Condenada pela morte de Maria Cláudia Del’Isola é copeira do GDF

Secretaria de Justiça e Cidadania informou, em nota, que Adriana de Jesus Santos tem autorização da Vara de Execuções Penais para prestar serviço externo. No regime semiaberto, ela é contratada da Funap desde outubro de 2018

Condenada pelo assassinato da estudante Maria Cláudia Siqueira Del’Isola (foto em destaque), Adriana de Jesus Santos cumpre pena em regime semiaberto e trabalha como copeira no Governo do Distrito Federal (GDF). Ela é contratada da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF) desde outubro de 2018. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

O crime ocorreu em dezembro de 2004 e foi considerado um dos assassinatos mais bárbaros da capital da República. A Sejus informou, em nota, que a presa tem autorização da Vara de Execuções Penais (VEP) para trabalho externo.

A Funap integra a administração indireta do GDF e é vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania. A entidade tem como função “contribuir para a inclusão e reintegração social das pessoas presas, oportunizando melhorias em suas condições de vida por meio da qualificação profissional e oportunidades de inserção no mercado de trabalho”. Atualmente, a Funap presta serviços para outros órgãos do Executivo local, do governo federal e a três empresas particulares.

Até a última atualização deste texto, a reportagem não havia conseguido contato com a defesa de Adriana.

Morte no Lago Sul
Bernardino do Espírito Santo era caseiro da família de Maria Cláudia Del’Isola, enquanto Adriana de Jesus, sua namorada, trabalhava como empregada doméstica na mesma residência. O caso aconteceu no Lago Sul, um dos bairros mais nobres de Brasília.

A dupla foi condenada pelos crimes de homicídio triplamente consubstanciado, estupro, atentado violento ao pudor, ocultação de cadáver e furto qualificado. Preso em 2007, Bernardino Espírito Santo obteve progressão para o semiaberto em 2016. Adriana está no mesmo regime, com trabalho externo.

Antes de sair para a faculdade, a vítima foi abordada pelo casal, agredida com um soco e obrigada a informar a senha do cofre. Em seguida, foi estuprada, esfaqueada e morta com um golpe de pá na cabeça. A dupla enterrou a universitária debaixo da escada principal da residência. O corpo foi encontrado três dias depois.

Em março de 2019, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) conseguiu decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para aumentar as penas de Adriana e do outro condenado pelo crime. De acordo com a sentença inicial, as penas eram de 65 e 58 anos, que posteriormente foram reduzidas para 44 e 38 anos, respectivamente.

Após despacho do STJ proferido em 29 de março, Bernardino do Espírito Santo Filho deve receber a pena de 50 anos e 6 meses, enquanto Adriana de Jesus Santos deverá cumprir 40 anos de reclusão.

 Fonte: https://www.metropoles.com/distrito-federal/condenada-pela-morte-de-maria-claudia-delisola-e-copeira-do-gdf

No regime semiaberto, assassina de Maria Cláudia Del’Isola dá expediente no GDF


Helena Mader

Condenada por estupro, ocultação de cadáver e pelo homicídio da estudante Maria Cláudia Del’Isola, Adriana de Jesus Santos obteve a progressão para o regime semiaberto e hoje trabalha na Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal. Ela é contratada pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). Quase 15 anos depois de um dos crimes mais chocantes da história de Brasília, Adriana conseguiu autorização judicial para o trabalho externo. Ela dorme na Penitenciária Feminina e dá expediente no GDF, mas não atua no atendimento ao público. Ela trabalha na área administrativa.

Em nota, a Secretaria de Justiça e Cidadania informou que “Adriana de Jesus Santos está no regime semiaberto e tem autorização da Vara de Execuções Penais para trabalho externo. Ela está contratada pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) e trabalha normalmente”.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do DF informou que o processo de execução penal da assassina de Maria Cláudia “está tramitando em segredo de justiça, por determinação judicial”. “Dessa forma, somente podem ter acesso às informações contidas no processo a interna, sua defesa constituída e o representante do Ministério Público que atua junto à Vara de Execuções Penais”, informou o TJDFT.

Adriana de Jesus Santos preencheu as determinações legais para receber o benefício de progressão para o regime semiaberto. A Lei de Execuções Penais estabelece requisitos como o cumprimento de um sexto da pena no regime inicial e bom comportamento carcerário, atestado pelo diretor do presídio.

Barbárie
Maria Cláudia tinha apenas 19 anos quando foi morta, em 9 de dezembro de 2004, na própria casa, no Lago Sul. Os autores do crime foram Adriana, à época empregada da família, e o então caseiro, Bernardino do Espírito Santo. A dupla queria forçar a jovem a abrir um cofre. Eles imobilizaram, agrediram e estupraram a estudante. Por fim, a dupla esfaqueou Maria Cláudia e acertou a cabeça dela com uma pá. O corpo da universitária foi enterrado embaixo da escada da casa da família Del’Isola e a polícia só conseguiu localizar o cadáver três dias depois.

Em 2007, Adriana de Jesus Santos foi condenada a 58 anos de prisão por homicídio, estupro, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver. Mas, em 2010, o Tribunal de Justiça aceitou reduzir a punição da ré e excluiu a condenação por atentado violento ao pudor. Isso foi possível por conta da Lei Federal nº 12.015/09, que unificou os crimes de estupro e atentado violento ao pudor. Com isso, a pena caiu para 38 anos e três meses de reclusão.

Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça acatou um recurso do Ministério Público e aumentou novamente as penas dos réus. A pena final de Adriana foi de 40 anos de reclusão.

Fonte: http://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/no-regime-semiaberto-assassina-de-maria-claudia-delisola-da-expediente-no-gdf/

Nova lei do DF limita horário para telemarketing e permite bloqueio de chamadas


Uma nova lei distrital, que começa a valer nesta sexta-feira (31), define horários para ligações de telemarketing e cria um recurso dentro do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) que permite ao cliente bloquear o recebimento das chamadas.

Pela norma (nº 6.305), as ligações somente poderão ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, e aos sábados das 9h às 13h. Chamadas são proibidas aos domingos e feriados.

Mesmo com restrição de horários, quem não quiser receber as ligações pode acionar o Procon e inserir o número de telefone no cadastro “Me respeite” – criado especialmente para garantir o direito dos titulares de linhas telefônicas. O formulário do cadastro ficará disponível no site do Procon e nos postos do Na Hora.

Um levantamento feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública aponta que 92,5% dos consumidores que utilizam a plataforma do governo federal consumidor.gov.br recebem ligações indesejadas.

Segundo a pesquisa, quase metade dos telefonemas (48,7%) são realizados por um robô e cerca de 65% dos entrevistados disseram receber até dez ligações por semana, incluindo aquelas que não se completam ou que ficam mudas.

Outras regras
A lei distrital prevê, ainda, outras regras que limitam a atuação das empresas por meio do telemarketing e ampliam os direitos dos consumidores. O número usado para fazer a ligação, por exemplo, necessariamente precisa ser válido para receber chamadas de volta.

As empresas também não podem forjar pesquisas, sorteios e ofertas quando a intenção final da ligação for a venda de algum produto ou serviço. As chamadas devem, ainda, dispor de recurso para retirar o contato telefônico do cadastro de telemarketing da empresa por seis meses.

Também passa a ser obrigação dos fornecedores a disponibilização de um “canal direto e facilitado, por meio telefônico e a custo de ligação local” para que o consumidor manifeste interesse ou peça que o número seja retirado do anúncios de produtos ou serviços oferecidos pelas empresas.

As prestadoras não podem fazer mais de três chamadas para o mesmo consumidor em um único dia. E, quando o consumidor recusar o serviço ou produto oferecido, a empresa fica proibida de reiterar a oferta por meio de ligação.

Nenhuma das regras definidas pela lei se aplicam às instituições filantrópicas e às organizações de assistência social, educacional e de saúde sem fins econômicos que tenham o Certificado de Entidades Beneficentes de Assistência Social.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

Herpes em bebês pode levar à morte. Saiba como previnir

Nos últimos dias, um bebê de 17 dias foi internado em São Paulo após contrair o vírus da doença. Médicos alertam para o perigo de contágio

Se você é mãe, certamente já recebeu uma foto que circula frequentemente na internet com um bebê cheio de lesões vermelhas no rosto por conta do vírus da herpes. Recentemente, em São Paulo, um bebê de 17 dias contraiu a doença (foto em destaque) após receber visitas em casa e precisou ficar internado no hospital por vários dias. A mãe publicou a imagem nas redes sociais para alertar outras pessoas sobre os perigos desse tipo de contaminação.

Coordenador de Pediatria do Hospital Santa Lúcia em Brasília e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, Alexandre Nikolay explica que a forma mais comum de contágio em bebês é a herpes simples tipo um, que se manifesta por meio de feridas na pele, principalmente na boca. Para que o bebê seja contaminado, o vírus precisa estar ativo. O médico alerta ainda que o micro-organismo “não pula”, ou seja, o bebê precisa necessariamente ter contato com a saliva da pessoa doente.

Embora seja grave, a contaminação não é necessariamente fatal, embora possa matar. Os casos variam: há bebês que ficam com lesões na pele, estomatite hepática com aftas na boca e inchaço da gengiva. Em casos mais severos, o sistema nervoso central pode ser infectado, causando meningite viral. Existe tratamento para todos esses quadros, mas os médicos recomendam que os pais procurem um hospital o quanto antes.

O médico infectologista Leandro Machado alerta que os pais podem fazer uma lista para familiares e amigos com as precauções necessárias ao visitar um recém-nascido. Entre elas, pessoas que estejam doentes não devem ir ver o bebê, e as visitas devem evitar ficar beijando a criança no rosto, mãos e boca. A higienização também é muito importante. De acordo com o especialista, a recomendação hoje em hospitais é usar álcool gel das mãos até o cotovelo.

O doutor Alexandre Nikolay explica que os pais devem evitar receber visitas e sair de casa nos primeiros dois meses, principalmente em lugares de grande aglomeração. “Tudo é bom senso. Até os 28 dias, o bebê é considerado recém-nascido e a imunidade é muito baixa”, afirma. Segundo ele, o aleitamento materno também auxilia no reforço do sistema imunológico da criança.

Fonte: metropoles.com

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Voluntários doam tempo e energia em instituições sociais do DF

Por meio do voluntariado, brasilienses doam tempo e energia e, em troca, ganham gratidão e a sensação de pertencimento à comunidade
A pediatra Tatiana Fonseca da Silva atua voluntariamente no Lar de São José, em Ceilândia: “Doar nada mais é que receber”(foto: Ed Alves/CB/D.A Press )

Você tem algumas horas livres durante o dia? Que tal doar um pouco do seu tempo, energia e talento para ajudar outras pessoas? O Correio reuniu histórias de brasilienses que decidiram se doar ao outro com amor e compaixão e encontraram no trabalho voluntário realização pessoal e felicidade. Eles usam as habilidades para transformar a vida do próximo. Em troca, recebem carinho e gratidão.

“Cada vez que uma pessoa se propõe a ajudar alguém, ela pode ter a certeza de que a primeira pessoa a ser ajudada será ela mesma. Doar nada mais é que receber.” É assim que a médica pediatra Tatiana Fonseca da Silva, 41 anos, define o trabalho no abrigo Lar de São José, que recebe crianças e adolescentes em Ceilândia.

Voluntária no local há 10 anos, ela trabalhava em um centro de saúde na cidade quando atendeu uma criança do abrigo e decidiu fazer uma visita. “Foi uma acolhida muito calorosa, e nunca mais deixei de vir. Teve, inclusive, uma época em que eu consegui liberação oficial da Secretaria de Saúde para fazer atendimento regular. Fiquei um ano vindo semanalmente”, recorda-se. A profissional oferece amparo em questões médicas que vão desde aferição de pressão e medidas até consultas completas.

O Lar de São José recebe crianças e adolescentes encaminhados pela Vara da Infância, vítimas de abuso sexual, negligência familiar, abandono ou em situação de rua. A coordenadora técnica do abrigo, Ana Lúcia Antunes, trabalha no local há oito anos e conta que só conseguem realizar o trabalho graças aos voluntários. “Muitos não tinham costume de frequentar a escola, e é uma luta diária fazer com que eles assistam às aulas”, explica. Ela afirma que um dos motivos é a dificuldade na alfabetização.

Segundo Ana Lúcia, as crianças sentem faltam de pessoas que frequentem o abrigo apenas para brincar ou passar um tempo com elas, dando atenção, como faz Vinícius José de Carvalho, 25 anos. O médico veterinário conheceu o local por meio de um projeto da escola em que estudou. Logo se apaixonou e ofereceu ajuda. “Sábado de manhã é complicado. Às vezes, meus amigos saem e eu recuso para poder acordar cedo e vir. E acaba sendo muito gratificante, eu chego em casa querendo voltar para cá.”

“A gente precisa muito de ajuda e, quando alguém vem, eu fico muito feliz”, conta Igor (nome fictício), 15 anos, no abrigo há quatro anos. Ele relata que gosta de artesanato, mas o lar ainda não tem um voluntário para ensinar. “Seria legal se alguém viesse ensinar arte, ou um professor de dança”, sugere.

Superação

A bancária Karina Marques Bandeira, 32, conseguiu forças para superar um problema pessoal ajudando pessoas que precisavam. “Eu percebi que o meu problema não era nada diante de tantos outros que estavam abandonadas em abrigos e, ainda assim, conseguiam me passar amor”, conta. A moradora do Guará participa de campanhas da empresa, leva doações e faz visitas frequentes ao Lar Bom Samaritano de Águas Lindas e ao Abrigo dos Excepcionais de Ceilândia (AEC), além de levar música com o coral Tutti Choir. “Quando cantamos para elas, percebo o brilho no olho e vejo que a música tocou no interior”, admira Karina.

Isabela Messeder Fialho, 21, perdeu o movimento das pernas após dois erros médicos, em 2016, e encontrou nos chocolates uma forma de ajudar o próximo. A estudante de publicidade e de comunicação organizacional ficou cinco meses internada e, quando voltou para casa, começou a fazer bombons para presentear, em forma de agradecimento a quem a visitasse.

“Como fez sucesso, comecei a fazer para vender e, depois, meu irmão sugeriu que usássemos isso para ajudar as pessoas”, conta a jovem, que queria contribuir com uma instituição que oferecesse auxílio a pessoas que passavam pelo mesmo problema que ela. Foi assim que Isabela encontrou o Abrigo dos Excepcionais, e já arrecadou R$ 1,5 mil para a instituição em Ceilândia.

* Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer

Como ajudar

Existem diversas instituições espalhadas pelo DF. Confira algumas que precisam de ajuda:

Abrigo dos Excepcionais de Ceilândia (AEC)

» Fornece auxílio médico e social, além de promover atividades para pessoas com algum tipo de deficiência. A instituição atualmente precisa de voluntários da área da saúde e de pessoas que possam realizar trabalhos braçais, como pedreiros, eletricistas e bombeiro hidráulico. Interessados podem entrar em contato com a equipe psicossocial pelo telefone 3585-1905 ou por e-mail: abrigoaec@gmail.com.

Abrigo Lar de São José

» É uma entidade de acolhimento que recebe crianças e adolescentes de 0 a 18 anos encaminhados pela Vara da Infância. Profissionais da educação ou aqueles que têm facilidade em algum assunto podem se voluntariar para auxiliar nas tarefas e no acompanhamento escolar das crianças. Além disso, qualquer pessoa que deseja prestar qualquer serviço ou momento de lazer com os abrigados pode agendar uma visita pelo 3491-0265 ou lardesaojose@hotmail.com.

Associação Santos Inocentes

» A casa oferece apoio a grávidas e recém-nascidos em situação de risco, em Samambaia. Informações pelo telefone 3359-2867.

Associação Casa Santo André

» Atende pessoas em situação de rua, oferecendo apoio em diversas áreas. A entidade conta com uma padaria industrial e precisa de voluntários para dar curso de especialização em padaria de forma gratuita. Recebe pessoas dispostas a ajudar em qualquer área. Interessados devem entrar em contato pelo 3327-9390.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Agosto começa com seca, mas pode trazer chuva na primeira quinzena

Segundo o Inmet, o mês de agosto tende a ter temperaturas altas e umidades baixas, mas isso não descarta a chance de chuva nos primeiros quinze dias

Sol forte e seca devem marcar o mês de agosto em Brasília, mas chuvas não são descartadas (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Quem já está acostumado com o clima de Brasília sabe que em agosto a seca castiga. Neste mês, predomina a baixa umidade, provocada pela massa de ar seco que fica sobre a região, e as chances de chuva surgem como uma esperança. Segundo Mamedes Luiz, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês que se inicia nesta quarta-feira (1º/8) será exatamente assim, com uma possibilidade pequena do brasiliense ver chuva na capital, mas existente.

Os primeiros dias de agosto são os mais propícios para essa chance de que a umidade suba: “Neste mês podem acontecer pancadas de chuva na primeira quinzena, com uma chance de até 20% de que isso aconteça nesta primeira semana, até sexta-feira. Amanhã pode ser que já aumente um pouco a umidade”, explicou Mamedes. Mas esta quarta-feira não anima os que esperam a chuva.

A máxima na capital será de 31ºC, com umidade relativa do ar chegando 20% no momento mais crítico do dia. Com mínima de 8ºC e umidade com pico de 90%, entre a madrugada e a manhã, o DF começou o mês de agosto sem muito frio. “Geralmente agosto é assim, com temperatura subindo e umidade abaixando”, concluiu o meteorologista.

De olho no metabolismo

Tantas variações nas temperaturas fazem com que seja sorte passar pelo inverno do DF sem “ganhar” ao menos uma gripe. Pelo começo da manhã, temperaturas baixas e ambientes fechados são aliados dos vírus e bactérias. Pela tarde, a baixa umidade deixa o tempo seco e castiga os brasilienses. Mas o que poucos sabem é que uma boa dieta pode ajudar a manter a saúde nestes dias.

Primeiro é preciso compreender o que acontece com nosso corpo neste período. E a nutricionista Nina Camargo explica: “Durante o inverno, nosso organismo busca manter a sua temperatura, entre 36ºC e 37,5ºC. Para isso, o metabolismo fica acelerado, queimando mais calorias para produzir mais calor, podendo aumentar a necessidade calórica do nosso corpo”. Essa mudança faz com que a procura por alimentos mais calóricos aumente, o que não é saudável em estação nenhuma.

A seca e as altas temperaturas das tardes também prejudicam, porque afastam as pessoas dos exercícios físicos, ideias para uma boa saúde. Mas é possível encontrar na dieta uma saída para esses problemas. “Os alimentos ricos em vitamina C são ótimas opções para o consumo no inverno, já que eles auxiliam na melhora da imunidade. Entre as frutas, há várias opções, como laranja lima, laranja pera, acerola, mexerica e morango. O alho e a cebola são ótimos aliados para a melhora do sistema imunológico e funcionam como antibióticos naturais.”

Apesar de não existir uma fórmula exata para minimizar os problemas deste inverno seco da capital, Nina diz ainda que, além de se manter hidratado, a boa alimentação aliada a práticas de atividade física e boas noites de sono são essenciais. Outra dica da nutricionista está nos chás, que podem ser grandes parceiros nas noites em que a sensação térmica caia, ajudando a manter a hidratação com água e sucos feita ao longo do dia.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br