Artista do DF quer deixar de viver nas ruas por meio de seus quadros

Querendo recomeçar, o jovem está usando a arte para mudar de vida

Weverton Moura teve uma vida conturbada. Após a mãe falecer, em 2012, o jovem deixou de ter esperanças e perdeu o sentido da vida. Entrou de cabeça no álcool e nas drogas e acabou na rua. Porém, desde o início de 2019, está procurando melhorar de vida e, com talento para arte, começou a pintar quadros para vender na capital federal.

“Eu comecei a desenhar aos 10 anos. Sempre pegava produtos da minha mãe e saia fazendo ilustrações. Depois que ela faleceu, fiquei desmotivado com a vida. Larguei tudo o que tinha e saí de casa. Mas, no início deste ano, encontrei um projeto para moradores de rua e decidi mudar o meu futuro. Parei de beber, de usar drogas e voltei a pintar”, disse Weverton.

Brasília (DF), 26/07/2019 Artista morador de rua Weverton Moura apresenta um pouco do seu trabalho com pintura e spray Foto: Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles

Com aptidão, o jovem viu seu dom ser reconhecido. “No colégio em que eu estudava, tinha aula de artes. Lá, comecei a pintar e a professora notou que eu era bom. Há cerca de um mês, comecei a fazer os quadros e consegui vender alguns. Inclusive, já tive até proposta de encomenda do Rio de Janeiro”, revelou o artista.

Além de quadros, Weverton trabalhou com cerâmica e grafite. “Pintei em alguns lugares aqui de Brasília. Se você passar pela Ponte JK ou pela Costa e Silva, por exemplo, vai encontrar alguns desenhos que fiz nos suportes delas.” O pintor expõe seus quadros de segunda a sexta-feira, à noite, na Quadra 4 do Setor Comercial Sul. Aos finais de semana, ele está em frente ao Parque da Cidade. O valor? R$ 100 para os quadros grandes e R$ 30, os pequenos. Quem quiser entrar em contato com Weverton basta ligar para o número (61) 99530-9740 ou (61) 99672-8153.

Recomeço

Weverton decidiu mudar de vida após conhecer o projeto do apresentador Rogério Barba. Ele também foi morador de rua por 30 anos e começou seu tratamento de reabilitação em 2014. Ficou por cerca de 1 ano e 6 meses no Missão Batista Cristolândia, que tem como objetivo tratar dependentes químicos. Após esse período, recomeçou e decidiu ajudar novas pessoas.

“A ajuda ao Weverton não é de agora. Ele nos procurou e disse que queria sair das ruas. Então, desde o início deste ano, nós estamos auxiliando ele. Notamos uma melhora e decidimos investir em seu talento. Ficamos sabendo que ele pintava e compramos tintas e algumas telas. Mas não é tão fácil conseguir o material, porque é um pouco caro. Por isso, começamos uma campanha para ajudar a divulgar seu trabalho”, contou Rogério.

Projeto

Pouco tempo depois da sua recuperação, Rogério Barba criou o projeto Coletivo Barba na Rua. Ele ajuda a comunidade sem-teto com cultura e lazer. Além de promover jogos de futebol, Barba compra produtos para os moradores venderem e também disponibiliza um ônibus com chuveiros para eles tomarem banho.

Barba disse que mais de 100 pessoas já receberam ajuda para sair das ruas, voltar a suas cidades de origem e restaurar a vida. “Quando a pessoa nos procura e diz que quer mudar, nós começamos a investir nela. Encaminhamos para locais de trabalho, para casas terapêuticas, compramos mercadorias para eles venderem e, até mesmo, ajudamos com passagens de ônibus. Porque muitos não são aqui do Distrito Federal”, revela Rogério.

Barba age em parceria com a organização não governamental (ONG) Futuro Esperança, que, além dos banhos, também ajuda com alimentação. Os participantes e voluntários distribuem comidas e organizam os eventos do programa. A ação ajuda diversos moradores e costuma acontecer aos sábados, no Setor Comercial Sul. Qualquer um pode participar e se tornar um voluntário.

Fonte: www.metropoles.com

Condenados por Maria da Penha não podem assumir cargos comissionados

De acordo com alteração na Lei Orgânica, transgressores dos estatutos do Idoso e da Criança e do Adolescente (ECA) também serão vetados

Condenados em decisão transitada em julgado, quando não há mais recurso, por crimes tipificados nos estatutos da Criança e do Adolescente (ECA), do Idoso ou na Lei Maria da Penha, ou ato que causa inelegibilidade prevista na legislação eleitoral, não poderão assumir cargos comissionados ou de confiança nos órgãos do Governo do Distrito Federal.

De acordo com a emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF), publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (26/07/2019), essas pessoas estão inaptas a assumir o cargo no período que vai desde a condenação até oito anos após o cumprimento da pena. A determinação altera o artigo 19, parágrafo 8º, da LODF. A medida é assinada pela Mesa Diretora da Câmara Legislativa do DF (CLDF).

Balanço
De acordo com o balanço atual de comissionados na estrutura do GDF, o Palácio do Buriti acomodou 13.324 pessoas em funções comissionadas até o final de junho de 2019. No levantamento anterior, feito em março, foram registradas 12.515 nomeações desta natureza. Ao longo de três meses, portanto, foram 809 pessoas a mais, o que dá um crescimento de 6,45%.

Do total, 53,35% são servidores concursados do GDF nomeados para funções de confiança. Os demais – 46,65% – são contratados sem vínculo com a administração pública. Foram indicados por critérios políticos, técnicos ou ambos. Na comparação com a edição anterior, existe uma tendência de aumento da nomeação de apadrinhados desvinculados com o DF. Em março, eles somavam 45,51%.

O número de comissionados na atual gestão é menor do que na anterior. No final de 2018, o ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) deixou o GDF com 14.340 comissionados. No começo do mandato, em março de 2015, o socialista tinha nomeado 13.764 apadrinhados.

Outro lado
O Metrópoles entrou em contato com o GDF para saber o motivo da evolução do quadro de comissionados no último balanço. Em nota, o Buriti destacou: “A Secretaria de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão informa que a diferença entre o primeiro e o segundo trimestre se deu em decorrência dos ajustes necessários para a adequação da máquina administrativa, diante da necessidade de atendimento das demandas da sociedade, bem como a composição das equipes dos novos gestores”. A ideia do governo é cortar até 30% dos cargos em comissão até o fim de 2022.

 

Fonte: www.metropoles.com

Inscrições para palestra de astronauta no Correio terminam nesta quinta

Palestra com Anna Fisher será no auditório do Correio Braziliense, nesta sexta-feira (26/7), às 9h30 e é aberta a todo público e gratuita

Em comemoração aos 50 anos da chegada do homem à Lua, a astronauta Anna Fisher fará uma palestra no auditório do Correio Braziliense, nesta sexta-feira (26/7), às 9h30. Aberta a todo público e gratuita, a inscrição para o evento pode ser feita até hoje, pelo e-mail brasiliaembeua@state.gov (enviar nome completo e o número da RG).

Há pouco mais de 40 anos, Anna Fisher foi uma das seis mulheres selecionadas para integrarem a equipe da Nasa. Além disso, ela entrou para a história como a primeira mãe a viajar para o espaço.

Fisher é médica especializada em medicina de emergência. Em 1978, ela e mais cinco mulheres passaram a integrar o programa de treinamento de astronautas da Nasa. Até então, só homens seguiam nessa profissão nos Estados Unidos.

Cinco anos mais tarde, então com 33 anos, Anna Fisher recebeu o convite para a uma missão no espaço. À época, estava grávida de oito meses. Mesmo assim, decidiu deixar a Terra.

Após pouco mais de um ano, ela partiria e se tornaria a primeira mãe a viajar para fora da Terra. A filha, Kristin, ficaria em Houston, no Texas, com o pai, o também astronauta Bill Fisher.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Copo e sacola encontrados no intestino de tartaruga-verde mostram os riscos de poluir a água com plástico

Em média, 70% das tartarugas que encalham na costa brasileira ingeriram plástico, diz pesquisa.

Imagens inéditas da necropsia de uma tartaruga-verde que morreu após encalhar em uma praia na costa brasileira hoje são usadas pelo biólogo Robson Guimarães dos Santos como forma de conscientizar a população sobre os riscos de jogar plástico no lugar errado. As imagens são fortes e foram feitas em 2012 como parte da pesquisa de doutorado de Santos, hoje professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Tartaruga-verde morta em praia suja; calcula-se que prejuízo para o ecossistema marinho seja de US$ 8 bilhões por ano — Foto: Robson Santos/Arquivo Pessoal

A divulgação do vídeo, que o G1 reproduz parcialmente acima, é uma das formas que ele encontrou de chamar a atenção para uma ameaça ambiental que começa com o consumo de objetos feitos de plástico. Após o descarte, o material pode seguir diversos caminhos, mas, se não recebeu o destino correto, é provável que provoque danos como a morte de um dos animais mais característicos da costa brasileira.

“A ingestão de plástico é hoje um dos principais problemas para a conservação das espécies de tartarugas marinhas tanto pela mortalidade direta como por todos os problemas crônicos decorrentes de sua ingestão, como contaminação por poluentes, por exemplo”, diz Santos.

De acordo com o professor, uma tartaruga-verde juvenil só precisa ingerir meio grama de plástico para morrer. Elas o ingerem ao confundi-lo com alimento, e então o material obstrui o trato gastrointestinal dos animais. Isso quer dizer que a tartaruga fica impedida de comer e realizar outras funções fisiológicas, levando-a a um emagrecimento crônico e podendo prolongar o sofrimento por bastante tempo até ela morrer.

Foi o caso da tartaruga no vídeo acima. A necropsia apontou a ingestão do plástico como causa da morte. Isso é comum no Brasil. A pesquisa de doutorado do biólogo, feita na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), avaliou 255 tartarugas-verdes encontradas mortas e encalhadas ao longo da costa brasileira de 2009 a 2013, e descobriu que em média 70% delas tinham ingerido plástico. Em alguns pontos do país, esse número chega a 100%.

De acordo com especialistas, a pesca acidental — quando o pescador lança a rede e pega acidentalmente animais que não tinha intenção — ainda é a principal causa de morte de tartarugas no Brasil. Mas é a ingestão de plástico a mais difícil de combater.

“A pesca pode ser regulada de um dia para o outro, mas o plástico não. Calcula-se que atualmente há 5 trilhões de fragmentos de plástico flutuando nos oceanos em todo o mundo”, diz o pesquisador.

Plástico e pesca acidental não são os únicos inimigos da vida marinha. A falta de saneamento básico, como mostram os dados levantados pelo G1 para o Desafio Natureza, volta a ser um problema demonstrado pelas tartarugas.

Da cidade para o mar

Não é difícil uma tartaruga marinha ingerir plástico que foi consumido no continente. Um estudo feito pela Associação de Educação Marinha, dos Estados Unidos, e publicado em 2015 na revista Science, avaliou dados de 2010 referentes a 192 países que têm alguma costa nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, além do Mar Mediterrâneo e do Mar Negro.

O objetivo era avaliar como o lixo feito de plástico produzido em terra vai parar no mar. O resultado encontrado pela pesquisadora é que, naquele ano, a falta de gestão adequada do lixo fez com que 8 milhões de toneladas de plástico jogado fora fossem parar na água salgada.

Outros números sobre o plástico já são conhecidos: um copo leva pelo menos 200 anos para se decompor, já uma garrafa PET precisa de mais de 400 anos para desaparecer.

“O plástico começa a ser produzido em escala industrial na década de 1950, e parte deste material está até hoje no ambiente e provavelmente ainda permanecerá aí por mais algumas décadas. Apesar de o governo ter grande responsabilidade pela gestão do lixo, a poluição dos ambientes é um problema de difícil resolução, e o indivíduo é uma peça importante neste processo””, afirma o professor Robson dos Santos, da Ufal.

Pessoas caminham na Praia da Avenida, na região central de Maceió — Foto: Marcelo Brandt/G1

Contaminação que volta ao homem
Mas se engana quem pensa que só as tartarugas se alimentam do plástico que é jogado fora de maneira inadequada. Como o homem faz parte da cadeia alimentar, o plástico que contamina a água e afeta a biodiversidade marinha chega também à nossa alimentação.

Em um relatório divulgado neste ano, a organização não governamental WWF (Fundo Mundial para a Natureza), afirma que a contaminação de macro, micro e nanoplásticos já atinge os solos, águas doces e oceanos. “A cada ano, seres humanos ingerem cada vez mais nanoplástico a partir de seus alimentos e da água potável, e seus efeitos totais ainda são desconhecidos”, diz o documento.

Para tentar mitigar o problema, o Ministério do Meio Ambiente lançou em março deste ano o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar. A agenda do programa também abrange cinco outros temas: resíduos sólidos, recuperação de áreas verdes, qualidade do ar, saneamento e qualidade das águas e áreas contaminadas.

Canudo não é único inimigo
O Instituto Biota resgata e faz diagnóstico da causa da morte de animais que encalham nas praias do litoral de Maceió desde 2010. O presidente do instituto, Bruno Stéfanis, já foi surpreendido pelos objetos encontrados dentro dos animais: cotonetes, tecla de computador e até pedaço de placa de televisão estão na lista.

Para Bruno, eleger um vilão como o canudo plástico não ajuda a discussão sobre o tamanho do problema. Em 2015 viralizou o vídeo de uma tartaruga com um canudo atravessado na narina. A imagem do bicho agonizando de dor enquanto o objeto era retirado com um alicate movimentou uma “guerra anticanudo”.

“A gente não pode eleger um inimigo como o canudo e ir ao mercado e pegar a maior quantidade possível de sacola para trazer as compras. Temos de pensar no nosso consumo como um todo desse material”, diz Bruno.

A utilização de canudos é proibida em estabelecimentos comerciais desde julho de 2018 no Rio de Janeiro, desde 25 de junho na capital São Paulo e desde 13 de julho em todo o estado paulista. No estado de São Paulo a multa pode chegar a R$ 5,3 mil.

Falta de saneamento básico e tumores
O professor Robson utiliza as tartarugas-verde como “sentinela ambiental”. Isso quer dizer que, examinando a saúde das tartarugas, ele consegue aferir como está a qualidade ambiental de uma região.

Em Alagoas, essa qualidade é baixa, em parte porque 83,1% da população não tem coleta e tratamento de esgoto, segundo números de 2019 do Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS).

Uma das consequências desse alto índice é o volume de dejetos que chegam aos rios e ao oceano, e que podem estar relacionados à fibropapilomatose, doença que provoca um tipo de tumor em tartarugas.

Pesquisadores do Laboratório de Biologia Marinha e Conservação do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúda da Ufal desenvolvem atualmente uma pesquisa que pretende investigar as causas dessa doença, e resultados preliminares apontam que a qualidade da água tem sua parcela nisso.

“Os tumores estão sempre ligados à degradação do ambiente costeiro e, em consequência, à qualidade da água. Quanto pior a qualidade, mais tumores. E quanto mais próximo de áreas urbanas, maiores são os problemas. Isso é decorrente da quantidade de população e baixos níveis de saneamento básico. A tartaruga-verde é diretamente afetada pela degradação da água”, afirma Robson.

O problema, segundo o pesquisador, é que estamos indo na direção oposta das soluções.

“A produção e uso de plástico continuam aumentando, e atualmente no mundo nós incineramos mais plástico do que reciclamos. O poder do indivíduo é maior na mitigação deste problema do que em outros casos, pois parte do problema deriva das nossas escolhas do dia a dia, mas nós também precisamos implementar políticas internacionais de combate à poluição por plástico”, diz Robson.

Para o pesquisador, em um nível individual, mais importante do que dar a destinação correta para o plástico que consumimos no dia a dia, é reduzir o consumo.

“A principal mensagem não é necessariamente jogar o lixo no lixo, mas, sim, reduzir o consumo. O plástico é muito difícil de ser manejado e até em lugares que têm uma boa gestão de resíduo sólido há grande poluição por plástico porque ele é leve e durável”, afirma.

Os dados corroboram essa hipótese: a cidade de São Paulo, que é a maior produtora de resíduos —tanto no volume total quanto na geração per capita — recicla apenas 3% do que coleta, segundo levantamento feito pela Associação das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Maceió recicla 3,41% do resíduo que coleta.

Além disso, segundo Robson, um caminho importante seria implementar um sistema de logística reversa para as empresas que produzem produtos que utilizem embalagem plástica, responsabilizando-as, assim, pela reutilização e destinação apropriada do resíduo.

“Como nós vamos lidar com este problema global nos próximos anos pode servir como um termômetro de nossas possibilidades de sucesso na mitigação dos demais problemas ambientais de escala global, como o aquecimento global e a crescente perda da biodiversidade”, conclui o professor.

Fonte: g1.globo.com

Polícia Civil suspeita que acusado de abusos no Guará tenha fugido do DF

Os investigadores solicitaram que o nome do suspeito seja incluído no cadastro nacional de foragidos e aguarda decisão da Justiça

Agentes da 4ª Delegacia de Polícia (Guará) suspeitam que o catequista e instrutor de futebol José Antônio Silva, 47 anos, tenha fugido do Distrito Federal. O homem é procurado há uma semana, suspeito de cometer abusos sexuais contra pelo menos 26 crianças no Guará. Os investigadores solicitaram que o nome do suspeito seja incluído no cadastro nacional de foragidos e aguardam decisão da Justiça.

De acordo com o delegado à frente do caso, Douglas Fernandes, José Antônio tem familiares no Rio Grande do Norte e no Maranhão. Ele não descarta que o acusado tenha fugido para esses estados. Em entrevista ao Correio, o investigador ressaltou que José Antônio estaria sendo ajudado por parentes. “Após a denúncia, ele se escondeu na casa de uma irmã, no Riacho Fundo 2, mas quando chegamos ao endereço, ele havia fugido”, explicou.

A primeira pessoa a procurar os investigadores foi um sobrinho de José Antônio, de 30 anos. Ele teria sido abusado durante a infância e decidiu denunciar o tio após notar a aproximação dele com o filho recém-nascido. “A família está dividida. Muitos não acreditam nos casos de abusos, porém, a maioria das vítimas são parentes do suspeito”, ressaltou Douglas.

Até o momento, os investigadores conseguiram identificar 13 vítimas, que prestaram depoimento na delegacia. Os policiais trabalham para localizar outras seis crianças abusadas, que seriam da escolinha de futebol onde José Antônio ministrava aulas. O depoimento de outras sete vítimas está sendo avaliado. Os investigadores tornaram o caso público na segunda-feira (8/7) e contam com a ajuda da população para encontrar o suspeito.

Ao Correio, conhecidos e pais de vítimas do catequista contaram como ele se aproximava das crianças. Segundo os relatos, por ser religioso, ele ganhou confiança da comunidade e começou a cometer os abusos após as aulas de futebol. Ele levava os meninos para a própria casa, enquanto a esposa trabalhava como professora.

Denuncie
Quem tiver informações sobre o paradeiro de José Antônio Silva pode entrar em contato com a Polícia Civil pelo número de telefone 197. Além disso, as informações podem ser enviadas ao site da corporação (www.pcdf.gov.br) ou pelo e-mail denuncia197@pcdf.gov.br. As denúncias são sigilosas.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/07/10/interna_cidadesdf,769648/policia-civil-suspeita-que-acusado-de-abusos-tenha-fugido-do-df.shtml?utm_source=whatsapp&&utm_medium=whatsapp

Picadas de escorpião no DF crescem 25,6% este ano; aprenda a se proteger

Há 10 dias, um menino de 4 anos morreu após ser picado, mesmo recebendo seis doses de soro em um hospital. É o primeiro registro fatal do ano

O número de pessoas atendidas na rede pública de saúde do Distrito Federal por acidentes com escorpião em 2019 cresceu 25,6% em relação ao ano passado. Até 22 de junho, houve 618 casos, enquanto que, no mesmo período de 2018, foram 495. Há 10 dias, um menino de 4 anos morreu após ser picado, mesmo recebendo seis doses de soro em um hospital. É o primeiro registro fatal do ano. Os dados são da Secretaria de Saúde.

A infestação de escorpiões tem deixado moradores em alerta. Temendo uma fatalidade, alguns até mudam de endereço, como Karla Machado, 39 anos. Ela decidiu se mudar do Conjunto L da QNM 7, em Ceilândia Sul, por causa da alta incidência dos aracnídeos peçonhentos na casa onde morava de aluguel com a filha de 14 anos, e uma neta de 3. “Vivi durante cinco meses na residência e, nessa temporada, matei 10 escorpiões. Eu e a minha família ficamos afugentados, sem sabermos o que fazer para evitar que o animal entrasse em casa. Vedamos portas e janelas, mas eles saíam dos ralos do banheiro e da cozinha”, relata a dona de casa.
Karla começou a notar que o terreno tinha restos de material para construção, onde escorpiões poderiam estar se escondendo. Em uma limpeza com moradores do local, encontrou outros quatro animais. “Na última semana, a minha neta quase pisou em um escorpião filhote. Vi a vida dela ser salva pelo meu cachorro, que a empurrou. Como meu cão é de porte grande, tudo ficou bem. Foi a mão de Deus que nos livrou”, lembra a dona de casa, que se mudou no fim do ano passado.

Esconderijos

Especialista em veneno de escorpiões, a bióloga Elisabeth Ferroni conta que o bicho se esconde em locais escuros, entulhos e materiais de construção. “Tratam-se de ambientes calmos, propícios para os peçonhentos, que gostam de locais secos. Entre as prevenções está, sobretudo, a limpeza do apartamento e das residências, sendo que no último caso, nas áreas externas e internas”, destaca Ferroni, pesquisadora do laboratório de Neurofarmacologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB).
A estudiosa diz ser preciso ter cuidado ao manusear móveis, livros e até na hora de vestir peças de roupas e calçar os sapatos. “O escorpião pode se esconder nos mais variados espaços. A atenção tem que ser redobrada na hora de usar aquele casaco de inverno que estava há mais tempo no guarda-roupa”, salienta Elisabeth Ferroni.

Biólogo da Vigilância Ambiental, Israel Martins Moreira diz que para prevenir o aparecimento dos invertebrados em casa, é necessário vedar as entradas. “Não é apenas usar proteção nas frestas das portas, mas usar telas nas janelas e nos ralos da cozinha, do tanque de lavar roupa e do banheiro. Esses animais usam as tubulações de esgoto e água, assim como os conduítes de energia, para ter acesso ao ambiente que procuram”, adverte o profissional.

Ambos os especialistas frisam que os escorpiões estão em áreas onde há alimento para a espécie, ou seja, insetos. A principal presa destes deles é a barata. “Recomenda-se a dedetização. No entanto, deve-se utilizar insecticidas sólidos, que exterminam parte da população de baratas e não agride o escorpião. Os fumacentos, como os sprays, irritam o animal e, consequentemente, ele sairá do abrigo”, esclarece Israel Moreira. “O sólido não fará o escorpião deixar a tubulação de esgoto, por exemplo. Então, a tendência é que ele morra”, completa.

Caso uma pessoa seja picada, ele tem de procurar imediatamente um hospital público (confira a lista acima). A rede particular não tem soro antiescorpiônicoou contra o veneno de qualquer outro bicho peçonhento. “Se possível, leve uma foto do escorpião, para que o médico faça a melhor avaliação do quadro. A vigilância também pode ser acionada para coletar o cadáver (do bicho), que será levado para estudos técnicos”, finaliza o biólogo.

Socorro

Onde há soro antiescorpiônico:

Hospital Materno Infantil de Brasília
Hospital Regional da Asa Norte
Hospital Regional de Brazlândia
Hospital Regional de Ceilândia
Hospital Regional do Gama
Hospital Regional do Guará
Hospital Regional do Paranoá
Hospital Regional de Planaltina
Hospital Regional de Samambaia
Hospital Regional de Santa Maria
Hospital Regional de Sobradinho
Hospital Regional de Taguatinga

Memória

Christian Silva de Jesus, 4 anos, morreu após ser picado por um escorpião enquanto dormia em casa, na última sexta-feira, em Taguatinga Norte. Os pais do garoto, o serralheiro Juliano de Jesus, 33 anos, e a autônoma Lorraine de Jesus, 27, relataram ao Correio que Christian acordou na madrugada com fortes dores. “Ele estava gritando e balançando a perninha. Eu imaginei que poderia ter sido uma picada de escorpião, porque já fui picado uma vez. Quando eu o tirei da cama, o bicho saiu correndo”, lembrou o pai. Eles moravam na QNF 20, onde há grande reclamações da incidência do animal por parte dos moradores. Os pais decidiram se mudar da região.

Medidas para evitar escorpiões em casa

– Não deixar roupas de cama em contato com o chão
– Colocar telas nas aberturas de ralos, pias ou tanques
– Fechar portas e janelas ao entardecer
– Vedar soleiras de portas e frestas em janelas
– Rebocar paredes e muros, para fechar vãos ou frestas
– Fechar bem o lixo
– Dedetizar para eliminar fontes de alimento do escorpião
– Remover folhagens, arbustos e trepadeiras das paredes externas e dos muros

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/07/04/interna_cidadesdf,767943/picadas-de-escorpiao-no-df-crescem-25-6-este-ano-aprenda-se-proteger.shtml?utm_source=whatsapp&&utm_medium=whatsapp

Superlotação: DF tem 16.766 presos, mais que o dobro da capacidade máxima

Diagnóstico feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao qual o Metrópoles teve acesso, aponta também a falta de investimentos

Com capacidade máxima de abrigar 7.395 presos, o sistema penitenciário do Distrito Federal possui 16.766 detentos. O número de pessoas encarceradas supera em mais de duas vezes a quantidade de vagas, ou seja, a superlotação chega a 9.371 internos.

Os números fazem parte de um levantamento feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em maio deste ano, ao qual o Metrópoles teve acesso. A superlotação nas prisões da capital do país é uma das mais altas do país. A taxa de ocupação atinge o índice de 226,72% .

Desde 2016, o número de vagas nos presídios brasilienses é o mesmo. Na época, a situação já era preocupante e o déficit chegava a 7.563. De lá pra cá, a quantidade de detentos não parou de crescer: subiu de 14.958 para 16.766.

Além da superlotação, o balanço revela a falta de investimentos no sistema penitenciário brasiliense. A execução de recursos federais destinados ao custeio, manutenção e investimentos no sistema carcerário despencou.

Em 2016, dos 44,7 milhões repassados para o GDF, apenas R$ 8,8 milhões foram utilizados — 19,73% do total. Em 2017, 7,97% da verba foi utilizada (R$ 1 milhão de R$ 12,7 milhões disponíveis). Já em 2018, não foi executado nenhum real dos R$ 1,3 milhão à disposição do governo local. Nos três anos, o GDF era comandado por Rodrigo Rollemberg (PSB).

O doutor em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa aponta que a superlotação nos presídios brasilienses é um problema ignorado por diferentes gestões.

“Os números são altos há muito tempo. A última iniciativa para ampliar o número de vagas foi ainda no governo de Agnelo Queiroz e não saiu do papel. Quando a taxa de ocupação chega a 120% já é considerada preocupante. São necessários investimentos”
ANTÔNIO FLÁVIO TESTA, SOCIÓLOGO

O especialista avalia, ainda, que quanto maior o número de presos nas celas maior é dificuldade de gerir os presídios e evitar os conflitos. “A situação de caos pode acirrar as disputas internas. Em Brasília não temos um histórico de violência, mas a precarização da situação nas celas, com duas vezes mais presos do que a capacidade, aumenta a probabilidade de problemas”, disse.

Em fevereiro deste ano, dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelaram que o Distrito Federal ocupa o terceiro lugar no ranking de déficit de vagas no país. A superlotação dos presídios na capital do país ficava atrás, apenas, da situação dos sistemas carcerários de Pernambuco e Roraima.

O outro lado
Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) informou que estão sendo construídos quatro novos Centros de Detenção Provisória. “Previstas para ficarem prontas em um ano, as novas unidades vão disponibilizar 3,2 mil vagas — 800 em cada centro.” De acordo com o texto, também está em andamento a reforma do Bloco 3 do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), que vai aumentar a capacidade da unidade em 625 lugares. A previsão de conclusão das obras, segundo a SSP, é 2019 ainda.

“Além disso, a construção da Penitenciaria do Distrito Federal III (PDF III) vai garantir a abertura de 600 novas vagas no sistema. O início das obras depende de abertura de licitação, a ser feita após conclusão dos projetos complementares de engenharia, que estão sendo elaborados por empresa contratada pela Novacap”, informa o texto.

Sobre a execução dos recursos federais destinados ao DF, a SSP informou que “dos R$ 44 milhões destinados em 2016, R$ 32 milhões estão reservados para a construção da PDF III e, R$ 4 milhões, para o aluguel de escâneres corporais, que está em processo de licitação. Já em 2017, R$ 7 milhões, dos R$ 12,7 milhões repassados, estão destinados à construção de mais um módulo de vivência (bloco) na PDF III e R$ 4 milhões estão reservados para locação de escâneres corporais (em licitação).

A pasta afirmou que os “R$ 1,7 milhões restantes foram utilizados na compra de equipamentos de informática para o sistema penitenciário. Para a execução do investimento de R$ 1,3 milhão, repassado em 2018, está sendo elaborado um termo de referência”.

Facções criminosas
Enquanto a precariedade do sistema penitenciário brasiliense se agrava, a atuação de facções se espalham pelo Distrito Federal. Como mostrou o Metrópoles, dois dos maiores grupos criminosos do país estão em pleno processo de expansão na capital do país.

De acordo com a Polícia Civil, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) concentram-se em seis regiões administrativas. Além dos bandidos que promovem ações violentas nas ruas, os investigadores monitoram pelo menos 310 presos custodiados no Complexo Penitenciário da Papuda.

As duas quadrilhas têm atuação transnacional: agem no comércio de armas, no tráfico de drogas e são apontadas como responsáveis por centenas de homicídios. Além do PCC e do CV, há um outro bando que desperta a atenção da inteligência policial candanga: o Comboio do Cão (CDC). Nascido no Distrito Federal, cresceu de forma isolada e, aparentemente, não tem vínculo com outras organizações.

Alto escalão do crime
Nos últimos meses, Brasília recebeu lideranças do Primeiro Comando da Capital, do Comando Vermelho e da Família do Norte. Todos são considerados detentos de altíssima periculosidade e estão confinados na Penitenciária Federal de Brasília, inaugurada em outubro de 2018. Sob responsabilidade do governo federal, a nova unidade não entra nas estatísticas do sistema carcerário do DF.

O presídio de segurança máxima abriga, desde março, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC. O irmão dele Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, chegou ao DF um mês antes e também está na penitenciária. Os dois somam-se a outras quatro lideranças da facção no complexo.

Na segunda-feira passada (24/06/2019), ocorreu a última transferência, quando 30 criminosos do CV chegaram a Brasília. Do total, 10 permaneceram na capital federal. Suspeitos de organizar uma fuga em massa, eles estavam em presídios do Pará, mas, a pedido do governo do estado, foram transferidos para unidades federais.

Críticas de Ibaneis
A presença deles no DF tem sido alvo de duras críticas feitas pelo Executivo local. O governador Ibaneis Rocha (MDB) declarou que recebeu informações sobre compra de casas, terrenos e, até mesmo, da negociação de postos de combustíveis capitaneada por integrantes de facções criminosas. Ele qualifica a presença de Marcola no DF como algo “inadmissível”.

Na sexta-feira (28/06/2019), o governador em exercício, Paco Britto (Avante), endossou o discurso de Ibaneis e falou das recentes transferências. “O DF está em alerta. É muito preocupante essa movimentação feita pela área federal, principalmente porque Brasília fica exposta. É a capital da República, onde todos os poderes estão sediados, além das representações diplomáticas que mantêm relações com o país”, disse.

“As transferências preocupam e o governador Ibaneis determinou que as forças de segurança intensifiquem as investigações e operações. A PCDF e a PMDF estão fazendo um trabalho qualificado e extremamente importante neste momento”, completou Paco.

O subsecretário do Sistema Penitenciário do DF (Sesipe), delegado Adval Cardoso, afirma que Marcola é considerado um “ídolo” para muitos criminosos. Ele acredita que a custódia do líder do PCC no DF reflete no aumento de faccionados

Fonte: https://www.metropoles.com/distrito-federal/superlotacao-df-tem-16-766-presos-mais-que-o-dobro-da-capacidade-do-sistema-penitenciario?utm_source=WhatsApp&utm_medium=WhatsApp&utm_campaign=Superlota%C3%A7%C3%A3o:%20DF%20tem%2016.766%20presos,%20mais%20que%20o%20dobro%20da%20capacidade%20m%C3%A1xima