Racionamento de água chega ao fim.no DF


Um ano e cinco meses depois de ter sido imposto à população, chega ao fim o racionamento de água no Distrito Federal. A partir desta sexta-feira (15/6), os consumidores não enfrentarão mais o rodízio, no qual, a cada seis dias, ficavam 24 horas desabastecidos.

As últimas regiões que ficaram sem água foram: Ceilândia Leste, Park Way, Águas Claras, Núcleo Bandeirante, Samambaia, Asa Sul e Jardins Mangueiral. Durante o período de restrição hídrica, o nível do Descoberto, principal reservatório do DF, responsável por abastecer 60% da população, subiu de 5,3% para 93,9%.

Pré-candidato à reeleição no Palácio do Buriti, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) explicou que a decisão foi possível devido à redução do consumo de água estimada em 13% e à inauguração de novas obras de captação no Lago Paranoá e no Córrego do Bananal.

De acordo com Rollemberg, nas próximas duas décadas, não existe possibilidade de novo racionamento no DF. “Nós não superamos a crise hídrica somente em 2018. Com essas obras e a Barragem de Corumbá, que ficará pronta ainda este ano, estamos resolvendo a falta de água no DF por pelo menos mais 20 anos”, assegurou o chefe do Executivo.

Captação reduz
Antes de começar o racionamento, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) tinha autorização para captar 4.900 l/s. Com a restrição, esse número caiu para 3.300 l/s. A partir desta sexta (15), o valor passa para 4.300 l/s. Segundo o governo, a queda no volume não trará prejuízo para a população.

A diferença virá, segundo o Executivo, da redução do consumo provocada pela economia que os brasilienses fizeram, devido ao racionamento, e das captações do Paranoá e Bananal para abastecer regiões cuja água vinha da Barragem do Descoberto.

Mais de um ano depois do fim da tarifa de contingência, que sobretaxou a conta de água dos brasilienses em até 40%, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Básico do Distrito Federal (Adasa) autorizou a Caesb a utilizar R$ 6,1 milhões em obras para melhorar o sistema de abastecimento. A decisão foi publicada no Diário Oficial do DF nesta quinta-feira (14) e consta na Resolução n° 14, de 13 de junho de 2018.

De acordo com o governo, os recursos serão destinados à interligação do sistema Torto-Santa Maria ao de Sobradinho-Planaltina, com implantação de uma subadutora (R$ 4,5 milhões). Vão ainda para adequações e interligação na estação elevatória Lago Norte 2 (R$ 400 mil). A reserva para custos adicionais será de R$ 1,2 milhão.

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34ª Feira Internacional do Livro começa hoje

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34ª Feira Internacional do Livro começa hoje

Os jovens leitores são o foco da 34ª Feira Internacional do Livro de Brasília, que começa hoje e vai até o dia 17

Preparativos para a abertura da Feira do Livro, que tem uma agenda cultural para toda a família
(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)

Formar público leitor e estimular a leitura entre as crianças está na linha de mira da 34ª Feira Internacional do Livro de Brasília, que tem início hoje e segue até 17 de junho no Pátio Brasil Shopping. Com o tema Literatura infantil: a invenção do sonho. Vamos brincar de inventar? e organizada pela Câmara do Livro do Distrito Federal (CLDF), a feira tem curadoria de Maurício Melo Júnior, Nilva Belo de Morais e Fernanda de Oliveira e foco nos jovens leitores.

Contação de histórias e eventos voltados para as crianças estão presentes na programação durante todos os dias da feira. “A partir daí, a gente quer discutir a eficácia da literatura na formação de leitores. Até que ponto a gente está fazendo uma literatura que reflete os desejos de leitura dessa nossa geração, que é formada pelas urgências, pela cultura das mídias sociais? O que a gente pode fazer para atingir essas crianças?”, diz Melo Júnior.

A expectativa da Câmara do Livro é de que 200 mil pessoas passem pelo local durante os 10 dias de feira. Nesta edição, haverá três autores homenageados — Ana Maria Machado, Luci Watanabe Guimarães e Milton Hatoum —, mas dois não poderão comparecer. Nascida em Divinópolis (MG), Watanabe, a única presente dos homenageados, é autora de mais de 12 títulos destinados às crianças e adolescentes.

Segundo o curador, pensar na literatura como veículo da formação de leitores em uma feira de livro pode parecer óbvio, mas nem sempre é. “Tenho visto muita feira que não discute literatura”, garante.

Entre os destaques da programação para jovens leitores está Viagens da caixa mágica, espetáculo criado pelo ator Lázaro Ramos. Autor de dois livros infantis — A velha sentada e Caderno de rimas do João —, Ramos conta histórias relacionadas à cultura afro e fala do imaginário desse universo em 10 músicas concebidas com frases extraídas de seus próprios livros.

Autores de literatura infantojuvenil de Brasília também têm lugar especial na programação. Roger Mello, ganhador do prêmio Hans Christian Andersen, vem falar sobre a ilustração, e Stella Maris, autora de mais de 42 livros, participa de mesa sobre a leitura. Fazer do ato de ler uma brincadeira é um dos temas de Alessandra Roscoe e Tino Freitas, que fala sobre o uso da palavra como se fosse um brinquedo. Dad Squarisi, editora de Opiniãodo Correio Braziliense, vai ministrar a aula-espetáculo Os deuses e a língua portuguesa, uma palestra divertida sobre a ligação entre a mitologia e a língua.

Para Fernanda Oliveira, responsável pela curadoria infantojuvenil da feira, o encontro das crianças com os autores é fundamental para estimular a leitura, por isso ela incluiu desde sessões de autógrafos até bate-papos organizados para os pequenos. “Isso instiga a criança a despertar o interesse pela leitura”, acredita. “O livro fomenta a imaginação, base fundamental para qualquer atividade que a criança vá desenvolver, englobando todas as profissões em sua maturidade. Além de a leitura oferecer uma maior bagagem cultural, a criança que lê fala melhor, escreve melhor e pensa com mais fluidez e clareza.”

Antônio Torres, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), e Ignácio de Loyola Brandão, ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti, falam, respectivamente, sobre o romance histórico e os novos caminhos da crônica. Cristóvão Tezza divide mesa com Henrique Rodrigues e Pedro Almeida para tratar do impacto dos prêmios literários na carreira do escritor.

A nova prosa brasileira e suas características é tema de mesa que reúne a brasiliense Paulliny Gualberto, autora de Allegro ma non troppo, Maurício de Almeida, vencedor do Prêmio Sesc.

34ª Feira Internacional do Livro de Brasília

Visitação a partir de hoje, das 9h às 20h, no Pátio Brasil Shopping. Até 17 de junho.

ATENÇÃO, ATENÇÃO, ATENÇÃO Oficinas de atendimento no comércio

A Ação Social Caminheiros de Antônio de Pádua (Ascap) abriu inscrições para oficinas de atendimento no comércio.

Os interessados podem fazer a reserva de vaga pelo e-mail ascap.cecsap@gmail.com ou pelo WhatsApp 98494-3296, ou na sede da Ascap, na EQNQ 1/3, Lote A, Área Especial, Setor “O” de Ceilândia, às terças e às quintas-feiras das 15h às 18h.

A oficina será gratuita e ministrada de 14 a 18 de maio, das 19h às 22h, na sede da Ascap.

Aos participantes será conferido certificado. Ainda há vagas disponíveis.

Brasília recebe o maior evento de empreendedorismo do Centro-Oeste

Capital Empreendedora contará com mais de 40 palestrantes, espaço para expositores e mini workshops

Nos dias 18 e 19 de maio, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães será palco do maior evento de educação empreendedora do Centro-Oeste. A terceira edição do Capital Empreendedora contará com mais de 40 palestrantes em quatro ambientes paralelos, mini workshops e uma feira de startups. A estimativa é que mais de 3 mil participantes circulem pelo local durante os dois dias de atividade.

O evento foi criado em 2016 para ajudar empreendedores — tanto novos quanto os mais experientes — a se desenvolverem, se atualizarem e a se conectarem com o mercado local. De acordo com um dos fundadores e organizadores, Lucas Alves, a escolha de sediar o evento em Brasília foi estratégica.

“Notamos que a cidade possuía uma carência no segmento de empreendedorismo, principalmente por ser conhecida como ‘cidade do serviço público’. Apesar disso, existem muitas pessoas com capacidade de empreender”

Na oportunidade, o público também poderá entender melhor o que procuram os principais investidores de startups do Brasil. Dentre os palestrantes confirmados, estão: Camila Farani, investidora-anjo e jurada do Shark Tank Brasil; Sandro Magaldi, CEO do MeuSucesso.com; Franklin Luzes, executivo chefe de operações da Microsoft; Amanda Alvernaz, gerente de marketing do aplicativo Trello; e Amure Pinho, presidente da ABStartups.

Segundo Alves, haverá oportunidade de interação, investimentos e surgimento de novas parcerias. “Esta será a maior edição que já realizamos. Teremos a feira de startups, para as pessoas divulgarem suas empresas e, além disso, os palestrantes são, todos, do mais alto gabarito e escolhidos de forma que possibilitem o que pretendemos entregar: conteúdo e conexão”, garante.

Ingressos
Os passaportes para o evento variam de R$ 397 a R$ 689. Os interessados podem escolher, no portal do evento, entre a opção Smart (que dará direito aos dois dias do evento, acesso à todas palestras e à feira de Startups, app exclusivo do evento, coworking, mini workshops e o certificado online) ou Vip Pass (além de todos direitos do ingresso Smart, o ingresso possibilita mentorias, free coffee, acesso ao lounge VIP, espaço reservado na plenária e credenciamento exclusivo).

Edições anteriores
A primeira edição do Capital Empreendedora discutiu o tema “Criatividade para Solução de Problemas” e contou com 700 participantes. No ano seguinte, mais de 1200 participantes estiveram presente nas 10 horas de evento, que discutiram criatividade, negócios, inteligência emocional e tecnologia.

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O avesso da memória: Cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII
, de Luciano Figueiredo

Acumulação de trabalho e mobilidade de capital, de José Carlos Peliano

Diagnósticos em ergonomia no centro-oeste brasileiro (vol. 1 e 2) – Bem estar no trabalho, eficiência e eficácia em questão, de Mário César Ferreira et alii

Elites e trabalho no Brasil e no Uruguai, de Sônia Ranincheski

Escola, saúde e trabalho: Estudos psicológicos, de Maria das Graças T. Paz (Org.)

A pós-graduação no Brasil: Formação e trabalho de mestres de doutores no país (vol.1), de Jacques Veloso

Saberes subalternos e decolonidade: Os sindicatos das trabalhadoras domésticas do Brasil, de Joaze Bernadino Costa

A Social-Democracia alemã e o Trabalhismo inglês, de Maria Rosinda Ramos da Silva

Trabalho em transição, saúde em risco, da Ana Magnólia Mendes

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Como contar para a criança que alguém morreu

O post de hoje é sobre um assunto triste e delicado, porém necessário.

Quando minhas filhas tinham 3 anos de idade uma amiguinha delas da escolinha morreu. Não resistiu a uma cirurgia. Essa amiguinha era da mesma turma de uma das minhas filhas. A convivência era diária.

Quando recebi a terrível notícia logo pensei: “meu Deus, quanta dor para essa mãe.” No caminho da escola fiquei imaginando como daria uma notícia dessas para crianças de apenas 3 anos de idade. Se para adultos já é difícil contar, imagina para crianças.

Várias perguntas me passaram pela cabeça. Será que elas já têm noção do que é a morte? Será que eu conto ou espero que elas perguntem? Se elas perguntarem, como vou contar? Falo de estrelinhas, céu, Papai do Céu… socorro! Fiquei perdida e abalada com a notícia.

Assim que entraram no carro, a minha filha que estudava na mesma sala da amiguinha que morreu, logo comentou: “mamãe, a Letícia (nome fictício) não foi pra aula hoje. A tia disse que ela está dodói.”

Na escola me orientaram a não dizer sobre o ocorrido naquele momento. Após o dia de luto da escola, conversaram com as crianças sobre a ausência da amiguinha. Alguns dias se passaram até minha filha dizer: “mamãe, minha amiguinha Letícia morreu. Ela está com o Papai do Céu, só que estou com muita saudade dela. A gente pode ir lá no céu visitar minha amiguinha?”

Não teve jeito. Tive que falar sobre a morte com elas, mas percebi que ainda não tinham noção da dimensão do assunto e da gravidade do ocorrido.

Bom, espero que você não precise, mas para ajudar mamães a passarem por situações como esta com mais confiança, entrevistei a psicóloga Priscila Preard que, gentilmente, esclareceu dúvidas com informações valiosas sobre o assunto. Confira.

Como contar para a criança que alguém morreu? Inicialmente, é importante enfatizar que a criança é um ser único onde cada uma deve ser respeitada em sua singularidade, capacidade e ritmo. A morte faz parte do ciclo vital, pois é natural da vida, porém é um tema difícil que se refere a sofrimento, transformação e traz consigo uma certa complexidade a depender, por exemplo, da forma que a morte aconteceu e de quem veio a falecer. Omitir o acontecimento e negar essa informação à criança pode ser mais desestruturante a ter que dizer a verdade. Na infância, a criança não apenas assimila o que acontece ao seu redor, como também passará por modificações a partir dessas vivências. O silêncio nesses casos será ineficiente, como também poderá ser patogênico, fazendo com que a criança fique apenas com pensamentos fantasiosos e não tenha com quem conversar. Quando você fala a verdade e se dispõe a conversar com ela, você ajuda a criança a formular os pensamentos.

Voltando mais objetivamente à questão, penso que é importante entender a crença da família sobre o que é a morte, respeitar e compreender a fase emocional e cognitiva dessa criança e assim formular uma resposta simples e objetiva. Evitar metáforas e eufemismos como por exemplo: “fez uma viagem longa”, “dormindo para sempre”, dentre outros; isso poderá causar mais confusão, uma vez que uma criança de três anos, segundo Piaget (psicólogo suíço), se encontra em um estágio pré-operacional, ou seja, a criança nessa fase ainda desenvolverá a capacidade de simbolização.

Nesses casos validar o sentimento da criança é um movimento importante que ajudará a se sentir mais confortável com seus sentimentos. Uma alternativa é evitar utilizar termos como: “não chore.” Melhor dizer: “percebo que você está triste, quer conversar?”. Ser solidário nesses momentos pode ter um efeito terapêutico, propiciando uma melhor adaptação ao momento e assim permitindo uma possível elaboração do luto e, consequentemente, uma ressignificação da vivência.

A partir de qual idade a criança já tem noção do que é a morte?
A partir dos três anos de idade, porém ela ainda não é capaz de endereçar aspectos, tal como a morte ser algo irreversível. Com o passar do desenvolvimento, entre os 9 e 11 anos, a criança consegue compreender respostas tanto científicas, como religiosas e culturais.

Como explicar o que é a morte?
Entendo que é uma pergunta que aparece “na cabeça” dos pais acompanhada de certas doses de angústias. É uma pergunta demasiadamente genérica para um universo tão plural. Primeiramente, respeite a estrutura da criança, não traga elementos que ela não tenha condições de elaborar. Em segundo lugar, utilize-se de meios para ajudá-la a simbolizar, como filmes e livros. Caso a criança tenha entre 9 a 11 anos, poderão ser utilizados exemplos nos campos científicos, religiosos e culturais. Como dica, indico o filme VIVA – A vida é uma festa, que trata de forma leve um assunto tão delicado.

É comum as crianças saberem que as pessoas morrem quando ficam velhinhas. Mas quando uma criança morre, como explicar?
A primeira questão seria importante observar se foi a criança que trouxe essa pergunta ou se foi ela quem pontuou essa diferença. Se sim, traga argumentos onde a criança minimamente entenderá. É um tema delicado. É relevante pensar que cada caso é um caso. Acrescento ainda para os pais que não escondam seus sentimentos às crianças. O compartilhamento de emoções e sentimentos entre pais e filhos será um movimento que ajudará a criança a se sentir mais acolhida em sua dor. Outro ponto importante é perceber possíveis mudanças de comportamento após a notícia da morte, pois algumas reações são esperadas, como negação, tristeza, raiva e comportamentos regressivos, como fazer xixi na cama. Sendo essas reações comuns e esperadas nesse primeiro momento, uma vez que pode surgir sentimentos na criança relacionados a abandono ou culpa. O luto infantil é um processo subjetivo, mas é importante os pais ou responsáveis, quando notarem uma duração maior dessas reações, percebendo assim um comprometimento nas atividades no dia a dia e no comportamento da criança, procurarem por um psicólogo infantil.

E quando a morte foi um suicídio, é melhor dizer a verdade ou omitir?
Em meu entendimento, não há que se falar em omissão, mas sim de respeito à capacidade emocional e cognitiva da criança. Faço uma pergunta para os leitores: o que essa informação acrescentará na vida das crianças? Talvez mais angústia tanto para os pais quanto para as crianças. Os aspectos trágicos de como a morte aconteceu não precisam ser explorados, pois a criança, principalmente entre 3 e 8 anos, não assimilará. Nessa fase a criança opera em um nível literal, o que significa que a capacidade de simbolização ainda está em desenvolvimento.

Se o melhor for dizer a verdade sobre o suicídio, como dizer?
Destaco um exemplo de abordagem:

“É algo relacionado com a morte, mas te explicarei melhor quando você estiver com mais idade ou mais velho.”

Como explicar o que é suicídio?
Se essa for uma questão levantada pela criança, é importante não deixá-la sem resposta, porém não se faz necessário explicar os detalhes.

Levar ou não levar a criança no funeral e/ou enterro?
É uma decisão que diz de uma vivência íntima e subjetiva que cada família tem que se permitir elaborar. A minha colaboração nessa questão será no intuito de ajudá-los a pensar nos vários aspectos dessa experiência.O enterro é um momento ou um ritual de despedida que poderá servir de ajuda para uma melhor simbolização do processo, porém outras questões como a duração do tempo do enterro e as condições do ambiente são aspectos relevantes a serem levados em conta também.

Site: https://planetamae.com

Petshops podem ser obrigados a ter veterinários nas lojas

Ministério Público Federal entende que, nos estabelecimentos onde há venda de medicamentos, a situação é semelhante à das farmácias humanas, em que a presença do farmacêutico é obrigatória

Crédito: Reprodução Crédito: Reprodução

Assim como as farmácias humanas são obrigadas a ter um farmacêutico nos estabelecimentos, o Ministério Público Federal quer que petshops que vendam medicamentos e animais vivos contratem veterinários como responsáveis técnicos.

O subprocurador-geral da república Moacir Guimarães Filho vai apresentar amanhã à Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) questão de ordem para que a Corte revise o dispositivo que dispensa essas empresas da contratação de médico veterinário. Para o MPF, a presença desse profissional dá segurança à prescrição de medicamentos, à rotulação de produtos e à venda de animais.

Em maio do ano passado, em decisão unânime, os ministros entenderam que não havia, na Lei, justificativa para que as lojas que vendem medicamentos veterinários e animais vivos tivessem de manter veterinários nos estabelecimentos. Porém, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) pensam diferente e apresentaram embargos contra essa decisão.

O MPF está de acordo com os argumentos dos Conselhos e defende a revisão da decisão. O subprocurador-geral da República Moacir Guimarães, que vai apresentar a questão de ordem, acredita que o julgamento não levou em conta a analogia com os profissionais de farmácia, que atuam em idênticas condições nos estabelecimentos que vendem remédios para humanos.

Ele ressalta, ainda, que, no caso da venda de animais não domésticos, a questão é ainda mais relevante, porque envolve as condições de tratamento que eles devem receber após a comercialização. Sendo assim, o fato desses estabelecimentos comercializarem e exporem tanto animais vivos quanto medicamentos justifica, para o subprocurador geral da República, a contratação de um responsável técnico, seja por razões de proteção à integridade dos animais, quanto para resguardar a própria saúde pública.

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