Covid-19: taxa de transmissão brasileira volta ao nível de descontrole

Com o fechamento da semana 36, o Imperial College avaliou que a Rt está em 1, ou seja, cada infectado transmite a doença para mais uma pessoa.

A taxa de transmissão (Rt) da covid-19 no Brasil subiu esta semana e voltou aos patamares de descontrole da doença. Na nova avaliação do Imperial College de Londres, o índice é de 1, ou seja, está no limiar dos níveis de descontrole. Isso significa que cada infectado transmite a doença para mais uma pessoa.

Na avaliação anterior, o país registrou a menor marca desde a intensificação da pandemia, com Rt em 0,94, mas não conseguiu manter a queda. Índices de 1 para cima indicam descontrole da transmissão e, com isso, o Brasil volta ao rol de nações com a doença sendo considerada ativa.

Até agosto, o Brasil chegou a ficar por 16 semanas consecutivas com Rt acima de 1, sendo o país da América Latina com mais longa permanência nos altos patamar de transmissão. O status do contágio continua sendo considerado lento a estagnado.

Este é um dos indicadores que ajuda no controle da epidemia, mas, para se manter baixo, precisa estar alinhado com outros elementos, como números de novos casos e óbitos, taxa de ocupação de leitos, e dados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).

No rol dos 72 países avaliados, o Brasil tem a 35ª maior taxa de contágio, uma piora de 12 colocações em relação a semana passada. Não há países da região latino-americana entre as cinco piores marcas de transmissão essa semana.

Mesmo diminuindo a taxa de 1,32 para 1,20, o Paraguai está com a pior marca entre os países da região, seguido pela Argentina, que, esta semana, registrou aumento na Rt de 1,09 para 1,17. Também com a transmissão sendo considerada descontrolada na América Latina estão: República Dominicana (1,13), Bolívia (1,07), Honduras (1,06), Costa Rica (1,04), Chile (1,02), Venezuela (1,02) e Brasil.

Fonte: https://bit.ly/3bBSXIe

Universitário acusado de série de estupros no DF também maltratava animais

Gabriel Bogdezevicius foi preso após divulgação de um vídeo em que ele e um amigo colocam lança-perfume para um filhote de cachorro cheirar

O universitário de 21 anos, preso nesta quinta-feira (27/8), acusado de cometer uma série de crimes sexuais contra adolescentes no Distrito Federal, já havia estado atrás das grades anteriormente, detido pelos mesmo policiais da 4ª Delegacia de Polícia (Guará). Em 19 de julho deste ano, Gabriel Alves dos Santos Bogdezevicius (foto em destaque) foi levado por investigadores após divulgação de um vídeo no qual ele e um amigo colocam lança-perfume para um filhote de cachorro cheirar.

Na época, a ação, batizada de Belle 2, ocorreu em apoio ao projeto de proteção aos animais Plante Sementes. Gabriel era o tutor do animal e disse aos policiais que havia adotado o filhote duas semanas antes. Os policiais constataram que o cão estava com vermes, desidratado e não havia sido vacinado.

O cachorrinho (foto abaixo) estava com o pelo coberto de cinzas de cigarro e ficava na varanda do apartamento, em local sujo de fezes. O universitário foi indiciado por maus-tratos e respondia ao processo em liberdade até ser preso novamente nesta quinta.

O animal foi apreendido e deixado aos cuidados da fundadora do projeto Plante Sementes. A denominação Belle faz referência a uma cadela americana, da raça Beagle, que ajudou a salvar a vida do dono.

Filhote de cachorro foi obrigado por Gabriel a cheirar lança-perfume

Estupros

Gabriel foi preso novamente acusado de cometer uma série de crimes sexuais contra adolescentes, quase sempre em festas fechadas e encontros de jovens. Ele é investigado pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável, importunação sexual, registro não autorizado de intimidade sexual e de divulgação de cenas de sexo, inclusive com participação de menores.

De acordo com as investigações, Gabriel pertence a uma família de classe média e tem muita popularidade nas redes sociais. Usando sua influência, ele procurava conhecer garotas, a maioria adolescentes ou jovens entre 18 e 20 anos. Ele atuava com o seguinte modus operandi: após conhecer as vítimas, passava a cortejá-las e insistia em encontrá-las pessoalmente, aparecendo na residência da garota sem ser convidado.

“Em seguida, Gabriel insistia em ficar com as vítimas e, em alguns casos, as forçava a beijá-lo e, sem autorização, passava as mãos em suas partes íntimas, como seios, nádegas e vagina”, explicou o delegado-adjunto da 4ªDP, João de Ataliba.

Ao delegado, vítimas relataram que o autor tinha o costume de dar beijos à força em algumas meninas, além de morder o pescoço delas, deixando marcas. “Quando conseguia ficar com a vítima, Gabriel insistia em manter relações sexuais com elas, existindo ao menos um relato de que ele tenha forçado uma menor de idade, mediante violência, a manter conjunção carnal com ele”, ressaltou Ataliba.

Gravações

A investigação ainda aponta que o autor gravou em vídeo a relação sexual que manteve com uma vítima adolescente, de forma clandestina, ou seja, sem o seu conhecimento, e que ele teria divulgado as imagens em redes sociais. A polícia suspeita que Gabriel tenha em seu poder outros vídeos de cunho sexual gravados de forma clandestina.

Na busca realizada na casa dele, os policiais encontraram um vídeo de sexo do autor. Entretanto, aparentemente, foi gravado com autorização da parceira. No imóvel, os policiais encontraram 19 porções de maconha, já fracionadas para difusão ilícita (vídeo abaixo), uma balança de precisão, um papel filme e a quantia de R$ 759.

Quando os policiais chegaram a casa, havia um menor de idade e uma jovem de 18 anos. Foram encontradas provas de que Gabriel e o menor estavam vendendo drogas de forma associada.

Diante de tais fatos, foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e de associação para o tráfico de drogas. Gabriel foi autuado na 4ª DP e o menor, apresentado na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).

Pelos crimes previstos na Lei de Drogas, Gabriel está sujeito a uma pena que pode alcançar os 25 anos de prisão. Por cada crime sexual, ele pode pegar de 1 a 15 anos, dependendo do fato praticado: importunação sexual, estupro, estupro de vulnerável, divulgação de vídeo e registro não autorizado de cena de sexo, entre outros.

Leia mais em www.metropoles.com

Bebês com síndrome de Down aguardam há meses por cirurgia cardíaca

O ICDF suspendeu cirurgias eletivas na última segunda-feira por falta de material e os bebês com síndrome de Down que precisam do procedimento estão com a saúde ameaçada

Lucca Rafael Freitas de Azevedo está internado desde que nasceu e aguarda cirurgia – (foto: Arquivo Pessoal Roseane Freitas Roque )

Mães de bebês com síndrome de Down reclamam que as crianças estão há meses aguardando por cirurgias cardíacas necessárias para bebês que nascem com o distúrbio genético. Segundo relataram, os hospitais estão sem insumos necessários para a realização do procedimento, em especial o Instituto Cardiológico do Distrito Federal (ICDF), hospital referência para cirurgias cardíacas infantis e de alta complexidade.

Roseane Freitas Roque, de 42 anos mora em Ceilândia, mas há quatro meses sua vida tem sido no hospital. Ela é mãe do pequeno Lucca Rafael Freitas de Azevedo, que nasceu com com hidrocefalia e síndrome de down no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Pela condição, ele tem que ser submetido a uma cirurgia cardíaca de correção, mas a mãe precisou entrar na Justiça para garantir o direito da criança. Segundo Roseane, aos quatro meses de vida, o filho Lucca já tem três decisões judiciais favoráveis, sendo uma de maio, uma de junho e uma de julho que determinam a realização do procedimento.

Depois do HRC, o bebê já passou pelo Hospital da Criança e, em 24 de julho, após a última decisão da Justiça, foi transferido para o ICDF para realização de cirurgia, que até hoje não aconteceu embora já tenha sido marcada algumas vezes. “Já marcaram umas três vezes, mas toda vez cancela. Marcam à noite e quando amanhece avisam que não tem material”, disse Roseane.

A mãe era diarista e teve que parar de trabalhar para cuidar do filho que, não conhece outro ambiente além do hospitalar. Quem vive situação parecida é Maria Luciene Gonçalves Araújo, de 39 anos, moradora do Sol Nascente.

A mãe de Davi Benjamin Araújo Reis, de apenas cinco meses, também teve que parar de trabalhar para cuidar do filho, que nasceu com síndrome de Down e precisa de uma cirurgia cardíaca. Após o nascimento, no HRC, ele ficou 23 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, teve alta, mas dias depois voltou ao hospital, no qual permaneceu por mais 30 dias. No começo desta semana, Davi teve uma crise e voltou ao hospital: está internado e se alimentando por sonda. “Nossa rotina é assim, casa hospital, casa hospital”, disse a mãe, Maria Luciene, angustiada.

O pediatra Getúlio Morato explica que aproximadamente metade das crianças com síndrome de Down apresentam alguma cardiopatia, mas nem todas precisam de cirurgia. Quando o procedimento é necessário, geralmente se espera chegar aos seis quilos ou aos seis meses de idade. “As cirurgias que precisam ser feitas antes disso geralmente são mais graves e, nesses casos, a demora pode agravar o quadro pois aumenta o fluxo para o pulmão, levando a quadros de hipertensão no pulmão em desenvolvimento e podendo levar a quadros variados de congestão pulmonar”, disse.

Respostas

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou, por meio de nota, que possui convênio com o ICDF e que todos os pagamentos estão em dia. Já o ICDF informou que reduziu os atendimentos em função da escassez de insumos médicos e suspendeu internações e procedimentos cardíacos que não sejam de emergência desde a última segunda-feira (17/08).O Instituto disse ainda que não pretende transferir pacientes pois possui condições de atender a todos. “Os principais medicamentos que estão faltando são as drogas vasoativas, anestésicos, sedativos, relaxantes musculares e antibióticos, além de outros materiais especiais. O ICDF segue trabalhando junto ao GDF e SES/DF para equalizar o mais breve possível os estoques para mantermos o acolhimento de todos pacientes de urgência e emergência, e somente os procedimentos eletivos sejam reagendados sem risco ao paciente.”

Sobre as crianças mencionadas na matéria, a secretaria de Saúde informou que Davi foi inserido na Central de Regulação pra fazer cirurgia no ICDF, mas não deu previsão sobre quando o procedimento será realizado. “Enquanto aguarda o procedimento, recebe o suporte da equipe de pediatria do HRC, com toda assistência indicada ao caso.”

O ICDF informou ainda que o pequeno Lucca foi incluído no programa cirúrgico de quarta-feira (19/08), mas devido a questões clinicas teve a cirurgia suspensa pela equipe de UTI cardiopediatrica. O procedimento será reagendado assim que o paciente estiver em condição de cirurgia.

 

*NOTA DO ICDF NA ÍNTEGRA

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), instituição privada sem fins lucrativos, reduziu os atendimentos devido à escassez de insumos médicos/hospitalares suspendendo as internações eletivas, principalmente, para procedimentos cardíacos. Exceção feita à hemodinâmica, que também estão suspensos os tratamentos agudos. A decisão foi tomada na segunda-feira, 17/08/2020.

Ressaltamos que o ICDF não interrompeu o atendimento de cirurgias cardíacas de emergências e transplantes inclusive, hoje, está realizando transplante de fígado, coração e cirurgia de emergência do programa de cardiopediatria.

A suspensão ocorre, em parte, pela situação de pandemia do COVID-19. Desde abril o ICDF vem tendo muita dificuldade na aquisição de determinados medicamentos e materiais especiais e, quando isso se torna possível, os preços praticados estão, em média, seis vezes mais caro. O aumento dos preços e a dificuldade de compras restringiu o estoque do ICDF que já era de 30 dias no máximo antes da pandemia.

Os principais medicamentos que estão faltando são as drogas vasoativas, anestésicos, sedativos, relaxantes musculares e antibióticos, além de outros materiais especiais.

O ICDF segue trabalhando junto ao GDF e SES/DF para equalizar o mais breve possível os estoques para mantermos o acolhimento de todos pacientes de urgência e emergência, e somente os procedimentos eletivos sejam reagendados sem risco ao paciente.

Sobre os transplantes de medula óssea (TMO), informamos que permanecem acontecendo, especialmente os do tipo autólogo e os alogênicos aparentados. O TMO alogênico não aparentado está suspenso, conforme informado anteriormente por dois motivos: a Unidade de Cuidados Especiais, onde ficavam internados os referidos pacientes, está acolhendo os pacientes de COVID-19 e também temos restrições de insumos pelos motivos apontados acima.

Em relação aos pacientes atualmente internados no ICDF não temos a intenção de transferi-los e temos condições de atendê-los.

Leia mais em www.correiobraziliense.com.br

Acusado de estuprar criança de 6 anos pode ter mais duas vítimas

O homem foi preso na madrugada de quarta (19/8) após a avó da vítima denunciar o abuso. O acusado trabalhava em uma creche

Em depoimento, uma suposta vítima contou que também foi abusada pelo acusado – (foto: Darcianne Diogo)

O homem acusado de estuprar uma criança de 6 anos pode ter feito, pelo menos, mais outras duas vítimas, segundo apontam as investigações da polícia. Na madrugada desta quarta-feira (19/8), policiais da 29ª Delegacia de Polícia cumpriram o mandado de prisão temporária contra o suspeito de 52 anos. O Correio flagrou o momento da prisão do suspeito.

Após a repercussão do caso do estupro contra a criança, uma sobrinha do acusado procurou a polícia para relatar sobre os abusos, que teriam ocorrido quando ela tinha 6 anos. A jovem contou que morava com os pais e os irmãos no mesmo lote que a avó paterna e o suspeito.

Em depoimento, ela diz ter se recordado de um dia em que estava deitada no sofá, no momento em que o tio a teria colocado a mão dentro do vestido e tocado as partes íntimas. Após isso, a menina se levantou, assustada, e correu. De acordo com o delegado à frente das investigações, Rafael Catunda, há indícios de que uma outra jovem teria sido vítima do suspeito.

O caso

O suspeito foi preso nesta quinta-feira. Após abusar da criança de 6 anos, ele fugiu para Itumbiara (GO). Sabendo que ele retornaria de viagem nesta madrugada, policiais fizeram campana na Rodoviária Interestadual de Brasília, mas o acusado desceu em outro terminal.

Por meio dos serviços de inteligência, os investigadores descobriram que o homem estava no Riacho Fundo e conseguiram capturá-lo. Segundo a apuração policial, ele era ex-companheiro da avó da vítima. No dia do crime, a idosa teria flagrado o suspeito acariciando as partes íntimas da neta, que estava sem calcinha. Na ocasião, ele se surpreendeu e desconversou, alegando que estava apenas cobrindo a criança.

“A vítima afirmou à avó que estava com as partes íntimas doendo. Na manhã do dia seguinte, na quarta-feira (12/8), a companheira confrontou o suspeito novamente. Ele não disse nada e fugiu pela janela da residência, apenas com a roupa do corpo e os documentos pessoais”, detalhou o delegado.

O Correio apurou que o acusado trabalhava em uma creche. De acordo com a apuração policial, o homem atuava como motorista administrativo na instituição e passava a maior parte do tempo ao lado de crianças. Até o momento, não há registros de que ele tenha abusado de crianças que frequentam a creche, mas os investidores não descartam a possibilidade. No entanto, segundo a polícia, o estabelecimento não teria colaborado com as investigações. “Eu pedi pra eles entrarem em contato com o suspeito e dizer que ele tinha que ir à creche assinar alguns papéis, mas se negaram e falaram que tinha que esperar 15 dias de ausência injustificada pra demitir por justa causa. Contudo, ontem, o acusado me disse que havia pedido demissão, ou seja, mentiram para mim”, garante o delegado.

Leia mais em www.correiobraziliense.com.br

Acusado de estuprar criança de 6 anos trabalhava em uma creche

Até o momento, não há registros de que o suspeito tenha abusado das crianças da creche, mas os investigadores não descartam a possibilidade(foto: Darcianne Diogo/CB/ DA Press)

O homem acusado de estuprar uma criança de 6 anos trabalhava em uma creche, segundo as investigações da polícia. Na madrugada desta quarta-feira (19/8), policiais da 29ª Delegacia de Polícia cumpriram o mandado de prisão temporária contra o suspeito de 52 anos. O Correio flagrou o momento da prisão.

De acordo com a apuração policial, o homem atuava como motorista administrativo na instituição e passava a maior parte do tempo ao lado de crianças. Até o momento, não há registros de que ele tenha abusado das crianças que frequentam a creche, mas os investigadores não descartam a possibilidade. O Correio apurou que a proprietária do estabelecimento deve prestar depoimento em breve à polícia. A reportagem tenta contato com a creche.

O crime ocorreu na terça-feira (11/8). Segundo as investigações, ele era ex-companheiro da avó da vítima. No dia do crime, a idosa teria flagrado o suspeito acariciando as partes íntimas da neta, que estava sem calcinha. Na ocasião, ele se surpreendeu e desconversou, alegando que estava apenas cobrindo a criança.

“A vítima afirmou à avó que estava com as partes íntimas doendo. Na manhã do dia seguinte, na quarta-feira (12/8), a companheira confrontou o suspeito novamente. Ele não disse nada e fugiu pela janela da residência, apenas com a roupa do corpo e os documentos pessoais”, detalhou o delegado à frente das investigações, Rafael Catunda.

De acordo com o delegado, a creche não teria colaborado com as investigações. “Eu pedi pra eles entrarem em contato com o suspeito e dizer que ele tinha que ir à creche assinar alguns papéis, mas se negaram e falaram que tinha que esperar 15 dias de ausência injustificada pra demitir por justa causa. Contudo, ontem, o acusado me disse que havia pedido demissão, ou seja, mentiram para mim”, finalizou.

Leia mais em www.correiobraziliense.com.br

“A criança não voltará para casa”, diz governador do Espírito Santo sobre menina de 10 anos estuprada

Governador Renato Casagrande admite, em conversa no CB.Poder, possibilidade de incluir a menina de 10 anos estuprada no Espírito Santo em programa de proteção a vítimas. Internada desde domingo em Pernambuco, garota deixou o hospital nesta quarta

(foto: Ed Alves/CB/D.A.Press)

As tratativas de mudança de endereço e identidade da menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada pelo tio, no Espírito Santo, já começaram. Foi o que revelou o governador do estado, Renato Casagrande (PSB), em entrevista ao CB.Poder — parceria do Correio e da TV Brasília. Segundo ele, o programa de proteção a vítimas do estado está à disposição da criança e da família. O caso ganhou repercussão nesta semana, após a Justiça permitir que a garota interrompesse a gestação. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

Qual apoio o estado do Espírito Santo dará à criança de 10 anos estuprada pelo tio?
O programa de proteção a vítimas que temos, aqui, no Espírito Santo, está à disposição da menina e da família. Certamente, eles já estarão protegidos por esse programa para que a menina possa passar por essa fase de recuperação psicológica e sua vida seja estabilizada. É um programa que dá toda a assistência e é coordenado pelo estado do Espírito Santo.

Para garantir o cumprimento da decisão judicial de interromper a gestação, houve obstáculos. Como foi esse processo?
A partir da decisão do juiz da comarca de São Mateus, tomada a partir de uma representação do Ministério Público, o MP e o Poder Judiciário estiveram em contato com o governo do estado, com a Secretaria de Saúde, para pedir ajuda no cumprimento da decisão judicial. E isso foi feito. A princípio, buscou-se fazer o procedimento no estado do Espírito Santo, mas o hospital não se sentiu em condições de fazer. Fomos, então, em busca de um hospital de referência em Uberlândia (MG), mas, como os números da covid-19 estão altos na região, eles acharam que não deveriam receber a criança. Então, entramos em contato com o doutor Olímpio (Moraes, diretor clínico do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros – Cisam), no Recife, que a recebeu e fez os procedimentos. Quando concluído, nós viabilizamos o retorno dessa criança para o nosso estado.

Como foi a atuação do Estado nesse caso? Eficiente?
O Estado deve dar apoio à família e à criança, protegê-la, em especial. Esse é o papel do Estado e, no cumprimento da decisão judicial, ele tomou todas as medidas necessárias. Também tivemos uma ação muito rápida da nossa equipe de segurança da Polícia Civil na busca pelo estuprador. Nós identificamos que ele estava em Betim, Belo Horizonte, e nossa equipe conseguiu alcançá-lo. Agora, está sob custódia no sistema prisional capixaba. O Estado, além de proteger a criança, precisa fazer justiça, com um julgamento legal nos termos da Constituição dessa pessoa autora desse fato triste e lamentável. Esse é um fato que teve repercussão, mas sabemos que existem crianças sendo abusadas todos os dias. É um assunto que deve ser denunciado. No caso dela, já estava sendo abusada havia 4 anos. Em geral, a maioria dos abusos acontece dentro das próprias famílias, então, é importante que as denúncias sejam feitas para que a gente possa tomar as providências contra quem comete esse tipo de crime.

Após a confusão na porta do hospital onde a criança estava internada, provocada por pessoas contrárias ao aborto, como fica a segurança da menina a partir de agora? Ela voltará para casa?
A criança não voltará para casa. O programa de proteção à vítima oferta uma outra residência, temporária e provisória, para ela e a família. O local é sigiloso. Ela ficará lá até o processo se estabilizar. Voltar ao normal após o que houve, acredito, é impossível. A dor é muito forte. Já houve conversas sobre isso hoje (ontem) de manhã. É importante a colaboração da imprensa e o apoio das pessoas nas redes sociais, porque a exposição dessa menina é muito ruim. Temos pessoas de todos os povos, e muitas pessoas são intolerantes. Existe quem defenda o procedimento e quem não defenda, e isso tem gerado tensões.

A extremista Sara Winter divulgou o nome e informações da criança, além de mobilizar um protesto contra o aborto em frente ao hospital. Como o senhor viu o episódio?
Cada um tem que saber da sua responsabilidade e consequências dos seus atos. A Sara Winter é uma pessoa muito influente nas redes sociais. Então, tudo o que ela faz, ela sabe que tem impacto. E, desta vez, foi grande, tanto que a rede social retirou a postagem do ar. Mas, expõe a família e a criança. Neste momento, em que usamos tanto as redes sociais, muitas vezes, acreditamos que podemos ir além daquilo que a lei nos permite, que podemos passar por cima da proteção, da inviolabilidade das pessoas. Mas, não, as redes são como a vida real. Se eu acusar alguém injustamente, posso, e devo, ser processado. (leia mais na reportagem ao lado)

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

Hambúrguer antes de sair do hospital

Antes de ter alta do hospital, nesta quarta-feira (19/8), no Recife, a menina de 10 anos que foi submetida a um aborto pediu para realizar um sonho: comer um hambúrguer. A criança estava internada desde domingo, no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), na capital pernambucana. “Ela disse que tinha um sonho, que foi realizado, que era comer um sanduíche do McDonald’s. Não sei dizer ao certo, mas, aparentemente, ela nunca havia comido um hambúrguer”, contou ao Correio o médico responsável por atender à criança, Olímpio Moraes. De acordo com o obstetra, antes de ser liberada, a garota foi presenteada com cartas, brinquedos, jogos eletrônicos e tablets. “Ela, finalmente, está segura, e sinto que fiz o meu papel como profissional da saúde, que é atenuar o sofrimento das pessoas e não julgar ou maltratar ninguém.” (Hellen Leite)

Veja a entrevista completa

Leia mais em www.correiobraziliense.com.br

Atividade física regular pode reduzir risco de demência em 28%

Médico endocrinologista explica efeito do exercício na melhora de processos cognitivos: estudos mostram que caminhadas, por exemplo, têm importante papel no aumento da massa cinzenta.

Demência pode ser caracterizada por perda progressiva sobretudo da memória, mas também compromete o pensamento, o julgamento e/ou a capacidade de adaptação a situações sociais. Atualmente, um novo caso de demência por todas as causas é detectado a cada quatro segundos em todo o mundo. Prevê-se também que a prevalência de demência aumente, pois o fator de risco número um é a idade e o número de idosos em todo o mundo está aumentando. Assim, a atual falta de tratamentos farmacêuticos eficazes para a demência está criando uma urgência no desenvolvimento de estratégias não farmacológicas para prevenir, ou pelo menos atrasar, o início e a progressão da doença. Como resultado, as abordagens do estilo de vida tornaram-se uma importante linha de investigação científica e interesse público. O aumento da atividade física é uma estratégia promissora para promover ou manter a saúde cognitiva mais tarde na vida. Evidências empíricas fortes e acumuladas sugerem que atividade física regular pode reduzir o risco de demência por todas as causas em 28%.

+ Alzheimer: atividade física é importante fator de proteção para demência
+ Caminhadas e corridas podem prevenir Doença de Alzheimer, diz médico


Assim, cumprir as diretrizes atuais para idosos com 150 minutos por semana de atividade física moderada a vigorosa pode ajudar a reduzir o risco de demência por todas as causas, prevenir outras comorbidades, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, e reduzir a mortalidade por todas as causas.

Proteção contra doenças neurodegenerativas

As doenças neurodegenerativas resultam da deterioração dos neurônios, que ao longo do tempo levam à neurodegeneração e a deficiências. Ensaios controlados randomizados demonstraram que o treinamento físico tem um efeito robusto na melhoria de certos processos cognitivos que podem ser importantes para o risco futuro de demência.

A atividade física pode ser protetora contra o declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas através de vários mecanismos possíveis. É provável que o exercício regular promova a saúde vascular, diminuindo a pressão arterial, lipídios, obesidade e marcadores inflamatórios e melhorando a função endotelial, que são fatores de risco para demência e doença de Alzheimer. Em particular, a circulação cerebral parece ser importante para o desempenho cognitivo e as adaptações ao exercício podem envolver melhor fluxo sanguíneo e suprimento de oxigênio nessas áreas. Outros mecanismos podem envolver efeitos na plasticidade cerebral e reserva cognitiva, angiogênese, neurogênese, sinaptogênese e aumento dos níveis de fatores neurotróficos.

Fatores de crescimento endógenos desempenham múltiplos papéis que facilitam a sobrevivência e a maturação de novos neurônios. Esses papéis são críticos para a neurogênese, plasticidade sináptica e angiogênese (crescimento de novos vasos sanguíneos). O fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) e o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1) são fatores de crescimento particularmente envolvidos nos efeitos positivos do exercício no cérebro e na cognição. Foi demonstrado em modelos animais que a atividade física regulamenta a produção de vários fatores e receptores de crescimento (como o neurotrófico derivado do cérebro e o de crescimento semelhante à insulina) e reduz a inflamação celular e o estresse oxidativo, mediando os efeitos terapêuticos e protetores do exercício sobre a função cerebral.

Existem evidências que sugerem que as citocinas pró-inflamatórias comprometem algumas das vias de sinalização do fator de crescimento no cérebro; portanto, ações anti-inflamatórias do exercício podem ser importantes.

Sedentarismo é fator de risco

Evidências também sugerem que comportamento sedentário pode aumentar o risco de morbidade e mortalidade. Comportamento sedentário está associado a vários riscos à saúde, incluindo diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade por todas as causas. Por isso, sugere-se limitar o tempo sedentário a menos de duas horas por dia e acumular mais de duas horas diárias de atividade de intensidade de luz (como caminhada leve). Evidências emergentes também sugerem que o comportamento sedentário está associado à função cognitiva.

Pesquisas sobre a relação entre comportamento sedentário e inflamação só recentemente surgiram. Existem evidências que envolvem o tecido adiposo branco localizado centralmente, incluindo gordura visceral, como mediador do relacionamento sedentário-inflamatório. Sabe-se que a obesidade ativa a cascata inflamatória em locais metabolicamente ativos nos níveis celular (células imunes) e sistêmico (veia porta do fígado), resultando em níveis elevados de adipocinas em circulação. Além disso, estudos relataram associações entre comportamento sedentário e múltiplas adipocinas, incluindo proteína C reativa (PCR), interleucina-6 (IL-6), leptina e fator de necrose tumoral alfa (TNF-a). Sugeriu-se uma forte conexão entre o comportamento sedentário e a inflamação.

Também existem evidências que associam a inflamação relacionada à obesidade à disfunção cognitiva. Demonstrou-se que a inflamação prediz maior risco de demência e muitos biomarcadores inflamatórios têm sido associados à redução do volume total do cérebro e da cognição em estudos transversais, conectando a inflamação ao comprometimento cognitivo.

Ferramentas não invasivas de neuroimagem, como a ressonância magnética, oferecem uma maneira de medir a estrutura cerebral com especificidade do tipo de tecido (substância cinzenta e branca). Com a idade, são esperados declínios acelerados na densidade da substância cinzenta e na integridade da substância branca durante todo o processo de envelhecimento. Os participantes de um estudo que caminharam 40 minutos três vezes por semana aumentaram o volume de massa cinzenta nas regiões temporal pré-frontal, parietal e lateral do cérebro e aumentaram o volume de substância branca (MM) no corpo caloso. Esse resultado levou à hipótese de que o declínio estrutural relacionado à idade não é inevitável e que o exercício pode impedir o declínio relacionado à idade. Talvez os benefícios mais robustos do aumento da atividade física na estrutura cerebral sejam evidentes na população idosa, onde declínios acelerados na densidade da substância cinzenta e na integridade da substância branca ocorrem normalmente durante todo o processo de envelhecimento.

Em conclusão, os estudos sugerem que a atividade física é protetora contra o risco futuro de demência. Como a maioria dos idosos é fisicamente inativa (ou seja, não se envolve em ≥150 min / semana de atividade física moderada a vigorosa) e fica aquém dessas recomendações, o aumento da atividade física moderada a vigorosa entre idosos tornou-se uma prioridade de saúde pública. Lembrando da importância do acompanhamento de profissionais da saúde capacitados para orientar a prática de exercícios físicos, principalmente na população idosa.

Referências bibliográficas:

1 -Falck RS, Davis JC, Liu-Ambrose T. What is the association between sedentary behaviour and cognitive function? A systematic review. British Journal of Sports Medicine 2017;51:800-811.
2Fang X, Han D, Cheng Q, et al. Association of Levels of Physical Activity With Risk of Parkinson Disease: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Netw Open. 2018;1(5):e182421.
3 – Hamer, M., & Chida, Y. (2009). Physical activity and risk of neurodegenerative disease: A systematic review of prospective evidence. Psychological Medicine, 39(1), 3-11.
4 – Nelson ME, Rejeski WJ, Blair SN, et al. Physical activity and public health in older adults: recommendation from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Circulation. 2007;116(9):1094-1105.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/

Mãe procura filha doada há 30 anos, após o parto em Luziânia (GO)

Divina Bueno está em busca da filha que doou após o parto, há 30 anos, no município goiano de Luziânia. Uma história triste, mas cercada de crença na possibilidade de reencontrá-la. Na lembrança, ela guarda apenas o choro do bebê


Um reencontro com alguém pressupõe a existência de uma separação prévia, de uma convivência que existiu, mas Divina Bueno, de 49 anos, busca por alguém de quem ela conhece apenas o som do choro da hora do parto. Não tem ideia dos traços do rosto da filha, nem da altura, ou do tom de sua voz, mas com uma ponta de esperança procura nos traços de jovens mulheres, indícios do bebê que entregou ainda na maternidade, em Luziânia (GO), há 30 anos.

Sentada à mesa, a dona de casa tem os braços grudados ao corpo e começa a contar sua história em um tom de voz baixo e tímido. As lágrimas estão grudadas em seus olhos, elas não desaparecem, mas também não escorrem pelas bochechas. Ficam paradas no olhar. Fixas como a dor que ela sente todos os dias desde 28 de junho de 1990, quando doou, por engano, segundo ela, a filha recém-nascida a quem daria o nome de Rafaela.

Filha de mãe solteira e cozinheira de frigorífico, Divina se viu grávida pela segunda vez aos 19 anos. Numa casa em que havia pouco para se dividir, não aceitaram uma boca a mais para comer. Desesperada para apaziguar a relação com a mãe, se sentiu pressionada a dizer que doaria a criança quando nascesse. “Eu disse que ia dar o bebê, mas foi da boca para fora e me arrependo todos os dias de ter falado isso”, conta.

Divina tinha uma filha de 3 anos na época, mas se separou do pai da primogênita quando ela tinha 9 meses. Foi então que conheceu o pai da segunda filha. “Namoramos um ano e meio, mas ele bebia muito e, no dia que fui contar (que estava grávida), o clima não estava bom, e eu fui embora. Terminamos o namoro no mesmo dia, sem ele saber”, relembra.

Divina estava solteira, com uma filha para criar e outro bebê no ventre, quando uma conhecida da família ficou sabendo que a jovem tinha a intenção de doar a criança. A mulher se aproximou contando que sabia de um casal interessado em adotar um recém-nascido. Em algumas conversas na porta da escola onde Divina estudava, convenceu a jovem a ir ao médico, pagou consultas e exames e marcou a data do parto, sem avisar a jovem.

Os detalhes daquele dia não saem da mente de Divina. Não havia mais que quatro pessoas envolvidas no procedimento, realizado num hospital, e era perto do meio-dia quando a prepararam para a cirurgia cesariana. “Quando nasceu eu escutei os médicos falando que era uma menina e ouvi o choro dela, depois um deles disse: ‘Embrulha ela bem que ela vai viajar’, então eu não escutei e nem vi mais nada”, conta, em um relato emocionado da história. “Após o parto, eu apaguei e acordei perto das 20h naquele dia, perguntei sobre a minha filha, e a enfermeira me disse que ela tinha ido fazia tempo”, diz Divina, que acredita que a menina tenha sido entregue a um casal de Belo Horizonte.

Divina fazia planos para o dia que a filha Rafaela nascesse. Achava que poderia ter tempo de segurar a criança e dizer que não a doaria. “Mas foi tudo muito rápido, não deu tempo de pensar e reagir, eu nunca doaria ela”, conta, dessa vez em prantos.

Um dia depois, ela estava em casa. Sem a filha e com um enorme sentimento de vazio. Nenhum dia após o nascimento de Rafaela foi fácil para Divina. Todos os aniversários, datas comemorativas e reuniões de família são permeadas pelo vazio de não ter a criança que gerou. Neste ano, tomou coragem e pediu à filha mais velha, Grasi Bueno, de 33 anos, para usar a visibilidade que tem no Instagram e postar um vídeo seu, contanto sua história e desejo de reencontrar sua filha. “À época, eu era muito nova, humilde, fiquei com medo, porque o médico me falou para eu não contar a ninguém. Se a gente soubesse do destino não fazia tanta besteira”, diz.

Uma semana depois, Divina voltou ao hospital em busca de alguma pista sobre a filha, mas não encontrou o prontuário ou documentos do nascimento recente. Ao Correio, o Hospital Santa Luzia, em Luziânia, onde a menina nasceu, informou que os registros médicos são guardados por até 20 anos, é impossível achar o prontuário de Divina nos arquivos da unidade.
“Nos primeiros anos, eu tinha muita esperança. A mulher que a levou tinha me prometido que, quando ela completasse 7 anos, a traria para me conhecer. Eu contei os anos, os dias e os minutos e nunca aconteceu. Atualmente, fica muito mais difícil procurar, porque essa mulher morreu há mais de 10 anos, segundo me informaram, não tenho mais como perguntar para quem ela entregou a minha filha”, diz Divina.

Anos depois, uma reviravolta na história. Divina reencontrou o pai de sua filha em uma sorveteria. “Ficamos separados 13 anos e quando o reencontrei voltamos a namorar e eu contei que havia engravidado e doado nossa filha. Me casei com ele novamente e estamos juntos há mais de 15 anos, mas ele também quer encontrá-la, pois essa é a única filha biológica que ele tem”.

Adoção à brasileira

Registrar o filho de outra pessoa ou atribuir parto alheio como próprio é crime previsto no artigo 242 do Código Penal. Já transferir uma criança ou adolescente a terceiros, sem autorização judicial, desrespeita o artigo 30 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Apesar disso, explica a responsável pela seção de adoção da Vara da Infância e da Juventude do DF, Andrea Porto Peixoto, a chamada “adoção à brasileira” continua acontecendo. Em oito anos de trabalho nessa área, ela viu casos como o de Divina repetirem-se algumas vezes.

“O ECA vem nessa via de garantir o direito da criança e do adolescente. A adoção é uma medida que visa atender a convivência familiar e comunitária dessas crianças, então uma adoção mediada pela Justiça protege todos os envolvidos, mas principalmente a criança, que não perde aspectos da própria história, que acabam se perdendo nesses processos ilegais”, explica.

No Brasil, um bebê só pode ser entregue à adoção depois que a mãe declara às autoridades o motivo pelo qual ela não pode ficar com a criança. Ao contrário da “adoção à brasileira”, essa entrega voluntária é um processo legal amparado pela lei e não é passível de punição. Nesses casos, a mulher passa por acompanhamento na Vara da Infância e da Juventude para que as autoridades conheçam seu estado emocional, psicológico, financeiro e estrutura familiar. “A mãe que deseja fazer a entrega legal de seu recém-nascido não deve ser julgada, mas amparada, porque ela está tomando uma atitude responsável e demonstrando interesse em oferecer segurança e melhores condições de crescimento à criança”, comenta Andrea.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/