Jovem morre asfixiada no Park Way após acidente com o portão de casa

O caso aconteceu na madrugada deste domingo (28/10). Durante uma hora, bombeiros tentaram reanimar a estudante Marcella May de Azambuja, mas ela não resistiu.

Marcella May de Azambuja, 25 anos, morreu na madrugada de domingo(foto: Reprodução/Facebook).

 

Uma mulher de 25 anos, moradora da Quadra 15 do Park Way, morreu por volta das 2h deste domingo (28/10) após um acidente na garagem de casa. A estudante de direito Marcella May de Azambuja havia acabado de chegar à residência e, depois de estacionar o carro, o portão caiu sobre a jovem e a matou asfixiada. A Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atuaram na ocorrência.

Os militares tentaram reanimar a vítima por cerca de uma hora, mas Marcella não resistiu. A Polícia Civil enviou uma equipe de perícia para avaliar as condições do acidente. O corpo dela foi transportado para o Instituto de Medicina Legal (IML) e o caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul).

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A reportagem tentou contato com um tio da vítima, mas ele declarou que preferiria não se manifestar a respeito da tragédia. Ele apenas confirmou que Marcella era neta da pioneira de Brasília Therezinha May.

Nas mídias sociais, amigos de Marcella e até desconhecidos deixaram mensagens em homenagem à estudante. “Lamento muito a perda da família. Que Deus conforte o coração de vocês”, diz uma das postagens no perfil da jovem no Facebook.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Espaço na Vila Naval oferece cursos gratuitos à população do DF e Entorno

Galpão multiuso inaugurado na Vila Naval Almirante Visconde de Inhaúma, próximo a Santa Maria, oferecerá 130 vagas em três cursos profissionalizantes gratuitos para a população

O diretor regional do Senai-DF, Marco Secco (E), a diretora nacional das Voluntárias Cisne Branco, Christiane Leal, a idealizadora da Ecovila Naval, Ana Beatriz Goldstein, e o comandante do 7º Distrito Naval, Sérgio Goldstein
(Foto: Edy Amaro/Esp. CB/D.A Press)

Moradores das regiões próximas a Santa Maria, ao Gama e da vila naval Almirante Visconde de Inhaúma, localizada próxima à divisa com Goiás, terão acesso a três cursos profissionalizantes gratuitos e ao lado de casa a partir de setembro. Na manhã de ontem, o comando do 7º Distrito Naval da Marinha do Brasil, junto ao sistema da Federação das Indústrias (Fibra) no Distrito Federal, inaugurou um galpão multiuso na área militar, onde professores do Serviço Nacional de Aprendizagem industrial (Senai) ministrarão três cursos: padeiro, pedreiro de alvenaria e almoxarife de obras.

As matrículas para as 130 vagas estão abertas e cada curso contará com duas turmas: uma com aulas pela manhã, das 8h às 12h; outra com aulas à tarde, das 14h às 18h. Os encontros ocorrerão de setembro a dezembro, sempre de segunda a sexta-feira. O galpão onde as aulas ocorrerão fica na Ecovila Naval. O espaço, inaugurado em 10 de março, atende às cerca de 800 pessoas que vivem nas 216 casas da vila e oferece atividades de incentivo à promoção da saúde, à alimentação saudável, à orientação escolar e ao desenvolvimento socioeconômico.

As aulas são destinadas tanto a moradores da área militar quanto à população de áreas nas proximidades. Para o diretor regional do Senai no DF, Marco Secco, a ideia do galpão multiuso envolveu a criação de um espaço polivalente, com projetos focados na geração de emprego e renda. “De imediato, começamos com cursos nas áreas de construção civil e alimentos. À medida que demandas locais surgirem, desenharemos outras propostas”, afirma.

O espaço, que há mais de 10 anos servia como garagem para tratores foi transformado em uma salão apropriado para cursos. Para se inscrever, os interessados precisam comprovar que são de família de baixa-renda. Os participantes receberão certificados ao término dos cursos e não é necessária experiência ou qualificação prévia na área escolhida. É necessário entrar em contato pelo e-mail voluntarias.vcb@gmail.com ou pelo telefone 3429-1205 para fazer a matrícula.

Sustentabilidade

O galpão multiuso fica na Ecovila Naval. O espaço surgiu para promover mudanças de hábitos e incentivar ciclos naturais sustentáveis. Desde a abertura, a vila ecológica oferece cursos e atividades para famílias, adultos e crianças, por meio de cursos do Sistema S e de algumas das outras 19 instituições, órgãos e entidades parceiros do comando do 7º Distrito Naval. Em cinco meses, foram 11 cursos com 300 alunos; nove atividades para mais de 400 participantes; além de eventos que mobilizaram externamente mais de 900 pessoas.

Segundo a gestora e criadora da Ecovila Naval, Ana Beatriz Goldstein, como o local fica em uma região mais afastada de centros, o conjunto habitacional militar precisava de atividades diferenciadas para o atendimento das famílias dali e de áreas próximas. “A vila está em uma área rural, afastada, sem linhas de ônibus regulares. Dali até a pista do BRT, por exemplo, uma pessoa anda 3km. Não há mercado, padarias, nada. É um lugar isolado”, comenta.

Para ela, a iniciativa da vila ecológica permite que a população usufrua de cursos profissionalizantes e consiga acessar o mercado de trabalho. Fora as aulas, a Ecovila Naval se desenvolve com inúmeras atividades sustentáveis. “Há minas d’água ali na região; por isso, demos início a mudanças, a começar pelo saneamento básico. Os esgotos viraram ecofossas, criamos hortas orgânicas e, agora, temos a meta de transformar o local em uma vila lixo zero até 2020. É um círculo virtuoso que contagia a todos”, completa Ana Beatriz.

Fonte: Correio Braziliense

Metade dos homicídios em 2016 ocorreu em apenas 2% dos municípios

Apesar de pequenos, os números são superiores aos de 2015, quando 109 localidades respondiam por metade das mortes violentas no país

Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Metade dos homicídios registrados em 2016 ocorreram em apenas 123 cidades brasileiras, aponta o Atlas da Violência 2018 – Políticas Públicas e Retratos dos Municípios Brasileiros, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Juntos, esses municípios representam apenas 2,2% do total de cidades brasileiras. Apesar de pequenos, os números são superiores aos de 2015, quando 109 localidades respondiam por metade das mortes violentas no país. Fato que, para os pesquisadores, indica a propagação da criminalidade para cidades menores, processo que vem sendo observado por especialistas desde meados dos anos 2000.

Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, as mais violentas se concentram nas regiões Norte e Nordeste. No entanto, o ranking dos 309 municípios com maior taxa de mortalidade é encabeçado por Queimados, no Rio de Janeiro, com 134,9 homicídios por grupo de 100 mil pessoas.
As quatro cidades seguintes com os maiores índices de letalidade ficam na Bahia. Com uma taxa de 124,3 homicídios por grupo de 100 mil habitantes em 2016, Eunápolis ocupa o segundo lugar entre as mais violentas. Em seguida vem Simões Filho (107,7 homicídios/100 mil habitantes); Porto Seguro (101,7 homicídios/100 mil habitantes) e Lauro de Freitas, com 99,2 homicídios/100 mil habitantes.

Já a relação das cidades com a menor taxa média de homicídios em 2016 começa com Brusque (SC), onde foi registrada uma taxa média de 4,8 homicídios por 100 mil habitantes. Logo em seguida ficaram Atibaia (SP) (5,1); Jaraguá do Sul (SC) (5,4); Tatuí (SP) (5,9) e Varginha (SP) (6,7).

Capitais

Entre as capitais, Belém assumiu o título de mais violenta de 2016, com uma taxa média de 76,1 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. Pelos dados do Atlas da Violência de 2015, a capital paraense era a quarta mais perigosa, com 61,8 homicídios/100 mil moradores. Nesta edição do relatório, Belém é seguida por Aracaju (73 homicídios/100 mil habitantes); Natal (62,7 homicídios/100 mil habitantes); Rio Branco (62,6 homicídios/100 mil habitantes) e Salvador (57,8 homicídios/100 mil habitantes).

Alvo de uma intervenção federal na segurança pública de todo o estado desde fevereiro deste ano, a capital fluminense terminou 2016 entre as oito capitais com as menores taxas de mortes violentas, com 25,8 óbitos por 100 mil habitantes. Este grupo é encabeçado por São Paulo (10,1 homicídios); Florianópolis (17,2) e Vitória (17,2); Brasília (25,5); Campo Grande (20,3); Curitiba (29,4) e Belo Horizonte (24,8).

No início do mês, o Atlas da Violência já tinha apontado que o estado do Rio de Janeiro está entre as seis unidades da federação que têm conseguido reduzir as taxas de homicídios, junto com São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Paraná. No documento, os pesquisadores apontam que a melhora dos índices paulistas se deve, em parte, à preponderância de uma organização criminosa sobre as demais, o que permitiria que seus integrantes controlassem o uso da violência, evitando disputas letais.

Fonte: Metrópoles

Nos 11 anos da Maria da Penha, DF tem dia violento para as mulheres

Instituto lança relógio que registra o número de casos de abuso em todo o país. A cada 2 segundos, uma pessoa do sexo feminino é agredida

Larissa Rodrigues
LARISSA RODRIGUES
07/08/2017 18:34 , ATUALIZADO EM 08/08/2017 10:48

Este 7 de agosto marca os 11 anos da Lei Maria da Penha, criada para coibir a violência doméstica contra o sexo feminino. Mas o Distrito Federal tem pouco a comemorar. Entre o fim da tarde de domingo (6/8) e a madrugada desta segunda (7), foram registradas ao menos cinco agressões a mulheres na capital da República.

Os dados divulgados pela Polícia Militar do DF incluem-se nas estatísticas do Instituto Maria da Penha: a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil. O número consta na ferramenta virtual lançada nesta segunda (7), o Relógio da Violência. Entre a 0h de hoje e as 17h55, foram contabilizados 32,6 mil casos. Segundo o instituto, o Brasil é o quinto país mais violento do mundo para as mulheres. A organização pede que a população compartilhe o relógio com a hashtag #TáNaHoraDeParar.

“A informação é uma grande aliada das mulheres quando o assunto é violência doméstica e familiar. É preciso conhecer as diversas formas de agressão e promover o acesso à Lei Maria da Penha em larga escala”, diz a nota assinada por Maria da Penha Maia Fernandes, a farmacêutica cearense que se tornou marco na luta contra os abusos.

Problema estrutural
O relógio começou a funcionar há poucas horas e não contabilizou casos como os registrados na Cidade Estrutural no fim da tarde de domingo (6). Em um deles, um homem chegou em casa bêbado, ameaçou bater na esposa, quebrou a geladeira com um martelo e foi preso em flagrante.
Site: Metropoles