Homem entra armado em escola e mata estudante em Alexânia

Segundo testemunhas, a vítima, uma adolescente de 16 anos, recusou um pedido  de namoro do suspeito  compartilhar:
Hellen Leite ,
Deborah Novais – Especial para o    Correio  As aulas na escola foram suspensas Uma adolescente de 16 anos foi morta a tiros, na manhã desta segunda-feira   (6/11),  dentro de uma escola em Alexânia, cidade no Entorno do Distrito Federal. O suspeito é um jovem de 19 anos, que foi preso logo após o crime.
Segundo um ex-funcionário da escola, que trabalhou no colégio até janeiro   deste ano, o rapaz pulou o muro e entrou na sala da garota já atirando.  Raphaella Noviski, aluna do 9º ano da Escola Estadual 13 de Maio, foi  atingida no rosto e morreu na hora.

 Vítima de atirador de Goiânia não quer voltar para escola

colegas-dizem-que-atirador-de-goiania-ameaçava matar-estudante  antes Colegas dizem que atirador de Goiânia ameaçava matar estudantes  As aulas já tinham começado quando o atirador chegou à escola. De acordo com   a Polícia Militar, ele entrou em três salas antes de encontrar a vítima.  Armado com um revólver calibre .32, ele atirou pelo menos sete vezes.

“Segundo os alunos ele chegou a recarregar a arma, que tem espaço para seis   disparos”, informou o subcomandante Lima, do 34º Batalhão de Polícia Militar  de Goiás. A PM informou ainda que o autor dos disparos disse odiar a garota.  Segundo testemunhas, ele queria namorar com a menina, que não aceitou o  relacionamento. Vítima e atirador eram amigos nas redes sociais.

Os parentes da menina foram chamados ao local. Até às 10h, o corpo ainda   estava dentro da sala. As aulas foram suspensas. O atirador foi encaminhado  Segundo testemunhas, a vítima, uma adolescente de 16 anos, recusou um pedido de namoro do suspeito   compartilhar:  <javascript:void(0)> Facebook  <javascript:void(0)> Google+

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 postado em 06/11/2017 09:56 / atualizado em 06/11/2017 11:28
  <mailto:hellenleite.df@dabr.com.br> Hellen Leite ,
<mailto:deborahnovais.df@dabr.com.br> Deborah Novais – Especial para o  Correio 
As aulas na escola foram suspensas Uma adolescente de 16 anos foi morta a tiros, na manhã desta segunda-feira.
(6/11), dentro de uma escola em Alexânia, cidade no Entorno do Distrito
Federal. O suspeito é um jovem de 19 anos, que foi preso logo após o crime.
Segundo um ex-funcionário da escola, que trabalhou no colégio até janeiro.
deste ano, o rapaz pulou o muro e entrou na sala da garota já atirando.
Raphaella Noviski, aluna do 9º ano da Escola Estadual 13 de Maio, foi
atingida no rosto e morreu na hora.
<http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2017/10/22/internas
_polbraeco,635440/vitima-de-atirador-de-goiania-nao-quer-voltar-para-escola.
shtml
>
Vítima de atirador de Goiânia não quer voltar para escola·<http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2017/10/20/internas
_polbraeco,635153/colegas-dizem-que-atirador-de-goiania-ameacava-matar-estud
antes.shtml
> Colegas dizem que atirador de Goiânia ameaçava matar estudantesAs aulas já tinham começado quando o atirador chegou à escola. De acordo com
a Polícia Militar, ele entrou em três salas antes de encontrar a vítima.
Armado com um revólver calibre .32, ele atirou pelo menos sete vezes.
“Segundo os alunos ele chegou a recarregar a arma, que tem espaço para seis
disparos”, informou o subcomandante Lima, do 34º Batalhão de Polícia Militar
de Goiás. A PM informou ainda que o autor dos disparos disse odiar a garota.
Segundo testemunhas, ele queria namorar com a menina, que não aceitou o
relacionamento.Vítima e atirador eram amigos nas redes sociais.

Os parentes da menina foram chamados ao local. Até às 10h, o corpo ainda
estava dentro da sala. As aulas foram suspensas. O atirador foi encaminhado
para a Delegacia de Alexânia. O Grêmio estudantil da escola usou as redes
sociais para prestar solidariedade à família e cobrar mais segurança na
escola.

 Violência nas escolas

O crime em Alexânia ocorre pouco mais de duas semanas depois de
<http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2017/10/20/internas
_polbraeco,635041/aluno-abre-fogo-mata-dois-colegas-e-fere-4-em-escola-de-go
iania.shtml
> um adolescente entrar atirando e matar colegas em um colégio em
Goiânia, no último dia 20. Em junho deste ano,
<http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/11/06/interna
_cidadesdf,638869/homem-entra-atirando-em-escola-e-mata-estudante-em-alexani
a.shtml
> um estudante de 26 anos foi morto com três tiros dentro da sala de
aula, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) Zilda Arns, na Quadra 378 do
Itapoã. O crime aconteceu em 13 de junho, e, segundo a Polícia Militar, o
atirador usava um capuz e fugiu em uma Parati prata.

 
 para a Delegacia de Alexânia. O Grêmio estudantil da escola usou as redes
sociais para prestar solidariedade à família e cobrar mais segurança na
escola.

Violência nas escolas

O crime em Alexânia ocorre pouco mais de duas semanas depois de
um adolescente entrar atirando e matar colegas em um colégio em
Goiânia, no último dia 20. Em junho deste ano,

_cidadesdf,638869/homem-entra-atirando-em-escola-e-mata-estudante-em-alexani
a.shtml> um estudante de 26 anos foi morto com três tiros dentro da sala de
aula, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) Zilda Arns, na Quadra 378 do
Itapoã. O crime aconteceu em 13 de junho, e, segundo a Polícia Militar, o
atirador usava um capuz e fugiu em uma Parati prata.

Butantan fecha parceria com EUA para desenvolver vacina de zika

Instituto receberá US$ 3 milhões de órgão do governo americano.
Parceria é para desenvolvimento de vacina com vírus inativado.
Mariana Lenharo

Imagem feita com crioscopia eletrônica do vírus da zika (Foto: Universidade Purdue/Divulgação)Imagem feita com crioscopia eletrônica do vírus da zika (Foto: Universidade Purdue/Divulgação)
O Instituto Butantan fechou, na sexta-feira (24), uma parceria com os Estados Unidos e com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da zika.

O centro de pesquisa brasileiro deve receber US$ 3 milhões da Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo americano (HHS), para o desenvolvimento de uma vacina de zika com vírus inativado.

O HHS é o órgão equivalente ao Ministério da Saúde dos EUA.

O investimento faz parte de um acordo já existente entre a Barda e a OMS. Além dos US$ 3 milhões provenientes do órgão americano, a OMS também destinará doações de outros países e organizações privadas para expandir a capacidade de produção de vacinas do Instituto Butantan.

Com o dinheiro, o Butantan poderá comprar equipamentos de laboratório, reagentes, linhagens de células e outros recursos necessários para o desenvolvimento e produção da vacina de zika. A parceria também inclui a cooperação técnica entre pesquisadores da Barda e do Butantan.

Vacina de vírus inativado

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, o desenvolvimento da vacina de vírus inativado contra zika já está em desenvolvimento há alguns meses. Pesquisadores do centro já trabalharam no processo de cultura, purificação e inativação do vírus em laboratório. Na fase atual, roedores devem começar a receber os vírus inativados.

O Butantan tem ainda outras três iniciativas de desenvolvimento de vacina contra zika: uma vacina a base de DNA, outra vacina com vírus inativado semelhante à vacina da dengue, além de uma vacina híbrida que tem como base a vacina de sarampo.

“A resposta tem que ser rápida ou o dano vai estar feito e deixará um legado terrível: as crianças com microcefalia”, diz Kalil.

Segundo o diretor, esse desenvolvimento ocorreria de forma mais rápida se houvesse mais recursos disponível. Em fevereiro, o governo federal anunciou um investimento de R$ 8,5 milhões para financiar o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à zika no Instituto Butantan. Mas, segundo Kalil, o recurso ainda não foi liberado.

Vírus já circula em 61 países

Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o vírus da zika como emergência de saúde pública global. O vírus foi associado à microcefalia, uma malformação congênita.

De acordo com boletim da OMS divulgado na semana passada, 61 países e territórios já registram transmissão continuada do vírus da zika. Além disso, outros 10 países tiveram relato de transmissão de zika de indivíduo para indivíduo, provavelmente por via sexual.

O Brasil é o país onde o vírus está mais disseminado, com mais casos de infecção pelo vírus e de microcefalia associada à zika. O país teve 138.108 casos prováveis de zika em 2016 até o dia 7 de maio, segundo o Ministério da Saúde. Em 2016, o país registrou uma morte causada pela doença em um adulto no Rio de Janeiro e, no ano passado, foram 3 mortes de adultos.

Ainda segundo a pasta, são 1.616 casos confirmados de microcefalia desde o início das investigações, em 22 de outubro, até 11 de junho, com 73 mortes de bebês.

Uma chance para tentar

Há quatro anos, Fábio ficou tetraplégico. Quer chegar aos Estados Unidos, para tratamento. As possibilidades de voltar a andar são mínimas, mas ele luta para recuperar o movimento das mãos e voltar a trabalhar

·  Marcelo Abreu

Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press

A dependência de Fábio é diária, nos mínimos detalhes. “Não é justo fazer isso com minha família”, diz

Corria o ano de 2005. Uma amiga de época do ensino fundamental, que há algum tempo ele não via, um belo dia, ligou. Contou o acidente de carro que tinha sofrido. Falou das suas limitações. E de como era complicado viver num mundo não feito para quem não conseguia andar. A amiga ficara tetraplégica, mas já conseguia, com muitos exercícios, movimentar um pouco braços e mãos. Pediu que ele visse, na faculdade onde estudava jornalismo, se o câmpus era adaptado para deficientes. Se havia elevador, rampas, acesso fácil aos banheiros. Prontamente, ele ouviu o desabafo da moça. Emocionou-se. Falou com os seus professores. E ligou em seguida, feliz em poder ajudar a amiga: “Pode vir sem medo. Aqui todo mundo vai te receber bem”.

Animada, a moça foi. Comemoram juntos a chegada dela. Ele a ajudou no dia a dia. A esperança renovada, por mais difícil que fosse refazer planos. No ano seguinte, como essas voltas que a vida dá, era ele, também tetraplégico, que entrava na mesma faculdade numa cadeira de rodas. Em 2008, chegaram ao fim do curso juntos, empurrando suas pernas emprestadas.

Junho de 2006, Copa do Mundo. Brasil e Austrália fazem o segundo jogo do mundial. A casa de um amigo no Lago Sul foi o lugar escolhido para a reunião. Fábio Grando, então com 21 anos, natural de Guaporé (RS), torcedor doente do Grêmio, frequentava o lugar e conhecia bem as dependências dele. Inclusive a piscina. O jogo prosseguiu. O calor estava grande.

Fábio entrou na piscina.“Pulei de ponta e bati no fundo. Lembro da batida, do barulho da cabeça na piscina. Não desmaiei, fiquei consciente, mas não conseguia mais nadar”, lembra. De repente, a piscina ficou escura. Era o sangue da cabeça de Fábio. Um amigo percebeu que alguma coisa tinha acontecido. Pulou na piscina para socorrê-lo. Os amigos ligaram para o Corpo de Bombeiros, que,imediatametne, chegou. Colocaram-lhe um cordão cervical e o levaram para a ambulância. “Ouvia os bombeiros dizendo: ‘Vai devagar’. Não entendia por que falavam aquilo. Eu permaneci consciente o tempo todo.”

Ao chegar ao Hospital de Base (HBDF), Fábio encontrou os pais. “Foi quando consegui relaxar.” O rapaz foi levado às pressas para a emergência. Exames revelaram que ele havia fraturado a medula. E, na emergência do HBDF, ficou por quatro dias, à espera de uma cirurgia e posterior remoção para o Hospital Sarah do Aparelho Locomotor.

Infarto
A mãe, nutricionista, parou de trabalhar e passou a cuidar do filho dia e noite. Um dia, depois do almoço, no quarto do filho, ela se queixou: “Fábio, vomitei tudo. Não tô bem”. Jovem, então com 40 anos, check-up em dia, ela cuidava da alimentação com muita rigidez. Fábio só ouviu o barulho da mãe caindo ao lado da sua cama. Sem mover braços, pernas nem pescoço (apenas movimentava os olhos), ele não entendia o que se passava. Tampouco conseguia chamar alguém.

Uma enfermeira, nessa hora, passou. E socorreu a mãe do rapaz que não conseguia mais nem pedir socorro. Solange Grando teve um infarto. Do Sarah, ela foi levada às pressas para o Instituto do Coração (Incor-DF). Durante o trajeto, sofreu sete paradas cardíacas. Fez cateterismo. Resistiu, sem sequelas. Passou uma semana internada. O pai dele, o comerciante Éder Grando, então com 43 anos, se dividia entre o Incor e o Sarah.

“Se ela não fosse socorrida a tempo, se estievesse na rua, por exemplo, não teria resistido. Precisei ficar assim para salvar a minha mãe. Foi essa a grande lição que tirei disso tudo”, emociona-se Fábio.

O infarto de Solange foi causado pelo esgotamento emocional (estresse), afirmaram os médicos. Em 10 de julho, 22 dias depois do mergulho na piscina, ele foi operado. Colocaram quatro parafusos no pescoço e uma placa de titânio para fixar a vértebra.

No Sarah da Asa Sul, Fábio ficou internado por quatro meses. Voltou para casa, com um colar cervical e numa cadeira de rodas. “O pior momento pra mim foi quando me colocaram nela (na cadeira de rodas). Aí, comecei a perceber o tamanho das minhas limitações”.

Estados Unidos
Começou 2008. Ele voltou à faculdade. Terminou o curso de jornalismo. Sentiu o que sua amiga cadeirante sentia. Formou-se e nunca pôde exercer a profissão. Não consegue ainda mexer as mãos nem as pernas.

A mãe parou de trabalhar de vez. Cuida dele 24 horas. “O que me angustia é essa dependência”, resume.

É por isso que hoje, aos 25 anos, ele tenta chegar a San Diego, nos Estados Unidos. Quer uma vaga no Project Walk — tratamento desenvolvido por um fisioterapeuta daquele país que se baseia na repetição dos movimentos, no método de pilates. “Quero tentar pelo menos mexer um pouco as mãos, ser mais independente, para voltar a trabalhar (antes, ele estudava e trabalhava como assessor de imprensa).“Aí, as pessoas me perguntam: ‘Mas você só quer isso?’ Isso já seria muito. Queria retomar minha vida. Deixar minha mãe desobrigada de me levar ao banheiro, me dar banho e até água na boca. Não é justo o que ela, o meu pai e meu irmão têm passado por mim”.

O tratamento custará US$ 55 mil (cerca de R$ 112 mil). Os amigos que não foram embora se organizam em festas para arrecadar a quantia necessária. Há 20 dias, a campanha Bora, Fabito! foi lançada. Folderes espalhados pela cidade. “Já arrecadamos R$ 3,9 mil. Equivalem a sete dias do meu tratamento”, contabiliza Fábio, cheio de motivação, no blog que criou para contar sua história e luta. “Vou agradecer a cada pessoa que me ajudou.”

Mesmo que nunca mais ande, o que ele quer e sonha é apenas mover as mãos, abrir os dedos, para empurrar sua própria cadeira. Beber água sozinho, escrever sem ajuda do adaptador. Acenar para um amigo na rua. Pouco, muito pouco, para quem não tem ideia disso. Muito, demasiadamente muito, para quem precisa de tão pouco.
SOLIDARIEDADE// Quer ajudar Fábio a tentar? Banco do Brasil – Agência: 3596-3 – Conta Corrente 9411-0 – Blog: www.fabiogrando.blogspot.com

·  Telefone: 9984-1903

Carta Aberta

Carta aberta aos Poderes da República Federativa do Brasil

O Brasil assiste, indignado e assustado, ao aumento crescente da criminalidade, que atinge indistintamente todas as classes sociais e faixas etárias. A violência que a todos choca e leva a tragédia a tantos lares ultrapassou todos os limites. Não é mais possível continuar convivendo com a insegurança e com a barbárie que abalam o cotidiano da população, aceitando-as como se fossem situações normais, que possam fazer parte da vida em comunidade.

Aqui em Brasília, a jovem Maria Cláudia Siqueira Del’Isola foi uma das últimas vítimas dessa escalada da violência, vitimada no interior de sua residência em dezembro passado. Tal fato causou enorme comoção e indignação, convergindo diversos segmentos representativos da sociedade brasiliense para a luta contra a impunidade e busca da efetiva aplicabilidade da Lei Penal brasileira, objetivando proporcionar ao cidadão maior sensação de segurança. Nesse sentido foi criado o Movimento Popular que leva o seu nome. Tem como meta principal dar um basta à violência.

E um basta só se alcança com medidas concretas e com limites rigorosos para o cumprimento das normas de respeito à vida. No momento em que o país se dedica às comemorações do Dia Internacional da Mulher – símbolo histórico da luta contra a violência e a opressão – reivindicamos aos integrantes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário que voltem suas ações para o esforço conjunto de combate à violência em nosso país.

É inegável que a violência – cujas causas, reconhecemos, são múltiplas –, se enraíza na impunidade e na descrença da possibilidade de uma resposta rápida e eficaz do poder público à ação criminosa.

Defendemos, assim, que sejam tomadas medidas emergenciais voltadas para o aperfeiçoamento e a qualificação das instituições de segurança pública, somadas à agilização e modernização do Poder Judiciário, como base de sustentação das medidas cotidianas de cumprimento do respeito à vida.

Exigimos que sejam cumpridas as determinações da Constituição Brasileira, que garante a todo cidadão o direito à vida. Esse direito tem sido negado aos milhares de jovens, crianças, mulheres, pais de família que perdem a vida diariamente para a violência, com a incapacidade de resposta de nossa sociedade à quebra das normas de convívio social.
Entendemos que o direito à vida, garantido pela nossa Carta Magna, está sendo diariamente violado e exige medidas de caráter corretivo, com a revisão das leis e suas aplicações, como forma de desestimular a criminalidade e a impunidade.

Reivindicamos, concretamente:

1 – a não revogação da Lei do Crime Hediondo, no que diz respeito ao homicídio qualificado, um dispositivo legal aprovado por meio de uma lei popular, e que, portanto, não pode ser desrespeitada;

2 – que o Estatuto da Criança e do Adolescente seja reavaliado para sua melhor adequação à realidade atual e não deixar impunes menores que cometam homicídios, a exemplo de países desenvolvidos que não abrem mão do rigor contra a criminalidade juvenil e até infantil;

3 – a efetividade na aplicação da pena, com a retirada do excesso de recursos do Código de Processo Penal;

4 – aperfeiçoar a legislação penal e processual penal, no sentido de lhe conferir maior eficácia, no combate a impunidade;

5 – adequação das leis penais à realidade do país e à necessidade de se fazer justiça e restaurar o valor da vida, desqualificado pela banalização da violência e pelos sucessivos benefícios assegurados aos assassinos, incompatíveis com a gravidade e com as conseqüências dos crimes cometidos;

6 – uma agenda anual no Senado Federal, onde, por meio de audiência pública, possam ser discutidos temas sobre a violência e suas conseqüências, alteração da Lei Penal e da Lei de Contravenções Penais, assim como outros assuntos relacionados com a crescente onda de criminalidade, ocorrida em todos os níveis da sociedade brasileira;

7 – finalmente, aderimos ao movimento Gabriela Sou da Paz, que defende as seguintes propostas, objeto do anteprojeto de lei:

7.1 – Acabar com a aplicação do conceito de “crime continuado” aos casos de homicídio. Pela legislação atual, matar várias pessoas ao mesmo tempo equivale a matar uma só. Exemplo prático: na chacina de Vigário Geral foram assassinadas 21 pessoas, mas a lei unifica essas 21 mortes e considera que os assassinos praticaram um único crime: 21 vidas passam a valer uma só;

7.2 – Acabar com o protesto por novo júri. Embora o código Penal diga que a pena máxima é de 30 anos, na prática ela é muito menor: por mais bárbaro que seja o crime cometido, os juízes não costumam condenar ninguém a mais de 19 anos e alguns meses. Pela legislação atual, se condenado a mais de 20 anos, o réu tem direito imediato a um segundo julgamento, que ainda pode ser postergado por muitos e muitos anos;

7.3 – Positivar no Código de Processo Penal o entendimento sumulado pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, ou seja, que os benefícios sejam concedidos com base na pena aplicada e não com base no limite de 30 anos;

7.4 – Estipular que o trabalho seja condição para a concessão de benefícios. Para que o preso tenha direito aos benefícios, como livramento condicional e aos regimes semi-aberto e aberto, deverá trabalhar. Caso não queira, cumprirá sua pena integralmente. A proposta de estabelecer o trabalho como condição para a concessão de benefícios traz, na prática, grandes vantagens para o preso, porque só o trabalho pode contribuir para sua ressocialização e para uma maior humanização da vida na cadeia. A medida obrigaria o Estado a incluir, nos presídios novos que estão sendo construídos, condições para que esse item possa ser cumprido;

7.5 – Impedir o condenado pela prática de crime hediondo de recorrer em liberdade. Quem já foi condenado a mais de quatro anos de prisão, por qualquer crime, e venha a cometer um crime hediondo, deve cumprir a nova pena em regime integralmente fechado. E aquele que for condenado por crime hediondo, pelo Tribunal do Júri, deve ser imediatamente preso, não podendo recorrer da sentença em liberdade;

7.6 – Não conceder o benefício de indulto ao condenado por crime de tortura e de homicídio qualificado.

Por último, acreditamos que o Congresso Nacional estará engajado nas propostas do Movimento Maria Cláudia e dos demais movimentos voltados para a luta contra a violência e a instituição da cultura da paz, uma vez que é a mais alta Casa da representação popular do Brasil e jamais se ausentou das discussões das grandes questões que afligem o povo brasileiro.

Marco Antônio Almeida Del’Isola
Pai e Professor

Cristina Maria G. Siqueira Del’Isola
Mãe e Professora

Katia Ferreira Lima de Aguiar
Equipe de Sensibilização

Natanry Ludovico Lacerda Osorio
Equipe de Sensibilização

Valéria de Velasco
ONG Convive – Comitê Nacional de Vítimas da Violência