Concursos: semana tem 11,6 mil vagas e salários de até R$ 17 mil

São 48 certames cujas inscrições vão até sexta. As chances são destinadas a pessoas com níveis fundamental, médio, técnico e superior

Concurseiros de todo Brasil devem ficar atentos: pelo menos 48 concursos públicos se encerram nesta semana, desta segunda-feira (04/11/2019) até a sexta-feira (08/11/2019). As oportunidades se destinam a pessoas com níveis fundamental, médio, técnico e superior. Os salários podem chegar a até R$ R$ 17.065,04.

As inscrições para o certame da prefeitura de Alto Taquari (MT) se encerram nesta quinta-feira (07/11/2019). São ofertadas 15 vagas com salários que podem chegar a R$ 1.973,70. O cadastro é realizado por meio do site da Prefeitura de Taquari. As vagas são destinadas para provimento no cargo de professor.

Para quem deseja trabalhar em São Paulo, a Prefeitura de Pauliceia oferece 10 vagas para professor. Os vencimentos alcançam R$ 2.110,35. Interessados têm até sexta-feira (08/11/2019) para se inscrever, no site Aplicativa.

Além dessas oportunidades, o Metrópoles listou 48 concursos que encerram nesta semana. Confira a seguir.

Secretaria de Educação do Estado da Bahia

Inscrições: até o dia 4 de novembro pelo site da Uneb
Vagas: 2.491 (nível superior)
Cargo: professor
Salário: R$ 1.713,53

Prefeitura de Xaxim (SC)

Inscrições: até o dia 4 de novembro pelo site da Prefeitura de Xaxim
Vagas: 68 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: contador, enfermeiro, engenheiro civil, farmacêutico/bioquímico, fisioterapeuta, médico, odontólogo, psicologo, terapeuta ocupacional, agente administrativístico, entre outros
Salário: R$ 15.104,84

Prefeitura de Mineiros (MG)

Inscrições: até o dia 4 de novembro pelo site Unifimes
Vagas: 323 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: docente, agente de serviço administrativo, agente técnico administrativo, motorista, oficial de manutenção, agente de serviços gerais e agente laboratorial
Salário: R$ 2.425,55

Prefeitura de Mariana (MG)

Inscrições: até o dia 4 de novembro pelo site Gestão de Concursos
Vagas: 34 (nível médio e superior)
Cargo: assistente odontológico, auxiliar laboratorial, motorista de creche, atendente de farmácia, secretário escolar, técnico em radiologia, assistente social, entre outros
Salário: R$ 4.091,51

Prefeitura de Laje do Muriaé (RJ)

Inscrições: até o dia 4 de novembro pelo site Gstrategic
Vagas: 112 (nível fundamental, médio, técnico e superior)
Cargo: cozinheiro, auxiliar de serviços gerais, motorista, digitador, guarda municipal, merendeira, lavadeira, enfermeiro, fonoaudiólogo, orientador educacional, entre outros
Salário: R$ 3 mil

Prefeitura de Jandaia do Sul (PR)

Inscrições: até o dia 4 de novembro pelo site Fauel
Vagas: 125 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: dentista, agente de combate a endemias, auxiliar comunitário da saúde, motorista socorrista, auxiliar de enfermagem, auxiliar de consultório dentário, entre outros
Salário: R$ 12.786,25

Prefeitura de Fernando Falcão (MA)

Inscrições: até o dia 4 de novembro pelo site Instituto Legatus
Vagas: 94 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: psicólogo, contador, enfermeiro, nutricionista, assistente social, fisioterapeuta, analista educacional, engenheiro agrônomo, entre outros
Salário: R$ 3 mil

Prefeitura de Areal (RJ)

Inscrições: até o dia 4 de novembro pelo site Gstrategic
Vagas: 120 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: arquiteto, merendeira, auxiliar de serviços gerais, auditor fiscal, assistente social, biólogo, engenheiro civil, engenheiro ambiental, contador, entre outros
Salário: R$ 10.299,07

Fundação Integrada Municipal de Ensino Superior (Fimes)

Inscrições: até o dia 4 de novembro pelo site Unifimes
Vagas: 323 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: motorista, docente, agente de manejo rural, agente de serviços gerais, agente técnico administrativo, oficial de manutenção, entre outros
Salário: R$ 2.425,55

Prefeitura de Tanque Novo (BA)
Inscrições: até o dia 5 de novembro pelo site da Prefeitura de Tanque Novo
Vagas: 124 (nível médio, técnico e superior)
Cargo: enfermeiro, educador físico, nutricionista, odontólogo, psicólogo, motorista, eletricista, técnico em enfermagem, entre outros
Salário: R$ 3.683,14

Prefeitura de Palmeira (SC)

Inscrições: até o dia 5 de novembro pelo site Concursos ss1
Vagas: 15 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: balseiro, contador, carpinteiro, auxiliar de serviços gerais, engenheiro civil, fiscal de tributos, médico, nutricionista, operador de equipamentos, entre outros
Salário: R$ 3.964,45

Prefeitura de Maracanã (PA)

Inscrições: até o dia 5 de novembro pelo site Cetap
Vagas: 292 (nível superior)
Cargo: professor e técnico pedagógico
Salário: R$ 1.534,64

Prefeitura de Mangueirinha (PR)

Inscrições: até o dia 5 de novembro pelo site do Município de Mangueirinha
Vagas: 70 (nível médio e superior)
Cargo: motorista, desenhista, fiscal tributário, servente de serviços gerais, administrador de rede, arquiteto, analista de tributos, cirurgião-dentista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, entre outros
Salário: R$ 13.724,23

Prefeitura de João Pinheiro (MG)

Inscrições: até o dia 5 de novembro pelo site Consulpam
Vagas: 167 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: enfermeiro, assistente social, fisioterapeuta, monitor de esportes, faxineiro, atendente, cuidador social, orientador social, entre outros
Salário: R$ 5.989,27

Prefeitura de Itirapina (SP)

Inscrições: até o dia 5 de novembro pelo site Concursos Sigma
Vagas: 74 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: auditor fiscal, lixeiro, médico, auditor fiscal, almoxarife, agente de saúde, assistente social, fiscal de posturas, recepcionista, pedreiro, entre outros
Salário: R$ 7.326,80

Prefeitura de Carlos Barbosa (RS)

Inscrições: até o dia 5 de novembro pelo site Concursos Objetiva
Vagas: 36 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: assistente social, arquiteto, professor, tesoureiro, técnico em informática, secretário de escola, guarda municipal, auxiliar de farmácia, entre outros
Salário: R$ 16.584,92

Prefeitura de Campo Alegre (SC)

Inscrições: até o dia 5 de novembro pelo site NBS
Vagas: 13 (nível superior)
Cargo: professor
Salário: R$ 2.677,64

Prefeitura de Abreu e Lima (PE)

Inscrições: até o dia 5 de novembro pelo site da Prefeitura de Abreu e Lima
Vagas: 15 (nível superior)
Cargo: serão realizadas exclusivamente via postal ou de forma presencial na sede da Prefeitura Municipal de Abreu e Lima, no endereço: Av. Duque de Caxias, 924, Centro, Abreu e Lima, CEP: 53.580-020, das 8h às 16h
Salário: R$ 6 mil

Prefeitura de Tibagi (PR)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site Fundação Fafipa
Vagas: 37 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: fisioterapeuta, fiscal tributário, enfermeiro, dentista, agente da defesa civil, contador, motorista, tratorista, professor, entre outros
Salário: R$ 17.065,04

Prefeitura de Serra Alta (SC)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site Concursos SS1
Vagas: 15 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: educador social, agente educativo, auxiliar em saúde bucal, mecânico, motorista, professor, entre outros
Salário: R$ 2.187,75

Prefeitura de Quixeramobim (CE)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site Consulpam
Vagas: 184 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: professor, cadista, psicólogo, pedagogo, monitor de educação, fiscal de tributos, cuidador social, auxiliar de farmácia, entre outros
Salário: R$ 8 mil

Prefeitura de Ouro (SC)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site Sigma Concursos
Vagas: 27 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: agente de serviços gerais, nutricionista, professor, orientador social e auxiliar de professor
Salário: R$ 2.561,42

Prefeitura de Nova Iguaçu (RJ)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site Iuds
Vagas: 38 (nível médio e superior)
Cargo: analista contábil, analista de administração, analista de procuradoria, analista de tecnologia da informação, técnico em procuradoria e técnico programador de computação
Salário: R$ 2.750

Prefeitura de Marcelândia (MT)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site KLC
Vagas: 12 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: agente comunitário de saúde
Salário: R$ 8.808,75

Prefeitura de Igrejinha (RS)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site da Prefeitura de Igrejinha
Vagas: 61 (nível médio e superior)
Cargo: professor
Salário: R$ 3.320,32

Prefeitura de Icém (SP)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site Instituto Indec
Vagas: 94 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: motorista, atendente, fiscal de tributos, ajudante geral, ajudante braçal, auxiliar de serviços gerais, monitor, zelador, entre outros
Salário: R$ 8.255

Prefeitura de Contagem (MG)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site da Prefeitura de Contagem
Vagas: 69 (nível médio e superior)
Cargo: assistente administrativo, fiscal do Procon, administrador, psicólogo, contador e assistente social
Salário: R$ 3.138,30

Prefeitura de Cambé (PR)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site Instituto Unifil
Vagas: 20 (nível médio e superior)
Cargo: auxiliar de laboratório, auxiliar em saúde bucal, técnico em enfermagem, dentista, enfermeiro, médico PSF, médico cardiologista, médico ginecologista e obstetra, entre outros
Salário: R$ 9.678,23

Prefeitura de Bombinhas (SC)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site do Município de Bombinhas
Vagas: 19 (nível superior)
Cargo: coordenador pedagógico, tradutor e intérprete de Libras e professor
Salário: R$ 2.746,80

Prefeitura de Angra dos Reis (RJ)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site FGV projetos
Vagas: 228 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: berçarista, inspetor de alunos, monitor de educação especial, especialista em desportos e docente
Salário: R$ 3.239,06

Assembleia Legislativa do Piauí (PR)

Inscrições: até o dia 6 de novembro pelo site Copese
Vagas: 41 (nível médio e superior)
Cargo: consultor legislativo e assessor técnico legislativo
Salário: R$ 4.068,39

Prefeitura de Taubaté (SP)

Inscrições: até o dia 7 de novembro pelo site Instituto Excelência
Vagas: 20 (nível médio)
Cargo: auditor júnior, auditor pleno, dentista PSF, médico necropsista, entre outros
Salário: R$ 1.458,83

Prefeitura de Sabará (MG)

Inscrições: até o dia 7 de novembro pelo site Reis Auditores
Vagas: 67 (nível médio)
Cargo: agente comunitário de saúde e agente de combate a endemias
Salário: R$ 1.250

Prefeitura de Rosário (MA)

Inscrições: até o dia 7 de novembro pelo site da Prefeitura de Rosário
Vagas: 67 (nível médio)
Cargo: professor
Salário: R$ 1.250

Prefeitura de Piraí (RJ)

Inscrições: até o dia 7 de novembro pelo site Ibam
Vagas: 73 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: docente, procurador jurídico, odontologista, psicólogo, médico, engenheiro, contador, analista de suporte, secretário escolar, entre outros
Salário: R$ 3.951,06

Prefeitura de Itatiaia (RJ)

Inscrições: até o dia 7 de novembro pelo site Ibam
Vagas: 59 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: fonoaudiólogo, enfermeiro de trabalho, médico de segurança e saúde no trabalho, professor, auxiliar de creche, entre outros
Salário: R$ 2.275,46

Prefeitura de Floresta do Piauí (PI)

Inscrições: até o dia 7 de novembro pelo site Crescer Concursos
Vagas: 28 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: fisioterapeuta, nutricionista, eletricista, fiscal de tributos, arquiteto, dentista, agente de endemias, agente comunitário de saúde, entre outros
Salário: R$ 10.200

Prefeitura de Cordeiro (RJ)

Inscrições: até o dia 7 de novembro pelo site Ibam
Vagas: 30 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: médico, procurador municipal, técnico em enfermagem, assistente de educação e professor
Salário: R$ 11.500

Prefeitura de Brusque (SC)

Inscrições: até o dia 7 de novembro pelo site SC treinamentos
Vagas: 56 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: professor, monitor escolar e coordenador pedagógico
Salário: R$ 3.553,42

Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (MS)

Inscrições: até o dia 08 de novembro pelo site Fundação Fapems
Vagas: 20 (nível médio e superior)
Cargo: revisor, psicólogo, auxiliar técnico em eletrônica, assistente social, bibliotecário, secretário acadêmico, auxiliar de biblioteca, entre outros
Salário: R$ 6.911,41

Prefeitura de Taió (SC)

Inscrições: até o dia 08 de novembro pelo site NBS
Vagas: 26 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: enfermeiro, fiscal de obras e posturas, orientador educacional, auxiliar de dentista, secretário de escola, agente de serviços gerais, agente profissional, professor, entre outros
Salário: R$ 13.086,10

Prefeitura de Tabaporã (MT)

Inscrições: até o dia 08 de novembro pelo site da Prefeitura de Tabaporã
Vagas: 33 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: professor, auxiliar de saúde bucal, técnico administrativo educacional/gestão escolar, técnico em radiologia, assistente técnico da saúde, entre outros
Salário: R$ 4.004,89

Prefeitura de São Francisco do Piauí (PI)

Inscrições: até o dia 8 de novembro pelo site Consep
Vagas: 34 (nível fundamental, médio, técnico e superior)
Cargo: psicólogo, psicopedagogo, técnico em enfermagem, médico, enfermeiro, farmacêutico, assistente social, agente comunitário de saúde, entre outros
Salário: R$ 2.400

Prefeitura de Porto Alegre do Piauí (PI)

Inscrições: até o dia 8 de novembro pelo site Consep
Vagas: 40 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: enfermeiro, bioquímico, fisioterapeuta, professor, controlador interno, nutricionista, assistente social, psicólogo, entre outros
Salário: R$ 5.568,11

Prefeitura de Matupá (MT)

Inscrições: até o dia 8 de novembro pelo site da Prefeitura de Matupá
Vagas: 57 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: enfermeiro, professor, odontólogo, agente de combate a endemias, auxiliar de creche, agente administrativo escolar, entre outros
Salário: R$ 4.121,11

Prefeitura de Jaguaré (ES)

Inscrições: até o dia 8 de novembro pelo site da Prefeitura de Jaguaré
Vagas: 115 (nível médio e superior)
Cargo: professores, monitores e tradutores intérpretes
Salário: R$ 7.774,80

Prefeitura de Candeias (BA)

Inscrições: até o dia 8 de novembro pelo site Suprema Concursos
Vagas: 503 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: auxiliar de saúde bucal, geólogo, fisioterapeuta, jornalista, músico terapista, estatístico, engenheiro químico, engenheiro civil, entre outros
Salário: R$ 12 mil

Prefeitura de Belo Jardim (PE)

Inscrições: até o dia 8 de novembro pelo site Facet Concursos
Vagas: 376 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: médico, mecânico, jardineiro, farmacêutico, eletricista, engenheiro civil, fiscal sanitário, médico, procurador, professor, entre outros
Salário: R$ 3 mil

Confira também os concursos que abrem o período de inscrição nesta semana:
Prefeitura de Boa Vista (RR)

Inscrições: abrem no dia 4 de novembro pelo site Selecon
Vagas: 446 (nível médio, técnico e superior)
Cargo: médico, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente de aluno, auditor de controle interno de contas públicas e de obras públicas, entre outros
Salário: R$ 10.808,75

Conselho Regional de Nutricionistas da 2ª Região

Inscrições: abrem 4 de novembro e vão até o dia 9 de dezembro pelo site Quadrix
Vagas: 100 (nível médio, técnico e superior)
Cargo: assistente administrativo, nutricionista fiscal, auxiliar administrativo e secretária administrativa
Salário: R$ 4.833,81

Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Eberserh)
Inscrições: abrem dia 5 de novembro, podendo ser feitas pelo site IBFC e Vunesp
Vagas: 2.464 (nível médio, técnico e superior)
Cargo: ainda não divulgado
Salário: R$ 10.350,46

Conselho Federal de Odontologia

Inscrições: abrem dia 4 de novembro, podendo ser feitas pelo site Quadrix
Vagas: 125 (nível , médio, técnico e superior)
Cargo: administrador, procurador jurídico, contador, técnico arquivo, agente operacional e técnico administrativo
Salário: R$ 7.500

Prefeitura de Nova Bandeirantes (MT)

Inscrições abrem dia 5 de novembro, podendo ser realizadas pelo site S.O.S. Assessoria
vagas: 138 (nível fundamental, médio e superior)
Cargo: vigia, zelador, merendeira, ajudante geral, mecânico, lavador de carros, motorista escolar, assistente social, entre outros
Salário: R$ 3.598,03

Prefeitura Municipal de Jataí (GO)

Inscrições: abrem dia 4 de novembro, podendo ser feitas pelo site Quadrix
Vagas: 592 (nível médio, técnico e superior)
Cargo: agente de higiene, operador de máquinas leves, técnico em enfermagem, auxiliar de secretária, entre outros
Salário: R$ 2.338,11

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Brasiliense de 8 anos fica à beira da morte por brincar com slime

Mãe da garota fez relato emocionante sobre o caso nas redes sociais. À reportagem, ela disse que a menina se recupera do susto

hamires Ximenes viveu momentos de tensão nos últimos dias. A influenciadora digital viu a filha Laysla, de 8 anos, ser internada na unidade de terapia intensiva (UTI) após surgimento de uma série de sintomas, entre eles, reações alérgicas graves e insuficiência renal. A causa dos problemas? Um dos componentes do slime, “geleca” multicolorida que é sensação entre a criançada.

“Uma brincadeira comum entre crianças, que para muitos parece inofensiva, se tornou motivo de muita dor e angústia para nossa família”, desabafou a mãe em seu perfil no Instagram.

“Desde quando a fabricação caseira virou febre, Laysla passou a ‘fabricar’ slime com frequência e há muito tempo vem reclamando de dores na barriga. Depois, apareceram diversas manchas na pele”, acrescentou a influenciadora.

“Na semana retrasada, as dores [abdominais] aumentaram e corremos para a emergência com ela chorando de dor. Fomos informados que ela estava com menos de 40% da função renal. As lágrimas e o desespero tomaram conta de todos”, prosseguiu.

Após diversos exames e consultas, a causa dos sintomas foi detectada. “No 7º dia de internação, enfim conseguimos entender o motivo de tudo: INTOXICAÇÃO POR ÁCIDO BÓRICO, no tal do ‘ATIVADOR’ do slime caseiro (bórax, talco ou água boricada)”, escreveu.

Em entrevista ao Metrópoles, a mãe disse que foi apenas um susto e garantiu que a menina passa bem. “Agora, ela está livre das dores e manchas, mas foi um sufoco. Já tinha lido em diversas matérias que o tal do bórax é prejudicial à saúde, por isso optávamos por fazer a geleca sempre com água boricada. Foi uma surpresa saber que o componente também é nocivo”, conta.

O relato de Thamires causou burburinho nas redes sociais e, até o momento, acumula mais de 2,5 mil comentários. “A repercussão do post me surpreendeu. Torço para que a mensagem sirva de alerta e alcance centenas de milhares de pessoas”, exclama.

Este não é o primeiro caso de intoxicação por slime. Em maio, uma criança de 12 anos foi internada em São Paulo após manusear o famoso brinquedo. A menina ficou internada em hospital na zona sul da cidade por mais de uma semana.

A garota deu entrada no centro clínico apresentando vômitos e gastroenterite, segundo a Record TV. Exames identificaram uma reação alérgica causada pela substância bórax.

Para saber mais sobre os riscos eminentes do slime, clique aqui.

Fonte: metropoles.com

Volta das chuvas é ameaça para moradores de 41 áreas de risco no DF

Chuvas na capital serão mais frequentes a partir da próxima semana. Com elas, estão previstos transtornos como inundações e desabamentos. Órgãos locais se preparam para atender às ocorrências
O empresário Edimar Gonçalvez presencia enchentes nas tesourinhas da 110 Norte há, pelo menos, oito anos

Com a chegada do período chuvoso na segunda quinzena deste mês, a população do Distrito Federal precisa tomar cuidados em áreas de risco e em locais com histórico de enchentes. Apesar de o aumento das chuvas não ser uma surpresa, o subsecretário da Defesa Civil, da Secretaria de Segurança Pública do DF, coronel Sérgio Bezerra, reconhece que problemas vão ocorrer.

“Acontece alagamento, inundações, desabamentos e escorregamento de encosta. Isso é certo. Quando vai acontecer, não sabemos. Mas vai ocorrer, porque houve uma ocupação desordenada, em locais de declive, sem sistema de drenagem. Casas foram construídas em cima de redes de esgoto. Tudo isso é indicativo de problema. Não tem como fugir dessa realidade.”

Conforme o último mapeamento da Secretaria de Segurança Pública, de 2018, Brasília tem 41 áreas de risco em 19 regiões administrativas. Nelas, 5.367 residências vulneráveis foram mapeadas.

Ainda de acordo com a pasta, as remoções de moradores ocorrem em ocasiões de “risco iminente de acidente ou desastre”. A maioria das pessoas, segundo a pasta, vai para a casa de familiares. A Defesa Civil conta com barracas que podem abrigar até 40 famílias. Outras opções são o abrigo público de Taguatinga e o aluguel social para pessoas prejudicadas pelas chuvas oferecido pela Secretaria de Desenvolvimento Social.

Plano de contigência

Segundo o subsecretário coronel Bezerra, o governo está mobilizado para atender a prováveis ocorrências. O plano de contingência inclui órgãos como as administrações regionais, a Companhia Energética de Brasília (CEB), a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e a Secretaria de Obras. A ideia é mobilizar recursos humanos e materiais, de maneira articulada, para minimizar os danos.

A Secretaria de Obras informa que, em parceria com a Novacap, adota medidas preventivas, como a limpeza e manutenção das bocas de lobo. Até o momento, mais de 99 mil operações de limpeza de bocas de lobo foram feitas em 2019, segundo a pasta.

Tesourinhas

Em relação aos constantes alagamentos das tesourinhas no Plano Piloto, em especial na Asa Norte, o governo informou que, por falta de recursos financeiros para obras de drenagem, está investindo em medidas paliativas, como a abertura de novas bocas de lobo, a limpeza das existentes, a instalação de meios-fios vazados, a melhoria das curvas de nível e o rebaixamento dos gramados.

Dono de um pet shop na 110 Norte, Edimar Gonçalvez, 49 anos, vive os transtornos das chuvas nas tesourinhas das Quadras 110 e 210 todos os anos. “É só chover, e a gente não passa. Ninguém aguenta. Uma vez, meu carro quase ficou submerso. Ainda bem que eu consegui sair logo. Quando a água vem, você a encontra logo de frente. Teve carro que já ficou boiando. Eu acho que é uma das piores tesourinhas que tem [a da 110 Norte].”

Antonio Brito, 51, gerente de uma padaria na 202 Sul, se recorda da vez em que a chuva trouxe prejuízos ao comércio onde trabalha, em função das tesourinhas nas proximidades e das bocas de lobo sujas. “Alagou a produção. Até freezer ficou boiando lá embaixo (da padaria). Depois disso, tomamos outras providências. Subimos mais a ventilação para a água não descer por ela. Ainda assim, ficamos com medo. Se der uma chuva bem forte mesmo, a tesourinha não dá conta de escoar a água”, conta.

O professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) Sergio Koide alerta para a importância de obras de grande porte. “Houve algumas melhorias, mas se cair uma chuva forte, o que foi feito não vai ser suficiente. Então, a gente continua tendo problema nos mesmos lugares dos anos anteriores.”

O pesquisador ressalta que as quadras 700 e 900 do Plano Piloto foram muito urbanizadas nos últimos anos e que grandes serviços de drenagem não foram feitos. “As obras ainda são quase da época da construção de Brasília. Foram projetadas com parâmetros da época, hoje insuficientes”, diz.

O que fazer
A Defesa Civil orienta que, ao perceber que as edificações podem ser afetadas, as pessoas devem sair imediatamente e avisar o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, e a Defesa Civil, pelo telefone 199. Também é importante enviar, por mensagem, o CEP do local onde mora para o telefone 40199 para que seja possível receber alertas de chuvas.

Locais mais vulneráveis

Territórios considerados de risco pela Secretaria de Segurança do DF:

  • Com declive acentuado
  • Próximos a córregos e demais cursos d’água
  • Sem sistemas de drenagem de águas pluviais (ou com sistemas precários)
  • Sem saneamento básico
  • Com edificações frágeis
  • Com invasões ou ocupações em áreas de proteção ambiental
  • Com acúmulo de resíduos sólidos (entulho e restos de obras) em locais inadequados

    Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Expo Liber: evento na UnB une direito, literatura e jornalismo

Projeto, que ocorre neste sábado (05/10/2019), quer integrar diversas áreas do conhecimento e celebrar os 31 anos da Constituição Federal.
A Universidade de Brasília (UnB) recebe, neste sábado (05/10/2019), a primeira edição da Expo Liber, organizada pelo Projeto de Extensão Habeas Liber, da Faculdade de Direito. O objetivo do evento é integrar os campos do direito às demais áreas de conhecimento, como a literatura e o jornalismo, em comemoração aos 31 anos da promulgação da Constituição Federal.

A programação será aberta às 9h pelo presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Romão Cícero de Oliveira; e encerrada, às 16h30, pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence.

Entre os palestrantes previstos, estão Ryan Maia, escritor mais jovem do Brasil; o ex-procurador federal Judivan Vieira; o magistrado Márcio Barbosa Maia, da Justiça Federal do DF; e Marcos Mairton, magistrado em Fortaleza (CE) e juiz instrutor no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O evento, que ocorrerá na Faculdade de Direito, tem como coordenadores o professor e juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal do DF, e o estudante Ronaldo de Oliveira Melo.

Direito e jornalismo policial

A intersecção entre o jornalismo investigativo e o direito será tema abordado pelo presidente do Sindicato dos Escritores de Brasília, Marcos Linhares. Autor do livro Não Existe Crime Perfeito, o jornalista vai relembrar a cobertura de casos históricos que marcaram o Distrito Federal. A diretora-executiva do Metrópoles, Lilian Tahan, vai compor a mesa de conversas.

Além dos debates, o público terá acesso a apresentações musicais, exposição de curtas, de livros, sorteio, entre outros atrativos, como o lançamento do livro Corações Libertários, uma coletânea de autoria de estudantes e ex-alunos da UnB.

A Expo Liber conta com o patrocínio da Alumni, Associação dos Ex-alunos de Direito da UnB; do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal e da Faculdade de Direito da UnB. No lugar, haverá a presença food trucks.

A participação é gratuita e os interessados podem se inscrever pelo formulário disponível em https://bit.ly/2oymNsB

Confira a programação:

9h
Abertura
Palestra Justiça e Cidadania – Romão Cícero de Oliveira (Presidente e desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios)

10h
Inauguração da Galeria/Quadro editorial dos professores da Faculdade de Direito (Parceria: Faculdade de Direito, Alumni e Habeas Liber)

10h15
Palestra A Corrupção no Mundo – Judivan Vieira (Pós-doutor em direito. Procurador Federal Aposentado)

11h15
Palestra Crime e Literatura: Não Existe Crime perfeito – Marcos Linhares (Jornalista, escritor, presidente do Sindicato dos Escritores do DF e coordenador-geral da 32ª Feira do Livro)

12h
Intervalo para almoço com música ambiente, artes, feira de livro e fast food

13h30
Painel I

Palestra Cinema e Literatura – Fauston da Silva (Cineasta, estudante de direito da UnB, produtor, roteirista e diretor de cinema)
Apresentação do Filme: O Balãozinho Azul

14h
Palestra: Literatura de Cordel: normas e formas – Marcos Mairton (Juiz federal, poeta e músico)

14h40
Sorteio de Rifa e Sorteio de Livros

15h
Painel II
Palestra: A Harmonia dos Direitos Humanos – Márcio Barbosa Maia (Juiz federal, músico, mestre em direito constitucional)
Ryan Maia (Escritor mirim, autor de obras infantis e literárias) – Apresentação de livro e bate-papo interativo
Apresentação Musical (Márcio Barbosa/Marcos Mairton)

15h50
Lançamento do livro Corações Libertários – Coletânea de autoria de estudantes e ex-estudantes da UnB

16h30
Palestra 31 anos da Constituição de 1988 – Sepúlveda Pertence (Ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, e ex-procurador-geral da República, advogado e jurista)

Fonte: http://bit.ly/2nMhQwg

Meninos….

MENINOS-SOLDADOS
A INFÂNCIA A SERVIÇO DO TRÁFICO DE DROGAS
Violência e metas a bater: menores no narcotráfico é uma das piores formas de trabalho infantil, segundo a OIT. Realidade que deve ser tratada como exploração, e não crime, de acordo com especialistas

A cicatriz no ombro diminuía à medida que Thiago Alves Moreno crescia. É a marca de uma guerra urbana: aos 13 anos, ele sofreu o primeiro ataque a facadas em briga por drogas. Com 12 anos, Alessandro da Silveira Maciel viu-se privado de liberdade. Antes de completar 18 anos, Jeconias Lopes já tinha 11 passagens pela Delegacia da Criança e do Adolescente.

Eles aceitaram contar suas histórias de exploração pelo tráfico de drogas vividas na infância e adolescência. Descrevem uma realidade que afeta milhares de crianças e jovens a serviço do narcotráfico no Brasil, inclusive na capital do país, no quintal dos Três Poderes da República.

Quem deveria manusear livros e brinquedos tem em punho armas de fogo e carrega na mochila porções de entorpecentes para negociar com consumidores. Trata-se de um mercado no qual é preciso bater metas, respeitar hierarquias, cumprir longas jornadas e correr iminente risco de morte.

Apesar de constar na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a atuação de crianças e adolescentes no tráfico de drogas não é considerada como trabalho infantil pela Justiça brasileira.

Assim, prevalece o aspecto de ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o que leva à aplicação de medida socioeducativa ao menor de 18 anos, mas não à proteção de direitos fundamentais.

O Brasil é signatário da Convenção 182 da OIT e, por meio do Decreto nº 3.597/2000, enquadra o tráfico como trabalho infantil, determinando ações imediatas para sua eliminação. Estudos apontam ambiguidade jurídico-normativa em relação ao tema. Enquanto não se chega a um entendimento, a juventude em situação de vulnerabilidade social fica refém de um Estado que não cumpre as leis e, assim, condena o próprio futuro.

INFÂNCIA E JUVENTUDE EXPLORADAS
A EXPRESSÃO “AS PIORES FORMAS DE TRABALHO INFANTIL” ABRANGE:

TODAS AS FORMAS DE ESCRAVIDÃO OU PRÁTICAS ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO, TAIS COMO A VENDA E TRÁFICO DE CRIANÇAS, A SERVIDÃO POR DÍVIDAS E A CONDIÇÃO DE SERVO, E O TRABALHO FORÇADO OU OBRIGATÓRIO, INCLUSIVE O RECRUTAMENTO FORÇADO OU OBRIGATÓRIO DE CRIANÇAS PARA SEREM UTILIZADAS EM CONFLITOS ARMADOS.

⇒ A UTILIZAÇÃO, O RECRUTAMENTO OU A OFERTA DE CRIANÇAS PARA A PROSTITUIÇÃO, A PRODUÇÃO DE PORNOGRAFIA OU ATUAÇÕES PORNOGRÁFICAS.

⇒ A UTILIZAÇÃO, O RECRUTAMENTO OU A OFERTA DE CRIANÇAS PARA A REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES ILÍCITAS, EM PARTICULAR A PRODUÇÃO E O TRÁFICO DE ENTORPECENTES, TAIS COM DEFINIDOS NOS TRATADOS INTERNACIONAIS PERTINENTES.

⇒ O TRABALHO QUE, POR SUA NATUREZA OU PELAS CONDIÇÕES EM QUE É REALIZADO, É SUSCETÍVEL DE PREJUDICAR A SAÚDE, A SEGURANÇA OU A MORAL DAS CRIANÇAS.

Fonte:
OIT

“A GENTE CHAMA O TRAFICANTE DE PAI”
Thiago Alves Moreno, 26 anos

“Desde os 13 anos, eu moro sozinho. Comecei a traficar com 12, na Favelinha, uma área do Recanto das Emas. Só entende isso quem sabe da realidade. Não tinha cama na minha casa, era um colchão no chão. Quando meu pai saía pra trabalhar, tinha que pular por cima da gente. E ele dizia: ‘Esses vagabundos vão ficar dormindo?’. Isso a gente era criança. Fiz até a sétima série, porque meu foco era ganhar dinheiro.

Uma criança que nem eu já cresce na ira. Meu pai era alcoólatra, vendeu a nossa casa e gastou tudo com bebida. Ele nos xingava e nos batia. Não tinha teto, não tinha comida, a gente vivia no esgoto a céu aberto. Como que eu ia abrir a porta para viver fora da guerra? Todo dia tinha três, quatro, mortos na rua. Precisava pular o cadáver para ir à escola. Nunca sonhei com nada, nunca me imaginei fora daquilo.

Com 14 anos, eu vendia 2 kg de maconha em uma semana. Não tinha nem guarda-roupa, ficava tudo na mochila. Eu achava que aquilo era um ganha-pão. Comecei de aviãozinho, ia buscar lanche para o traficante. Depois fui ser vapor, comecei a vender. Se agrada ao patrão, você vai crescendo até ser o braço direito dele.

Quando eu tinha 13 anos, tentaram arrancar meu braço com um facão numa briga por ponto de venda de droga. Levei 52 pontos. A cicatriz foi diminuindo enquanto eu crescia, mas ainda está aqui. Tenho marca de tiro e de outra facada também. Tudo isso antes dos 15 anos. É um milagre eu estar vivo.

A gente chama o traficante, o chefe, de pai. Pega uma arma e diz: ‘Ó como eu tô bonito, pai’. Minha primeira medida socioeducativa foi com 14 anos. Ali você tem que decidir se é 100% do crime ou 100% trabalhador. Na primeira opção, você esquece que tem família e vai viver para o tráfico. Fui até o Paraguai buscar droga. Eu tinha a chance de ganhar em um dia três vezes o que receberia por um mês num serviço comum. Só que nessa o crime leva o que você tem de mais precioso, a alma.

Tem um ditado que diz: ‘O que põe a droga na favela não morre por ela’. Os caras vão ficando ricos e saem da favela. Até que ficam só os ‘de menor’ na linha de frente. Quem está levando tiro é o soldadinho. Eles vão criando soldados e ligeiramente se desligam dali. O peso fica nas costas da criança e do adolescente, que são o ponto de equilíbrio da bocada.

Quando eu tinha 18 anos, o Yago, meu filho, nasceu. Aí pensei: ‘Não vou deixá-lo viver com um pai ausente’. Tenho três filhos, já catei lixo, sou carpinteiro, pedreiro. Mas não é fácil, agora mesmo estou desempregado. Não falta convite para o mal. Escrevi na parede do quarto: ‘A carne é fraca quando a conduta não é forte’. Se não me conhece, não me odeie. Estou tentando escrever uma história diferente.”

“COM 12 ANOS, EU JÁ FAZIA O CORRE. PERDI A INFÂNCIA ATRÁS DAS GRADES”
Alessandro da Silveira Maciel, 20 anos

“Cresci na Quadra 2 de Sobradinho, ao lado da [Vila] Dnocs. Minha mãe é secretária, meu pai, eletricista. Tenho quatro irmãos, todo mundo sempre trabalhou. Na escola, conheci minha primeira droga, a maconha. Eu olhava as pessoas que traficavam no bairro e pensava: ‘Como elas têm tanto dinheiro?’. Resultado: aos 12 anos, tive minha primeira passagem. Já pensou como é para uma criança ir para a cadeia? O Caje [extinto Centro de Atendimento Juvenil Especializado] era uma cadeia, com outro nome, mas era.

Nesse tempo, eu parei de brincar. Antes soltava pipa na rua, depois passei a manusear armas, como todo traficante. Com 14 anos, comprei a minha e até os 17 tive cinco passagens por porte ilegal [de arma de fogo].

Comecei vendendo 5 kg de crack. Ia dividindo em doses. Depois, eram 10kg. Uma dola é tipo 1 grama, custava uns R$ 10. Eram 20 dolas pro traficante e 10 para mim. Fiquei oito anos nessa. A gente vai crescendo, vai batendo meta. É o que tem por perto, um círculo vicioso. Pegava a droga na boca na segunda e tinha que vender até o sábado. Dava para tirar R$ 2,5 mil em uma noite sem fazer nada.

Quem financia o tráfico é a burguesia, que não tem vergonha de comprar droga de criança. O tráfico está em todos os lugares: na porta do bar, da escola, do supermercado, na cara do Congresso Nacional.

No fim, eu tinha 23 passagens pela polícia. Cumpri a medida [socioeducativa] mais longa dos 16 aos 20 anos. Na primeira, eu estava na 5ª série. Quando saí, já estava no 1º ano do ensino médio. Perdi a infância atrás das grades. Uma coisa vai puxando a outra. A maioria dos meus amigos também tinham 12 ou 13 anos quando começou nisso e hoje mais de 15 morreram. A disputa por ponto onde vender gera muita morte, surras. A expectativa de vida não chega a 18 anos. Quem sobreviveu é porque está na igreja.

O fato de o meu pai ter morrido me influenciou muito também. Com 12 anos, eu já fazia o corre. Na primeira vez que rodei, dois policiais descaracterizados me pegaram vendendo. Prisão era só um lugar onde eu conhecia gente e fazia contato. Saía de lá com um monte de esquema, um tempo totalmente perdido.

Podia ter saído da internação com um curso de cozinheiro, de padeiro, mas não tinha nada disso. Era só um lugar para apanhar e ser chamado de bicho. Os educadores lá dentro diziam que a gente não tinha jeito. É um ensaio para a cadeia, porque o futuro da criança que trafica é virar adulta e ir para a cadeia, se sobreviver.

Tem quatro meses que saí. Fiz novas amizades, mudei de bairro, conheci os amigos do Clube da Leitura.

Comecei a entender de amor próprio, penso muito no tempo que perdi. Terminei o ensino médio e quero entrar em um cursinho, fazer faculdade. Quero ser a prova de que as pessoas mudam.”

MUITO ANTES DE UM CRIME, PARA CRIANÇAS O TRÁFICO É UMA VIOLAÇÃO DE DIREITOS
Jeconias Lopes, 27 anos

Quem vê Jeconias Lopes de terno e gravata, falando articuladamente sobre maioridade penal — ele é contra a redução —, educação, literatura, sociologia, religião e desigualdade social não imagina o passado dele.

Aos 13 anos, o então adolescente cumpriu sua primeira medida socioeducativa, no antigo Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje). Antes dos 18, já tinha 11 passagens pela Delegacia da Criança e do Adolescente. Ele é de família pobre, cresceu no bairro Areal, em Taguatinga (DF), e frequentou escolas públicas. “A gente ia ao colégio procurar educação e encontrava droga na porta. A rua não tinha esgoto, asfalto, nada do básico”, lembra.

Nesse contexto social e sem uma família estruturada, Jeconias logo foi recrutado pelo tráfico. Como já sabia dirigir muito antes da maioridade, tornou-se motorista do grupo. Até que acumulou dinheiro suficiente para comprar a própria droga e revendê-la. “Na escola, você é tratado como um moleque levado. No tráfico, é sujeito homem com 12 anos. A educação tem que encontrar o caminho para concorrer com isso”, afirma.

Ele perdeu as contas de quantas vezes esteve em unidades de internação — acha que foram 26, pelo menos. Ao sair vivo do sistema socioeducativo, o adolescente é aclamado e ganha o respeito de seus pares na comunidade. “O jovem chama o tráfico de trampo, de corre, é um trabalho e também uma violação de direitos”, diz.

O ponto de virada para Jeconias foi o acesso à educação e o apoio da mãe, uma cozinheira que jamais se envolveu com atos ilícitos. “Não sei como seria se ela tivesse desistido de mim. Quem não acredita na mudança nega a própria existência humana. A natureza muda o tempo todo, os planos, por que não as pessoas?”, explica.

Ao deixar o sistema, o rapaz encontrou, por meio de contatos da mãe, um projeto social da Igreja Adventista no qual jovens comercializavam livros para custear os estudos. Também vendeu dindim na rua para juntar dinheiro e estudar.

Por intermédio desse programa, Jeconias fez teologia na Universidad Adventista del Plata, na Argentina, onde formou-se em 2017. Lá, ele conheceu o professor romeno Laurentiu Ionesco, responsável por alimentar no jovem o amor pela leitura. O educador o apresentou a Victor Hugo, George Orwell e Fiódor Dostoiévski, entre dezenas de outros grandes autores.

Foi a primeira vez que Jeconias teve contato com obras clássicas. Encantou-se por Jean Valjean, o protagonista de Os Miseráveis, do escritor Victor Hugo. Na trama, o personagem é preso por roubar pão para alimentar sua família. Com Dostoiévski, em Crime e Castigo, conheceu o conceito de ter “um caráter todo feito de imprevistos”.

Ao pensar sobre desigualdade social, Jeconias viu-se como protagonista da própria história e decidiu escrever um final diferente. Quando retornou ao Brasil, fundou um clube de leitura com ex-detentos, que passaram a dar palestras em presídios e unidades de internação de menores.

Jeconias também tornou-se embaixador da Juventude da Organização das Nações Unidas (ONU). Para tanto, inscreveu seus projetos sociais em um concurso da entidade, no qual a primeira etapa era análise de currículo. A segunda fase consistia em enviar um vídeo explicando o porquê de ser merecedor da vaga. A peneira reduziu o número de concorrentes para 50. O ex-interno do Caje ficou entre os 20 melhores colocados e conquistou o título.

Atualmente, ele auxilia 150 famílias em Samambaia e 138 crianças em Planaltina (ambas cidades da periferia do Distrito Federal), por meio da Adra Brasil. A entidade é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) de objetivos assistenciais, beneficentes e filantrópicos da qual Jeconias é diretor-geral. Com frequência, ressoa em sua mente um trecho de Crime e Castigo: “Que é que os homens temem, acima de tudo? O que for capaz de mudar-lhes os hábitos”.

CONHEÇA O PROJETO DE LITERATURA QUE UNIU AS VIDAS DE JECONIAS, ALESSANDRO E THIAGO:

Ex-detentos criam clube do livro e descobrem o poder da literatura

PACTO PARA SALVAR A INFÂNCIA
Para garantir o cumprimento da lei, um grupo formado por defensores da infância e da juventude elaborou recentemente relatório com proposições voltadas ao combate do aliciamento de crianças e adolescentes pelo narcotráfico. As medidas tratam essa realidade como trabalho infantil, e não pelo viés criminal. A iniciativa reuniu representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da OIT e do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), além de acadêmicos e membros de organizações não governamentais (ONGs).

“Além da responsabilização desse jovem, é preciso garantir o seu retorno à escola, oferecer profissionalização, assistência social, condições para que se desenvolva plenamente. A punição sem o reconhecimento da violação de direitos não é transformadora”, explica a socióloga Isa Oliveira, secretária-executiva do FNPETI.

O objetivo dos encontros mantidos pelo grupo era chegar a um consenso com argumentos qualificados para reconhecer a atuação desses jovens no tráfico como trabalho infantil. Foram ouvidos inclusive gestores do poder público e responsáveis pela aplicação das medidas socioeducativas. Reforçou-se a conclusão de que o tráfico de drogas é uma cadeia de comercialização, uma rede de trabalho estruturada em etapas produtivas.

Do debate saíram reflexões que foram enviadas aos principais órgãos públicos, como o Ministério do Desenvolvimento Social, e a instâncias da Justiça relacionadas à infância e à juventude.

“A intenção é que exista uma articulação de políticas e serviços para garantir a reinserção desse adolescente na sociedade”, afirma Isa. “É preciso sensibilizar a Justiça para haver o entendimento de que esse jovem é uma responsabilidade de toda a sociedade”, reforça.

O relatório sugere ações de fortalecimento de escolas e comunidades, como projetos artísticos ou esportivos, e a criação de locais de lazer. “As praças estão tomadas pelo tráfico. É preciso reaver esses espaços, oferecer encantamento ao jovem. A gente não pode continuar perdendo as nossas crianças para violência”, conclui a socióloga.

O ORGANOGRAMA DO TRÁFICO
O RECOLHE É O GERENTE (RECOLHE O DINHEIRO DE TODAS AS BOCAS DO MESMO DONO) E FAZ O “FECHA” DA SEMANA (CONTABILIDADE). RECEBE R$ 2 MIL POR SEMANA (*).

O VENDEDOR GANHA 10% OU 15% DE COMISSÃO SOBRE O VALOR VENDIDO NO DIA. PODE FLEXIBILIZAR O TRABALHO E CHAMAR OUTRA PESSOA PARA ATUAR JUNTO COM ELE.

O CAMPANA “GUARDA A LIBERDADE” DO VENDEDOR E O FUNCIONAMENTO DA “BIQUEIRA”. GANHA ENTRE R$ 50 E R$ 60 POR 12 HORAS DE TRABALHO (*).

O ABASTECE PODE TRABALHAR EM APENAS UMA BIQUEIRA OU EM VÁRIAS. CUIDA DO LOCAL ONDE A DROGA FICA GUARDADA OU PODE TRANSPORTÁ-LA. GANHA ENTRE R$ 600 E R$ 1 MIL POR SEMANA, DEPENDENDO DO MOVIMENTO

QUANDO O TRÁFICO OFERECE UM LUGAR NO MUNDO
A exploração de crianças e adolescentes no tráfico de drogas não segue a mesma dinâmica em todos os estados brasileiros, mas, ainda assim, o perfil das vítimas se repete Brasil afora: jovens negros e pobres.

A pesquisa “Tráfico de drogas entre as piores formas de trabalho infantil: mercados, famílias e rede de proteção social”, lançada ano passado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em São Paulo, ajuda a compreender a realidade de jovens explorados pelo tráfico na capital paulista.

Dos 9.127 internos da Fundação Casa, 40% respondem por tráfico de drogas. Por meio de geoprocessamento, a pesquisa criou mapas que mostram o local de atuação e de moradia de parte desses adolescentes.

“A maioria é negra e pobre. Além disso, vive muito perto de onde trabalha, o que caracteriza um trabalho quase doméstico”, relata a cientista social Ana Paula Galdeano, que coordenou o estudo ao lado do pesquisador Ronaldo Almeida.

De 14 adolescentes diretamente entrevistados (pais e agentes socioeducativos também foram ouvidos), 11 têm familiares presos. Entre eles, seis tiveram parentes assassinados. O estudo conclui que é preciso oferecer medidas protetivas a esses jovens, o que envolve acompanhamento escolar e assistência social.

“No debate público, a categoria ato infracional análoga ao crime de tráfico é mais enfatizada. A perspectiva do trabalho infantil não é considerada. O resultado são as facções criminosas incorporando esses adolescentes como mão de obra. O crime dá um lugar no mundo para eles”, ressalta a cientista social.

COTIDIANO DE TRABALHO
FALTAS E “RAMELADAS” SÃO PUNIDAS COM ADVERTÊNCIA, SUSPENSÃO DO TURNO OU PENALIDADES MAIS SEVERAS E PODEM CAUSAR A PERDA DO TRABALHO.

ENVOLVE SITUAÇÕES MENTALMENTE, FISICAMENTE, SOCIALMENTE E MORALMENTE PERIGOSAS E PREJUDICIAIS.

TRABALHO EXAUSTIVO, PROLONGADO E NOTURNO.

INCAPACIDADE DE FREQUENTAR A ESCOLA.

CONTATO COM SUBSTÂNCIAS QUE OFERECEM RISCO À SAÚDE.

ADOLESCENTES VIVEM ONDE TRABALHAM. AS FRONTEIRAS ENTRE A VIDA PESSOAL E O TRABALHO SÃO BORRADAS. OS JOVENS FICAM MAIS EXPOSTOS A FORMAS DE ASSÉDIO E DE COERÇÃO POR PARTE DE SEUS SUPERIORES.

O VENDEDOR SUBORNA A POLÍCIA E É OBJETO DE “RESGATE” PARA “ACERTOS” COM O DONO DA BIQUEIRA.

O ENFOQUE DA REPRESSÃO ESTÁ JUSTAMENTE NO PEQUENO OPERADOR, MAIS MARGINALIZADO E VULNERÁVEL.

RIO DE JANEIRO, FÁBRICA DE MENINOS-SOLDADOS
O Observatório das Favelas monitora a presença de crianças e adolescentes no tráfico de drogas no Rio de Janeiro. O percentual de pessoas com idade entre 10 e 12 anos que entram para essa atividade ilegal na capital fluminense passou de 6,5% em 2006 para 13% em 2017, segundo o estudo “Novas configurações das redes criminosas após a implantação das UPPs”.

Foram 261 entrevistados no Departamento Geral de Ações Socioducativas (Degase) e em comunidades do Rio. A maioria tem entre 16 e 24 anos (62,8%); 96,2% são do sexo masculino; e 72% se declararam pretos ou pardos.

“Grande parte deles é proveniente de famílias numerosas, chefiadas por mulheres com baixo nível de renda. Esses elementos indicam que o problema está associado a desigualdades socioeconômicas, raciais, etárias e de gênero”, relata Raquel Willadino, diretora do Observatório das Favelas.

A pesquisa traz análise sobre o perfil e as práticas de jovens inseridos na rede do tráfico de drogas no varejo em favelas do Rio de Janeiro. Também traduz as dinâmicas que afetam o campo da saúde pública.

O estudo pretende oferecer subsídios para a construção de políticas e ações públicas que visem a superação da lógica da “guerra às drogas”. “Consideramos que uma maior compreensão sobre o perfil e as práticas desses jovens é fundamental para romper com estigmas e impulsionar a criação de alternativas”, afirma Raquel Willadino.

POR QUE ENTREI PARA O TRÁFICO
AJUDAR A FAMÍLIA/GANHAR MUITO DINHEIRO – 62,1%
LIGAÇÃO COM AMIGOS – 47,5%
ADRENALINA – 15,3%
DIFICULDADE EM CONSEGUIR QUALQUER OUTRO EMPREGO – 14,6%
DIFICULDADE EM CONSEGUIR OUTRO EMPREGO COM A MESMA RENDA – 9,2%
DIFICULDADE EM ESTUDAR – 6,5%
VIOLÊNCIA FAMILIAR – 3,8%
SENSAÇÃO DE PODER – 3,8%
VONTADE DE USAR UMA ARMA – 3,4%
FACILIDADE PARA CONSUMIR DROGAS – 2,7%
STATUS – 2,7%
OUTROS – 11,9%
Fonte: estudo “Novas configurações das redes criminosas após a implantação das UPPs”/Observatório das Favelas

Quanto à trajetória escolar, 78,2% dos jovens entrevistados tinham abandonado a escola. Os principais motivos apresentados para a evasão foram razões de natureza econômica, falta de atrativos do colégio e, em alguns casos, incompatibilidade com a atividade desenvolvida no tráfico de drogas.

É IMPORTANTE DESTACAR QUE NA MAIORIA DOS CASOS A EVASÃO ESCOLAR OCORREU DURANTE A ADOLESCÊNCIA, MESMO PERÍODO EM QUE PREDOMINA O INGRESSO NO TRÁFICO. ESSA RELAÇÃO É UM ELEMENTO IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO.

Raquel Willadino, diretora do Observatório das Favelas

Para a especialista, vale ressaltar que 66,3% dos entrevistados tiveram experiências profissionais anteriores ao tráfico de drogas. Porém, os tipos de trabalho disponíveis aos jovens ouvidos, em geral, são muito ruins, com vínculos frágeis e baixos rendimentos.

“A falta de atratividade da escola, a precariedade das condições de trabalho às quais eles tiveram acesso e a perspectiva de um rendimento mais alto na rede ilícita são fatores que favorecem o tráfico de drogas ser percebido como uma atividade atrativa”, esclarece.

Em relação aos fatores que podem impulsionar a saída do tráfico, os jovens destacam os vínculos afetivos e a possibilidade de acesso a um trabalho digno e rentável.

“Um dado muito relevante é que 40,2% dos entrevistados já se afastaram do tráfico em algum momento de modo voluntário. Esse resultado coloca em evidência que são muitos os jovens que querem construir outras trajetórias”, observa Raquel Willadino. “Nesse sentido, é fundamental investir na formulação de políticas públicas que contribuam para a sustentabilidade desse movimento de saída”, conclui a diretora do Observatório das Favelas.

38,7%
DOS ENTREVISTADOS AFIRMARAM TER POUCA OU NENHUMA SATISFAÇÃO COM A VIDA QUE LEVAM NO TRÁFICO

O RISCO DE MORTE É
APONTADO POR
82,8%
DOS JOVENS COMO O PIOR
ASPECTO DA VIDA NO TRÁFICO

PENSANDO EM SOLUÇÕES
O ESTUDO DO OBSERVATÓRIO DAS FAVELAS APRESENTA PROPOSIÇÕES QUE VISAM CONTRIBUIR PARA A CRIAÇÃO DE ALTERNATIVAS COMO:

FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS PARA A PREVENÇÃO AO INGRESSO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA REDE ILÍCITA E PARA A CRIAÇÃO DE ALTERNATIVAS DESTINADAS AOS QUE NELA ATUAM E DESEJAM SAIR;
INVESTIMENTO EM POLÍTICAS PÚBLICAS DE PREVENÇÃO SECUNDÁRIA E TERCIÁRIA;
PRIORIZAÇÃO DAS DIMENSÕES RACIAIS, ETÁRIAS, DE GÊNERO E TERRITORIAIS NAS POLÍTICAS PREVENTIVAS, POTENCIALIZANDO AÇÕES VOLTADAS À VALORIZAÇÃO DA VIDA DA JUVENTUDE NEGRA MORADORA DE FAVELAS E PERIFERIAS;
REALIZAÇÃO DE BUSCA ATIVA PARA A INSERÇÃO NO SISTEMA EDUCATIVO E DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS QUE FAVOREÇAM A MANUTENÇÃO DO VÍNCULO COM O CONTEXTO ESCOLAR;
FOMENTO DE OPORTUNIDADES DE APRENDIZAGEM E POLÍTICAS EFETIVAS DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA PARA OS JOVENS E SEUS FAMILIARES;
CONSTRUÇÃO DE PROGRAMAS DE FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL VOLTADOS ESPECIFICAMENTE PARA JOVENS ENVOLVIDOS NA REDE ILÍCITA QUE DESEJAM SAIR, RESPEITANDO SUAS DEMANDAS, ANSEIOS PROFISSIONAIS E PERFIS SOCIOECONÔMICOS;
FORTALECIMENTO DE INICIATIVAS VOLTADAS PARA JOVENS EGRESSOS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO E ADOLESCENTES SAÍDOS DO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO;
DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS QUE CONTRIBUAM PARA ROMPER COM A ESTIGMATIZAÇÃO DESSES JOVENS E QUE POTENCIALIZEM A CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS À REDE ILÍCITA;
DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS DE MEDIAÇÃO DE CONFLITOS;
FORTALECIMENTO DE MECANISMOS E PROGRAMAS DE PROTEÇÃO A PESSOAS AMEAÇADAS DE MORTE;
CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA QUE TENHAM A PROTEÇÃO DA VIDA COMO PREMISSA FUNDAMENTAL E QUE POSSIBILITEM ROMPER COM LÓGICAS QUE PRIORIZAM O CONFRONTO E A MILITARIZAÇÃO PROGRESSIVA.

Fonte: http://bit.ly/2m4kGvX

DIRETORA-EXECUTIVA
Lilian Tahan
EDITORA-EXECUTIVA
Priscilla Borges
EDITORA-CHEFE
Maria Eugênia Moreira
COORDENAÇÃO
Olívia Meireles
EDIÇÃO
Ana Helena Paixão
REPORTAGEM
Leilane Menezes
REVISÃO
Denise Costa
EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Michael Melo
FOTOGRAFIA
Daniel Ferreira
Michael Melo
Rafaela Felicciano
EDIÇÃO DE ARTE
Gui Prímola
DESIGN
Moisés Amaral
ILUSTRAÇÃO
Stephanie Arcas
TECNOLOGIA
Allan Rabelo
Saulo Marques
André Marques

Convite

Olá amigos:

Neste mês de “PREVENÇÃO DO SUICÍDIO”, convidamos você e sua família, para compartilhar conosco de um momento especial sobre a “PREVENÇÃO DO SUICÍDIO E O LUTO DOS SOBREVIVENTES”.

*DIA:* 18/09, 4a feira.

*Local:* Paróquia São João Paulo lI, em Águas Claras.

*Horário* 20h às 21:30h,

COMm a especialista no assunto:

*Psicóloga Tânia Borges*

Contato: (61) 9.9213.1031