Caso Henry: Dr. Jairinho é suspeito de maltratar outros filhos de ex

Médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), morava com Henry e a mãe do garoto, a professora Monique Medeiros, em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

A polícia continua a investigação da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, que morreu em 8 de março, no Rio de Janeiro, com várias lesões pelo corpo. Durante as apurações, os agentes chegaram às histórias de outras duas crianças, filhas de ex-namoradas do padrasto do Henry, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade). São elas: uma menina, hoje com 13 anos, e um menino, de oito. A menina prestou depoimento sobre o caso há 10 dias na Delegacia da Criança e do Adolescente.

O programa Fantástico, da Tv Globo, neste domingo (4/4), exibiu uma reportagem com relatos de uma amiga da família do menino de oito anos. A mulher, que preferiu não se identificar, conta que a criança teve uma brusca mudança de comportamento quando a mãe começou a se relacionar com Jairinho.

“Eu conheci a criança desde a barriga da mãe. Eu convivia com a criança. Eu sabia da alegria da criança e depois da tristeza que a criança ficou. A mudança de comportamento da criança foi muito brusca. Ele passou a ter muito medo. Dormia e do nada acordava gritando”, relata a amiga da família.

A reação negativa perante a presença do vereador é uma ação em comum entre as crianças ouvidas. No domingo, 7 de março, Henry chegou a vomitar e chorar enquanto voltava para o apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e com o padrasto. Em uma conversa entre a mãe e o pai da criança, o engenheiro Leniel Borel, Monique chegou a desabafar sobre a resistência do filho em voltar para a casa em que vivia com o padrasto.

“Só não aguento o choro para não vir. Me desestabiliza totalmente. Fico muito, muito triste. Quando puder trazer me avisa. Vai ser uma choradeira sem fim mesmo”, lamentou Monique em mensagem enviada ao ex-marido.

A mãe da criança, hoje adolescente de 13 anos, e ex-namorada do médico diz que a filha apresentava a mesma repulsa por Jairinho. Em entrevista à Rede Globo, a mulher, que não foi identificava, contou: “Eu falava que ele tava vindo, ‘o tio tá vindo pra gente sair’, aí ela passava mal, ela vomitava. Me agarrava. Ou então pedia à minha mãe: ‘posso ficar com você, vó? Eu não quero ir, quero ficar aqui’. Na época, a mãe diz que não percebia o que estava acontecendo. A criança tinha apenas quatro anos.

A ex-namorada justifica que não havia denunciado os maus-tratos anteriormente por medo da influência do vereador.

Investigação
A reconstituição do caso foi feita na última quinta-feira (1°/4), e contou com a presença da mãe e do padrasto de Henry. Os investigadores já ouviram ao menos 17 testemunhas no inquérito, entre elas, o pai da criança, psicóloga, uma professora, ex-namoradas do vereador e médicas que atenderam o menino quando ele deu entrada no pronto-socorro no dia da morte.

O casal afirma que encontrou a criança caída da cama. Porém, a autopsia apontou como causa da morte hemorragia interna no fígado com sinais de violência. A equipe médica afirmou que Henry já chegou morto no hospital. Além do fígado, a criança teve lesões na cabeça, no rim e pulmão.

O que se sabe até agora
O fim de semana que antecedeu a morte, Henry passou com o pai, o engenheiro Leniel Borel. As câmeras de segurança mostram a hora que o pai deixa a criança no condomínio em que a mãe vive com o Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, às 19h de domingo (7/4).

Segundo Monique, a criança chorava muito por querer continuar com o pai. Ela então o leva à padaria para distraí-lo. De volta ao apartamento, ela diz que Henry dormiu no quarto do casal, enquanto ela e o namorado assistiam a uma série na sala. Ela diz que, por diversas vezes, o filho acordou naquela noite e, por isso, eles foram deitar no quarto de hóspedes e dormiram. Monique relata que acordou por volta das 3h30 e que encontrou Henry no chão com dificuldade para respirar. Em depoimento, ela disse acreditar que a criança tenha se desequilibrado e caído da cama. Apesar de ser médico, Dr. Jairinho não tentou fazer o procedimento de ressuscitação da criança. Em depoimento, ele disse que a última vez que tinha feito o procedimento tinha sido em um boneco na faculdade.

O casal levou a criança para o Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, e Monique ligou para o pai de Henry relatando o ocorrido. Os médicos orientaram Leniel a procurar a polícia, que registrou uma ocorrência na 16° Delegacia de Polícia.

O laudo da morte apontou hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente. A perícia encontrou múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores; infiltração hemorrágica na região frontal do crânio, na região parietal direita e occipital (na parte da frente, lateral e posterior da cabeça); edemas no encéfalo; grande quantidade de sangue no abdome; contusão no rim, à direita; trauma com contusão pulmonar; laceração hepática (no fígado) e hemorragia retroperitoneal.

Depoimentos diferentes
A empregada doméstica de Monique deu uma versão diferente dos fatos narrados pela mãe da criança em depoimento à polícia. A mãe havia afirmado que a empregada não sabia da morte de Henry e, por isso, havia limpado o apartamento, prejudicando o trabalho da perícia. Já a funcionária disse que foi avisada da morte da criança no dia em que foi trabalhar.

Segundo o UOL, Jairinho tentou liberar o corpo de Henry de forma mais rápida sem que ele fosse levado ao Instituto Médico Legal (IML). Apesar das tentativas, os pedidos foram negados devido à gravidade das lesões na criança.

Mandados de busca e apreensão
Em 26 de março, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços: na casa da família da mãe de Henry, em Bangu; na casa do padrasto, na Barra da Tijuca; na casa do pai de Jairinho, o ex-deputado estadual Coronel Jairo, em Bangu; e na casa do pai de Henry, no Recreio. Na operação, 11 celulares e computadores de Monique, Jairinho e Leniel foram apreendidos. Segundo o G1, um desses celulares teve as mensagens apagadas e a polícia tenta recuperá-las.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Família busca por doadores de medula compatíveis com Vitor, de 5 anos

O menino foi diagnosticado com leucemia linfática aguda e desde então luta pela vida

Aos 5 anos, Vitor Maciel Morais é um guerreiro. O pequeno vive momentos de luta pela vida desde o ano em que nasceu, quando foi diagnosticado com leucemia linfática aguda. Após cumprir todo o tratamento contra a doença, a família imaginou ter chegado ao fim os dias de aflição. No entanto, nos últimos meses a doença voltou de forma ainda mais severa.

“Em novembro a doença se manifestou de forma muito agressiva. Depois de quatro blocos de tratamento feita pelo hospital os médicos determinaram que ele precisa de um transplante”, diz a mãe, Viviane Alves Maciel ao Metrópoles

“Ele não tem um irmão compatível. Os únicos doadores são eu e meu esposo, mas a compatibilidade é de 50%, e existe um risco. Por isso criamos a campanha para encontrar um doador com compatibilidade acima de 90%”, acrescenta.

“Ele teve um problema nos rins, ficou na UTI, teve que fazer hemodiálise e ele vem lutando pra sobreviver tem muito tempo. A imunidade está baixa”, revela Viviane.

A família conta com a boa ação de amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos, que se sintam motivados a ajudar o pequeno Vitor a vencer esta batalha. O primeiro passo é fazer um cadastro no Hemocentro, doando de 5ml a 10ml de sangue. Havendo a compatibilidade, em um prazo de 10 dias, o banco de sangue entrará em contato para prosseguir com procedimento cirúrgico, que é indolor.

Família
Vitor é filho do escrivão de polícia Salomão Paulo Lima de Morais, da 18ª DP (Brazlândia). A criança está internada e em tratamento no Hospital da Criança de Brasília. Recentemente, o paciente foi submetido à quimioterapia, porém não teve o resultado esperado. Dessa forma, a família corre contra o tempo, em busca de ajuda.

Fonte: https://www.metropoles.com

Polícia investiga cárcere privado e violência em caso de bilhete em Sobradinho

Mulher de 27 anos avisou ao funcionário de um banco que era vítima de agressões. Em um bilhete, ela escreveu: “Você pode me ajudar? Ele está aí fora”

“Você pode me ajudar? Ele está aí fora”, escreveu uma mulher de 27 anos em um papel de extrato bancário. O pedido de socorro informando sobre violência doméstica foi entregue a um bancário, em uma agência de Sobradinho. O funcionário que recebeu o bilhete conversou com o Correio e relatou a situação. “Ela (vítima) estava nervosa, com medo e assustada”, contou o bancário, que preferiu não se identificar. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou inquérito para apurar os crimes de cárcere privado, violência física e psicológica. Até a mais recente atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. Casal ficou junto durante 5 anos, entre idas e vindas.

Era tarde de segunda-feira, quando a vítima e o companheiro foram a uma agência bancária, de Sobradinho, para sacar o bolsa-família. O funcionário conta que estava no caixa e se surpreendeu quando recebeu o papel entregue pela mulher. “Eu levei um susto na hora, li o que estava escrito e decidi manter a calma para saber o que podia fazer”, disse. Na mensagem, a jovem escreveu: “Você pode me ajudar? Ele está aí fora”. A frase veio acompanhada por um “Xis”, símbolo que alerta para a violência doméstica.

Assustado, o servidor pediu para que a mulher anotasse as informações em um outro papel, contendo os dados pessoais. No novo bilhete, ela afirmou que residia no Condomínio Mestre D’armas, em Planaltina. “Se os policiais baterem, ele não vai atender. É para os policiais insistirem, pois ele vai fingir que não está em casa. Não posso passar telefone. Ele pode atender”, finalizou a vítima, na mensagem. Devido à pandemia, apenas uma pessoa pode entrar na agência. O servidor conta que o homem estava do lado de fora da agência, esperando pela mulher. “O celular dela não parava de tocar. Na linha, uma pessoa perguntava se ela já tinha sido atendida, provavelmente era ele. E ela estava muito nervosa e assustada”, detalhou.

Após receber o papel com as informações da jovem, o servidor procurou as colegas do banco para relatar a situação e pedir ajuda. Uma delas, que também preferiu não se identificar, foi quem acionou a polícia, na manhã do dia seguinte. “Conheço uma colega policial e não pensei duas vezes em chamá-la. Faço um trabalho social em Planaltina e estou acostumada a receber relatos de agressões a mulheres. Mas essa foi uma situação atípica. Imagina, no meu local de trabalho, receber um pedido de ajuda. Pegou todo mundo de surpresa. Na hora, ficamos sem saber como agir. Até porque, há uma falta de treinamento e conhecimento”, explicou.

Resgate
Depois da denúncia, policiais militares do grupo de Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (Provid) chegaram ao endereço da vítima e foram informados sobre uma suposta situação de cárcere privado. A equipe, no entanto, não encontrou nem a mulher e nem o suspeito na residência, em um primeiro momento. Na segunda tentativa, os militares conseguiram resgatar a jovem e os dois filhos dela, de 1 e 5 anos.

O caso é investigado pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina). Na DP, a vítima confirmou os fatos e solicitou medidas protetivas contra o homem. “Vamos apurar as condições de cárcere privado, violência física e psicológica”, afirmou o delegado-chefe da 16ª DP, Diogo Cavalcante.

O Correio esteve no local e conversou com vizinhos. Alguns deles disseram ver, frequentemente, a mulher caminhando pela rua. Outros relataram saber que a vítima sofria agressões por parte do companheiro. Ela e os dois filhos foram conduzidos à Casa Abrigo, local que cuida de mulheres em situação de violência sob grave risco de vida.

Proteção
A Casa Abrigo acolhe cerca de 35 mulheres e os filhos delas de até 12 anos de idade. Durante o período da pandemia causada pelo novo coronavírus, podem ser atendidas em torno de 20 mulheres. Em entrevista ao Correio, a secretária da Mulher do Distrito Federal, Ericka Filippelli, deu detalhes do atendimento e acolhimento que as vítimas recebem no abrigo. “Seguimos um protocolo de atendimento. As mulheres, inicialmente, recebem as orientações dos serviços prestados, e são dados todos os materiais de higiene pessoal, roupa de cama, etc”, enumera Ericka.

A partir disso, os profissionais da Casa colhem as informações acerca das necessidades de cada uma das vítimas. Além disso, elas são atendidas pelos serviços pedagógicos, assistenciais e psicológicos. Por dia, são oferecidas seis refeições. “Dispomos também de motoristas encarregados para levá-las aos atendimentos jurídicos, por exemplo”, acrescenta a secretária. Ericka Filippelli conta que o limite médio de permanência das acolhidas é de 90 dias, podendo ser estendido, a depender do caso. “Cada situação é analisada de forma individual, e elas podem ficar mais. Nossos especialistas são os responsáveis por fazer uma análise para saber se elas estão prontas para deixar o abrigo e seguir a vida normal”, datalha.

Para ter acesso à Casa Abrigo, a mulher deve procurar alguma delegacia do Distrito Federal. O encaminhamento fica a cargo da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).O local da instituição é mantido em sigilo, por motivos de segurança.

Onde pedir ajuda?
Disque 190 — Polícia Militar do DF
» Telefone: 190.

Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
» Telefone: 180 (disque-denúncia)

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)
» De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
» Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
» Entrequadra 204/205 Sul – Asa Sul
Telefone: (61) 3207-6172

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos
» Telefone: 100

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar
» Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

 

Suspeitos de espancarem estudante até a morte em Planaltina são soltos

Homens que participaram do assassinato de João Victor Costa de Oliveira, 19 anos, vão responder pelo crime em liberdade

Os quatro envolvidos na morte do estudante de direito João Victor Costa de Oliveira, 19 anos, espancado em Planaltina, tiveram liberdade concedida pela Justiça do Distrito Federal nesta terça-feira (2/3). O juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior revogou a prisão temporária e indeferiu o pedido do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) pela prisão preventiva (por tempo indeterminado).

Na terça-feira passada (23/2), foi preso o último foragido de participar do crime. Com a decisão do juiz, Romário Alves Pereira, 29 anos, Rodrigo Araújo Sousa, 32; Douglas Ferreira Boucher, 24; e Vitório Joaquim de Lima, 30, vão responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel em liberdade.

O crime
João Victor foi morto na madrugada de 5 de fevereiro, por volta de 1h. Ele e um amigo estavam em um bar em Planaltina, na Vila Buritis. Enquanto caminhavam pela calçada, um homem, identificado como Edivan, passou em um Fox prata e começou a discutir com o estudante, sem nenhum motivo aparente, segundo as investigações.

Os amigos de Edivan souberam da briga e resolveram ir atrás do estudante. Em outro carro, Douglas Ferreira Boucher, 24, buscou Rodrigo Araújo, 32, e Romário Alves, 29. O quarto envolvido, identificado como Vitório Joaquim de Lima, 30, chegou em seguida, em uma moto. Os criminosos abordaram João e o agrediram na intenção de lhe dar “uma lição”.

Ele foi espancado até a morte no meio da rua, a poucos metros do bar. Edivan, o homem que dirigia o Fox prata, chegou a prestar depoimento na delegacia um dia depois do crime, mas não ficou preso, pois constatou-se que ele não teve participação no homicídio. Uma viatura da Polícia Militar que passava pelo local foi parada pelos moradores. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) também foi acionado para o local, mas encontrou João Victor sem vida.

Imagens (veja o vídeo) registradas por câmeras de segurança mostram a violência do ataque de quatro homens contra o estudante de direito.

Clique para ver o vídeo

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Risco de ter Covid-19 é maior que reação à vacina”, diz Anthony Fauci

Infectologista dos EUA, que é uma das principais vozes no combate ao coronavírus, participou da coletiva de imprensa da OMS nesta segunda

Em entrevista coletiva com a Organização Mundial de Saúde (OMS), nesta segunda-feira (22/2), o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, afirmou que, apesar dos relatos de reações alérgicas sérias em alguns pacientes após a administração das vacinas da Moderna e da Pfizer/BioNTech, a população deve ser vacinada. “Não é uma contraindicação. O risco de pegar Covid-19 é maior do que o de desenvolver algum problema relacionado ao imunizante”, explicou.

Uma das principais vozes no combate ao coronavírus do mundo, Fauci sugeriu ainda que pessoas que vão tomar as duas vacinas e tiverem histórico de reação alérgica fiquem no local de aplicação, sob supervisão médica, por 30 minutos. Quem nunca teve problemas, deve permanecer por 15 minutos.

O infectologista disse ainda que a pandemia é mundial e, por isso, é preciso uma resposta global, promovendo a distribuição igualitária das vacinas em todo o mundo. Ele lembrou que a melhor maneira de responder a futuros surtos de qualquer doença é garantir que os países, inclusive os em desenvolvimento, sejam sustentáveis na capacidade de produzir medicamentos e imunizantes. “Agora não temos tempo para construir nada em duas semanas, mas, no futuro, precisamos que os países sejam independentes e não precisem de doações”, explica.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, pediu que países que possuem capacidade de produção façam investimentos para que as tecnologias sejam implantadas, e as vacinas, desenvolvidas mais rapidamente. “Vai ser bom para todo o mundo se tivermos a capacidade de fabricação espalhada pelo mundo”, explica.

Para que isso seja possível, será necessário, entretanto, negociar com as empresas que possuem os direitos de propriedade intelectual sobre as fórmulas dos imunizantes. Fauci é otimista quanto a esse quadro, lembrando que, nos anos 1990, quando a indústria de medicamentos para a aids foi desafiada, os medicamentos genéricos se multiplicaram, chegaram a populações vulneráveis e não houve prejuízo para as farmacêuticas.

“Não tenho certeza como seria esse modelo com as vacinas da Covid-19, mas há precedente de que é possível conversar com as empresas”, explica.

Mariângela Simão, diretora-assistente da OMS para a área de medicamentos e produtos de saúde, afirma que não será possível esperar 10 anos, como aconteceu com os medicamentos da aids, para garantir remessas a países que não têm condições financeiras de arcar com os remédios. “A propriedade intelectual é algo que precisamos lidar, mas não é tudo. O objetivo final é aumentar a capacidade de produção e garantir que as vacinas cheguem a países em desenvolvimento”, diz.

Por fim, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lembrou que não adianta todo o dinheiro do mundo, se não houverem vacinas suficientes e se a população não estiver disposta a se imunizar. “Não vivemos mais um momento de teste para a ciência. Agora, é um teste de caráter”, afirma

Fonte: https://www.metropoles.com

Vídeo: Disfarçados de policiais, bandidos fazem família refém no Lago Sul

O caso ocorreu na manhã desta sexta-feira (5/2), no Conjunto 6 da QL 6 do Lago Sul.Os bandidos se passaram por policiais federais para realizar o assalto e fazer a família de refém

A Polícia Civil investiga o caso da família mantida refém no Lago Sul – (crédito: Material cedido ao Correio).
Quatro criminosos armados se passaram por policiais federais para roubar uma residência localizada no Conjunto 6 da QL 6 do Lago Sul, por volta das 10h desta sexta-feira (5/2). Integrantes de uma família foram amarrados e feitos reféns durante o assalto. A 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) investiga o crime.

Veja o vídeo: https://www.dailymotion.com/video/x7yyx9n

Vídeo obtido pelo Correio mostra o momento em que três dos bandidos saem da casa das vítimas e entram em um Gol prata estacionado em uma vaga externa. Os suspeitos fugiram do local levando quantias em dinheiro, além de duas armas de fogo que eram das vítimas.

Depois que os assaltantes deixaram o local, a família conseguiu se soltar e acionar as polícias Militar e Civil do Distrito Federal. Equipes estão nas ruas para tentar chegar até os acusados. Até a mais recente atualização desta matéria, ninguém tinha sido preso.

Fonte: https://www.dailymotion.com

Moradora de Vicente Pires desaparece durante viagem a São Paulo

Geicy passava férias em São Sebastião, no litoral do estado. Há três dias, familiares e amigos perderam o contato com a moça.
 Amigos e familiares estão a procura da psicóloga e moradora de Vicente Pires Geicy Kelly de Freitas Araújo, 32 anos, desaparecida há três dias enquanto passava férias no município de São Sebastião, litoral paulista. Quem tiver informações sobre o paradeiro dela pode entrar em contato pelos telefones (61) 9.8419-2623 / (61) 9.9653-7676 / (61) 9.8602-4537.

Segundo a prima dela, a nutricionista Gláucia Sabino, 34 anos, a viagem de Geicy teve início em 31 de dezembro, quando ela embarcou com uma amiga rumo ao Rio de Janeiro. De lá, as duas seguiram para Paraty (RJ), onde permaneceram por cerca de dois dias.

Gláucia explica que ali as amigas se separaram e Geicy seguiu sozinha para São Sebastião (SP), onde se hospedou em um hotel. “Ela vinha fazendo publicações da viagem, das praias, com vídeos e fotos, mostrando tudo. Geicy tem um Instagram de viagens, então mostrava tudo para os seguidores e para a família”, explica a prima.

Por um aplicativo de mensagem, a psicóloga estava em constante comunicação com Gláucia, o irmão, e o namorado, que foi o último a receber uma mensagem da jovem, em 6 de janeiro. “A última mensagem dela para ele foi por volta de 10h30.”

Os familiares entraram em contato com o hotel onde Geicy estava e foram informados de que ela tomou café da manhã naquele dia, e fez o check-out às 9h. De lá, a moça seguiria de ônibus para a capital Paulista, onde embarcaria em um avião de volta a Brasília.

Desde então, as ligações para o número de Geicy caem na caixa postal e ela não recebe as mensagens enviadas. Na manhã desta sexta-feira (8/1) a família conseguiu registrar boletim de ocorrência junto à Polícia Civil de São Paulo. A Polícia Civil do Distrito Federal orientou para que o registro seja feito pelo estado em que a vítima desapareceu.

Em contato com o Instituto de Medicina Legal (IML) de São Paulo, a família recebeu a informação de que ninguém pelo nome de Geicy, ou com as características físicas dela foi identificado.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

O que é verdade e o que é fake sobre as vacinas contra a covid-19

Especialistas respondem as principais fake news envolvendo as vacinas em produção e alertam para a importância do combate à desinformação.

Meses após o início da pandemia que modificou o dia a dia do planeta, muitas perguntas ainda permanecem sem respostas. As vacinas em produção dão esperança, mas também causam aflição em parte da população, apesar de serem fundamentais para que o combate ao novo coronavírus seja efetivo. Segundo levantamento realizado pelo Ibope em agosto deste ano, 1 em cada 4 brasileiros pode não se vacinar contra a covid-19, e cerca de 34% dos entrevistados declararam pelo menos um motivo atrelado à desinformação.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o movimento antivacina como um dos maiores perigos sanitários do mundo e o incluiu no relatório que lista as dez maiores ameaças à saúde global. Outra pesquisa feita pelo grupo União Pró-Vacina (UPVacina), da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, aponta que houve um aumento de 383% em postagens com conteúdo falso ou distorcido sobre vacinas contra a covid-19 no Brasil nos últimos dois meses.

Pensando nisso, o Correio conversou com especialistas para sanar as principais dúvidas sobre o assunto e mostrar o que é verdade e o que é mentira sobre a tão aguardada, e por vezes temida, imunização.

Algumas pessoas acreditam que um tipo específico de vacina contra a covid-19 — as de RNA mensageiro, produzidas pelas empresas Pfizer e Moderna — podem causar alterações no material genético humano. Essa crença, no entanto, não tem nenhum embasamento científico, uma vez que as fórmulas desses medicamentos sequer entram em contato com o nosso DNA.

“Essas vacinas já estão sendo estudadas há um tempo para outras doenças de agentes infecciosos, como o zika e a raiva. Elas consistem no uso de uma fita de RNA mensageiro, ou seja, que carrega uma ‘mensagem’ ou informação de como construir uma proteína. A proteína em questão é a proteína S da espícula do SARS-CoV-2. Ao receber a vacina, esses RNA mensageiros são entregues às células, que, com a instrução dada, produzem a proteína e a apresentam para o nosso sistema imune, que vai ‘treinar’ para reconhecê-la e montar uma resposta especializada para isso”, explica a biomédica e doutora em neurociências Mellanie Fontes-Dutra.

“Não existem comprovações científicas sobre alterações no nosso DNA promovidas por vacinas de RNA. Elas são rapidamente degradadas dentro de nossas células, após a leitura da informação para a construção das proteínas. Outra coisa que deve-se levar em conta são os compartimentos celulares em que o DNA e o RNA encontram-se, que são diferentes. O DNA fica no núcleo, uma região específica dentro da célula que tem uma regulação imensa do que entra e do que sai. Já o RNA mensageiro está no citoplasma, uma região externa ao núcleo”, completa a profissional.
Essa teoria da conspiração ganhou força após o cofundador da empresa Microsoft Bill Gates declarar em uma entrevista que, eventualmente, “teremos alguns certificados digitais” para identificar quem se recuperou da covid-19, foi testado ou que recebeu a vacina, sem qualquer menção a microchips. A afirmação, contudo, foi suficiente para que uma série de boatos começassem a se espalhar pela internet e dessem origem à falsa notícia de que Gates planejava implantar microchips de rastreamento na população mundial.

Um argumento que tenta sustentar essa teoria faz referência a um estudo, financiado pela fundação do empresário, sobre uma “tinta invisível” que poderia ser aplicada na pele para identificar aqueles que já se vacinaram contra o coronavírus. O projeto funcionaria como um registro de vacinação, mas não teria tecnologia para permitir o rastreamento de pessoas, nem a inclusão de informações em banco de dados para vigilância.

Esse rumor afirma que algumas vacinas contra a covid-19 utilizam tecidos celulares de fetos abortados ou de tumores em suas formulações. A informação, porém, é falsa.

“As vacinas nunca trouxeram em suas composições resíduos de fetos abortados e tumores, muito menos agora que a ciência desenvolveu tecnologias cada vez mais de ponta e super atuais, com a máxima intenção de preservar vidas”, pontua o professor de epidemiologia da Universidade de Brasília (UnB) Wildo Navegantes de Araújo. “São tecnologicamente avançadas e inertes ao corpo humano”, acrescenta.

Em 1998, um médico britânico chamado Andrew Wakefield publicou um estudo desenvolvido por ele no qual afirmava que o autismo em crianças poderia ser causado pela vacina tríplice viral. No entanto, vários estudos realizados posteriormente a esta publicação comprovaram que as conclusões feitas por Wakefield estavam completamente erradas. O artigo foi retirado de circulação e, além disso, o médico perdeu seu registro profissional e foi culpado por má conduta ética, médica e científica. Na época, foi comprovado também, no tribunal, que havia conflitos de interesse envolvidos na pesquisa.

“Essa foi a primeira grande fake news envolvendo vacinas. O profissional que disseminou essa informação falsa teve que se retratar e perdeu o registro profissional dele. Devido à gravidade, até hoje sofremos as consequências disso. Foi realizado um estudo muito sério na Dinamarca com mais de 600 mil crianças, em uma avaliação bastante aprofundada, onde se descartou realmente essa associação entre as vacinas e o autismo”, conta a médica infectologista Valéria Paes.

Algumas pessoas acreditam que certas vacinas, por carregarem o vírus inativado ou atenuado, podem ser as causadoras das doenças às quais foram destinadas a combater. Esse medo, porém, não tem qualquer embasamento científico.

“Em hipótese alguma as vacinas hoje disponíveis, ou em processo de fase III nas pesquisas registradas e acompanhadas pelos Comitês de Ética de Pesquisa em Seres Humanos nos diversos países, podem levar a infectar alguém com o SARS-CoV-2. O que pode acontecer é a situação em que uma pessoa já infectada, mas incubando o vírus naturalmente pego de alguém doente, venha a tomar a vacina. Ao desenvolver a doença, ela atribui à vacina tomada dias antes mas, na verdade, já seria o desenvolvimento da doença, que estava latente nesta pessoa”, explica o médico epidemiologista Wildo Navegantes de Araújo.

Até o momento, temos mais de 200 imunizantes contra a covid-19 em estudo — 10 deles nas fases finais de teste — e algumas vacinas em produção. Antes de serem disponibilizadas à população, elas passam por uma série de testes minuciosos e extremamente cuidadosos. Confira a seguir quais são as etapas de uma nova vacina no Brasil, segundo o Instituto Butantan:

  1. Prova de conceito: prova o efeito da vacina sobre determinada doença;
  2. Pré-clínico em animais: esse efeito e todos os quesitos de segurança para a saúde são verificados em um primeiro grupo de indivíduos. Tudo é feito em BPL (Boas Práticas de Laboratório) com acompanhamento do Controle de Qualidade e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  3. Estudos clínicos: a Anvisa autoriza o início dos estudos clínicos em seres humanos;
  4. Fase I: com um grupo de pessoas, nesta primeira fase testa-se a segurança do medicamento, levando em conta as reações que as substâncias podem causar no organismo;
  5. Fase II: os testes, neste momento são muito semelhantes ao anterior, porém o grupo testado é maior;
  6. Fase III: o grupo testado é ampliado para a avaliação da eficácia;
  7. Registro do produto na Anvisa: a última etapa é feita obedecendo aos seguintes critérios: avaliação do processo produtivo, certificação da fábrica e do produto e resultado de eficácia.

Assim, além de serem seguras, as vacinas passam por um longo e cauteloso controle de qualidade, para que cheguem até as pessoas de forma a garantir uma imunização benéfica e tranquila.

Sim, é verdade que as vacinas, tanto as produzidas contra a covid-19, quanto quaisquer outras, possam causar algum tipo de reação adversa, dependendo do paciente. Porém, isso não é motivo para deixar de se vacinar, nem as torna menos seguras ou eficazes.

“As vacinas podem causar efeitos colaterais, porém são tão raros e leves, clinicamente falando, que o benefício acaba sendo muito maior que as possíveis reações adversas. Até o momento, os países que começaram a vacinar documentaram pouquíssimos casos de reação adversa, menos de 0.0001% de pessoas com reações leves”, afirma o epidemiologista Wildo Navegantes de Araújo.

“Com a imunização, milhares de casos graves e óbitos relacionados ao coronavírus serão evitados, além da retomada da economia das sociedades. Com certeza, valerá a pena tomar esta vacina”, arremata o profissional.

Preso por esfaquear namorada até a morte era condenado e cumpria pena em regime domiciliar

O homem preso na manhã desta sexta-feira (11/12), após cometer um feminicídio bárbaro no Sol Nascente, já tinha passagens pela polícia, uma delas por tráfico de drogas. Ricardo Silva Souza, 35 anos, era condenado e cumpria pena em regime domiciliar. Atualmente, estava sendo investigado por uma tentativa de roubo, ocorrido em abril deste ano.

Ricardo foi flagrado desferindo dezenas de facadas contra Maria Jaqueline de Souza, 34 anos. Ele estava sobre o corpo da mulher quando a Polícia Militar chegou ao local. Nem a presença dos policiais intimidou o homem, que continuou esfaqueando a namorada. Ele só parou após levar dois tiros, dois disparos de arma de choque e golpes de barra de ferro nas mãos, que seguravam a lâmina.

Em coletiva de imprensa, realizada na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM II), em Ceilândia, na delegada-chefe da unidade, Adriana Romana, contou detalhes do brutal feminicídio. “Apesar do relacionamento deles, ao que tudo indica, ser breve, o crime se enquadra como feminicídio”, explica a delegada.

Segundo a delegada, a cena descrita pelos agentes que chegaram à cena do crime era de “terror”. “Foi muito agressivo. Foram muitos golpes, mais de 10 com certeza”, descreve.

Segundo a delegada, a cena descrita pelos agentes que chegaram à cena do crime era de “terror”. “Foi muito agressivo. Foram muitos golpes, mais de 10 com certeza”, descreve.

O crime
Um dos vizinhos de Ricardo filmou, em detalhes, o assassinato. Nas imagens, as quais o Metrópoles teve acesso, é possível ver claramente o homem esfaqueando a mulher, repetidamente.

Com uma grande quantidade de sangue nas mãos, o acusado gritava “Filho de Deus! Filho de Deus!”, enquanto cravava a lâmina no corpo da vítima insistentemente. O vídeo não será publicado, em respeito aos leitores e aos familiares de Maria Jaqueline.

Autor e vítima haviam, aparentemente, iniciado um relacionamento há pouco tempo. Segundo consta no boletim de ocorrência, registrado Deam II, em Ceilândia, foi um vizinho quem chamou a polícia. Após acionar os militares, o homem iniciou a gravação com o próprio celular, feita da janela da casa onde ocorreu o crime.

Sentado sobre o corpo de Maria Jaqueline, Ricardo dizia frases desconexas, todas ligadas à religião. “Jesus. Filho de Deus. Filho de Deus. Só o Senhor Jeová. Só o Senhor Jeová”, gritava o homem, esbaforido, enquanto matava a namorada.

O crime aconteceu na casa do acusado, na Chácara 151 do Trecho 1, no Sol Nascente. No local, foram encontradas substâncias identificadas até o momento como cocaína. Policiais militares que atenderam à ocorrência disseram que Ricardo aparentava estar em surto psicótico e sob efeito do entorpecente.

À Polícia Civil do DF (PCDF), os PMs disseram que Jaqueline ainda respirava, com dificuldade, quando conseguiram render Ricardo. Porém, em poucos minutos, a mulher faleceu. Vizinhos contaram que foi a primeira vez que viram a vítima no local. Maria Jaqueline deixa quatro filhos, de 15, 11, 6 e 4.

Veja o vídeo da delegada Adriana Romana:

Fonte: https://www.metropoles.com/