Bancos de leite precisam de doações com urgência

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Publicação: 17/03/2012 16:30 Atualização:
Os bancos de leite do Distrito Federal necessitam de doações com urgência. O estoque dos dez bancos existentes nas regionais de saúde está quase zerado e o existente é insuficiente para alimentar os bebês internados com baixo peso ou que estão doentes. O alerta é da coordenadora dos Bancos de Leite da Secretaria de Saúde, Míriam Santos. Segundo ela, a situação é mais crítica nos hospitais da Asa Sul e da Asa Norte.

A total prioridade dos Bancos de Leite é atender as crianças internadas, seguindo o que preconiza a RDC 171 (Anvisa/MS), segundo informa a coordenadora Míriam. %u201CSeguimos os parâmetros da Anvisa e temos como responsabilidade centenas de crianças que estão sob nossa tutela%u201D, adverte a médica, lembrando que cada caso fora desse parâmetro deve ser analisado individualmente pela chefia do ambulatório do banco de leite.

Somente em janeiro desse ano, 1.022 crianças foram beneficiadas com as doações. Em todo o ano de 2011, foram 12.372 atendimentos, o que dá um gasto de 50 litros de leite por dia. As doações, de acordo com a médica, devem estar acima disso, porque existem casos de leite que não passa pelo controle de qualidade, por conta do acondicionamento ou do armazenamento. %u201CDaí a importância de toda mãe nutriz obter informações corretas sobre como deve proceder%u201D, ressalta Míriam.

Toda mãe que esteja amamentando pode ajudar a Secretaria de Saúde. Basta ligar para os telefones 3325 4207 ou 3445 7597 e pedir instruções como deve proceder. Uma vez cadastrada, a voluntária não precisa se dirigir ao hospital. Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar, que trabalha em parceria com a Secretaria, busca o leite na residência da doadora.

UM ANO DO DESAPARECIMENTO DE JOANA XAVIER DE SOUZA LISBOA – 13/03/2012

 

          Joana Xavier de Souza Lisboa (Desaparecimento)

Familiares de Joana Xavier de Souza Lisboa, 33 anos, estão desesperados tentando encontrá-la. Joana estava em uma clínica de repouso em Canasvieiras, em Florianópolis, e teria fugido do local na manhã de 13/03/2011.

Joana estava com uma blusa azul clara, calça jeans e chinelos. Ela tem problemas psiquiátricos e por conta da fuga está sem tomar seus remédios.

Joana saiu da clínica de repouso pela manhã sem levar documentos, roupas ou dinheiro. Foi vista no mesmo dia em Jurere, praia ao lado de Canasvieiras, depois não foi mais vista. Ela é depressiva e toma medicamento controlado e está sem usá-lo desde o seu desaparecimento. Ela não é agressiva, é calma, meiga e inteligente. Não é usuária de drogas.

Memorial Gabriela Sou da Paz: Joana Xavier de Souza Lisboa (Desaparecimento)

 

 

 

UMA BUSCA SOLITÁRIA

Imaginem a dor de uma mãe que, há exato 1 ano, não sabe o paradeiro da filha…não pode protegê-la, não sabe como está, onde está, com quem está…
Ajude a divulgar o desaparecimento da jovem Joana Xavier,

filha da amiga Lenore Xavier de Souza
Ela pode estar em qualquer canto desse país, pode estar nas ruas, precisamos ajudá-la a voltar para casa.
Divulguem o apelo dessa mãe que incansavelmente busca pela filha desaparecida.

 

A mãe, Lenore Xavier de Souza, pede para que, caso alguém aviste Joana, entre em contato com a família pelos telefones (48) 8434-5868 ou (48) 3365-1899.

E-mail: lenorexs@hotmail.com

 

Sandra Domingues

13/03/2012

 

APOIO:

 

UDVV (União em Defesa das Vítimas de Violência)

www.udvv.com.br

NOTA DE FALECIMENTO

O Movimento Maria Cláudia Pela Paz deseja a seu companheiro de dor, Luiz Fernando Oderich, que lhe recaiam as bênçãos celestiais, neste momento de supremo sofrimento pela perda de sua esposa e companheira Mabel, lhe dando serenidade e força no caminho da luta que desenvolve pela paz e que tenha força para suportar a saudade infinita. Nos unimos a todos que estão em oração por ele, na certeza de que Mabel foi ao encontro do adorado filho Max e que ambos, da Casa do Pai e da Boa Mãe, intercederão por nosso grande e especial amigo. Aqui fica a nossa solidariedade perene.
Cristina Del’Isola
Presidente

JUSTIÇA PARA A FAMÍLIA CASSARO e coloque o texto abaixo até Juntos somos mais fortes

Sandra escreveu: “***PEÇO A ATENÇÃO DOS AMIGOS DE LUTA***

Amigos, na quarta-feira (29/02) às 13:30h será o julgamento da apelação do caso Anastácio Cassaro, pai da nossa amiga de dor e luta Sandra Cassaro e bem sabemos a importância e o peso que tem o CLAMOR POPULAR.

Então peço-lhes que POR FAVOR assinem o abaixo-assinado, que será entregue aos desembargadores responsáveis por analisar o recurso e enviem e-mails em apoio à família Cassaro, pedindo a prisão dos assassinos que já foram julgados e condenados…eles podem sair de lá PRESOS e enfim, depois de 25 anos a família Cassaro ver a Justiça ser feita.

Por favor assinem o abaixo assinado:

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N20890

E enviem e-mail ao TJES:

presidente@tjes.jus.br

O e-mail deve ser endereçado aos Desembargadores:

Dr. Jorge Henrique Valle dos Santos
Dr. Ney Batista Coutinho
Dr. Jaime Ferreira Abreu

* Não esqueçam de assinar o nome e a cidade de vocês.

CONTAMOS COM OS AMIGOS DE LUTA E COM PESSOAS DA SOCIEDADE CIVIL PARA QUE POSSAMOS VER A JUSTIÇA DE FATO SER FEITA E OS MANDANTES DO ASSASSINATO DO PREFEITO ANASTÁCIO CASSARO SAÍREM DO TJ PRESOS!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES !!!”

Manifestação pela prisão dos condenados no assassinato de Anastácio Cassaro

Data: terça, 28 de Fevereiro de 2012 às 18:30 até quarta, 29 de Fevereiro de 2012 às 14:00

Local: Tribunal de Justiça do Espirito Santo

Ha 25 anos o Senhor Anastácio Cassaro, pai da amiga de luta Sandra Cassaro foi covardemente assassinado em Vitoria/ES.
Todos ja estão condenados e através de recursos estão fora da cadeia e o pior ainda influenciando na politica capixaba e nas nossas vidas.

Não podemos nos calar mais. Precisamos gritar alto para que os Desembargadores escutem e façam valer as leis.
Vamos realizar uma VIGILIA em frente ao TJ de Vitoria. Como apoio a família e pela manutenção da lei da da vida.

CADEIA É PARA BANDIDOS E ASSASSINOS.

https://www.facebook.com/events/152836338169420/

O Movimento Gabriela Sou da Paz e o Movimento Maria Cláudia Pela Paz apóiam essa luta!!!

NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Movimento Maria Cláudia Pela Paz, neste momento de dor se solidariza com a família de Eloá Pimentel, especialmente com sua mãe, Ana Luiza, e espera que a justiça seja feita e que o assassinato da jovem estudante seja condenado e cumpra sua pena integralmente na prisão, para que o caso não seja mais um onde a impunidade vale mais que a vida retirada pela covardia.
Cristina Del’Isola
Presidente

Ministério da Justiça decide revisar política de segurança

Ministério da Justiça decide revisar política de segurança

País tem o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos

Publicado: 15/02/12 – 8h38

Atualizado: 15/02/12 – 8h38

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai apresentar uma versão do novo Plano Nacional de Enfrentamento da Violência à presidente Dilma Givaldo Barbosa / Arquivo O Globo

BRASÍLIA – Meses depois de implodir a primeira versão de um plano de redução de homicídios por ordem da presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Justiça decidiu preparar uma nova proposta de combate à violência. O Plano Nacional de Enfrentamento da Violência, com foco na diminuição de assassinatos, prevê investimento pesado em perícia, compra de equipamentos para as polícias estaduais e fortalecimento das corregedorias das polícias civis e militares. O governo decidiu revisar a política de segurança porque os indicadores da violência urbana ainda permanecem elevados.

Os últimos levantamentos oficiais mostram que o Brasil é o país com o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos. São aproximadamente 50 mil por ano. Em termos proporcionais, ou seja, quando se compara o número de mortes violentas com o tamanho da população, o país também aparece num nada confortável sexto lugar. Em 30 de dezembro o GLOBO revelou que, numa guinada surpreedente das diretrizes de redução da violência, o governo federal engavetara o plano de articulação para a redução de homícidio em prol de outras áreas de atuação.

As prioridades declaradas do governo eram, até então, a fiscalização de fronteiras, a ampliação do sistema penitenciário e combate ao crack. O enfrentamento da violência urbana, especialmente o combate aos homicídios, seria uma tarefa dos governos estaduais. A repentina virada da política de segurança provocou forte reação do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp). Diante das críticas, o governo recuou e decidiu, neste início de ano, incluir a redução de assassinatos entre as prioridades da política nacional de segurança pública.

A versão do novo plano deve ser apresentada pelo ministro José Eduardo Cardozo à presidente Dilma nos próximos dias. Auxiliares de Cardozo disseram que o ministério não se manifestará publicamente sobre o assunto até que a proposta seja do conhecimento da presidente. Mas confirmaram que o “foco agora” é a diminuição de assassinatos. Num encontro que teve com integrantes do Conasp, semana passada, Cardozo fez uma longa explanação sobre a violência e as ideias do governo para encarar o problema.

O ministro disse aos conselheiros que a violência se mantém em patamares elevados até mesmo em cidades ou estados que receberam grande aporte de recursos do governo federal nos últimos anos. A partir daí, se chegou a conclusão de que as análises sobre as desigualdades sociais não são mais suficientes para explicar a explosão da criminalidade. Para o ministro, outros fatores, como impunidade, grupos de extermínio e preconceitos contra negros e gays também estariam na raiz da violência.

A saída seria financiar a montagem de laboratórios e cursos de perícias para as polícias estaduais. Hoje muitos assassinatos não são esclarecidos por falta de estrutura técnica das polícias civis. Cardozo disse ainda que é importante melhorar o treinamento das corregedorias. Cardozo também prometeu comprar equipamentos para as polícias de acordo com as peculiaridades de cada estado.

Outras medidas seriam articuladas com as secretarias especiais de Direitos Humanos, de Políticas para Mulheres e de Promoção a Igualdade Racial.

– O fato do ministro ter vindo ao Conasp e colocar as linhas gerais (do plano de redução de homicídios) mesmo sem tê-las apresentado a presidente é um avanço. Agora vamos ver o que acontece quando chegar a Casa Civil – disse Alexandre Ciconello, representante do Instituto de Estudos Socioeconômico (Inesc) no Conasp.

Convocação de Toda Sociedade – Audiência Pública da Reforma do Código Penal – Crimes Contra a Vida

A União em Defesa das Vítimas de Violência convoca Toda Sociedade para Audiência pública que discutirá o capítulo dos crimes contra a vida do anteprojeto do novo código penal

A Comissão de Reforma do Código Penal, instituída pelo Senado Federal, e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) vão promover no dia 24 de fevereiro, audiência pública para discutir a proposta do capítulo dos “Crimes contra a vida” do anteprojeto do novo código penal.

A audiência pública vai acontecer às 14 horas no “Salão dos Passos Perdidos”, localizado no 2ª andar do Palácio da Justiça. A participação é livre.

Trata-se de uma grande oportunidade para que os familiares de vítimas da violência, ativistas, movimentos, ONGs e entidades ligadas às vítimas de violência e a sociedade civil os possam externar suas opiniões, de modo a contarmos com uma legislação atualizada aos novos tempos. Afinal, o Código Penal em vigor é de 1940 e ele está defasado em relação à situação de violência que, infelizmente, ainda vivemos no nosso dia a dia. É a possibilidade que a sociedade tem de lutar por justiça, um passo importantíssimo para acabarmos com a impunidade no nosso país.

Precisamos de todos Vocês nesta Luta!

Keiko Ota
Deputada Federal
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência

AUDIÊNCIA PÚBLICA
discussão das propostas do capítulo “Crimes Contra a Vida” do anteprojeto do novo Código Penal
Quando: 24 de fevereiro às 14h – Com Concentração as 12:00 na Frente do Palácio da Justiça
Local: Palácio da Justiça, “Salão dos Passos Perdidos”.
Endereço: Praça da Sé, s/nº.
Informações: www.udvv.com.br / udvv@udvv.com.br /www.keikoota.com.br
Orientação: Familiares de Vítimas de Violência por favor, vir com a camiseta com a foto do sem ente querido.

Grito de socorro

Carlos Alexandre

A morte da procuradora Ana Alice de Melo, assassinada a facadas pelo ex-marido em Minas Gerais, reúne elementos significativos para suscitar um debate sobre violência na sociedade e a atuação do Estado nesse contexto. Ana Alice denunciou formalmente o companheiro à polícia no dia 24 de janeiro. A instância policial encaminhou o caso à Justiça, a fim de que medidas protetoras fossem asseguradas à denunciante. No dia 25, o juiz da Vara da Infância e da Juventude determinou uma distância mínima de 30 metros entre o agressor e a procuradora. No dia 1º, véspera do crime, nova sentença judicial: o empresário Djalma Brugnara Veloso não poderia se aproximar em um raio de 500 metros da ex-mulher. O despacho foi expedido às 18h30, mas a comunicação não chegou ao assassino. Às 20h30, Djalma já estava na casa onde mataria a servidora federal, 35 anos, mãe de dois filhos.

Nesse episódio, como em tantos outros, o poder público não conseguiu agir a tempo de evitar a consumação de uma tragédia. Nove dias depois de gritar por socorro, Ana Alice sofreu a derradeira agressão. O Estado oferece um suposto esquema de combate à violência doméstica, com leis e sistemas de proteção a fim de preservar a integridade física da vítima, mas as intenções não acompanham a escalada da violência. Essa realidade constitui o maior drama a que possam estar expostas as vítimas da violência doméstica. Em 2011, o Distrito Federal registrou um aumento de aproximadamente 14% no número de denúncias contra agressores. O número de homicídios, porém, continua na média. A selvageria contra as mulheres mata 60 brasilienses por ano. O quadro mais temível nessa situação se forma quando as vítimas entendem que não adianta denunciar e se submetem ao cotidiano de brutalidade.

Chama a atenção, por outro lado, como a cultura da violência está cristalizada nas relações pessoais. No último fim de semana, a jornalista Débora Favarini, mulher do jogador de futebol Kléber, denunciou o atacante por agressão física. O atleta, chamado de Gladiador por conta da postura aguerrida e por vezes truculenta dentro e fora do campo, foi acusado de golpear a esposa com um soco. Segundo Favarini, não é a primeira vez que o Gladiador a agride. É mais um caso à espera de providência, antes que venham à luz desdobramentos mais graves.

Artigo publicado no Correio Braziliense em 07/02/2012