Mulher acusou 6 vezes autor de chacina em Campinas

Na noite de réveillon, ele matou a ex-mulher, o filho, João Victor, de 8, e mais dez pessoas que comemoravam o ano-novo na casa de parentes dela, em Campinas, no interior do Estado. Depois, Araújo se matou.

postado em 03/01/2017 08:04
A técnica em contabilidade Isamara Filier, de 41 anos, registrou cinco boletins de ocorrência contra o ex-marido Sidnei Ramis de Araújo, de 46, por crimes de agressão e ameaça, além de denunciá-lo por abuso sexual contra o filho na Justiça. As queixas na polícia começaram em 2005 e foram até 2015. Na noite de réveillon, ele matou a ex-mulher, o filho, João Victor, de 8, e mais dez pessoas que comemoravam o ano-novo na casa de parentes dela, em Campinas, no interior do Estado. Depois, Araújo se matou.

Isamara ganhou a guarda do filho depois de denunciar à Justiça que o menino teria sido abusado sexualmente pelo pai. Segundo a polícia, a decisão judicial deixou Araújo consternado e foi o principal motivo para que ele cometesse o crime. A denúncia foi feita no início de 2012.

No Natal daquele ano, ela foi até a Delegacia da Mulher, em Campinas, e afirmou que foi ameaçada pelo ex-marido por telefone Durante uma discussão, ele teria dito “vou te matar”. A queixa seguinte foi em setembro de 2013. Segundo o boletim de ocorrência, Araújo estava brincando com o filho durante uma visita monitorada e empurrou a mulher, que caiu.

Em dezembro de 2014, a Polícia Militar foi chamada até um clube da cidade. Lá, Araújo foi flagrado descumprindo uma ordem judicial, que o proibia de se aproximar do filho fora dos dias de visita monitorada. O menino estava jogando futebol e o pai foi surpreendido na arquibancada por Isamara. Por último, em junho de 2015, foi feita a ameaça mais grave. Isamara disse à polícia que o ex-marido a ameaçou de morte: ele teria dito que “é melhor você ir conversar com o diabo, porque nem Deus vai te ajudar! Porque você e a vaca da sua mãe vão pagar!”.

Segundo a polícia, em nenhum dos casos Isamara quis receber medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Investigação. O 3º DP de Campinas vai investigar o que motivou os 12 assassinatos e o suicídio de Araújo.

Os policiais apreenderam uma gravação com o assassino no local do crime. Nela, o atirador teria se justificado e pedido desculpas para amigos. O material, junto com dez explosivos e cápsulas de pistola 9 milímetros encontrados na casa foram encaminhados para a perícia.

O foco da investigação é descobrir quem vendeu a arma para Araújo. Nesta semana, estão previstos os primeiros depoimentos de testemunhas e parentes das vítimas e do atirador.

Conforme a reportagem revelou nesta segunda, Araújo mandou um e-mail coletivo para os amigos, programado antes do ataque, explicando os motivos que o levaram a matar a ex-mulher e a família dela. O e-mail contém um arquivo com áudios nos quais o atirador revela todo o ódio que sentia em relação a Isamara.

Ele diz também que pretendia cometer o massacre na noite de Natal. “Eu tentei pegar a vadia no almoço do Natal e dia da minha visita, assim pegaria o máximo de vadias da família, mas, como não tenho prática, não consegui”, disse o atirador. A polícia ainda não tem esse documento.

Enterro

Dor e comoção marcaram o enterro das 12 vítimas, na manhã desta segunda-feira, 2, no Cemitério da Saudade. Cerca de 1 mil pessoas, entre parentes, amigos e curiosos, acompanharam o final do velório e o cortejo.

Os sepultamentos começaram por volta das 9h20, de dois em dois, por causa da quantidade de vítimas. Os últimos corpos a serem sepultados foram de Isamara, João Victor e do irmão dela, Rafael Filier, de 33 anos. Comovida, a família pediu para que a imprensa se afastasse do túmulo.

O pai de Isamara, Jovair Filier, acompanhou o cortejo com ajuda de um carrinho elétrico. Segundo amigos, há dois anos ele perdeu a mulher. Agora, o casal de filhos. “Ficou só”, disse uma ex-empregada da família. (Colaborou Alenita Ramirez, Especial Para o Estado)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por Agência Estado
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Mãe que teve filha morta por caseiro luta para manter condenado na cadeia

Cristina Del’sola lamenta a possibilidade de um dos assassinos da filha ser beneficiado pela progressão de regime, do fechado para o semiaberto. Para ela, caso serve de exemplo para que “outras Marias não se tornem vítimas nas mãos dele”

postado em 29/12/2016 06:05
Thiago Soares
Daniel Ferreira/CB/D.A Press – 1/12/14 “Não posso me calar”

image001-12“Eu não quero vingança, eu apenas não quero que nenhuma outra mãe seja alvejada como a minha família foi”. Assim reagiu Cristina Del’Isola, mãe da jovem Maria Cláudia Del’Isola, ao avaliar a possibilidade de concessão de um benefício àquele que assassinou a filha dela, em 2004. No último dia 12, o ex-caseiro da família da vítima Bernardino do Espírito Santo Filho obteve a progressão de pena em regime fechado para semiaberto. Ele ainda não saiu às ruas porque aguarda exames psicológicos que possam atestar a condição de reintegração. “O perfil dele é de psicopata. A minha necessidade é sensibilizar as autoridades à frente dessa decisão para que outras Marias não se tornem vítimas nas mãos dele”, argumenta Cristina (leia Depoimento).

Saiba mais

Ao tomar conhecimento da decisão na segunda-feira, Cristina, presidente do Movimento Maria Cláudia, preferiu silenciar. Mas a situação fez com que a mãe relembrasse toda a tristeza provocada por um dos crimes mais bárbaros da história de Brasília. Em 9 de dezembro, completaram-se 12 anos do homicídio. Bernardino e a então namorada, a empregada doméstica da casa, Adriana de Jesus Santos, foram condenados pelo assassinato. Segundo a investigação, eles abordaram a garota quando ela saía de casa, no Lago Sul, para a faculdade. A dupla imobilizou e agrediu Maria Cláudia, e, depois, o homem a estuprou. O corpo dela foi encontrado três dias depois, enterrado debaixo da escada da residência dos Del’Isola.

“Foram quase três anos de convivência dele (Bernardino) com a família, e ele se mostrou dissimulado com todos. O que quero lembrar neste momento é que perdi a minha filha de uma forma brutal e monstruosa. O fato é que estamos diante de um assassino inescrupuloso. A minha preocupação é saber que alguém com esse perfil pode, daqui a alguns dias, estar empregado, convivendo com outras pessoas sem elas saberem o que aguardam ao lado. O medo é da possibilidade de um novo crime”, afirma a mãe.
Dor

A Justiça sentenciou Bernardino a 65 anos de prisão em 2007. Mas, assim como Adriana, ele conseguiu reduzir a pena para 52 anos. Contra o ex-caseiro também há uma condenação por tentativa de homicídio e estupro contra uma adolescente de 13 anos, crime que ocorreu meses antes da morte de Maria Cláudia. “Diante de tantos crimes, nunca imaginei que ele poderia ser beneficiado pela Justiça”, lamenta Cristina.

Adriana também tenta o mesmo benefício de Bernardino. Em novembro de 2015, ela apresentou proposta de emprego à Justiça, mas ela foi vetada após exames atestarem transtornos psicológicos. A possibilidade de progressão de regime do ex-caseiro só foi possível pelo fato de que, à época do crime, a Lei de Execuções Penais previa que os presos com bom comportamento poderiam ser beneficiados depois de cumprirem um sexto da pena. No caso dele, no dia da decisão, ele havia cumprido aproximadamente 12 anos de reclusão. “A minha filha não voltará. Essa é a minha realidade, e eu tenho de conviver com essa dor. Mas o que não quero para mim, eu não quero para o próximo; por isso, peço que as autoridades sejam sensíveis e analisem bem o que isso pode representar”, conclui a mãe de Maria Cláudia.
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Justiça dá benefício a Bernardino, assassino de Maria Cláudia Del'Isola

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Condenado a 52 anos de prisão pelo estupro e morte de Maria Cláudia Del’Isola, o ex-caseiro conseguiu a progressão do regime da pena de prisão para o semiaberto. Para que comece a trabalhar fora, ele precisa ainda de avaliação

postado em 28/12/2016 09:41 / atualizado em 28/12/2016 09:51
Isa Stacciarini
Breno Fortes/CB/D.A PressAntes do crime, Bernardino estuprou uma menina de 13 anos

Condenado por matar e estuprar a universitária Maria Cláudia Del’Isola em 2004, o ex-caseiro Bernardino do Espírito Santo Filho obteve o benefício da progressão do regime de prisão fechado para o semiaberto. Mas a possibilidade de sair da penitenciária para trabalhar durante o dia e retornar à noite precisa, primeiro, ser avaliada por meio de exame criminológico. A decisão é de 2 de dezembro do juiz substituto da Vara de Execuções Penais (VEP) do DF Valter André de Lima Bueno Araújo. Significa que o assassino já teve a mudança do regime de prisão, mas ainda não recebeu benefícios externos, como o de trabalho e dos saidões de Natal e revéillon, por exemplo.

A transferência de um preso para o regime semiaberto não lhe dá, necessariamente, o direito a benefícios fora da cadeia. O Código Penal estabelece que o trabalho externo é admissível, mas frisa que cabe ao magistrado a decisão sobre a concessão. O exame é de praxe e solicitado pela Justiça principalmente quando o condenado praticou crimes de estupro. O objetivo é avaliar, por meio de análises psicológicas, se o apenado tem algum transtorno de psicopatia ou de personalidade. Se constatado o diagnóstico, é orientado tratamento médico.

O ex-caseiro da residência onde o crime ocorreu foi condenado a 65 anos de prisão em 2007, porque também recebeu pena por furto. Mas, assim como a comparsa e ex-empregada doméstica da casa, Adriana de Jesus Santos, ele conseguiu reduzir a pena para 52 anos. Pela regra, ele já tem direito ao benefício, porque, à época da morte de Maria Cláudia, a Lei de Execuções Penais previa que os presos com bom comportamento poderiam ganhar o benefício do regime semiaberto depois de cumprirem um sexto da pena: o que ocorreu em 2015.

Contra Bernardino, também há uma outra condenação de 58 anos e meio por tentativa de homicídio e estupro contra uma adolescente de 13 anos. O crime ocorreu em 2004, às margens do Lago Paranoá, meses antes da morte de Maria Cláudia.

Adriana tenta, como Bernardino, utilizar o benefício do regime semiaberto. Em novembro de 2015, ela apresentou proposta de emprego à Justiça, mas a Justiça vetou a saída dela da prisão em razão de os exames realizados atestarem transtornos psicológicos.

A defesa de Bernardino é feita pela Defensoria Pública do DF. Segundo defensores públicos em plantão do Núcleo de Execuções Penais, Bernardino cumpriu, até a data da decisão da progressão do regime, aproximadamente 12 anos de reclusão. “Assim, satisfez o requisito temporal para a obtenção do benefício”, informou a Defensoria. Por meio de nota, os defensores alegaram que, em relação aos requisitos subjetivos para a obtenção do benefício, Bernardino também os preencheu, uma vez que foi reconhecido o bom comportamento dele durante a pena.

O Correio procurou o pai de Maria Cláudia Del’Isola, Marco Antônio Del’Isola. Ele não tinha conhecimento da decisão da Justiça, mas preferiu não comentar o caso. A reportagem também falou com a mãe da vítima, Cristina Del’Isola, que hoje preside o Movimento Maria Cláudia. Ela contou que soube da decisão na segunda-feira, mas ainda está impactada com a notícia e pediu para não falar a respeito.

O que diz a lei
O preso só conseguiu a progressão para o regime semiaberto porque o crime ocorreu antes da Lei 11.464/2007. A nova regra determina que, para crimes hediondos, o tempo para a progressão do regime é de dois quintos para sentenciados primários e três quintos para reincidentes. O artigo 112 da Lei de Execuções Penais prevê o sistema progressivo de cumprimento de pena, visando a ressocialização do apenado e não apenas a punição. A lei só permite a progressão para o semiaberto quando o sentenciado comprova que vai estudar ou trabalhar.

Memória

Crime bárbaro
O crime, um dos mais bárbaros da história de Brasília, completou 12 anos em 9 de dezembro. Maria Claudia Del’ Isola foi assassinada em 9 de dezembro de 2004, em sua casa, no Lago Sul.

O então caseiro da família, Bernardino do Espírito Santo, e sua namorada, a empregada doméstica da casa, Adriana de Jesus Santos, abordaram a jovem para forçá-la a contar a senha do cofre. Tinham a intenção de roubar R$ 1,7 mil. Eles a imobilizaram, a agrediram com um soco e depois Bernardino a estuprou. Por fim, a dupla a esfaqueou e acertou a cabeça dela com uma pá. Enterraram o corpo da vítima debaixo da escada principal da residência. Ele foi encontrado três dias depois, quando a família ainda acreditava que Maria Cláudia pudesse ter sido sequestrada.

O medo ronda o brasiliense

Os constantes assaltos, inclusive com reféns, têm provocado sensação de insegurança na população. O Correio circulou por quadras do Plano Piloto e do Sudoeste e encontrou relatos de crimes, muitos deles subnotificados

» ISA STACCIARINI
» WALDER GALVÃO*
» PAULA ANDRADE
Especial para o Correio
Publicação: 17/11/2016 04:00
Em menos de 12 horas, o Distrito Federal registrou três assaltos com quatro vítimas feitas reféns. Brasília, que há anos era sinônimo de segurança, tem dado lugar ao medo. Os casos mais recentes escancaram a sensação de insegurança vivida pelos moradores. Seja no Plano Piloto, seja nas regiões administrativas do DF, há relatos diários de vítimas de violência. Dois deles ocorreram na madrugada de ontem. Na 912 Sul, três homens armados com revólver e faca assaltaram uma faculdade particular e renderam os seguranças. Eles foram amarrados e ameaçados com uma arma. Os assaltantes fugiram com dois celulares, uma televisão, um colete à prova de balas e R$ 150. A 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) investiga o caso.

Também na madrugada de quarta, quatro assaltantes encapuzados roubaram o Centro Educacional São Francisco, conhecido como Escola do Chicão, em São Sebastião. Armados com revólveres e facões, os bandidos amarraram o vigilante e levaram 18 televisões e dois computadores em um caminhão. O funcionário só conseguiu se soltar duas horas depois e contou aos policiais da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) que recebeu ameaças de morte.

Na tarde de domingo, dois homens roubaram uma residência no Condomínio Privê Morada Sul, no Jardim Botânico. Amordaçaram, amarraram e trancaram um adolescente de 17 anos em um dos quartos. Segundo a Polícia Civil, o jovem estava na sala, sozinho, jogando videogame, quando a dupla entrou, armada com três facas retiradas da cozinha da própria casa. Os criminosos fugiram com uma televisão e um videogame. A 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) investiga.

O comércio da 308 Sul também sofre com a violência. Na madrugada de segunda-feira, bandidos usaram a tampa de um bueiro para quebrar o vidro e invadir uma ótica. “Tivemos um prejuízo de cerca de R$ 80 mil. Foi um susto, quando chegamos para trabalhar”, lembra a gerente da loja, Samantha Fonseca, 30 anos. Ela lembra que assaltos a pedestres são frequentes. “Hoje de manhã (ontem), roubaram uma funcionária quando estava vindo trabalhar. Isso ocorreu às 8h, chega a ser absurdo.” Samantha conta que as lojas vizinhas também sofrem com a criminalidade. “Todos aqui têm algum relato sobre assalto. Precisamos de policiamento.”

Estatísticas

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social, de janeiro a outubro, os casos de assaltos a pedestres, roubos em residências e sequestros relâmpagos cresceram. Os ataques a pedestres passaram de 30.280 ocorrências em todo o ano passado para 32.207 nos 10 primeiros meses de 2016: um crescimento de 6,36%. No caso de ataques a residências, foram 746 assaltos neste ano contra 684 em 2015 — 9,06%. Até outubro, houve sete sequestros relâmpagos, dois a mais que em 2015.

Os roubos de veículos e a ônibus também cresceram. Criminosos conseguiram levar 525 carros no último mês contra 505 em setembro de 2016. Em comparação com outubro de 2015, a ascensão foi de 21,5%. Já os assaltos contra coletivos passaram de 278, em setembro, para 369, em outubro de 2016: 91 a mais. Se comparado com o mesmo período de 2015, o aumento foi de 15,3%.

Em contrapartida, os números de assaltos com restrição de liberdade, roubos a comércio e estupros estão menores. De janeiro a outubro de 2016, foram 408 ocorrências de roubos com reféns contra 440 no mesmo período do ano passado. Já os assaltos a comércio passaram de 198, em setembro de 2016, para 188, no mês seguinte. Se comparado outubro de 2015 com o de 2016, os números também recuaram — de 230 casos para 188. Os crimes de estupros também estão reduzindo. Nos 10 primeiros meses, foram 578 ocorrências e, em todo o ano passado, 624.

No Sudoeste, por exemplo, há uma rede de troca de informações entre os comerciantes por um aplicativo no celular. Criado em 2015 pelos donos de uma joalheria que foi assaltada e roubada mais de três vezes, o grupo tem mais de 100 participantes, entre eles policiais militares, civis e bombeiros. “Depois que criamos esse grupo, observei que o trabalho da polícia ficou mais rápido e efetivo”, contou Márcio Luis da Silva, 37, comerciante na região há 11 anos. Apesar da prevenção, a joalheria fica, permanentemente, de portas trancadas. Ele e os funcionários avaliam cada cliente antes de destravar a fechadura. “Tem gente que acha ruim, mas a segurança da gente fica em primeiro lugar.”

Divergências

Na última divulgação dos dados oficiais feita pela pasta, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF) divulgou um balanço próprio e alegou que o órgão tinha feito um recorte dos dados anunciando apenas os números que “favorecem o discurso de normalidade na área de segurança.” O Sinpol fez um comparativo, entre janeiro e outubro de 2015 e de 2016, e mostrou que a maioria dos crimes aumentou. “Os dados da secretaria são corretos, porque saem do banco da Polícia Civil. No entanto, a comparação feita pelo governo acaba sendo favorável para o órgão e os números não são completamente informados”, explicou o presidente do Sinpol, Rodrigo Franco.

* Estagiário sob supervisão de Sibele Negromonte

Relatos de insegurança

Na 707 Sul

O funcionário público aposentado Ernani Cardoso, 58 anos, mora na quadra 707 há 46 anos e afirma que a criminalidade cresceu. “Hoje, as ruas estão vazias. Ninguém tem coragem de sair durante a noite. Todo mundo que mora aqui foi assaltado ou tem algum parente que foi vítima”, conta. Ernani ressalta que a sensação de insegurança tomou conta de toda a família. “Tenho três filhos, e dois deles foram roubados aqui perto. Mês passado levaram o celular do mais velho”, reclama. O homem ainda aponta que falta policiamento na região. “É muito difícil uma viatura passar por aqui. Não somos nós que deveríamos viver com medo, mas, sim, os bandidos”, desabafa. Nos últimos três anos, arrombaram o carro do aposentado duas vezes. “Aqui, os criminosos costumam roubar até as rodas dos veículos que estão estacionados. É uma situação absurda. Isso precisa mudar.”

Na 307 Sul

As famosas bancas de revistas marcam o cenário das Asas Sul e Norte. Muitos moradores da área vão até os locais para conversar e trocar ideias. Entretanto, relatos de violência se tornaram comuns no estabelecimento da 308 Sul. O proprietário da loja, Auricélio Pereira da Silva, 52 anos, foi alvo de bandidos e conta que, cada vez mais, escuta histórias sobre assaltos. “Todos já foram vítimas. Trabalho aqui há 16 anos e a situação só piora. Precisamos de assistência policial”, alerta. O homem relata que, no início deste ano, teve a banca invadida. “Eles chegaram, renderam minha esposa, que está grávida, e levaram dinheiro do caixa. Agora, fico com medo todos os dias”, diz. Segundo o comerciante, o uso de drogas nas proximidades reforça a sensação de insegurança e leva a assaltos. “Todo dia, tem um cliente com uma história de violência parecida. Estamos no centro de Brasília, isso não pode continuar.”

No Sudoeste
Na última quarta-feira, Cristiano Augusto Lacerda, 41 anos, comerciante, encontrou o restaurante, no Sudoeste, arrombado. Dois assaltantes levaram uma televisão, um espremedor de suco e uma máquina de fazer café. As câmeras de segurança mostraram que os criminosos ficaram 40 minutos sem serem abordados por ninguém. “O meu prejuízo não foi grande e fico feliz por não termos sofrido nenhum tipo de violência física, nem eu nem meus empregados. A polícia está investigando, mas não tenho nenhuma expectativa”, disse. O empresário implantou novo sistema de alarme, que o avisa por celular em caso de arrombamento, e reforçou as travas da porta. Ele acredita que a crise econômica e o aumento do desemprego ajudam a aumentar a insegurança. Também diz que a polícia faz o que pode, mas o efetivo é pequeno, diante do tamanho da região que fica sob a mesma jurisdição: Sudoeste, Octogonal, Cruzeiro e SIA.
SSP analisa as maiores falhas

Publicação: 17/11/2016 04:00
Mato alto, ruas mal iluminadas, calçadas quebradas, lixo, aumento de pedintes e moradores de rua — comum no fim de ano —, notícias de atividade reduzida por parte da Polícia Civil e, principalmente, o não registro de ocorrências policiais por parte da população são os fatores apontados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) que impactam na diferença entre os dados de ocorrências policiais e a sensação de insegurança da população. “Existe a vítima do crime e a vítima do medo, e essas pessoas são diferentes. Temos hoje dados que mostram que os crimes contra o patrimônio (roubo a carros, celulares, objetos pessoas etc.) caíram 1,8% entre 2014 e 2016”, argumentou o subsecretário de Gestão da Informação da SSP, Marcelo Durante.

Segundo ele, quando se fala em sensação de insegurança deve ser considerada também a atuação de outros órgãos, além da SSP. “É uma ação conjunta entre a Secretaria de Segurança, a Companhia de Energia de Brasília (CEB), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e outros órgãos governamentais que resulta em uma melhora do ambiente social e, consequentemente, geram reflexos na sensação de segurança ou de insegurança da população”, explicou. “Com a restrição orçamentária pela qual o GDF passou nos últimos anos, muita coisa ficou inacabada pela falta de recursos. E a população percebe isso e se sente desamparada.”

Em resposta a essa situação, o subsecretário explicou que a SSP tem lançado planos de ação especiais para combater as ocorrências com maiores taxas de aumento, como a ação Anjos da Guarda, em que os policiais circulam pela cidade dentro dos ônibus para inibir a ação dos criminosos entre os passageiros. Ele destacou também a atuação dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg). “Os Consegs aproximam a população dos policiais. Assim eles trabalham em rede, trocam telefones, e a população se sente mais assistida, pois conhece o policial que é responsável pela sua área e sabe como contatá-lo em caso de emergência”, completa. “Quando a população atua em parceria com a polícia, o trabalho é muito mais efetivo.”

Homem mata mulher durante missa

Landercy Hemerson
Belo Horizonte — Policiais militares prenderam ontem, em Rio Verde (GO), o empresário Marcos Ferreira da Silva, 43 anos, suspeito de ter matado a facadas, na noite de sexta-feira, a também empresária Simone Marca, 30. Os dois haviam sido amantes, mas a relação estava terminada. O crime ocorreu dentro da Catedral São José, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, durante a celebração de uma missa de sétimo dia. Marcos gravou uma confissão e a enviou por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp para amigos.
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A vítima, Simone Marca, e Marcos, que confessou o crime pelo WhatsApp

(Reprodução/Facebook)

A vítima, Simone Marca, e Marcos, que confessou o crime pelo WhatsApp

No momento do assassinato, cerca de 80 pessoas estavam no templo. Simone ocupava um dos primeiros bancos, ao lado do atual namorado. Segundo testemunhas, Marcos entrou no local munido de uma faca e desferiu cinco golpes na vítima, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia apura se o crime foi motivado apenas por ciúmes. Há informações de que Simone teria denunciado o empresário por furto, levando-o a ser preso, episódio mencionado pelo suspeito na gravação. Depois do ataque, houve princípio de pânico na igreja e o assassino fugiu.

No arquivo de áudio enviado pelo WhatsApp, Marcos, que é dono de um jornal em Ituiutaba, afirma que matou Simone porque a amava. “Não tenho força. Eu fiz isso porque gostava dela, amava ela. Ela fez tudo isso comigo, estava com o outro lá, me prendeu, fez esse tipo de coisa. Então, eu quero falar pra vocês o seguinte: eu não tenho força, meus amigos. Pelo amor de Deus, vocês não fiquem com raiva de mim. Eu não dou conta, acabou a minha vida. Acabou, acabou tudo”, diz.

O crime causou grande comoção na cidade mineira. Em sua página oficial no Facebook, a catedral postou uma foto de Simone Marca lamentando o ocorrido. “A comunidade paroquial da Catedral São José, em unidade com seu pároco, padre Axé, se solidariza com os familiares e amigos da jovem Simone Marca pelo trágico ocorrido na noite do dia 7, durante a santa missa. Nós nos unimos em oração pelo conforto e fortalecimento da família e que a alma da jovem descanse em paz”, diz o texto.
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Preso homem que usava anúncio de emprego para estuprar mulheres

Depois de cometer o crime, ele embebedava as vítimas, com o argumento de que ninguém acreditaria em uma mulher bêbada

image001-6Um homem foi preso acusado de estuprar três mulheres, entre 16 de agosto e 21 de setembro deste ano. Leonildo Barboza Lima, 25 anos, atraía as vitimas por meio de anúncios de emprego que fazia no site OLX. As supostas vagas eram para trabalhar em faxinas ou em eventos em uma chácara do Gama. Esse era o álibi do estuprador, que conseguia levar as jovens até o Núcleo Rural Ponte Alta, sem grandes dificuldades.
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Leonildo, que já respondia por outro estupro há 3 anos, foi preso nesta terça-feira (4/10). Ele estava em liberdade há seis meses e tinha de comparecer ao presídio de Águas Lindas três vezes por semana. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o suspeito escolhia mulheres que tinham perfil de diarista ou recepcionista no site. Eles combinavam de se encontrar e o acusado as levava ao local onde o crime era cometido.

O homem usava um Ford Ka, de cor prata, para chegar à área rural, onde ele atacava e ameaçava as mulheres. Segundo a PCDF, o acusado , costumava obrigar as vítimas a consumir vinho, até que elas ficassem embriagadas. O argumento dele era: ninguém acreditaria em uma mulher bêbada que dissesse que foi estuprada.

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·    DF registrou mais de 300 casos de estupro no primeiro semestre de 2016

· Homem é preso pela PM após vítima de estupro o reconhecer na rua
· Justiça mantém preso segurança que tentou estupro no Centro de Convenções
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Uma das vítimas contou à polícia que, durante o estupro, disse estar gostando de manter relações com o maníaco. Segundo ela, nesse momento, o acusado perdeu a ereção. A vítima conseguiu, então, atingir Leonildo com uma pedra, mas acabou amarrada. Ele ainda teve o celular roubado. De acordo com a vítima, o homem teria, ainda, tentado estrangulá-la, de raiva, porque havia esquecido da garrafa de vinho.

Leonildo é casado e tem um filho. Ele dizia à família que ia trabalhar como garçom, para, assim, ter a noite livre, para cometer os crimes. Segundo a polícia, o homem confirmou as histórias narradas pelas vítimas.

A 20ª Delegacia de Polícia (Gama) pede que mulheres que foram vítimas informem a polícia, pelos telefones: 3207-7773, 3207-7776 ou 3207-7805.

Técnico de operadora de TV assedia cliente por mensagem de celular Segundo a NET, funcionário foi demitido e o caso está em apuração na polícia

image001 (3)“Quer tomar tapa” e “ser chamada de vaca” foram apenas algumas das mensagens que a fotógrafa Juliana Barros, moradora de Santos, em São Paulo, teve de ler depois de solicitar a visita de um técnico à sua casa, para instalação de um serviço de TV e Internet.

A vida da santista sofreu uma reviravolta depois que ela decidiu entrar em contato com o técnico responsável pelo serviço via WhatsApp, a fim de solucionar o problema de um adaptador. Ela foi assediada através de mensagens no aplicativo e teve de lidar com o medo de ser violentada, já que o autor sabia onde ela morava. “Estou com medo, pois esse psicopata sabe onde eu moro, por isso ainda não o entreguei. Me sinto envergonhada e violentada”, desabafou Juliana nas redes sociais, no último dia 25.

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Com a exposição do caso, a NET, empresa responsável pelo serviço, disse que demitiu o funcionário. A empresa também informou que o caso está em apuração na esfera criminal e que está à disposição para colaborar com a investigação. “Reforçamos que o caso denunciado está em total desacordo com os valores e código de ética da empresa.”

Juliana registrou boletim de ocorrência e decidiu compartilhar o caso nas redes sociais, com o intuito de chamar a atenção principalmente das mulheres. “Estou revoltada com esse psicopata que ficou 30 minutos dentro da minha casa. Principalmente mulheres, não recebam ninguém sozinhas em casa. Viramos reféns. E não se calem. Amanhã pode ser você”, alertou.

Com a exposição do caso, a NET, empresa responsável pelo serviço, disse que demitiu o funcionário. A empresa também informou que o caso está em apuração na esfera criminal e que está à disposição para colaborar com a investigação. “Reforçamos que o caso denunciado está em total desacordo com os valores e código de ética da empresa.”

Juliana registrou boletim de ocorrência e decidiu compartilhar o caso nas redes sociais, com o intuito de chamar a atenção principalmente das mulheres. “Estou revoltada com esse psicopata que ficou 30 minutos dentro da minha casa. Principalmente mulheres, não recebam ninguém sozinhas em casa. Viramos reféns. E não se calem. Amanhã pode ser você”, alertou.

Polícia busca quadrilha de golpe do falso emprego, no DF e em São Paulo

O grupo divulgava os anúncios em sites na internet e jornais, mas quando a vítima entrava em contato interessada na vaga de emprego eles informavam da necessidade de fazer um curso a distância no valor de R$ 150


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postado em 25/07/2016 12:14 / atualizado em 25/07/2016 12:44
Isa Stacciarini
Polícia Civil/DivulgaçãoA imagem do anúncio foi levada à polícia por uma das vítimas
Um golpe de falso emprego, aplicado em todo país – inclusive com vítimas no Distrito Federal -, está sendo alvo de policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf). Os 12 mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo e no litoral paulista onde fica a sede da organização criminosa. A investigação durou mais de um ano. A operação batizada de Fake Job foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (25/7). Ao menos cinco pessoas foram presas até às 12h40.

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O grupo divulgava os anúncios em sites na internet e jornais, mas quando a vítima entrava em contato interessada na vaga de emprego eles informavam da necessidade de fazer um curso a distância no valor de R$ 150. Os criminosos prometiam que após o falso “treinamento” os candidatos seriam admitidos. No entanto, não existia o emprego. A maioria das oportunidades ofertadas era de baixa renda em diversas funções. O líder do bando, Renan Romero Dias, está foragido.
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Polícia Civil/Divulgação líder do bando, Renan Romero Dias, está foragido
Segundo investigação da Polícia Civil do DF, em apenas um dia os golpistas recebiam cerca de mil e-mails de desempregados interessados nas vagas. Ainda não há custo estimado de quanto os criminosos lucraram. A expectativa é fazer a contagem dos valores com as buscas realizadas e a prisão dos envolvidos.

De acordo com o apurado pelos investigadores até agora, quando o grupo aplicava muitos golpes com o mesmo site, eles desativavam a página online e criavam outro. Contudo, ainda há contas ativas com as ofertas de emprego disponíveis. Alguns anúncios fraudados são identificados como Grupo Líder Portaria, Central Internacional, Emprego de Portaria, Embra Treinamentos, Certificado de Portaria, SC Pesquisa Nacional, entre outros.

A Polícia Civil acredita que milhares de pessoas espalhadas por todo país tenham sido vítimas dos criminosos. Investigadores também suspeitam que após a divulgação do caso novas vítimas apareçam.
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Familiares de jovem estuprada e morta protestam durante prisão de criminoso

Crime ocorreu em julho do ano passado em Ceilândia. Só neste sábado (23/7) Polícia Civil identificou e prendeu Diogo dos Santos Pestana, 32 anos, que confessou o ato.

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Zuleika Sousa/CB/D.A Press”Esse último ano eu vivi, porque tinha que viver. A prisão dele não vai trazê-la de volta, nem apagar as mágoas, mas, pelo menos, alguma coisa foi feita”, desabafou a mãe de Thalitha, Cícera Maria Cacau

Após um ano de investigações a Polícia Civil identificou e prendeu o homem que estuprou e matou Thalitha Cacau Rocha Passos, 25 anos. O crime aconteceu em junho do ano passado, próxima a BR-070, em Ceilândia, na altura de um campo de futebol. Diogo dos Santos Pestana, 32, confessou o crime. A prisão aconteceu no sábado (23/7), quando o acusado fazia serviços elétricos em uma clínica da 910 Sul.

O celular da vítima, roubado no dia do crime, ajudou investigadores a localizarem Diogo. Os policiais passaram a monitorar o suspeito. Na casa de Diogo, em Luziânia (GO), a polícia apreendeu três calcinhas, um computador e uma grande quantidade de camisinhas e gel lubrificante. Ele estava com um mandado de prisão da Polícia Civil de Goiás aberto por tentativa de estupro em Águas Lindas (GO).

“O Diogo contou tudo o que tinha feito com detalhes. Num primeiro momento, ele se mostrou surpreso por haver uma investigação”, detalhou o titular da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O), Ricardo Viana. Diogo deve ser transferido ainda na tarde desse domingo (24/7) para o Complexo Penitenciário da Papuda.

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Zuleika Sousa/CB/D.A PressDiogo dos Santos Pestana, 32 anos, foi preso quando fazia serviços elétricos em uma clínica da 910 Sul

Familiares de Thalitha estiveram na delegacia e tentaram agredir o criminoso. A jovem deixou dois filhos de 2 e 6 anos. “Esse último ano eu vivi, porque tinha que viver. A prisão dele não vai trazê-la de volta, nem apagar as mágoas, mas, pelo menos, alguma coisa foi feita”, desabafou a mãe de Thalitha, a auxiliar de serviços gerais Cícera Maria Cacau, 49 anos.

Neste domingo, a filha mais nova de Thalitha, que vive com o pai, completa dois anos. “O filho mais velho sabe o que aconteceu. Estava passando da hora de termos um ponto final. Não há um dia sequer que eu não lembre dela. Ao passar pelos locais onde o crime aconteceu sinto uma indignação imensa. Ainda mais por ser uma pessoa de índole boa”, completa Cícera, que cuidado do filho mais velho de Thalitha.

Policiais apreenderam, ainda, o carro usado no crime — um Fiat Tempra. Diogo havia vendido o veículo. “O carro vai passar por exames periciais para constatar material genético e sangue humano. Na época do crime, ele usou esse mesmo veículo”, contou o delegado.
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Zuleika Sousa/CB/D.A PressCarro usado por Diogo para abordar a vítima

Crimes

Diogo é acusado de estuprar e tentar matar uma mulher em Águas Lindas, em dezembro do ano passado. O crime teria sido executado da mesma forma que no caso de Thalitha. “A forma dos crimes que nortearam as investigações e conduziu a ele como o principal suspeito”, explica Ricardo Viana.

Em ambas as situações, Diogo abordou as vítimas com uma arma falsa, as obrigou entrar no carro. Após os estupros, ele enforcava as mulheres com um meião de futebol. “Ele tentou justificar que as vítimas, em algum momento, aceitaram ficar com ele, mas depois se recusavam. Por sorte, a moça de Águas Lindas conseguiu fugir da casa dele”, afirma o delegado.

O mandado de prisão contra Diogo é por estupro e tentativa de homicídio. Ele não possui passagens anteriores pela polícia.

A vítima

A operadora de caixa Thalitha desapareceu na noite de 27 de junho de 2015. Ela foi abordado em uma parada de ônibus em Ceilândia, próxima ao JK Shopping. Familiares registraram na polícia o sumiço e chegaram a fazer uma campanha em redes sociais para encontrar a moça. Thalitha teria saído do trabalho por volta das 19h30 de sábado.

No fim do expediente, Thalita telefonou para o marido. A intenção dela era pegar o metrô até o Centro de Taguatinga. De lá, seguiria de ônibus para Águas Lindas, cidade onde morava. Na época, os policiais acreditavam que a morte teria acontecido por volta das 3h da manhã.
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