Grupos neonazistas agem no Distrito Federal há 30 anos

Organizações que pregam o ódio a homossexuais, estrangeiros, punks, anarquistas e nordestinos, estão organizados no DF desde 1982. Três assassinatos atribuídos a eles esperam julgamento

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Publicação: 25/03/2012 08:05 Atualização: 25/03/2012 08:11
Marcelo Valle Silveira Mello dissemina preconceito e racismo há, ao menos, sete anos. Acabou preso na última quinta-feira somente após a Polícia Federal detectar a possibilidade de um massacre de estudantes da Universidade de Brasília (UnB). Mas o rapaz de 26 anos está longe de ser uma exceção no Distrito Federal. Ele não é o único nem foi o primeiro a espalhar um ódio irracional contra determinadas comunidades na capital do país.

Grupos de racistas atuam de forma organizada no DF há pelo menos 30 anos. Os mais antigos identificados pela Polícia Civil são admiradores declarados de Adolf Hitler. Desde 1982, semeiam ideais nazistas e cometem crimes. Pregam o ódio a homossexuais, estrangeiros, punks, anarquistas e nordestinos. Mas a amplitude da ação desses grupos criminosos, formados por homens e mulheres conhecidos como carecas, acabou descoberta por investigadores apenas em novembro de 2007.

Motorista acusado de provocar acidente na ponte JK é condenado a 10 anos

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Thaís Paranhos
Publicação: 15/03/2012 08:41 Atualização: 15/03/2012 10:52
O motorista acusado de provocar a morte do advogado Francisco Augusto Nora Teixeira em um acidente de trânsito foi condenado a uma pena de 10 anos. O julgamento, que começou nessa quarta-feira (14/3) no Tribunal do Júri de Brasília, terminou hoje (15/3) por volta de 1h.
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Motorista indiciado por tragédia na Ponte JK nega que estava a 165 km/h Motorista acusado de homicídio na Ponte JK vai a júri popular nesta quarta

O réu, Rodolpho Félix Grande Ladeira, foi condenado por homicídio doloso, com qualificadora de perigo comum, pois estava em via pública e levou perigo a muitas pessoas que passavam pelo local.

O acidente de trânsito ocorreu na madrugada do dia 24 de janeiro de 2004, na ponte JK. Rodolpho estava dirigindo a 165 km/h, quando bateu na traseira do advogado. Durante seu depoimento o réu disse que estava a, no máximo, 120 km/h, que a vítima entrou bruscamente na sua frente sem lhe dar tempo para frear, e que não estava bem psicologicamente na época da tragédia.

Cartilha – Campanha Justiça Seja Feita

Prezado (a) Colaborador (a) da Campanha Justiça Seja Feita:

Medidas relacionadas à revisão do Código de Processo Penal Brasileiro estão arquivadas e esquecidas no Congresso Nacional, longe dos olhos da população. Diariamente, milhões de brasileiros sofrem com a falta de argumentos para o combate à criminalidade. Imersos em uma imensa nuvem de incertezas, as pessoas aceitam, caladas, às facilitações inimagináveis concedidas aos criminosos deste país. A cartilha, em anexo, tem como objetivo mostrar aos cidadãos brasileiros o preço de uma vida, do ponto de vista legislativo, e apresentar propostas capazes de mudar esse quadro, de modo que seja possível cobrar dos representantes políticos uma solução para que a justiça seja feita.

Precisamos de um favor seu.

Para atingirmos uma massa enorme de pessoas, de modo a conseguir motivar o Congresso Nacional à por em pauta os assuntos relativos à Legislação Criminal, precisamos envolver mais pessoas na distribuição desse material.

Por isso, pedimos que nos envie o nome e endereço completo (incluindo CEP) de conhecidos seus para que possamos remeter o material da campanha diretamente a eles, sem custo algum.

Associação Brasil Sem Grades

Fone: (51) 3333-7070 / 9656-6790

www.brasilsemgrades.org.br

NOTA DE FALECIMENTO

O Movimento Maria Cláudia Pela Paz deseja a seu companheiro de dor, Luiz Fernando Oderich, que lhe recaiam as bênçãos celestiais, neste momento de supremo sofrimento pela perda de sua esposa e companheira Mabel, lhe dando serenidade e força no caminho da luta que desenvolve pela paz e que tenha força para suportar a saudade infinita. Nos unimos a todos que estão em oração por ele, na certeza de que Mabel foi ao encontro do adorado filho Max e que ambos, da Casa do Pai e da Boa Mãe, intercederão por nosso grande e especial amigo. Aqui fica a nossa solidariedade perene.
Cristina Del’Isola
Presidente

Estudantes sinalizam com alvos em vermelho e branco as crateras nas vias

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Publicação: 26/10/2011 07:39 Atualização: 26/10/2011 08:32

Munidos de pincéis e tinta, os estudantes Natasha e Luan começaram a alertar motoristas em junho (Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

Munidos de pincéis e tinta, os estudantes Natasha e Luan começaram a alertar motoristas em junho

A estudante Natasha de Albuq, 19 anos, não consegue calcular o quanto já gastou em oficinas mecânicas. A aluna de Artes Plásticas da Universidade de Brasília (UnB) conta que já teve dois pneus furados, várias calotas perdidas e rodas amassadas, resultado dos inúmeros buracos espalhados pelas vias do Distrito Federal. Cansada dos prejuízos, ela e o amigo Luan Haickel, 20, estudante de engenharia, decidiram sinalizar, com alvos em vermelho e branco, as crateras nas vias do DF.

A ação começou em junho, quando os estudantes pintaram em volta de cinco buracos próximos à UnB. Munidos de bicicletas e um triângulo de sinalização de carro, Natasha e Luan colorem as vias em horários em que o trânsito é menor, geralmente à noite.

Desde então, a dupla já sinalizou outros 21 buracos, a maioria nas imediações da UnB. Os alvos também podem ser vistos no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), na comercial da Quadra 111 Norte, na área residencial da 405 Norte e, mais recentemente, na W3 Sul, no início da L3 Norte e em frente ao Conjunto Nacional. A escolha dos locais é aleatória. “Onde nós passarmos e houver buraco, se tivermos tinta e a chuva deixar, fazemos os alvos”, explica Luan. Segundo os estudantes, a maioria das crateras sinalizadas na Universidade já foram tapadas.

Os custos da ação saem do bolso de Natasha e Luan. De acordo com a estudante, o preço de duas latas — nas cores vermelha e branca — fica em torno de R$ 90. Com elas, é possível pintar cerca de 10 buracos. Para expandir a ação, os estudantes espalharam cartazes com um endereço de e-mail criado para denúncias. “Criamos o e-mail para saber quais os buracos que mais incomodam. Queremos também ver se o pessoal aprova a atitude, porque não deixa de ter uma certa utilidade pública”, diz Luan. “Pretendemos expandir para outras áreas da cidade, mas o que tem atrapalhado são as chuvas”, completa Natasha.

Ruas esburacadas
De acordo com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), 24 equipes — com 120 homens ao todo — atuam nos serviços de tapa-buraco, recapeamento, construção de ramal e limpeza de bocas de lobo no DF.

No período mais crítico da chuva, entre dezembro e janeiro, a Novacap promete 40 equipes nas ruas da capital. Uma licitação para contratação de cinco equipes tapa-buraco itinerantes com caminhões de alta tecnologia já está em andamento. A Novacap se compromete ainda em criar, até o início de novembro, um número de telefone para atender às demandas da população. Enquanto isso, os brasilienses podem continuar usando a central 156.

Para denunciar
Para contatar os estudantes Natasha e Luan e denunciar um buraco a ser sinalizado, o e-mail é acheiumburaco@gmail.com