Atividade física regular pode reduzir risco de demência em 28%

Médico endocrinologista explica efeito do exercício na melhora de processos cognitivos: estudos mostram que caminhadas, por exemplo, têm importante papel no aumento da massa cinzenta.

Demência pode ser caracterizada por perda progressiva sobretudo da memória, mas também compromete o pensamento, o julgamento e/ou a capacidade de adaptação a situações sociais. Atualmente, um novo caso de demência por todas as causas é detectado a cada quatro segundos em todo o mundo. Prevê-se também que a prevalência de demência aumente, pois o fator de risco número um é a idade e o número de idosos em todo o mundo está aumentando. Assim, a atual falta de tratamentos farmacêuticos eficazes para a demência está criando uma urgência no desenvolvimento de estratégias não farmacológicas para prevenir, ou pelo menos atrasar, o início e a progressão da doença. Como resultado, as abordagens do estilo de vida tornaram-se uma importante linha de investigação científica e interesse público. O aumento da atividade física é uma estratégia promissora para promover ou manter a saúde cognitiva mais tarde na vida. Evidências empíricas fortes e acumuladas sugerem que atividade física regular pode reduzir o risco de demência por todas as causas em 28%.

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Assim, cumprir as diretrizes atuais para idosos com 150 minutos por semana de atividade física moderada a vigorosa pode ajudar a reduzir o risco de demência por todas as causas, prevenir outras comorbidades, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, e reduzir a mortalidade por todas as causas.

Proteção contra doenças neurodegenerativas

As doenças neurodegenerativas resultam da deterioração dos neurônios, que ao longo do tempo levam à neurodegeneração e a deficiências. Ensaios controlados randomizados demonstraram que o treinamento físico tem um efeito robusto na melhoria de certos processos cognitivos que podem ser importantes para o risco futuro de demência.

A atividade física pode ser protetora contra o declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas através de vários mecanismos possíveis. É provável que o exercício regular promova a saúde vascular, diminuindo a pressão arterial, lipídios, obesidade e marcadores inflamatórios e melhorando a função endotelial, que são fatores de risco para demência e doença de Alzheimer. Em particular, a circulação cerebral parece ser importante para o desempenho cognitivo e as adaptações ao exercício podem envolver melhor fluxo sanguíneo e suprimento de oxigênio nessas áreas. Outros mecanismos podem envolver efeitos na plasticidade cerebral e reserva cognitiva, angiogênese, neurogênese, sinaptogênese e aumento dos níveis de fatores neurotróficos.

Fatores de crescimento endógenos desempenham múltiplos papéis que facilitam a sobrevivência e a maturação de novos neurônios. Esses papéis são críticos para a neurogênese, plasticidade sináptica e angiogênese (crescimento de novos vasos sanguíneos). O fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) e o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1) são fatores de crescimento particularmente envolvidos nos efeitos positivos do exercício no cérebro e na cognição. Foi demonstrado em modelos animais que a atividade física regulamenta a produção de vários fatores e receptores de crescimento (como o neurotrófico derivado do cérebro e o de crescimento semelhante à insulina) e reduz a inflamação celular e o estresse oxidativo, mediando os efeitos terapêuticos e protetores do exercício sobre a função cerebral.

Existem evidências que sugerem que as citocinas pró-inflamatórias comprometem algumas das vias de sinalização do fator de crescimento no cérebro; portanto, ações anti-inflamatórias do exercício podem ser importantes.

Sedentarismo é fator de risco

Evidências também sugerem que comportamento sedentário pode aumentar o risco de morbidade e mortalidade. Comportamento sedentário está associado a vários riscos à saúde, incluindo diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade por todas as causas. Por isso, sugere-se limitar o tempo sedentário a menos de duas horas por dia e acumular mais de duas horas diárias de atividade de intensidade de luz (como caminhada leve). Evidências emergentes também sugerem que o comportamento sedentário está associado à função cognitiva.

Pesquisas sobre a relação entre comportamento sedentário e inflamação só recentemente surgiram. Existem evidências que envolvem o tecido adiposo branco localizado centralmente, incluindo gordura visceral, como mediador do relacionamento sedentário-inflamatório. Sabe-se que a obesidade ativa a cascata inflamatória em locais metabolicamente ativos nos níveis celular (células imunes) e sistêmico (veia porta do fígado), resultando em níveis elevados de adipocinas em circulação. Além disso, estudos relataram associações entre comportamento sedentário e múltiplas adipocinas, incluindo proteína C reativa (PCR), interleucina-6 (IL-6), leptina e fator de necrose tumoral alfa (TNF-a). Sugeriu-se uma forte conexão entre o comportamento sedentário e a inflamação.

Também existem evidências que associam a inflamação relacionada à obesidade à disfunção cognitiva. Demonstrou-se que a inflamação prediz maior risco de demência e muitos biomarcadores inflamatórios têm sido associados à redução do volume total do cérebro e da cognição em estudos transversais, conectando a inflamação ao comprometimento cognitivo.

Ferramentas não invasivas de neuroimagem, como a ressonância magnética, oferecem uma maneira de medir a estrutura cerebral com especificidade do tipo de tecido (substância cinzenta e branca). Com a idade, são esperados declínios acelerados na densidade da substância cinzenta e na integridade da substância branca durante todo o processo de envelhecimento. Os participantes de um estudo que caminharam 40 minutos três vezes por semana aumentaram o volume de massa cinzenta nas regiões temporal pré-frontal, parietal e lateral do cérebro e aumentaram o volume de substância branca (MM) no corpo caloso. Esse resultado levou à hipótese de que o declínio estrutural relacionado à idade não é inevitável e que o exercício pode impedir o declínio relacionado à idade. Talvez os benefícios mais robustos do aumento da atividade física na estrutura cerebral sejam evidentes na população idosa, onde declínios acelerados na densidade da substância cinzenta e na integridade da substância branca ocorrem normalmente durante todo o processo de envelhecimento.

Em conclusão, os estudos sugerem que a atividade física é protetora contra o risco futuro de demência. Como a maioria dos idosos é fisicamente inativa (ou seja, não se envolve em ≥150 min / semana de atividade física moderada a vigorosa) e fica aquém dessas recomendações, o aumento da atividade física moderada a vigorosa entre idosos tornou-se uma prioridade de saúde pública. Lembrando da importância do acompanhamento de profissionais da saúde capacitados para orientar a prática de exercícios físicos, principalmente na população idosa.

Referências bibliográficas:

1 -Falck RS, Davis JC, Liu-Ambrose T. What is the association between sedentary behaviour and cognitive function? A systematic review. British Journal of Sports Medicine 2017;51:800-811.
2Fang X, Han D, Cheng Q, et al. Association of Levels of Physical Activity With Risk of Parkinson Disease: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Netw Open. 2018;1(5):e182421.
3 – Hamer, M., & Chida, Y. (2009). Physical activity and risk of neurodegenerative disease: A systematic review of prospective evidence. Psychological Medicine, 39(1), 3-11.
4 – Nelson ME, Rejeski WJ, Blair SN, et al. Physical activity and public health in older adults: recommendation from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Circulation. 2007;116(9):1094-1105.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/

Mãe procura filha doada há 30 anos, após o parto em Luziânia (GO)

Divina Bueno está em busca da filha que doou após o parto, há 30 anos, no município goiano de Luziânia. Uma história triste, mas cercada de crença na possibilidade de reencontrá-la. Na lembrança, ela guarda apenas o choro do bebê


Um reencontro com alguém pressupõe a existência de uma separação prévia, de uma convivência que existiu, mas Divina Bueno, de 49 anos, busca por alguém de quem ela conhece apenas o som do choro da hora do parto. Não tem ideia dos traços do rosto da filha, nem da altura, ou do tom de sua voz, mas com uma ponta de esperança procura nos traços de jovens mulheres, indícios do bebê que entregou ainda na maternidade, em Luziânia (GO), há 30 anos.

Sentada à mesa, a dona de casa tem os braços grudados ao corpo e começa a contar sua história em um tom de voz baixo e tímido. As lágrimas estão grudadas em seus olhos, elas não desaparecem, mas também não escorrem pelas bochechas. Ficam paradas no olhar. Fixas como a dor que ela sente todos os dias desde 28 de junho de 1990, quando doou, por engano, segundo ela, a filha recém-nascida a quem daria o nome de Rafaela.

Filha de mãe solteira e cozinheira de frigorífico, Divina se viu grávida pela segunda vez aos 19 anos. Numa casa em que havia pouco para se dividir, não aceitaram uma boca a mais para comer. Desesperada para apaziguar a relação com a mãe, se sentiu pressionada a dizer que doaria a criança quando nascesse. “Eu disse que ia dar o bebê, mas foi da boca para fora e me arrependo todos os dias de ter falado isso”, conta.

Divina tinha uma filha de 3 anos na época, mas se separou do pai da primogênita quando ela tinha 9 meses. Foi então que conheceu o pai da segunda filha. “Namoramos um ano e meio, mas ele bebia muito e, no dia que fui contar (que estava grávida), o clima não estava bom, e eu fui embora. Terminamos o namoro no mesmo dia, sem ele saber”, relembra.

Divina estava solteira, com uma filha para criar e outro bebê no ventre, quando uma conhecida da família ficou sabendo que a jovem tinha a intenção de doar a criança. A mulher se aproximou contando que sabia de um casal interessado em adotar um recém-nascido. Em algumas conversas na porta da escola onde Divina estudava, convenceu a jovem a ir ao médico, pagou consultas e exames e marcou a data do parto, sem avisar a jovem.

Os detalhes daquele dia não saem da mente de Divina. Não havia mais que quatro pessoas envolvidas no procedimento, realizado num hospital, e era perto do meio-dia quando a prepararam para a cirurgia cesariana. “Quando nasceu eu escutei os médicos falando que era uma menina e ouvi o choro dela, depois um deles disse: ‘Embrulha ela bem que ela vai viajar’, então eu não escutei e nem vi mais nada”, conta, em um relato emocionado da história. “Após o parto, eu apaguei e acordei perto das 20h naquele dia, perguntei sobre a minha filha, e a enfermeira me disse que ela tinha ido fazia tempo”, diz Divina, que acredita que a menina tenha sido entregue a um casal de Belo Horizonte.

Divina fazia planos para o dia que a filha Rafaela nascesse. Achava que poderia ter tempo de segurar a criança e dizer que não a doaria. “Mas foi tudo muito rápido, não deu tempo de pensar e reagir, eu nunca doaria ela”, conta, dessa vez em prantos.

Um dia depois, ela estava em casa. Sem a filha e com um enorme sentimento de vazio. Nenhum dia após o nascimento de Rafaela foi fácil para Divina. Todos os aniversários, datas comemorativas e reuniões de família são permeadas pelo vazio de não ter a criança que gerou. Neste ano, tomou coragem e pediu à filha mais velha, Grasi Bueno, de 33 anos, para usar a visibilidade que tem no Instagram e postar um vídeo seu, contanto sua história e desejo de reencontrar sua filha. “À época, eu era muito nova, humilde, fiquei com medo, porque o médico me falou para eu não contar a ninguém. Se a gente soubesse do destino não fazia tanta besteira”, diz.

Uma semana depois, Divina voltou ao hospital em busca de alguma pista sobre a filha, mas não encontrou o prontuário ou documentos do nascimento recente. Ao Correio, o Hospital Santa Luzia, em Luziânia, onde a menina nasceu, informou que os registros médicos são guardados por até 20 anos, é impossível achar o prontuário de Divina nos arquivos da unidade.
“Nos primeiros anos, eu tinha muita esperança. A mulher que a levou tinha me prometido que, quando ela completasse 7 anos, a traria para me conhecer. Eu contei os anos, os dias e os minutos e nunca aconteceu. Atualmente, fica muito mais difícil procurar, porque essa mulher morreu há mais de 10 anos, segundo me informaram, não tenho mais como perguntar para quem ela entregou a minha filha”, diz Divina.

Anos depois, uma reviravolta na história. Divina reencontrou o pai de sua filha em uma sorveteria. “Ficamos separados 13 anos e quando o reencontrei voltamos a namorar e eu contei que havia engravidado e doado nossa filha. Me casei com ele novamente e estamos juntos há mais de 15 anos, mas ele também quer encontrá-la, pois essa é a única filha biológica que ele tem”.

Adoção à brasileira

Registrar o filho de outra pessoa ou atribuir parto alheio como próprio é crime previsto no artigo 242 do Código Penal. Já transferir uma criança ou adolescente a terceiros, sem autorização judicial, desrespeita o artigo 30 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Apesar disso, explica a responsável pela seção de adoção da Vara da Infância e da Juventude do DF, Andrea Porto Peixoto, a chamada “adoção à brasileira” continua acontecendo. Em oito anos de trabalho nessa área, ela viu casos como o de Divina repetirem-se algumas vezes.

“O ECA vem nessa via de garantir o direito da criança e do adolescente. A adoção é uma medida que visa atender a convivência familiar e comunitária dessas crianças, então uma adoção mediada pela Justiça protege todos os envolvidos, mas principalmente a criança, que não perde aspectos da própria história, que acabam se perdendo nesses processos ilegais”, explica.

No Brasil, um bebê só pode ser entregue à adoção depois que a mãe declara às autoridades o motivo pelo qual ela não pode ficar com a criança. Ao contrário da “adoção à brasileira”, essa entrega voluntária é um processo legal amparado pela lei e não é passível de punição. Nesses casos, a mulher passa por acompanhamento na Vara da Infância e da Juventude para que as autoridades conheçam seu estado emocional, psicológico, financeiro e estrutura familiar. “A mãe que deseja fazer a entrega legal de seu recém-nascido não deve ser julgada, mas amparada, porque ela está tomando uma atitude responsável e demonstrando interesse em oferecer segurança e melhores condições de crescimento à criança”, comenta Andrea.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Número de mulheres que gerenciam os próprios recursos é cada vez maior

Cursos voltados ao público feminino ensinam a lidar com dinheiro e investimento e ajudam a abrir espaço para elas num campo ainda dominado por homens
Contato com vítimas de violência doméstica estimulou Carolina Daher a criar um blog sobre finanças
(foto: Gabriel Pinheiro/Esp. CB/D.A Press – 28/11/2019)

O mercado financeiro ainda é, predominantemente, um ambiente masculino, o que pode ser explicado pela cultura patriarcal, na qual, até poucas décadas atrás, os homens eram os únicos responsáveis pelo sustento e o gerenciamento dos bens da família. Mas, em uma sociedade cada vez mais descolada desses padrões, um número crescente de mulheres tem aprendido a lidar com dinheiro e investimentos. Graças, em grande parte, à facilidade de acesso a informações financeiras na internet.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), a maioria absoluta de investidores pessoas físicas (74,7%) ainda é de homens. Mas a quantidade de mulheres cadastradas nunca foi tão alta. Em 2002, elas eram apenas 15 mil e ficaram abaixo dos 100 mil até 2007, quando atingiu a marca de 112 mil. A partir daí, as investidoras não pararam mais de ocupar espaço no pregão paulista: de 179 mil, em 2018, foram para 388 mil, chegando a 23,1% do total. Em junho último, dos 2,6 milhões de investidores na Bolsa, 648 mil (24,2%) eram mulheres.

Entre elas, a faixa etária que mais investe vai de 26 a 35 anos, com cerca de 210 mil investidoras. Do total de R$ 348 bilhões em investimentos na Bolsa, R$ 74,5 bilhões são de mulheres. São Paulo é o estado com o maior percentual de investidoras na B3, com 263,6 mil. Iniciativas de educação financeira têm sido protagonistas nessa história.

Foco
Caroline Daher, 34 anos, é a idealizadora do blog Mulher na Bolsa, lançado em 2018. No espaço, ela compartilha informações sobre o mercado financeiro, com foco no público feminino. O objetivo, segundo ela, é quebrar o preconceito sobre a participação de mulheres no mundo dos investimentos.

“Eu mesma achava que investimento era coisa só de homem, até que comecei a pesquisar mais e me apaixonei por renda variável. Eu investia desde os 18 anos, mas era bem conservadora, só aplicava em renda fixa”, conta. “De 2017 para cá, passei a migrar para a renda variável. E pensei: por que não contar para outras mulheres e incentivá-las?”

A decisão de criar o blog foi baseada, também, na experiência profissional de Carolina. Com formação jurídica, ela trabalhou por vários anos no serviço público, no qual teve contato com vítimas de violência doméstica. “A gente percebia que muitas mulheres retornavam ao convívio com os agressores por uma questão financeira. Elas não cuidavam do próprio dinheiro”, diz.

Carolina Daher conta que, toda semana, recebe feedbacks positivos de mulheres que se sentem representadas, mas, curiosamente, a maior parte do público é de homens. Para ela, o aumento da participação feminina no mercado financeiro depende não só das mulheres, mas dos homens, também. “Meu pai, lá atrás, me incentivou, disse para eu ir em frente, que eu era capaz, que eu era uma mulher que poderia escolher meu futuro”, lembra. “Mas, nos lares, o homem ainda tem um poder de decisão muito grande.”

Maria Helena Válio já atuava há 30 anos no mercado financeiro quando decidiu fundar o curso Women Invest. A iniciativa nasceu em 2019, de um grupo no Facebook formado por mulheres que mostraram interesse de aprender sobre finanças e sugeriram o nome dela para fazer a ponte com especialistas no assunto. “Criei o Woman Invest com duas regras específicas: a primeira é que seria um grupo só para mulheres; a segunda, que não poderiam ser do mercado financeiro”, explica.

Desde março do ano passado, ela promove palestras com profissionais de corretoras e instituições financeiras. “Todo mundo topa falar com a gente”, conta. Ela diz fazer um papel de “tradutora”, tornando acessível a linguagem utilizada pelos convidados nas palestras. “Quando a gente escolhe quem vai falar com elas, tanto faz o sexo. Na nossa plateia, sim, só tem mulher. Elas são superdisciplinadas, levam caderno e querem, de fato, aprender”, ressalta Maria Helena.

Roberta Martini, 44, é uma das participantes do grupo. A decoradora de eventos e empresária diz que começou a se interessar por educação financeira após ouvir do filho, de 13 anos, que os investimentos da família estavam sendo feitos de forma errada. “Procurei o grupo para aprender a investir. Comecei a assistir a todas as aulas, a entender, a interagir com o assunto. A Maria Helena me ajudou a montar minha carteira de investimentos e, de lá pra cá, eu que faço tudo”, relata.

Beatriz Dutra, 60, é administradora de imóveis e também faz parte do grupo liderado por Maria Helena. Seu objetivo foi conseguir independência dos gerentes de banco, após se ver em uma situação mais complicada. “Acredito que gerentes fazem um bom trabalho, mas quando você sabe, sente-se mais confortável. Queria entender mais de economia, de investimentos, e não ficar restrita àquilo que me ofereciam.”

Professor do Insper, Ricardo Rocha dará um curso on-line neste mês por meio do Woman Invest. “No Insper, tenho uma matéria sobre mercado em que metade dos alunos é de mulheres. Temos que quebrar essa coisa machista já na graduação. Mas o mercado não é protecionista. Esse equilíbrio faz a sociedade melhor”, afirma.

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*Estagiário sob a supervisão de Odail Figueiredo

Justiça propõe retorno presencial escalonado para escolas particulares

Em audiência com GDF, o Ministério Público do Trabalho sugeriu retomada a partir de 10 de agosto


(foto: Bruno Peres/Esp. CB/D.A Press)

Em mais um dia de discussões a respeito da volta às aulas presenciais das escolas particulares, o Governo do Distrito Federal (GDF) esteve, na manhã desta segunda-feira (3/8), em audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT). A juíza da 6ª Vara da Justiça do Trabalho apresentou proposta de retorno escalonado, o que já será feito pela rede pública de ensino.

A proposta ainda será analisada pelo GDF, que tem até quarta-feira (5/8), para decidir se aprova ou não. Em caso positivo, as atividades retornam a partir de 10 de agosto, para os estudantes do Ensino Médio e profissionalizante.

Em seguida, em 17 de agosto, é a vez dos anos finais do Ensino Fundamental. Por fim, em 24 de agosto, retornam os anos iniciais do Ensino Fundamental, e Educação Infantil. Caso o GDF não concorde com a proposta, caberá à Justiça decidir se irá permitir ou não a retomada das aulas.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe) também participou da audiência. Em nota oficial, afirmou que aproveitou a oportunidade para destacar a necessidade de resguardar a autonomia das escolas, que, desde março, estudam medidas de profilaxia. “A proposta (apresentada) não contemplava o interesse das escolas e reiteramos isso em audiência.”

Já o Sindicato dos Professores das Entidades de Ensino Particulares (Sinproep), se mostrou favorável. “Essa proposta é razoável, uma vez que determina o retorno das aulas de forma gradual, o que possibilita uma melhor avaliação do nível de contaminação no DF para que a gente possa ter mais segurança na retomada das aulas presenciais”, afirmou o diretor jurídico da entidade, Rodrigo de Paula.

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Síndico ameaça envenenar grama de prédio no DF: “Cachorro aqui vai morrer”

Caso ocorreu na manhã desta quarta-feira (22/7), no Sudoeste. Responsável pelo prédio alega que área verde é propriedade particular

O vídeo do síndico de um prédio no Sudoeste ameaçando colocar veneno no jardim do condomínio para evitar que cachorros circulem pelas imediações do local ganhou as redes sociais nesta quarta-feira (22/7). Na gravação, o homem discute com mulheres que estavam passeando com os animais de estimação e afirma: “se vier cachorro aqui, vai morrer”.

O caso ocorreu no bloco B da SQSW 103. De acordo com a estudante Isabella Caetano, 24 anos, a confusão começou quando a mãe dela passeava com as duas cachorrinhas que tem. “Somos moradoras de outro prédio na mesma quadra. No momento em que ela passou pelo prédio, veio esse homem aos gritos dizendo que ali era área particular, sendo que é pública”, conta.

No vídeo gravado por ela, o homem é claro ao dizer que não quer que animais circulem pelo gramado. “Cachorro anda na quadra”, ele afirma. Em outra parte da discussão, o síndico faz a ameaça de espalhar veneno na área. “Vou colocar porque aqui não é lugar de andar cachorro”.

Confira:

A preocupação de Isabella é que as ameaças se concretizem e cachorros da quadra comecem a morrer após passar pelo local. “Por ser síndico, ele tem certa autonomia de mexer com produtos do prédio e pode realmente envenenar a grama”, diz.

A estudante chegou, inclusive, a registrar um boletim de ocorrência para que a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investigue o caso.

A reportagem entrou em contato com o Bloco B da SQSW 103, mas o síndico não atendeu as ligações. O espaço segue aberto para posicionamento.

Fonte: https://www.metropoles.com/

Polícia Civil prende no Maranhão pedófilo que fez 60 vítimas no DF

Investigadores afirmam que “alguns adolescentes chegaram a cogitar suicídio” com medo da divulgação das imagens

Um homem foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) acusado de pedofilia. Segundo investigação da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), o acusado fez, pelo menos, 60 vítimas com idades entre 11 e 14 anos somente na capital do país.

A investigação teve início após uma ocorrência ser registrada na 12ª DP contra o homem. O suspeito, de acordo com a PCDF, teria usado uma rede social para manter conversas sexuais com um adolescente de apenas 13 anos, morador de Taguatinga.

O criminoso foi preso no interior do Maranhão. Para conseguir a confiança das vítimas, o pedófilo se passava por uma menina jovem e estimulava os adolescentes a se relacionarem virtualmente com ele.

Ao ganhar a confiança dos jovens, as comunicações passavam a ser feitas via aplicativo de mensagens. Com o passar do tempo, o homem fazia várias solicitações de fotos das vítimas nuas. Ele convencia as vítimas a enviarem imagens de nudez para seu número pessoal.

Em outras ocasiões, o pedófilo exigia que as vítimas introduzissem objetos no ânus ou se masturbassem, registrando
tudo por meio de filmagens.

A PCDF afirma que “alguns adolescentes chegaram a cogitar suicídio” com medo da divulgação das imagens.

Ainda conforme a PCDF, o suspeito “exigia que os arquivos contendo a nudez e pornografia infanto-juvenil mostrassem os rostos das vítimas”.

Quando os jovens se negavam a enviar os materiais, o acusado passava a proferir ameaças. Dizia, inclusive, que iria divulgar as fotos de nudez. Além dos adolescente do Distrito Federal, o suspeito também atuou em outros estados, segundo a polícia.

A PCDF divulgou os perfis, caso os pais reconheçam e queiram contribuir com as investigações: https://www.instagram.com/henriquezandoo/ e https://www.instagram.com/tasampaio

https://www.metropoles.com

Vítimas de pedófilo cogitaram suicídio após vazamento de fotos, diz PCDF

Segundo os investigadores, o suspeito exigia que os jovens introduzissem objetos no ânus ou se masturbassem. Ele foi preso no Maranhão

Vítimas do pedófilo preso, nesta quarta-feira (22/07), pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cogitaram suicídio com medo do vazamento das fotos e vídeos de nudez enviados ao criminoso. O suspeito morava no interior do Maranhão.

O criminoso teria feito, pelo menos, 60 vítimas só no Distrito Federal, todas com idades entre 11 e 14 anos. A prisão é de autoria da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro). A investigação teve início após pais de uma adolescente, de 13 anos, registrarem ocorrência na unidade policial.

Para ganhar a confiança das vítimas, de acordo com os investigadores, o suspeito se passava por uma adolescente. Ele usava um perfil falso no Instagram para conquistar a confiança das vítimas. Quando ficava mais próximo dos jovens, o criminoso, então, fornecia um telefone para conversa via aplicativo de mensagens.

Ao longo dos diálogos, ele exigia que as vítimas o enviassem fotos e vídeos íntimos. Segundo os investigadores, o pedófilo exigia que os jovens introduzissem objetos no ânus ou se masturbassem – tudo deveria ser filmado e encaminhado.

Quem se recusasse a enviar o conteúdo, era ameaçado pelo criminoso. O temor de que o suspeito tornasse as gravações e fotos públicas levou vários adolescentes ao desespero. Alguns, segundo a PCDF, cogitaram suicídio.

Além dos adolescente do Distrito Federal, o suspeito também atuou em outros estados, segundo a polícia. A PCDF divulgou os perfis, caso os pais reconheçam e queiram contribuir com as investigações:

https://www.instagram.com/henriquezandoo/ e https://www.instagram.com/tasampaio__/.

Fonte: https://www.metropoles.com/