Raphaella Noviski é enterrada em Alexânia sob aplausos e muita comoção

velado durante mais de 12 horas em igreja evangélica de Alexânia

postado em 07/11/2017 11:52 / atualizado em 07/11/2017 13:47
Ricardo Faria – Especial para o Correio
Sob aplausos, o corpo da estudante Raphaella Noviski foi enterrado às 11h30 desta terça-feira (7/11), no Cemitério Campo da Saudade, em Alexânia (GO). No sepultamento, parentes e amigos soltaram balões para simbolizar a partida da jovem, vítima de feminicídio. Entre cantos evangélicos e homenagens, os presentes demonstraram indignação com o ato de covardia praticado por Misael Pereira Olair, 19 anos, preso em flagrante após assassinar a estudante com 11 tiros no rosto, dentro da sala de aula, no Colégio Estadual 13 de Maio. 

O enterro ocorreu após um cortejo que cruzou cerca de 2,5km pela cidade no Entorno do Distrito Federal. No trajeto, familiares, amigos e moradores de Alexânia pediam justiça.

O velório foi realizado na Igreja Assembleia de Deus Madureira e começou por volta das 20h de segunda-feira (6/11), durando mais de 12 horas. O prefeito do município, Alysson Silva Lima (PPS), participou do funeral nas últimas horas de ontem. Ele decretou luto oficial de dois dias por causa da barbárie.

“É uma mistura de sentimentos”

O pai da vítima e agente penitenciário Leandro Márcio Romano, 40 anos, estava muito abalado durante o enterro e clamou por justiça. Ele mora em Belo Horizonte, mas chegou em Alexânia, na manhã do último domingo para passar férias. O pai iria se encontrar com Raphaella e a irmã no dia do crime, após a aula. “É uma mistura de sentimentos. Raiva e tristeza caminham juntos. Eu espero que ele (assassino) fique bastante tempo preso. Trinta anos, para ele, na cadeia é pouco”, disse.

Na igreja, o clima era de revolta. Amigos e familiares diziam não entender por que o assassino resolveu matá-la simplesmente pelo fato de ter sido rejeitado pela jovem. “Ele (Misael) destruiu um sonho num ato frio e covarde. Espero que ele pague pelo que fez”, lamentou Alex dos Santos, 26 anos, amigo de igreja da jovem.

Segundo relato de uma prima de Raphaella, o rapaz chegou a ameaçar a estudante, por telefone, horas antes do assassinato. “Ele já a ameaçava desde o ano passado. Quando foi hoje cedo (ontem), ela recebeu uma ligação e ouviu: ‘Está preparada?’. Aí, logo em seguida, ele desligou”, afirmou na segunda-feira a jovem, que preferiu não se identificar.

Raphaella morava com a avó e, em outra ocasião, Misael ameaçou entrar na casa da menina com uma faca. “Ela não procurou a delegacia porque pensou que isso fosse acabar. No ano passado, ele foi à casa da minha avó ameaçando entrar dentro com faca. Minha avó é cadeirante, ficou desesperada. E meu tio ameaçou ligar para a polícia se ele continuasse indo para lá”, contou a prima da vítima. 
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Amigos e parentes se despedem de ciclista atropelado na Asa Norte

Um clima de comoção tomou conta do velório do ciclista Raul Aragão, 23 anos, na manhã desta segunda-feira (23/10), na Capela 5 do Cemitério Campo da Esperança, Asa Sul. Familiares e amigos prestaram as últimas homenagens ao rapaz, que morreu no domingo (22) após ser atropelado na L2 Norte, um dia antes.

Muitos fizeram questão de chegar ao velório de bicicleta. Eles vestiram nariz de palhaço para chamar a atenção sobre os desafios enfrentados pelos ciclistas no dia a dia. Principalmente no que diz respeito à falta de faixas exclusivas.

Pai de Raul, Helder Luís Rocha avalia o acidente como uma fatalidade e afirma que as vias de Brasília favorecem os motoristas de carro. “Nós conversávamos muito sobre a divisão de carros e bicicletas, desde que o ensinei, na infância. Eu o empurrei quando estava aprendendo a andar na primeira bicicleta sem rodinhas”, relembra.

Raul era voluntário da Rodas da Paz. Ele foi atropelado por um carro na Asa Norte no sábado (21), quando voltava do Restaurante Universitário da Universidade de Brasília (UnB). O anúncio da morte foi dado na página oficial da ONG no Facebook. O corpo de jovem será cremado em Valparaíso (GO).

O motorista, com certeza, está passando por um momento difícil, precisa de conforto. O que houve foi uma fatalidade, mas o ciclista tem muitos desafios porque precisa dividir espaço com os carros”
Helder Luís Rocha, pai de Raul
Muito emocionada, a mãe de Raul, Renata Aragão, disse que o filho deixou um legado de “coragem, alegria e energia.” E mandou um recado aos motoristas: “Corram menos, pois devagar se chega longe”.

No momento em que o corpo de Raul deixava a capela, cicloativistas usaram as seguintes palavras de ordem: “Mais adrenalina, menos gasolina. Mais tesão, menos combustão. Mais bicicletas, menos carros!”

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Joe Valle (PDT), compareceu ao velório. Ele afirmou que Raul, assim como outros cicloativistas, participavam de debates na Casa sobre os principais problemas no trânsito da capital da República. “A principal dificuldade é o excesso de velocidade. Trabalhamos para reduzi-la. Inclusive, temos conversado com o Detran”, ressaltou.

Raul liderava o Bicicletada, passeio ciclístico que ocorria na última sexta-feira de cada mês.
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Saidão: nove presos não retornam ao Sistema Penitenciário do DF

A permissão para a saída temporária de mais de mil detentos teve fim na segunda-feira (16/10)

23/10/2015. Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Presidio da Papuda, em São Sebastião.

postado em 18/10/2017 12:47 / atualizado em 18/10/2017 14:49
Deborah Novais – Especial para o Correio
Ed Alves/CB/D.A Press

Nove detentos, de um total de 1.005, não voltaram ao Sistema Penitenciário do Distrito Federal após o saidão de outubro. As informações são da Secretaria de Segurança e Paz Social. Quando retornarem, os sentenciados deverão responder a inquérito disciplinar, além de haver a possibilidade de perda do direito ao regime semiaberto.

Ao todo, 1.005 presos receberam liberação na ação que começou em 11 de outubro, com retorno marcado para a última segunda-feira (16/10), às 10h. A princípio, a Secretaria de Segurança informou que 1.031 sentenciados ganhariam o benefício. O direito é concedido aos detentos que cumprem pena em regime semiaberto e tenham recebido autorização para saídas temporárias ou trabalho externo.

A saída temporária é prevista na Portaria nº 6, de 2001, de 15 de março de 2001 (alterada pela Portaria nº 12, de 2001, de 26 de maio de 2001), caso os detentos tenham gozado do benefício, nos últimos seis meses, sem interrupções e ocorrências.

Esse foi o sétimo saidão do ano. No último, que ocorreu em setembro, 12 sentenciados não retornaram na data estabelecida. Os outros ocorreram na Páscoa, no Dia das Mães, em junho, em julho e no Dia dos Pais.
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