Feira de artes expõe obras de crianças e adolescentes autistas em Brasília

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar.

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postado em 01/05/2017 17:49
Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

image002 (13)“Como hoje é o Dia do Trabalho, a ideia é mostrar que os meninos podem trabalhar, ganhar dinheiro e participar de uma atividade”, informou a psicóloga Fabiana Andrade, uma das responsáveis pelo evento. Mesmo quem não tinha algum tipo de arte para mostrar se envolveu com a divulgação do evento e com as vendas durante a feira.

O evento, denominado Yes, we can (Sim, nós podemos, em inglês) é promovido pelo Instituto Ninar, que reúne psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, médicos, nutricionistas e professores de educação física para atender crianças com autismos em Brasília.

Beatriz Fornazari, de 11 anos, vendeu os 20 quadros que levou para expor na feira. “Estou gostando de vender meus quadros”, disse a menina, que adora pintar. A mãe de Beatriz, Carla Taís Fornazari, afirmou que o evento incentiva o desenvolvimento da filha.

“Além disso, evidencia que eles são capazes, que não é algum tipo de deficiência que vai limitar. Quando são estimulados e trabalhados, desenvolvem como qualquer criança dessa idade”, acrescentou Carla Taís.

Ivan Madeira Safa, 13 anos, também expôs seus desenhos na feira. As gravuras, algumas abstratas, retratam uma das paixões do jovem: a banda de rock Led Zeppelin.

“Gosto muito de música, do Led Zeppelin, The Smiths e dos Beatles”, disse o jovem. Para a mãe dele, Mariana Madeira, além de desenvolver a sociabilidade de Ivan, a feira é uma oportunidade para estimular o que as crianças e adolescentes são capazes de produzir. “Valoriza eles como pessoas e aponta para alguma alternativa de atividade produtiva.”

Autismo

De acordo com o psicólogo Gustavo Tozzi Martins, do Instituto Ninar, atualmente a maioria dos projetos de apoio aos autistas vem dos próprios familiares.

“Há movimentos muito bem organizados no Brasil, inclusive desenvolvendo projetos de lei e fazendo eventos, mas a iniciativa ou surge de um corpo clínico como este ou puramente dos familiares”, concluiu.

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Parte dos espaços dedicados às artes está fechada ou em condições precárias

Falta de verba para reformas ou manutenções é reflexo de anos de descaso

postado em 07/06/2016 08:35 / atualizado em 07/06/2016 10:20
Nahima Maciel
Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press
image001 (1)O Governo do Distrito Federal é dono de 17 equipamentos culturais. Eles estão distribuídos pelas cidades e pelo Plano Piloto e deveriam ser espaços de proteção e fomento da diversidade cultural da capital. No entanto, boa parte deles agoniza. O Teatro Nacional, o Espaço Cultural Renato Russo e o Museu de Arte de Brasília (MAB) estão fechados. Este último, aliás, está em ruínas há quase 10 anos. Os que ainda mantêm as portas abertas têm problemas e, muitas vezes, operam de maneira precária. É o caso do Memorial dos Povos Indígenas, que lida com infiltrações, falta de climatização e iluminação natural que pode acelerar o processo de deterioração do acervo. Ou o Museu Vivo da Memória Candanga, cujas casas em madeira remanescentes dos primeiros anos de Brasília correm o risco de serem destruídas por cupins ou apodrecer.

Saiba mais

Parte dos espaços dedicados às artes está fechada ou em condições precárias
Este ano, o orçamento destinado à cultura no DF foi de R$ 159.806.621. O total corresponde a 0,38% do orçamento aprovado pela Câmara Legislativa para a cidade. É pouco para manter os 17 equipamentos culturais, mas é também um reflexo da situação nacional: raras vezes o Ministério da Cultura (MinC) chegou a atingir mais de 1% do orçamento federal. O resultado são museus às traças, teatros caindo aos pedaços e espaços culturais de portas fechadas. Cultura se cultiva com educação. Como esta última também sofre duros golpes no Brasil, a consequência é óbvia. No entanto, não se constrói identidade nem sociedade sem cultura. Ou até se constrói, mas o resultado costuma ser lamentável. Cultura é também um poderoso instrumento de inclusão social. E, num país como o Brasil, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) tão deficiente, que o coloca em 75º lugar numa lista de 188 países, incluir jovens em situação de risco é vital. O Diversão&Arte diagnosticou a situação dos principais equipamentos da cidade e fez um mapa invertido: nem sempre as instituições prometidas aos turistas nos guias distribuídos pela cidade correspondem ao que prometem. Veja o estado dos locais que deveriam proteger o patrimônio cultural brasiliense.

Espaço Cultural Renato Russo
Interditado em dezembro de 2013 pela Agefis e pelo Corpo de Bombeiros por não atender normas de segurança

MAB
Criado em 1985, o Museu de Arte de Brasília (MAB) está fechado desde 2007 por recomendação do Ministério Público

Teatro Helena Barcelos (UnB)
Fechado desde 2011, quando foi interditado por problemas de estrutura e manutenção. O espaço foi originalmente planejado para ser um teatro moderno, com palco móvel e serve atualmente como depósito. Estudantes de artes cênicas da Universidade de Brasília continuam a iniciar e completar o curso sem um teatro para apresentar seus estudos e criações.

Memorial dos Povos Indígenas
Construído em 1987, passou um tempo fechado em 1999 e hoje está aberto, mas funciona em condições precárias e sem orçamento próprio

Centro de Dança
Fechado desde 2013, o espaço passa por processo de reforma e a previsão é que reabra as portas ainda este ano

Biblioteca Demonstrativa da 506/507 Sul
Foi interditada pela Defesa Civil em maio de 2014 e permanece fechada, apesar de uma reforma iniciada pouco depois do fechamento

Teatro Nacional
Está fechado desde fevereiro de 2014 por determinação do Corpo de Bombeiros: as instalações elétricas e hidráulicas do teatro estão comprometidas.
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Parte da história do DF jogada às traças

Uma pequena sala na Asa Norte guarda documentos importantes para a cidade sem acondicionamento próprio. Até plantas desenhadas por Lucio Costa estão lá. Situação é denunciada para o Ministério Público e governo promete ação para impedir descaso

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» HELENA MADER
» OTÁVIO AUGUSTO
Publicação: 07/06/2016 04:00
A Mapoteca do DF está em uma sala dentro da construção da década de 1970, perto da Colina da UnB, onde antigamente funcionava a Diretoria Regional de Ensino do Plano Piloto (Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press)
image002A Mapoteca do DF está em uma sala dentro da construção da década de 1970, perto da Colina da UnB, onde antigamente funcionava a Diretoria Regional de Ensino do Plano Piloto

Ação diz que local não tem

Ação diz que local não tem “condições mínimas de higiene e segurança”

Mapas e plantas urbanísticas que ajudam a contar a história de Brasília estão guardados em um local improvisado, sem segurança e cuidados adequados de preservação. Cerca de 20 mil documentos da chamada Mapoteca do DF foram transferidos no ano passado de um prédio na W3 Sul para um antigo edifício na Asa Norte. Os papéis já estavam acondicionados de forma inadequada havia vários anos, mas especialistas dizem que o atual local de arquivo representa um grave risco à documentação. O descaso com os antigos mapas da cidade é histórico. Arquitetos não sabem onde estão papéis com incomparável valor, como plantas desenhadas pelo arquiteto e urbanista Lucio Costa, que desapareceram há alguns anos. O GDF promete transferir a documentação para uma sala adequada no Arquivo Público do DF.

Ontem, entidades de defesa da preservação de Brasília e associações comunitárias entregaram uma representação ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB), à Câmara Legislativa e ao Ministério Público do DF a fim de denunciar o problema. A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural informou que vai apurar a denúncia e garantiu ter pedido informações ao Buriti. O documento é assinado por vários grupos, como os conselhos comunitários das asas Sul e Norte e do Sudoeste, a Associação Parque Ecológico das Sucupiras, o Instituto Pactos de Desenvolvimento Regional Sustentável, o Fórum das ONGs Ambientalistas do DF e o Instituto Histórico e Geográfico.

Os integrantes das entidades denunciam “a forma completamente inadequada” como estão arquivadas plantas originais de projetos de parcelamento urbano, paisagísticos, memoriais descritivos e projetos complementares de todo o DF. “Literalmente jogadas às traças e aos ratos”, diz a representação. As entidades criticam o local de abrigo dos documentos, “um ambiente completamente desprovido das condições mínimas de higiene e segurança para tão precioso material”.

O novo endereço da mapoteca fica escondido em um espaço próximo à Colina — conjunto de prédios habitacionais da Universidade de Brasília (UnB). No local, já funcionou a Diretoria Regional de Ensino do Plano Piloto. A edificação, um prédio da década 1970, apresenta desgastes do tempo. É possível observar problemas elétricos, como fiações expostas e falta de manutenção predial: as portas estão enferrujadas e há falhas no assoalho. Uma sala de cerca de 35m² é o espaço destinado aos mapas da capital. O ambiente é muito quente, mesmo em uma tarde fresca de outono.

Ontem, por volta das 16h30, havia dois vigilantes no local. “A gente fica sempre atento ao que está acontecendo. Aqui é meio isolado e sempre tem pessoas rondando”, contou um vigia. As grades que cercam o órgão são antigas e os portões, frágeis.

Fotos

Na denúncia entregue ao GDF, ao MPDFT e à Câmara, os especialistas anexaram fotos que mostram a péssima situação dos arquivos urbanísticos da capital. “Não há nenhuma sinalização ou placa informando a atual destinação do prédio. A situação é ainda mais grave porque, em volta do local, há dezenas de moradores de rua acampados, cometendo furtos e roubos. O lugar é de difícil acesso e quem quer procurar algum documento tem muita dificuldade de encontrá-lo”, conta Heliete Bastos, líder comunitária da Asa Sul.

Os autores da representação dizem que, até meados dos anos 2000, a Mapoteca do DF funcionava no Anexo do Palácio do Buriti. Em seguida, os documentos foram transferidos para um prédio do Setor Comercial Sul e, no governo passado, o acervo seguiu para a 507 Sul. Em 2015, houve a mudança para a 611 Norte.
Imagens do desleixo (FDDF/Reprodução)
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Imagens do desleixo

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image006Fotos anexadas no processo enviado para o MPDFT mostram as condições do local onde mapas e plantas estão guardados: altas temperaturas, ferrugem, sujeira e insegurança ao redor do prédio (FDDF/Reprodução)

Fotos anexadas no processo enviado para o MPDFT mostram as condições do local onde mapas e plantas estão guardados: altas temperaturas, ferrugem, sujeira e insegurança ao redor do prédio

“Tristeza enorme”

Publicação: 07/06/2016 04:00
A arquiteta e urbanista Tânia Batella lembra que os documentos guardados no local têm “um valor cultural incomparável”. “É a memória de Brasília que está sendo desrespeitada”, lamenta a especialista. Ela conta que entre os documentos com destino desconhecido está uma planta do arquiteto Lucio Costa. “Não encontramos a planta original do Brasília Revisitada, documento do Lucio Costa, por exemplo. A planta é essencial. A maioria dos documentos foi digitalizada, mas precisamos do original. E não é só isso: eles precisam ser guardados e preservados. Dá uma tristeza enorme”, acrescenta.

Filha de Lucio Costa, a também arquiteta Maria Elisa Costa confirma que o documento mencionado por Tânia Batella está desaparecido. “Eu nunca mais tive notícia do desenho de Brasília Revisitada, que foi feito sobre uma reprodução fotográfica do levantamento aerofotogramétrico da cidade, numa espécie de plástico, no qual se podia desenhar por cima. No acervo da Casa de Lucio Costa, há uma reprodução desse desenho, feita na época”, lembra Maria Elisa. “A impressão que eu tenho é que esse descaso se consolidou com o tempo, o que é uma pena”, acrescenta.

Em nota, a Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth) esclareceu que toda a documentação urbanística e cartográfica já está disponível em acervo digital. “Os documentos ativos, aqueles vigentes e usados como base de consulta para elaboração de projetos, podem ser acessados por endereço eletrônico. Já os documentos históricos podem ser consultados digitalmente, mas apenas mediante solicitação, já que o sistema é uma plataforma dedicada aos arquivos correntes.”

“Atualmente, a Segeth está em fase final de tratativas para a instalação da mapoteca numa sala do Arquivo Público do DF, onde continuará sendo guardada por servidores da secretaria e com melhor condicionamento dos documentos”, acrescenta a nota do governo. A Segeth informou ainda que, depois da migração, os arquivos “permanecem recebendo os cuidados necessários para sua manutenção enquanto aguardam a transferência para o Arquivo Público”.
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No caminho das cordas

Além de aulas de música para crianças, projeto desenvolvido pela Orquestra do Gama conta com coral para idosos %u2014 reunindo cerca 80 participantes

THIAGO SOARES
(Fotos: Helio Montferre/Esp.CB/D.A Press)

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É pelos dedilhados no violão ou pelo passar do arco no violino que crianças e adolescentes constroem um novo caminho por meio da música. As notas, além de tocadas, também são interpretadas pelas vozes de idosos que compõem o coral. São cerca de 80 pessoas de variadas idades que participam do projeto Com Cordas do Gama, desenvolvido pela Orquestra Cordas do Gama. As aulas são ministradas gratuitamente. As lições que eram passadas quase que diariamente devido a dificuldades tiveram que ser reduzidas para dois dias da semana. A luta dos organizadores é com a permanência do trabalho voluntário.

O projeto nasceu em junho do ano passado. O responsável, o maestro Roberto Farias, 42 anos, percebeu que, por meio do seu conhecimento em música, poderia auxiliar algumas crianças da região, retirando elas principalmente das ruas e lhe dando oportunidade para tocar algum instrumento de cordas, como violão clássico, violino, violoncelo e viola. “A intenção era mandar a cultura de fora para dentro do Plano Piloto. Temos muitos músicos que moram nas regiões administrativas. Identifiquei que algumas pessoas tinham vontade de aprender música, principalmente crianças, mas, como as aulas na maioria ocorrem na região central, elas teriam dificuldades de locomoção. Por isso, resolvemos trazer o projeto para o Gama. Uma oportunidade perto para quem quer aprender”, explicou. As aulas ocorrem no Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cose) do Setor Sul do Gama.

image002 (3)Rochelle Emanuella: %u201CA chance de seguir no meu objetivo%u201D, que é fazer música na UnB (Fotos: Helio Montferre/Esp.CB/D.A Press)

Rochelle Emanuella: %u201CA chance de seguir no meu objetivo%u201D, que é fazer música na UnB

O Com Cordas do Gama é uma extensão do Orquestra de Cordas do Gama. O grupo, formado por 20 músicos, nasceu em abril do ano passado. Roberto Farias, que também é presidente da entidade, entrou com a experiência como diretor, entre 2014 e 2014, da Orquestra Filarmônica de Brasília. As apresentações ocorrem esporadicamente em diversos espaços. “Não há mais necessidade de ir ao Plano Piloto para apreciar música clássica”, aponta o maestro.

As pequenas irmãs Anna Hellen, Anna Amélia e Anna Beatriz Lima 4,8 e 10, respectivamente, nem ligam para a complexidade que leigos enxergam no violino. A mais velha se interessou pelo instrumento, e as outras seguiram o exemplo. As três participam do projeto. “Estou gostando muito das aulas. No início, é um pouco difícil, mas, depois que se pega o ritmo, fica divertido. Já estou até tocando algumas músicas”, contou Beatriz. A mãe do trio, a dona de casa Anna Cláudia Filgueiras, 40 anos, conta que, se não fosse o Cordas do Gama, seria inviável manter as crianças em uma escola de música. “É uma oportunidade única. Seria complicado manter as três em uma aula particular. Elas estão muito empolgadas”.

O projeto rende frutos. A exemplo da estudante Rochelle Emanuella Mesquita, 16 anos. Ela foi uma das primeiras a se inscrever no Cordas do Gama. Desde pequena, a garota despertou interesse pela área. O primeiro contato foi com o violino, quando ainda tinha 8 e morava no Maranhão. Morando atualmente no Novo Gama (GO), ela não mede esforços para participar das aulas. “Vejo aqui a chance de seguir no meu objetivo. Fazer o que gosto, que é expressar a música pelo violino. O projeto está me ajudando muito”, diz a adolescente, que pretende cursar música na Universidade de Brasília (UnB).
Por conta de dificuldades financeiras, Roberto Farias teve que reduzir o número de aulas e torce pela permanência do trabalho voluntário
(Helio Montferre/Esp.CB/D.A Press)

Por conta de dificuldades financeiras, Roberto Farias teve que reduzir o número de aulas e torce pela permanência do trabalho voluntário

Continuidade
Inicialmente, três músicos que fazem parte da Orquestra Cordas do Gama, ministravam as aulas no projeto, porém, mesmo com todo o esforço, apenas o maestro Roberto Farias permaneceu. Apesar de usar um espaço público para o programa, o grupo não recebe qualquer incentivo financeiro. Tudo é feito contando com a solidariedade. “Eles tiveram dificuldades em se deslocar para cá. Assim como eu, eles mantêm outros projetos profissionais. Com isso, tivemos que reduzir os dias de aulas para apenas dois. A nossa intenção é retomar com mais um dia para todas serem atendidos”, acrescenta.

As aulas de cordas ocorrem nas quintas e sextas-feiras, no período da tarde, e o coral de idosos se reúne na quinta pela manhã. Os instrumentos usados nas aulas são dos próprios alunos ou do professor. “O ideal seria conseguir apoio para conseguir novos instrumentos, assim mais pessoas da comunidade teriam oportunidade de aprender”, ressalta o maestro.

Grupo diversificado
Os instrumentos de cordas são aqueles em que o som é produzido pela vibração de uma corda presa em suas extremidades. Quanto mais longa e mais grossa a corda, mais grave é o som emitido e vice-versa. A quantidade delas nos instrumentos dessa família varia muito, podendo ter uma, como o berimbau, ou mais de quarenta, como a harpa. Além disso, esses instrumentos do grupo são diversificados e podem ser tocados de diferentes maneiras. São usados em apresentações solo, em conjuntos pequenos e grandes orquestras, entre outros. O representante mais conhecido desta família é o violino, considerado um dos instrumentos mais importantes da cultura ocidental.

Como ajudar?
Quem quiser ajudar com o andamento desse projeto no Gama pode entrar em contato com o maestro Roberto Farias (61) 8146-9097 ou 9905-0396. A ajuda pode ser através da doação de equipamentos ou até mesmo qualquer quantia em dinheiro. As aulas são ministradas às quintas e sextas-feiras no Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cose), localizado na entre quadra 05/11 Área Especial – Setor Sul.

Site: katiaaguiar1@terra.com.br

Convite.nome.nomade. DF

nomade

ANGÉLICA TORRES LIMA

O nome nômade
isbn 978-85-421-0380-9
108 páginas | Poesia

Os poemas de Angélica Torres Lima são inconfundíveis. Em O nome nômade, os versos percorrem o mundo e testemunham múltiplos contrastes. A poeta e professora de literatura Astrid Cabral comenta: “A boa poesia me comove. Toca a medula da alma. O livro de Angélica, cuja palavra nômade percorre os mais diversos campos temáticos, me comoveu profun¬damente e deixou-me feliz por sentir que ela voou mais alto no ‘arremesso da mensagem’. Tanto os poemas cósmicos, quanto os meta poéticos, existenciais, feministas e antirracistas são belos e originais. Trazem a força daquela ‘sanha titânica’ que alvoroça o ser da poeta e a consciente elaboração artística.”

O também poeta Alberto Bresciani assinala ser ” uma poesia única em extensão e versatilidade. Encanto, sedução, urbe, a geografia, a mulher convocando outras mulheres que sabem os nós da vida, stabat mater dolorosa, ‘bruta voz’ quando necessário são os componentes do seu novo livro”.

Angélica Torres, poeta, jornalista e editora, publicou Sindicato de estudantes (1986), Solares (1988), Paleolírica (2000), O poema quer ser útil (2006), Luzidianas (2010), além de Koikwa, um buraco no céu (1999) e da antologia Tributo ao Poeta (org. 2010). Tem poemas publica¬dos em revistas, antologias, blogs e portais de poesia.
Lançamento em Brasília -7 de dezembro, segunda-feira, a partir de 19h, no Carpe Diem/104S.

Editora 7Letras
Rua Visconde de Pirajá, 580 / sl. 320 – Ipanema | Rio de Janeiro-rj | cep 22410-902 | (21) 2540-0076
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Projeto estimula a leitura por meio de mensagens no celular

Projeto estimula a leitura por meio de mensagens no celular

O Leitura de Bolso envia contos, romances, crônicas e poemas em arquivos multimídia de até cinco minutos para quem se interessar.
Postado em 30/11/2015 09:30 / atualizado em 30/11/2015 09:54

projeto

Santos são colegas de trabalho em uma agência de publicidade e idealizaram a inciativa juntos

O nome faz menção aos livros de bolso – aqueles que, na prática, nem entram na calça jeans -, mas a proposta do Leitura de Bolso é levar obras de escritores brasileiros até o celular. Se ele fica no bolso, na bolsa ou nem sai da mão, não importa. Todos os dias pela manhã, haverá uma mensagem esperando para ser lida.

O projeto começou a funcionar em 25 de novembro e já tem quase três mil leitores. Os usuários inscritos recebem, pelo Whatsapp, conteúdo literário que varia entre textos, imagens, vídeos e áudios. E, para não gastar o tempo precioso de ninguém, as mensagens não levam mais de cinco minutos para serem lidas ou vistas.

O que motivou a criação do projeto foi a notícia de que 70% da população brasileira não leu nenhum livro em 2014. Fato que aparece logo na abertura do site de divulgação e é seguido de um lamento: “Também, com tanta coisa legal na internet, fica difícil competir”.

Batalha perdida no ano passado, os idealizadores Julian Vilela e Paulo Santos fizeram da leitura o desafio do ano. “A gente lê muito mais no celular, enquanto está entre uma atividade e outra. Então, por que não inserir a literatura nos aplicativos que mais utilizamos?”

A escolha do aplicativo como meio de funcionamento do Leitura de Bolso foi quase intuitiva: é grátis para baixar, quase todo mundo tem e basta estar conectado à internet para usá-lo. Além disso, “os leitores podem enviar um feedback na hora e tudo será lido e respondido”. Os comentários também serão repassados aos escritores.

A cada temporada um escritor será convidado a participar do projeto, com trabalhos inéditos (ou não). O primeiro colaborador é Roberto Klotz, autor de Quase pisei!, Pepino e farofa e Cara de crachá, que tem mais de 20 prêmios literários e é membro da Academia de Letras do Brasil. Segundo Julian, a única condição para ter obras publicadas no Leitura de Bolso é querer ser lido, independentemente do formato: “O escritor que aceita participar mostra que é diverso e que quer atingir as pessoas acima de tudo”.

Para se inscrever no projeto é preciso acessar o site da campanha: www.leituradebolso.com.

Site: http://www.correiobraziliense.com.br/

A Arte do Encontro e Outras Artes – 35ª edição

IMG_5006 (1)                                                    Stela carmona

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                                               Daniel Ferreira

Alexandre Sidou Atelier

                                                Ana Póvoas

Originalidade e qualidade é a marca desse evento, que surgiu em 1998, apostando em idéias sustentáveis, criativas, de produção individual ou coletiva mas sempre valorizando o fazer à mão A cada edição participam cerca de 35 artesãos, artistas plásticos e designers do DF e de outros estados, com peças em materiais diversificados.

Artesanato tradicional e contemporâneo, acessórios, objetos, joias, vestuário bordado, saboaria natural, pintura, escultura e fotografia, produtos para a criançada e artigos de Natal. Um brechó muito bacana também participará do evento.

A programação musical, gratuita, terá Adriano Rocha Trio na sexta-feira, às 19h. No sábado, 19h, a cantora Mírian Marques e Edson Arcanjo se apresentam no Show Mutante. No domingo às 12:30h tem Roda de Choro com Ian Coury (bandolin), Piu ( violão 7 cordas), Willian ( cavaquinho) e Thiago Viégas ( pandeiro) e às 18h, voz e violão com Adriano Rocha para encerrar a programação da mostra.

Muitas delícias na Gastronomia, com opções para todos os gostos! Crepes, quiches, saladas, almoços, geléias caseiras, pães de fermentação natural, doces maravilhosos e a tradicional linguiça com farofa de cebola crocante.
Data e horários:
0/11 de 17 às 22h

21/11 de 10 às 22h

22/11 de 10 às 20h

SHIN QI 14 conjunto 08 casa 23 – Lago Norte

Produção: Renata De Sordi

contato: 61 9942-5125

renatadesordi@gmail.com

Caçadores de bons exemplos Em busca de brasileiros que fazem a diferença.

Lançamento Livro em Brasilia (2)

Olá amigos:

Queremos um abraço de vocês!

Estaremos em Brasília
dia 20/11 – Sexta-feira
as 19:00h
Na livraria Saraiva do Shopping Pátio Brasil para o lançamento de nosso livro:
Caçadores de bons exemplos
Em busca de brasileiros que fazem a diferença.
A cada exemplar vendido, 1 livro se doado para as bibliotecas públicas do Brasil!
Esperamos vocês lá!
Um forte e fraterno abraço,
Iara e Eduardo
(37) 99904.9070 whastapp ou 99985.5570
Caçadores de bons exemplos

Iara e Eduardo Xavier
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Histórias de vida de funcionários do Metrô são contadas em exposição

Objetivo é aproximar a população dos trabalhadoresPassos acelerados cruzam as estações. Quase sempre, um bom dia ou boa tarde é engolido pela pressa de chegar mais rápido. São 150 mil usuários por dia no metrô. Milhares de pés apressados. Do outro lado, fazendo a engrenagem girar, há 1.050 mil funcionários divididos nas cidades onde chega o Metrô. A Estação Central da Rodoviária, normalmente cinza e sem espaço para pausas, ganhou cores especiais ao exibir fotos e relatos sobre funcionários da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). Os cartazes fazem parte da exposição Retratos do Metrô, que busca mostrar à sociedade como é o dia a dia e a história de vida de quem trabalha no serviço metroviário. As fotos são de Paulo Barros, os textos são assinados pelo jornalista Marcelo Abreu e a produção ficou a cargo de Márcia Felícia.

Exposição

A Estação Central da Rodoviária, normalmente cinza e sem espaço para pausas, ganhou cores especiais ao exibir fotos e relatos sobre funcionários
Até 5 de outubro, os passageiros poderão conferir testemunhos e imagens de 30 profissionais nesse espaço. Depois, a exposição segue para as outras 23 estações. A mostra é parte da programação da Semana Nacional de Trânsito — comemorada entre 18 e 25 de setembro — e do Dia Mundial sem Carro, celebrado ontem. Enquanto compravam bilhetes, esperavam o trem e torciam para arranjar um lugar, muitas pessoas interromperam a correria cotidiana para admirar as histórias de luta dos trabalhadores que tornam possível o transporte metroviário na capital federal. “Achei interessante. A gente normalmente não pensa em quanta gente está por trás dos serviços, ainda mais com relatos assim”, comenta a funcionária pública Lilian Pereira, 46 anos. Nos corredores da Estação Central, os moradores da capital federal podem conhecer a trajetória de Inalba Maria Morais Galvão, 51 anos, a primeira piloto mulher do metrô. “Eu me sinto privilegiada por representar meus colegas, fiquei orgulhosa em ser escolhida para aparecer na exposição, é uma forma de humanizar nosso trabalho. Nem no meu aniversário recebi tantas mensagens positivas”, diz. Ela espera que, com a exposição, as pessoas percebam o próprio potencial.

A primeira fase da exposição foi interna, apenas para os funcionários. Agora, é a vez de o público conhecer mais sobre quem trabalha por eles. “Quem passava pelos corredores do prédio principal da administração do Metrô não tinha oportunidade de conhecer nada sobre o órgão ao andar por ali. Então, há três meses, tivemos a ideia de mostrar as histórias das pessoas que trabalham no metrô”, explica o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, 56 anos. Textos e fotos da mostra estão disponíveis em: www.metro.df.gov.br..

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