Bebê de 3 meses é raptada no centro de Brasília e polícia busca suspeita

A mãe teria deixado a bebê aos cuidados de uma mulher enquanto fazia uma consulta em clínica de exame admissional

postado em 29/06/2017 11:58 / atualizado em 29/06/2017 14:27
Thiago Soares

A Polícia Militar do Distrito Federal investiga o suposto rapto de uma criança de 3 meses, por volta das 10h30 desta quinta-feira (29/6), em uma clínica de exame admissional localizada no Conic, no centro do Plano Piloto.

A mãe teria deixado a filha aos cuidados de uma mulher desconhecida enquanto era atendida. Segundo ela contou à polícia, quando voltou para buscar a menina, não viu mais nem a mulher que ofereceu ajuda nem a criança.

Uma cunhada da mãe disse ao Correio que a suspeita se apresentou a ela alguns dias atrás em um posto de saúde em Sobradinho. Na ocasião, prometeu emprego à mulher. Por conta dessa promessa, as duas teriam ido à clínica. A movimentação de policiais e curiosos é grande em frente ao Edifício Boulevard, onde fica o estabelecimento.

Identidade da suspeita
A polícia conta com imagens da sequestradora feitas por câmeras instaladas no prédio. Imagens do circuito de segurança mostram mãe e suspeita chegando ao prédio da agência e, depois, a suposta sequestradora saindo com a criança no colo.

Segundo a PM, graças às imagens e à descrição da mãe, foi possível chegar à identidade de uma mulher, tratada agora como suspeita. Baseados nessas informações, os policiais tentam encontrá-la e recuperar a criança.
O caso mais recente de sequestro de um recém-nascido aconteceu no Hospital Regional da Asa Norte, no início deste mês. Mãe e filho estavam em um alojamento conjunto, onde havia vários outros bebês. Gesianna de Oliveira Alencar, 25 anos, entrou na unidade de saúde e levou o menino. Durante nove meses, ela mentiu para a famíia e o marido sobre a gravidez. E chegou a usar uma barriga falsa. Ela foi presa e o bebê devolvido aos pais.

Em fevereiro deste ano, uma mulher foi presa pela Polícia Civil em Samambaia após tentar sequestrar uma menina de apenas um mês de vida. De acordo com informações da PM, a mãe tinha o costume de deixar a criança aos cuidados da acusada, que é vizinha dela, e entrou em desespero ao ir pegar a filha e encontrar a casa vazia.

Francisca foi localizada em um terminal rodoviário pela irmã e pela mãe da criança. Lá, teria dito que esperava uma amiga, pois estava perdida. Alessandra colocou a mulher no carro e a levou até a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia). Na unidade policial, foi verificado que na mala de Francisca continha roupas da criança.
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Ao menos 50 milhões de brasileiros têm um parente ou amigo assassinado

Maioria da população também defende união entre os órgãos de segurança e os governos como solução

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postado em 08/05/2017 06:00

Natália Lambert , Martha Correa – Esp. para o CB /
Nem quem anda armado escapa de ser assassinado no Brasil. Na última sexta-feira (5), um policial militar do Rio de Janeiro foi baleado e morto em um acesso à Ponte Rio-Niterói. A polícia apura se Marcos Braz de Moraes, 43 anos, foi vítima de uma tentativa de assalto. Ele servia no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, responsável pela política de segurança pública no estado. A família de Marcos compõe estatística inédita mostrada por uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Sob o ponto de vista dos que ficam e sobrevivem, os números mostram que um em cada três brasileiros com 16 anos ou mais, pelo menos 50 milhões de brasileiros, têm um parente ou amigo vítima de homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte).

O levantamento também mostra que a população entende que é necessário ampliar a articulação governamental em torno do enfrentamento à violência. Quase todos os entrevistados, 94%, reconhecem que o nível de homicídios é muito alto no Brasil e 96% acreditam que as diversas esferas do governo precisam se unir para diminuir os crimes e a violência, já que a obrigação não seria somente das polícias, mas também do governo federal (para 84% dos entrevistados), dos estados (83%), dos municípios (81%) e do Congresso Nacional (77%).

O diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, destaca o principal recado que a pesquisa traz: a população não tolera mais a violência. Para Renato, ninguém aguenta mais o jogo de empurra sobre quem é o responsável pela segurança. “As pessoas estão exaustas da violência e estão pedindo socorro. Todo mundo é responsável. E elas apontam uma solução, que é a unificação da União, dos estados, municípios, das polícias, para que o assunto seja tratado como prioridade”, comenta.

O papel das polícias também tem destaque importante na pesquisa. Entre 5,9 milhões e 20,2 milhões têm um parente, amigo ou conhecido que foi morto pelas polícias ou guardas municipais, percentual que se eleva entre os mais jovens, chegando a 17% da população entre 16 e 24 anos. Além disso, 92% afirmam que todos têm direitos iguais e devem ser respeitados pelas polícias e 93% afirmam que a polícia deve preservar a vida acima de tudo. “Não é essa polícia que os brasileiros querem. Queremos uma polícia mais próxima, mais valorizada, respeitada e confiável. A mudança, por um lado, passa por medidas de modernização da área e, por outro, por inovações gerenciais e boas práticas. Hoje a gente bate muita cabeça, trabalha demais, mas os resultados são insatisfatórios”, comenta Renato.
Armas de fogo

Em meio ao cenário de tanta violência, na Câmara dos Deputados, a bancada da bala pressiona o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) para pautar com urgência a votação em plenário do substitutivo que revoga o Estatuto do Desarmamento. Os deputados querem tornar menos rígidas as regras para a compra, registro e porte de armas de fogo no país. A expectativa deles é aprovar a matéria no final deste semestre. Segundo dados da pesquisa, 78% dos entrevistados acreditam que quanto mais armas em circulação, mais mortes haverá no país, reforçando a importância do controle de armas na redução da violência.

Os números também mostram que 4% das pessoas maiores de 16 anos, de 4,9 milhões a 7,5 milhões, considerando a margem de erro, já sofreram algum ferimento por arma de fogo. O diretor-presidente do FBSP destaca que este é outro aspecto muito importante do levantamento. “A população tá sentindo na própria pele a violência. As pessoas estão sendo feridas. Se a gente não pensar no controle da arma, a gente está incentivando a barbárie”, comenta Renato Lima.
“As pessoas estão exaustas da violência e estão pedindo socorro.
Todo mundo é responsável. E elas apontam uma solução, que é a unificação da União,
dos estados, dos municípios, das polícias, para que o assunto seja tratado como prioridade”,

Renato Sérgio de Lima,
diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Quadro alarmante

Pesquisa inédita da campanha Instinto de Vida mostra que ao menos 50 milhões de brasileiros conhecem alguém vítima de assassinato. Confira outros dados do levantamento:
Violência por região:

» Norte e Centro-Oeste 45%
» Sudeste 38%
» Nordeste 37%
» Sul 27%
Por raça

» 38% da população negra têm alguém próximo que foi assassinado, em comparação com 27% da população branca
» 64% reconhecem que as maiores vítimas da violência no Brasil são jovens, negros e do sexo masculino.

Responsabilidade

» 84% da população acredita que o governo federal tem mais responsabilidade em garantir segurança do que as unidades da Federação
Desaparecidos

» 17% dos brasileiros, ou 23,8 milhões de pessoas, têm algum parente, amigo ou conhecido desaparecido.

Armas

» 78% da população acredita que, quanto mais armas em circulação no país, mais mortes.
Ocupações

» 56% acreditam que, em situações de confronto, as polícias podem ocupar sem autorização judicial residências localizadas em favelas e ocupações.

Fonte: Instituto Datafolha e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)

CONVITE SEMINÁRIO SEGURANÇA SOMOS TODOS NÓS

Convite Seminário Segurança

A Comissão Temporária Especial para o Enfrentamento da Violência da Câmara Municipal convida as entidades e sociedade civil para o Seminário “Segurança Somos Todos Nós”. O evento será realizado no dia 15 de maio, das 13:30 às 17:00, no Plenário da Câmara de Vereadores.

A iniciativa faz parte do planejamento da frente parlamentar temporária criada para tratar da grave epidemia de violência vivida em nossa cidade. Temos visto que os crimes contra a vida e o patrimônio cresceram em números exponenciais na última década. Por muitos anos a segurança pública não foi vista com a devida atenção e prioridade. A criminalidade aumenta, enquanto nossas forças policiais diminuem sua força por falta de investimentos.

Diante desse cenário assustador e complexo, precisamos agir e assumir a nossa responsabilidade. A segurança pública é um dever do Estado, mas um trabalho que passa por todos nós, uma vez que nossa vida está ameaçada!

Os bons são maioria! A criminalidade é um mal social que precisa ser combatido e enfrentado pelos cidadãos de bem.

O objetivo do encontro é despertar uma consciência coletiva a respeito da responsabilização de cada um na transformação social e moral da sociedade.

A união é a única saída! Você é o nosso convidado a conhecer o que vem sendo feito, de forma voluntária, em alguns bairros de Caxias do Sul, que já estão mobilizados e têm boas práticas para compartilhar.

Vamos aprender, também, com o case de sucesso de nossa vizinha Novo Hamburgo, que iniciou um movimento comunitário em busca da paz e conseguiu tirar o município da quinta para a sétima posição no ranking das cidades gaúchas mais violentas do Estado.

Sua presença é fundamental porque cada um fará a diferença dentro de sua família, entidade, empresa, bairro e grupo de convívio social.

Precisamos de líderes, protagonistas, pessoas inconformadas com a realidade e dispostas a dar sua contribuição.

Se você quer fazer a diferença, então, dia 15 de maio, a partir das 13h30min, seu lugar é na Câmara de Vereadores!

Espalhe essa notícia e nos ajude a envolver mais pessoas nessa luta.

Conto contigo!

Paula Ioris

Vereadora-presidente da Comissão Temporária Especial para o Enfrentamento da Violência

Câmara Municipal de Caxias do Sul

Violência contra a mulher não é entretenimento

emilly-briga

A pipoca está pronta e a família se aconchega no sofá. A diversão vai começar. Na tela, o personagem de José Mayer, o estereótipo do machão assediador, dá uma bofetada no rosto da mulher com quem se casou na ficção. Um dos olhos dela fica roxo.

Sem qualquer mal-estar, papai, mamãe e filhinhos acompanham a história. Uma outra personagem, também mulher, ri da cara da vilã que apanhou. “Tá de óculos por que, Magnólia?”, ela zomba.

A mensagem é clara: tudo bem bater em uma mulher, se ela merecer. Se ela for vilã, vadia, mimada, chata, traidora ou louca vamos, inclusive, vibrar quando a mão pesada masculina mirar seu rosto.
É um exercício diário de justificar o injustificável. Cena a cena, transforma-se a violência contra as mulheres em uma atrocidade palatável a qual vemos na TV, como se fosse um show de calouros ou programa de culinária.

Acabou a novela, é hora do BBB. Se o faz de conta não nos revolta, quem sabe a realidade faça esse papel? Errado. Na tela, um homem de 40 e poucos anos agride com palavras uma mulher de 20. Berra com ela, nariz com nariz, bota o dedo na cara da namorada, que, visivelmente acuada e silenciada, deita-se em posição fetal debaixo do cobertor.

Especialmente quando um dos lados é mais forte fisicamente, um dedo em riste significa muito. O rapaz mina a autoestima da companheira de confinamento. Diz que sua maior qualidade é “transar legal” e a destrata diariamente. Na base do grito, novamente, a oprime diante da audiência nacional, que, passiva, não se assombra com a gravidade da violência transmitida como um show bizarro.

Uma das participantes chega a dizer: “A Emilly tem que levantar o bracinho e mostrar aquele roxo embaixo do braço”, sugerindo a violência física.

As outras mulheres da casa temem pela própria segurança. Afinal, estão ali trancadas com um agressor. “Violência verbal também é violência”, lembra uma delas. E ela está correta: a Lei Maria da Penha prevê punição a quem comete violência psicológica e verbal.

A violência psicológica é definida no artigo 7º, inciso II, da Lei Maria da Penha como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

Essa não foi a primeira nem será a última vez em que assistimos um relacionamento abusivo ser romantizado em rede nacional.

Como bem lembrou Luana Piovani esta semana, dois meses depois de bater na atriz, Dado Dolabella ganhou o prêmio máximo de um reality show. A TV se transforma em espelho e reflete a imagem e semelhança de quem está do outro lado.

A promotora do Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) Liz-Elainne Mendes chama a atenção para o fato de que canais de rádio e TV operam concessões públicas e por isso estão sujeitos à regulamentação e fiscalização.

“A mídia tem poder de reforçar o machismo e os estigmas aos quais as mulheres estão expostas. Quando a violência contra a mulher é mostrada sem nenhum contexto de conscientização, isso causa prejuízos sociais e comunitários. Há uma violência simbólica e ostensiva sendo praticada”, explica a promotora.

Para entender mais sobre a responsabilidade da mídia na espetacularização da violência contra a mulher, é possível assistir o documentário “Quem matou Eloá”, de Lívia Perez.

Em 2008, Lindemberg Alves, de 22 anos, invadiu o apartamento da ex-namorada, Eloá Pimentel, 15, armado, mantendo-a refém por cinco dias.

O crime foi amplamente transmitido pelos canais de TV. A apresentadora Sonia Abrão, inclusive, entrevistou o sequestrador ao vivo. “Quem matou Eloá?” traz uma análise crítica sobre a abordagem da mídia televisiva nos casos de violência contra a mulher, revelando um dos motivos pelo qual o Brasil é o quinto no ranking de países que mais matam mulheres.

Você pode denunciar casos de violência contra a mulher pelo 180.
Site: Metropoles

Louise: alunos da UnB ficam revoltados com pena 'leve' para assassino

Para a família, amigos e estudantes do curso da vítima, havia a esperança de mais tempo de reclusão em regime fechado

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postado em 05/04/2017 06:00 / atualizado em 05/04/2017 07:33

Gabriella Bertoni – Especial para o Correio
Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
“No dia seguinte ao desaparecimento (de Louise), eu cheguei cedo à universidade e vi o Vinícius andando pelos corredores do Centro de Biologia. Nem imaginei que ele tinha feito aquilo” Amanda Bernardes, (de óculos), 19 anos, ao lado de colegas do curso de biologia

Após o assassino confesso Vinícius Neres Ribeiro ser condenado a 23 anos e 10 dias pela morte da estudante de biologia da Universidade de Brasília (UnB) Louise Maria da Silva Ribeiro, o clima entre estudantes e professores da instituição era de inconformismo — advogados criminalistas previam pena de pelo menos 30 anos de prisão para o réu. Para a família, amigos e alunos do curso da vítima, havia a esperança de mais tempo de reclusão em regime fechado. Dessa forma, Vinícius poderá cumprir dois quintos da pena e passar para o regime semiaberto em 8 anos, pois está preso há um ano.

A sentença saiu após o julgamento que durou quase 11 horas. O réu foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado (feminicídio, motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima) e destruição parcial do cadáver. Ao fim da audiência, o pai de Louise, o militar Ronald Ribeiro, comentou que a pena foi a esperada, mas considera baixa. “Nada trará a vida dela de volta. Como o juiz falou, ele é jovem, réu primário e tem bons antecedentes. É um rapaz que daqui a pouco está solto de novo, em uma nova universidade e poderá cometer outros crimes”, lamentou.

Um grupo de estudantes de biologia que, à época do crime, em 2016, eram alunos do primeiro semestre, contou que precisaram passar por acompanhamento de professores do curso e de psicólogos. “Era a nossa primeira semana de aula e foi aquele choque. No dia seguinte ao desaparecimento (de Louise), eu cheguei cedo à universidade e vi o Vinícius andando pelos corredores do Centro de Biologia. Nem imaginei que ele tinha feito aquilo”, contou Amanda Bernardes, 19 anos. Sobre o resultado do julgamento, Ademar Dantas, 19, foi incisivo. “Poderia ser um dia ou a vida toda, mas nunca será o suficiente. Não existe essa barganha com a vida de alguém. O período que ele passar lá ainda será pouco”, avaliou.

A diretora do Instituto de Biologia, Andrea Queiroz Maranhão, contou que, depois do crime, houve a necessidade da criação de grupos de apoio e de acompanhamento psicológico para alunos e professores. “Sabemos que o resultado foi o possível, mas não o justo, pois pode estar fora da cadeia com 28 anos. Nós tivemos que reaprender o que fazemos de melhor e ficar com os alunos. Não podemos perder o nosso foco, que é formar esses jovens”, contou. A educadora destacou que o curso de biologia fez uma parceria com o Centro de Apoio Psicológico da UnB para orientar todos os envolvidos. “Precisamos repassar que a biologia ensina a vida. Essa tragédia jamais será esquecida”, concluiu.

Defesa

Inicialmente condenado a 25 anos de reclusão, Vinícius recebeu dois atenuantes da pena: a confissão e a menoridade relativa do réu (quando tem entre 18 e 21 anos). Por causa disso, ele cumprirá a pena de 23 anos e 10 dias de reclusão — 22 anos pelo homicídio e 1 ano pela destruição do cadáver. “Mas por ser um homicídio qualificado, que é um crime hediondo, ele tem direito a cumprir dois quintos da pena em regime fechado e, depois, passar para o regime semiaberto”, explicou a advogada de defesa, Tabata Lais Sousa Silva. A defensora detalhou, ainda, que, a cada três dias de trabalho, o condenado recebe o abono de um dia na pena.

A defesa de Vinícius entrará com recurso, mas não revelou qual será o argumento a ser usado. Tabata Silva acrescentou que, com o tempo, se o cliente mantiver o bom comportamento, estudar e trabalhar, poderá conseguir a liberdade condicional, quando não precisará mais dormir no Complexo Penitenciário da Papuda. Porém, terá obrigações com a Justiça e precisará de autorização especial para sair de Brasília.

Durante o julgamento, a promotoria alegou que o discurso de Vinícius havia mudado quando o réu contou que o motivo do crime foi a raiva que sentiu ao abraçar Louise — ele a atraiu para o Laboratório de Biologia da UnB ao dizer que se mataria. Ao ser preso, o condenado demonstrou frieza, postura semelhante durante os depoimentos prestados no Tribunal do Júri de Brasília.

Polícia Civil prende novamente padrasto que violentou enteada

Ele havia sido solto semana passada, após audiência de custódia. Para delegado, menina poderia se sentir coagida e não acreditar na Justiça.

estuproA Polícia Civil do DF prendeu novamente o padrasto que abusou da enteada de oito anos no Riacho Fundo e foi liberado em audiência de custódia. A prisão, realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), foi determinada pelo Juízo Criminal do Riacho Fundo, acolhendo representação do delegado Wisllei Salomão.

A prisão preventiva foi requerida sob o argumento de que a vítima estaria em risco em razão das ameaças sofridas durante os abusos, do comportamento da mãe que ficou apoiando o companheiro e porque a criança se sentiria coagida, pois ela passou por toda a ação policial e o autor não foi preso, o que poderia fazer com que ela não acreditasse mais na Justiça e não auxiliasse a fase judicial.

O caso foi descoberto porque a criança contou sobre os abusos para a professora de um projeto social que frequenta, no dia 17 deste mês. Ela havia sido estuprada horas antes. A instituição de ensino acionou o Conselho Tutelar da região e a menina foi encaminhada à unidade policial.

Psicólogos da delegacia conversaram com a criança, que voltou a relatar os crimes. Segundo consta no boletim de ocorrência, “a vítima foi imediatamente ouvida pela Seção de Análise Técnica (SAT), à qual pode relatar vários episódios de violência sexual”. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou a presença de “vestígios do ato libidinoso”.

Vinte e quatro horas após a primeira prisão, o homem conseguiu o direito de responder o processo em liberdade, após decisão em audiência de custódia. A nova prisão ocorreu no sábado (25/3).

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Cinco anos depois, estuprador conta detalhes de como matou jovem no DF

Segundo a polícia, Walker Fernandes Faraes matou Yusllayne Teixeira Reis em 2012, na Estrutural, e jogou o corpo dela em um lote vazio

Mirelle Pinheiro MIRELLE PINHEIRO
14/03/2017 11:40 , ATUALIZADO EM 14/03/2017 11:47

ESTRUPADORA frieza de Walker Fernandes Faraes (foto de destaque), 24 anos, impressiona. Acusado de estuprar e matar Yusllayne Teixeira Reis, 18 anos, em 2012, na Estrutural, ele foi apresentado nesta terça-feira (14/3) pela Polícia Civil do DF. Finalmente, o que ocorreu naquele dia 18 de março foi esclarecido. Ele contou que deu 24 facadas na jovem e depois jogou o corpo dela em um terreno baldio.

As facadas atingiram os seios, o pescoço, mãos e as costas da mulher. Os investigadores chegaram ao autor da barbárie graças ao banco de DNA. É possível que ele tenha feito outras vítimas no DF.

Segundo a polícia, Walker confessou o crime com tranquilidade. Disse que estava descascando laranja na porta da casa de um tio quando viu a menina passar na rua. Ele afirmou que não a conhecia. Usou uma faca para abordá-la. A violentou e, após ser mordido pela vítima, a executou, com medo de ser reconhecido.

REPRODUÇÃO/PCDF
Reprodução/PCDF
Yusllayne tinha dois filhos

De acordo com a polícia, após o crime, Walker foi para casa tomar banho, trocou de roupa e voltou para o local do estupro para se desfazer do corpo. No dia seguinte, quando a jovem foi encontrada, ele fugiu para Minas Gerais. Se condenado, as penas serão somadas, e ele pode ficar mais de 30 anos preso.
YULIIANE

Yusllayne era casada, tinha dois filhos e voltava do trabalho para casa, em uma açougue de Vicente Pires, quando foi morta. Segundo a delegada Viviane Bonato, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do DF, Walker representa “um grande perigo para a sociedade se ficar em liberdade”.

O assassino foi identificado após ter o DNA reconhecido no Banco Nacional de Perfis Genéticos. O acusado já foi condenado por outros quatro estupros, sendo um deles cometido em Paracatu (MG), em 2011, e outros três em Unaí (MG). Ele estava preso em Belo Horizonte, capital mineira.

Veja a entrevista da delegada:

Depois de estuprar uma mulher em Minas Gerais, ele veio para o DF se esconder. Mas não conseguiu conter seus impulsos, matando Yusllayne.

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Em carta, menina denuncia abuso sexual cometido pelo pai às suas duas irmãs

Os abusos foram confirmados por exames, segundo a Polícia Civil

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image002 (8)postado em 24/02/2017 15:53
Diário de Pernambuco
Divulgação/PM
O suspeito, as três meninas e um outro irmão das vítimas foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá

Um homem acusado de estuprar as duas filhas, de 11 e 15 anos, foi preso em uma fazenda na região de Araguaiana, no Mato Grosso. A denúncia foi feita pela irmã das meninas, de 12 anos, que testemunhava os abusos e escreveu sobre os crimes numa carta para sua professora. O crime foi então encaminhado para o Conselho Tutelar e Polícia Militar. De acordo com o portal G1, o pai das vítimas, de 40 anos, foi preso e autuado, mas negou os crimes. Os abusos, entretanto, foram confirmados por exames, segundo a Polícia Civil.

Na carta, a criança relata violência sexual e maus tratos cometidos pelo pai. De acordo com a menina, o homem de 40 anos “é ruim” e permite que as filhas tomem bebidas alcoólicas, além de impedir que elas tenham amigos. De acordo com a Polícia Militar, outras denúncias já levavam a polícia a monitorar a situação, mas o pai das vítimas não permitia visitas ou aproximação dos conselheiros.

O suspeito, as três meninas e um outro irmão das vítimas foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. Os quatro moravam sozinhos, uma vez que a mãe das crianças foi presa por tráfico de drogas. De acordo com o delegado responsável pela investigação, Wilyney Santana Borges, apenas a criança de 12 anos (que escreveu a carta) e o irmão dela não teriam sido vítimas dos abusos, confirmados pelas duas vítimas.

O homem, que trabalha como seringueiro, foi autuado por estupro e estupro de vulnerável. As vítimas foram levadas para um abrigo e estão sob a guarda do Conselho Tutelar.
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Goleiro Bruno consegue habeas corpus para deixar presídio

Ex-jogador está preso em Apac de Minas Gerais pelo assassinato de Eliza Samudio, em 2010
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LANCE!
24 FEV2017
10h23
atualizado às 10h24
Preso desde 2010, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, além de ocultação de cadáver, o goleiro Bruno conseguiu sua liberdade por meio de um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. O alvará de soltura foi emitido noite da última quinta-feira.

Bruno deverá deixar o presídio ainda nesta sexta-feira. O goleiro cumpria a pena na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), até ser transferido em setembro de 2015 ao centro de ressocialização Apac, em Santa Luzia. Logo que foi condenado, no entanto, Bruno ficou preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais.

O ex-jogador do Flamengo tinha sido condenado a pela Justiça de Minas Gerais a 22 anos e três meses de cadeia pela morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, com quem teve um relacionamento. O corpo da modelo até hoje não foi encontrado.

Além do goleiro, mais cinco pessoas estavam condenadas, entre elas, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo de Bruno. A modelo tinha 25 anos quando foi assassinada, deixando um filho recém-nascido. Bruno era o pai da criança.

Goleiro Bruno consegue habeas corpus para deixar presídio

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Solidariedade para superar a perda

Mulheres vítimas de violência que causou a morte de filhos e maridos ajudam pessoas que precisam enfrentar o luto familiar » Paula Pires
Cristina
Cristina Del’Isola criou o Movimento Maria Claudia pela Paz e hoje ajuda pessoas como Guida Cezar, que sofreu com dependência química do filho.

vania

Vânia Borges Carvalho perdeu o marido e quatro filhos: superação de obstáculos e saudade
A priori, a mortalidade é um pressuposto da existência do ser humano, no qual está implícito o fim, o limite. Entretanto, quando antecede o curso normal da história e se dá de maneira trágica, a dor da perda pode se tornar devastadora — um fardo pesado e difícil de carregar. Para inúmeras mães que perderam seus filhos e que vivem com esta ferida aberta que nunca cicatriza, ajudar pessoas em situações extremas de angústia é uma forma de exorcizar a dor. Esta prática da solidariedade e do acolhimento, em Brasília, conta com muitas mulheres engajadas em movimentos que procuram unir forças para fazer o bem.

Com a fala calma e pontuada pela delicadeza, a psicopedagoga Cristina Del’Isola, 58, conta a história do Movimento Maria Cláudia pela Paz, criado em março de 2005, três meses após a filha ser tragicamente assassinada. A universitária Maria Cláudia Siqueira Del’Isola foi violentada e morta em 9 de dezembro de 2004. “O movimento nasceu da minha dor e da solidariedade de muitas pessoas que abraçaram a minha história”, recorda.

Logo após a morte da filha, Cristina se sentiu plenamente acolhida por muitas pessoas que nem conhecia. “Na missa da Maria Cláudia, tenho muito claro, em minha memória, o quanto fui abraçada e o quanto isto foi importante para mim naquele momento.”

A partir daí, Cristina percebeu que tinha de se colocar a favor da vida. “A nossa existência está pontuada por um turbilhão de desafetos. O mundo está doente e as pessoas, desamparadas. Por isso, precisamos ter mais sensibilidade”, acredita.

A luta de Cristina “é um exercício diário”. “É um trabalho de formiguinha, silencioso”, conta.

Para ela,
07/02/2017 Solidariedade para superar a perda ­ Caderno Cidades do Correio Braziliense qualquer um pode fazer algo bacana em favor do próximo. “Toda pessoa enlutada faz o seu deserto. Isso é intransferível.

Mas, quando temos disposição para a escuta amorosa, podemos aliviar a dor. Se a minha fala serve para inspirar o outro, meu coração se enche de carícia.” Católica e filha de Maria, Cristina cria forças para cuidar de si e do sofrimento de outras pessoas ao fazer uma parábola com a dor da mãe de Jesus. “Tento fazer a minha parte e, mesmo com todas as dificuldades, tenho que caminhar: por mim e pela minha filha.”

A psicopedagoga acredita que não existem coincidências, e sim providências. Foi assim que apareceuGuida Cezar, 57, em sua vida. Guida conviveu com a dependência química do filho Bruno por nove anos. Ela conhecia a história de Cristina e se engajou no Movimento Maria Cláudia pela Paz para se fortalecer. A situação do filho se tornou tão violenta que ele chegou a morar na rua. “Percebi que o meu sofrimento era mínimo diante da dor de Cristina.

E foi ela quem me deu força para acreditar que poderia vencer esta batalha”, diz.Guida vai à casa de Cristina, sempre que pode, para colocar uma flor no altar em tributo a Maria Cláudia. “Neste ambiente, consigo encontrar a paz, recebo luz e força. E acredito que, com fé, podemos superar qualquer obstáculo”, acrescentou.É com muita convicção que Vânia Borges Carvalho, 48, começou a costurar sua existência na prática solidária ao sofrimento alheio após a perda de toda a família.

A narrativa de Vânia se constrói antes e depois de 2010.

Naquele ano, um acidente na BR 020 matou o marido e os quatro filhos enquanto a família viajava de férias para Fortaleza. Mas foi a partir de 2013 que Vânia começou a tecer uma rede de proteção que dá amparo e sentido à perda para as pessoas que passaram a procurá‐la para receber ajuda.

Para Vânia, professora de educação fundamental, o que mais conforta é poder ajudar uma mãe que perdeu o filho. Ela disse, ainda, que a experiência pela qual passou possibilitou que se tornasse escritora.

A história de superação está no livro Pérolas do Asfalto, lançado em 2014 pela editora Thesaurus. Além desse novo ofício, Vânia é palestrante e percorre diversas escolas para relatar sua história para pessoas que precisam de conforto.

Como se um filme passasse na sua cabeça por alguns instantes, a professora se recorda de alguns flashes do dia do acidente que vitimou seus quatro filhos e o marido. “Nunca me revoltei e, em nenhum momento perdi a minha fé, como também não fiz nenhum questionamento sobre o episódio,” afirma.

Ela diz que precisou encontrar força para colocar todo o sofrimento no bolso.

“Temos de esquecer de nós mesmos, nossos momentos de aflição, para acolher a dor do outro”, admite.

Vânia dedica boa parte dos seus dias confortando pessoas. “Acredito que passamos pelas dificuldades da vida para cumprir uma missão. E penso que Deus me envia, a cada dia, um dever de casa para saber se minha fé está inabalável e se estou robusta para enfrentar mais um desafio.” Para ela, o que importa é seguir adiante e dar ânimo a todos que enfrentam a dor da perda.

“Nesta semana, estou em Goiânia passando férias na casa da babá dos meus filhos. Passo a certeza de que não ‘perdemos’ as pessoas que amamos. Aprendi a superar os obstáculos, enfrentando a ausência e a saudade. Simples assim”, ensina.

Vânia também visita pessoas que precisam de apoio. Ela pretende se encontrar com a brasiliense Jomara Ferreira da Silva, 32, que perdeu o marido e quatro dos cinco filhos em um acidente de carro, em 17 de janeiro deste ano, quando a família retornava das férias. Jomara e Stephanie, a filha, preferem o silêncio neste momento de luto.

A sobrinha de Jomara, Laryssa Yorrana Campos Pereira, 18, contou que a tia não comenta nada sobre o episódio. “É uma perda irreparável. Minha tia engravidou da Stephanie com apenas 15 anos. Era um casal maravilhoso. Quanto à minha prima, ela sente muito a falta do pai e dos irmãos.

Do barulho da casa cheia. Foi um choque muito grande para todos e está sendo muito difícil para as duas”, revela.

Segundo Laryssa, a família está de braços abertos para acolhê‐las no que for preciso. Ela disse que a tia está à procura de trabalho e fazendo entrevistas de emprego. “Minha tia passou em um concurso, em Goiás, no ano passado, para agente penitenciário, mas não se adequou. Neste momento, seria muito bom para ela uma ocupação”, afirmou.

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Vânia Borges Carvalho Contato: 61‐99993‐8173
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