Organização Mundial de Saúde declara pandemia de coronavírus

OMS declara pandemia de coronavírus

Desde o início do mês, o Ministério da Saúde defende que a OMS deveria reclassificar as infecções do coronavírus como pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou a classificação das infecções do coronavírus nesta quarta-feira (11/03). Agora, a entidade reconhece como pandemia o avanço da doença Covid-19.

Desde o início do mês, o Ministério da Saúde defende que a OMS deveria reclassificar a epidemia do vírus. A pasta tem afirmado que o termo deveria ser adotado uma vez que a doença se espalhou em todos os continentes.

Apesar do anúncio, a OMS reforçou que a declaração não implica novas recomendações no combate ao vírus.

A reclassificação ocorre horas após o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarar que a ameaça de uma pandemia do coronavírus se tornou “bastante real”. Até então, ele afirmava, em seguidos pronunciamentos, que a doença poderia ser contida.

Até a última atualização feita pelo Ministério da Saúde com dados das secretarias estaduais de Saúde, o Brasil tinha quase 900 casos suspeitos de coronavírus e 36 confirmados.

Nesta quarta-feira (11/03), uma mulher de Porto Alegre que retornou de uma viagem à Itália e um aluno da Universidade São Paulo (USP) receberam o diagnóstico positivo para a doença.

O Brasil registrou casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Sul e no DF. O primeiro caso no país foi confirmado em 26 de fevereiro, em São Paulo. O país não tem mortes pela doença.

No mundo, há mais de 118 mil casos em 114 países e 4.291 mortes em decorrência da doença. Os sintomas da Covid-19 são semelhantes aos de uma gripe comum na maioria das pessoas e, para evitar a propagação do vírus, os órgãos recomendam medidas de higiene simples, como lavar as mãos regularmente e usar álcool em gel.

De acordo com a OMS, o número de casos, mortes e países afetados deve subir nos próximos dias. Nas últimas duas semanas, a quantidade de ocorrências fora da China aumentou 13 vezes e o de países afetados triplicou.

Veja a diferença entre surto, endemia, epidemia e pandemia:

Surto: ocorre quando há aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica. Para ser considerado surto, deve ter um registro maior do que o esperado pelas autoridades. Por exemplo, aumento expressivo de dengue em um bairro.
Endemia: uma doença é classificada como endêmica (típica) de uma região quando ocorre com muita frequência no local. As doenças endêmicas podem ser sazonais. A febre amarela, por exemplo, é considerada uma doença endêmica da região Norte do país.
Epidemia: a epidemia se caracteriza quando um surto aparece em diversas regiões. Uma epidemia em nível municipal ocorre quando diversos bairros apresentam uma doença; em nível estadual aparece quando diversas cidades têm casos; e a nacional, por fim, é caracterizada quando quando há casos em diversas regiões do país. Por exemplo: 20 cidades decretam epidemia de dengue.
Pandemia: ocorre quando uma doença se espalha por uma grande quantidade de regiões no globo, ou seja, ela não está restrita a apenas uma localidade, estando presente em uma grande área geográfica.

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Layane Dias: “Fiquei paraplégica por causa de um piercing”

O acessório provocou infecção na medula óssea da brasiliense e a deixou dependente de cadeira de rodas

Como toda jovem de 20 e poucos anos, Layane Dias estava ansiosa para iniciar a vida profissional e concretizar o sonho de viajar pelo mundo. Inesperadamente, ela viu seus planos serem interrompidos por um grave problema de saúde: uma infecção na medula óssea causada após colocar um piercing no nariz.

A reação extremamente rara à perfuração, amplamente realizada por jovens e adultos para fins estéticos, quase tirou a vida da brasiliense. Como sequela, a deixou refém de cadeira de rodas. Em entrevista ao Metrópoles, Layane lembra o episódio que chama de “divisor de águas”, e conta como resgatou a autoestima com a ajuda do esporte e das redes sociais.

Aos 22 anos, a moradora de Planaltina não se culpa. Pelo contrário. Lança luz à efemeridade da existência. “Tudo que somos e conhecemos pode mudar em um piscar de olhos. Foi o que aconteceu comigo. Decidi colocar o piercing em junho de 2018. Uma semana após a aplicação, notei uma bolinha vermelha ao lado do acessório. Não levei a sério por deduzir ser uma espinha. Mal sabia que aquele era o primeiro indício de uma severa infecção”, rememora.

O primeiro sinal de que algo não estava bem veio em forma de inflamação no nariz, tratada por Layane como espinha. “Sorte que não a estourei! Se tivesse mexido nela, a infecção poderia ter se espalhado para a face”, revela
Em uma semana, a suposta espinha desapareceu, mas outro sintoma, mais intenso e doloroso, veio à tona. “Comecei a sentir fortes dores nas costas e no pescoço. Creditei o desconforto a uma noitada de curtição que tive com as amigas. Nunca imaginei que o incômodo pudesse estar atrelado ao acessório”, revela.

A intensidade dos incômodos se agravou. Layane decidiu ir ao médico pela primeira vez após a aplicação do adereço. “Fizeram um raio-X, que não apontou nada, mas eu sentia muita dor”. Ela tomou um coquetel de remédios e uma injeção para aliviar o mal-estar e voltou para casa, sem grandes respostas em relação às possíveis causas do desconforto.

Dias depois, após se consultar com outros médicos e, mesmo assim, não se sentir melhor, a jovem sentiu as pernas fraquejarem e pediu ajuda à mãe para tomar banho. Em seguida, foi a uma igreja perto de casa. Espirituosa, pediu para que o desconforto cessasse. “Quando voltei, a dor estava insuportável. Deitei e dormi. Quando acordei, naquela tarde, não senti mais as minhas pernas.”

Cinquenta e sete dias de internação
Naquele momento, a jovem foi levada às pressas ao Hospital de Base, onde há melhores equipamentos, se comparado ao Hospital Regional de Planaltina, frequentado por ela anteriormente. No centro de saúde, fizeram uma bateria de exames e identificaram uma infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, que pode causar mazelas em diferentes níveis ao atingir a corrente sanguínea. À época, a jovem não podia suspeitar que aquele era o início de uma jornada de 57 dias de internação.

Layane passou por uma ressonância magnética que alertou a presença de 500 mililitros de pus em três vértebras da medula espinhal. Ela passou por uma cirurgia de urgência para a retirada do líquido. Após a intervenção cirúrgica, foi diagnosticada com paralisia nas pernas.

“Estava muito assustava e sem saber o que havia motivado a paralisia. Só associei a lesão ao piercing quando o médico perguntou se tive alguma ferida recente no nariz, porque essa bactéria é comumente desenvolvida nas fossas nasais. Foi então que contei a ele que havia colocado o acessório, no mês anterior”, recorda.

“Ao ouvir minha resposta, ele disse: o adereço foi a porta de entrada da bactéria no seu corpo. Aquelas palavras me deixaram devastadas”, relata.

O quadro começou a fazer sentido para Layane quando ela se lembrou de ter tido sangramento no momento da perfuração do piercing, fato que indica que o profissional que aplicou o acessório atingiu um de seus vasos sanguíneos. Outro detalhe que, até então, havia passado despercebido por ela era a qualidade da joia. “Quando mostrei a peça ao médico, ele afirmou que tratava-se de uma bijuteria enferrujada”, relembra.

Segundo o infectologista Alberto Chebabo, do Laboratório Exame, um piercing, mesmo esterilizado, pode ser a porta de entrada ideal para bactérias como a Staphylococcus aureus, um micro-organismo invasivo que, em casos severos, pode causar septicemia (infecção generalizada).

“Casos como o dessa paciente são raros, mas possíveis. Muitos subestimam as complicações de um piercing. Não deveriam. Além de realizar o procedimento em estúdio seguro, é preciso ter atenção à limpeza em casa para garantir a cicatrização correta”, alerta o especialista.

Essa bactéria ganhou grande destaque na mídia ao causar a morte de Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2019. O menino faleceu justamente por uma infecção generalizada provocada pelo micro-organismo.

Nova vida
“Quando estava prestes a sair do hospital, uma psicóloga veio conversar comigo. Contei a ela que tinha medo dos outros sentirem pena de mim. Foi quando ela me disse: ‘as pessoas só sentem pena de cadeirantes tristes. Por isso, demonstre alegria’. Aquilo mexeu comigo.”

Após os quase dois meses de internação, Layane teve que reaprender a viver na cadeira de rodas. “Sempre fui muito vaidosa e não pensei que poderia ser plenamente feliz sem andar. Mas o incidente veio acompanhado de muita maturidade. Revi vários conceitos e me tornei uma pessoa melhor. Hoje, posso dizer que a minha menor mudança foi a paralisia”, diz.

Apesar de perder o namorado – que não deu apoio à companheira -, ver a mãe largar o emprego para cuidar dela e interromper o curso universitário de Recursos Humanos, a jovem mantém sorriso fácil e otimismo. Compartilha toda essa boa energia no Instagram, rede social na qual é seguida por 55 mil pessoas.

“Decidi relatar o meu caso e abrir o meu perfil quando completei seis meses como paraplégica. O resultado? Dormi com dois mil seguidores e acordei com 16 mil. Muitas pessoas se chocaram e compartilharam a minha história, que viralizou. Daí em diante, a página só prosperou.”

Além de dividir o dia a dia e receber mensagens motivacionais na plataforma, Layane se ampara no esporte para sentir-se bem e resgatar a autoestima. Pratica handebol, natação e basquete ao lado de outros cadeirantes. Faz, também, sessões frequentes de fisioterapia. Contrariando as expectativas médicas, ela crê que voltará a andar.

“Tenho muitos sonhos. Quero voltar a andar, conhecer o mundo, terminar o curso de Recursos Humanos e me tornar uma porta-voz de superação. Este é só o começo”, acredita.

Até pouco tempo, Layane não planejava tomar nenhuma medida contra o profissional responsável por colocar o piercing. No entanto, reavaliou a postura e, agora, cogita processá-lo. “Eu optei por não falar sobre ele até o momento. Pensava: ‘isso não me fará voltar a andar’. Porém, venho analisando a possibilidade de mover um processo com a ajuda de um advogado. Afinal, outros clientes podem estar correndo risco e, caso ganhe, a indenização ajudará nos custos dos meus tratamentos”, afirma.

Ela vive com a mãe, o tio e avó em uma casa em Planaltina, uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Atualmente, a única renda da família é a aposentadoria da anciã.

Cuidados redobrados
O quadro de Layane Dias é extremo, mas sequelas um pouco menos graves, como deformidades, não são incomuns em pacientes com piercings inflamados.

A bacharel em direito Fernanda Lisboa, 24, é uma das jovens que vivenciou o problema. Após aplicar o quinto adorno no corpo, desta vez orelha, a brasiliense sentiu a região vermelha, inchada e latejando no dia seguinte à aplicação. “Como estava acostumada com piercings, sabia que a reação não era normal. Tirei a joia, mas as dores não amenizaram”.

A bacharel em direito Fernanda Lisboa ficou com a orelha deformada após infecção por piercing
“Tomei diversos antibióticos e drenei a orelha algumas vezes, mas nada resolvia permanentemente. Até que tive que ser internada. Passei 12 dias no hospital e fiz uma cirurgia para retirada da cartilagem necrosada”, conta. Os médicos acreditam que o problema, manifestado tão rapidamente, tenha sido provocado por falta de higiene por parte do profissional que realizou a perfuração

À época, o episódio afetou drasticamente a autoestima de Fernanda. “Com o tempo, aprendi a lidar com a situação e, atualmente, sou muito bem resolvida com ela. Só não quero mais saber de piercings”, garante, afirmando que não cogita realizar cirurgia reparadora para melhorar a estética da orelha.

Cícero Freitas, profissional com 35 anos de experiência em tatuagens e piercings e dono do estúdio Cicero Tattoo, dá alguns conselhos para evitar problemas com a perfuração. “É muito importante escolher um estúdio de confiança e que siga as regras de assepsia”, aconselha.

De acordo com o especialista, outra dica importante é não descuidar em casa. “Em alguns casos, os clientes adquirem infecções pelo mal cuidado em domicílio. Por isso, é extremamente relevante atentar-se à higienização”, finaliza.

Para quem curte o acessório, mas tem receio de furar, uma boa opção são os piercings de pressão, encontrados facilmente em joalherias e lojas de bijuteria país afora.


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Começa hoje a segunda fase da vacinação contra o sarampo


A segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa nesta segunda-feira (18) em todo o país. As pessoas, na faixa etária de 20 a 29 anos de idade, são o alvo desta etapa.

De acordo com o último boletim epidemiológico sobre sarampo do Ministério da Saúde, esta faixa etária é a que mais acumula número de casos da doença. Nos últimos 90 dias de surto ativo, foram confirmados 1.729 casos em pessoas de 20 a 29 anos.

O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que um dos motivos é que esse público não tomou a vacina em nenhuma fase da vida e, se tomou, não voltou para aplicar a 2ª dose, necessária para a proteção.

Para atingir essa faixa etária, o ministério adotou algumas estratégias. Uma delas é a realização da segunda fase da campanha de vacinação em locais de grande circulação dessas pessoas. A ação será realizada em conjunto pelas três níveis de governo: federal, estadual e municipal.
Começa hoje a segunda fase da vacinação contra o sarampo –

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/11/18/interna-brasil,807193/comeca-hoje-a-segunda-fase-da-vacinacao-contra-o-sarampo.shtml

Infecção por sarampo destrói a memória do sistema imune para outras doenças

Não vacinar contra a doença pode deixar a criança vulnerável não só ao sarampo como a várias outras

Na onda do movimento antivacina em todo o mundo e do ressurgimento de casos de sarampo, dois estudos publicados nesta quinta-feira (31), nas revistas Science e Science Immunology mostram que não vacinar contra a doença pode deixar a criança vulnerável não só ao sarampo como a várias outras doenças no longo prazo.As pesquisas feitas de modo independente com 77 crianças não vacinadas – antes e depois de a comunidade na Holanda onde moram sofrer um surto de sarampo – observaram que a infecção por sarampo acaba enfraquecendo o sistema imune contra outros vírus e bactérias por até três anos depois de os sintomas do sarampo sumirem.Ocorre o que os cientistas chamaram de “amnésia imune”. Ou seja, o vírus “apagou” a memória que as crianças tinham contra doenças com as quais elas já tinham tido contato previamente. É essa memória que permite que o corpo se lembre de encontros anteriores com vírus e bactérias e possa reagir, evitando novas infecções.O trabalho publicado na Science por pesquisadores do Instituto Médico Howard Hughes, de Boston, da Escola de Medicina de Harvard e outras instituições dos Estados Unidos, da Holanda e da Finlândia, descobriu que o sarampo dizimou de 11% a 73% do repertório de anticorpos das crianças dois meses depois da infecção.

Elas ficaram quase tão vulneráveis quanto um recém-nascido, que não têm ainda esses anticorpos. São os anticorpos que temos que nos protegem, por exemplo, de ter de novo uma catapora, herpes ou uma pneumonia que já tenha nos afligido no passado. Mas nos infectados por sarampo, isso some por um tempo. Os pesquisadores também checaram o sistema imune de crianças vacinadas contra o sarampo e não observaram essa perda no resto do sistema imune.”Imagine que sua imunidade contra patógenos é como carregar um livro de fotografias de criminosos e alguém faz um monte de buracos neles”, comentou o primeiro autor do estudo, Michael Mina, pesquisador de pós-doutorado na Escola Médica de Harvard e do Brigham and Women’s Hospital na época do estudo, e agora professor assistente de epidemiologia no Escola de Saúde Pública de Harvard.”Seria muito mais difícil reconhecer esse criminoso se você os visse, especialmente se os buracos fossem feitos sobre características importantes de reconhecimento, como olhos ou boca”, exemplificou Mina em comunicado à imprensa.A prática clínica e outros estudos já tinham indicado que crianças e adultos infectados com sarampo passam por um processo de imunodepressão. Elas ficam por algum tempo mais suscetíveis a outras doenças depois de se contaminarem. Os trabalhos de agora conseguiram ver como isso ocorre.A “sorte” foi eles terem conseguido trabalhar com um grupo muito específico, do qual foi possível obter dados antes e depois da infecção. Em 2013, o pesquisador Rik de Swart, do Erasmus University Medical Center, de Rotterdam, havia coletado amostras de sangue de 77 crianças não vacinadas de uma comunidade ortodoxa protestante.Pouco tempo depois, o local teve um surto de sarampo. Ele voltou lá e coletou novas amostras. Entre a primeira e a segunda visita, passaram-se dez semanas. Anos depois, com uma nova tecnologia de detecção de vírus chamada VirScan, Stephen Elledge, geneticista do Howard Hughes, e colegas avaliaram o material. Como era de se esperar, havia nas amostras anticorpos para sarampo, mas praticamente todos os outros tinham desaparecido.O outro estudo, publicado na Science Immunology, usou os mesmos dados coletados por Swart e complementou o achado ao analisar especificamente o impacto sobre as células B do sistema imunológico. “Essas são as células produtoras de anticorpo, de memória – aquelas células que já foram previamente ativadas e que por isso, ao serem desafiadas novamente pelo antígeno, conseguem responder mais rapidamente e melhor”, explicou ao Estado a pesquisadora Ana Paula Lepique, do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.”As células B sofrem uma alteração no seu repertório. Ou seja, células de memória que respondiam a vários antígenos ao qual a pessoa já havia sido exposta morrem, e deixam essa pessoa sem imunidade contra esses antígenos. Por outro lado, a resposta contra o sarampo durante a infecção é forte, e quando se examina a população de células B de memória, várias delas são específicas para sarampo”, resumiu Ana Paula.Por conta disso, nesse período de dois a três, a pessoa pode pegar várias doenças que já tinha pego antes, mas sarampo não mais. Depois das novas infecções, porém, o corpo volta a ter anticorpos.Importância da vacinaçãoOs resultados reforçam a importância da vacinação ampla não só para prevenir sarampo, mas para evitar o enfraquecimento da “imunidade do rebanho” a outros tipos de patógenos.Depois de os casos da doença terem despencado em todo o mundo em razão de campanhas bem-sucedidas de vacinação, vários países, como o Brasil, voltaram a viver uma epidemia de sarampo. De acordo com o Ministério da Saúde, há casos de transmissão ativa em 19 Estados do País. Dos casos confirmados, 90,5% estão em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o número de casos em São Paulo é de 10.620, com 13 óbitos. Nos Estados Unidos, foram relatados 1.250 neste ano até o início do mês.”No fim, é simples. Existe uma vacina contra sarampo, que é eficiente e que protege contra a infecção. Se a criança não for vacinada, ela pode ser infectada – vamos lembrar que sarampo é muito contagioso -, e se ela for infectada, perde boa parte da sua resposta imune de memória. Não vacinar uma criança contra sarampo a expõe ao sarampo e, ainda se ela se recuperar, estará exposta a outras doenças secundárias devido à amnésia imunológica causada pelo sarampo”, comenta Ana Paula.Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim), reforça que a vacinação tem importância não só individual, mas coletiva. “O sarampo não atinge só crianças, mas adultos também. E aqueles que por algum motivo já são imunodeprimidos e não podem ser vacinados correm risco de morrer, porque o sarampo vai impactar ainda mais sua resposta imunológica”, diz.Se a maior parte das pessoas está vacinada, os riscos de infecção dessas pessoas que não podem tomar a vacina é menor. O contrário também é verdade. “Se não tivermos uma cobertura vacinal de 95% da população, a gente deixa desprotegidas justamente essas pessoas. Que são as com maior chance de morrer”, explica. “É responsabilidade de todos nós.”

Fonte: oliberal.com

Brasiliense de 8 anos fica à beira da morte por brincar com slime

Mãe da garota fez relato emocionante sobre o caso nas redes sociais. À reportagem, ela disse que a menina se recupera do susto

hamires Ximenes viveu momentos de tensão nos últimos dias. A influenciadora digital viu a filha Laysla, de 8 anos, ser internada na unidade de terapia intensiva (UTI) após surgimento de uma série de sintomas, entre eles, reações alérgicas graves e insuficiência renal. A causa dos problemas? Um dos componentes do slime, “geleca” multicolorida que é sensação entre a criançada.

“Uma brincadeira comum entre crianças, que para muitos parece inofensiva, se tornou motivo de muita dor e angústia para nossa família”, desabafou a mãe em seu perfil no Instagram.

“Desde quando a fabricação caseira virou febre, Laysla passou a ‘fabricar’ slime com frequência e há muito tempo vem reclamando de dores na barriga. Depois, apareceram diversas manchas na pele”, acrescentou a influenciadora.

“Na semana retrasada, as dores [abdominais] aumentaram e corremos para a emergência com ela chorando de dor. Fomos informados que ela estava com menos de 40% da função renal. As lágrimas e o desespero tomaram conta de todos”, prosseguiu.

Após diversos exames e consultas, a causa dos sintomas foi detectada. “No 7º dia de internação, enfim conseguimos entender o motivo de tudo: INTOXICAÇÃO POR ÁCIDO BÓRICO, no tal do ‘ATIVADOR’ do slime caseiro (bórax, talco ou água boricada)”, escreveu.

Em entrevista ao Metrópoles, a mãe disse que foi apenas um susto e garantiu que a menina passa bem. “Agora, ela está livre das dores e manchas, mas foi um sufoco. Já tinha lido em diversas matérias que o tal do bórax é prejudicial à saúde, por isso optávamos por fazer a geleca sempre com água boricada. Foi uma surpresa saber que o componente também é nocivo”, conta.

O relato de Thamires causou burburinho nas redes sociais e, até o momento, acumula mais de 2,5 mil comentários. “A repercussão do post me surpreendeu. Torço para que a mensagem sirva de alerta e alcance centenas de milhares de pessoas”, exclama.

Este não é o primeiro caso de intoxicação por slime. Em maio, uma criança de 12 anos foi internada em São Paulo após manusear o famoso brinquedo. A menina ficou internada em hospital na zona sul da cidade por mais de uma semana.

A garota deu entrada no centro clínico apresentando vômitos e gastroenterite, segundo a Record TV. Exames identificaram uma reação alérgica causada pela substância bórax.

Para saber mais sobre os riscos eminentes do slime, clique aqui.

Fonte: metropoles.com

Gêmeas siamesas separadas no DF dão primeiros passos sozinhas

Mãe das meninas gravou momento familiar em que as duas mostram desenvoltura para percorrer pequenas distâncias sem perder o equilíbrio.

Cinco meses depois da cirurgia na qual foram separadas, as gêmeas siamesas brasilienses Mel e Lis estão dando os primeiros passos sozinhas. Na última sexta-feira (27/09/2019), a mãe das meninas, Camilla Vieira Neves, 25 anos, gravou vídeos caseiros em que elas mostram autonomia para percorrer pequenas distâncias sem precisar de auxílio para manter o equilíbrio.

Além dos familiares, a equipe médica que realizou a separação das gêmeas craniópagos comemorou o progresso no desenvolvimento das meninas. “Significa que a recuperação delas está indo muito bem e que devem cumprir nossa expectativa de que não apresentem sequelas”, informou o neurocirurgião Benício Oton de Lima, que comandou a equipe que fez a separação das gêmeas. O procedimento, de alta complexidade e inédito no país, foi realizado em 27 de abril de 2019 no Hospital da Criança de Brasília.

Mel e Lis, que nasceram unidas pela parte da frente da cabeça, completam um ano e quatro meses na terça-feira (01/10/2019). As duas continuam a cumprir uma rotina de cuidados no Hospital da Criança. As meninas frequentam a unidade médica duas vezes por semana para sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

O médico Benício Oton de Lima lembra que, antes da cirurgia, elas tentavam engatinhar e não conseguiam justamente por conta da condição em que nasceram. “O desenvolvimento motor delas está compatível com crianças da mesma faixa etária, isso nos deixa muito esperançosos”, afirmou

A nova etapa emocionou a mãe das meninas. “Eu sempre sonhei com o dia em que elas seriam crianças normais. Vê-las andando sozinhas foi muito especial”, afirmou Camilla.

Fonte: metropoles.com

Contaminação por bactéria leva Anvisa a determinar suspensão de comercialização de lenços umedecidos

Medida atinge dois lotes das marcas Huggies Max Clean e Baby Wipes. Problema foi identificado pela própria empresa fabricante, a Kimberly-Clark, que disse que a bactéria não oferece riscos para pessoas saudáveis

SÃO PAULO – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização e da distribuição de dois lotes de lenços umedecidos de duas diferentes marcas. Os produtos devem ser recolhidos voluntariamente após verificação de contaminação pela bactéria Enterobacter gergoviae. A medida atinge o lote 219/2019 da marca Huggies Max Clean e o lote 024/2019 da marca Baby Wipes.
O problema foi identificado pelo controle de qualidade da própria empresa, que o comunicou à Anvisa
Segundo a Anvisa, os produtos são de fabricação da Kimberly Clark Brasil Indústria e Comércio de Produtos de Higiene Ltda. Em nota, a agência disse que o problema foi identificado pelo controle de qualidade da própria empresa, que o comunicou à Anvisa. Segundo a empresa, a bactéria identificada não oferece riscos para pessoas saudáveis, mas pode causar infecções mais graves em pessoas que estejam com o sistema imunológico debilitado.

Em nota publicada em seu site, a Kimberly Clark informou que, em casos extremos em pessoas hospitalizadas, a infecção pode se tornar severa e requerer assistência médica adicional para se evitar risco de vida. A empresa ofereceu o telefone 0800 709 5599 para informações aos consumidores e o site kimberly-clark.com.br/contato. “A Kimberly-Clark afirma que este chamamento não representa qualquer custo ao consumidor e reforça seu comprometimento com a qualidade de seus produtos e responsabilidade com a satisfação de seus consumidores”.

Fonte: www.estadao.com.br

Picadas de escorpião no DF crescem 25,6% este ano; aprenda a se proteger

Há 10 dias, um menino de 4 anos morreu após ser picado, mesmo recebendo seis doses de soro em um hospital. É o primeiro registro fatal do ano

O número de pessoas atendidas na rede pública de saúde do Distrito Federal por acidentes com escorpião em 2019 cresceu 25,6% em relação ao ano passado. Até 22 de junho, houve 618 casos, enquanto que, no mesmo período de 2018, foram 495. Há 10 dias, um menino de 4 anos morreu após ser picado, mesmo recebendo seis doses de soro em um hospital. É o primeiro registro fatal do ano. Os dados são da Secretaria de Saúde.

A infestação de escorpiões tem deixado moradores em alerta. Temendo uma fatalidade, alguns até mudam de endereço, como Karla Machado, 39 anos. Ela decidiu se mudar do Conjunto L da QNM 7, em Ceilândia Sul, por causa da alta incidência dos aracnídeos peçonhentos na casa onde morava de aluguel com a filha de 14 anos, e uma neta de 3. “Vivi durante cinco meses na residência e, nessa temporada, matei 10 escorpiões. Eu e a minha família ficamos afugentados, sem sabermos o que fazer para evitar que o animal entrasse em casa. Vedamos portas e janelas, mas eles saíam dos ralos do banheiro e da cozinha”, relata a dona de casa.
Karla começou a notar que o terreno tinha restos de material para construção, onde escorpiões poderiam estar se escondendo. Em uma limpeza com moradores do local, encontrou outros quatro animais. “Na última semana, a minha neta quase pisou em um escorpião filhote. Vi a vida dela ser salva pelo meu cachorro, que a empurrou. Como meu cão é de porte grande, tudo ficou bem. Foi a mão de Deus que nos livrou”, lembra a dona de casa, que se mudou no fim do ano passado.

Esconderijos

Especialista em veneno de escorpiões, a bióloga Elisabeth Ferroni conta que o bicho se esconde em locais escuros, entulhos e materiais de construção. “Tratam-se de ambientes calmos, propícios para os peçonhentos, que gostam de locais secos. Entre as prevenções está, sobretudo, a limpeza do apartamento e das residências, sendo que no último caso, nas áreas externas e internas”, destaca Ferroni, pesquisadora do laboratório de Neurofarmacologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB).
A estudiosa diz ser preciso ter cuidado ao manusear móveis, livros e até na hora de vestir peças de roupas e calçar os sapatos. “O escorpião pode se esconder nos mais variados espaços. A atenção tem que ser redobrada na hora de usar aquele casaco de inverno que estava há mais tempo no guarda-roupa”, salienta Elisabeth Ferroni.

Biólogo da Vigilância Ambiental, Israel Martins Moreira diz que para prevenir o aparecimento dos invertebrados em casa, é necessário vedar as entradas. “Não é apenas usar proteção nas frestas das portas, mas usar telas nas janelas e nos ralos da cozinha, do tanque de lavar roupa e do banheiro. Esses animais usam as tubulações de esgoto e água, assim como os conduítes de energia, para ter acesso ao ambiente que procuram”, adverte o profissional.

Ambos os especialistas frisam que os escorpiões estão em áreas onde há alimento para a espécie, ou seja, insetos. A principal presa destes deles é a barata. “Recomenda-se a dedetização. No entanto, deve-se utilizar insecticidas sólidos, que exterminam parte da população de baratas e não agride o escorpião. Os fumacentos, como os sprays, irritam o animal e, consequentemente, ele sairá do abrigo”, esclarece Israel Moreira. “O sólido não fará o escorpião deixar a tubulação de esgoto, por exemplo. Então, a tendência é que ele morra”, completa.

Caso uma pessoa seja picada, ele tem de procurar imediatamente um hospital público (confira a lista acima). A rede particular não tem soro antiescorpiônicoou contra o veneno de qualquer outro bicho peçonhento. “Se possível, leve uma foto do escorpião, para que o médico faça a melhor avaliação do quadro. A vigilância também pode ser acionada para coletar o cadáver (do bicho), que será levado para estudos técnicos”, finaliza o biólogo.

Socorro

Onde há soro antiescorpiônico:

Hospital Materno Infantil de Brasília
Hospital Regional da Asa Norte
Hospital Regional de Brazlândia
Hospital Regional de Ceilândia
Hospital Regional do Gama
Hospital Regional do Guará
Hospital Regional do Paranoá
Hospital Regional de Planaltina
Hospital Regional de Samambaia
Hospital Regional de Santa Maria
Hospital Regional de Sobradinho
Hospital Regional de Taguatinga

Memória

Christian Silva de Jesus, 4 anos, morreu após ser picado por um escorpião enquanto dormia em casa, na última sexta-feira, em Taguatinga Norte. Os pais do garoto, o serralheiro Juliano de Jesus, 33 anos, e a autônoma Lorraine de Jesus, 27, relataram ao Correio que Christian acordou na madrugada com fortes dores. “Ele estava gritando e balançando a perninha. Eu imaginei que poderia ter sido uma picada de escorpião, porque já fui picado uma vez. Quando eu o tirei da cama, o bicho saiu correndo”, lembrou o pai. Eles moravam na QNF 20, onde há grande reclamações da incidência do animal por parte dos moradores. Os pais decidiram se mudar da região.

Medidas para evitar escorpiões em casa

– Não deixar roupas de cama em contato com o chão
– Colocar telas nas aberturas de ralos, pias ou tanques
– Fechar portas e janelas ao entardecer
– Vedar soleiras de portas e frestas em janelas
– Rebocar paredes e muros, para fechar vãos ou frestas
– Fechar bem o lixo
– Dedetizar para eliminar fontes de alimento do escorpião
– Remover folhagens, arbustos e trepadeiras das paredes externas e dos muros

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/07/04/interna_cidadesdf,767943/picadas-de-escorpiao-no-df-crescem-25-6-este-ano-aprenda-se-proteger.shtml?utm_source=whatsapp&&utm_medium=whatsapp

Menino de 4 anos morre após ser picado por escorpião em casa

Vizinhos do garoto reclamam que é comum encontrar o animal peçonhento na região. Garoto morava na QNF 20 de Taguatinga

Um menino de 4 anos morreu após ser picado por um escorpião enquanto dormia em casa, na última sexta-feira (28/6), em Taguatinga. Christian Silva de Jesus foi encaminhado para o Hospital Regional de Taguatinga, onde passou cerca de 15 horas sendo tratado. Moradores da QNF 20, onde o garoto vivia, reclamam que é comum encontrar o animal peçonhento na região.

Os pais dos menino, o serralheiro Juliano de Jesus, 33 anos, e a autônoma Lorraine de Jesus, 27, contam que Christian acordou na madrugada com fortes dores na perna. “Quando eu levantei, ele estava gritando e balançando a perninha. Eu já imaginei que poderia ter sido uma picada de escorpião, porque já fui picado uma vez. Quando eu o tirei da cama, o bicho saiu correndo”, lembra.

A mãe, Lorraine, afirma que eles deram entrada no hospital por volta de 1h, mas, no atendimento, os médicos informaram que só havia duas doses do soro necessário para tratar a picada e Christian precisava de pelo menos três delas. “O médico teve que ir atrás do resto e conseguiu no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Eram quase 4h quando eles foram aplicar. Nisso, ele já tinha delirado e vomitado várias vezes”, comenta. O garoto precisou tomar cinco doses de soro para escorpião, mas morreu por volta das 16h50.

Comum na região

Moradores da região relatam que é comum vizinhos encontrarem escorpiões dentro de casa. Juliano guarda um pote cheio deles. A técnica Meire Neves Pereira, 46, uma das vizinhas do casal, diz que já encontrou pelo menos três na residência dela. “Tem muito por aqui. O povo reclama. Tenho um pote com os que eu achei”, diz. Meire ainda comenta que profissionais da Vigilância Ambiental estiveram no local hoje de manhã após o acidente com Christian.

A Secretaria de Saúde informou que a Vigilância monitora a distribuição temporal e espacial da população de escorpiões e de acidentes, além de promover ações de prevenção e controle. “O atendimento à população é feito por demanda passiva, ou seja, a população aciona o serviço de saúde (telefone: 2017-1343 ou 160) para que as providências sejam tomadas”, complementou.

Até março deste ano, 344 pessoas foram atendidas na rede pública de saúde do DF após serem picadas por escorpião. Em 2018, foram 1.286 casos. As vítimas de acidentes por animal peçonhento devem procurar a emergência dos hospitais ou da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O centro de informações tóxicas também está disponível no número 0800-644-6774 para primeiras orientações sobre os acidentes.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/07/01/interna_cidadesdf,767138/menino-de-4-anos-morre-apos-ser-picado-por-escorpiao-em-casa.shtml