Sarau não ao feminicídio, um grito contra a violência

Evento reúne dezenas de poetas e músicos de Brasília no Teatro dos Bancários de Brasília (314 Sul), dia 13 de fevereiro, 5ª feira, às 19h. Entrada gratuita.

Em defesa da vida, amantes da poesia, música, justiça e direitos humanos estão convidados para o Sarau Não ao Feminicídio, no dia 13 de fevereiro, a partir das 19h, no Teatro dos Bancários de Brasília. Um protesto contra a alarmante realidade que acomete mulheres em todo o Brasil, a ação cultural, promovida pelo Celeiro Literário de Brasília e pelo projeto BraSa – Caminhos Literários e Musicais entre Brasília e Salvador, contará com 20 poetas e diversos músicos da Capital Federal, que levarão seus versos e canções em um gesto de denúncia das violências físicas e simbólicas contra o gênero feminino.

Com a 5ª maior taxa de feminicídio do mundo, a realidade brasileira aponta para uma guerra silenciosa na qual milhares de mulheres cotidianamente são ameaçadas, abusadas, estupradas ou mortas. A última edição do Atlas da Violência, produzido em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), constata a triste conjuntura: o número de mortes de mulheres por razão de gênero. Em dez anos, houve um crescimento de 30,7% de homicídios femininos no território nacional. Somente em 2017, 13 mulheres foram assassinadas por dia, além da estimativa de, no mínimo, 300 mil estupros anuais, já que, infelizmente, as notificações não correspondem a todos os crimes.

No Distrito Federal, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, somente em janeiro de 2019, registrou-se um feminicídio por semana. Na maioria dos casos (74%), os crimes ocorreram dentro de casa. Pelo perfil das vítimas, a maioria entre 25 e 30 anos. Segundo os dados atualizados em 2018, Brasília ocupa o quinto lugar em índices de feminicídio no país.

Frente a esse grave cenário, artistas de Brasília se unem para dar um basta à violência contra as mulheres. Subirão ao palco os seguintes poetas: Nilva Souza, Cristina Roberto, Seirabeira, Ana Rossi, Custódia Wolney, Luciana Barreto, Angélica Torres, Paulo Lima, Mauro Rocha, Marcia Amaral, Ismar Lemes, Flora Benittez, Pietro Costa, Nara Fontes, Analise, Vicente Sá, Malu Verdi, Roberto Medina, Luh Veiga e Maria Maia.
Na programação musical, Martinha do Coco, Dora Cabanilha, Marina Andrade, grupo de choro Regional Marangone, constituído por Rodrigo Pereira (violão), Cristina Porto (fagote), Fernando Borgatto (bandolim), Sidnei Maia (flauta), Henrique Borgatto (cavaquinho) e Davi Muniz (pandeiro) –, além do quarteto Não ao Feminicídio formado por Beatriz Schimidt (flauta transversal), Cristina Porto (Fagote), Eduardo Rangel (voz) e Genil Castro (guitarra).

O evento conta com o apoio expressivo de diversas entidades civis, como Sindicato dos Bancários de Brasília, Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED), Associação de Advogadas e Advogados pela Democracia (APD) Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP), Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor), Unacon Sindical, Instituto Construção e CFEMEA.

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Serviço:
Sarau Não ao Feminicídio
Dia: 13 de fevereiro, 5ªa feira
Hora: 19h
Local: Teatro dos Bancários de Brasília (314 Sul).
Entrada gratuita.

Fonte: https://brasiliarios.com/cultura/1280-sarau-nao-ao-feminicidio-um-grito-contra-a-violencia

Vídeo de estudante paraense cantando música de Andrea Boccelli viraliza

Ronald Cardoso mora em Mosqueiro e recebeu uma bolsa de estudos da Fundação Amazônica de Música

Um vídeo postado na internet com o filho de pescadores Ronald Nonato dos Santos, de 10 anos, cantando na beira do rio a canção “Con Te Partirò”, do tenor Andrea Bocelli, seu ídolo, viralizou e apresentou o talento do garoto para além das fronteiras do distrito de Belém. O vídeo já alcançou mais de 260 mil visualizações e mais de 10 mil compartilhamentos na rede, sem contar os de grupos de Whatsapp.

O pequeno talento é estudante da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental “Dr. Lauro Chaves”, localizada na Baía do Sol, em Mosqueiro, e participa também do Projeto Cantar-o-Lar, idealizado pelo músico Salomão Habib, que leva o ensino da música para alunos da rede pública de ensino.”Uma vez estava desenhando um menino que cantava e tocava violão e aí comecei a cantar. Aqui na escola aprendi a respirar melhor pra cantar e a tocar flauta doce. Durante uma aula, a professora colocou a música do Andrea Bocelli, gostei da forma diferente de cantar e me apaixonei pela ópera. Sinto uma alegria quando canto. Imagino logo que estou ao lado desses grandes cantores”, comentou Ronald, que também gosta de música gospel, reggae, música popular brasileira e brega. O pai do menino, o pescador Raimundo Nonato dos Santos, de 59 anos, lembra que o caçula dos cinco filhos, começou a cantarolar pela casa aos três anos e que tudo que faz é cantando. “Ele cantava bem baixinho no corredor de casa. Aí comentei com a mãe dele para prestarmos mais atenção. Quando a diretora chamou a gente foi uma surpresa, porque não sabíamos do projeto. Mas aí o professor Salomão conversou com a gente sobre o talento do nosso filho”, contou Raimundo. “O Ronald não para de cantar. É sempre uma alegria, ele não fica com raiva, ele canta até quando está comendo. Estamos muito felizes”, completou o pai.Em 2019, o projeto Cantar-o-Lar foi implantado na escola onde Ronald estuda. “O Ronald é um desses meninos abençoados com o talento musical. Uma característica muito forte é que ele lê cantando as histórias que vê. Também tem uma afinação muito firme e decora trechos musicais complexos de obras famosas. Quando o Cantar-o-lar chegou na escola, logo vi o potencial do talento do Ronald. A partir daí procurei ajudar da melhor forma”, comenta Salomão.”A voz do Ronald ainda é considerada tecnicamente uma voz “branca”, ou seja, não há ainda a formação completa do aparelho fonador. Sua voz ainda vai amadurecer. Inclusive não há aula de canto formal nesta idade. O que existe é um processo de musicalização onde se treina a voz”, explica o músico.Diante da repercussão do vídeo, o jovem foi agraciado com uma bolsa de estudos da Fundação Amazônia de Música (FAM). A Secretaria Municipal de Educação (Semec), junto com Salomão Habib, vem orientando o aluno e a família sobre as propostas de ajuda que estão surgindo.”Agradecemos todos da escola e do projeto que estão nos ajudando a encaminhar o Ronald para uma escola de música e realizar o sonho dele”, comenta seu Raimundo, que ao mesmo tempo em que incentiva o filho, o orienta a ter cautela sobre o futuro.

Fonte: https://www.oliberal.com

O Direito ao Grito

O espetáculo “O Direito ao Grito” é uma adaptação da obra literária “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, e conta ao mesmo tempo a história de Macabéa, heroína do romance, e de sua autora. A peça reúne referências do teatro naturalista, do circo, da dança contemporânea e do teatro de rua para cruzar as vidas das duas mulheres, criadora e criatura, no mesmo enredo, criado pelos diretores da Oficina Circo Íntimo, Abaetê Queiroz e Juliana Drummond.

A peça fica em cartaz de 10 a 12 de dezembro (terça a quinta-feira), sempre às 20h, no Teatro Garagem (Sesc 913 Sul). Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente com os alunos a R$20,00 (meia).

Escritores brasilienses ressignificam o legado de Cruz e Sousa

São nomes que possuem importância na literatura negra do Distrito Federal

Carregada de uma simbologia marcante e própria, a literatura negra é de uma riqueza única por contar com autores que escrevem sobre histórias e vivências reais. Preconceito, resistência, visibilidade, pertencimento, racismo, escravidão e tantos outros temas que estão entranhados na evolução do negro perante a sociedade são utilizados nas produções literárias de escritores negros como Jorge Amâncio, Rêgo Júnior, Cristiane Sobral e Sérgio Souza.

São nomes que possuem importância na literatura negra do Distrito Federal. Mais do que isso, os quatro utilizam o poema e a poesia como forma de empoderamento. “De um tempo pra cá, a partir de meados do século passado, a literatura passa pela marginalização da poesia. As editoras não editam produções de poetas, o que agrava e aumenta a invisibilidade do estilo. Ser poeta é ser marginalizado na literatura. Sendo negro, a dificuldade é ainda maior”, conta Jorge Amâncio.

Mesmo assim, os autores lutam para publicar as obras e expressar toda a negritude presente nos versos escritos com uma veracidade difícil de se encontrar em outros estilos de literatura. “A poesia é uma pluralidade de possibilidades. É dar voz para aqueles que não possuem. Nós, negros, vivemos reinventando nosso lugar na sociedade, e a literatura negra é uma porta aberta para esse autoconhecimento”, comenta Sérgio Souza.

Em uma trajetória com supremacia branca na formação de escritores, muito por conta da condição financeira e da hegemonia que foi criada no território brasileiro, há de se ressaltar nomes como Cruz e Sousa (anos 1800) e Carolina de Jesus (anos 1900), que produziram muito sobre a condição de submissão em que os negros se encontravam. Entretanto, atualmente, sem deixar as origens de lado, o desafio é de ressignificar a temática acerca desta classe racial.

“Os escravizados sempre são lembrados com uma visão depreciativa, mas o negro, em condições mais adversas, sempre soube ser resiliente e inteligente. O conhecimento não estava impresso em páginas. O saber negro veio com a tradição oral. É exatamente essa resistência através do saber que utilizamos hoje para escrever poemas que gritam contra esse sistema, que a cada dia está devorando os espaços, os guetos e as quebradas onde se trabalha arte e cultura preta”, explica Rêgo Júnior.

A luta e a persistência por uma divulgação e reconhecimento das produções negras ainda se fazem presentes no atual contexto. Poetas negros do presente, como Cristiane Sobral, buscam explorar a questão de maneira motivacional — provando que existe produção negra, apesar de todo o preconceito e racismo — e realçar a importância dos que vieram antes. “A marca da literatura não é o estereótipo. É a produção estética literária negra. É contar as histórias de amor, de vitórias, de superação, de humanidades e de conquistas da gente negra brasileira. Estamos além dos maniqueísmos de mal e bem. A experiência de ser negro e brasileiro é tão diversa e não contempla protocolos únicos.”

*Estagiário sob a supervisão de José Carlos Vieira

Entrevista / Zilma Gesser – professora da UFSC e autora do livro Negro

Cruz e Sousa revisitado

Um dos mais importantes escritores da literatura brasileira, Cruz e Sousa é conhecido por ser o precursor do movimento simbolista no Brasil, iniciado no século 19 com as publicações da prosa Missal e do poema Broquéis.

Cruz e Sousa era filho de escravos alforriados e foi educado sobre os padrões do ex-patrão. Conviveu durante boa parte da vida em um universo de pessoas brancas de alto padrão, fugindo da realidade da maioria dos negros do período. Escrevia sobre a escravidão e a marginalização.

O escritor tem um lugar especial na história por ser um poeta negro que conseguiu expor a temática da negritude, em um período no qual a Lei Áurea acabara de ser sancionada. Foi responsável por trazer visibilidade e representatividade para a questão racial naquele momento abolicionista — mas também preconceituoso.

Nascido na região que hoje corresponde à Florianópolis (SC), o autor tornou-se tema de estudo da professora Zilma Gesser da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que publicou um livro chamado Negro, com uma coletânea de poesias, prosas e ilustrações de Cruz e Sousa. Em entrevista ao Correio, a autora falou sobre o escritor e o processo criativo para construir a obra.

Qual foi a sua motivação para realizar essa pesquisa/livro?
A idealização da pesquisa foi do poeta e professor, colega de meu Departamento de Ensino de Língua e Literatura Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina, Alcides Buss. Há muitas abordagens críticas destacando questões relacionadas ao tema como: reflexos da origem africana de Cruz e Sousa em sua obra; o Simbolismo como desejo de ascensão social; a busca de um clareamento pelo viés da estética simbolista, dentre muitos outros. Foi cognominado também: Cisne Negro, Dante Negro, Negro de Ouro, Laocoonte Negro e, muito comumente, o Poeta Negro. Existem muitos estudos e muita crítica sobre a temática, mas não existia uma compilação que reunisse todos os textos de Cruz e Sousa que tratam da negritude. Então, essa antologia surgiu com esse propósito.

Como os poemas do autor se refletem no atual cenário do Brasil?
Os poemas de Cruz e Sousa, que fazem parte da antologia Negro, embora datados e fazendo referência ao contexto específico da época da pré-abolição da escravatura no Brasil, podem ser lidos, ainda hoje, como um grito em defesa de sua raça. A pesquisa traz como norte a palavra “negritude”, que é tomada na acepção cunhada pelo poeta senegalês Leopold Senghor: “Ideologia que se caracteriza pela busca e revalorização das raízes culturais da raça negra, bem como pela reação à opressão colonialista na África”. Assim, podemos, notadamente, destacar a intensidade da expressão de seus textos abolicionistas. Mais tarde, considerado o introdutor do Simbolismo no Brasil e figurando ao lado de nomes como os dos escritores franceses Baudelaire e Mallarmé, como um dos maiores simbolistas do mundo, Cruz e Sousa garantiu a sua permanência no panteão literário. É imortal da Academia Catarinense de Letras, patrono da cadeira número 15.

Qual a importância de perpetuaro legado de Cruz e Sousa?
Colocar Cruz e Sousa em debate é dar visibilidade para o poeta de maior expressão da literatura catarinense e um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos. É uma dívida que se paga a Cruz e Sousa, que precisou, em 1889, transferir-se para o Rio de Janeiro, em busca de inserção literária. A cidade de Nossa Senhora do Desterro, de então, não lhe ofereceu espaço para desenvolver sua atividade como escritor.

O Simbolismo e a literatura negra são características fortes do autor. Como ele trabalhava isso?
O maior investimento na produção literária de Cruz e Sousa deu-se no aprimoramento dos versos que lhe garantiram o título de um dos maiores poetas simbolistas de todos os tempos. A maior parte dos textos que tratam da negritude diferencia-se desta produção, uma vez que não estão preocupados com o alinhamento à estética em voga, mas a um conteúdo comprometido com sua raça, em defesa de seus irmãos de sangue. Os textos que evocam a temática da negritude configuram-se no que há de mais identitário da essência do poeta, evocando o filho de escravos libertos, o menino negro educado por brancos. Cruz e Sousa falou de negros em sua obra; falou de brancos; falou de seres humanos e, acima de tudo, falou de si próprio como negro.

Cine Brasília estreia documentário canadense sobre a capital federal | O que fazer no Distrito Federal | G1

Exibição em sessão única ocorre nesta quinta-feira (28); entrada é gratuita. Assista ao trailer.

O Cine Brasília exibe, nesta quinta-feira (28), o documentário “Brasília: Vida depois do projeto”, do diretor canadense Bart Simpson. A exibição será em uma sessão única, às 20h, e a entrada é gratuita.

O longa-metragem aborda a relação que as pessoas que vivem na capital estabelecem com a cidade a partir da perspectiva de alguns moradores.

Entre eles, Sérgio, um urbanista dedicado, que defende o plano da cidade, mas sabe que precisa se adaptar. Helize, concurseira que visa o Senado Federal. E Willians, um vendedor de rua que tenta encontrar conexão com a cidade.

A estreia no Cine Brasília é, também, a primeira exibição do filme no mundo – uma homenagem à cidade que o inspirou. Após a sessão, quem estiver no local poderá conversar com o diretor e a equipe.

Programe-se
“Brasília: Life after design” (“Brasília: vida depois do projeto”)

  • Data: 28 de fevereiro
  • Local: Cine Brasília – 106/107 Sul
  • Hora: 19h (coquetel) e 20h (exibição)
    De graça

Saiba mais em: globo.com

34ª Feira Internacional do Livro começa hoje

www.correiobraziliense.com.br

34ª Feira Internacional do Livro começa hoje

Os jovens leitores são o foco da 34ª Feira Internacional do Livro de Brasília, que começa hoje e vai até o dia 17

Preparativos para a abertura da Feira do Livro, que tem uma agenda cultural para toda a família
(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)

Formar público leitor e estimular a leitura entre as crianças está na linha de mira da 34ª Feira Internacional do Livro de Brasília, que tem início hoje e segue até 17 de junho no Pátio Brasil Shopping. Com o tema Literatura infantil: a invenção do sonho. Vamos brincar de inventar? e organizada pela Câmara do Livro do Distrito Federal (CLDF), a feira tem curadoria de Maurício Melo Júnior, Nilva Belo de Morais e Fernanda de Oliveira e foco nos jovens leitores.

Contação de histórias e eventos voltados para as crianças estão presentes na programação durante todos os dias da feira. “A partir daí, a gente quer discutir a eficácia da literatura na formação de leitores. Até que ponto a gente está fazendo uma literatura que reflete os desejos de leitura dessa nossa geração, que é formada pelas urgências, pela cultura das mídias sociais? O que a gente pode fazer para atingir essas crianças?”, diz Melo Júnior.

A expectativa da Câmara do Livro é de que 200 mil pessoas passem pelo local durante os 10 dias de feira. Nesta edição, haverá três autores homenageados — Ana Maria Machado, Luci Watanabe Guimarães e Milton Hatoum —, mas dois não poderão comparecer. Nascida em Divinópolis (MG), Watanabe, a única presente dos homenageados, é autora de mais de 12 títulos destinados às crianças e adolescentes.

Segundo o curador, pensar na literatura como veículo da formação de leitores em uma feira de livro pode parecer óbvio, mas nem sempre é. “Tenho visto muita feira que não discute literatura”, garante.

Entre os destaques da programação para jovens leitores está Viagens da caixa mágica, espetáculo criado pelo ator Lázaro Ramos. Autor de dois livros infantis — A velha sentada e Caderno de rimas do João —, Ramos conta histórias relacionadas à cultura afro e fala do imaginário desse universo em 10 músicas concebidas com frases extraídas de seus próprios livros.

Autores de literatura infantojuvenil de Brasília também têm lugar especial na programação. Roger Mello, ganhador do prêmio Hans Christian Andersen, vem falar sobre a ilustração, e Stella Maris, autora de mais de 42 livros, participa de mesa sobre a leitura. Fazer do ato de ler uma brincadeira é um dos temas de Alessandra Roscoe e Tino Freitas, que fala sobre o uso da palavra como se fosse um brinquedo. Dad Squarisi, editora de Opiniãodo Correio Braziliense, vai ministrar a aula-espetáculo Os deuses e a língua portuguesa, uma palestra divertida sobre a ligação entre a mitologia e a língua.

Para Fernanda Oliveira, responsável pela curadoria infantojuvenil da feira, o encontro das crianças com os autores é fundamental para estimular a leitura, por isso ela incluiu desde sessões de autógrafos até bate-papos organizados para os pequenos. “Isso instiga a criança a despertar o interesse pela leitura”, acredita. “O livro fomenta a imaginação, base fundamental para qualquer atividade que a criança vá desenvolver, englobando todas as profissões em sua maturidade. Além de a leitura oferecer uma maior bagagem cultural, a criança que lê fala melhor, escreve melhor e pensa com mais fluidez e clareza.”

Antônio Torres, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), e Ignácio de Loyola Brandão, ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti, falam, respectivamente, sobre o romance histórico e os novos caminhos da crônica. Cristóvão Tezza divide mesa com Henrique Rodrigues e Pedro Almeida para tratar do impacto dos prêmios literários na carreira do escritor.

A nova prosa brasileira e suas características é tema de mesa que reúne a brasiliense Paulliny Gualberto, autora de Allegro ma non troppo, Maurício de Almeida, vencedor do Prêmio Sesc.

34ª Feira Internacional do Livro de Brasília

Visitação a partir de hoje, das 9h às 20h, no Pátio Brasil Shopping. Até 17 de junho.

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O avesso da memória: Cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII
, de Luciano Figueiredo

Acumulação de trabalho e mobilidade de capital, de José Carlos Peliano

Diagnósticos em ergonomia no centro-oeste brasileiro (vol. 1 e 2) – Bem estar no trabalho, eficiência e eficácia em questão, de Mário César Ferreira et alii

Elites e trabalho no Brasil e no Uruguai, de Sônia Ranincheski

Escola, saúde e trabalho: Estudos psicológicos, de Maria das Graças T. Paz (Org.)

A pós-graduação no Brasil: Formação e trabalho de mestres de doutores no país (vol.1), de Jacques Veloso

Saberes subalternos e decolonidade: Os sindicatos das trabalhadoras domésticas do Brasil, de Joaze Bernadino Costa

A Social-Democracia alemã e o Trabalhismo inglês, de Maria Rosinda Ramos da Silva

Trabalho em transição, saúde em risco, da Ana Magnólia Mendes

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