Levantamento internacional indica que metade dos diabéticos do planeta não sabe que tem a doença

De acordo com levantamento, mais de 425 milhões de adultos no mundo têm a doença
· O Globo

· 5 Feb 2018

· ANA PAULA BLOWER apaula.blower@oglobo.com.br

Atualizado desde 2000, o Atlas do Diabetes vem apontando uma tendência alarmante sobre a doença no mundo. Segundo o último levantamento feito pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), relativo a 2017, mais de 425 milhões de adultos têm a doença no mundo, dez milhões a mais do que há dois anos. Ainda de acordo com a organização, uma a cada duas pessoas não sabe que é diabética.

O levantamento tem, ainda, dados com recorte por país e região geográfica. O Brasil aparece em quarto lugar na quantidade de pessoas com a doença: são 12,5 milhões com ou sem diagnóstico. Em relação ao público infantil, o país aparece em terceiro lugar, com 88.300 crianças e adolescentes portadores da enfermidade, atrás apenas de Índia e Estados Unidos.

Entre os motivos para o avanço da doença, apontam especialistas e organizações médicas, estão maus hábitos alimentares, estilo de vida sedentário ou com pouca atividade física, além de uma possível falha das campanhas de sensibilização do público de alto risco para desenvolver o diabetes.

— É um cenário que vem se perpetuando e piorando. O dado de que 50% das pessoas não sabem que têm a doença já vem se mantendo desde a última década, e não mudamos as estratégias para sensibilizar aqueles com fator de risco — ressalta Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). — É um número gigantesco de pessoas que deveriam estar se cuidando e não estão.

O médico destaca que o Brasil oscila entre a quarta e a quinta posições nas últimas edições do Atlas e que, apesar de já ter um lugar nada desejado no pódio, os números da doença no país são subestimados e devem ser ainda maiores.

Apontar apenas as falhas não é o bastante. Para conseguir atingir de maneira positiva quem corre o risco de desenvolver a doença, como pessoas obesas, com sobrepeso e histórico familiar, é preciso detectar a melhor forma de chegar a elas. Por ser uma doença silenciosa, o desafio está em tocar quem não apresenta sintomas. É possível passar anos nesse estágio.

— A linguagem tem que mudar. Talvez tenhamos que recorrer a outras formas de comunicação, como as redes sociais, ou criar novas maneiras de impactar quem pode ter diabetes em qualquer idade, mas, principalmente, depois dos 40 anos — acredita Hohl.

O diabetes faz com que a glicose se deposite nos vasos sanguíneos antes mesmo de qualquer sintoma. Quando há manifestação clínica, a doença já está na fase avançada, sendo mais difícil de se controlar. O diagnóstico precoce é o ideal.

— O diabetes é uma doença de fácil detecção e, por isso, vale a pena fazer os exames periódicos. Além disso, pessoas diabéticas, com simples mudanças de hábitos, conseguem manter os níveis de glicose estabilizados e evitam que a doença evolua com rapidez — diz Helio Magarinos Torres Filho, patologista clínico, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica do Rio de Janeiro e diretor médico do Richet. BEBÊS SÃO AFETADOS NA GRAVIDEZ Segundo o levantamento da IDF, o número de pessoas que podem ter a doença aumentou em 34 milhões desde 2015. A supervisora de vendas Flavia de Abreu, de 33 anos, só descobriu que grande parte da família materna tinha a doença ao contar para a mãe que suas taxas de glicose tinham passado do limite durante a gestação do segundo filho.

A mudança teve que ser radical, ela diz. Quando o menino nasceu, em novembro de 2016, ela continuou acompanhando as taxas de glicose, que não diminuíram. Assustada com o que ouvia de seus familiares, buscou uma endocrinologista e começou a fazer uso de medicação e dieta regrada desde o final de 2017.

O Brasil aparece em quarto lugar na quantidade de pessoas com a doença: são 12,5 milhões com ou sem diagnóstico

— Na gestação, estava muito cansada, com sobrepeso, 29 quilos acima do meu ideal. Eu não era de comer legumes ou verduras. Tive que mudar da água para o vinho — conta Flavia, que garante não ter cometido nenhuma “derrapada” desde que iniciou o tratamento e repetirá os exames em abril para avaliar se as mudanças surtiram mesmo efeito.

Ainda de acordo com o Atlas, um em cada seis bebês nascidos foram afetados pela hiperglicemia na gravidez. O levantamento também mostra que um em cada 14 adultos, de 20 a 79 anos, tem intolerância à glicose diminuída.

Em relação à mortalidade, metade das quatro milhões de pessoas que morreram em decorrência de diabetes tinha idade superior a 60 anos.

Os dados do IDF também evidenciam que os custos relacionados à doença são muito altos: US$ 727 bilhões foram gastos com diabetes no mundo em 2017, o que corresponde a mais de R$ 2,3 trilhões. Deste total, o Brasil atingiu a quantia de R$ 77 milhões.​

Distrito Federal registra uma média de nove agressões a mulheres a cada dia

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Mara Puljiz
Publicação: 01/05/2012 07:58 Atualização:
Primeiro, vem o xingamento. Depois, um tapa na cara. O medo da prisão leva o agressor a tentar uma reconciliação, com pedido de perdão e promessa de que aquela violência não se repetirá. Mas o sentimento de posse é mais forte. Novamente, a mulher se torna vítima das mãos pesadas do homem que garantiu estar arrependido. Quando ela decide pôr um ponto final no relacionamento, pode ser tarde demais. É assim o histórico da maioria das mulheres assassinadas pelos namorados, maridos ou ex-companheiros no Distrito Federal.

Em uma tentativa de evitar desfechos trágicos, a Justiça determinou, no ano passado, 9.859 medidas protetivas a mulheres ameaçadas de morte. Foram 4.866 inquéritos instaurados contra agressores e 3.210 homens sentenciados em 3.407 audiências judiciais realizadas (veja quadro). Na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), são 1.180 ocorrências de violência doméstica registradas de janeiro até agora, uma média de nove agressões por dia. Em 2011, foram 3.186 registros, ou nove denúncias diárias.

Defesa falha com as mulheres que são vítimas de violência doméstica

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Manoela Alcântara
Publicação: 01/05/2012 08:04 Atualização:
Os seis anos de agressões consecutivas deixaram marcas irreversíveis no corpo e nas lembranças de Joana*. Os piores momentos relembrados pela vítima de violência doméstica são os que o ex-companheiro a espancava e, logo após, a obrigava a manter relações sexuais com ele. “Certo dia, ele enfiou um objeto na minha boca com tanta força que perfurou a pele. Em alguns momentos, me estrangulava e depois jogava água gelada no meu rosto enquanto me obrigava a fazer outras coisas. Fui torturada até o ano passado, quando resolvi denunciar”, conta Joana. Mas o sofrimento não acabou no momento em que conseguiu se desvencilhar do agressor. Quando tentou reaver seus bens na Justiça, começou a enfrentar uma nova batalha: a falta de um advogado que a defendesse. “Cheguei à audiência e ele havia conseguido um advogado. Eu, não”, lamenta.

Embora a Lei Maria da Penha (n° 11.340) garanta a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, com preferência nas varas criminais, muitas não conseguem o acompanhamento para representá-las diante do juiz. Situação totalmente contrária à dos réus, que sempre contam com o cumprimento do que é previsto na Constituição Federal. A legislação não permite que uma pessoa acusada de cometer um crime vá a julgamento sem o acompanhamento de um advogado. “Temos um imóvel que compramos juntos. Queria vendê-lo para ter o dinheiro e conseguir me mudar. Temos outras questões também, como a guarda dos filhos. Toda vez que ele me encontra no tribunal faz chacota com a minha cara e diz que vai ganhar o processo porque tem um defensor e eu não”, relata a vítima.

Familiares protestaram contra o descaso na morte de soldado do Exército

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Publicação: 22/04/2012 08:11 Atualização:
Tristeza e revolta marcaram o enterro do recruta do Exército Brasileiro Hércules Sousa Reis, 19 anos. O militar morreu afogado na manhã da última quinta-feira, durante um treinamento no Campo de Instrução e Adestramento de Brasília, localizado numa reserva próximo a Santa Maria. No sepultamento, que ocorreu ontem no Cemitério Campo da Esperança, colegas e parentes de Hércules cobraram explicações do alto escalão do Exército.

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Soldado de 19 anos morre durante treinamento do Exército, em Santa Maria
Durante a cerimônia, o professor de jiu-jítsu do ex-recruta, Alexandre Bianchi, pediu a palavra e fez um discurso firme. “O sonho do garoto era defender a pátria. Essa deveria ser uma reunião feliz, mas ele acabou voltando para casa em um caixão”, desabafou. Emocionado, também dirigiu a palavra aos representantes do Exército que estavam no local. “Peço ao senhor, major, que interceda e olhe com mais carinho para os próximos recrutas”, clamou.

Homens armados assaltam jornalista da TV Brasília em frente à emissora

Publicação: 21/03/2012 11:02 Atualização: 21/03/2012 22:35
Dois homens assaltaram o jornalista Patrício Macedo, diretor do programa DF Alerta, da TV Brasília. O crime aconteceu por volta das 7h dessa quarta-feira (21/3) em frente ao prédio da emissora, no Setor Hoteleiro Norte, quando ele chegava para trabalhar. Na ação, os bandidos levaram o carro do jornalista.

Patrício foi abordado no estacionamento da TV. Os homens pediram a chave do carro e apontaram uma arma para a cabeça dele. O jornalista entregou a chave e entrou no prédio, onde alertou os outros funcionários da emissora. Todos se dirigiram para a recepção, mas voltaram para o interior quando um dos assaltantes apontou a arma para o prédio.

A polícia, que foi chamada logo após o assalto, encontrou o veículo roubado, um Stilo preto, na Candangolândia, com quatro ocupantes. Os suspeitos fugiram para uma mata que havia no local, levando apenas alguns pertences que estavam dentro do carro. O veículo foi recuperado pelos investigadores da 5ª Delegacia de Polícia, mas os suspeitos ainda estão foragidos.

Acusado de participar da morte do menino João Hélio é preso novamente

Ezequiel Toledo da Silva, um dos acusados da morte do menino João Hélio, foi preso em Iguaba, na Região dos Lagos Foto: Polícia Civil / Divulgação
O Globo
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RIO – Ezequiel Toledo da Silva, de 21 anos, condenado por participar da morte do menino João Hélio Fernandes Vieites, em fevereiro de 2007, foi preso na manhã desta terça-feira em Iguaba, na Região dos Lagos. Segundo a delegada titular da 129ª DP (Iguaba), Janaína Cristina Peregrino, ele é acusado de posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico, corrupção ativa e receptação. Junto com Ezequiel, foi presa ainda sua companheira, Verônica Margarita Camelo Lopes, de 20 anos.

Segundo a Polícia Civil, Ezequiel não possuía passagens pela polícia como maior de idade. Ele, no entanto, cumpriu três anos de medida socioeducativa após a morte de João Hélio. Em 2010, já com 19 anos, foi solto três dias após o aniversário do crime, e pouco tempo depois, incluído no programa do Governo Federal de Proteção a Menores Ameaçados de Morte. A decisão causou polêmica.

Além de ser acusado da morte do menino João Hélio, o rapaz tem outras quatro passagens na polícia, todas durante sua internação. Em uma delas, foi apontado como integrante de um grupo de menores que tentou matar um agente de disciplina na João Luiz Alves. De acordo com o registro, no dia 16 de fevereiro de 2008 — um ano após a morte de João Hélio —, o bando tentou asfixiar o agente com três tiras de pano e cordas. No dia seguinte, o condenado e outros colegas tentaram fugir, organizando um motim. Em agosto do mesmo ano, outra tentativa de fuga foi registrada, dessa vez no Centro de Atendimento Intensivo Belford Roxo (CAI Baixada).

Preso pelo cinto de segurança, João Hélio Fernandes foi arrastado, pendurado do lado de fora do carro, pelas ruas de quatro bairros da Zona Norte, na noite de 7 de fevereiro de 2007. Em alta velocidade, os assaltantes percorreram sete quilômetros de Oswaldo Cruz até Cascadura, em cerca de dez minutos. Eles renderam a mãe de João, Rosa Cristina Fernandes, de 41 anos, com uma arma de brinquedo, num sinal de trânsito nas esquinas entre as ruas João Vicente e Henrique de Melo, em Oswaldo Cruz. Rosa e a filha mais velha, Aline, então com 13 anos, saíram do Corsa, mas a mãe não conseguiu tirar o filho do banco de trás.

Na época, a comoção nacional com a morte do menino levou o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, ao cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Ele esteve no velório, prestando solidariedade à família. Beltrame classificou o crime de bárbaro e admitiu que era preciso rever o policiamento na cidade, garantindo que aumentaria o efetivo. O secretário afirmou que o plano de segurança para o Rio deveria ser feito a longo prazo.

O então comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Ângelo, também esteve no velório. No enterro, ele disse que o fato de os bandidos terem passado por quatro bairros com a criança sendo arrastada por fora do carro não demonstrava falta de policiamento nas ruas. À época, a região de Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura, que integra a 9ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), registrava um dos maiores índices de roubos de carro do estado

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/acusado-de-participar-da-morte-do-menino-joao-helio-preso-novamente-4366391.html#ixzz1piJyryrQ

CASO LUCAS TERRA

Peço ao amigos que ajudem a divulgar o caso Lucas Terra e pedir para as pessoas enviarem emails ao TJ da Bahia clamando que os outros 2 envolvidos no caso sejam levados à júri popular, pois o crime está prestes a prescrever…amanhã completam 11 anos da morte do adolescente.

Dia 21/03 completam-se 11 anos da morte do adolescente Lucas Terra e o crime está prestes a prescrever e com isso os outros dois envolvidos, bispo e pastor, sairão IMPUNES.

O pai de Lucas Terra, o amigo Carlos Terra está acampando no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, um ato de protesto para cobrar celeridade da Justiça na pronúncia da sentença por parte do juiz e promete não sair de lá enquanto os 2 acusados na morte do filho não forem pronunciados.

Vamos ajudar o casal Terra…vamos pressionar enviando e-mails ao TJBH e à imprensa para que o caso, que por si só já é por demais REVOLTANTE, ganhe repercussão nacional e que a JUSTIÇA seja feita!

Enviem e-mails para ao presidente do TJ da Bahia, desembargador Mário Alberto Hirs, pedindo que os 2 acusados, envolvidos na morte do adolescente Lucas Terra; bispo Fernando Aparecido da Silva e pastor Joel Miranda, sejam levados à júri popular.

E-mails devem ser enviados para: presidencia@tjba.jus.br

Contamos mais uma vez com a ajuda de todos os amigos de luta e a toda sociedade civil que não aguenta mais conviver com a IMPUNIDADE.

http://sandradominguessp.blogspot.com.br/2012/03/o-que-igreja-universal-esquece-de-dizer.html

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Carlos Terra está acampado em frente ao Fórum Rui Barbosa, SSA, BA, protestando contra a impunidade….

Após trote, MPF/DF recebe representação contra UnB

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Antonio Temóteo
Manoela Alcântara
Publicação: 19/03/2012 16:04 Atualização: 19/03/2012 16:59
Foi feita nesta segunda-feira (19/3) a primeira denúncia formal sobre os abusos nos trotes na Universidade de Brasília (UnB).

O coordenador da Confederação Nacional de Pais e Alunos (Confenapa) e presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (Aspa-DF), Luis Claudio Megiorin, esteve na tarde desta segunda-feira (19/3) no Ministério Público Federal no DF e entrou com uma representação contra a UnB, para que sejam apurados os casos de bullying e violência durante os trotes da Universidade. “Esses crimes precisam ser apurados. Não podemos admitir que nossos filhos sofram esse tipo de abuso dentro da Universidade”, declarou Luis Megiorin.

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Trote em calouros da UnB preocupa pais e Ministério Público Federal UnB começa nesta segunda investigação sobre trote sujo na instituição Decanato de Assuntos Comunitários da UnB diz que vai apurar trote sujo Trote sujo em xeque
O Conselho Universitário (Consuni) irá votar nesta sexta-feira (23/3), as regras de convivência da UnB. Essas regras estabelecerão pela primeira vez as diretrizes dentro da Universidade. Uma das propostas estabelece que qualquer trote que submeta o calouro ou qualquer membro da comunidade acadêmica a ações de tortura, a tratamento ou castigo cruel deve ser proibido.

Lago Paranoá corre o risco de virar Tietê

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Rosane Garcia
Publicação: 17/03/2012 19:22 Atualização:
Você consegue imaginar o Lago Paranoá em situação semelhante ao do Rio Tietê (SP), um dos mais poluídos do país? O que parece ser um exagero é um dos itens da agenda de preocupações do secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídrico do DF, Eduardo Brandão.

Segundo ele, com pouco mais de 50 anos, o lago já perdeu 15% de lâmina d’água. O assoreamento avança rapidamente e as dragagens para retirar o excesso de resíduos que se acumulam no leito do Paranoá não são suficientes para reverter a situação.

Se continuar nesse ritmo, o secretário arrisca prever que dentro de 20 anos o lago fará parte das lembranças dos brasilienses.

Nos últimos anos, a ameaça piorou com a expansão das ocupações irregulares. Esse processo não poupou as nascentes, as matas ciliares ou a vegetação de galerias de pequenos córregos e rios que compõe a Bacia do Rio Paranoá e alimentam o lago.

O acrescimento populacional é outro elemento de pressão sobre a crescente demanda por água no Distrito Federal. Recuperar parte desse patrimônio hídrico é um dos grandes desafios da secretaria, a fim de estender a sobrevida do lago.

“Um dos nossos mais importantes programas é o Caminho das Águas, que prevê o replantio de espécies nativas ao redor dos córregos e dos rios, a fim de recuperarmos a Bacia do Paranoá”, diz Eduardo Brandão.

A questão está no rol dos projetos especiais da secretaria que busca, por meio da aplicação da lei de compensação ambiental, dar efetividade ao plano de recuperação da bacia.

O projeto prevê ainda a criação de áreas de convivência, com a edificação de pistas de Cooper, ciclovias, pontos de encontro para a terceira idade e outros equipamentos urbanos.

O intuito é socializar o acesso às margens dos cursos d’águas, a fim de sensibilizar a comunidade para que ela se sinta protetora e fiscal dessas áreas.

O projeto será levado à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) como exemplo de boa prática ambiental.

O presidente do Comitê de Bacia do Lago Paranoá, Paulo Sérgio Bretas de Almeida Salles, professor da Universidade de Brasília, embora não goste de fazer previsões, lembra que todo lago tende a desaparecer por estar na parte mais baixa da bacia hidrográfica.

Assim, os lagos, de um modo geral, recebem os sedimentos que, ao longo do tempo, os vão mortificando. “Esse é um processo natural que podemos acelerar ou retardar”, diz o professor, ao acrescentar que o Paranoá não seria uma exceção.

Assoreamento

O Lago Paranoá, formado em 1959, ocupava cerca de 48km² e, hoje, não chega a ter 40km² de área. Com pouco mais de 50 anos, essa redução é considerada expressiva e está associada à substituição de vegetação nativa pelos belos gramados das mansões que margeiam o lago.

Para o assoreamento também contribuem a movimentação de terra na cidade devido à expansão da construção civil. Todos esses fatores, somados aos fenômenos naturais, como chuva e vento, carreiam terra que se sedimenta no fundo do lago.

De acordo com o professor Paulo Bretas, os efeitos do assoreamento são bastante nítidos na região próxima ao balão do Aeroporto, entre o Jardim Zoológico e a Candagolândia até a QI 5 do Lago Sul.

“O local está bastante detonado, com a vegetação ocupando o espaço onde antes era água.” O mesmo ocorre na Ponte das Garças, nas proximidades da QI 9 do Lago Sul, e se repete na Ponte do Bragueto, no Lago Norte.

Apesar da previsão do secretário de Meio Ambiente, o professor Paulo Bretas lembra que no fim dos anos 1970, o Lago Paranoá viveu um momento trágico.

Extremamente poluído pelo esgoto que recebia, ocorreu uma mortandade nunca antes vista de peixes. Na época, o episódio mereceu a manchete do Correio, devido ao mau cheiro que o lago exalava para toda a cidade.

A situação despertou a atenção das autoridades. Foram realizados altos investimentos e desencadeado o processo de despoluição do Paranoá. A balneabilidade foi recuperada, condição que, hoje, permite as pessoas nadar e realizar as mais diferentes práticas esportivas.

Provavelmente, em poucos anos, será fonte de captação de água para consumo dos brasilienses. “É um dos poucos exemplos de um lago urbano que foi recuperado”, afirma o professor Paulo Bretas, que elogia o trabalho que vem sendo feito pela Companhia de Saneamento Ambiental de Brasília (Caesb).

Para saber mais

O Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá foi criado por meio do Decreto nº 27.152, em 31 de agosto de 2006. Conheça mais no site: http://www.cbhparanoa.df.gov.br/
Rosane Garcia escreve para a coluna Viva Cerrado do hotsite Ser Sustentável (www2.correiobraziliense.com.br/sersustentavel/).

Bancos de leite precisam de doações com urgência

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Publicação: 17/03/2012 16:30 Atualização:
Os bancos de leite do Distrito Federal necessitam de doações com urgência. O estoque dos dez bancos existentes nas regionais de saúde está quase zerado e o existente é insuficiente para alimentar os bebês internados com baixo peso ou que estão doentes. O alerta é da coordenadora dos Bancos de Leite da Secretaria de Saúde, Míriam Santos. Segundo ela, a situação é mais crítica nos hospitais da Asa Sul e da Asa Norte.

A total prioridade dos Bancos de Leite é atender as crianças internadas, seguindo o que preconiza a RDC 171 (Anvisa/MS), segundo informa a coordenadora Míriam. %u201CSeguimos os parâmetros da Anvisa e temos como responsabilidade centenas de crianças que estão sob nossa tutela%u201D, adverte a médica, lembrando que cada caso fora desse parâmetro deve ser analisado individualmente pela chefia do ambulatório do banco de leite.

Somente em janeiro desse ano, 1.022 crianças foram beneficiadas com as doações. Em todo o ano de 2011, foram 12.372 atendimentos, o que dá um gasto de 50 litros de leite por dia. As doações, de acordo com a médica, devem estar acima disso, porque existem casos de leite que não passa pelo controle de qualidade, por conta do acondicionamento ou do armazenamento. %u201CDaí a importância de toda mãe nutriz obter informações corretas sobre como deve proceder%u201D, ressalta Míriam.

Toda mãe que esteja amamentando pode ajudar a Secretaria de Saúde. Basta ligar para os telefones 3325 4207 ou 3445 7597 e pedir instruções como deve proceder. Uma vez cadastrada, a voluntária não precisa se dirigir ao hospital. Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar, que trabalha em parceria com a Secretaria, busca o leite na residência da doadora.