Copo e sacola encontrados no intestino de tartaruga-verde mostram os riscos de poluir a água com plástico

Em média, 70% das tartarugas que encalham na costa brasileira ingeriram plástico, diz pesquisa.

Imagens inéditas da necropsia de uma tartaruga-verde que morreu após encalhar em uma praia na costa brasileira hoje são usadas pelo biólogo Robson Guimarães dos Santos como forma de conscientizar a população sobre os riscos de jogar plástico no lugar errado. As imagens são fortes e foram feitas em 2012 como parte da pesquisa de doutorado de Santos, hoje professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Tartaruga-verde morta em praia suja; calcula-se que prejuízo para o ecossistema marinho seja de US$ 8 bilhões por ano — Foto: Robson Santos/Arquivo Pessoal

A divulgação do vídeo, que o G1 reproduz parcialmente acima, é uma das formas que ele encontrou de chamar a atenção para uma ameaça ambiental que começa com o consumo de objetos feitos de plástico. Após o descarte, o material pode seguir diversos caminhos, mas, se não recebeu o destino correto, é provável que provoque danos como a morte de um dos animais mais característicos da costa brasileira.

“A ingestão de plástico é hoje um dos principais problemas para a conservação das espécies de tartarugas marinhas tanto pela mortalidade direta como por todos os problemas crônicos decorrentes de sua ingestão, como contaminação por poluentes, por exemplo”, diz Santos.

De acordo com o professor, uma tartaruga-verde juvenil só precisa ingerir meio grama de plástico para morrer. Elas o ingerem ao confundi-lo com alimento, e então o material obstrui o trato gastrointestinal dos animais. Isso quer dizer que a tartaruga fica impedida de comer e realizar outras funções fisiológicas, levando-a a um emagrecimento crônico e podendo prolongar o sofrimento por bastante tempo até ela morrer.

Foi o caso da tartaruga no vídeo acima. A necropsia apontou a ingestão do plástico como causa da morte. Isso é comum no Brasil. A pesquisa de doutorado do biólogo, feita na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), avaliou 255 tartarugas-verdes encontradas mortas e encalhadas ao longo da costa brasileira de 2009 a 2013, e descobriu que em média 70% delas tinham ingerido plástico. Em alguns pontos do país, esse número chega a 100%.

De acordo com especialistas, a pesca acidental — quando o pescador lança a rede e pega acidentalmente animais que não tinha intenção — ainda é a principal causa de morte de tartarugas no Brasil. Mas é a ingestão de plástico a mais difícil de combater.

“A pesca pode ser regulada de um dia para o outro, mas o plástico não. Calcula-se que atualmente há 5 trilhões de fragmentos de plástico flutuando nos oceanos em todo o mundo”, diz o pesquisador.

Plástico e pesca acidental não são os únicos inimigos da vida marinha. A falta de saneamento básico, como mostram os dados levantados pelo G1 para o Desafio Natureza, volta a ser um problema demonstrado pelas tartarugas.

Da cidade para o mar

Não é difícil uma tartaruga marinha ingerir plástico que foi consumido no continente. Um estudo feito pela Associação de Educação Marinha, dos Estados Unidos, e publicado em 2015 na revista Science, avaliou dados de 2010 referentes a 192 países que têm alguma costa nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, além do Mar Mediterrâneo e do Mar Negro.

O objetivo era avaliar como o lixo feito de plástico produzido em terra vai parar no mar. O resultado encontrado pela pesquisadora é que, naquele ano, a falta de gestão adequada do lixo fez com que 8 milhões de toneladas de plástico jogado fora fossem parar na água salgada.

Outros números sobre o plástico já são conhecidos: um copo leva pelo menos 200 anos para se decompor, já uma garrafa PET precisa de mais de 400 anos para desaparecer.

“O plástico começa a ser produzido em escala industrial na década de 1950, e parte deste material está até hoje no ambiente e provavelmente ainda permanecerá aí por mais algumas décadas. Apesar de o governo ter grande responsabilidade pela gestão do lixo, a poluição dos ambientes é um problema de difícil resolução, e o indivíduo é uma peça importante neste processo””, afirma o professor Robson dos Santos, da Ufal.

Pessoas caminham na Praia da Avenida, na região central de Maceió — Foto: Marcelo Brandt/G1

Contaminação que volta ao homem
Mas se engana quem pensa que só as tartarugas se alimentam do plástico que é jogado fora de maneira inadequada. Como o homem faz parte da cadeia alimentar, o plástico que contamina a água e afeta a biodiversidade marinha chega também à nossa alimentação.

Em um relatório divulgado neste ano, a organização não governamental WWF (Fundo Mundial para a Natureza), afirma que a contaminação de macro, micro e nanoplásticos já atinge os solos, águas doces e oceanos. “A cada ano, seres humanos ingerem cada vez mais nanoplástico a partir de seus alimentos e da água potável, e seus efeitos totais ainda são desconhecidos”, diz o documento.

Para tentar mitigar o problema, o Ministério do Meio Ambiente lançou em março deste ano o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar. A agenda do programa também abrange cinco outros temas: resíduos sólidos, recuperação de áreas verdes, qualidade do ar, saneamento e qualidade das águas e áreas contaminadas.

Canudo não é único inimigo
O Instituto Biota resgata e faz diagnóstico da causa da morte de animais que encalham nas praias do litoral de Maceió desde 2010. O presidente do instituto, Bruno Stéfanis, já foi surpreendido pelos objetos encontrados dentro dos animais: cotonetes, tecla de computador e até pedaço de placa de televisão estão na lista.

Para Bruno, eleger um vilão como o canudo plástico não ajuda a discussão sobre o tamanho do problema. Em 2015 viralizou o vídeo de uma tartaruga com um canudo atravessado na narina. A imagem do bicho agonizando de dor enquanto o objeto era retirado com um alicate movimentou uma “guerra anticanudo”.

“A gente não pode eleger um inimigo como o canudo e ir ao mercado e pegar a maior quantidade possível de sacola para trazer as compras. Temos de pensar no nosso consumo como um todo desse material”, diz Bruno.

A utilização de canudos é proibida em estabelecimentos comerciais desde julho de 2018 no Rio de Janeiro, desde 25 de junho na capital São Paulo e desde 13 de julho em todo o estado paulista. No estado de São Paulo a multa pode chegar a R$ 5,3 mil.

Falta de saneamento básico e tumores
O professor Robson utiliza as tartarugas-verde como “sentinela ambiental”. Isso quer dizer que, examinando a saúde das tartarugas, ele consegue aferir como está a qualidade ambiental de uma região.

Em Alagoas, essa qualidade é baixa, em parte porque 83,1% da população não tem coleta e tratamento de esgoto, segundo números de 2019 do Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS).

Uma das consequências desse alto índice é o volume de dejetos que chegam aos rios e ao oceano, e que podem estar relacionados à fibropapilomatose, doença que provoca um tipo de tumor em tartarugas.

Pesquisadores do Laboratório de Biologia Marinha e Conservação do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúda da Ufal desenvolvem atualmente uma pesquisa que pretende investigar as causas dessa doença, e resultados preliminares apontam que a qualidade da água tem sua parcela nisso.

“Os tumores estão sempre ligados à degradação do ambiente costeiro e, em consequência, à qualidade da água. Quanto pior a qualidade, mais tumores. E quanto mais próximo de áreas urbanas, maiores são os problemas. Isso é decorrente da quantidade de população e baixos níveis de saneamento básico. A tartaruga-verde é diretamente afetada pela degradação da água”, afirma Robson.

O problema, segundo o pesquisador, é que estamos indo na direção oposta das soluções.

“A produção e uso de plástico continuam aumentando, e atualmente no mundo nós incineramos mais plástico do que reciclamos. O poder do indivíduo é maior na mitigação deste problema do que em outros casos, pois parte do problema deriva das nossas escolhas do dia a dia, mas nós também precisamos implementar políticas internacionais de combate à poluição por plástico”, diz Robson.

Para o pesquisador, em um nível individual, mais importante do que dar a destinação correta para o plástico que consumimos no dia a dia, é reduzir o consumo.

“A principal mensagem não é necessariamente jogar o lixo no lixo, mas, sim, reduzir o consumo. O plástico é muito difícil de ser manejado e até em lugares que têm uma boa gestão de resíduo sólido há grande poluição por plástico porque ele é leve e durável”, afirma.

Os dados corroboram essa hipótese: a cidade de São Paulo, que é a maior produtora de resíduos —tanto no volume total quanto na geração per capita — recicla apenas 3% do que coleta, segundo levantamento feito pela Associação das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Maceió recicla 3,41% do resíduo que coleta.

Além disso, segundo Robson, um caminho importante seria implementar um sistema de logística reversa para as empresas que produzem produtos que utilizem embalagem plástica, responsabilizando-as, assim, pela reutilização e destinação apropriada do resíduo.

“Como nós vamos lidar com este problema global nos próximos anos pode servir como um termômetro de nossas possibilidades de sucesso na mitigação dos demais problemas ambientais de escala global, como o aquecimento global e a crescente perda da biodiversidade”, conclui o professor.

Fonte: g1.globo.com

Rios do mundo inteiro estão contaminados por antibióticos, revela estudo global inédito

Quase dois terços dos rios estudados continham antibióticos suficientes para contribuir com o crescente problema da resistência bacteriana. Quarta-feira, 29 Maio

Alejandra Borunda

(Foto: Jonas Bendiksen, Nat Geo Image Collection)

Rio Bramaputra, Bangladesh. Alguns pontos do rio em Bangladesh possuem níveis de antibióticos 300 vezes acima do nível considerado seguro ao meio ambiente.

A cada ano, os humanos produzem, prescrevem e ingerem mais antibióticos do que no ano anterior. Esses medicamentos fazem maravilhas à saúde pública, salvando milhões de pessoas de infecções que poderiam matar se os remédios não existissem.

Mas os medicamentos continuam atuando no meio ambiente muito depois de terem cumprido seu papel no corpo humano. Eles acabam chegando ao mundo externo, onde podem permitir o desenvolvimento de cepas bacterianas “resistentes a antibióticos”.

Em um novo estudo que analisou 72 rios em todo o mundo, pesquisadores encontraram antibióticos nas águas de quase dois terços de todos os locais amostrados, do rio Tâmisa ao Mekong e ao Tigre.

Essa descoberta é séria, afirma Alistair Boxall, um dos cientistas que liderou o estudo e químico ambiental da Universidade de York, no Reino Unido. “São moléculas biologicamente ativas, e nós, como sociedade, estamos descartando toneladas delas no meio ambiente”, afirma ele.

Isso pode ter grandes efeitos na ecologia dos rios, bem como na saúde humana.

A resistência cresce

Os antibióticos impedem o desenvolvimento de infecções, salvando milhões de vidas todos os anos. Mas as populações de bactérias conseguem evoluir como resposta à ameaça de um medicamento, modificando-se para escapar dos efeitos dos medicamentos criados para eliminá-las. Isso significa que uma infecção causada por uma dessas cepas bacterianas “resistentes” é mais difícil e, às vezes, impossível de tratar.

A diretora médica do governo do Reino Unido, a professora Dame Sally Davies, afirma que o problema piora a cada ano, “ameaçando de forma catastrófica” a capacidade dos médicos de tratarem infecções simples no futuro.

Um relatório de 2016 descobriu que a cada ano cerca de 700 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo de infecções resistentes aos antibióticos que temos hoje. Cientistas, médicos especialistas e oficiais de saúde pública temem que esse número aumente exponencialmente conforme aumenta a resistência aos medicamentos normalmente utilizados.

Em 2014, um estudo solicitado pelo Reino Unido alertou que até 2050 infecções resistentes a antimicrobianos podem ser a principal causa de morte em todo o mundo.

E a “poluição” de antibióticos ajuda a acelerar o desenvolvimento de cepas resistentes, pois antibióticos em excesso atingem os sistemas naturais e influenciam as bactérias que lá habitam. Essa poluição também rompe o delicado equilíbrio ecológico de rios e córregos, alterando a composição das comunidades bacterianas.

Isso pode afetar todos os tipos de processos ecológicos, afirma Emma Rosi, ecologista aquática do Instituto Cary de Estudos do Ecossistema, em Millbrook, Nova York, porque muitas bactérias desempenham papéis essenciais no ecossistema dos rios, por exemplo, ajudando a reciclar nutrientes como carbono ou nitrogênio.

Um grande problema para os cientistas é que ninguém sabe exatamente como, onde e quando os antibióticos vão parar no meio ambiente. Muitos países possuem poucos ou nenhum dado sobre a concentração de antibióticos em seus rios. Então Boxall e colegas decidiram começar a mapear o tamanho do problema.

Pesca de antibióticos

A equipe, que apresentou seus resultados na segunda-feira na Sociedade de Toxicologia e Química Ambiental em Helsinque, reuniu um grupo de colaboradores de todos os cantos do mundo e cada um coletou amostras dos rios de suas localidades: 72 no total, em todos os continentes, exceto na Antártida.

Os cientistas acessavam uma ponte ou píer, jogavam um balde dentro do rio, coletavam um pouco de água como amostra, cuidadosamente filtravam a amostra, a congelavam e a enviavam por correio aéreo para o Reino Unido para análise.

As amostras foram analisadas quanto à presença de 14 tipos diferentes de antibióticos normalmente empregados. Nenhum continente está imune: eles encontraram traços de pelo menos um medicamento em 65% de todas as amostras estudadas.

“O problema realmente é global”, afirma Boxall. Não é surpreendente, diz Rosi, porque “em todos os lugares as pessoas usam medicamentos todos os dias, vemos as evidências correndo rio abaixo.”

Nosso organismo não decompõe os medicamentos e o excesso é excretado na urina ou atinge o esgoto. Em muitos países desenvolvidos, o esgoto – e sua carga de antibióticos – passa por tratamento, mas nem mesmo as usinas de tratamento mais modernas conseguem limpar todos os medicamentos. Em locais onde o esgoto não é tratado, os antibióticos atingem rios e córregos de forma mais direta.

Isso foi demonstrado pelos dados encontrados. As concentrações de muitos desses antibióticos foram mais altas à jusante de usinas de tratamento, em rios próximos de aterros sanitários e em locais aonde o esgoto ia direto para os rios.

Em um rio de Bangladesh, as concentrações de metronidazol, um medicamento normalmente prescrito para infeções cutâneas e orais, estavam 300 vezes acima do limite recentemente determinado e considerado “seguro” para o meio ambiente. Este nível também é superado no Tâmisa, que atravessa Londres.

A ciprofloxacina é a substância que ultrapassa com mais frequência o limite de segurança (detectada em 51 locais), enquanto a trimetoprima, utilizada para o tratamento de infecções urinárias, é a mais detectada.

No Danúbio, o segundo rio mais longo da Europa, os pesquisadores detectaram sete tipos diferentes de antibióticos. Eles encontraram claritromicina, utilizado para tratar infecções do trato respiratório como bronquite, em concentrações quatro vezes acima dos níveis “seguros”.

Segundo este novo estudo, os níveis aceitáveis são ultrapassados com maior frequência na Ásia e África, mas os outros continentes tampouco estão salvos da contaminação, o que revela um “problema global”, ressalta o comunicado, que detalha que os locais mais problemáticos ficam em Bangladesh, Quênia, Gana, Paquistão e Nigéria.

“De certa forma, é como o problema da poluição do plástico”, explica Boxall. “A questão é que não pensamos sobre o destino daquilo que descartamos e tudo o que jogamos fora continua influenciando o meio ambiente.”

Até mesmo discretos traços de antibióticos podem ter efeitos drásticos no desenvolvimento da resistência, afirma William Gaze, ecologista microbiano da Universidade de Exeter. As bactérias são especialmente boas em substituir seus genes, conseguindo evoluir rapidamente em resposta a uma ameaça, como um antibiótico.

Essa evolução pode acontecer na presença até mesmo de baixas concentrações do medicamento, concentrações como as encontradas pelos pesquisadores nos rios de todas as partes do mundo.

Gaze explica que ainda precisam ser realizadas mais pesquisas para que os cientistas compreendam exatamente como a evolução da resistência aos antibióticos funciona. Mas, afirma ele, agora é o momento de as comunidades encontrarem soluções que impeçam que os antibióticos atinjam os rios, pois os possíveis efeitos à saúde humana são extremamente sérios.

“Há uma tendência em dizer que devemos adotar uma abordagem de precaução”, afirma ele. “Mas quando finalmente conseguirmos obter todas as evidências científicas, pode ser tarde demais. É possível que cheguemos a uma era pós-antibiótico, com pessoas morrendo porque arranharam o dedo em uma rosa plantada no jardim e contraíram infecções intratáveis.”

Audiência para tratar do uso da Orla do Lago Paranoá

A Audiência da Vara do Meio Ambiente, desenvolvimento urbano e fundiário que tratará sobre o uso, manejo, preservação da APP da *Orla doLago Paranoá* e adjacências se realizará no dia *15.03.2019, às 14h. No entanto, mudou de local. A data permanece inalterada *15.03.1019,14h*
*O local a ser realizada a audiência será no Auditório Ministro Sepulveda Pertence*, *Fórum de Brasília* – Sede – Forum Des. Milton Sebastião Barbosa, *Bloco A*, térreo e *não mais* no Auditório da Vara do Meio Ambiente – Fórum Verde.

Tal alteração se deveu à necessidade de receber os participantes com maior conforto e segurança, tendo em vista que sala de audiências da Vara do Meio Ambiente-Forum Verde não comporta a quantidade de pessoas que se mostraram interessadas em participar.

Saiba mais: www.tjdft.jus.br

Casos de dengue aumentam mais de 220% em janeiro e fevereiro no DF

Os maiores aumentos foram registrados nas asas Norte e Sul, Cruzeiro, lagos Norte e Sul, Sudoeste e Varjão

O crescimento dos casos de dengue preocupa a saúde pública do Distrito Federal. Nesta quarta-feira (27/2), a Secretaria de Saúde divulgou boletim que mostra que a incidência provável da doença aumentou mais de 220% em apenas um ano. Até 16 de fevereiro deste ano, as unidades de saúde da capital registraram 1.142 casos, quando, em igual período de 2018, apenas 355 pacientes apresentaram sintomas da enfermidade.

O levantamento aponta que cidades da região central de Brasília, que quase não apresentavam casos da doença, passaram a ter maior incidência. No Cruzeiro, por exemplo, o número de casos subiu 700%. Até fevereiro de 2018, apenas uma pessoa foi diagnosticada com a doença, quando, no ano mesmo período deste, oito casos chegaram às unidades hospitalares. Na Asa Sul, os números também assustam: os casos cresceram 650%, passando de 2 para 15.

O boletim destaca que as regiões administrativas asas Norte e Sul, Cruzeiro, lagos Norte e Sul, Sudoeste e Varjão estão entre os locais com maior índice de crescimento da doença. Dentro do período de avaliação, os casos das cidades contabilizam aumento de 236,8%, passando de 19 para 69 registros.

A região leste das unidades de saúde, que comporta Itapoã, Paranoá e São Sebastião foram as regiões onde ocorreram mais casos da doença. As três cidades simbolizam 353 do total de casos, ou seja, 30,9% dos registros.

No total, a Secretaria de Saúde registrou 1.364 casos notificados de dengue. Desse número, 1.284 (94,1%) são moradores do Distrito Federal. Os casos registrados, considerados prováveis, têm um coeficiente de incidência de 36,82 por 100 mil habitantes. O boletim ainda destaca que a aceleração do número de casos “continua preocupante” e que, geralmente, esse aumento só é registrado no fim do verão ou início do outono – entre março e junho.

Mortes também crescem
Em 2019, três pessoas morreram vítimas de dengue no Distrito Federal. Uma delas era de fora da capital, mas foi atendida nos hospitais de Brasília. Em igual período do ano passado, nenhum óbito havia sido registrado por causa da doença.

O aumento no índice da doença e nas mortes acendeu o alerta na Secretaria de Saúde. De acordo com o boletim, as unidades devem reforçar e capacitar as equipes para que elas consigam fazer o reconhecimento da enfermidade para que os pacientes recebam a assistência necessária. “A organização específica do acolhimento para esse cenário pode evitar evoluções graves ou fatais”, frisa o texto.

Previna-se
Além da dengue, o Aedes aegypti pode transmitir zika e a febre chikungunya. Confira os sintomas:

Dengue: a pessoa que tenha viajado nos últimos 14 dias ou more em regiões onde esteja ocorrendo transmissão de dengue deve ficar atenta. Geralmente, os sintomas consistem em febre, entre dois e sete dias, junto a outros sintomas, como náuseas, vômitos, exantema, mialgias, artralgia e cefalia.

Chicungunya: os sintomas consistem em febre de início súbito e artralgia ou artrite intensa com início agudo, sem motivo aparente.

Zika: geralmente, pessoas com a doença apresentam manchas vermelhas pela pele junto a outros sintomas, como febre, olho vermelho sem secreção e prurido, poliartralgia (dores nas articulações) e edema.

Saiba mais em: www.correiobraziliense.com.br

Parque Maria Cláudia de Siqueira Del’Isola

Em abril do ano em curso, o Movimento Maria Cláudia Pela Paz foi procurado por uma moradora da SQS 113, indignada com a violência acontecida com uma universitária. A jovem, diariamente percorria o caminho para o metrô, passando pela lateral do espaço abandonado, entre a 112/113 Sul, quando foi arrastada para a área que deveria ser um espaço de recreação e lazer. Ocorre que a área estava mal iluminada e coberta por um imenso matagal, o que facilitou a ação perversa do agressor.
Do encontro com alguns dos moradores da 113 sul, veio a ideia de se fazer uma ação a favor da vida chamando a atenção do GDF para o crescente índice de violência em nossa cidade.
Ao mesmo tempo, a prefeitura da SQS 113, acionava os órgãos do governo afim de revitalizar aquele espaço, transformando-o em uma área de convivência e que, por iniciativa dos moradores deveria ser chamado de Parque Maria Cláudia de Siqueira Del’Isola, vítima da barbárie humana.
Logo, o deputado Wellington Luiz (que na época do assassinato de Maria Cláudia, era policial civil e acompanhou todo o drama da família) tomou conhecimento do pleito e, não só encaminhou o assunto para um Projeto de Lei como também destinou verba parlamentar para implementação do parque.
Foram realizadas reuniões com o presidente da Novacap e equipe técnica, ficando encarregados do projeto e da realização de algumas obras, além de viabilizar a licitação para aquisição de brinquedos infantis e da construção de um pequeno anfiteatro para realização de encontros de reflexão e cultura. O projeto do parque possibilita a convivência fraterna e fortalecimento de vínculos. O parque também ganhou dois PECs (Pontos de Encontro Comunitário) do deputado Robério Negreiros.
As obras caminham. Nossa vontade é ver concretizado o mais rápido possível um espaço de luz e de amor em nossa capital, como o que certamente será o Parque Maria Cláudia de Siqueira Del’Isola, assim denominado pela lei nº 6.266 do último dia 19 deste mês, sancionada pelo Governador do DF, Rodrigo Rollemberg.
Marta Janeth
Vice-Presidente do Movimento Maria Cláudia Pela Paz

Pensando em sustentabilidade, indústria busca opções ao canudo de plástico

Enquanto as propostas não viram lei, iniciativas individuais e de empresas contribuem para a mudança de comportamento dos consumidores

Banidos na cidade do Rio de Janeiro, os canudinhos podem estar também com os dias contados no restante do país. Projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados preveem a proibição de uso, fabricação e comercialização dos tubinhos de plástico em todo o território nacional. Todos estão em discussão na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Com exceção de um deles, o PL 10.345, que dispõe sobre a diminuição gradativa, os outros determinam a proibição do fornecimento, venda, compra e disponibilização de canudos plásticos.

Na Câmara de BH, há duas proposições. O Projeto de Lei 614/2018, do vereador Elvis Côrtes (PHS) está sendo apreciado pela Comissão de Legislação e Justiça. Em fase mais avançada, o PL 557/2018, do parlamentar Jorge Santos (PRB), está pronto para ir a plenário. Ele obriga os estabelecimentos a fornecer canudos de papel biodegradável, reciclável e/ou reutilizável. Aos infratores, prevê como punição advertência escrita, multa que dobra na reincidência e cassação do alvará.
SAIBA MAIS

Starbucks promete fim do canudo de plástico em todas as lojas até 2020

Enquanto as propostas não viram lei em BH, iniciativas individuais e de empresas contribuem para a mudança de comportamento dos consumidores na capital. A empresária Júnia Quick, por exemplo, decidiu que a partir de hoje em seus estabelecimentos de alimentação natural, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, canudos plásticos saem de cena para dar lugar aos biodegradáveis. Por enquanto, o fornecedor é de São Paulo. Mas, ela conta que já percebe um movimento por parte de empresas interessadas em vender o produto ecologicamente correto e, de outro lado, de lojas que querem mudar o que têm oferecido aos clientes. “O preço é bem mais alto, mas se justifica e não impacta no negócio”, relata a dona do Néctar da Serra.

“Já tinha esse desejo, e estamos sempre envolvidos com tudo o que diz respeito a reciclagem, fazendo o que podemos. O foco no canudinho é um início de conscientização contra o uso excessivo de plásticos e embalagens”, afirma. A empresária Renata Malloy Dias, de 42 anos, gostou da novidade. “Às vezes, você toma dois sucos e vêm dois canudos. Devolvo sempre o segundo. Fico satisfeita com a iniciativa, pois é algo que me aflige pessoalmente”, diz.

Mercado

No Mercado Central, um dos pontos de comércio mais tradicionais da capital mineira, os canudinhos de plástico estão por todos os lados. Dono da Lanchonete Palhares, Júlio César Palhares diz que gasta cerca de 500 por semana. Apesar de ser favorável às mudanças, ele considera adotar novos modelos apenas mediante lei municipal ou uma diretiva do mercado. “Tudo o que traz malefício ao meio ambiente tem que acabar. Não é um produto de necessidade para a maioria das pessoas”, afirma. A salgadeira Ana Maria Silva, de 61, lancha no mercado sempre que vai às compras. “A gente pega porque vê, mas os canudos deveriam ser abolidos”, diz.

Algo que já fez a Escola Casa Fundamental, no Bairro Castelo, na Região da Pampulha, onde canudos, simplesmente, não existem. “As crianças mais novinhas, que chegam com dependência de copo com canudo ou bico, se acostumam rapidamente”, relata. “Fazemos escolhas conscientes na escola, desde uma alimentação orgânica até não usar o canudinho. Ensinamos às crianças que as escolhas que fazem têm repercussão no mundo”, diz Maria Carolina Mariano, diretora da escola.

Fonte: www.correiobraziliensecom.br

Edifícios verdes modificam a paisagem urbana e melhoram a qualidade de vida | Em Movimento | G1

Adoção de medidas como redução no consumo de água e energia e instalação de áreas verdes contribuem para o bem-estar nas metrópoles
Já parou para pensar que você passa boa parte do dia dentro de um lugar construído? Casa, trabalho, academia, restaurante, mercado. E, se mora nas cidades — como é o caso de 84,4% da população brasileira, segundo o IBGE — o espaço ao ar livre também é marcado pelos prédios, característica tradicional da paisagem urbana.

Investir na construção de edifícios verdes, ou na adequação de prédios antigos a novas práticas sustentáveis, é um dos caminhos para a criação de cidades que ofereçam mais bem-estar.

“Todo prédio vai trazer algum impacto. A questão é: como fazer isso de maneira não destrutiva, que traga valor para a cidade, crie espaços urbanos interessantes, e estimule o convívio?”, observa Milene Abla, vice-presidente e coordenadora do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade da Asbea (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura).

Edificações verdes seguem parâmetros que variam conforme características dos projetos: podem ser para interiores, para novos edifícios, para reformas de prédios antigos. Padrões estabelecidos por órgãos do setor ou pelo poder público ajudam a organizar os critérios que definem um “edifício verde”. Entram aí itens como eficiência do uso da água e de energia, qualidade dos materiais utilizados na construção (como madeiras certificadas), qualidade interna do ar, conforto térmico, e localização e transporte próximo, por exemplo.

Uma construção verde pode ter ou não uma certificação. O processo é voluntário, isto é, a pessoa ou empresa responsável pelo prédio deve solicitar o selo e se adequar às diretrizes que ele estabelece. “Na prática, as certificações facilitam abordar a questão da sustentabilidade, porque estipulam padrões, criam um processo, e também são uma validação dessas práticas para o prédio que as adota”, explica Milene.

Brasil: no ranking mundial dos prédios sustentáveis
No Brasil, uma das principais certificações para prédios verdes é a LEED (Leadership in Energy and Environmental Design, em português “Liderança em Energia e Design Ambiental”). O selo é conferido pela organização norte-americana Green Building Council (GBC), que tem uma representante aqui no país, a GBC Brasil.

Atualmente, o Brasil é o 4º país no ranking mundial de edificações certificadas com a LEED, presente em 167 países. Há no Brasil 1.302 projetos registrados. Destes, 489 certificados como construções verdes. O restante ainda passa pelas etapas de verificação para obter o selo.

Um dos exemplos é o prédio do Banco Central em Salvador. A nova sede buscou seguir os padrões da certificação internacional LEED. Foram adotadas medidas como utilização de energia solar, captação e uso de água pluvial em jardins e banheiros (vasos e mictórios), uso exclusivo de lâmpadas fluorescentes de alto rendimento, e sistema de refrigeração eficiente. “Com essas ações, espera-se que o custo de energia seja reduzido em 26,5%, e o consumo de água em 79,2%”, observa a arquiteta e engenheira civil Patricia Vasconcellos, do Creato, escritório responsável pelo processo de certificação.

O impacto positivo das construções sustentáveis pode ser observado pela capacidade do prédio de influenciar parte do seu entorno. Uma das possibilidades é o controle da quantidade de água da chuva que cai no terreno. Ao investir em áreas verdes permeáveis, por exemplo, com gramados, o prédio auxilia a rede pública de escoamento, e ajuda a evitar enchentes na região. Um segundo impacto é a redução na poluição luminosa. Ao iluminar a fachada de maneira planejada, o prédio pode evitar o desconforto visual dos vizinhos, por exemplo.

Além disso, há redução no consumo de água e energia. Segundo a GBC Brasil, isso representa de 20% a 25% no uso de energia e cerca de 40% quando se trata da água. “Se você pensar nas dificuldades causadas pela crise hídrica, por exemplo, a gente vê o quanto as edificações podem colaborar com o conjunto do espaço urbano. Você consegue fazer reduções de gastos que fazem sentido para a cidade”, observa o diretor-executivo do GBC Brasil, Felipe Faria.

Áreas verdes
Além de ajudar a escoar a água da chuva, a presença de vegetação também cria espaços de respiro nas construções e nas cidades. São alternativas para evitar o efeito “ilha de calor”, comum nas grandes cidades. Nas áreas construídas, há um aumento do calor provocado pelo concreto. “Incentivar a implementação de áreas verdes de diferentes formas, seja em tetos verdes ou em paredes verdes, diminui essa retenção de calor”, explica Milene Abla.

Outro ponto importante é a recuperação de uma biodiversidade natural. Utilizar plantas nativas, adaptadas ao local, ajuda a retomar o ecosssistema da região. Uma planta exótica não tem o mesmo efeito. “Uma planta exótica pode se tornar um jardim morto, porque nenhum pássaro da região vai pousar ali, por exemplo. Se uma ave que está cruzando São Paulo para ir até a Serra da Cantareira percebe uma planta nativa, ela para. Então temos a retomada do bioma”, observa Felipe Faria.

Fonte: https://g1.globo.com/

Como um supermercado tirou tudo que era plástico de suas prateleiras

Para reduzir lixo plástico, rede holandesa lança primeira seção de supermercado livre do material do mundo. Iniciativa pode servir de exemplo e ser gota d’água no oceano dos 300 milhões de toneladas anuais de plástico.

“Entre num mundo livre de plástico”, convida a nova seção no Ekoplaza Amsterdã.

Reduzir o lixo plástico é um dos maiores desafios ambientais da atualidade. Um novo passo nesse sentido acaba de ser dado em Amsterdã, na Holanda, onde foi inaugurada a primeira seção de supermercado livre de plástico do mundo.

A seção sem plástico é fruto de um ano de campanha realizada pela iniciativa A Plastic Planet, sediada no Reino Unido e cuja meta é “reduzir dramaticamente” o uso do material sintético, sobretudo nas embalagens de alimentos e bebidas.

A colaboração com a cadeia holandesa de supermercados Ekoplaza permite aos consumidores escolherem entre 700 artigos sem plástico nas embalagens.

Todas as estantes e etiquetas da seção são igualmente livres do material, e todos os produtos trazem a Plastic Free Mark, um novo selo que ajuda os compradores a identificarem rapidamente as mercadorias que não contribuem para o problema crescente do lixo plástico no planeta.

Trata-se de um teste prático para materiais biodegradáveis inovadores, e ao mesmo tempo um retorno a materiais de embalagem tradicionais, como vidro, metal e papelão.

Em Berlim e em outras cidades europeias, lojas independentes de produtos orgânicos já baniram o plástico há algum tempo, porém esse é o primeiro experimento em massa com o comércio de baixa produção de resíduos. Até o fim de 2018, todas as filiais da Ekoplaza na Holanda disporão de um corredor sem plástico.

“Plástico para embalar comida é indefensável”

Além de se associar à rede Ekoplaza na Holanda, A Plastic Planet vem realizando nas redes sociais uma campanha intensa com a hashtag #PlasticFreeAisle. Que vem surtindo efeito: grandes cadeias – como a Lidl, presente em cerca de 30 países – estão sendo forçadas a reagir às preocupações dos consumidores no Twitter.

Desde o início da campanha A Plastic Planet, no começo de 2017, o movimento antilixo vem ganhando força no Reino Unido.

Apenas um mês antes do lançamento da seção plástico-zero na Holanda, que ocorreu no último dia 28 de fevereiro, a primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciara seu apoio às prateleiras livres do material sintético, em seu primeiro discurso de peso sobre o meio ambiente.

De acordo com uma enquete, a iniciativa é apoiada por mais de 90% dos britânicos. No entanto, ativistas ainda estão esperando que os supermercados do Reino Unido sigam o exemplo do Ekoplaza. “É blablablá demais e ação de menos”, comentou à DW Sian Sutherland, cofundadora de A Plastic Planet.

May prometeu as prateleiras sem plástico dentro de 25 anos. O maior varejista de comida congelada do Reino Unido, Iceland, se comprometeu a ser o primeiro supermercado britânico a eliminar as embalagens plásticas em todos os seus produtos – mas só daqui a cinco anos.

Para Sutherland, agora é a hora de agir. “Há um uso do produto que é bem indefensável: plástico indestrutível para embalar comida perecível. Como é que isso aconteceu? Só queremos pedir aos nossos supermercados: nos deem uma seção. Não somos tão intransigentes assim, só queremos ter a opção de comprar sem plástico.”

Reciclagem não basta

Os comerciantes varejistas de frutas e verduras respondem por cerca de 40% de todas as embalagens de plástico do Reino Unido. Concentrando-se nas prateleiras dos supermercados, a campanha #PlasticFreeAisle visa atingir o cerne do problema – ao contrário do lobby das embalagens de plástico, que se esconde atrás do subterfúgio da reciclagem.

Na Alemanha – famosa por sua adoção da energia verde e da reciclagem, mas com a maior taxa mundial per capita de embalagens plásticas –, alguns supermercados permitem que os consumidores façam compras com seus próprios recipientes. Outros tentam desencorajá-los de empregar sacos transparentes nas seções de frutas e verduras.

No entanto, segundo Tobias Quast, especialista em resíduos e recursos da Friends of the Earth em Berlim, tais “esquemas-piloto não são suficientemente ambiciosos, nem de longe”.

Embora a reciclagem costume ser festejada como grande solução para a poluição, a maioria esmagadora dos 300 milhões de toneladas de plástico produzidos a cada ano, em nível global, não é reciclável.

“A primeira seção de supermercado sem plástico do mundo”

A incineração é outra solução altamente controversa, pois libera substâncias tóxicas, como a dioxina, e estudos acusam taxas de câncer mais elevadas nas áreas próximas a incineradores de lixo.

“Temos que parar de pensar em termos de gestão de resíduos, e em vez disso pensar em gestão de recursos”, insta Sutherland. Nesse sentido, deveria haver zero de lixo plástico.

Sutherland frisa que sua campanha não é antiplástico, mas que esse material altamente útil e durável tem sido desperdiçado, em vasta escala, em embalagem que acaba se transformando em lixo sem valor e nocivo. “Embalagem plástica de comida e bebida é útil por uma questão de dias, mas permanece uma presença destrutiva na Terra pelos séculos seguintes”, frisa.

Uma carta aberta em favor da iniciativa das seções livres de plástico, publicada recentemente pelo jornal britânico The Guardian, enfatiza o absurdo da reciclagem de plástico. Ela é assinada por Julie Andersen, diretora executiva da Plastic Oceans Foundation, Laura Chatel, da Zero Waste France, e Julian Kirby, encarregado de justiça ambiental da Friends of the Earth England, entre muitos outros.

“Num momento em que o plástico reciclado cobre apenas 6% da demanda total do material na Europa, está claro que a reciclagem não é a saída para o problema. A embalagem plástica de alimentos e bebida não tem lugar numa economia circular, já que é difícil de recuperar, facilmente contaminável e, no mais das vezes, desprovida de valor”, diz o texto.