se identificou com a rosa que era bastante solitária no mundo. “Ela encontrou suporte na obra de Antoine de Saint-Exupéry e conseguiu dar sentido e verbalizar seu sofrimento”, avalia o pesquisador.

info-borderline-disturbiosA tese Adição ao outro em pacientes fronteiriços: um estudo psicanalítico foi orientada pela professora Leila Salomão de la Plata Cury Tardivo, do Instituto de Psicologia (IP) da USP, e pode ser acessada na íntegra neste link.

Mais informações: e-mail marceloscruz@usp.br, com Marcelo Soares da Cruz.
Site: http://jornal.usp.br/