Salários de até R$ 16 mil: saiba quais seleções estão com inscrições abertas em Goiás

Três seleções com vagas em Goiás estão com inscrições abertas para profissionais de todos os níveis de escolaridade. As oportunidades são para os municípios de Planaltina, Goiânia, Turvânia e Aparecida de Goiânia e a remuneração pode chegar a R$ 16,4 mil! Confira os detalhes de cada edital:

Prefeitura de Planaltina
O concurso público da Câmara de Planaltina de Goiás, com 108 vagas de nível médio e nível superior, está com inscrições abertas até 12 de abril. A aplicação das provas objetivas foi remarcada para 13 de junho. São 18 vagas imediatas e 90 de cadastro reserva distribuídas nos cargos de motorista, assessor de comunicação, controlador interno, analista de recursos humanos, analista administrativo e analista jurídico. Os salários variam entre R$ 1.500 e R$ 2.100.

As inscrições devem ser feitas pelo site da banca organizadora do certame, o Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (Idib). Há taxa de inscrição, cujo valor é de R$ 70 e R$ 90, a depender do cargo. Saiba mais!

Prefeitura de Turvânia
A Prefeitura de Turvânia oferta 57 vagas temporárias em novo processo seletivo aberto. As vagas são para profissionais de todos os níveis de escolaridade. A remuneração varia de R$ 1.241,48 a R$ 2.536,38 por jornada de trabalho de 30 a 40 horas semanais.

Os interessados poderão se inscrever até às 17h de 22 de abril por meio de entrega presencial de formulário de inscrição e documentações exigidas na Sala da Comissão Organizadora do Processo Seletivo Simplificado, localizada na Prefeitura Municipal. Não há taxa de participação. Saiba mais!

IGH
O Instituto de Gestão e Humanização (IGH) também está com processo seletivo aberto. O edital visa contratar profissionais com deficiência (PcD/Reabilitados) por meio de formação de cadastro reserva. Após contratados, os profissionais serão lotados em centros hospitalares em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Há vagas para todos os níveis de escolaridade em diversos cargos, que têm como jornada de trabalho 12 a 44 horas semanais e remuneração de R$ 1.126,44 a R$ 16.423,64 por mês.

As inscrições serão aceitas até 9 de agosto mediante envio de documentação requisitada no edital para o endereço de e-mail selecao.rh@igh.org.br. Saiba mais!

Fonte: http://concursos.correioweb.com.br

Último dia! Ministério da Economia encerra hoje inscrições para 590 vagas

O Ministério da Economia encerra nesta quinta-feira (8/4) o período de inscrições para o processo seletivo simplificado para preenchimento de 590 vagas, sendo 100 vagas imediatas.

Interessados podem realizar o cadastro pela internet, através do endereço eletrônico www.idib.org.br. A taxa é de R$36 (nível médio) ou R$38 (superior).

Os exames, que estavam marcados para 4 de abril, agora, estão marcado para 6 de junho de 2021.

[FOTO3]As provas objetivas serão realizadas na cidade de Brasília-DF em locais que serão divulgados oportunamente por meio do site da banca. Poderão ser utilizadas cidades circunvizinhas, dependendo da necessidade.

A seleção
Ao todo são 590 vagas, sendo 100 vagas temporárias imediatas e formação de cadastro reserva de 490. Os salários variam entre R# 1.700 e R$ 6.130.

As vagas serão para os cargos temporários de coordenador de análise de prestação de contas, analista de prestação de contas, agente de apoio de prestação de contas e analista de instauração de tomada de contas especial. Veja:

Coordenador de análise de prestação de contas: Serão 4 vagas. Exigência de graduação em Administração, Economia, Contabilidade ou Direito; mais experiência profissional superior a três anos em organizações públicas ou privadas na sua área de atuação ou possuir título de pós-graduação lato sensu, mestrado ou doutorado na área. Salário de R$ 6.130.

Analista de prestação de contas: Serão 48 vagas. Exigência de graduação em qualquer área de formação. Salário de R$ 3.800.

Agente de apoio de prestação de contas: Serão 8 vagas. Exigência de nível médio técnico em Administração, Contabilidade ou informática. Salário de R$ 1.700.

Analista de instauração de tomada de contas especial: Serão 40 vagas. Exigência de graduação em qualquer área de formação. Salário de R$ 3.800.

Os profissionais a serem contratados serão alocados em subunidades da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade – SEPEC – Secretaria de Políticas Públicas de Emprego – SPPE e Subsecretaria de Supervisão e Estratégia – SUPE – para desempenhar, entre outras, atividades relacionadas à apoio, coordenação e exame, referente a todas as etapas que compõe o processo de análise de prestação de contas, relativas aos instrumentos firmados e/ou celebrados pela Secretaria de Políticas Públicas de Emprego, e à instrução e formalização de processos de Tomada de Constas Especial – TCE , expedindo manifestação conclusiva acerca do assunto.

Dentre os requisitos, é necessário apresentar diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível médio ou nível superior, a depender da função escolhida, fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério de Educação, comprovado por meio de apresentação de original e cópia do respectivo documento.

Confira aqui o edital completo!

Fonte: http://concursos.correioweb.com.br

Miopia entre crianças: telas provocam aumento de casos

Há mais pessoas ficando míopes, e as que já tinham o problema estão com graus maiores, explica oftalmologista pediátrica. Saiba o que fazer para amenizar esse problema

Você tem percebido alguma alteração na visão do seu filho desde o início da pandemia? Um estudo publicado na revista JAMA Ophthalmology mostrou que os casos de miopia entre crianças de 6 a 13 anos quase triplicaram no último ano.

A hipótese dos pesquisadores é a de que a falta de atividades ao ar livre e o maior tempo em frente às telas, por causa das aulas remotas, tenham contribuído para esse crescimento. “Estamos vivendo uma epidemia de miopia também, não só de coronavírus. Existem mais pessoas ficando míopes, e as que já tinham o problema estão com graus maiores”, explica a oftalmologista pediátrica Ana Carolina Cassiano, da Clínica EyeKIDS Oftalmopediatria (SP).

Mais do que nunca, é importante estar atento aos sinais. Se o seu filho se mostra inseguro para explorar ambientes, levanta para chegar mais perto para ler placas ou ver televisão, por exemplo, procure um especialista. “Nos últimos meses, os tablets e computadores entraram ainda mais na vida das crianças. Na hora do lazer, quanto menos telas, melhor. Nos intervalos das aulas online, vale andar pela casa, olhar pela janela, brincar, ir ao jardim”, diz.

MAIS LUZ NATURAL

Segundo a oftalmopediatra Rosana Cunha, da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha, a luz natural, aliás, funciona como um fator protetor contra a miopia: “Os raios de sol estimulam a produção de dopamina, um neurotransmissor que desempenha papéis importantes no cérebro. Um deles é o do equilíbrio do globo ocular, já que a dopamina regula o crescimento dos olhos”, explica. Na falta dela, os olhos crescem mais alongados, provocando a miopia – que ocorre quando a imagem se forma antes da retina, causando dificuldade para enxergar de longe.

Fonte: https://revistacrescer.globo.com

Crime bárbaro: cinco pontos para entender o caso Henry Borel

O padrasto e mãe da criança foram presos nesta quinta-feira preventivamente

Exatamente um mês após a morte do menino Henry Borel, 4 anos, a mãe dele, Monique Medeiros, e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), foram presos no Rio de Janeiro por atrapalharem as investigações. Segundo a polícia, eles estariam ameaçando testemunhas para combinar versões. A prisão preventiva tem validade de 30 dias.

Até o momento, não foram esclarecidas todas as circunstâncias que levaram a morte da criança, mas os investigadores da 16ª DP, da Barra da Tijuca, já afirmaram que Henry foi assassinado com emprego de tortura. Entenda o caso:

Tortura
De acordo com a Polícia Civil, Henry Borel já tinha passado por sessões de tortura antes do episódio que levou a morte dele. Segundo a investigação, o padrasto, Dr. Jairinho, utilizava de chutes e golpes na cabeça do menino e Monique sabia do que estava acontecendo desde fevereiro.

A morte
O menino chegou morto a um hospital da Zona Oeste do Rio de Janeiro na madrugada de 8 de março. A criança tinha passado o fim de semana com o pai, o engenheiro Leniel Borel, e foi deixado na casa da mãe, Monique Medeiros, no domingo (7/3) por volta das 19h. Em mensagens trocadas com o pai da criança, Monique disse que estava apreensiva pelo choro do filho na hora de voltar para casa.

De acordo com a versão do padrasto e da mãe, Henry dormiu no quarto do casal enquanto eles assistiam a uma série na TV e que acabaram por dormir. Durante a madrugada, Monique teria acordado e encontrado a criança caída da cama com os olhos revirados e sem respirar. Segundo Monique, ela disse acreditar que o filho tivesse caído da cama.

Investigação
A polícia já ouviu pelo menos 18 testemunhas até o momento e analisou mensagens trocadas pelos celulares dos pais da criança e do padrasto.

Foram feitas duas autópsias no corpo da criança. O laudo apontou que a morte foi provocada por hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente. Além da lesão no fígado, também foram encontrados hematomas no abdômen e nos membros superiores, contusão no rim, no pulmão e no crânio.

No dia 1° de abril, foi feita a reconstituição dos fatos. Os peritos tentaram de todas as formas simular um acidente, conforme a versão apresentada por Monique e Dr. Jairinho, porém, segundo a TV Globo, a conclusão foi de que nenhum cenário poderia causar as lesões identificadas na autópsia.

Histórico
Esta não é a primeira vez que o vereador Dr Jairinho se envolve em casos de agressões. Na investigação, uma ex-namorada do médico contou a polícia que durante seu relacionamento ele agrediu por diversas vezes sua filha, que na época tinha 4 anos.

Hoje, com 13 anos, a menina prestou depoimento relatando as agressões e uma outra investigação foi aberta para averiguar o caso.

A ex-mulher dele, Ana Carolina Ferreira Netto, também tinha registrado um Boletim de Ocorrência em 2014 por violência doméstica. No entanto, ela desistiu da acusação e o caso foi arquivado. Ela também será ouvida na investigação da morte de Henry Borel.

Quem é Jairinho?
O vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, tem 43 anos e é filho do ex-PM e ex-deputado estadual Coronel Jairo, 71, um grande conhecido da política do Rio de Janeiro. Jairinho foi eleito vereador pela primeira vez aos 27 anos.

O pai dele, Coronel Jairo, foi preso na Operação Furna da Onça, uma das fases da Lava-Jato, em 2018. Ele foi acusado de participar do ‘mensalinho’ da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), esquema que movimentou R$ 54 milhões em pagamentos para que deputados votassem com o governo.

Quanto a profissão, Jairinho disse, em depoimento, que nunca exerceu o ofício. Por isso, não fez manobras de ressuscitação no enteado, segundo ele.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

Vacinados da covid devem esperar 14 dias para receber imunizante contra a gripe

23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa na segunda (12/4). No DF, 1.117.656 pessoas, entre idosos, professores, profissionais da saúde, dentre outros, fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe

04/03/2021 Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia – DF. Cidades. Vacinação idosos de 75 anos.

A 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa na próxima segunda e termina em 9 de julho em todo o Brasil. A estimativa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal é vacinar 90% das pessoas pertencentes ao público-alvo. No entanto, é preciso atenção às datas no cartão de vacinação, porque quem tomou a vacina contra a covid-19, deve esperar 14 dias para receber a dose de combate à gripe. Essa é uma das principais orientações dos técnicos da Saúde, tendo em vista que as duas campanhas ocorrem no mesmo período.

No DF, 1.117.656 pessoas, entre idosos, professores, profissionais da saúde, dentre outros, fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe. De acordo com a Secretaria de Saúde, a imunização permitirá, ao longo do ano, prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença, óbitos e suas consequências sobre os serviços de saúde, além de minimizar a carga da influenza, reduzindo os sintomas que podem ser confundidos com os da covid-19.

Importância
Daniel Amaro, professor do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e especialista em imunologia e vacinação, explica a importância da vacinação. “Como os vírus estão em constante mudança, a proteção que uma dose oferece reduz com o tempo. Sabendo disso, os pesquisadores atualizam as vacinas anualmente, sempre buscando uma maior eficácia”, disse. Ainda que não previnam diretamente contra a covid-19, o especialista ressalta que as vacinas reduzem a pressão sobre o sistema de saúde em relação às doenças gripais. “Com menos hospitalizações, conservamos recursos médicos importantes, que se encontram em escassez, para o cuidado a pessoas com covid-19”, pondera.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

Covid-19: como o Reino Unido fez número diário de mortos desabar de 1,3 mil para 36

No dia 19 de janeiro, o Reino Unido registrou o pico diário de mortes em toda a pandemia. Morreram 1,359 pessoas.

Apesar de ser inferior ao número atual no Brasil — na terça-feira (23/03) foram registradas 3.251 mortes no país — em termos proporcionais, considerando o tamanho das populações, a covid matava em janeiro 30% a mais no Reino Unido do que o que acontece agora no Brasil.

O Reino Unido vivia na época uma tempestade perfeita que contribuía para a disseminação da doença em um ritmo muito mais acelerado do que durante a primeira onda, com diversos fatores influindo: campanha de vacinação ainda no começo, nova variante do vírus mais infecciosa e letal, e auge do inverno.

Mas apenas dois meses depois, na última segunda-feira (22/03), o país registrou somente 36 mortes por covid em um dia. Após um longo inverno de restrições e lockdowns, os britânicos agora traçam planos para voltar à uma vida um pouco parecida com a que tinham antes da pandemia.

Escolas foram reabertas no começo do mês, e até o dia 15 de abril o Reino Unido pretende ter dado uma dose de vacina para toda a sua população com mais de 50 anos de idade. A meta é vacinar todos os adultos até 31 de julho.

Como o Reino Unido conseguiu sair do fundo do poço da pandemia em apenas dois meses?

O caminho para saída passou por duas medidas que foram as principais apostas do governo do premiê Boris Johnson: lockdown bastante restrito e grande investimento em vacinação.

Terceiro lockdown
O esforço para diminuir o impacto do coronavírus começou um mês antes do dia 19 de janeiro, quando o número de mortes atingiu seu pico.

Maioria das lojas na famosa Oxford Street de Londres praticamente não abriu ainda em 2021

Nos dias anteriores aos feriados de Natal e Ano Novo, as autoridades já observavam o agravamento acelerado da pandemia. Em apenas duas semanas, o número de casos de covid-19 havia duplicado, de 12 mil para 25 mil por dia.

A população já havia enfrentado dois lockdowns e não havia mais ânimo para um terceiro.

O mais recente deles, decretado em novembro, havia contribuído para derrubar os números temporariamente e fora usado como uma espécie de “barganha” do governo com os britânicos — se a população enfrentasse mais esse sacrifício no mês de novembro, poderia ter um Natal e Ano Novo mais relaxado, inclusive com a possibilidade de viajar e confraternizar com seus parentes.

Mas o plano fracassou.

Assim que as restrições foram levantadas no começo de dezembro, os números dispararam. O governo não manteve sua promessa de relaxar as medidas e restringiu viagens e a interação de pessoas durante as festas de fim de ano.

Foi nessa época, que foi divulgada a existência de uma nova variante do vírus, surgida no sudeste da Inglaterra, que era até 70% mais contagiosa. Ao mesmo tempo, o governo dava início à sua campanha de vacinação — a primeira no mundo ocidental, mas com passos ainda tímidos.

Passadas as festas, o primeiro-ministro Boris Johnson fez um pronunciamento à nação, consolidando o terceiro lockdown.

“Com o país inteiro já sob medidas extremas, está claro que precisamos fazer mais, juntos, para manter essa variante sob controle enquanto nossas vacinas são distribuídas. Nós precisamos fazer um lockdown nacional que seja duro o suficiente para conter essa variante”, disse Boris.

O comércio não-essencial e as escolas foram fechados, exames educacionais foram suspensos e o governo impôs restrições para viagens — tanto dentro do país como em fronteiras.

O governo estendeu o auxílio salarial para mais de 10 milhões de trabalhadores até setembro, com subsídios que podem chegar a 2,500 libras (quase R$ 20 mil) por beneficiado.

A oposição ao governo de Boris Johnson apoiou as medidas.

“Qualquer que seja a nossa crítica ao governo, todos nós precisamos nos unir e fazer isso funcionar”, disse o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, em janeiro.

Vacinação
Por duas semanas, o número e mortes continuou subindo. Imagens de hospitais operando em capacidade máxima dominavam os telejornais.

Ao mesmo tempo, começaram a surgir os primeiros boletins diários sobre a quantidade de pessoas vacinadas. No dia 19 de janeiro — quando o Reino Unido atingiu seu pico de mortes, e na mesma semana em que a Anvisa liberava o uso da vacinas contra covid no Brasil — 4,6 milhões de britânicos já haviam recebido a primeira dose.

Nesta semana, o Reino Unido já superou a marca de 28 milhões de pessoas com a primeira dose da vacina e 2 milhões com a segunda.

Mas o caminho rumo à vacinação não começou no dia 8 de dezembro, quando a idosa Margaret Keenan, de 91 anos, se tornou a primeira britânica a receber uma dose no país.

Em 8 de dezembro de 2020, a idosa Margaret Keenan se tornou a primeira vacinada no Reino Unido

Em 30 de janeiro de 2020, antes mesmo de haver confirmação de casos de coronavírus no Reino Unido, os cientistas da universidade de Oxford se mobilizaram para pedir recursos para pesquisa em vacinas.

Há um ano, em março de 2020, o governo anunciou investimentos de US$ 750 milhões em pesquisa para se encontrar uma vacina. No mês seguinte, foi assinada a parceria entre a Oxford e a AstraZeneca, para desenvolvimento da vacina que acabou aprovada no fim do ano. A principal vantagem do imunizante em relação aos demais é o fato de ele ser de fácil armazenamento e possuir um baixo custo de produção.

Em agosto, quatro meses antes da aprovação por órgãos regulatórios, o governo britânico já havia fechado negócios para compra de 340 milhões de doses — o que seria suficiente para administrar cinco doses por pessoas.

Esse trabalho de antecipar contratos colocou o Reino Unido na frente de outros países da Europa na corrida por vacinas. Os resultados estão aparecendo agora: o país vacinou duas vezes mais pessoas do que a Alemanha e três vezes mais do que a França.

Esse esforço parece estar tendo recompensas agora, com o Reino Unido levando vantagem em relação ao resto da Europa na reabertura da economia.

“Se você comparar os lockdowns que foram implementados — o de março do ano passado com o de janeiro deste ano — vai perceber que na primeira vez a queda no número de casos foi bem mais lenta”, disse à BBC News Brasil a pesquisadora Julii Brainard, da Norwich Medical School, na University of East Anglia.

“Agora os números caíram bem mais rapidamente, apesar de as condições serem diferentes. E qual foi a grande diferença entre os dois lockdowns? É que agora temos a vacinação acontecendo, o que acelerou a queda.”

O lockdown definitivamente teve impacto na redução dos números, mas as vacinas ajudaram a acelerar o processo.

Ela alerta que mesmo com muitas pessoas recebendo a primeira dose da vacina, estudos recentes indicam que a população pode estar relaxando nos seus hábitos.

“As pessoas não estão indo a grandes eventos e aglomerações, mas elas estão começando a retomar o contato com pessoas mais próximas e circulando mais. Isso precisa ser feito com cuidado.”

Não acabou
Mesmo com o número de mortes tendo caído substancialmente, o Reino Unido ainda está longe de ter se livrado do lockdown.

A maioria dos estabelecimentos considerados não-essenciais continua fechada e só reabrirá a partir de 12 de abril, se houver condições para isso.

Um calendário para reabertura gradual da economia prevê que até meados de junho boa parte das atividades já tenham sido retomadas. No entanto, o governo frisou que esse calendário só será cumprido caso não haja imprevistos no caminho — como atrasos na vacinação ou repique no número de casos, hospitalizações ou mortes.

“Em todos os cenários, se levantarmos o lockdown muito repentinamente, toda a modelagem sugere que teríamos um aumento substancial enquanto muitas pessoas ainda não estão protegidas”, alerta o principal assessor de saúde do governo, Chris Whitty.

“Muitas pessoas podem pensar que tudo isso acabou. É muito fácil esquecer a rapidez com que as coisas podem piorar.”

O Parlamento britânico debate agora sobre a possibilidade de estender as leis de emergência contra o coronavírus até o final de setembro.

O governo não descarta que o país pode ter uma nova onda de coronavírus no final do ano, quando o outono começar. E pesquisadores acreditam que existe a possibilidade de uma nova mutação do vírus surgir que seja imune às vacinas.

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Fonte: https://www.bbc.com

Universidade de Washington prevê 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil no mês de abril

Estudo projeta que até 4 de maio o país salte das quase 331 mortes para mais de 436 mil.

Clique e confira o vídeo – https://globoplay.globo.com/v/9415367/

O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, prevê 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil ao longo do mês de abril.

Segundo uma pesquisa da instituição, — que considera fatores como a disseminação de variantes do vírus, uso de máscaras e respeito ao distanciamento social — o número de mortos pode saltar dos atuais 330.297 óbitos, registrados neste sábado (3), para 436 mil em 4 de maio.

A universidade projeta três cenários para o país, e os números são referentes ao pior deles. (Veja abaixo as considerações da universidade para cada cenário)

Esse total pode cair para 429 mil mortes caso 95% da população use máscara em público.

A universidade projeta ainda que até o final do primeiro semestre o Brasil atinja a marca de 595 mil mortes no pior cenário. No caso da adoção de máscaras em público por 95% da população, esse número pode cair para 507 mil.

VEJA OS TRÊS CENÁRIOS POSSÍVEIS

1- Cenário atual

Total de mortos na pandemia até os próximos 30 dias: 434.702
Total de mortos na pandemia até o final do 1º semestre: 561.634

Neste cenário, a universidade considera:

Mobilidade dos não vacinados seguindo o padrão apresentado no último ano;
25% dos vacinados voltando a se deslocar como faziam antes da pandemia;
Variantes britânica, sul-africana e brasileira se espalhando entre regiões vizinhas no ritmo já registrado no Reino Unido;
Casos diminuindo entre os que se vacinaram há 90 dias.

2- Pior cenário

Total de mortos na pandemia até os próximos 30 dias: 436.151
Total de mortos na pandemia até o final do 1º semestre: 595.521

Neste cenário, a universidade considera:

Deslocamento de quem ainda não foi vacinado se mantendo como no último ano;
Todos os vacinados voltando a se deslocar nos níveis pré-pandêmicos;
Variantes brasileira e sul-africana começando a se espalhar em locais aonde ainda não haviam chegado;
Eficiência da vacinação sendo inferior diante da variante sul-africana;
Uso de máscaras caindo entre os vacinados.

3 – Cenário com uso de máscaras em público por 95% da população

Total de mortos na pandemia até os próximos 30 dias: 429.634
Total de mortos na pandemia até o final do 1º semestre: 507.113

Mobilidade dos não vacinados seguindo o padrão apresentado no último ano;
25% dos vacinados voltando a se deslocar como faziam antes da pandemia;
Variantes britânica, sul-africana e brasileira se espalhando entre regiões vizinhas no ritmo já registrado no Reino Unido;
Uso correto da máscara sendo adotado por 95% da população.

Fonte: https://g1.globo.com

Caso Henry: Dr. Jairinho é suspeito de maltratar outros filhos de ex

Médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), morava com Henry e a mãe do garoto, a professora Monique Medeiros, em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

A polícia continua a investigação da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, que morreu em 8 de março, no Rio de Janeiro, com várias lesões pelo corpo. Durante as apurações, os agentes chegaram às histórias de outras duas crianças, filhas de ex-namoradas do padrasto do Henry, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade). São elas: uma menina, hoje com 13 anos, e um menino, de oito. A menina prestou depoimento sobre o caso há 10 dias na Delegacia da Criança e do Adolescente.

O programa Fantástico, da Tv Globo, neste domingo (4/4), exibiu uma reportagem com relatos de uma amiga da família do menino de oito anos. A mulher, que preferiu não se identificar, conta que a criança teve uma brusca mudança de comportamento quando a mãe começou a se relacionar com Jairinho.

“Eu conheci a criança desde a barriga da mãe. Eu convivia com a criança. Eu sabia da alegria da criança e depois da tristeza que a criança ficou. A mudança de comportamento da criança foi muito brusca. Ele passou a ter muito medo. Dormia e do nada acordava gritando”, relata a amiga da família.

A reação negativa perante a presença do vereador é uma ação em comum entre as crianças ouvidas. No domingo, 7 de março, Henry chegou a vomitar e chorar enquanto voltava para o apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e com o padrasto. Em uma conversa entre a mãe e o pai da criança, o engenheiro Leniel Borel, Monique chegou a desabafar sobre a resistência do filho em voltar para a casa em que vivia com o padrasto.

“Só não aguento o choro para não vir. Me desestabiliza totalmente. Fico muito, muito triste. Quando puder trazer me avisa. Vai ser uma choradeira sem fim mesmo”, lamentou Monique em mensagem enviada ao ex-marido.

A mãe da criança, hoje adolescente de 13 anos, e ex-namorada do médico diz que a filha apresentava a mesma repulsa por Jairinho. Em entrevista à Rede Globo, a mulher, que não foi identificava, contou: “Eu falava que ele tava vindo, ‘o tio tá vindo pra gente sair’, aí ela passava mal, ela vomitava. Me agarrava. Ou então pedia à minha mãe: ‘posso ficar com você, vó? Eu não quero ir, quero ficar aqui’. Na época, a mãe diz que não percebia o que estava acontecendo. A criança tinha apenas quatro anos.

A ex-namorada justifica que não havia denunciado os maus-tratos anteriormente por medo da influência do vereador.

Investigação
A reconstituição do caso foi feita na última quinta-feira (1°/4), e contou com a presença da mãe e do padrasto de Henry. Os investigadores já ouviram ao menos 17 testemunhas no inquérito, entre elas, o pai da criança, psicóloga, uma professora, ex-namoradas do vereador e médicas que atenderam o menino quando ele deu entrada no pronto-socorro no dia da morte.

O casal afirma que encontrou a criança caída da cama. Porém, a autopsia apontou como causa da morte hemorragia interna no fígado com sinais de violência. A equipe médica afirmou que Henry já chegou morto no hospital. Além do fígado, a criança teve lesões na cabeça, no rim e pulmão.

O que se sabe até agora
O fim de semana que antecedeu a morte, Henry passou com o pai, o engenheiro Leniel Borel. As câmeras de segurança mostram a hora que o pai deixa a criança no condomínio em que a mãe vive com o Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, às 19h de domingo (7/4).

Segundo Monique, a criança chorava muito por querer continuar com o pai. Ela então o leva à padaria para distraí-lo. De volta ao apartamento, ela diz que Henry dormiu no quarto do casal, enquanto ela e o namorado assistiam a uma série na sala. Ela diz que, por diversas vezes, o filho acordou naquela noite e, por isso, eles foram deitar no quarto de hóspedes e dormiram. Monique relata que acordou por volta das 3h30 e que encontrou Henry no chão com dificuldade para respirar. Em depoimento, ela disse acreditar que a criança tenha se desequilibrado e caído da cama. Apesar de ser médico, Dr. Jairinho não tentou fazer o procedimento de ressuscitação da criança. Em depoimento, ele disse que a última vez que tinha feito o procedimento tinha sido em um boneco na faculdade.

O casal levou a criança para o Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, e Monique ligou para o pai de Henry relatando o ocorrido. Os médicos orientaram Leniel a procurar a polícia, que registrou uma ocorrência na 16° Delegacia de Polícia.

O laudo da morte apontou hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente. A perícia encontrou múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores; infiltração hemorrágica na região frontal do crânio, na região parietal direita e occipital (na parte da frente, lateral e posterior da cabeça); edemas no encéfalo; grande quantidade de sangue no abdome; contusão no rim, à direita; trauma com contusão pulmonar; laceração hepática (no fígado) e hemorragia retroperitoneal.

Depoimentos diferentes
A empregada doméstica de Monique deu uma versão diferente dos fatos narrados pela mãe da criança em depoimento à polícia. A mãe havia afirmado que a empregada não sabia da morte de Henry e, por isso, havia limpado o apartamento, prejudicando o trabalho da perícia. Já a funcionária disse que foi avisada da morte da criança no dia em que foi trabalhar.

Segundo o UOL, Jairinho tentou liberar o corpo de Henry de forma mais rápida sem que ele fosse levado ao Instituto Médico Legal (IML). Apesar das tentativas, os pedidos foram negados devido à gravidade das lesões na criança.

Mandados de busca e apreensão
Em 26 de março, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços: na casa da família da mãe de Henry, em Bangu; na casa do padrasto, na Barra da Tijuca; na casa do pai de Jairinho, o ex-deputado estadual Coronel Jairo, em Bangu; e na casa do pai de Henry, no Recreio. Na operação, 11 celulares e computadores de Monique, Jairinho e Leniel foram apreendidos. Segundo o G1, um desses celulares teve as mensagens apagadas e a polícia tenta recuperá-las.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/