BIC ENCANTA AS CRIANÇAS COM SEUS POEMAS E ALEGRIA

É BIC, É BIC, É BIC… é hora, é hora, é hora: RA-TI-BUM… BIC PRADO, BIC PRADO, BIC PRADO!!!!!!! Só podia ser assim a nossa homenagem a esta pequena-gigante criatura que incendiou com sua energia e brilho, a apresentação de poesia, com música, dança e carinho para as meninas do Instituto. Lá chegou ela, com seu traje de moleca feliz, uma encantadora menina maluquinha típica, com seu tambor e chapéu na cabeça. As crianças ficaram encantadas ao se depararem com uma “tia” tão espontânea, tão “criançona”, e de um jeito especial e competente de desenvolver os trabalhos e tratá-las, alcançando os objetivos com muita leveza. Leia mais em N.Sra da Poesia

Bic Prado

Perfil
Nasci em Brasília, Fabiane Prado Silveira, sou conhecida por Bic e adotei o Prado em homenagem a meu avô, Onofre, Pioneiro. Este meu primeiro livro POEMAS DE UM LIVRO VERDE surge a partir de temáticas ambientais, revelando momentos simples e cotidianos da cidade e do campo. Brasília tem este aspecto muito peculiar de cidade verde. Nascida aqui, tento compreender a influência dessa extensão bucólica em nossas vidas, suavizando a urbanidade da cidade ampla e moderna. Bacharel em Interpretação Teatral e Licenciada em Artes Cênicas, busco elementos cênicos para minhas
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QUARTAS LITERÁRIAS

Respeitável público! Tivemos nesta última quarta-feira, dia 16, o enorme prazer de exibir O Menor Espetáculo da Terra para o deleite das crianças da terceira e da quarta-séries do INSP. Este espetáculo tem direção e condução do poeta e escritor Paulo Cezar Alves Custódio, o Paco Cac, com apoio logístico de sua filha Pilar que montam e apresentam este diferente ato de declamar as poesias. Houve uma grande expectativa por parte das meninas quando descobriram que a Biblioteca Maria Cláudia Del’Isola estava transformada em uma grande tenda totalmente escura para servir de palco ao recital de poesias. Como o próprio nome enfatiza, por ser “menor”, as meninas iam entrando no espaço em número de sete, por vez, e as que aguardavam ficavam em total curiosidade e ansiosas paraa chegada da sua vez, ainda mais que escutavam as gargalhadas e expressões de admiração. E assim foi acontecendo a alternância das meninas dentro do espetáculo. Finalmente, fomos todos –incluindo os adultos– conhecendo a proposta criativa e inovadora onde Paco todo de preto, diante de um biombo de tecido preto também, empunhando uma lanterna, ilumina preferencialmente seu rosto de baixo para cima, focando sua boca e ora ilumina o texto declamado, ora ilumina a platéia, num jogo de luz muito curioso. Ao final, já fora da tenda, com todos sentadados em círculo ele convoca as meninas a expressarem suas emoções e opiniões sobre o espetáculo e a registrarem num caderno suas impressões. Todas se manifestaram com euforia e alegria. Ao se despedir, ele presenteou cada uma delas e a própria Biblioteca com seu livro de poesias Na página para celebração final daquela grande tarde!

Quartas Poéticas

Carnaval se aproximando, as atividades rotineiras dão uma pausa e como os poetas não são de ferro, pelo contrário, são de pétalas pela tamanha leveza que guarda sua alma inspirada, uma brevíssima parada nas quartas poéticas se fez necessária para o merecido descanso dos nossos especiais amigos. Para não interromper este banquete sensorial, uma opção também encantadora entrou em cena a psicóloga Gabriela Melo voluntária do Instituto. Ela realizou uma atividade de cunho emocional onde por meio de dinâmicas de grupo, propôs à meninada um trabalho conhecido como círculo de contato, estimulado por jogos, mímicas e recortes de revista onde cada criança devia se identificar com figuras escolhidas por cada uma delas. Um rico material psicológico extraído com a finalidade de resgate da autoestima. A alegria e descontração tomaram conta do local trazendo uma grande união com muita energia de amor e paz.

CERRADO EM POESIA

Mais uma vez, tivemos a presença do poeta e artista plástico Rômulo Andrade, no último dia 23, em nossa quarta poética,. As meninas arregalaram os olhos e o reconheceram entusiasticamente. Em seguida, nos dirigimos à sala de TV para assistir ao belíssimo documentário criado por ele, intitulado de “A poesia do cerrado”. Continue lendo

N.Srª da Poesia volta à cena no INSP

Brasília- O Projeto N.Srª da Poesia voltou à cena no último dia 16 de fevereiro, tendo o artista plástico, poeta e ambientalista Rômulo Andrade na condução do primeiro encontro do ano com a nova turminha de meninas atendidas pelo Instituto N.Srª da Piedade (INSP), da ordem de irmãs jesuítas – no Lago Sul.

Rômulo Andrade criou e doou à Biblioteca Maria Cláudia Del’Isola, do Instituto, um estandarte com uma imagem estilizada da Padroeira dos Poetas – a “N.Srª da Poesia”, surgida da inspiração do grupo de voluntários que iniciou o projeto no ano passado. A “entronização” da nova Padroeira, simbolizada por uma árvore cercada de estrelas, conduziu a conversa poética de Rômulo com as crianças, toda calcada na natureza.

Sementes – Este ano, o projeto recebe nova turma de meninas, um pouco menores do que as do grupo anterior, mas igualmente sensíveis e abertas ao conhecimento da matéria poética. Algumas poucas das que freqüentaram as aulinhas no ano passado continuam na turma, e mostraram que a semente vingou: três recitaram poemas de suas próprias autorias, para surpresa dos adultos presentes.

Assistiram à apresentação Cristina Del’ Isola, presidente do Movimento Maria Cláudia Pela Paz, e algumas de suas colaboradoras, além da coordenadora da Biblioteca, Rosangela Melo, e das voluntárias Cristina Lins, Gabriela Melo, Katia Aguiar e da jornalista e poeta Angélica Torres, além de Rúbia uma professora das crianças. Ao final do encontro, pães de queijo, bolo de chocolate e guaraná completaram a alegria das meninas, que ficaram surpresas e felizes em saber que toda quarta-feira, ao longo do ano na creche, é dia de Poesia, com poetas e artistas diferentes.

PROJETO N.Sª DA POESIA – . No Instituto N.Srª. da Piedade ( QI 5, Chácara 7, Lago Sul), às 15h das 4ªs feiras. Telefone: 61 3248.1520.
Próximos encontros agendados: 23.02, Rômulo Andrade; 16.03, o poeta e performer Paco Cac; dia 23.03, o cineasta Bernardo Bernardes; 30.03, a poeta Bic Prado.

ROMULO ANDRADE

ROMULO ANDRADE é artista plástico, poeta e arte educador. Formou-se pelo Instituto de Artes da Universidade de Brasília, em 1985, e aprimorou-se no desenho, na gravura e no design gráfico. Desenhou os pictogramas do projeto de sinalização da Rede Sarah, implantado em diversas capitais brasileiras. Participou da Expedição Humboldt – Amazônia 2000, uma longa viagem com um grupo de cientistas e pesquisadores internacionais, organizada pelo Núcleo de Estudos Amazônicos da UnB. Tem extenso currículo de mostras locais e internacionais desde 1980, e já produziu cartazes, edições de arte e cenários para espetáculos musicais.
Há 30 anos dedica-se a uma abordagem poética dos sertões, especialmente à região dos Cerrados. É ambientalista atuante desde os anos 80, e oficineiro de arte, cultura e cidadania em escolas e comunidades do DF e outros estados brasileiros. Utiliza materiais impregnados pelo tempo (madeiras nobres, tecidos e lonas de grande formato) em sua arte de dimensão mítica e poética; suas imagens evocam a ancestralidade e dialogam com a visão encantada dos povos ameríndios, aborígenes e selvagens do futuro. Tem obras em museus de arte, instituições culturais e coleções particulares, e prêmios. www.pintoandrade.multiply.com

Depoimentos

Angélica, poetas,
Também gostei de participar. Tive respostas estimulantes, bem-humoradas; por outro lado, me deparei com a pergunta de como captar a atenção das meninas por todo o tempo em que estamos ali, à frente delas, tentando diverti-las e informá-las de algum modo, com e sobre poesia.
Creio ser preciso ter cuidado para não idealizar demais as crianças, bem como para não superestimar a importância, sempre relativa, de nossa participação. Penso que se acentua mais que o devido a carência delas, e nossa própria atitude ultradoce, embora genuína, mostra um pouco isso. No entanto, precisamos acentuar sempre o seu potencial, as coisas que elas podem ter e as que já têm. Também se faz isso nos depoimentos, felizmente.
Para entendermos aquilo de que precisam e o que querem, é necessário nos colocarmos ao nível dos olhos delas; envolve ainda percebermos que também nós somos carentes de encontros lúdicos, à maneira daqueles.
Acho que definir, circunscrever um pouco – sem limitar demais, claro – as tarefas a serem realizadas lá pode ajudá-las e a nós a tornarmos os encontros não só prazerosos, mas eficientes – no sentido de aos poucos se sedimentarem conhecimentos e se desenvolverem habilidades.
Por exemplo, pode-se pensar em: uma brevíssima história da literatura para crianças, uma sessão dedicada a ouvir e a inventar histórias (voltemos a Monteiro Lobato!), uma oficina do tipo “como nasce um poema” (valendo-nos do José Paulo Paes autor para os mais novos) etc.
São sugestões, ok?
Abraços a todos,
Fernando.

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ISOLDA MARINHO

ISOLDA MARINHO escreve poemas desde os 14 anos de idade. Publicou Sementes de Amora, Viço do Verso e Beijo de Tangerina. Recebeu Menção Honrosa no IV Concurso Raimundo Correa de Poesia e ganhou prêmio de publicação nos livros Poetas Brasileiros de Hoje e Escritores Brasileiros, Editora Crisalis (RJ). Seu nome é verbete no Dicionário de Escritores Brasilienses. Isolda foi a poeta da vez no dia 10 de novembro, quem conta a respeito é Rosângela Mello, bibliotecária integrante do Movimento MC pela Paz, que organizou no INSP a biblioteca onde os encontros de poesia têm se realizado: “Que apresentação fabulosa a Isolda fez para as meninas. Muito rica, muito lúdica, muito dinâmica e de uma alegria contagiante. Fiquei impressionada com a versatilidade que demonstrou, durante a apresentação de quase uma hora e meia ou mais, nem sentimos. Foi muito legal, a todo instante uma dinâmica diferente e com a participação empolgante da galerinha”.

Cigarras

Cigarras soturnas
sibilam
cintilam
simulam
sob sol setembro

Cigarras singelas
solenes
sozinhas
silenciam
sob céu cidade

cigarras sinceras
se soltam
soletram
suspiram

Cigarras são seres
sinistros
sensatos
sedentes

Cigarras sonoras
sossegam
sussurram
saciam

Cigarras são santas
sinais
silentes
silvestres

Cigarras sinfônicas
seus essessssssszzzzzzzzzzz

Parto

Nade em sua piscina, pequeno
Não tenha medo do veneno.
Desfrute do seu mundo.
Seu existir é tão profundo!
Rompa esta bolsa que lhe envolve.
Mostre seu membro que se move.
Amar?!
A vida lhe ensina.
Solte seu corpo do meu,
Corte este cordão,
Sou sua mãe,
O mundo é seu.
Seja nele um andarilho
Seu nascimento
É uma canção,
Meu filho.