PAPA ENTULHO

 Descrição:

O Papa Entulho é um ponto de entrega voluntária (PEV) de entulho, podas, volumosos, materiais recicláveis e óleo de cozinha usado. O local possui rampa de acesso a veículos pequenos para o descarte de resíduos de construção diretamente em caçambas.

O local é preparado para receber diariamente, por pessoa, até 1 metro cúbico (equivalente a uma caixa de água de mil litros) de resíduos da construção civil, volumosos (como móveis) e restos de podas.

Também podem ser entregues materiais recicláveis como papéis, plásticos, papelões e

metais, desde que estejam separados e limpos. Esses resíduos serão encaminhados para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), por meio do Projeto Biguá, faz parceria com o SLU. Em cada Papa Entulho há um ponto de coleta de óleo usado. Recomenda-se que o material seja levado em embalagens como frascos de amaciante e xampu. A capacidade é de até 50 litros por dia.

A Instrução Normativa nº 2, de 15 de março de 2017, publicada no Diário Oficial do DF do dia 17 de março de 2017, expõe as regras para utilização dos Papa Entulhos. O local funciona de segunda a sábado, das 7h às 18h.

Não são permitidos resíduos domésticos (orgânicos e rejeitos), industriais, de serviços de saúde e eletrônicos, pneus, embalagens de agroquímicos, de produtos fitossanitários e de óleos lubrificantes, lâmpadas, pilhas e baterias, equipamentos ou materiais que tenham metais pesados, gesso, espelhos, vidros, amianto, tintas, solventes e tonner.

Não é permitida a entrada de cargas de resíduos em caminhões ou carretas.

Bibliotecas do Saber

Livro retrata o amor pela leitura no DF

“A vida com os livros” traz textos, fotografias, mapas e ilustrações do projeto Bibliotecas do Saber. Trabalho também resultou em exposição fotográfica.

Um trabalho multimídia, idealizado no Distrito Federal, reúne histórias de pessoas que se transformaram por meio da leitura. São crianças, jovens e adultos que narram sensações depois de viajar por um mundo que jamais imaginavam existir e que agora está reescrito para a eternidade. Criado para realizar o mapeamento afetivo do projeto Bibliotecas do Saber, “A vida com os livros” será lançado no dia oito de março, às 10h00, na Biblioteca Escolar Comunitária Espaço – Rui Barbosa, em Sobradinho/DF.

Sob a coordenação geral de Carmen Ganzelevitch Gramacho, que também escreveu a Parte 2 do livro, baseada em seu diário ao longo de nove anos do projeto, a publicação tem 368 páginas com textos, fotografias, mapas e ilustrações.

Na Introdução, o livro mostra como surgiu o projeto Bibliotecas do Saber, idealizado por Carmen, pela bibliotecária Iza Antunes e pelo empresário Antonio Matias. O Bibliotecas do Saber surgiu com a modesta ideia de montar 20 bibliotecas em regiões carentes do DF. Mas fez tanto sucesso que chegou a 182 unidades. O acervo foi reunido com livros doados pela população e recolhidos nos postos da rede de combustíveis que Matias na época administrava.

A Parte 1 foi escrita pela jornalista Valéria de Velasco que colheu histórias em 12 unidades das Bibliotecas do Saber, em diferentes locais do DF. Com os depoimentos de usuários, professores, pais e alunos, Valéria demonstra como essas bibliotecas são capazes de modificar as visões de mundo de um público que vai desde crianças de quatro anos de idade até jovens e adultos.

A Parte 2 traz uma seleção de textos do diário de Carmen, que registrou cada passo do projeto, desde a primeira conversa sobre a importância do acesso aos livros até a inauguração da última biblioteca, em 2016.

Mapa afetivo

O projeto foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF. Trata-se de pesquisa, criação e desenvolvimento do “Mapa Afetivo da Leitura no Distrito Federal”, uma iniciativa inédita no Brasil, com ênfase nas mudanças que ocorrem nas visões de mundo e nas histórias de vida das pessoas, motivadas pela relação dos leitores com os livros e pela presença de bibliotecas nas comunidades.

Para saber mais:
O projeto Bibliotecas do Saber nasceu em 2007, com o objetivo de montar 20 bibliotecas públicas. Contava apenas com doações de livros da população, o apoio logístico de uma empresa da cidade e o trabalho voluntário de uma bibliotecária e uma coordenadora. Mesmo com poucos recursos, o sucesso foi enorme e o projeto não parou, atingindo a marca de 182 bibliotecas nas mais diversas localidades do DF, beneficiando aproximadamente 600 mil pessoas.

Serviço:

A Vida com os livros – Mapeamento Afetivo das Bibliotecas do Saber no DF

Lançamento do livro de Carmen Ganzelevitch Gramacho e Exposição de fotografias de Clara Molina

Data: 8 de março (sexta-feira)

Horário: 10h

Local: Biblioteca Escolar Comunitária Espaço – Rui Barbosa, Q. 4, A.E. 4 – Sobradinho/DF

Exposição:

Fotografias: Clara Molina – Curadoria: Usha Velasco

Visitação: de 8 de março a 4 de abril, de segunda a sexta, das 8h às 22h

*A segunda etapa do lançamento do livro se dará dia 14 de março às 18:30, na livraria Sebinho, situada na SCLN 406.

Morre em Brasilia a jornalista Valéria de Velasco

A jornalista Valéria de Velasco trabalhou no Correio Braziliense na década de 1980. Ela deixa três filhas, cinco netos e um bisneto

A jornalista Valéria de Velasco morreu, na madrugada desta terça-feira (17/4), vítima de um aneurisma na aorta abdominal sofrido há 12 dias. Com vasta carreira no jornalismo e respeitada pela qualidade dos textos, Valéria fazia (faz) parte de um seleto grupo de pessoas que pensam e escrevem em favor do humanismo – tão distante das commodities jornalísticas de hoje em dia. A sua ferramenta era a vida, principalmente a dos excluídos, dos invisíveis da sociedade. Como dizia: “jornalismo é para mudar vidas”.

Trabalhou no Correio Braziliense na década de 1980 e depois, por mais de uma década, nos anos 2000, ajudando a novos repórteres com sua voz suave, sem nunca alterá-la, como se fosse um mantra. Nos últimos meses, estava como colaboradora da Revista do Correio, era ela quem dava o verniz às reportagens, era ela quem sugeria as pautas mais perto do coração. Ela era assim: humana, humilde e poderosa.

Jamais fugiu à luta diante dos desmandos e desmantelos sociais. Defendeu a Justiça, nunca o justiçamento; defendeu a conscientização, nunca o ódio. Criou o Convive (Comitê Nacional de Vítimas de Violência) depois de perder o filho Marco Antônio Velasco, o Marquinhos, espancado até a morte por uma gangue que se denominava Falange Satânica, formada por jovens de classe média, um crime que abalou a cidade no início dos anos 1990.

Valéria, nascida em 11 de setembro de 1944, deixa três filhas, cinco netos e um bisneto. Foi ao encontro de Marquinhos. A família ainda não divulgou as informações sobre o velório e o sepultamento.

Mulher forte
Em nota, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, lamentou a morte da jornalista, ressaltando que Brasília perdeu uma de suas mais notáveis e fortes figuras da cidade. “A jornalista Valéria de Velasco nos deixa a imagem de uma profissional competente, séria, mas principalmente a de uma mulher forte que enfrentou as agruras da vida com coragem e determinação. Se tornou, na adversidade de uma perda trágica de um filho, militante ativa contra a violência em Brasília. Meus pêsames à família e aos amigos, com minhas orações a todos”, afirmou o governador.

A arte do amparo
Há um poema lindo de Antônio Cícero chamado Guardar. Compartilho um trecho: “Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la / Em cofre não se guarda coisa alguma / Em cofre perde-se a coisa à vista / Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado / Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela / Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro / Do que um pássaro sem voos…”

Sou uma pessoa de sorte. Tenho o que guardar. Guardo gente, mas não as tranco, nem as escondo. Tenho ao meu lado amigos com raras qualidades. Observá-las no decorrer da vida tem sido um exercício de aprendizado. Algo como aulas de caráter, dignidade, bondade, empatia. Tenho isso de graça, talvez por graça divina. O que pode haver de melhor? Passear pela vida de braços dados com seres iluminados, porém humanos e palpáveis, é caminhar na luz. A cada dia, persisto na ideia de compartilhar o mundo com as melhores companhias. Hoje, quero falar de uma delas: Valéria Velasco.

Nossas vidas se cruzaram há exatos 31 anos. Ela, uma respeitada e premiada editora de revistas e jornais; eu, uma retirante pernambucana dando os primeiros passos no jornalismo brasiliense. Somos cúmplices na dor e no amor. Testemunhas de momentos intensos na vida de uma e outra. Companheiras de trabalho, que se guardaram mutuamente a cada mudança de posto e de porto. Acima de tudo, parceiras num mundo que esbanja crueldade e carece de mãos amigas. Valéria tem uma especialidade: a capacidade de amparar. A mão dela não vacila. O gesto de esticá-la sempre na direção de quem necessita é traço de sua personalidade.

A mão, o colo, o ombro de Valéria são patrimônios quase públicos, tamanha a sua disponibilidade de socorrer qualquer um, sobretudo naqueles dias que não têm 24 horas. Sim, há dias que duram uma vida: nove meses de uma gestação de risco, temporadas de perrengues financeiros, a morte de um filho e tantas outras perdas e inconstâncias da nossa existência. Em dias, semanas, meses, anos extremamente cinzentos, vi Valéria abrir caminhos na Justiça; horas na agenda; abrir a casa; e abrir os braços para os abraços mais necessários e aconchegantes que alguém pode ganhar. Guardo testemunhos em série sobre sua generosidade.

Minha amiga conhece como ninguém a arte do amparo, tão rara e cara nesse mundão truculento de hoje. Este texto não é apenas sobre Valéria, nem sobre amigos, nem sobre guardar o que precisa ser guardado e jogar fora todo o resto. Este texto é sobre reconhecimento. Precisamos falar sobre o que é bom e sobre quem faz o bem. O que você guarda? Quem você guarda? Aqui, nas minhas preciosas caixinhas, guardo Valéria. Mas ouso compartilhar suas qualidades, sem medo, porque ela merece e porque todos devem saber.

Levantamento internacional indica que metade dos diabéticos do planeta não sabe que tem a doença

De acordo com levantamento, mais de 425 milhões de adultos no mundo têm a doença
· O Globo

· 5 Feb 2018

· ANA PAULA BLOWER apaula.blower@oglobo.com.br

Atualizado desde 2000, o Atlas do Diabetes vem apontando uma tendência alarmante sobre a doença no mundo. Segundo o último levantamento feito pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), relativo a 2017, mais de 425 milhões de adultos têm a doença no mundo, dez milhões a mais do que há dois anos. Ainda de acordo com a organização, uma a cada duas pessoas não sabe que é diabética.

O levantamento tem, ainda, dados com recorte por país e região geográfica. O Brasil aparece em quarto lugar na quantidade de pessoas com a doença: são 12,5 milhões com ou sem diagnóstico. Em relação ao público infantil, o país aparece em terceiro lugar, com 88.300 crianças e adolescentes portadores da enfermidade, atrás apenas de Índia e Estados Unidos.

Entre os motivos para o avanço da doença, apontam especialistas e organizações médicas, estão maus hábitos alimentares, estilo de vida sedentário ou com pouca atividade física, além de uma possível falha das campanhas de sensibilização do público de alto risco para desenvolver o diabetes.

— É um cenário que vem se perpetuando e piorando. O dado de que 50% das pessoas não sabem que têm a doença já vem se mantendo desde a última década, e não mudamos as estratégias para sensibilizar aqueles com fator de risco — ressalta Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). — É um número gigantesco de pessoas que deveriam estar se cuidando e não estão.

O médico destaca que o Brasil oscila entre a quarta e a quinta posições nas últimas edições do Atlas e que, apesar de já ter um lugar nada desejado no pódio, os números da doença no país são subestimados e devem ser ainda maiores.

Apontar apenas as falhas não é o bastante. Para conseguir atingir de maneira positiva quem corre o risco de desenvolver a doença, como pessoas obesas, com sobrepeso e histórico familiar, é preciso detectar a melhor forma de chegar a elas. Por ser uma doença silenciosa, o desafio está em tocar quem não apresenta sintomas. É possível passar anos nesse estágio.

— A linguagem tem que mudar. Talvez tenhamos que recorrer a outras formas de comunicação, como as redes sociais, ou criar novas maneiras de impactar quem pode ter diabetes em qualquer idade, mas, principalmente, depois dos 40 anos — acredita Hohl.

O diabetes faz com que a glicose se deposite nos vasos sanguíneos antes mesmo de qualquer sintoma. Quando há manifestação clínica, a doença já está na fase avançada, sendo mais difícil de se controlar. O diagnóstico precoce é o ideal.

— O diabetes é uma doença de fácil detecção e, por isso, vale a pena fazer os exames periódicos. Além disso, pessoas diabéticas, com simples mudanças de hábitos, conseguem manter os níveis de glicose estabilizados e evitam que a doença evolua com rapidez — diz Helio Magarinos Torres Filho, patologista clínico, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica do Rio de Janeiro e diretor médico do Richet. BEBÊS SÃO AFETADOS NA GRAVIDEZ Segundo o levantamento da IDF, o número de pessoas que podem ter a doença aumentou em 34 milhões desde 2015. A supervisora de vendas Flavia de Abreu, de 33 anos, só descobriu que grande parte da família materna tinha a doença ao contar para a mãe que suas taxas de glicose tinham passado do limite durante a gestação do segundo filho.

A mudança teve que ser radical, ela diz. Quando o menino nasceu, em novembro de 2016, ela continuou acompanhando as taxas de glicose, que não diminuíram. Assustada com o que ouvia de seus familiares, buscou uma endocrinologista e começou a fazer uso de medicação e dieta regrada desde o final de 2017.

O Brasil aparece em quarto lugar na quantidade de pessoas com a doença: são 12,5 milhões com ou sem diagnóstico

— Na gestação, estava muito cansada, com sobrepeso, 29 quilos acima do meu ideal. Eu não era de comer legumes ou verduras. Tive que mudar da água para o vinho — conta Flavia, que garante não ter cometido nenhuma “derrapada” desde que iniciou o tratamento e repetirá os exames em abril para avaliar se as mudanças surtiram mesmo efeito.

Ainda de acordo com o Atlas, um em cada seis bebês nascidos foram afetados pela hiperglicemia na gravidez. O levantamento também mostra que um em cada 14 adultos, de 20 a 79 anos, tem intolerância à glicose diminuída.

Em relação à mortalidade, metade das quatro milhões de pessoas que morreram em decorrência de diabetes tinha idade superior a 60 anos.

Os dados do IDF também evidenciam que os custos relacionados à doença são muito altos: US$ 727 bilhões foram gastos com diabetes no mundo em 2017, o que corresponde a mais de R$ 2,3 trilhões. Deste total, o Brasil atingiu a quantia de R$ 77 milhões.​

Distrito Federal registra uma média de nove agressões a mulheres a cada dia

www.correiobraziliense.com.br

Mara Puljiz
Publicação: 01/05/2012 07:58 Atualização:
Primeiro, vem o xingamento. Depois, um tapa na cara. O medo da prisão leva o agressor a tentar uma reconciliação, com pedido de perdão e promessa de que aquela violência não se repetirá. Mas o sentimento de posse é mais forte. Novamente, a mulher se torna vítima das mãos pesadas do homem que garantiu estar arrependido. Quando ela decide pôr um ponto final no relacionamento, pode ser tarde demais. É assim o histórico da maioria das mulheres assassinadas pelos namorados, maridos ou ex-companheiros no Distrito Federal.

Em uma tentativa de evitar desfechos trágicos, a Justiça determinou, no ano passado, 9.859 medidas protetivas a mulheres ameaçadas de morte. Foram 4.866 inquéritos instaurados contra agressores e 3.210 homens sentenciados em 3.407 audiências judiciais realizadas (veja quadro). Na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), são 1.180 ocorrências de violência doméstica registradas de janeiro até agora, uma média de nove agressões por dia. Em 2011, foram 3.186 registros, ou nove denúncias diárias.