E-identidade está disponível para Android e tem validade nacional

A versão eletrônica da identidade pode ser baixada, de forma gratuita, por cidadãos que emitiram a nova versão do documento depois de 1º de julho de 2018 no DF

O brasiliense já pode ter o documento de identidade dentro do celular. Após cerca de dois meses em fase teste, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) lançou nesta segunda-feira (12/8) o aplicativo E-Identidade. O documento eletrônico está disponível para o sistema Android e tem validade em todo território nacional.

O Distrito Federal é a primeira região do Brasil a disponibilizar o serviço. Até o momento, o aplicativo teve cerca de 2000 downloads. “O projeto saiu do papel e hoje está acontecendo. O cidadão pode ter o documento digital no celular de uma forma totalmente segura. E estamos aguardando apenas a sinalização da Apple para trabalhar o aplicativo na plataforma IOS”, destaca o diretor-geral da Polícia Civil, Robson Cândido.

A versão eletrônica da identidade pode ser baixada, de forma gratuita, por cidadãos que emitiram a nova versão do documento depois de 1º de julho de 2018 no DF. Para aqueles que tiraram o documento antes dessa data, é preciso pedir a segunda via da versão impressa, que custa R$ 42. Isso porque, para baixar o documento on-line, é necessário um código criptografado que se encontra no verso da nova identidade.

A Polícia Civil garante que a população pode ficar tranquila ao usar o aplicativo. Rogério da Conceição, chefe da sessão de Avanços Tecnológico, da Divisão de Tecnologia afirma que o E-identidade é completamente seguro e evita a falsificação dos documentos. “Quem valida a identidade é a pessoa que vai estar recebendo ela. Ela é validada através de um codigo QR que está fortemente criptografado e isso garante a segurança”.

O aplicativo é protegido por uma senha ou por identificação biométrica, dependendo do celular, para impedir que outras pessoas que tenham acesso ao celular, acessem os dados. “Se o celular for furtado, o cidadão não precisa se preocupar. Assim que for feito o registro do crime, a gente bloqueia o aplicativo naquele aparelho”, completa o diretor do Instituto de Indentificação da PCDF, Simão Pedro Albuquerque. O bloqueio é feito em menos de 24 horas.

O E-indentidade tem o mesmo valor do documento físico. Com nova versão, é possivel ter acesso rápido a informações que não constam nas nos documentos antigos, como PIS, CPF, entre outros. No aplicativo ainda é possivel acessar informações de localidades e contatos de delegacias do Distrito Federal.

Como cadastrar
Para usar o E-identidade, basta baixar o aplicativo na App Store. Com o documento em mãos, a pessoas deve inserir o tipográfico (código no verso da indentidade), número de RG, Estado, CPF, nome, e-mail e senha.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Desempregada oferece serviços de beleza em troca de comida no DF

Sem trabalho fixo há duas semanas, Milene Alves Silva, moradora de Ceilândia, precisa de dinheiro para alimentar as duas filhas pequenas

Milene, Alice e Ester Alves Silva

Milene Alves Silva, 20 anos, está desesperada. Desempregada desde 26 de julho, quando não teve o contrato de auxiliar de serviços gerais renovado, a jovem passou a oferecer serviços para arrumar o cabelo ou as unhas em troca de comida e fraldas. Ela precisa de recursos para as filhas Ester, 3 anos, e Aline, 2.

A ideia surgiu no último dia 2. Depois de entregar o currículo em vários lugares e não ter recebido resposta, Milene decidiu divulgar suas especialidades nos quatro grupos do bairro de Ceilândia em que mora, o P Sul. “Foi a saída que encontrei para tentar conseguir me sustentar. Como sei que muita gente acaba não querendo pagar pelos serviços, mesmo quando eu cobro R$ 10, que não paga nem os produtos, ofereci a troca por alimentos”, conta.

Autodidata, ela diz que nunca teve dinheiro para pagar algum curso de aperfeiçoamento. Todo o conhecimento, tanto para fazer as unhas quanto para cuidar de cabelos, foi adquirido em vídeos na internet. “Fui aprendendo sozinha. Testava na minha mãe e na minha irmã até pegar a prática e me sentir segura para fazer em outras pessoas.”

A necessidade de trabalhar veio logo aos 16 anos, quando teve a primeira filha, Ester. Além dos serviços de beleza, ela chegou a trabalhar como balconista em uma padaria e, mais recentemente, trabalhou por três meses como auxiliar de serviços gerais. “Infelizmente, depois que passou o período de treinos, eu e a maioria das pessoas fomos dispensadas. Nesse momento estou desesperada”, conta.

Com o marido também desempregado e o aluguel vencido desde a última quarta-feira (07/08/2019), Milene não vê outra saída que não deixar o pequeno imóvel onde mora. “A solução é eu voltar com minhas filhas para a casa da minha mãe e meu esposo para a dele. Vamos ficar longe um do outro, mas é o jeito de conseguirmos economizar”, explica.

A mudança, no entanto, não será fácil. De acordo com a mãe dela, Marlene Alves Veloso, 47, na casa não cabe mais ninguém. Também desempregada e sobrevivendo com apenas R$ 200 por mês – valor referente à pensão que recebe –, ela não sabe como será possível sustentar todos. “A situação já está complicada e vai ficar ainda mais difícil. Quem me ajudava era a Milene, que comprava o gás e me dava R$ 100.”

Milene, Alice e Ester Alves Silva

Necessidade
Mesmo tendo conseguido várias curtidas e comentários positivos nas postagens que fez, Milene conta que, até o momento, apenas três pessoas marcaram com ela. “Uma cliente trouxe algumas verduras, outra pessoa fez a doação de alimentos. Até agora, foi isso”, resume.

Apesar de ser grata pela ajuda, o que ela arrecadou até agora é muito pouco. Sem gás em casa há três semanas e recebendo do açougue carne que seria descartada aos cachorros, ela não sabe o que pode fazer caso mais pessoas não se interessem pelo trabalho dela. “Até a lâmpada da sala já queimou e não a trocamos. Preciso de arranjar algo o mais rápido possível”, diz.

Quem estiver interessado na prestação de serviços de Milene pode entrar em contato com a jovem por meio do número (61) 99659-6800.

Fonte: www.metropoles.com

 

Caixa divulga calendário para saque das contas ativas e inativas do FGTS

As pessoas poderão sacar até R$ 500 por conta a partir de setembro. Caso o trabalhador tenha conta poupança na Caixa, o valor será depositado automaticamente


A Caixa Econômica Federal divulgou, na manhã desta segunda-feira (5/8), o calendário para os saques das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O cronograma para resgate de recursos do Programa de Integração Social (PIS) também foi anunciado. Ao todo, são 106 milhões de trabalhadores que poderão sacar os recursos, sendo 95,6 milhões no caso do FGTS e 10,4 milhões, do PIS.

No caso do FGTS, a flexibilização da regras para os saques, que entram em vigor com a publicação da Medida Provisória nº 889/2019, estabelece que as pessoas poderão sacar até R$ 500 por conta a partir de setembro. Ou seja, quem tem mais de uma conta ativa ou inativa vai poder retirar até R$ 500 de cada.

Caso o trabalhador tenha conta poupança na Caixa, o valor será depositado automaticamente. Se a pessoa não quiser resgatar os recursos, é necesário informar ao banco por meio dos canais divulgados em www.fgts.caixa.gov.br até 30 de abril de 2020. A medida só valem para quem já abriu conta no banco. De acordo com a Caixa, cerca de 33 milhões de trabalhadores receberão crédito automático em conta poupança.

De acordo com a Caixa, cerca de 33 milhões de trabalhadores receberão crédito automático em conta-poupança. Confira o calendário:

  • Quem nasce nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril receberá o pagamento a partir de 13 de setembro.
  • Quem nasce nos meses de maio, junho, julho e agosto receberá a partir do dia 27 de setembro.
  • Quem nasce nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro receberá a partir de 9 de outubro.

No caso de quem não é correntista, o cronograma ficará dessa forma:

Janeiro (a partir de 18 de outubro)
Fevereiro (a partir de 25 de outubro)
Março (a partir de 8 de novembro)
Abril (a partir de 22 de novembro)
Maio (a partir de 6 de dezembro)
Junho (a partir de 18 de dezembro)
Julho (a partir de 10 de janeiro)
Agosto (a partir de 17 de janeiro)
Setembro (a partir de 24 de janeiro)
Outubro (a partir de 7 de fevereiro)
Novembro (a partir de 14 de fevereiro)
Dezembro (a partir de 6 de março)

O governo acredita que a liberação dos recursos do FGTS vai injetar R$ 28 bilhões na economia em 2019 e mais R$ 12 bilhões no próximo ano.

Saque aniversário
A medida provisória também vai permitir que os trabalhadores resgatem parte dos recursos do FGTS anualmente. A partir de abril de 2020, a pessoa que fizer a opção pelo “Saque-aniversário” poderá restirar um percentual do saldo do FGTS.

A pessoa que quiser receber anualmente terá que abrir mão de receber o saldo total do FGTS em caso de demissão sem justa causa.

Os interessados terão que informar a Caixa a partir de 1º de outubro. Caso o titular de conta do FGTS não comunique ao banco, ele continuará na regra de “saque-recisão”, em que o trabalhador só poderá sacar os recursos em caso de demissão sem justa causa ou aqueles já previstos na lei, como aposentadoria e outros.

O trabalhador que realizar a mudança para o “Saque aniversário” poderá retornar à modalidade anterior após dois anos a partir da data de solicitação.

Não haverá alterações nas regras relacionadas à multa de 40% do FGTS em caso de demissão sem justa causa. Ou seja, quem for desligado poderá exigir o pagamento da empresa.
Calendário Saque-aniversário

Janeiro e fevereiro (de abril a junho de 2020)
Março e abril (de maio a julho de 2020)
Maio e junho (de junho a agosto de 2020)
Julho (de julho a setembro de 2020)
Agosto (de agosto a outubro de 2020)
Setembro (de setembro a novembro de 2020)
Outubro (de outubro a dezembro de 2020)
Novembro (de novembro a janeiro de 2021)
Dezembro (de dezembro a fevereiro de 2021)

Calendário para saque do PIS

Os trabalhadores também poderão sacar os recursos das cotas do PIS. Não há prazo determinado para a retirada do dinheiro. Recebem o dinheiro quem foi cadastrado no programa até 4 de outubro de 1988.

Para correntistas da Caixa, o crédito em conta será feito a partir de 19 de agosto deste ano. Quem tem mais de 60 anos poderá resgatar a partir de 26 de agosto. Aos demais, o saque é feito a partir de 2 de setembro.

Fonte: http://bit.ly/2OHsrWf

Quase um terço das vítimas em acidentes fatais conduziam motos

Quase um terço das vítimas em acidentes fatais ocorridos neste ano conduziam motos. O crescente número de pessoas fazendo entregas por meio de aplicativos preocupa o Detran

A série histórica de acidentes de trânsito com mortes no Distrito Federal traz dados preocupantes para motociclistas. Apenas no primeiro semestre do ano, 44 morreram nas vias da capital, 30,5% das vítimas em acidentes fatais. Neste século, o pior índice de um ano inteiro ocorreu em 2017, quando 26,37% das colisões vitimaram motociclistas. Só os pedestres morrem mais do que condutores de motos. Os dados são do Departamento de Trânsito (Detran-DF).

Apaixonado por moto, Audinei Freire gostava da liberdade de dirigir sem pegar engarrafamentos nem precisar sair de casa horas antes do trabalho, como pedreiro. “Nós dois tínhamos acabado de ter uma filha, em 2015, quando recebi a notícia de que um carro tinha batido nele e o meu marido não tinha resistido”, lembra a viúva, a técnica de enfermagem Luciene de Carvalho, 21 anos. Audinei tinha 18.

O bebê do casal tinha oito meses quando o pai morreu. “Depois do nascimento dela, pedi muito para que ele comprasse um carro e a gente pudesse ficar mais tranquilo, até porque o Audinei já tinha caído e se machucado, mas a moto era uma praticidade grande que ele tinha, por morar em Santo Antônio do Descoberto (GO) e trabalhar no Lago Norte, na Asa Sul e em outras cidades de Brasília”, conta Luciene.

Para a técnica de enfermagem, atitudes de conscientização poderiam diminuir de forma considerável o número de acidentes. “Parece que os motoristas dos carros têm raiva dos motoqueiros e vice-versa. Mas, no trânsito, não pode ser assim, tem que existir respeito e cuidado com o outro condutor”, defende.

Um pedido recorrente dos motociclistas são faixas exclusivas, de acordo com Luiz Carlos Galvão, presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do DF (Sindmoto-DF). “Há anos temos essa reivindicação, mas todos os que já foram responsáveis pela mobilidade do DF prometeram projetos que não saíram do papel”, lamenta. Algo que vem dando certo e poderia ser ampliado, na visão de Luiz, são os bolsões para motoqueiros na frente dos carros, em semáforos. “Isso impede que a gente fique parado nos corredores e deixa o trânsito mais seguro e fluido”, afirma.

Trabalho arriscado
O número de motoristas que usam o próprio veículo para trabalhar aumentou com o surgimento de empresas de transporte por aplicativo. Motociclistas que fazem entrega de comidas e outros produtos, por exemplo, são constantemente vistos no trânsito sem cumprir as especificações necessárias para o serviço. De acordo com o Artigo nº 139 do Código Brasileiro de Trânsito, que fala sobre o motofrete, é necessária uma autorização do Detran para o transporte remunerado de mercadorias. “Muita gente sem emprego recorre a esse meio, sem as condições necessárias para isso, o que acaba aumentando a estatística de mortes. Para realizar entrega, o motociclista deve cumprir regras, como ter mais de dois anos de habilitação, mas tem muita gente que nem tem carteira dirigindo, porque não há fiscalização necessária”, opina Galvão Luiz.

O diretor de Educação de Trânsito do Detran-DF, Marcelo Granja, reconhece o problema. “O crescimento de entregas por aplicativos tem feito com que a gente pense em novas estratégias de conscientização e fiscalização. Há normas de segurança que são colocadas para preservar a vida do motociclista. A moto tem que ter um registro específico e o entregador deve ter curso necessário, por exemplo”, observa.

Marcelo também cita que a forma como são transportados os produtos causa vários acidentes, pois muitos motociclistas usam mochilas de grande peso, em vez do baú acoplado à moto. “Isso desequilibra o condutor, causa derrapagens e acidentes graves. Fazemos bons trabalhos de conscientização em múltiplos setores, tanto que temos obtido bons resultados com pedestres e outros motoristas, mas ampliaremos ainda mais as fiscalizações com os motociclistas.”

O que diz a lei
» Segundo o Artigo nº 139 do Código de Trânsito, “as motocicletas e motonetas destinadas ao transporte remunerado de mercadorias — motofrete — somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade executiva de trânsito dos Estados e do DF (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)”. No DF, a autorização é obtida no Curso de Formação para Motofrete. O interessado deve ter mais de 21 anos; ser habilitado, no mínimo, há dois anos na Categoria A; não estar cumprindo penalidade de suspensão ou cassação do direito de dirigir, bem como não estar impedido judicialmente de exercer o direito de dirigir; ter realizado o Curso de Formação para Motofrete.

Fatalidade
Confira as vítimas de acidentes com morte no primeiro semestre de 2019:

Pedestres: 55
Motociclistas: 44
Passageiros: 18
Ciclistas: 10
Demais condutores: 10

Idade das vítimas

Até 9 anos: 3
De 10 a 19 anos: 3
De 20 a 29 anos: 25
De 30 a 39 anos: 38
De 40 a 49 anos: 27
De 50 a 59 anos: 24
60 anos ou mais: 21
Não informada: 3

Batida fatal em Santa Maria

Um motociclista de 31 anos morreu após colidir com um caminhão Santa Maria, às 7h30 desta quarta-feira (31/7), na DF-290, no Polo JK. Duas viaturas e oito militares foram acionados para participar do atendimento, mas Igor Pereira de Jesus morreu na hora. O motorista do caminhão, de 40 anos, não se feriu e prestou depoimento à Polícia Civil. Uma perícia realizada no local vai determinar a causa do acidente. A motocicleta colidiu contra o parachoque traseiro do caminhão.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Artista do DF quer deixar de viver nas ruas por meio de seus quadros

Querendo recomeçar, o jovem está usando a arte para mudar de vida

Weverton Moura teve uma vida conturbada. Após a mãe falecer, em 2012, o jovem deixou de ter esperanças e perdeu o sentido da vida. Entrou de cabeça no álcool e nas drogas e acabou na rua. Porém, desde o início de 2019, está procurando melhorar de vida e, com talento para arte, começou a pintar quadros para vender na capital federal.

“Eu comecei a desenhar aos 10 anos. Sempre pegava produtos da minha mãe e saia fazendo ilustrações. Depois que ela faleceu, fiquei desmotivado com a vida. Larguei tudo o que tinha e saí de casa. Mas, no início deste ano, encontrei um projeto para moradores de rua e decidi mudar o meu futuro. Parei de beber, de usar drogas e voltei a pintar”, disse Weverton.

Brasília (DF), 26/07/2019 Artista morador de rua Weverton Moura apresenta um pouco do seu trabalho com pintura e spray Foto: Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles

Com aptidão, o jovem viu seu dom ser reconhecido. “No colégio em que eu estudava, tinha aula de artes. Lá, comecei a pintar e a professora notou que eu era bom. Há cerca de um mês, comecei a fazer os quadros e consegui vender alguns. Inclusive, já tive até proposta de encomenda do Rio de Janeiro”, revelou o artista.

Além de quadros, Weverton trabalhou com cerâmica e grafite. “Pintei em alguns lugares aqui de Brasília. Se você passar pela Ponte JK ou pela Costa e Silva, por exemplo, vai encontrar alguns desenhos que fiz nos suportes delas.” O pintor expõe seus quadros de segunda a sexta-feira, à noite, na Quadra 4 do Setor Comercial Sul. Aos finais de semana, ele está em frente ao Parque da Cidade. O valor? R$ 100 para os quadros grandes e R$ 30, os pequenos. Quem quiser entrar em contato com Weverton basta ligar para o número (61) 99530-9740 ou (61) 99672-8153.

Recomeço

Weverton decidiu mudar de vida após conhecer o projeto do apresentador Rogério Barba. Ele também foi morador de rua por 30 anos e começou seu tratamento de reabilitação em 2014. Ficou por cerca de 1 ano e 6 meses no Missão Batista Cristolândia, que tem como objetivo tratar dependentes químicos. Após esse período, recomeçou e decidiu ajudar novas pessoas.

“A ajuda ao Weverton não é de agora. Ele nos procurou e disse que queria sair das ruas. Então, desde o início deste ano, nós estamos auxiliando ele. Notamos uma melhora e decidimos investir em seu talento. Ficamos sabendo que ele pintava e compramos tintas e algumas telas. Mas não é tão fácil conseguir o material, porque é um pouco caro. Por isso, começamos uma campanha para ajudar a divulgar seu trabalho”, contou Rogério.

Projeto

Pouco tempo depois da sua recuperação, Rogério Barba criou o projeto Coletivo Barba na Rua. Ele ajuda a comunidade sem-teto com cultura e lazer. Além de promover jogos de futebol, Barba compra produtos para os moradores venderem e também disponibiliza um ônibus com chuveiros para eles tomarem banho.

Barba disse que mais de 100 pessoas já receberam ajuda para sair das ruas, voltar a suas cidades de origem e restaurar a vida. “Quando a pessoa nos procura e diz que quer mudar, nós começamos a investir nela. Encaminhamos para locais de trabalho, para casas terapêuticas, compramos mercadorias para eles venderem e, até mesmo, ajudamos com passagens de ônibus. Porque muitos não são aqui do Distrito Federal”, revela Rogério.

Barba age em parceria com a organização não governamental (ONG) Futuro Esperança, que, além dos banhos, também ajuda com alimentação. Os participantes e voluntários distribuem comidas e organizam os eventos do programa. A ação ajuda diversos moradores e costuma acontecer aos sábados, no Setor Comercial Sul. Qualquer um pode participar e se tornar um voluntário.

Fonte: www.metropoles.com

Condenados por Maria da Penha não podem assumir cargos comissionados

De acordo com alteração na Lei Orgânica, transgressores dos estatutos do Idoso e da Criança e do Adolescente (ECA) também serão vetados

Condenados em decisão transitada em julgado, quando não há mais recurso, por crimes tipificados nos estatutos da Criança e do Adolescente (ECA), do Idoso ou na Lei Maria da Penha, ou ato que causa inelegibilidade prevista na legislação eleitoral, não poderão assumir cargos comissionados ou de confiança nos órgãos do Governo do Distrito Federal.

De acordo com a emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF), publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (26/07/2019), essas pessoas estão inaptas a assumir o cargo no período que vai desde a condenação até oito anos após o cumprimento da pena. A determinação altera o artigo 19, parágrafo 8º, da LODF. A medida é assinada pela Mesa Diretora da Câmara Legislativa do DF (CLDF).

Balanço
De acordo com o balanço atual de comissionados na estrutura do GDF, o Palácio do Buriti acomodou 13.324 pessoas em funções comissionadas até o final de junho de 2019. No levantamento anterior, feito em março, foram registradas 12.515 nomeações desta natureza. Ao longo de três meses, portanto, foram 809 pessoas a mais, o que dá um crescimento de 6,45%.

Do total, 53,35% são servidores concursados do GDF nomeados para funções de confiança. Os demais – 46,65% – são contratados sem vínculo com a administração pública. Foram indicados por critérios políticos, técnicos ou ambos. Na comparação com a edição anterior, existe uma tendência de aumento da nomeação de apadrinhados desvinculados com o DF. Em março, eles somavam 45,51%.

O número de comissionados na atual gestão é menor do que na anterior. No final de 2018, o ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) deixou o GDF com 14.340 comissionados. No começo do mandato, em março de 2015, o socialista tinha nomeado 13.764 apadrinhados.

Outro lado
O Metrópoles entrou em contato com o GDF para saber o motivo da evolução do quadro de comissionados no último balanço. Em nota, o Buriti destacou: “A Secretaria de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão informa que a diferença entre o primeiro e o segundo trimestre se deu em decorrência dos ajustes necessários para a adequação da máquina administrativa, diante da necessidade de atendimento das demandas da sociedade, bem como a composição das equipes dos novos gestores”. A ideia do governo é cortar até 30% dos cargos em comissão até o fim de 2022.

 

Fonte: www.metropoles.com

Inscrições para palestra de astronauta no Correio terminam nesta quinta

Palestra com Anna Fisher será no auditório do Correio Braziliense, nesta sexta-feira (26/7), às 9h30 e é aberta a todo público e gratuita

Em comemoração aos 50 anos da chegada do homem à Lua, a astronauta Anna Fisher fará uma palestra no auditório do Correio Braziliense, nesta sexta-feira (26/7), às 9h30. Aberta a todo público e gratuita, a inscrição para o evento pode ser feita até hoje, pelo e-mail brasiliaembeua@state.gov (enviar nome completo e o número da RG).

Há pouco mais de 40 anos, Anna Fisher foi uma das seis mulheres selecionadas para integrarem a equipe da Nasa. Além disso, ela entrou para a história como a primeira mãe a viajar para o espaço.

Fisher é médica especializada em medicina de emergência. Em 1978, ela e mais cinco mulheres passaram a integrar o programa de treinamento de astronautas da Nasa. Até então, só homens seguiam nessa profissão nos Estados Unidos.

Cinco anos mais tarde, então com 33 anos, Anna Fisher recebeu o convite para a uma missão no espaço. À época, estava grávida de oito meses. Mesmo assim, decidiu deixar a Terra.

Após pouco mais de um ano, ela partiria e se tornaria a primeira mãe a viajar para fora da Terra. A filha, Kristin, ficaria em Houston, no Texas, com o pai, o também astronauta Bill Fisher.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Copo e sacola encontrados no intestino de tartaruga-verde mostram os riscos de poluir a água com plástico

Em média, 70% das tartarugas que encalham na costa brasileira ingeriram plástico, diz pesquisa.

Imagens inéditas da necropsia de uma tartaruga-verde que morreu após encalhar em uma praia na costa brasileira hoje são usadas pelo biólogo Robson Guimarães dos Santos como forma de conscientizar a população sobre os riscos de jogar plástico no lugar errado. As imagens são fortes e foram feitas em 2012 como parte da pesquisa de doutorado de Santos, hoje professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Tartaruga-verde morta em praia suja; calcula-se que prejuízo para o ecossistema marinho seja de US$ 8 bilhões por ano — Foto: Robson Santos/Arquivo Pessoal

A divulgação do vídeo, que o G1 reproduz parcialmente acima, é uma das formas que ele encontrou de chamar a atenção para uma ameaça ambiental que começa com o consumo de objetos feitos de plástico. Após o descarte, o material pode seguir diversos caminhos, mas, se não recebeu o destino correto, é provável que provoque danos como a morte de um dos animais mais característicos da costa brasileira.

“A ingestão de plástico é hoje um dos principais problemas para a conservação das espécies de tartarugas marinhas tanto pela mortalidade direta como por todos os problemas crônicos decorrentes de sua ingestão, como contaminação por poluentes, por exemplo”, diz Santos.

De acordo com o professor, uma tartaruga-verde juvenil só precisa ingerir meio grama de plástico para morrer. Elas o ingerem ao confundi-lo com alimento, e então o material obstrui o trato gastrointestinal dos animais. Isso quer dizer que a tartaruga fica impedida de comer e realizar outras funções fisiológicas, levando-a a um emagrecimento crônico e podendo prolongar o sofrimento por bastante tempo até ela morrer.

Foi o caso da tartaruga no vídeo acima. A necropsia apontou a ingestão do plástico como causa da morte. Isso é comum no Brasil. A pesquisa de doutorado do biólogo, feita na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), avaliou 255 tartarugas-verdes encontradas mortas e encalhadas ao longo da costa brasileira de 2009 a 2013, e descobriu que em média 70% delas tinham ingerido plástico. Em alguns pontos do país, esse número chega a 100%.

De acordo com especialistas, a pesca acidental — quando o pescador lança a rede e pega acidentalmente animais que não tinha intenção — ainda é a principal causa de morte de tartarugas no Brasil. Mas é a ingestão de plástico a mais difícil de combater.

“A pesca pode ser regulada de um dia para o outro, mas o plástico não. Calcula-se que atualmente há 5 trilhões de fragmentos de plástico flutuando nos oceanos em todo o mundo”, diz o pesquisador.

Plástico e pesca acidental não são os únicos inimigos da vida marinha. A falta de saneamento básico, como mostram os dados levantados pelo G1 para o Desafio Natureza, volta a ser um problema demonstrado pelas tartarugas.

Da cidade para o mar

Não é difícil uma tartaruga marinha ingerir plástico que foi consumido no continente. Um estudo feito pela Associação de Educação Marinha, dos Estados Unidos, e publicado em 2015 na revista Science, avaliou dados de 2010 referentes a 192 países que têm alguma costa nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, além do Mar Mediterrâneo e do Mar Negro.

O objetivo era avaliar como o lixo feito de plástico produzido em terra vai parar no mar. O resultado encontrado pela pesquisadora é que, naquele ano, a falta de gestão adequada do lixo fez com que 8 milhões de toneladas de plástico jogado fora fossem parar na água salgada.

Outros números sobre o plástico já são conhecidos: um copo leva pelo menos 200 anos para se decompor, já uma garrafa PET precisa de mais de 400 anos para desaparecer.

“O plástico começa a ser produzido em escala industrial na década de 1950, e parte deste material está até hoje no ambiente e provavelmente ainda permanecerá aí por mais algumas décadas. Apesar de o governo ter grande responsabilidade pela gestão do lixo, a poluição dos ambientes é um problema de difícil resolução, e o indivíduo é uma peça importante neste processo””, afirma o professor Robson dos Santos, da Ufal.

Pessoas caminham na Praia da Avenida, na região central de Maceió — Foto: Marcelo Brandt/G1

Contaminação que volta ao homem
Mas se engana quem pensa que só as tartarugas se alimentam do plástico que é jogado fora de maneira inadequada. Como o homem faz parte da cadeia alimentar, o plástico que contamina a água e afeta a biodiversidade marinha chega também à nossa alimentação.

Em um relatório divulgado neste ano, a organização não governamental WWF (Fundo Mundial para a Natureza), afirma que a contaminação de macro, micro e nanoplásticos já atinge os solos, águas doces e oceanos. “A cada ano, seres humanos ingerem cada vez mais nanoplástico a partir de seus alimentos e da água potável, e seus efeitos totais ainda são desconhecidos”, diz o documento.

Para tentar mitigar o problema, o Ministério do Meio Ambiente lançou em março deste ano o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar. A agenda do programa também abrange cinco outros temas: resíduos sólidos, recuperação de áreas verdes, qualidade do ar, saneamento e qualidade das águas e áreas contaminadas.

Canudo não é único inimigo
O Instituto Biota resgata e faz diagnóstico da causa da morte de animais que encalham nas praias do litoral de Maceió desde 2010. O presidente do instituto, Bruno Stéfanis, já foi surpreendido pelos objetos encontrados dentro dos animais: cotonetes, tecla de computador e até pedaço de placa de televisão estão na lista.

Para Bruno, eleger um vilão como o canudo plástico não ajuda a discussão sobre o tamanho do problema. Em 2015 viralizou o vídeo de uma tartaruga com um canudo atravessado na narina. A imagem do bicho agonizando de dor enquanto o objeto era retirado com um alicate movimentou uma “guerra anticanudo”.

“A gente não pode eleger um inimigo como o canudo e ir ao mercado e pegar a maior quantidade possível de sacola para trazer as compras. Temos de pensar no nosso consumo como um todo desse material”, diz Bruno.

A utilização de canudos é proibida em estabelecimentos comerciais desde julho de 2018 no Rio de Janeiro, desde 25 de junho na capital São Paulo e desde 13 de julho em todo o estado paulista. No estado de São Paulo a multa pode chegar a R$ 5,3 mil.

Falta de saneamento básico e tumores
O professor Robson utiliza as tartarugas-verde como “sentinela ambiental”. Isso quer dizer que, examinando a saúde das tartarugas, ele consegue aferir como está a qualidade ambiental de uma região.

Em Alagoas, essa qualidade é baixa, em parte porque 83,1% da população não tem coleta e tratamento de esgoto, segundo números de 2019 do Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS).

Uma das consequências desse alto índice é o volume de dejetos que chegam aos rios e ao oceano, e que podem estar relacionados à fibropapilomatose, doença que provoca um tipo de tumor em tartarugas.

Pesquisadores do Laboratório de Biologia Marinha e Conservação do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúda da Ufal desenvolvem atualmente uma pesquisa que pretende investigar as causas dessa doença, e resultados preliminares apontam que a qualidade da água tem sua parcela nisso.

“Os tumores estão sempre ligados à degradação do ambiente costeiro e, em consequência, à qualidade da água. Quanto pior a qualidade, mais tumores. E quanto mais próximo de áreas urbanas, maiores são os problemas. Isso é decorrente da quantidade de população e baixos níveis de saneamento básico. A tartaruga-verde é diretamente afetada pela degradação da água”, afirma Robson.

O problema, segundo o pesquisador, é que estamos indo na direção oposta das soluções.

“A produção e uso de plástico continuam aumentando, e atualmente no mundo nós incineramos mais plástico do que reciclamos. O poder do indivíduo é maior na mitigação deste problema do que em outros casos, pois parte do problema deriva das nossas escolhas do dia a dia, mas nós também precisamos implementar políticas internacionais de combate à poluição por plástico”, diz Robson.

Para o pesquisador, em um nível individual, mais importante do que dar a destinação correta para o plástico que consumimos no dia a dia, é reduzir o consumo.

“A principal mensagem não é necessariamente jogar o lixo no lixo, mas, sim, reduzir o consumo. O plástico é muito difícil de ser manejado e até em lugares que têm uma boa gestão de resíduo sólido há grande poluição por plástico porque ele é leve e durável”, afirma.

Os dados corroboram essa hipótese: a cidade de São Paulo, que é a maior produtora de resíduos —tanto no volume total quanto na geração per capita — recicla apenas 3% do que coleta, segundo levantamento feito pela Associação das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Maceió recicla 3,41% do resíduo que coleta.

Além disso, segundo Robson, um caminho importante seria implementar um sistema de logística reversa para as empresas que produzem produtos que utilizem embalagem plástica, responsabilizando-as, assim, pela reutilização e destinação apropriada do resíduo.

“Como nós vamos lidar com este problema global nos próximos anos pode servir como um termômetro de nossas possibilidades de sucesso na mitigação dos demais problemas ambientais de escala global, como o aquecimento global e a crescente perda da biodiversidade”, conclui o professor.

Fonte: g1.globo.com

Polícia Civil suspeita que acusado de abusos no Guará tenha fugido do DF

Os investigadores solicitaram que o nome do suspeito seja incluído no cadastro nacional de foragidos e aguarda decisão da Justiça

Agentes da 4ª Delegacia de Polícia (Guará) suspeitam que o catequista e instrutor de futebol José Antônio Silva, 47 anos, tenha fugido do Distrito Federal. O homem é procurado há uma semana, suspeito de cometer abusos sexuais contra pelo menos 26 crianças no Guará. Os investigadores solicitaram que o nome do suspeito seja incluído no cadastro nacional de foragidos e aguardam decisão da Justiça.

De acordo com o delegado à frente do caso, Douglas Fernandes, José Antônio tem familiares no Rio Grande do Norte e no Maranhão. Ele não descarta que o acusado tenha fugido para esses estados. Em entrevista ao Correio, o investigador ressaltou que José Antônio estaria sendo ajudado por parentes. “Após a denúncia, ele se escondeu na casa de uma irmã, no Riacho Fundo 2, mas quando chegamos ao endereço, ele havia fugido”, explicou.

A primeira pessoa a procurar os investigadores foi um sobrinho de José Antônio, de 30 anos. Ele teria sido abusado durante a infância e decidiu denunciar o tio após notar a aproximação dele com o filho recém-nascido. “A família está dividida. Muitos não acreditam nos casos de abusos, porém, a maioria das vítimas são parentes do suspeito”, ressaltou Douglas.

Até o momento, os investigadores conseguiram identificar 13 vítimas, que prestaram depoimento na delegacia. Os policiais trabalham para localizar outras seis crianças abusadas, que seriam da escolinha de futebol onde José Antônio ministrava aulas. O depoimento de outras sete vítimas está sendo avaliado. Os investigadores tornaram o caso público na segunda-feira (8/7) e contam com a ajuda da população para encontrar o suspeito.

Ao Correio, conhecidos e pais de vítimas do catequista contaram como ele se aproximava das crianças. Segundo os relatos, por ser religioso, ele ganhou confiança da comunidade e começou a cometer os abusos após as aulas de futebol. Ele levava os meninos para a própria casa, enquanto a esposa trabalhava como professora.

Denuncie
Quem tiver informações sobre o paradeiro de José Antônio Silva pode entrar em contato com a Polícia Civil pelo número de telefone 197. Além disso, as informações podem ser enviadas ao site da corporação (www.pcdf.gov.br) ou pelo e-mail denuncia197@pcdf.gov.br. As denúncias são sigilosas.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/07/10/interna_cidadesdf,769648/policia-civil-suspeita-que-acusado-de-abusos-tenha-fugido-do-df.shtml?utm_source=whatsapp&&utm_medium=whatsapp