Homem que atacou corretora na Asa Sul vai a júri popular


Thiago Dantas Tizon de Oliveira será julgado pelo júri popular por tentativa de homicídio duplamente qualificado cometida contra uma corretora de imóveis em novembro de 2017. O julgamento ainda não tem data marcada.

“Tendo a instrução processual revelado indícios de autoria por parte do acusado, inclusive no que se refere à qualificadora do motivo fútil e do recurso que dificultou a defesa da vítima, confirmando em tese o que restou apurado na fase inquisitiva, e estando comprovada a materialidade do crime, impõe-se seja o caso submetido ao júri popular desta circunscrição”, decidiu o juiz do Tribunal do Júri de Brasília, Evandro Moreira da Silva.

Memória
A vítima contou que o homem a atacou dentro de um apartamento na 412 Sul. Segundo o depoimento, Tizon se passou por um cliente interessado em um imóvel. Ela relatou que pressentiu “algo ruim”. “Ele disse que queria mostrar o apartamento para a noiva e pediu 20 minutos até que ela chegasse. Depois, contou que ela não conseguiria vir e pediu para tirar umas fotos do imóvel”, completou.
Desconfiada, a corretora deixou a porta entreaberta e manteve contato visual com o homem durante toda a visita: “Mas, no único momento que me virei de costas, para abrir a persiana da sala, fui surpreendida com dois golpes de martelo na cabeça”.

Machucada, assustada e ainda em pânico, a corretora afirmou que sentiu a primeira martelada na lateral de sua cabeça. Em seguida, teria recebido mais cinco golpes na cabeça e um no braço, quando ela tentava se defender de alguma forma.

Depois de agredi-la, teria tido que “a mataria de qualquer jeito”. Segundo a mulher, a frase foi dita repetidas vezes, enquanto o algoz a martelava na cabeça e rasgava suas roupas.

Versão do autor
Thiago Tizon contou na delegacia que não sabia o motivo pelo qual atacou a corretora com um martelo. Afirmou que costumava carregar a ferramenta porque também trabalha como corretor e a usa para pregar faixas pela cidade. O autor explicou que procurava um apartamento para comprar e se interessou pelo imóvel anunciado.

Disse que chegou a chamar a namorada para participar da visita ao imóvel, mas ela não apareceu. Thiago relatou ter pedido permissão para tirar algumas fotografias do apartamento, para mostrar à parceira, mas, inesperadamente, “decidi agredir” a corretora. Ele negou para os policiais que teria tentado estuprá-la: “As roupas se rasgaram quando tentei segurá-la”.

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Justiça condena homem que matou professora Márcia Lopes em 2014

O corpo foi encontrado carbonizado em 1º de abril de 2014, próximo à GO-118. O acusado, Luiz Carlos Coelho Penna Teixeira, namorava a vítima

O crime aconteceu em 9 de março de 2014, após uma discussão entre o casal

O acusado de matar a professora Márcia Regina Lopes, há quatro anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Brasília na última segunda-feira (2/4) a 30 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado. Luiz Carlos Coelho Penna Teixeira, então namorado da vítima, respondeu por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Em aproximadamente 13 horas de julgamento, o júri aceitou as qualificadoras do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) – motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Luiz Carlos assassinou a mulher após uma discussão, por meio de golpes com um extintor de incêndio.

Luiz Carlos responde na Justiça por crimes como lesão corporal; violência doméstica; ameaça de morte; dano ao patrimônio; e injúria no histórico criminal. Ele chegou a causar um incêndio na casa de uma ex-namorada.

O crime ocorreu em 9 de março de 2014, quando Márcia foi jogada do carro e teve o corpo incendiado. O cadáver carbonizado foi encontrado apenas em 1º de abril daquele ano, em uma estrada de terra na GO-118.

Márcia entra no elevador com o namorado, em 9 de março. Ela parece conversar normalmente com Luiz Carlos. Mais tarde, ele volta ao imóvel e troca de roupa(foto: Reprodução)
Vídeos mostraram últimas imagens de Márcia

Imagens de câmeras de segurança do circuito interno do edifício mostraram os últimos momentos da mulher de 56 anos, horas antes do assassinato brutal. Márcia Regina Lopes desceu pelo elevador do prédio em Águas Claras, onde morava, acompanhada do namorado e algoz. O vídeo é de 9 de março de 2014, dia do desaparecimento de Márcia Regina.

No vídeo, vestida de preto e calça bege, Márcia parece conversar normalmente com o companheiro, que usa camiseta verde. Os dois saíram do prédio e foram para um restaurante no Guará 1, onde almoçaram. Mais tarde, o agente de vendas volta sozinho ao imóvel, como apontado em outra gravação. Ele troca de roupa — veste camisa branca estampada e bermuda azul — e, descalço, passa pela portaria.

Irmão reconheceu anel da vítima

Um laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) foi o confirmou que o cadáver localizado em um matagal de Planaltina de Goiás era o da professora. O corpo estava em estado de decomposição em uma estrada de terra. Pelo estado não foi possível a família realizar o reconhecimento do corpo. Porém o irmão deu como certo que o corpo era de Márcia Regina Lopes. “Estava com um anel que temos certeza que ela usava”, apontou.

Caso Emanuelly: pais torturaram menina por quase 1 mês até ela morrer, diz delegado

Caso Emanuelly: pais torturaram menina por quase 1 mês até ela morrer, diz delegado

Laudo aponta que menina de Itapetininga (SP) teve ferimentos na cabeça, no braço e no peito e até partes do cabelo arrancadas. Débora Rolim da Silva e Phelipe Douglas Alves estão na penitenciária de Tremembé.

Suspeita é que Emanuelly foi morta pelos pais em Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)

A menina Emanuelly Agatha da Silva, de 5 anos, foi agredida várias vezes pelos pais durante quase um mês, até morrer no dia 2, segundo o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML). A informação foi divulgada pelo delegado que investiga o caso, Eduardo de Souza Fernandes. O G1 não teve acesso ao documento.

O documento aponta que Emanuelly morreu em decorrência de um traumatismo craniano e hemorragia cerebral.

“O laudo constatou que ela apresentava lesões de até 20 dias atrás, o que entendemos como uma tortura”, afirma o delegado.

Os pais, Phelipe Douglas Alves, de 25 anos, e Débora Rolim da Silva, de 24 anos, tiveram a prisão decretada um dia após o crime e permanecem na penitenciária de Tremembé, em celas isoladas.

Na segunda-feira (12), a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o casal por maus-tratos (veja mais abaixo). Agora, o Ministério Público tem cinco dias para analisá-lo e decidir se os denuncia – e por quais crimes.

Débora e Phelipe estão presos em Tremembé (Foto: Reprodução/Facebook)

O delegado afirma que as provas contra o casal são de maus-tratos, apesar de o laudo apontar que o ferimento na cabeça da menina provocou a hemorragia que levou à sua morte. Souza também incluiu no inquérito que há indícios de homicídio qualificado e tortura, mas não indiciou o casal pelos crimes.

“É difícil dizer que o crime foi premeditado, pois os dois se negaram a falar sobre o caso. Eles disseram que não vão falar nada, só falam em juízo. A parte da polícia foi feita. Montamos o laudo, comprovando lesões, as causas da morte, o laudo pericial do local dos fatos, onde constatamos locais com sangue da criança, e enviamos tudo para o Poder Judiciário. As provas que tenho no inquérito são de maus-tratos”, afirma.

O casal tem outros dois filhos: uma menina, de nove anos – fruto de um relacionamento anterior da mãe -, e um menino de quatro anos. A mais velha está com o pai e o caçula foi encaminhado para um abrigo após as prisões.

Pais de Emanuelly agrediram menina várias vezes por quase um mês, diz delegado

Cabelos arrancados

Em entrevista à TV TEM nesta terça-feira (13), o delegado Eduardo de Souza detalhou como teria sido a agressão que matou a menina, com base no depoimento do irmão.

No dia do crime, afirma o delegado, Emanuelly estava dormindo quando os pais foram ao quarto dizendo que dariam banho nela. Um deles pegou a menina e a arremessou contra a parede, provocando um grave ferimento na cabeça.

“A informação passada por um dos filhos é que os dois foram ao quarto, enquanto a menina estava dormindo, e a agrediram. É um crime cujo passo a passo é difícil de ser comprovado, mas o depoimento do filho foi contundente. Eles [os pais] acordaram-na para tomar banho e, então, praticaram o ato que levou à morte”, afirma Souza.

Crime ocorreu na casa onde o casal e os filhos moravam, no Centro de Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)

O casal ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) dizendo que Emanuelly estava com convulsões por ter caído da cama, mas os médicos constaram múltiplas lesões na menina.

“O ferimento era incompatível com a queda. Ela tinha uma lesão grave na cabeça, nos braços, nas pernas e no peito e até mesmo teve partes do cabelo arrancadas. Ela tinha múltiplas lesões, mas o que provocou a morte foi o grave ferimento na cabeça”, afirma.

O delegado disse que, mesmo sabendo da gravidade dos ferimentos da filha, os pais se mantiveram frios.

“Isso comprova que eles negavam a menina, como aconteceu desde o início. Na delegacia eles estavam tranquilos, como se nada tivesse acontecido”, diz Souza.

Delegado Eduardo Delegado de Souza Fernandes, que investigou a morte de Emanuelly em Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)

Conselho Tutelar

Débora chegou a perder a guarda de Emanuelly em 2012, logo após o parto prematuro, porque ela se recusava a visitar a filha. Débora entrou na Justiça e conseguiu recuperar a guarda após comprovar que tinha condições para cuidar da menina.

As agressões não foram constatadas nos outros filhos, segundo o delegado. “Com a filha mais velha e mais novo eles [os pais] não tinham a mesma atitude de violência. Acreditamos, inclusive, que essa depressão que a mãe teve após ter a Emanuelly se manteve até depois que ela recebeu a menina”.

Sobre uma possível omissão do Conselho Tutelar, que devolveu Emanuelly a Débora e Phelipe, o delegado diz não ver erro, pois o casal era “muito esperto e fez de tudo para enganar os conselheiros até o caso ser arquivado pela Justiça”.

“Eles fizeram de tudo para ludibriar todo mundo, inclusive os conselheiros. Eles orientavam os filhos a só falarem bem deles, principalmente a filha mais velha. Em depoimento a menina chegou a dizer que os pais tratavam bem a Emanuelly, mas quando fizemos perguntas para as quais ela não estava orientada, ela dizia a verdade. Foi o que ajudou a comprovar os fatos”, afirma 

Débora Rolim da Silva, de 24 anos, também foi encaminhada para presídio da mesma cidade (Foto: Reprodução/TV TEM)

Babá denunciou agressões

Suspeita de matar filha espancada colocava papel na boca da menina para abafar os gritos

Uma babá que trabalhou na casa de Débora e Phelipe relatou à TV TEM que a menina era agredida constantemente e a mãe chegava até a colocar papel na boca da criança para que ela não gritasse.

“Um dia fui trabalhar e ela estava com o olho roxo. Porém, quando perguntei o que tinha acontecido, ela disse que tinha caído. Foi então que a irmã mais velha contou que a mãe havia enchido a boca dela [Emanuelly] com papel para que ela não gritasse e bateu com o guarda-chuva no olho dela”, afirma a babá, que chegou a denunciar os pais da menina em 2017.

O avô paterno de Emanuelly, Luiz Carlos Alves, afirmou que seu filho violento quando usava drogas e que já até chegou a agredi-lo. “Ele era usuário de drogas. Não só ele como a esposa também. O Phelipe era muito violento quando usava droga. Fora de série. Quando ele estava sem nada, era um anjo. Quando usava droga mudava tudo. Ficava violento”.

Alves diz que sempre notou marcas de agressão no corpo da criança e questionava os pais, mas ele diz que o filho e a nora diziam sempre que a menina vivia caindo.


Fonte: https://g1.globo.com

PCDF investiga se mulher queimada em contêiner foi morta por ciúmes

O corpo encontrado carbonizado dentro de um contênier na noite de domingo (4/3), na QE 11 do Guará I, é de Sandra Rodrigues, 36 anos. O suspeito de matá-la foi preso nessa segunda (5), menos de 24 horas após o crime. Ele negou o homicídio, mas os investigadores da 4ª Delegacia de Polícia (Guará) afirmam ter encontrado provas contra ele. O assassinato com requintes de crueldade teria sido motivado por ciúmes.

A mulher era conhecida pelos moradores da região por dar aulas de capoeira para crianças carentes nos anos de 1990. No entanto, o envolvimento com as drogas a teria afastado dos projetos sociais. Ela deixou dois filhos.

De acordo com o delegado-chefe da 4ª DP, Johnson Kennedy, a vítima e o suspeito têm passagens pela polícia. Ela por tráfico, furto e dois roubos. O homem, identificado como Márcio do Nascimento Batista, 36, possui histórico por Lei Maria da Penha (violência doméstica) e dois furtos.
Relembre o caso
O corpo queimado foi encontrado pelos bombeiros. O cadáver estava carbonizado dentro de um contêiner na QE 11, próximo da agência do Banco do Brasil e da Igreja Congregação Cristã. A corporação foi chamada para a ocorrência às 19h05 e conseguiu controlar as chamas no local. As equipes responsáveis pelo atendimento ficaram surpresas ao encontrar a vítima.
Fonte: www.metropoles.com

Polícia Civil do DF prende quadrilha que aplicava golpe do cartão em idosos

Polícia Civil do Distrito Federal faz operação na manhã desta quinta-feira (1º/3) para desarticular um grupo que aplicava golpes em idosos. A máfia investigada por cerca de cinco meses teria sacado R$ 500 mil das contas das vítimas. São cumpridos mandados de prisão, busca, apreensão e condução coercitiva.

Em 2017, o Metrópoles publicou uma série de matérias alertando sobre o golpe. Em maio, a reportagem conversou com quatro vítimas que tiveram prejuízo total superior a R$ 33 mil, apenas em abril do mesmo ano. Em uma das ocorrências, os estelionatários gastaram R$ 18 mil em lojas da cidade.
A fraude foi feita da mesma maneira nos quatro casos: de posse dos dados pessoais das vítimas, um criminoso entrou em contato e se identificou como funcionário da central de segurança dos cartões. O golpista, então, informou que havia sido identificada uma compra não usual com o cartão do cliente.

Ao dizer que não realizou a compra, a vítima era orientada a seguir instruções de segurança: digitar a senha do cartão no teclado do telefone, cortá-lo sem danificar o chip e escrever uma carta de próprio punho negando a suposta compra.

Os estelionatários asseguravam que o cartão estava cancelado e, portanto, outro seria enviado em breve. Ainda de acordo com informação dos fraudadores, um agente de segurança da operadora passaria na casa da vítima para recolher o envelope com o cartão cortado e a carta escrita manualmente.

Sem desconfiar que estava sendo enganado, o cliente entregava o chip

Sem desconfiar que estava sendo enganado, o cliente entregava o chip intacto. Dessa forma, os bandidos o instalavam em outro cartão e, então, realizavam compras, serviços, saques e empréstimos.

Ouça a ação de um golpista em uma gravação obtida pela polícia. O bandido, que conversa com uma mulher de Porto Alegre, é muito convincente:

“Nem desconfiei”
Uma aposentada de 68 anos, que pediu para não ser identificada, afirmou à reportagem que o suposto funcionário informou todos os seus dados pessoais. “Sabiam o meu nome completo, endereço e CPF. Nem desconfiei de que se tratava de um golpe, porque eles foram convincentes”, lembrou.

A moradora da Asa Norte disse que só se deu conta do crime após verificar um débito de R$ 18 mil na fatura do cartão de crédito.

“Trabalhei 36 anos para ter uma renda e tranquilidade ao me aposentar. Agora, estou no prejuízo. Depois que cancelei o cartão, ainda me ligaram novamente, tentando aplicar o mesmo golpe. Fiquei tão nervosa que estou tomando remédio para ansiedade. Eles sabem onde eu moro, roubaram meu dinheiro””
Vítima da quadrilha
Câmeras de segurança do prédio da aposentada registraram o momento em que um homem foi buscar o envelope com o cartão cortado e o chip na casa da vítima. O falso funcionário chegou por volta das 16h30 e se apresentou como Guilherme Carvalho. Ele estava com um capacete e forneceu até mesmo o número de um protocolo para a cliente.

Veja vídeo do criminoso que, em 12 de abril, se apresentou como Guilherme Carvalho e pegou o cartão de uma vítima. O suspeito está de camiseta branca sentado no banco ao fundo
Também em abril do ano passado, ao menos outros três moradores de Brasília caíram no golpe. Uma mulher ficou com dívida de R$ 6,8 mil. Desse total, R$ 6 mil foram gastos em um pet shop. O homem que foi buscar o cartão na casa da vítima também se apresentou como Guilherme Carvalho.

Outra vítima teve prejuízo de R$ 8,9 mil no cartão de crédito após seguir as recomendações dos estelionatários. Uma quarta pessoa enganada perdeu cerca de R$ 1,3 mil, pois percebeu a fraude e conseguiu cancelar o cartão antes que os criminosos fizessem novos gastos.

Todas as pessoas enganadas foram orientadas a escrever uma carta informando que o cartão havia sido clonado e não reconheciam as transações bancárias. Um homem foi até a residência delas e levou os respectivos cartões, cortados, mas com o chip intacto.

Crime organizado
Ainda em 2017, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul fez uma operação para desarticular a quadrilha que aplicava o golpe no país. Batizada de Privilege, a ação mirou os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Oito envolvidos no esquema fraudulento foram presos durante o cumprimento de 22 mandados judiciais no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Em cinco meses de apuração, foi confirmado que o grupo possuía um núcleo em São Paulo, local de onde eram realizadas as ligações para as vítimas de várias regiões do país. Os integrantes da organização criminosa deslocavam-se de São Paulo a Porto Alegre para realizar compras e saques. Na capital gaúcha, foram identificados e presos o responsável pela logística do golpe na cidade e a pessoa designada a repassar aos bandidos as informações e dados privilegiados das vítimas.

Conexão RS-DF
As fraudes praticadas em Brasília podem ter partido do mesmo grupo, acredita o delegado responsável pela investigação, Hilton Müller. “Quem desenvolveu esse golpe, há dois anos, foi Danilo Vinícius da Silva Rosário, 29 anos. Ele mora em São Paulo e está com prisão preventiva decretada”, afirmou Müller ao Metrópoles. “O perfil das vítimas também é o mesmo em todo o Brasil”, completou.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Danilo chegava a oferecer uma espécie de franquia criminosa em todo o país, comercializando a tecnologia que desenvolveu. Pelo “produto”, ele cobrava um percentual do valor roubado de cada cliente. Os crimes rendiam altos valores para a quadrilha. Só em Porto Alegre, o lucro estimado do bando ficou cerca de R$ 500 mil, roubados de um total de 29 vítimas.

Atenção!
As vítimas de estelionato devem entrar em contato com o banco, para que o cartão seja bloqueado e não haja mais danos, além de registrar a ocorrência na Polícia Civil. A notificação pode ser feita em qualquer delegacia, ou na internet.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) destaca que qualquer movimentação realizada depois da clonagem de um cartão de crédito ou cheque é de inteira responsabilidade do banco.
Se o caso não for solucionado, a vítima pode recorrer ao Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) ou entrar com ação no Juizado Especial Cível.

Dicas
• Não use senhas óbvias, como datas de nascimento de parentes próximos
• Troque as senhas periodicamente
• Não confie em mensagens eletrônicas e telefonemas que pedem sua senha. Bancos e operadoras de cartão não solicitam essas informações por e-mail
• Antes de digitar a senha, verifique se o valor da compra foi digitado na máquina de cartão
• Confira frequentemente o extrato bancário
• Não perca o cartão de vista ao fazer compras em lojas físicas
• Procure buscar o cartão na agência em vez de pedir que seja entregue em casa
• Verifique se o antivírus do computador está atualizado antes de comprar pela internet. Ele impede a invasão de hackers que podem roubar dados bancários
Site:www.metropoles.com

Mãe aciona PM após filha de 8 anos contar que foi abusada por padrasto

A criança confirmou que o abuso aconteceu dentro de casa. O homem foi levado para a delegacia para se explicar.

A Polícia Militar foi acionada nessa quarta-feira (21/2) por uma mãe, após a filha, de oito anos, contar que teria sido abusada pelo padrasto. Segundo a PMDF, a mulher disso que o crime teria ocorrido no último dia 12, dentro de casa, em Brazlândia.

As duas foram levadas para a 18ª Delegacia de Polícia e outra guarnição prendeu o acusado. Na DP, na presença dos policiais e do suspeito, a criança teria confirmado o abuso, segundo a corporação.

A ocorrência foi registrada e a criança encaminhada para realizar exames no Instituto Médico Legal (IML).

O Metrópoles aguarda retorno da Polícia Civil para saber se o acusado está preso ou se foi liberado após prestar depoimento.
Fonte:https://www.metropoles.com

Rota da morte: DF-001 é a rodovia que mais mata no Distrito Federal (Principal, violência, comportamento e serviços)

Rota da morte: DF-001 é a rodovia que mais mata no Distrito Federal

Acidentes resultaram em 254 mortes no DF em 2017, sendo 154 só em rodovias distritais. Mas trechos de BRs, como a 020, a 060 e a 080 também registraram um número alto. Detran e DER, porém, comemoram queda de 37% na quantidade de vítimas

“Eu estava a 80 km/h quando um carro saiu da entrada do Recanto das Emas e entrou na minha frente. Tentei desviar, mas acabei rodando na pista e capotando no canteiro” – Iolanda Rocha, professora

Nenhuma rodovia mata tanto no Distrito Federal quanto a DF-001. Dezenove pessoas perderam a vida na estrada que circula a capital em 2017. Em seguida, vêm os trechos das BRs-020 (Brasília-Fortaleza), 080 (Brasília-MT), 060 (Brasília-Goiânia) e 070 (Brasília-Bolívia). No ano passado, 254 morreram em acidentes no trânsito de Brasília, sendo 154 só em rodoviais distritais, como a DF-001. Comparado a 2016, o número total caiu 37%.

A professora Iolanda Rocha, 49 anos, foi vítima em um acidente no Km 4 da BR-060, perto do Recanto das Emas. Ela voltava da comemoração do ano-novo em Alexânia (GO). “Eu estava a 80 km/h quando um carro saiu da entrada do Recanto das Emas e entrou na minha frente. Tentei desviar, mas acabei rodando na pista e capotando no canteiro”, conta. Iolanda sofreu hematomas pelo corpo e fraturou o braço direito.

Detran flagra 26 motoristas embriagados por dia em operação de fim de ano

A professora reclama da falta de sinalização na via, da ausência de equipamentos eletrônicos de monitoramento e de passarelas para pedestres. “Como educadora, prezo por esse tipo de atitude por parte dos nossos governantes. Aqui, tragédias são comuns. Não podemos ficar esperando pessoas morrerem para a situação mudar”, cobra.

Coordenador do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília (UnB), Pastor Willy Gonzales Taco explica que o número de acidentes, principalmente nas rodovias do DF, é causado pela quantidade elevada de cruzamentos e retornos, além da velocidade alta das vias. “Como Brasília é um polo de ida e vinda, as cidades denominadas dormitórios fazem com que as pistas fiquem com alta intensidade de veículos. Somado ao comportamento humano, isso é um gerador de acidentes”, defende.

Para amenizar as mortes no trânsito, o especialista diz que o ideal é investir em campanha. “Temos que fazer um trabalho pontual e focar na população mais jovem. Todos precisam aprender a respeitar a outra pessoa que está na via. Isso seria um influenciador no índice das mortes”, comenta. Para ele, os órgãos de trânsito também precisam investir na qualidade do serviço e aumentar o número de sinalização e fiscalização ao longo das rodovias. O estudioso ressalta que o fluxo de veículos saindo e entrando no DF é alto em qualquer horário e os condutores devem se atentar para não sofrerem acidentes.

Fiscalização

O diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran-DF), Silvain Fonseca, afirma que o órgão, com as outras forças de segurança, como DER, PM e PRF, realizam operações planejadas para melhorar a qualidade do trânsito. De acordo com o Fonseca, a redução das mortes em 2017 também é resultado das campanhas educativas, das intervenções de engenharia, da implantação de bolsões de motos e das ações preventivas de fiscalização e patrulhamento.

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Em três dias, quatro mulheres são vítimas de violência no Distrito Federal (Principal e violência)

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Os casos mais recentes de violência no Distrito Federal tiveram mulheres assassinadas ou feridas por bandidos com armas de fogo ou facas. Em abordagem na 408 Sul, psicóloga levou um tiro no peito, mas sobreviveu

Perito examina o local do crime e o veículo da vítima, na 408 Sul: suspeito foragido desde a noite de segunda-feira

Em três dias, quatro mulheres são vítimas de violência no Distrito Federal
Os casos mais recentes de violência no Distrito Federal tiveram mulheres  assassinadas ou feridas por bandidos com armas de fogo ou facas. Em abordagem na 408 Sul, psicóloga levou um tiro no peito, mas sobreviveu.

Três mulheres morreram e uma ficou gravemente ferida em crimes praticados entre o último sábado e ontem no Distrito Federal. No mais recente deles, a Polícia Civil suspeita que um policial militar matou a namorada e, depois, cometeu suicídio na casa do casal, na Quadra 11 do Morro Azul, em São Sebastião. O caso é investigado pela 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul). O corpo da vítima foi encontrado no quarto. O do militar, que fazia curso de formação de praças da corporação, estava no corredor.

A violência contra mulheres também resultou na morte de uma jovem de 18 anos no Gama. Na madrugada de terça-feira, ela levou um tiro na cabeça. O autor do disparo, segundo a polícia, é o namorado. Ele foi preso com um comparsa quando tentava fugir para Valparaíso (GO). Samambaia também virou palco de feminicídio — o DF registrou nove entre janeiro e junho do ano passado e 19 em 2016 —, no qual um homem matou uma vizinha com facadas na cabeça e no pescoço. O crime aconteceu na rua, e o autor se entregou ontem. Ele contou à polícia que sofria ameaças da vítima, identificada como Anne Mikaelly. No dia do crime, ela teria soltado fogos para anunciar a morte do acusado e da família dele.

Leia as últimas notícias em Distrito Federal

No Plano Piloto, uma mulher de 54 anos reagiu à abordagem de um criminoso na 408 Norte e levou um tiro de pistola calibre 40 no peito. Ieda Maria Neiva Rizzo entrava no carro, no estacionamento entre os blocos A e B, no momento em que um bandido a surpreendeu. O crime ocorreu na noite de segunda-feira. Segundo a vítima, o suspeito teria ameaçado estuprá-la.

Psicóloga sofreu ameaça de estupro

Familiares reforçam a tese de tentativa de estupro no caso da mulher baleada na 408 Sul após reagir à abordagem de um criminoso. A psicóloga Ieda Maria Neiva Rizzo, 54 anos, levou um tiro de pistola calibre 40, à queima-roupa, no peito. A bala quebrou o externo e quatro costelas e parou em um dos pulmões da vítima, que sobreviveu ao disparo. “A única preocupação dela era com a vida e a integridade física. Ele disse que ia estuprá-la e matá-la. Ela queria sobreviver”, disse ao Correio o irmão de Ieda, o policial civil André Rizzo. Apesar disso, a Polícia Civil investiga o caso como tentativa de latrocínio.

Paramédicos levaram Ieda para o Hospital de Base do Distrito Federal. Ontem, ela foi transferida para o Hospital Daher, no Lago Sul. Para o irmão, “ela sobreviveu por um milagre”. “A gente sabe que, infelizmente, a Ieda foi mais uma. É o preço que pagamos por um país que vive em uma inversão de valores. Ontem, foi a minha irmã. Essa noite serão mais quantas? Ela teve uma proteção divina. Sou policial civil e sei o potencial lesivo de uma pistola calibre 40. Ela tomou um tiro covarde, desnecessário, de um bandido que não tem o menor respeito pela vida humana. O ato dele representa, simplesmente, a certeza da impunidade”, desabafou.

 

Polícia Civil divulga imagens da fuga de suspeito de crime na 408 Sul

Antes de atirar, o criminoso deu um soco na vítima, que tentava se desvencilhar para fugir. “Quando recebi a ligação, achei que fosse trote. Quando cheguei ao local e vi a quantidade de sangue no chão e vi a cápsula de uma pistola calibre 40, o meu mundo acabou. Achei que ela estaria morta. Ela está chamuscada pela explosão da pólvora. Foi um tiro à queima-roupa”, revoltou-se.

O adjunto da 1ª Delegacia de Polícia, delegado José Ataliba Neto, se apoia nas caraterísticas do crime para sustentar a tese de tentativa de latrocínio. Para ele, o criminoso queria o carro, um Nissan Kicks preto. “Não houve nenhum ato que caracterizasse tentativa de estupro. Toda a ação foi muito rápida. Geralmente, casos de abusos ocorrem em locais ermos, diferentemente da quadra”, ressaltou. Para ajudar na identificação do suspeito, a corporação divulgou as imagens capturadas pelos circuitos de segurança de prédios da 407 Sul e da 408 Sul. O homem filmado de camisa preta e boné e tênis brancos usa barba e teria entre 20 e 25 anos.

Na 408 Sul, agentes da PCDF passaram a manhã de ontem coletando imagens dos prédios residenciais, tomando depoimentos de moradores e refazendo os possíveis passos do criminoso. As gravações do circuito interno de segurança de um dos prédios mostram que, após dar o tiro no peito da psicóloga, o bandido seguiu em direção à 407 Sul. O local do crime fica próximo à Divisão de Controle de Denúncias da Polícia Civil (Dicoe).

Dono da Banca da 408 Sul e também morador da quadra, Ubirajara Leandro de Souza, 62 anos, disse que a vizinhança está assustada. “Ouvimos falar de arrombamento de um carro ou de outro. Agora, algo com tiro, não pensávamos que poderia acontecer”, afirmou. Moradores reclamam de falta de iluminação pública na região, prejudicada, principalmente, pelas árvores.

Policiamento é constante, diz PM

De janeiro a novembro de 2017, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social registrou, na Asa Sul, dois latrocínios e uma tentativa. No mesmo período do ano anterior, a polícia registrou cinco tentativas de roubo com morte. Segundo a PM, a Asa Sul recebe policiamento ostensivo a pé, de moto e com carros. O porta-voz da corporação, major Michello Bueno, destacou que a criminalidade está em queda, com taxas de homicídio estáveis e diminuição de 42% nos roubos a pedestres. “Estamos fazendo o nosso trabalho, mas o combate à violência passa por várias áreas, como a social, por exemplo”, argumentou. (LC)

Morta com tiro na cabeça

Um dos casos de feminicídio mais recentes no Distrito Federal aconteceu na madrugada de ontem. Uma jovem de 18 anos morreu com um tiro na cabeça, após supostamente participar de uma roleta-russa com pelo menos duas pessoas. Segundo a Polícia Militar, o autor dos disparos seria o namorado dela. Os três estavam dentro de um carro, um Palio branco, quando o acusado, de 27 anos, atirou contra a moça. Palloma Lima chegou a ser atendida no Hospital Regional do Gama, mas não resistiu.

Depois de a vítima ser baleada, os dois acusados a deixaram na unidade de saúde, sem acompanhamento. Em seguida, saíram em disparada com o veículo. Pacientes e acompanhantes que estavam no local chamaram a PM, que localizou os envolvidos em Santa Maria. De acordo com a corporação, eles seguiam com o carro em direção a Valparaíso (GO). Detidos, tanto o acusado de disparar contra Palloma quanto o cúmplice foram conduzidos à 20ª Delegacia de Polícia (Gama).

O suposto namorado da vítima deve responder por homicídio, enquanto o motorista será indiciado por tráfico de drogas, porte de munição e favorecimento pessoal (quando ajuda outro a fugir). Caso se comprove que a jovem foi coagida a participar da suposta roleta-russa, a Justiça pode enquadrar o acusado também em crime de tortura (LV)

Comoção diante da casa onde ocorreu o crime, em São Sebastião: dois anos de relacionamento conturbado

Polícia apura se PM matou a namorada

Agentes da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) investigam um possível caso de feminicídio no qual um policial militar teria matado a namorada e se matado em seguida. O crime aconteceu no bairro de Morro Azul, em São Sebastião. A vítima, Clésia Andrade, 28 anos, estudava licenciatura em dança no Instituto Federal de Brasília (IFB). Ela e o cabo Bruno Viana, 38, foram encontrados mortos, por volta das 14h30 de ontem, na casa onde a jovem morava com a família — um bar funciona no mesmo imóvel.

De acordo com a polícia, ambos tinham ferimentos provocados por arma de fogo. De acordo com a polícia, Bruno teria usado a arma da corporação, uma Taurus PT 100, calibre 40, para matar Clésia e, depois, se matar. Nesse momento, a mais nova das três irmãs da estudante, além de quatro crianças, estavam no estabelecimento comercial, que fica na entrada da residência. Segundo a Polícia Civil, uma delas era o filho de 8 anos da vítima, fruto de um relacionamento anterior. Nenhuma delas testemunhou o crime.

A mãe da jovem, dona do bar, viajou para São Paulo na segunda-feira e deixou Clésia e a filha mais nova cuidando do local. A mãe comprou uma passagem de volta para Brasília assim que soube da tragédia. No entanto, não havia chegado até a tarde de ontem, quando a perícia esteve no local. O pai da vítima também mora em São Sebastião e precisou ser hospitalizado ao saber do assassinato.

Houve comoção na vizinhança. À tarde, familiares e amigos acompanharam a retirada dos corpos, separados por um cordão de isolamento. “Ela morava aqui desde criança, e a gente não sabia como era a convivência deles (do casal). Tudo o que sei é que tinham terminado recentemente”, contou um vizinho, que preferiu não se identificar.

Segundo o delegado Paulo Savio, plantonista responsável pelo registro preliminar da ocorrência, a irmã da vítima acionou a polícia ao ouvir os disparos. Em seguida, gritou por socorro ao avistar uma equipe da PM. “Nem ela nem as crianças foram testemunhas. Ao chegar, encontramos o corpo da jovem na porta da casa e o do policial na cama. Os dois foram mortos com um tiro na cabeça, mas ainda não sabemos as circunstâncias que levaram a isso. A perícia vai apurar o caso com a equipe do plantão”, afirmou Paulo.

A irmã de Clésia confirmou à polícia que estava no bar quando ouviu os tiros, mas não escutou gritos ou discussões. Segundo ela, o relacionamento de cerca de dois anos era de “idas e vindas”. Segundo o delegado, Bruno teria entrado no bar e dito que queria conversar com Clésia. Dessa forma, conseguiu acesso aos fundos do imóvel. A polícia trabalha com a hipótese de homicídio seguido de suicídio e aguarda o laudo pericial para concluir as investigações.

Perseguição

Apesar de não existirem ocorrências contra o policial militar, a irmã revelou que Clésia e a mãe pediram à Justiça uma medida protetiva. No entanto, ela não soube informar à polícia se a medida era cumprida ou não. Atitudes agressivas do PM foram relatadas pela amiga Mikaely Moura, 28. As duas se conheceram na escola, aos 7 anos, em São Sebastião. A empregada doméstica contou que Bruno tinha o costume de perseguir a vítima e que chegou a agredi-la em algumas ocasiões. As duas se viram pela última vez na sexta-feira passada. “Ele estava indo atrás dela o tempo todo, mesmo com a medida protetiva. Na última vez em que saímos, ela precisou ir escondida para que ele não soubesse”, comentou.

Estagiária sob supervisão de Guilherme Goulart

 

Mulher é baleada no peito ao reagir a tentativa de estupro na Asa Sul

Ieda Maria Neiva Rizzo, de 54 anos, foi baleada na noite desta segunda-feira (8/1), na Asa Sul. Segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) o crime ocorreu na 408 Sul, entre os blocos A e B, quando a vítima entrava no carro.

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Ainda de acordo com a polícia, a mulher teria relatado o caso na ambulância, depois que foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transportada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Aos socorristas, ela teria dito que sofreu uma tentativa de estupro, mas a Polícia Civil acredita em tentativa de latrocínio.

Ela levou um tiro no peito. Foi feita uma tomografia, que constatou que o tiro não atingiu o coração. Ieda passou por cirurgia para colocar um dreno no pulmão, que foi perfurado.

Nenhum suspeito foi localizado até a última atualização desta matéria. De acordo com informações do zelador do prédio em que a mulher ia entrar, Gimadalbérico Antônio da Silva, as câmeras de segurança flagraram o momento em que um homem de estatura média, que usava roupa preta e boné da mesma cor, chega no local, mas sai logo em seguida. A atuação de um segundo suspeito foi narrada pela vítima, que estava consciente durante todo o trajeto. Testemunhas afirmam, ainda, que a vítima teria ido visitar o namorado, que é morador do bloco B.

Ao Correio, o zelador afirmou que os primeiros socorros foram prestados pelo companheiro da vítima. “Enquanto o homem pressionava o peito da mulher para conter o sangue, ela repetia para ele ‘amor, não me deixa morrer’. Ela estava nervosa, mas bastante lúcida”, contou.

Vídeo mostra o momento em que a vítima é socorrida:

Número de casos aumenta

O ano de 2017 encerrou com alta de 32,4% nos casos de estupros no DF. De janeiro a dezembro, a polícia contabilizou 883 ocorrências desse tipo, enquanto no mesmo período do ano passado houve 667 denúncias. Mas, nem todas as queixas são de atos consumados em 2017. Em razão de uma maior consciência e do reconhecimento do que é o estupro, as mulheres têm procurado mais ajuda. Outro fator, segundo especialistas, é a ampliação daquilo que se caracteriza como estupro. Pela lei, ele não se resume só ao ato sexual.

Mesmo assim, a quantidade de estupros consumados aumentou. Passou de 616 em 2016 para 687 em todo o ano passado: um salto de 12%. O acumulado de janeiro a dezembro de 2017 seguiu a tendência do que aconteceu mês a mês no DF. O crime chegou a ser o único que continuou crescendo na capital.

Até 15 de dezembro de 2017, 466 vítimas eram mulheres e 53, homens. A faixa etária é de 10 a 32 anos. Em todo o ano, 55% dos estupros ocorreram sem conjunção carnal e 39% dos crimes ocorreram na casa da vítima ou do autor. Em 59% dos casos havia vínculo entre a vítima e o estuprador, segundo a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF).

Vídeo mostra a fuga dos criminosos:

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Raphaella Noviski é enterrada em Alexânia sob aplausos e muita comoção

velado durante mais de 12 horas em igreja evangélica de Alexânia

postado em 07/11/2017 11:52 / atualizado em 07/11/2017 13:47
Ricardo Faria – Especial para o Correio
Sob aplausos, o corpo da estudante Raphaella Noviski foi enterrado às 11h30 desta terça-feira (7/11), no Cemitério Campo da Saudade, em Alexânia (GO). No sepultamento, parentes e amigos soltaram balões para simbolizar a partida da jovem, vítima de feminicídio. Entre cantos evangélicos e homenagens, os presentes demonstraram indignação com o ato de covardia praticado por Misael Pereira Olair, 19 anos, preso em flagrante após assassinar a estudante com 11 tiros no rosto, dentro da sala de aula, no Colégio Estadual 13 de Maio. 

O enterro ocorreu após um cortejo que cruzou cerca de 2,5km pela cidade no Entorno do Distrito Federal. No trajeto, familiares, amigos e moradores de Alexânia pediam justiça.

O velório foi realizado na Igreja Assembleia de Deus Madureira e começou por volta das 20h de segunda-feira (6/11), durando mais de 12 horas. O prefeito do município, Alysson Silva Lima (PPS), participou do funeral nas últimas horas de ontem. Ele decretou luto oficial de dois dias por causa da barbárie.

“É uma mistura de sentimentos”

O pai da vítima e agente penitenciário Leandro Márcio Romano, 40 anos, estava muito abalado durante o enterro e clamou por justiça. Ele mora em Belo Horizonte, mas chegou em Alexânia, na manhã do último domingo para passar férias. O pai iria se encontrar com Raphaella e a irmã no dia do crime, após a aula. “É uma mistura de sentimentos. Raiva e tristeza caminham juntos. Eu espero que ele (assassino) fique bastante tempo preso. Trinta anos, para ele, na cadeia é pouco”, disse.

Na igreja, o clima era de revolta. Amigos e familiares diziam não entender por que o assassino resolveu matá-la simplesmente pelo fato de ter sido rejeitado pela jovem. “Ele (Misael) destruiu um sonho num ato frio e covarde. Espero que ele pague pelo que fez”, lamentou Alex dos Santos, 26 anos, amigo de igreja da jovem.

Segundo relato de uma prima de Raphaella, o rapaz chegou a ameaçar a estudante, por telefone, horas antes do assassinato. “Ele já a ameaçava desde o ano passado. Quando foi hoje cedo (ontem), ela recebeu uma ligação e ouviu: ‘Está preparada?’. Aí, logo em seguida, ele desligou”, afirmou na segunda-feira a jovem, que preferiu não se identificar.

Raphaella morava com a avó e, em outra ocasião, Misael ameaçou entrar na casa da menina com uma faca. “Ela não procurou a delegacia porque pensou que isso fosse acabar. No ano passado, ele foi à casa da minha avó ameaçando entrar dentro com faca. Minha avó é cadeirante, ficou desesperada. E meu tio ameaçou ligar para a polícia se ele continuasse indo para lá”, contou a prima da vítima. 
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