Deputados Distritais aprovam homenagem à Maria Cláudia Del’Isola

Projeto de lei dá o nome da estudante brutalmente assassinada, em 2004, a parque situado na EQS 111/112 sul

A estudante brasiliense brutalmente assassinada, em dezembro de 2004, que marcou a luta no Distrito Federal contra os crimes de violência sexual será homenageada. A Câmara Legislativa do DF aprovou, nesta terça-feira (23/10), o Projeto de Lei 1996/2018 que denomina como Parque Maria Cláudia Siqueira Del’Isola a área da EQS 112/113.

O PL, de autoria do deputado Wellington Luiz (MDB), tramitou em diversas comissões da Casa, sempre com pareceres favoráveis, e passou por audiência pública antes de ir a Plenário. “Maria Cláudia representa milhares de mulheres que ainda são vítimas de abuso sexual e têm todos os seus direitos humanos violados”, diz o autor na justificação do texto.

“Embora haja dores sem reparação e perdas impossíveis de serem amenizadas, a perpetuação de seu nome é uma homenagem de Brasília a ela e sua família”, completou o distrital. A matéria segue para sanção do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Relembre o caso
O corpo de Maria Cláudia, com 19 anos à época, foi encontrado três dias após o desaparecimento dela ter sido informado à polícia, em 9 de dezembro de 2004. A vítima estava enterrada no quintal da própria casa, com sinais de estrangulamento, estupro e facadas.

O crime aconteceu no Lago Sul, um dos bairros mais nobres de Brasília. O caseiro da família, Bernadino do Espírito Santo, foi apontado como o principal suspeito logo após o crime. Em 2007, ele foi condenado a 65 anos de prisão por estupro, assassinato e ocultação do cadáver.

A namorada de Bernardino, Adriana de Jesus Santos, foi condenada pela morte da estudante, em dezembro de 2004. Submetida a júri popular, a ré, pela sentença, teria de cumprir 58 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, estupro, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver.

 Site: metropoles.com

Pastor é preso acusado espiar mulheres em banheiros do Parque da Cidade

Suspeito tem 41 anos, é casado e pai de um menino. Ele foi preso em flagrante no domingo, com objetos que usava para perfurar os banheiros químicos


Um homem de 41 anos, suspeito de fazer furos em banheiros químicos no Parque da Cidade para espiar mulheres, é um pastor de uma igreja evangélica. Morador de Águas Claras, o suspeito foi preso em flagrante, no domingo (14/10), pela Polícia Militar do Distrito Federal. Com ele foram encontradas ferramentas usadas para fazer buracos nos banheiros públicos.

O crime aconteceu no Estacionamento 9 do parque durante um circuito de corrida. O pastor foi detido no momento em que os vencedores da competição recebiam as medalhas.

Na mochila do suspeito havia facas, uma lâmina, um maçarico e fluido para isqueiro. De acordo com a PMDF, o religioso esquentava a ponta dos metais para derreter o plástico dos toaletes com mais facilidade, afim de bisbilhotar a intimidade das mulheres.

O pastor é casado e tem um filho pequeno. Encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), ele responderá pelos crimes de dano à patrimônio e importunação sexual. Se condenado, pode cumprir de um a quatro anos de prisão.
Site: http://bit.ly/2NIMk9x

Menino vítima de estupro coletivo volta para casa da mãe no DF

Após ser levado para uma instituição de acolhimento, mãe foi buscá-lo. Garoto está abalado, segundo conselheiro tutelar

Um dia após ser encaminhado para uma instituição de acolhimento institucional de Santa Maria, o menino de 12 anos vítima de estupro coletivo em Santa Maria voltou para a casa da mãe. Como o Metrópoles revelou nessa quarta-feira (10/10), o garoto foi abusado, humilhado e agredido por cinco pessoas. Tudo foi filmado e divulgado em um grupo de WhatsApp de moradores do condomínio Porto Rico. O vídeo vazou e o caso chegou à polícia.

“A gente o acolheu emergencialmente porque estava sem contato com a mãe. Procuramos a família e, como foi ela localizada, tem o direito de tirar a criança de lá”, explicou o conselheiro tutelar de Santa Maria Sul Hessley Santos.

A mãe foi buscá-lo na manhã desta quinta-feira (11) na unidade de acolhimento institucional de Santa Maria. “Ele será reintegrado à família”, ressaltou Hessley Santos. O menino morava com a avó há seis meses por conta do seu envolvimento com drogas. Segundo o conselheiro, o garoto receberá apoio psicológico. Ele está abalado, de acordo com Santos.

A denúncia de estupro coletivo chegou à Polícia Civil do DF após a divulgação de um vídeo chocante nas redes sociais, no qual é possível ver o menino amordaçado, seminu e com cordas amarradas no pescoço.

Nas imagens, o menino aparece sendo agredido fisicamente e humilhado por um dos acusados. De acordo com o chefe da 33ª DP (Santa Maria), Rodrigo Têlho, ao todo, cinco pessoas teriam participado da ação ocorrida na semana passada. O caso foi descoberto, porém, nessa terça-feira (9).

Entre os suspeitos, estão uma mulher, um homem e três garotos menores de idade. Todos já foram identificados. No entanto, apenas a acusada foi presa em flagrante, pois estaria divulgando o vídeo nas redes sociais. À polícia, ela confirmou que os casos de estupro eram recorrentes e não envolviam conjunção carnal.

A criança era constantemente humilhada pelos autores. A vestiam de mulher, introduziram cabos de ferro e de martelo no seu ânus. A sacaneavam em troca de drogas”
Rodrigo Têlho, delegado da 33ª DP
O investigador teve acesso ao conteúdo do vídeo após receber denúncia do Conselho Tutelar da região administrativa. Logo depois, instaurou inquérito para apurar o caso.

A mulher responderá por injúria, estupro de vulnerável, lesão corporal, crimes praticados contra a criança e o adolescente, além de tráfico de drogas e ameaça. Já o outro acusado, também maior de idade, teve prisão temporária pedida à Justiça pela corporação.

“A punição dos três adolescentes envolvidos ficará a cargo da Delegacia da Criança e do Adolescente, que tomará as medidas cabíveis ao caso”, completou o delegado.

Segundo Hessley Santos, os próprios moradores do Porto Rico teriam acionado o órgão. “O garoto disse que os acusados iriam jogá-lo no córrego para matá-lo. Mas desistiram da ideia. Eles rasparam a sobrancelha do menino, torturaram e cometeram abuso sexual”, confirmou.

Aumento na punição
No dia 25 de setembro, foi sancionada Lei nº 13.718, de 2018, que aumenta pena para estupro coletivo, além de tornar crime a importunação sexual, a chamada vingança pornográfica e a divulgação de cenas de estupro.

Para abuso coletivo, o texto aumenta a pena de um quarto para até dois terços. A punição será ainda maior se o crime for cometido em local público, aberto ou com grande aglomeração de pessoas ou em meio de transporte público, durante a noite em lugar ermo, com o emprego de arma, ou por qualquer meio que dificulte a possibilidade de defesa da vítima.

Todos os crimes sexuais contra vulneráveis terão a ação movida pelo Ministério Público mesmo quando a vítima for maior de 18 anos. Isso independe do desejo da vítima de entrar com o processo contra o agressor.

Ainda segundo o texto, poderá ser punido com reclusão de 1 a 5 anos quem oferecer, vender ou divulgar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outro tipo de registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de abuso sexual de vulnerável. Incorre no mesmo delito quem, sem consentimento, divulgar imagens com cena de sexo, nudez ou pornografia ou ainda com apologia à prática de estupro.

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Mensagens revelam como jovens vendiam drogas caras em “loja virtual”

Quatro universitários são acusados de vender entorpecentes importados, como LSD líquido. Eles tratavam drogas como “passaporte da felicidade

Jovens universitários de classe média, moradores do Plano Piloto, foram presos na manhã desta quinta-feira (11/10) acusados de tráfico de drogas. O comércio ilegal era feito com ajuda de um aplicativo de celular. Na lista de transmissão do WhatsApp, os traficantes mantinham uma “lojinha virtual”, com preços e os tipos de entorpecentes caros e importados, chamados por eles de “passaporte da felicidade”.

Fotos e vídeos eram enviados aos clientes para mostrar a qualidade dos entorpecentes. Os traficantes vendiam apenas drogas sintéticas e maconha gourmet, potencializada e cara. Quatro acusados foram presos pela Polícia Civil do DF (PCDF) nesta quinta (11).

A investigação teve início com a prisão de um homem na 2ª fase da Operação Theya, coordenada pela 1ª Delegacia da Polícia (Asa Sul). Nesta terceira fase, cerca de 80 policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão.

Os quatro jovens foram presos durante a ação. À polícia, eles informaram que a droga encontrada com eles era para consumo próprio. O delegado-chefe adjunto da 1ª DP, João de Ataliba Neto, confirmou que os investigados têm 18 e 30 anos, são de classe média, e, em regra, estudantes universitários que não precisam do dinheiro do tráfico.

São usuários de drogas que também as revendem para sustentar o próprio vicio e obter lucro. Percebemos que eles ganham um certo status em meio aos usuários e ostentam em festas. As drogas comercializadas são mais potentes que as tradicionais, por isso, mais caras”
João de Ataliba Neto

Um dos entorpecentes é o LSD líquido. Apenas uma ampola é comercializada por até R$ 1,3 mil. Os investigados também vendiam o alucinógeno em forma de cristal.

Além de maconha e das drogas sintéticas, a Polícia Civil apreendeu R$ 9,7 em espécie. Os presos foram identificados como Luis Henrique Araújo Silva, 19 anos; Matheus Silva Cabral, 23; Ageu Lucas Silva, 27; e Vitor Silvestre da Costa, 20. Um outro suspeito não foi localizado pela polícia, pois está em Alto Paraíso (GO).

Roleta-russa
No último fim de semana, o Metrópoles mostrou que, a cada seis dias, uma nova droga sintética surge no mundo. Essas composições modificadas são comercializadas por traficantes como se fossem substâncias conhecidas, e a estratégia criminosa já chegou a Brasília. Uma delas é a n-etilpentilona, que matou a universitária Ana Carolina Lessa, 19, em 23 de junho de 2018.

O perito criminal da PCDF Luciano Arantes constata que, atualmente, apenas 5% dos selos apreendidos no DF são LSD. Dados do Instituto de Criminalística da PCDF mostram que, de 2009 a 2012, 100% das apreensões eram de LSD. Depois do primeiro semestre de 2013, o número caiu para 50%.

A partir de 2014, os peritos identificaram a comercialização dos NBOMes, conhecidos também como Smiles ou N-bombs, fortes alucinógenos sintéticos vendidos como alternativas ao LSD. Nesse grupo, estão a 25B-NBOMe, 25I-NBOMe e a 25C-NBOMe.

Todas essas substâncias submetem quem as usa a alto risco de overdose. Usuários relatam que, ao consumirem essas drogas, sentem grande confusão mental, coração acelerado e alucinações. Em 2014, a Anvisa incluiu 11 tipos de NBOMes na Portaria n° 344. Em 2016, também foi identificada a família NBOH: 25I-NBOH e 25B-NBOH, além do DOC.

Também conforme o Metrópoles mostrou em reportagem recente, de olho no alto poder aquisitivo de usuários do Plano Piloto, Lago Sul e Lago Norte, traficantes do Distrito Federal passaram a apostar no tráfico de ervas geneticamente modificadas. As chamadas maconhas gourmet apresentam notas de limão, framboesa, cereja e de chocolate.

Investigações conduzidas pela Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 1ª DP traçaram o perfil de compradores e de criminosos, além de terem identificado as principais variações que estão infestando festas na capital da República. As apurações policiais apontam que apenas um grupo seleto de usuários consegue acesso a esse tipo de maconha.

Uma pequena porção chega a custar R$ 1,4 mil. Ao contrário do produto vendido nas ruas e em bocas de fumo, as substâncias gourmet são negociadas em rodas de amigos. “Em quase 100% dos casos, quem vende e quem compra se conhece. Portanto, eles acreditam que se trata de uma transação segura”, explica o delegado-chefe adjunto da 1ª DP, Ataliba Neto.

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Goleiro Bruno pode deixar a prisão

Justiça atualiza atestado e goleiro Bruno pode pedir progressão de pena no dia 13 de outubro
Semiaberto poderá ser solicitado a partir desta data; atualmente jogador cumpre pena em regime fechado na Apac, em Varginha (MG).

A Justiça de Varginha (MG) atualizou o atestado de pena do goleiro Bruno Fernandes com os dias remidos por tempo trabalhado e por estudo. Agora o jogador, que pretende retomar a carreira, pode pedir a progressão de pena para o regime semiaberto domiciliar a partir do dia 13 de outubro, deixando o sistema prisional.

Bruno foi preso em 2010 e depois condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samúdio e por sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Em 2017, o goleiro chegou a ser solto por uma liminar, mas depois teve a medida revogada e foi preso em Varginha, onde cumpre pena em regime fechado desde então.

A atualização do atestado foi assinada nesta quarta-feira (3) pelo juiz Tarcisio Moreira de Souza, da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Varginha. O pedido de progressão, no entanto, não é concedido de imediato, já que precisa ser analisado também pelo Ministério Público.

“Agora eu vou ter que aguardar o dia 13 para fazer o pedido de progressão ao regime semiaberto. Na sequência, colher o parecer do Ministério Público, para depois o juiz poder determinar a expedição do alvará de soltura dele”, explicou o advogado Fábio Gama, que defende Bruno.

Caso seja concedida a progressão, Bruno vai ter o direito de dormir em casa, uma vez que Varginha não possui albergados ou outras instituições onde o preso possa ir apenas para dormir. Ou seja, na prática, é similiar ao regime aberto.

Com isso, o goleiro, que tem contrato suspenso com o Boa Esporte, pretende buscar também uma autorização especial para poder viajar para jogar, diz a defesa. O clube também já manifestou o desejo de voltar a contar com Bruno.


Condenação
Bruno foi condenado pelo homicídio de Eliza Samúdio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu.

Em 2017, o goleiro chegou a ser solto por uma liminar do Superior Tribunal Federal (STF) e voltou a jogar futebol, atuando no Módulo 2 do Campeonato Mineiro pelo Boa Esporte, mas depois teve a medida revogada e um pedido de habeas corpus negado. Em 27 de abril de 2017, Bruno se apresentou à polícia em Varginha, onde foi preso e levado para o presídio da cidade.

Em junho de 2018, ele foi transferido para a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) da cidade, após decisão da da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais. Desde então, cumpre pena e trabalha na unidade.


Goleiro Bruno cumpre pena em regime fechado em Varginha desde abril de 2017 — Foto: Reprodução/EPTV

Penas
As penas somadas chegaram a 20 anos e 9 meses de prisão. Ao todo, o goleiro, que teve a pena aumentada por ser mandante, mas diminuída na mesma proporção por ser réu confesso, precisa cumprir 7 anos, 6 meses e 15 de pena para ter direito ao benefício do semiaberto – esse número vem sendo diminuído devido às remições por tempo trabalhado e estudo.

Bruno já cumpriu pouco mais de 8 anos da pena, mas uma falta grave cometida em 2013 faz com que não seja computado o tempo total em que esteve preso. Com isso, apenas o período após 02 de abril daquele ano é contado para a obtenção da progressão de pena para o semiaberto. A conclusão total da pena agora está prevista para 11 de maio de 2031.

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Caso Eliza Samudio: Justiça em MG concede liberdade condicional a Macarrão

Luiz Henrique Ferreira Romão cumpre prisão em regime aberto em Pará de Minas desde março deste ano. Com progressão da pena, condenado por crime ocorrido em 2010 vai passar a contar com novos benefícios no cumprimento da sentença.

Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, vai passar a cumprir a pena pela morte da modelo Eliza Samudio em liberdade condicional. A decisão foi assinada na terça-feira (2) pelo juiz Antônio Fortes de Pádua Neto, da comarca de Pará de Minas, e divulgada no início da tarde desta quinta-feira (4) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Condenado a 15 anos de prisão em 2012 pelo crime ocorrido em 2010, Macarrão deixou o Complexo Penitenciário Doutor Pio Canedo, em Pará de Minas, em março deste ano para continuar a cumprir a pena em regime aberto. Até então, ele estava no semiaberto e a Justiça alegou que a pena seria cumprida domiciliarmente porque não havia albergue para essa finalidade no município.

Com a liberdade condicional, Macarrão deverá permanecer em casa das 22h às 6h, exceto em casos que a Justiça aceitar como exceção. No regime aberto, ele precisava voltar para casa mais cedo, às 19h. Se descumprir os requisitos exigidos pela Justiça, pode voltar para o regime fechado.

Quando foi para regime aberto, Macarrão trabalhava em uma igreja evangélica e fazia curso profissionalizante — Foto: Reprodução/TV Integração

Para que a progressão da pena passe a valer, ainda é necessária a realização de uma audiência para assinatura de acordo sobre os termos da condicional. A audiência está marcada para 31 de outubro.

A progressão da pena de Luiz Henrique Ferreira Romão foi anunciada junto com a progressão de pena obtida pelo ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, que, a partir de 13 de outubro, pode passar do regime fechado para o semiaberto.

Eliza Samudio foi morta em 2010 e o corpo ainda não foi encontrado — Foto: Reprodução/GloboNews

Condenação
Macarrão foi condenado em novembro de 2012 a 15 anos de prisão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, a modelo Eliza Samudio – e mais três anos em regime aberto por sequestro e cárcere privado.

A Justiça considerou que ele agiu junto com o goleiro Bruno Fernandes, com quem Eliza Samudio teve um filho. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade. O jogador foi condenado pelo crime em março de 2013.

Em 2016, Macarrão conseguiu progressão da pena para o regime semiaberto e, como a penitenciária onde estava, a Nelson Hungria, em Contagem, só aceitava o fechado, a defesa pediu a transferência de Macarrão para uma cidade do interior de Minas. Na época, foi alegado que ele tinha parentes em Pará de Minas.

Em 1º de março deste ano, a Justiça concedeu progressão da pena de Luiz Henrique para o regime aberto, com cumprimento em casa.


Macarrão (dir.), ao lado do ex-goleiro Bruno durante júri em 2012: ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado — Foto: Vagner Antonio/Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Benefícios
Em nota, o TJMG informou que o juiz Antônio Fortes de Pádua Neto concedeu liberdade condicional a Macarrão embasado em parecer do Ministério Público e considerou que ele cumpriu todos os requisitos exigidos para uma pessoa que cumpra pena no regime aberto.

Para manter o benefício, Macarrão precisa comprovar que tem uma ocupação lícita em 30 dias, comparecer mensalmente em juízo para provar residência fixa e permanência em ocupação lícita, não mudar de residência nem se ausentar da comarca sem prévia autorização judicial e estar em casa entre 22h e 6h, exceto se for comprovado que está em atividade lícita.

Com a progressão da pena, Luiz Henrique Ferreira Romão não poderá frequentar bares, boates, casas de prostituição e locais de reputação considera duvidosa pela Justiça.

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Polícia Civil apreende 250 microsselos de nova droga sintética no DF

O próprio traficante, de apenas 18 anos, afirmou desconhecer a verdadeira fórmula do entorpecente. Suspeita é que material venha da Europa

DIVULGAÇÃO/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal descobriu uma nova droga sintética com efeitos alucinógenos. Um jovem de 18 anos foi preso com 250 microsselos do entorpecente. O flagrante ocorreu no Conic, área central de Brasília. As investigações apontam que o suspeito fazia a venda da droga por meio de um aplicativo de celular.

Inicialmente, os policiais da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) pensavam se tratava de LSD. Entretanto, os peritos do Instituto de Criminalística (IC) descobriram que era um novo entorpecente, recém-lançado nas ruas, cujo o nome ainda não foi divulgado pela corporação.

O próprio traficante também desconhecia a verdadeira fórmula da droga, que seria revendida por R$ 1,6 mil. “Se trata de uma droga nova que está sendo comercializada como LSD ou MDMA. Ela, inclusive, ainda não foi incluída na lista de entorpecentes do Ministério da Saúde”, disse o delegado Luiz Henrique Sampaio.

A polícia está atrás de quem está trazendo essa droga para o Brasil. Ha indícios de que ela seja produzida na Europa. “Os selos vêm por avião. É relativamente fácil transportar esse produto. Já os compridos podem vir até mesmo de navio. Cada selo é comercializado por R$ 15. Nas festas, pode ser vendido por até R$ 50”, explicou o delegado.

A pena para o tráfico de drogas é de 5 a 15 anos de prisão. Neste caso, como se trata de medicamento, a pena aumenta e vai de 10 a 15 anos. De acordo com o delegado, traficantes estão usando o artifício de alterar fórmulas de entorpecentes para fugir do enquadramento criminal.

Fonte: Metrópoles

Assédio no ônibus

Assédio no ônibus/metrô, agora é crime, e pode dar até cinco anos de prisão


Importunação sexual e divulgação de cenas de estupro agora são crimes. É o que prevê a Lei 13.718/18, sancionada nesta segunda-feira (24) pela Presidência da República.

O crime de importunação sexual é caracterizado pela realização de ato libidinoso na presença de alguém e sem sua anuência. O caso mais comum é o assédio sofrido por mulheres em meios de transporte coletivo, como ônibus e metrô. Antes, isso era considerado apenas uma contravenção penal, com pena de multa. Agora, quem praticá-lo poderá pegar de 1 a 5 anos de prisão.

Site: http://www2.camara.leg.br

‘Golpe do motoboy’ é o crime da moda para fraudar cartão de crédito


Atualmente, uma força-tarefa envolvendo policiais e promotores de justiça tenta levantar a origem desses ataques.

Há dois meses, a empresária Fátima Vilani recebeu uma ligação de seu banco sobre uma suposta compra realizada com cartão de crédito na cidade de Campinas (SP). Não reconheceu o pagamento e foi orientada pelo atendente a entrar em contato com a instituição financeira. Fátima ligou para o número localizado na parte de trás do cartão, ouviu a música de espera do banco, falou com um funcionário e aceitou a oferta de entregar o cartão ao motoboy para uma averiguação.

No dia seguinte, Fátima descobriu que a compra nunca aconteceu. Que não havia telefonado para o banco. Que o motoboy não levou o cartão para a investigação. E que o prejuízo disso tudo superava R$ 80 mil.

Ela caiu no ‘golpe do motoboy’, crime de engenharia social, como são chamados os casos de manipulação psicológica das vítimas por estelionatários. É o golpe da moda, segundo a Polícia Civil, o Ministério Público e os bancos – mas apenas um entre as diversas modalidades de fraudes que envolvem cartões de crédito.

“Hoje, o cartão de crédito é a principal porta de entrada para os casos de fraudes envolvendo nossos clientes”, afirma o superintende de prevenção a fraude do Itaú Unibanco, Ricardo Lima. O banco, recentemente, iniciou uma campanha justamente para alertar os clientes sobre o ‘golpe do motoboy’. Um vídeo disseminado pelo WhatsApp explica o crime e diz que o banco não solicita senhas e não pede cartões de seus clientes.

“Quem cai nesse golpe geralmente fica espantado com o nível de detalhamento dos bandidos. Eles têm informações sobre a vítima, após monitoramento de redes sociais, e geralmente desviam a linha de telefone no instante do golpe para que a ligação caia exatamente no número dos golpistas”, afirma o delegado José Mariano de Araújo Filho, titular da delegacia de crimes cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo.

“A pessoa com quem conversei possuía todo conhecimento do sistema de cartões. Era impossível perceber que se tratava de um golpe”, conta a empresária. “Fui parar no hospital. Eram R$ 84 mil. Não conseguia dormir”, conta. Fátima Vilani só recuperou o dinheiro 20 dias depois. A seguradora pagou uma parte do prejuízo e a agência, onde é cliente há 27 anos, assumiu a outra parcela.

Bancos de dados
Lima, do Itaú, lembra no entanto que golpes como o aplicado na empresária representam a minoria dos casos de fraudes do setor. “A gente fez esse vídeo para alertar as pessoas sobre a dinâmica desse golpe, mas os crimes de engenharia social são apenas 5% dos casos que captamos aqui na instituição”, diz.

O promotor de Justiça do MP-DF e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Digital, Frederico Meinberg Ceroy, destaca que a maioria das fraudes tem origem nos roubos de banco de dados de empresas.

“Um vazamento de bancos de dados expõe dados de milhares de consumidores. Isso depois é vendido no mercado paralelo da internet e vai alimentar milhares de fraudes no e-commerce”, conta Ceroy.

Atualmente, uma força-tarefa envolvendo policiais e promotores de justiça tenta levantar a origem desses ataques. Uma das linhas de investigação trabalha com o envolvimento de colaboradores dentro de bancos, companhias telefônicas e centros de processamento de dados de varejistas que facilitariam o acesso a informações por parte de estelionatários.

“Existem ainda bancos de dados que são frágeis e os hackers invadem sem muita dificuldade”, diz uma fonte do setor, em condição de anonimato. As informações são do jornal

Site: https://www.correiobraziliense.com.br

Presidente interino da república, Toffoli sanciona lei…..

Pela lei sancionada, fica caracterizada importunação sexual o ato libidinoso praticado contra alguém, e sem a autorização, a fim de satisfazer desejo próprio ou de terceiro. A pena prevista é de um a cinco anos de cadeia.

A proposta ganhou força quando foram registrados casos de homens que se masturbaram e ejacularam em mulheres em ônibus. Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em São Paulo.

O texto sancionado também torna crime a divulgação, por qualquer meio, vídeo e foto de cena de sexo ou nudez ou pornografia sem o consentimento da vítima, além da divulgação de cenas de estupro.

A lei aumenta a pena em até dois terços se o crime for praticado por pessoa que mantém ou tenha mantido relação íntima afetiva com a vítima, como namorado, namorada, marido ou esposa. A intenção é evitar casos conhecidos como pornografia de vingança.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/09/24/presidente-interino-da-republica-toffoli-sanciona-lei-que-torna-crime-importunacao-sexual.ghtml