Vanilma, a primeira mulher a sangrar pelas mãos do marido no DF em 2019

A vida e a morte da moradora do Gama se passaram em raio de 4,2 km no Setor Oeste

Na madrugada do primeiro sábado de 2019, Vanilma e Tiago estiveram juntos pela última vez. Dentro do Vectra branco da família, cumpriram o percurso de 3,2 km que separa a casa deles da emergência do Hospital Regional do Gama (HRG). No trajeto de oito minutos, duas despedidas: a da própria vida e a do homem com quem dividiu planos por 10 anos. No carro, Vanilma agonizava justamente ao lado de seu assassino, marido e pai de seu único filho.

Para evitar a prisão em flagrante, Tiago largou a mulher sozinha às 3h30 na emergência do HRG. Vanilma chegou consciente, mas sangrava muito. Tinha um talho profundo no lado esquerdo do peito. Não contou a ninguém quem a havia atacado. Estava preocupada com o filho, de 3 anos. Ele tinha ficado sozinho em casa. A mulher implorou ajuda aos policiais, para que fossem em socorro de Enzo.

Ao ser questionada pela polícia sobre os detalhes do crime, mentiu. Não quis denunciar o companheiro. Disse ter sido esfaqueada por um desconhecido. Antes mesmo de ter certeza de que o filho estava protegido, adormeceu. Primeiro pelo efeito dos sedativos. Horas depois, porque seu coração parou de bater. A fúria do marido perfurou o pulmão de Vanilma e, apesar de os médicos terem realizado duas cirurgias, foi impossível salvá-la.

Início

Um crime de feminicídio começa bem antes de o agressor aplicar o golpe fatal. O roteiro da tragédia se forma a partir de discussões, desentendimentos, mágoas, desrespeito e violências até o desfecho, quando ele faz sua vontade prevalecer por meio da força e aniquila a vítima.

É vago apontar quando uma história de amor se transforma em capítulos de uma narrativa violenta. No caso do relacionamento de Tiago Joaquim, 33 anos, e Vanilma Martins dos Santos, 30, foi em algum momento entre o fim de 2008, quando se conheceram, e a madrugada de 5 de janeiro de 2019, quando ele a matou. O enredo onde tudo se passou, entretanto, está restrito a um raio de apenas 4,2 km, entre a casa dos dois, no Setor Oeste do Gama, e o Nosso Bar, um galpão de piso de ardósia e paredes caiadas às margens da DF-180. Lá se conheceram.

Aos 20 anos, Vaninha, como sua família adotiva a tratava, era uma moça que chamava atenção pela beleza. Magra, tinha os cabelos escuros e compridos. Embora tímida, era vaidosa. Na época, fazia curso técnico de enfermagem em Taguatinga e, vez ou outra, ajudava a servir os clientes do Nosso Bar. Seus familiares mantinham o ponto comercial e moravam no mesmo endereço. Tiago, aos 23 anos, havia parado de estudar na 6ª série do ensino fundamental e frequentava o lugar para beber e jogar sinuca com amigos.

Onde morava e trabalhava Vanilma

Vanilma e Tiago começaram a namorar e, dois ou três meses depois, decidiram morar juntos, nos fundos da casa dos avós paternos dele. As melhores amigas de Vanilma à época eram a prima Polliane Martins de Oliveira, hoje com 25 anos, e a vizinha Sheila Ferreira da Silva, 29. As duas tinham namorados e, segundo elas, Vanilma também desejava encontrar um par e sonhava em formar uma família.

Tiago, no início, parecia perfeito, levava Vaninha para passear no Lago Corumbá, dava buquês de flores, era romântico. “Ela se encantou”, diz a prima e confidente Polliane. A paixão fulminante desagradou Dionice dos Santos, 49, a mãe de criação.

“Eu nunca gostei dele. A primeira impressão não foi boa”
Dionice dos Santos, mãe de criação de Vanilma

Dionice, que criava Vanilma desde os 4 anos, não sabe precisar o que a desagradou no genro. A irmã dela, Geralda Martins dos Santos, 43, lembra de uma briga violenta de Tiago com um rapaz no bar da família. “Ele quebrou uns tacos de sinuca, espancou o outro, que foi hospitalizado”, relata Geralda. A rixa foi puxada pelo adversário, ele alimentava um amor platônico por Vanilma.

Pouco tempo depois, Vaninha, já vivendo com Tiago, abandonou o curso técnico de enfermagem. As visitas dela à família de criação começaram a rarear, apenas três ou quatro vezes por ano, como se os 13 minutos de carro que separam o galpão de chão de ardósia do novo endereço fossem dias de distância. “Ele não gostava da presença dela aqui, dizia que bar não era ambiente para ela”, conta Dionice.

Um relacionamento abusivo se estabelece de maneira quase imperceptível, com um dos parceiros fazendo restrições à liberdade do outro. Geralmente, argumentando ciúmes ou proteção, o homem passa a controlar a vida da mulher, decidindo aonde ela pode ir, como precisa se vestir e com quem pode se relacionar. Para evitar brigas, a vítima cede. As restrições se intensificam e, quando ela percebe, perdeu autoestima, autonomia e individualidade.

Desde o casamento, Vanilma se afastou da família de criação e das amigas. Também não fez novos vínculos no bairro onde foi viver. As pessoas que a conheceram dizem que ela era quieta, discreta e não se queixava. No Setor Oeste, os vizinhos a consideram uma “mulher de dentro de casa”, que saía pouco, quase não conversava e não abria a intimidade.

As famílias dos dois nunca foram próximas. Uma das poucas ocasiões na qual estiveram juntas foi no aniversário de 15 anos de Alessandra, filha biológica de Dionice. A mãe de Tiago, Ilma de Souza, 51, trabalha com eventos e organizou a festa, realizada em julho de 2017 no galpão.

Em uma das fotos com a aniversariante (imagem acima), Vanilma está com o marido, que carrega o filho, Enzo, no braço. Ela usa um vestido curto e justo, com maquiagem no rosto. “Estava linda, radiante. Há tempos não se arrumava. Foi a última vez que a vi feliz”, relata Alessandra, a irmã de criação. Enzo está de terno alugado e Tiago aparece com um meio sorriso.

O desleixo de Vaninha depois do casamento era motivo de comentários daqueles que a viram crescer. “Ela, sempre vaidosa, começou a se vestir igual a uma velha”, relata Polliane. A mudança aconteceu ainda no início, quando Vaninha abandonou o figurino usual – shorts e blusinhas – para usar apenas “roupas de casa”. No entanto, ela própria nunca afirmou aos familiares que essa era uma imposição do marido.

Enzo, filho de Vanilma e Tiago, nasceu em agosto de 2015. Os dois tinham seis anos de convivência quando o menino chegou. Muito desejado pelo casal – Vanilma teve dificuldades para engravidar –, o garoto logo passou a ser o centro da vida dela.

A família de Vanilma afirma que Tiago não a deixava trabalhar. Mas, segundo a sogra, Ilma, isso nunca existiu. As condições financeiras do casal não eram estáveis, Tiago vivia de bicos como serralheiro ou pedreiro. Desde que Enzo nasceu, Vanilma cuidava exclusivamente do filho e da casa.

O lugar onde moravam é uma construção nos fundos do endereço dos avós paternos dele. A cozinha da residência principal fica virada para um dos quartos da casa do jovem casal. Na parede, há uma janela que era usada por Vanilma, vez ou outra, para pedir uma xícara de café ou um pouco de açúcar para a família do marido. “Ela era maravilhosa. A convivência deles era boa, se tratavam por ‘Amor’”, garante Maria de Fátima da Silva, 65, avó de Tiago.

“’Amor, pega minha toalha’ e ‘Amor, busca a minha sandália’ era o que a gente ouvia daqui”
Patrícia de Farias, tia de Tiago

Na madrugada violenta que teve como desfecho a morte de Vanilma, a família de Tiago afirma não ter escutado nenhum barulho vindo do terreno dos fundos. Uma intervenção poderia ter evitado o pior. “Fomos acordados no meio da noite pela polícia, perguntando se ele estava escondido aqui em casa”, afirma a avó Maria de Fátima.

No momento do crime, além do filho da vítima, Enzo, estava na casa de trás Paulo Henrique, 16, sobrinho de Tiago. Mas, de acordo com a polícia, o adolescente não teria escutado a discussão, pois jogava videogame em outro quarto, com fone de ouvido. “Meu tio me pediu ajuda para socorrê-la, disse que alguém veio da rua e a esfaqueou”, afirmou Paulo Henrique, na delegacia, quando foi ouvido. Por sorte, o filho do casal não presenciou a cena, estava dormindo.

Apesar da fuga de Tiago, não foi difícil para a polícia descobrir como o assassinato aconteceu. Ao chegar ao endereço indicado por Vanilma, os PMs encontraram a sala da casa ainda suja de sangue e informaram o fato à Polícia Civil, que foi até o local. Imediatamente, o marido passou a ser o principal suspeito do feminicídio e, em diligências, os agentes acharam a faca utilizada no crime em cima do telhado da casa dos dois.

 Brigas

Os órgãos de segurança pública enfrentam uma dificuldade crucial para evitar feminicídios: é praticamente impossível saber quando e onde ocorrerá a próxima tragédia domiciliar entre um casal que está vivendo às turras. A intimidade dos lares chega ao conhecimento do Estado apenas quando a vítima denuncia o agressor e ele está em cumprimento de medida protetiva com monitoramento constante.

Mas, independentemente de quem são os protagonistas, a trama que leva ao assassinato de uma mulher por seu companheiro segue uma história padrão, conhecida como ciclo da violência. Inicia com proibições feitas pelo agressor à vítima, passa para ataques pessoais, xingamentos, e culmina na violência física, com empurrões, chutes, socos e pontapés. O nível máximo se dá quando começam os espancamentos e as ameaças de morte.

As vítimas devem reconhecer e interromper o ciclo de violência já nas primeiras investidas, comunicando os fatos à polícia para que o agressor seja enquadrado na Lei Maria da Penha e devidamente responsabilizado. A partir daí, a situação mais segura depende de uma decisão delas: é preciso abandonar o relacionamento e evitar contato com o acusado. Mas, muitas vezes, elas não têm o apoio necessário para tomar tais atitudes. Ou não se sentem seguras.

No início de 2017, Vaninha chegou com Enzo e uma sacola de roupas à casa de Geralda, sua tia de criação, no Setor Leste do Gama. Pediu para passar um tempo porque estava se desentendendo com o marido. Segundo contou, Tiago a deixava com o filho para ir beber com os amigos. Vanilma ficou quatro dias lá, mas voltou a conviver com o companheiro quando ele foi buscá-la.

Após alguns meses, a situação se repetiu, só que, dessa vez, ela trouxe mais roupas e apareceu com uma marca roxa na perna. A tia desconfiou: “Ele está batendo em você?”. Vaninha negou, disse que tinha caído da cama. Uma semana depois, os pais dele foram buscar a nora e o neto.

De acordo com Geralda, em uma das vezes que Tiago visitou a mulher e o filho durante esses breves períodos de separação, ele se irritou porque Vanilma estava de batom. “Ele ficou bravo, achando que ela tinha saído para encontrar alguém”, conta. Vaninha havia apenas provado a maquiagem oferecida por um vendedor de cosméticos.

Em abril de 2017, Vaninha e Enzo foram ao Jardim Ingá visitar a amiga de infância Sheila, que havia acabado de dar à luz uma menina, porém já estava separada do pai da criança porque, durante a gravidez, descobriu uma traição. Vaninha, que tinha ido apenas para um encontro rápido, ficou dois dias e também revelou uma dor de amor. Disse que Tiago a traiu, mas, ainda assim, decidiu perdoá-lo. “Ela amava o Tiago, sempre amou. Ter uma família era o grande objetivo de vida dela”, afirma Sheila.

A última vez que Vaninha e o filho estiveram na casa de Dionice foi em 28 de outubro do ano passado, data do segundo turno das eleições. O marido da mãe de criação foi buscá-los no Setor Oeste antes do almoço. Os dois ficaram no Cantinho Mineiro – novo bar da família, localizado na DF-290 – até por volta das 21h, quando Tiago retornou de uma pescaria e passou para pegá-los.

Na ocasião, a irmã, Alessandra, reparou em duas manchas roxas feias no lado direito do corpo de Vaninha: uma na parte interna do braço e outra na coxa.

“Perguntei o que era, ela disse que tinha caído brincando com o filho”
Alessandra, irmã de criação

Durante aquela tarde, Enzo pediu para a tia um dos pacotes de biscoitos que estavam à venda no balcão do bar. Quando ela entregou, o menino disse: “Tia, fui no mercado comprar um salgadinho desses com a mamãe. Quando voltei, o papai bateu nela”. Alessandra não duvidou da criança e insistiu com a irmã de criação para saber os detalhes, mais uma vez, Vaninha desconversou.

A relação abusiva que resultou na morte de Vanilma se desenrolou sem alardes. Ela nunca detalhou à Dionice e às amigas o que sofria no casamento, tampouco falou sobre os episódios de violência doméstica com a família dele e, muito menos, comunicou à polícia sobre esses fatos.

Final

Na sexta-feira (4/1), Tiago saiu por volta das 15h30, para ir ao Lago Corumbá com dois amigos. Deixou a mulher, o filho e o sobrinho Paulo Henrique em casa. Retornou 10 horas depois, na madrugada de sábado (5), embriagado. Encontrou Vanilma ainda acordada, deitada na cama do casal, ao lado de Enzo.

Por volta de 1h40, os dois começaram a discutir. Vanilma reclamava do horário e do estado no qual o marido havia chegado. Brigas semelhantes, por esses mesmos motivos, já tinham acontecido, mas, dessa vez, o desfecho seria o pior possível. Tiago pegou uma faca de cortar carne que estava em cima de um balcão entre a sala e a cozinha e deu um golpe na companheira.

Segundo contou à polícia quando se entregou, ele teria apenas simulado que arremessaria a faca na direção da mulher, mas a lâmina teria “escapulido” da bainha e atingido o corpo de Vanilma, do lado esquerdo, na altura do peito. Mesmo antes de o laudo ficar pronto, o delegado Vander Braga, da 20ª DP (Gama), considerou a história inverossímil. “É uma versão que ele está criando para si mesmo. Uma faca daquele modelo não tem bainha, não escapole nem mata sozinha uma pessoa”, afirmou. A experiência deu razão ao policial: o laudo do Instituto Médico Legal (IML) indica que o corte não é compatível com um arremesso, e sim como uma punhalada.

O corpo de Vanilma foi enterrado na segunda-feira (7) em Riachinho (MG), terra natal dela, a 340 km do DF. Filha de um lar que nunca existiu – nasceu de um relacionamento eventual da mãe biológica e conheceu o pai já adulta –, Vaninha foi assassinada justamente pelo homem no qual depositou o desejo de construir uma família.

Tiago foi preso no domingo, em 6 de janeiro, e continua na cadeia. Apesar de ter escapado do flagrante, a Polícia Civil conseguiu um mandado de prisão preventiva contra ele ao convencer a Justiça que o feminicida planejava fugir do DF. O filho, Enzo, está com os avós paternos desde a madrugada do crime. Da mãe, o menino guardará apenas fragmentos de lembranças construídos pelos parentes do assassino.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

DIRETORA-EXECUTIVA
Lilian Tahan
EDITORA-EXECUTIVA
Priscilla Borges
EDITORA-CHEFE
Maria Eugênia Moreira
COORDENAÇÃO
Olívia Meireles
REPORTAGEM
Érica Montenegro
REVISÃO
Denise Costa
Viviane Novais
EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA
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FOTOGRAFIA
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EDIÇÃO DE ARTE
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DESIGN E ILUSTRAÇÃO
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EDIÇÃO DE VÍDEO
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IMAGENS
Rafaela Felicciano
TECNOLOGIA
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Vinícius Paixão

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PCDF investiga se mulher morta em incêndio na 310 Norte foi assassinada pelo marido

Filhos da vítima alegam que o homem batia nela e a ameaçava. Ele também morreu intoxicado pela fumaça

A Polícia Civil do DF suspeita que a mulher morta durante incêndio em um apartamento do Bloco A da 310 Norte, na madrugada desta quarta-feira (30/1), tenha sido assassinada pelo próprio marido. Ele também morreu após o quarto do casal ser consumido pelas chamas e inalar muita fumaça.

Parentes do casal que foram ao prédio confirmaram as suspeitas. “Ele a agredia, prendia. Ela retirou a queixa na delegacia, pois ficou com pena dele pela idade. Batia nela há quatro anos. Ele tinha ciúmes de todo mundo, queria a atenção só pra ele. Até dos netos. Todo dia eu a alertava do perigo”, contou Raquel Martins, filha da vítima, ao Metrópoles.

“Morreu porque ficava com dó e pena dele. Minha irmã era uma pessoa de coração muito bom”, lamentou Rozilene Martins, 47, servidora pública.

Segundo o delegado Laércio Rosseto, da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), somente a perícia vai confirmar as suspeitas da família. Veigma Martins (foto de destaque), 56 anos, já havia registrado ocorrência por ameaça e lesão corporal contra José Bandeira da Silva, 80.

“Mais um evento trágico de violência contra a mulher. Ela já tinha registrado ocorrência contra ele no ano passado, pois ele dizia que ia matá-la”, disse o policial.

Agora, os investigadores aguardam o resultado da perícia para verificar a sequência de eventos. Se ele matou ou não antes de atear fogo. Outro filho da mulher, que não se identificou, confirmou ao delegado que o homem já tinha histórico de ameaça. Eles eram casados há mais de 10 anos e estavam em fase de separação.

Por volta das 4h40, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para conter as chamas. José Bandeira da Silva chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu à intoxicação grave pela inalação de fumaça. Os socorristas tentaram reanimá-lo por mais de 50 minutos. O corpo da mulher foi encontrado carbonizado no quarto do casal.

De acordo com informações preliminares, o fogo teria começado em um dos quartos do imóvel.

As chamas atingiram três cômodos do apartamento e a fumaça invadiu os corredores da prumada. Assustados, os demais moradores saíram correndo do prédio.

Moradores assustados
Muitos moradores do prédio ainda dormiam quando o fogo começou a se alastrar pelo quarto do casal que morreu no incêndio. De acordo com o médico Rodolfo Duarte, 37, que mora na unidade ao lado do apartamento atingido, ele não era próximo das vítimas.

“Só acordei quando os bombeiros chegaram ao local e quis ver se o cachorro estava bem. Fiquei bem assustado. Não tinha nem fumaça no meu quarto, mesmo sendo o apartamento ao lado”, relatou.

Já o vizinho Jorge Tosta, 63, estava na sala de casa quando começou a sentir o cheiro de queimado. “Minha família desceu antes e eu fui depois. Era muita fumaça, o olho ardia muito. Na hora em que fui sair, desmaiei e meu próprio peso fechou a porta. Os bombeiros me salvaram e foram muito eficazes no resgate. Quando acordei, estava desorientado ainda, assustado”, contou.

O analista de sistemas Bruno Carneiro, 34, e a publicitária Sanaa Ghazal, 33, ficaram em pânico com o incêndio. O casal procurou deixar o prédio o mais rápido possível. Bruno estava acordado e foi fechar a janela quando sentiu um cheiro muito forte de plástico queimado. Preocupado, acordou a esposa.

O morador desceu em seguida e viu o fogo. O casal começou a bater em várias portas vizinhas na tentativa de alertar outros moradores, mas muitos estavam dormindo e não ouviram. “Me senti impotente. Não tinha como alertar ninguém, pois não tínhamos recursos”, lamentou Bruno.

Outro caso
Na segunda (28), outro feminicídio chocou os moradores da Asa Norte. Ranulfo do Carmo, 74, matou a tiros a companheira Diva Maia da Silva, 69, e feriu o filho Regis do Carmo Correia Maia, 47.

Ele fugiu após o crime, mas acabou preso pela Polícia Militar. O filho do casal está internado no Instituto Hospital de Base (IHB).

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Homem mata médica e se passa por ela no WhatsApp enganando família

Por dois meses, o assassino movimentou a conta bancária da servidora do HRT, que recebia salário mensal de R$ 17 mil

A Divisão de Repressão a Sequestros da Polícia Civil do DF elucidou um crime bárbaro nesta quarta-feira (30/1). Um homem matou uma médica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e, por dois meses, se passou por ela, mantendo contato com a família pelo WhatsApp, dizendo que estava internada em uma clínica de repouso. No período, movimentou a conta bancária da servidora, que recebia salário mensal de R$ 17 mil.

O sumiço da servidora, num primeiro momento, não causou surpresa porque ela já havia sido internada anteriormente para tratar de depressão. No Portal da Transparência, o último pagamento informado em nome dela foi feito em novembro do ano passado.

Segundo a PCDF, Gabriela Rebelo Cunha foi morta no dia 24 de outubro do ano passado pelo seu motorista particular. O nome dele ainda não foi divulgado. Ele teria levado a vítima ao HRT no período da manhã e, por volta de 12h, seguiu com ela até uma agência bancária em Sobradinho para que a mulher fizesse uma transferência.

De acordo com as investigações, no retorno a Taguatinga, ele parou o carro próximo a uma parada de ônibus alegando que estava ouvindo um barulho na roda. Nesse momento, um comparsa teria entrado no veículo e simulado um assalto.

Chegando a uma estrada de chão, próximo a Brazlândia, a médica foi morta por enforcamento e o corpo dela foi deixado no local. Durante dois meses, o acusado manteve contato com a família de Gabriela. O motorista da vítima se passava por ela em conversas pelo WhatsApp.

A PCDF informou que ele enviava mensagens levando os familiares a crer que a vítima estaria internada em uma clínica para tratar de problemas pessoais e retornaria no Natal. Como ela não apareceu, os parentes registraram ocorrência na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga), que começou a investigar o caso.

Após a prisão, o autor levou os policiais até o local do crime. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) constatou, por meio de análise comparativa de documentação odontológica, que o cadáver tratava-se de Gabriela.

Nas diligências, os policiais encontraram na residência do autor inúmeros objetos da casa da vítima, cartões bancários e dois veículos da médica.

A cirurgiã, que era diretora do HRT, era considerada uma servidora de pulso firme. Colegas relatam que, embora tivesse a personalidade exigente, era meiga e querida pela equipe da unidade. Filha de general do Exército, a médica era divorciada e tinha um casal de irmãos.

O mais novo é policial civil em Minas Gerais e foi um dos principais auxiliares na investigação da morte de Gabriela.

O assassino confesso é filho da empregada da família, que acabou adoecendo. Para manter a renda, o filho, chamado Rafael, assumiu a vaga da mãe. Desde então, passou a ganhar a confiança da médica para resolver, inclusive, problemas pessoais e bancários.

Para a investigação do crime, a Polícia Civil do DF periciou inúmeros aparelhos celulares com quem o telefone da vítima manteve contato. Em muitos desses momentos, era o próprio assassino que se passava pela médica. Segundo relatos de testemunhas, a roupa encontrada na ossada de Gabriela foi a mesma usada por ela no último dia em que foi vista no trabalho, ainda em outubro de 2018.

Médica com vasta experiência em gestão pública, Gabriela chegou a estudar no Canadá. Em Brasília, foi gestora de conhecidas unidades particulares de saúde, incluindo o Hospital Santa Lúcia. A médica deixa uma filha de 8 anos.

Fonte: metropoles.com

Feminícidio: um crime que começa na intimidade

Delegada-chefe da Deam, Sandra Melo afirma que o maior desafio para proteger as mulheres é interromper o ciclo de violência

“O feminicídio não é um crime como os outros”, sustenta Sandra Melo, delegada-chefe da Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam). Em um roubo ou assalto, a vítima vai prontamente à delegacia, registra a ocorrência e faz tudo o que estiver ao seu alcance para que o responsável seja punido. Nas situações de agressões contra a mulher, há um emaranhando de sentimentos que, muitas vezes, impede que o ciclo de violência termine antes de uma tragédia.

Na maioria dos casos, o criminoso vive com a vítima, é o pai dos filhos dela. Foi o homem por quem ela se apaixonou e com o qual dividiu projetos de futuro. Resultado: as agressões não chegam ao conhecimento da polícia – os casos são subnotificados – ou, quando as medidas protetivas são aplicadas, o descumprimento acontece em uma tentativa de reaproximação do ex-casal. “Quando a mulher quer romper, pretende que seja de forma amigável, em paz, espera poder conviver com o pai de seus filhos de forma civilizada”, relata. “Quando não quer, mantém a expectativa de que ele mude, que o relacionamento continue sem violência”, afirma.

O ciclo da violência
Sandra, que tem prêmios internacionais pelo trabalho de proteção às mulheres, explica que no Brasil a violência contra elas é estruturante, é social. Numa sociedade machista, o homem acredita em padrões antigos: deve ser o provedor e o responsável pelas decisões. A mulher precisa ser submissa, focada em cuidar da casa e dos filhos. A Amélia que o espera com o jantar pronto no final de um dia cansativo.

Mas a mulher atual quase nunca se encaixa nesse padrão. Elas são empreendedoras, provedoras e também encontraram outras aspirações que não as exclusivamente afetivas e familiares. “Isso vai causando um desequilíbrio na relação. O homem não consegue mais exercer o controle que gostaria. O casamento deixa de se encaixar no padrão que foi ensinado a ele. Aí começam os conflitos”, conta a delegada.

O ciclo de violência surge de forma quase imperceptível para a vítima. Disfarçadas de ciúmes, começam as brigas e as liberdades dela são cerceadas. A situação se agrava quando as discussões se tornam mais agressivas até que a primeira violência física é praticada. No momento seguinte, os empurrões evoluem para tapas, que evoluem para chutes e pontapés. O risco de morte, então, já está instalado dentro de casa.

Não acredito que os casos de violência doméstica estejam crescendo, acho que eles estão ganhando maior visibilidade. Hoje as mulheres aceitam menos uma situação que no passado estava naturalizada. O avanço da legislação nos impôs uma nova realidade. O brasileiro teve que enxergar e admitir que as mulheres são vítimas de uma forma grandiosa de violência praticada pelos homens que lhe são mais próximos”
Sandra Melo

O papel do Estado
De acordo com a delegada, ainda que a agressão seja comunicada às autoridades e uma medida protetiva preventiva seja determinada, é comum que a vítima desista ou abra a guarda, aceite o pedido de conversa e acabe voltando ao relacionamento na esperança de que as coisas tenham mudado.

Durante o ciclo de violência, há uma queda drástica na autoestima de vítima, que passa a acreditar que não encontrará outro parceiro ou que merece as agressões. Esses são motivos pelos quais a mulher desiste do processo ou dá uma nova chance ao algoz. Na delegacia, ela normalmente é informada do grau de risco que corre, mas acaba cedendo. “O comprometedor é esse vai e vem. Em algumas situações, o agressor foi condenado, cumpriu pena e os dois voltaram a conviver. Esse homem não mudou. O problema continua o mesmo”, lamenta Sandra.

As medidas protetivas são importantes pelo papel profilático: todos os envolvidos entendem que estão em conflito e precisam ficar separados, evitar contato, até que se possa sentar para resolver o problema. “É um tempo para esfriar. Mas deixa de funcionar quando um deles rompe com o proposto”, complementa. A delegada defende a criação de uma rede de apoio para que as mulheres se fortaleçam e tenham segurança suficiente para romper com relacionamentos abusivos.

Quando acontece o pior e a notícia da morte de uma mulher chega às delegacias brasilienses, os policiais seguem uma regra detalhada de investigação (protocolo de feminicídio). As provas devem ser robustas o suficiente para instruir o processo pessoal. “O feminicídio é um crime de ódio, de vingança, de um homem que é completamente incapaz de lidar com sua frustração”, conta.

Problema coletivo
É comum que as mulheres vítimas de violência doméstica só percebam que estão em perigo quando já correm risco de vida. A delegada afirma que não só a família mas também conhecidos, amigos e vizinhos que percebem as agressões devem, sim, meter a colher. “Os parentes e pessoas mais próximas precisam ter coragem para denunciar e ajudar a vítima, convencê-la de que a culpa não é dela”, ressalta Sandra.

Mulheres que estiverem passando por esse tipo de situação devem ligar para o número 180, que fornece informações sobre a rede de apoio. O 197, que funciona como disque-denúncia, também é uma opção para familiares, amigos e vizinhos que queiram denunciar algum caso de violência – a polícia vai até o local para apurar a situação.

“Precisamos entender que essa violência não é só daquele casal. É um problema que afeta a nossa sociedade, principalmente os jovens e as crianças. É necessário, cada vez mais, tomar alguma atitude antes que o pior aconteça”, conclui.

Fonte: metropoles.com

Operação Luz na Infância mira pedófilos no DF e em 18 estados

No Distrito Federal, o alvo é um morador de Samambaia suspeito de disseminar fotos de crianças e adolescentes fazendo sexo

Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais que apresentavam indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva.
Nesta edição, o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos, Argentina, realiza operação simultânea e cumpre 41 mandados de busca. Os alvos internacionais foram identificados após atuação conjunta entre a Diretoria de Inteligência da Senasp/MSP e autoridades policiais da Argentina. Mais de mil policiais estão envolvidos no trabalho deflagrado nesta quinta.

Luz na Infância
A operação foi intitulada Luz na Infância por serem bárbaros e obscuros os crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Os acusados desse tipo de delito agem nas sombras da internet e devem ter suas condutas elucidadas e julgadas, como a de qualquer criminoso.
Em 20 de outubro de 2017, o Ministério da Justiça deflagrou a primeira fase da operação. Na época, as autoridades mobilizaram 1,1 mil agentes para cumprir mandados de busca e apreensão em 24 estados e no Distrito Federal.

Atalaia
A Polícia Federal também deflagrou, na manhã desta quinta (22), a Operação Atalaia para apurar crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes, por meio da internet. Estão sendo cumpridos 60 mandados de busca e apreensão nos estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e no Distrito Federal.
Cerca de 300 policiais federais participam da operação. O cumprimento dos mandados tem como objetivo a apreensão de computadores e dispositivos eletrônicos utilizados na prática delitiva.

Aguarde mais informações

Fontemetropoles.com

“Quando perdia a paciência, jogava a bebê no chão”, diz mãe de Esther

Acusados de torturar a filha, pais vão responder por feminicídio. E também devem passar por avaliação psicológica

“Quando ficava sem paciência, jogava a bebê no chão”. A frase foi dita pela mãe da pequena Esther, de 6 meses, a uma agente da Polícia Civil no dia em que foi presa em flagrante suspeita de maus-tratos contra a filha e consta no inquérito, o qual será concluído ainda nesta semana. Elizana Pereira da Costa, 23 anos, e o pai da criança, Anderson Gustavo de Araújo Barbosa, 29, tiveram a prisão preventiva decretada e foram indiciados por feminicídio. Se condenados, podem pegar até 30 anos de cadeia.

Esther morreu após quatro dias internada no Hospital Materno Infantil (Hmib). “A lei protege a mulher desde o nascimento até a idade mais avançada, por isso foram indiciados por feminicídio. Houve um menosprezo em relação à bebê no âmbito familiar”, explicou o chefe da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), Hudson Maldonado, que investiga o caso.

A materialidade para indiciar o casal está em depoimentos colhidos dos médicos que atenderam a criança, dos policiais que tiveram o primeiro contato com os pais, de um amigo que ajudava a família financeiramente e do prontuário médico da bebê.

Há indícios de maus-tratos e negligência nos cuidados com Esther. De acordo com o delegado, as vacinas da menina estavam em dia, mas o casal não a levava para as consultas recomendadas pelo Ministério da Saúde — foram apenas duas em seis meses.

Em um desses poucos atendimentos feitos na Clínica da Família de Sobradinho, no dia 10 de outubro, uma médica notou que havia um deslocamento na clavícula da menina e sugeriu a internação. Também foi constatada perda de peso. A especialista será intimada a depor em um novo inquérito da Polícia Civil.

“Queremos saber se naquele momento já era possível identificar os indícios de maus-tratos e por que a profissional não acionou a polícia ou o conselho tutelar”, explicou Maldonado. Na consulta, a mãe alegou que o ferimento era devido a uma queda na banheira e se queixou também de vômitos em função de refluxo.

O conselho tutelar só tomou conhecimento do caso em 29 de outubro, pela direção do Hospital Regional de Sobradinho (HRS), onde a menina foi levada após parar de respirar em casa. Na unidade de saúde, médicos identificaram queimaduras na vagina, ânus, virilha e rosto da criança, além de lesões antigas já calcificadas.

O pai e a mãe receberam voz de prisão ainda no hospital, após denúncia da equipe de saúde. O delegado solicitou à Justiça que o casal passe por um exame psiquiátrico. “Precisamos entender se estamos lidando com monstros ou pessoas que sofrem sérios problemas psiquiátricos”, destacou o policial. Formalmente, o casal exerceu o direito de permanecer calado na delegacia. Segundo relatos, o pai era usuário de drogas e estava em tratamento há dois anos.

“Quando entrei na DP e vi eles, não imaginava que eram os pais da criança. Pensei que se tratava do registro de outra ocorrência. Todos que tiveram contato com o casal ficaram impressionados com a forma como eles ficaram diante da situação. Não demonstravam emoção, preocupação”, relatou Hudson Maldonado.

Para a polícia, a mãe atuou de forma ativa. Já o pai foi negligente com a situação. Não denunciou nem fez algo para mudar. O laudo cadavérico será concluído em 30 dias. O corpo da bebê foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal na manhã desta segunda-feira (5/11).

Prisão
No dia 30 de outubro, o juiz Aragonê Fernandes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), converteu a prisão de ambos os acusados em preventiva.

Na ata da audiência de custódia, o magistrado destacou que o crime é uma “daquelas situações que espanta o espírito e traz desassossego à alma”. Aragonê também apontou sinais de tortura apresentados no corpo da criança, como as múltiplas lesões e queimaduras, ressaltando que o pai foi vítima de abuso sexual na infância.

Nota da Saúde
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que Esther teve sua primeira consulta na Unidade Básica de Saúde nº 2, de Sobradinho II, no dia 10 de outubro. “Na avaliação clínica realizada por médico de família, foi constatada hematoma na clavícula, segundo a mãe da bebê, ocasionada por queda da banheira. A mãe também se queixou de vômitos em função de refluxo”, ressaltou.

Ainda de acordo com a pasta, consta no prontuário da paciente que os pais saíram da consulta com encaminhamento para internação no HRS, com diagnóstico de desnutrição e fratura de clavícula.

A secretaria esclarece que os pais chegaram a levar pequena à emergência ortopédica do HRS no mesmo dia. No entanto, não consta no relatório de atendimento a apresentação, por parte deles, de encaminhamento para internação. Por isso, a paciente foi atendida, medicada e liberada.

Fonte: https://www.metropoles.com/distrito-federal/quando-perdia-a-paciencia-jogava-a-bebe-no-chao-diz-mae-de-esther 

 

 

Professora da rede pública morre após ser baleada no peito durante assalto

Symone Gomes de Araújo, 48 anos, foi abordada por assaltantes quando chegava em casa. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu

Vítima era funcionária do Centro de Ensino Especial de Taguatinga(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

Uma mulher morreu na noite de domingo (28/10) vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) em Ceilândia. De acordo com informações da Polícia Civil, a professora Symone Gomes de Araújo, 48 anos, foi abordada por dois assaltantes no momento em que chegava em casa, na QNM 20, e levou um tiro no peito.

Symone e outra mulher estacionavam os seus veículos na garagem da residência da professora quando a dupla apareceu. Os criminosos fugiram apenas com o carro de Symone, um Fiat Palio vermelho. Após ser baleada, a vítima foi socorrida por policiais militares, que a levaram para o Hospital Regional de Ceilândia. Mesmo passando por cirurgia, ela não resistiu aos ferimentos.

Symone era professora de educação física do Centro de Ensino Especial de Taguatinga há pelo menos 10 anos. Vice-diretor da instituição, Helder Gonçalves, 33, disse que todos os funcionários da escola estão perplexos. “Não dá para acreditar. Ela era uma pessoa exemplar e muito querida pelos alunos. É difícil de aceitar. Uma perda enorme”, lamentou

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A 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) investiga o caso e procura pelos dois suspeitos de cometerem o crime. “Ainda não temos muitas informações sobre os assaltantes. Vamos concentrar os esforços para encontrar o carro primeiramente e, assim, localizar os criminosos”, disse o delegado-chefe da unidade, André Luís Leite. Ele não descartou a possibilidade de mais criminosos terem participado da ação.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP/DF), até setembro deste ano, 19 pessoas morreram vítimas de latrocínio no Distrito Federal. O número é menor em comparação ao mesmo período de 2017, quando a pasta contabilizou 27 mortes pelo crime.

Fonte: www.crreiobraziliense.com.br

EUA proíbem 7 sabores artificiais encontrados em sorvetes e doces


O FDA (Food and Drug Administration), órgão equivalente à Anvisa no Brasil, proibiu sete aditivos artificiais, a maioria dos quais são comumente encontrados como ingrediente artificial de sabor em sorvetes embalados, chicletes, assados e doces.

Seis dos ingredientes foram retirados por terem causado câncer em animais de laboratório em alguns estudos – são elas a benzofenona, acrilato de etila, éter eugenilmetílico, mirceno, pulegona e piridina – são comumente usados como imitações de menta natural, cítricos e sabores de canela. Já uma sétima substância foi excluída apenas por não estar mais sendo usada pela indústria de alimentos.

A benzofenona, por exemplo, foi encontrada em cereais matinais, produtos de panificação e produtos lácteos congelados, enquanto o pulegona é usado como aroma de hortelã em balas e gomas de mascar.

“Embora a recente avaliação da exposição dessas substâncias não indique que elas representem um risco para a saúde pública sob as condições de seu uso pretendido, os peticionários forneceram evidências de que essas substâncias causaram câncer em animais que foram expostos a doses muito mais altas”, concluiu o FDA em um comunicado de imprensa.

Pode parecer uma proibição estranha, se o risco só ocorre em altas doses, mas a FDA tem uma regra desde 1958 que nenhum aditivo alimentar que cause câncer em humanos ou animais em qualquer quantidade poderia ser aprovado por eles.

Os dados apresentados pelas organizações de defesa na petição original de 2015 foram baseados em estudos como o relatório de toxicologia publicado na Série de Relatórios Técnicos do Programa Nacional de Toxicologia em 2006.

O estudo relacionou o consumo de benzofenona em ratos ao aumento da incidência de leucemia, sarcoma histiocítico como problemas renais e hepáticos.

Com base nesses resultados, o FDA está proibindo ainda mais a benzofenona para uso em embalagens de produtos plásticos.

Até que os fabricantes de produtos que atualmente usam esses ingredientes como imitadores de aromas naturais encontrem substitutos artificiais adequados, eles são encorajados a usar menta natural, canela e frutas cítricas.