NOTA DE FALECIMENTO

O Movimento Maria Cláudia Pela Paz deseja a seu companheiro de dor, Luiz Fernando Oderich, que lhe recaiam as bênçãos celestiais, neste momento de supremo sofrimento pela perda de sua esposa e companheira Mabel, lhe dando serenidade e força no caminho da luta que desenvolve pela paz e que tenha força para suportar a saudade infinita. Nos unimos a todos que estão em oração por ele, na certeza de que Mabel foi ao encontro do adorado filho Max e que ambos, da Casa do Pai e da Boa Mãe, intercederão por nosso grande e especial amigo. Aqui fica a nossa solidariedade perene.
Cristina Del’Isola
Presidente

JUSTIÇA PARA A FAMÍLIA CASSARO e coloque o texto abaixo até Juntos somos mais fortes

Sandra escreveu: “***PEÇO A ATENÇÃO DOS AMIGOS DE LUTA***

Amigos, na quarta-feira (29/02) às 13:30h será o julgamento da apelação do caso Anastácio Cassaro, pai da nossa amiga de dor e luta Sandra Cassaro e bem sabemos a importância e o peso que tem o CLAMOR POPULAR.

Então peço-lhes que POR FAVOR assinem o abaixo-assinado, que será entregue aos desembargadores responsáveis por analisar o recurso e enviem e-mails em apoio à família Cassaro, pedindo a prisão dos assassinos que já foram julgados e condenados…eles podem sair de lá PRESOS e enfim, depois de 25 anos a família Cassaro ver a Justiça ser feita.

Por favor assinem o abaixo assinado:

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N20890

E enviem e-mail ao TJES:

presidente@tjes.jus.br

O e-mail deve ser endereçado aos Desembargadores:

Dr. Jorge Henrique Valle dos Santos
Dr. Ney Batista Coutinho
Dr. Jaime Ferreira Abreu

* Não esqueçam de assinar o nome e a cidade de vocês.

CONTAMOS COM OS AMIGOS DE LUTA E COM PESSOAS DA SOCIEDADE CIVIL PARA QUE POSSAMOS VER A JUSTIÇA DE FATO SER FEITA E OS MANDANTES DO ASSASSINATO DO PREFEITO ANASTÁCIO CASSARO SAÍREM DO TJ PRESOS!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES !!!”

Manifestação pela prisão dos condenados no assassinato de Anastácio Cassaro

Data: terça, 28 de Fevereiro de 2012 às 18:30 até quarta, 29 de Fevereiro de 2012 às 14:00

Local: Tribunal de Justiça do Espirito Santo

Ha 25 anos o Senhor Anastácio Cassaro, pai da amiga de luta Sandra Cassaro foi covardemente assassinado em Vitoria/ES.
Todos ja estão condenados e através de recursos estão fora da cadeia e o pior ainda influenciando na politica capixaba e nas nossas vidas.

Não podemos nos calar mais. Precisamos gritar alto para que os Desembargadores escutem e façam valer as leis.
Vamos realizar uma VIGILIA em frente ao TJ de Vitoria. Como apoio a família e pela manutenção da lei da da vida.

CADEIA É PARA BANDIDOS E ASSASSINOS.

https://www.facebook.com/events/152836338169420/

O Movimento Gabriela Sou da Paz e o Movimento Maria Cláudia Pela Paz apóiam essa luta!!!

NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Movimento Maria Cláudia Pela Paz, neste momento de dor se solidariza com a família de Eloá Pimentel, especialmente com sua mãe, Ana Luiza, e espera que a justiça seja feita e que o assassinato da jovem estudante seja condenado e cumpra sua pena integralmente na prisão, para que o caso não seja mais um onde a impunidade vale mais que a vida retirada pela covardia.
Cristina Del’Isola
Presidente

Ministério da Justiça decide revisar política de segurança

Ministério da Justiça decide revisar política de segurança

País tem o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos

Publicado: 15/02/12 – 8h38

Atualizado: 15/02/12 – 8h38

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai apresentar uma versão do novo Plano Nacional de Enfrentamento da Violência à presidente Dilma Givaldo Barbosa / Arquivo O Globo

BRASÍLIA – Meses depois de implodir a primeira versão de um plano de redução de homicídios por ordem da presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Justiça decidiu preparar uma nova proposta de combate à violência. O Plano Nacional de Enfrentamento da Violência, com foco na diminuição de assassinatos, prevê investimento pesado em perícia, compra de equipamentos para as polícias estaduais e fortalecimento das corregedorias das polícias civis e militares. O governo decidiu revisar a política de segurança porque os indicadores da violência urbana ainda permanecem elevados.

Os últimos levantamentos oficiais mostram que o Brasil é o país com o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos. São aproximadamente 50 mil por ano. Em termos proporcionais, ou seja, quando se compara o número de mortes violentas com o tamanho da população, o país também aparece num nada confortável sexto lugar. Em 30 de dezembro o GLOBO revelou que, numa guinada surpreedente das diretrizes de redução da violência, o governo federal engavetara o plano de articulação para a redução de homícidio em prol de outras áreas de atuação.

As prioridades declaradas do governo eram, até então, a fiscalização de fronteiras, a ampliação do sistema penitenciário e combate ao crack. O enfrentamento da violência urbana, especialmente o combate aos homicídios, seria uma tarefa dos governos estaduais. A repentina virada da política de segurança provocou forte reação do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp). Diante das críticas, o governo recuou e decidiu, neste início de ano, incluir a redução de assassinatos entre as prioridades da política nacional de segurança pública.

A versão do novo plano deve ser apresentada pelo ministro José Eduardo Cardozo à presidente Dilma nos próximos dias. Auxiliares de Cardozo disseram que o ministério não se manifestará publicamente sobre o assunto até que a proposta seja do conhecimento da presidente. Mas confirmaram que o “foco agora” é a diminuição de assassinatos. Num encontro que teve com integrantes do Conasp, semana passada, Cardozo fez uma longa explanação sobre a violência e as ideias do governo para encarar o problema.

O ministro disse aos conselheiros que a violência se mantém em patamares elevados até mesmo em cidades ou estados que receberam grande aporte de recursos do governo federal nos últimos anos. A partir daí, se chegou a conclusão de que as análises sobre as desigualdades sociais não são mais suficientes para explicar a explosão da criminalidade. Para o ministro, outros fatores, como impunidade, grupos de extermínio e preconceitos contra negros e gays também estariam na raiz da violência.

A saída seria financiar a montagem de laboratórios e cursos de perícias para as polícias estaduais. Hoje muitos assassinatos não são esclarecidos por falta de estrutura técnica das polícias civis. Cardozo disse ainda que é importante melhorar o treinamento das corregedorias. Cardozo também prometeu comprar equipamentos para as polícias de acordo com as peculiaridades de cada estado.

Outras medidas seriam articuladas com as secretarias especiais de Direitos Humanos, de Políticas para Mulheres e de Promoção a Igualdade Racial.

– O fato do ministro ter vindo ao Conasp e colocar as linhas gerais (do plano de redução de homicídios) mesmo sem tê-las apresentado a presidente é um avanço. Agora vamos ver o que acontece quando chegar a Casa Civil – disse Alexandre Ciconello, representante do Instituto de Estudos Socioeconômico (Inesc) no Conasp.

Convocação de Toda Sociedade – Audiência Pública da Reforma do Código Penal – Crimes Contra a Vida

A União em Defesa das Vítimas de Violência convoca Toda Sociedade para Audiência pública que discutirá o capítulo dos crimes contra a vida do anteprojeto do novo código penal

A Comissão de Reforma do Código Penal, instituída pelo Senado Federal, e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) vão promover no dia 24 de fevereiro, audiência pública para discutir a proposta do capítulo dos “Crimes contra a vida” do anteprojeto do novo código penal.

A audiência pública vai acontecer às 14 horas no “Salão dos Passos Perdidos”, localizado no 2ª andar do Palácio da Justiça. A participação é livre.

Trata-se de uma grande oportunidade para que os familiares de vítimas da violência, ativistas, movimentos, ONGs e entidades ligadas às vítimas de violência e a sociedade civil os possam externar suas opiniões, de modo a contarmos com uma legislação atualizada aos novos tempos. Afinal, o Código Penal em vigor é de 1940 e ele está defasado em relação à situação de violência que, infelizmente, ainda vivemos no nosso dia a dia. É a possibilidade que a sociedade tem de lutar por justiça, um passo importantíssimo para acabarmos com a impunidade no nosso país.

Precisamos de todos Vocês nesta Luta!

Keiko Ota
Deputada Federal
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência

AUDIÊNCIA PÚBLICA
discussão das propostas do capítulo “Crimes Contra a Vida” do anteprojeto do novo Código Penal
Quando: 24 de fevereiro às 14h – Com Concentração as 12:00 na Frente do Palácio da Justiça
Local: Palácio da Justiça, “Salão dos Passos Perdidos”.
Endereço: Praça da Sé, s/nº.
Informações: www.udvv.com.br / udvv@udvv.com.br /www.keikoota.com.br
Orientação: Familiares de Vítimas de Violência por favor, vir com a camiseta com a foto do sem ente querido.

Grito de socorro

Carlos Alexandre

A morte da procuradora Ana Alice de Melo, assassinada a facadas pelo ex-marido em Minas Gerais, reúne elementos significativos para suscitar um debate sobre violência na sociedade e a atuação do Estado nesse contexto. Ana Alice denunciou formalmente o companheiro à polícia no dia 24 de janeiro. A instância policial encaminhou o caso à Justiça, a fim de que medidas protetoras fossem asseguradas à denunciante. No dia 25, o juiz da Vara da Infância e da Juventude determinou uma distância mínima de 30 metros entre o agressor e a procuradora. No dia 1º, véspera do crime, nova sentença judicial: o empresário Djalma Brugnara Veloso não poderia se aproximar em um raio de 500 metros da ex-mulher. O despacho foi expedido às 18h30, mas a comunicação não chegou ao assassino. Às 20h30, Djalma já estava na casa onde mataria a servidora federal, 35 anos, mãe de dois filhos.

Nesse episódio, como em tantos outros, o poder público não conseguiu agir a tempo de evitar a consumação de uma tragédia. Nove dias depois de gritar por socorro, Ana Alice sofreu a derradeira agressão. O Estado oferece um suposto esquema de combate à violência doméstica, com leis e sistemas de proteção a fim de preservar a integridade física da vítima, mas as intenções não acompanham a escalada da violência. Essa realidade constitui o maior drama a que possam estar expostas as vítimas da violência doméstica. Em 2011, o Distrito Federal registrou um aumento de aproximadamente 14% no número de denúncias contra agressores. O número de homicídios, porém, continua na média. A selvageria contra as mulheres mata 60 brasilienses por ano. O quadro mais temível nessa situação se forma quando as vítimas entendem que não adianta denunciar e se submetem ao cotidiano de brutalidade.

Chama a atenção, por outro lado, como a cultura da violência está cristalizada nas relações pessoais. No último fim de semana, a jornalista Débora Favarini, mulher do jogador de futebol Kléber, denunciou o atacante por agressão física. O atleta, chamado de Gladiador por conta da postura aguerrida e por vezes truculenta dentro e fora do campo, foi acusado de golpear a esposa com um soco. Segundo Favarini, não é a primeira vez que o Gladiador a agride. É mais um caso à espera de providência, antes que venham à luz desdobramentos mais graves.

Artigo publicado no Correio Braziliense em 07/02/2012

Que a Justiça não Permita

No dia 09 de dezembro de 2004, um caseiro e uma empregada doméstica espancaram, estupraram, mataram e enterraram debaixo da escada da sala de estar da casa em que trabalhavam, no Lago Sul, em Brasília, a jovem Maria Cláudia Del’Isola de apenas 19 anos. Não houve motivo forte para que a barbaridade ocorresse, a não ser roubar alguns trocados.
“O inferno está vazio, e todos os demônios estão aqui”. Foi desse jeito que Brasília viu esse crime. Foi como se entes diabólicos estivessem entre nós. A brutalidade, a torpeza, a perversidade, a crueldade, a frieza como o crime foi cometido parecia coisa de endemoninhados. Entre outras coisas, porque os dois monstros das profundezas, os filhos do inferno, moravam na casa da jovem, gozavam da sua confiança e simpatia, e eram bem tratados por ela e sua família.
O crime foi solucionado rapidamente, e as duas bestas confessaram o crime, que foi reconstituído, revelando os detalhes sórdidos, covardes e bestiais que os dois filhotes de Satanás perpetraram. O julgamento foi rápido, para os padrões brasileiros, em pouco mais de dois anos os dois animais foram julgados e condenados a 58 anos de prisão e enjaulados no presídio da Papuda, em Brasília. Muita embora, a pena tenha sido reduzida depois para 37 anos. De qualquer forma, palmas para o trabalho da polícia, ministério público e judiciário.
Lembro-me como se fosse hoje, e não é força é de expressão, o meu choque ao ler no jornal em 2004, em detalhes, o ato monstruoso. Pus as mãos na cabeça e chorei, pensando em tudo aquilo. No sofrimento da jovem, na dor dos pais, da família, dos amigos. E do desamparo que todos nós, principalmente, os pais brasileiros sentiram naquele momento. A dor de ver uma filha jovem, bela, estudiosa, no esplendor da idade encontrar o Mal em sua forma mais devastadora. Brasília teve reações parecidas, e demonstrações de pesar e de dor foram registradas por toda cidade.
Juro que veio a mim, naquela semana – e não digo isso por ser shakespeariano – o desespero da família Capuleto ao ver o corpo de Julieta sem vida: “Ai, minha filha está morta, e com minha filha estão enterradas todas as minhas alegrias”. E não estou fazendo poesia. Sei que é assim que se sentem os pais de Maria Cláudia, conhecidos pelo povo de Brasília como portadores dessa dor infinita, que não passa nunca.
Pois agora essa correta punição corre risco. A legislação brasileira tem um sistema de progressão de penas que permite a um criminoso condenado sair da cadeia para trabalhar, após cumprir 1/6 da pena. Se isso ocorrer, a tal Adriana, a serpente endemoninhada, pode ser solta há qualquer momento. Se algo não for feito, seja lá o que for, nessa confusa legislação penal brasileira, a sociedade de Brasília está prestes a enfrentar um pesadelo, e de cada um de nós levar um tapa na cara, tal o absurdo legal que está prestes a acontecer. E isso deve ser evitado!
Permitir que esse monstro saia às ruas é ameaçar toda a sociedade. É preciso que essa figura satânica continue enjaulada e que cumpra toda a sentença sem qualquer tipo de benefício, pois se trata de uma fria assassina. Que o juiz responsável por esse caso não permita que esse disparate legal aconteça.
A dor da família Del’Isola deve ser respeitada, suas lágrimas ainda não secaram. A dor deles é semelhante a de Marco Antônio ante o corpo de Júlio César: “Meu coração está nesse caixão com César…”. O coração deles foi junto com Maria Cláudia, e por enquanto a justiça terrena é necessária, até eles reencontrarem sua filha no paraíso.
Theófilo Silva é articulista colaborador da Rádio do Moreno