Brasiliense de 8 anos fica à beira da morte por brincar com slime

Mãe da garota fez relato emocionante sobre o caso nas redes sociais. À reportagem, ela disse que a menina se recupera do susto

hamires Ximenes viveu momentos de tensão nos últimos dias. A influenciadora digital viu a filha Laysla, de 8 anos, ser internada na unidade de terapia intensiva (UTI) após surgimento de uma série de sintomas, entre eles, reações alérgicas graves e insuficiência renal. A causa dos problemas? Um dos componentes do slime, “geleca” multicolorida que é sensação entre a criançada.

“Uma brincadeira comum entre crianças, que para muitos parece inofensiva, se tornou motivo de muita dor e angústia para nossa família”, desabafou a mãe em seu perfil no Instagram.

“Desde quando a fabricação caseira virou febre, Laysla passou a ‘fabricar’ slime com frequência e há muito tempo vem reclamando de dores na barriga. Depois, apareceram diversas manchas na pele”, acrescentou a influenciadora.

“Na semana retrasada, as dores [abdominais] aumentaram e corremos para a emergência com ela chorando de dor. Fomos informados que ela estava com menos de 40% da função renal. As lágrimas e o desespero tomaram conta de todos”, prosseguiu.

Após diversos exames e consultas, a causa dos sintomas foi detectada. “No 7º dia de internação, enfim conseguimos entender o motivo de tudo: INTOXICAÇÃO POR ÁCIDO BÓRICO, no tal do ‘ATIVADOR’ do slime caseiro (bórax, talco ou água boricada)”, escreveu.

Em entrevista ao Metrópoles, a mãe disse que foi apenas um susto e garantiu que a menina passa bem. “Agora, ela está livre das dores e manchas, mas foi um sufoco. Já tinha lido em diversas matérias que o tal do bórax é prejudicial à saúde, por isso optávamos por fazer a geleca sempre com água boricada. Foi uma surpresa saber que o componente também é nocivo”, conta.

O relato de Thamires causou burburinho nas redes sociais e, até o momento, acumula mais de 2,5 mil comentários. “A repercussão do post me surpreendeu. Torço para que a mensagem sirva de alerta e alcance centenas de milhares de pessoas”, exclama.

Este não é o primeiro caso de intoxicação por slime. Em maio, uma criança de 12 anos foi internada em São Paulo após manusear o famoso brinquedo. A menina ficou internada em hospital na zona sul da cidade por mais de uma semana.

A garota deu entrada no centro clínico apresentando vômitos e gastroenterite, segundo a Record TV. Exames identificaram uma reação alérgica causada pela substância bórax.

Para saber mais sobre os riscos eminentes do slime, clique aqui.

Fonte: metropoles.com

Brasília insegura: onda de assassinatos aterroriza moradores

Somente em setembro de 2019, foram registrados 34 assassinatos. O número é 21,43% mais alto do que o computado no mesmo período de 2018

Motoristas de aplicativos executados de forma brutal, morte em posto de combustível, latrocínio na porta de supermercado, feminicídios e padre estrangulado no quintal da igreja. A onda de assassinatos registrados na capital do país nos últimos dias assustou a população e fez até o governador pedir desculpas pela violência crescente.

A sensação de insegurança é corroborada por estatísticas oficiais: em setembro deste ano, ocorreram 34 assassinatos. O número representa 21% de casos a mais do que o registrado no mesmo período de 2019, quando 28 vidas foram tiradas de forma violenta. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do DF e contemplam homicídios e latrocínios. O mês de outubro só está na metade e já computa diversos episódios bárbaros.

Os mais recentes ocorreram nesse fim de semana. O corpo de Henrique Fabiano Dias Coelho foi encontrado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) na madrugada de domingo (13/10/2019) e o de Tiego Cavalcante na sexta-feira (11/10/2019), em Samambaia. Os dois eram condutores de apps de corrida de passageiros.

Fonte: metropoles.com

Pesquisa contra a pobreza leva Nobel de Economia

Prêmio é concedido a Esther Duflo, Abhijit Banerjee e Michael Kremer, por seus estudos para melhorar políticas públicas e educação da população carente. Franco-americana é segunda mulher a ganhar a honraria, além de ser a mais jovem


Uma abordagem experimental para combater a pobreza garantiu o Nobel de Economia ao trio formado pelo indiano naturalizado americano Abhijit Banerjee, o americano Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo. Ao anunciar o prêmio ontem em Estocolmo, o comitê do Nobel destacou que as pesquisas do trio “melhoraram consideravelmente a capacidade de combater a pobreza global” com novas e melhores abordagens que permitem, por exemplo, ações mais eficazes para melhorar a saúde infantil e o desempenho escolar.

Eles usam uma metodologia experimental, elogiada por pesquisadores brasileiros da área de desigualdade. Em meados de 1990, o grupo testou uma série de intervenções que melhoraram resultados escolares no Quênia. Na Índia, mais de cinco milhões de crianças foram beneficiadas por programas de aulas de reforço desenvolvidos com base em seus estudos.

O trio faz experimentos aleatórios de campo para estudar os efeitos da extrema pobreza, buscando entender as melhores formas de evitála. Tradicionalmente, essas pesquisas eram feitas com base em observação, sema ação do investigador.

— Nosso objetivoéasseg ur arque oc om bateà pobrezas e baseie em provas científicas— disse Esther em teleconferência, ao comentar o prêmio. — Os pobres muitas vezes são reduzidos a caricaturas, e com frequência até as pessoas que tentam ajudar não entendem a origem do problema.

Professora de economia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Esther é a segunda mulher a vencer o Nobel de Economia, depois de Elinor Ostro, em 2009. Aos 46 anos, ela também é a pessoa mais jovem a receber o prêmio. Esther, que em 2010 ganhou a medalha John Bates Clark, é casada com Banerjee.

‘DIAGNÓSTICO PRECISO’

Banerjee também é professor do MIT, enquanto Kremer atua na Universidade de Harvard. Os três vão dividir o prêmio, de US$ 915 mil.

Nos estudos do trio, a fim de verificar a eficácia de uma política pública, a população é dividida em grupos. Essa divisão, no entanto, é feita de forma randômica, a fim de que a avaliação seja feita com diferentes tipos de indivíduos, sem um viés —algo comum na indústria farmacêutica, por exemplo.

—A adaptação dessa metodologia para a economia é muito complexa. É um trabalho muito bem feito para analisar a pobreza, identificando onde eram eficazes certas intervenções do governo, como em saúde, educação e microcrédito —destaca Aloisio Araujo, professor da FGV.

Na Índia, Banerjee, Esther e Kremer comandaram um experimento para verificara melhor maneira dede vacinar a população. Eles usaram um centro móvel de profissionais de saúde, que ia até as pessoas. Com isso, a cobertura de vacinação aumentou de 6% para 18%. Em algumas áreas, era oferecido um saco de lentilhas para as famílias que vacinassem seus filhos. Nesse grupo, a taxa subiu para 39%.

Em outro estudo, o grupo mostrou que os mais pobres são extremamente sensíveis a preços nos cuidados de saúde preventivos. Na Índia, se uma pílula contra vermes for gratuita, 75% dos pais vão usá-la em seus filhos. Se ela tiver um preço, ainda que seja inferior a US$ 1, a taxa cai a 18%.

— Ter o diagnóstico preciso do comportamento das pessoas é necessário para o desenho de boas políticas sociais. Para eles, a identificação de impactos deve ser robusta, daí defenderem de forma tão insistente o uso de avaliações aleatorizadas — afirma Luis Henrique da Silva Paiva, cientista social do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Sergei Soares, também do Ipea, admite que essa metodologia é pouco explorada no Brasil, em parte pelo custo:

—São dificuldades de recursos e de procedimentos. Às vezes, é difícil levar uma pesquisa assim adiante, pois existem limitações técnicas mais fortes. Qualquer coisa feita com pessoas no Brasil tem que passar por uma comissão de ética.

*Com agências internacionais

Fonte: https://www.globo.com/

Volta das chuvas é ameaça para moradores de 41 áreas de risco no DF

Chuvas na capital serão mais frequentes a partir da próxima semana. Com elas, estão previstos transtornos como inundações e desabamentos. Órgãos locais se preparam para atender às ocorrências
O empresário Edimar Gonçalvez presencia enchentes nas tesourinhas da 110 Norte há, pelo menos, oito anos

Com a chegada do período chuvoso na segunda quinzena deste mês, a população do Distrito Federal precisa tomar cuidados em áreas de risco e em locais com histórico de enchentes. Apesar de o aumento das chuvas não ser uma surpresa, o subsecretário da Defesa Civil, da Secretaria de Segurança Pública do DF, coronel Sérgio Bezerra, reconhece que problemas vão ocorrer.

“Acontece alagamento, inundações, desabamentos e escorregamento de encosta. Isso é certo. Quando vai acontecer, não sabemos. Mas vai ocorrer, porque houve uma ocupação desordenada, em locais de declive, sem sistema de drenagem. Casas foram construídas em cima de redes de esgoto. Tudo isso é indicativo de problema. Não tem como fugir dessa realidade.”

Conforme o último mapeamento da Secretaria de Segurança Pública, de 2018, Brasília tem 41 áreas de risco em 19 regiões administrativas. Nelas, 5.367 residências vulneráveis foram mapeadas.

Ainda de acordo com a pasta, as remoções de moradores ocorrem em ocasiões de “risco iminente de acidente ou desastre”. A maioria das pessoas, segundo a pasta, vai para a casa de familiares. A Defesa Civil conta com barracas que podem abrigar até 40 famílias. Outras opções são o abrigo público de Taguatinga e o aluguel social para pessoas prejudicadas pelas chuvas oferecido pela Secretaria de Desenvolvimento Social.

Plano de contigência

Segundo o subsecretário coronel Bezerra, o governo está mobilizado para atender a prováveis ocorrências. O plano de contingência inclui órgãos como as administrações regionais, a Companhia Energética de Brasília (CEB), a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e a Secretaria de Obras. A ideia é mobilizar recursos humanos e materiais, de maneira articulada, para minimizar os danos.

A Secretaria de Obras informa que, em parceria com a Novacap, adota medidas preventivas, como a limpeza e manutenção das bocas de lobo. Até o momento, mais de 99 mil operações de limpeza de bocas de lobo foram feitas em 2019, segundo a pasta.

Tesourinhas

Em relação aos constantes alagamentos das tesourinhas no Plano Piloto, em especial na Asa Norte, o governo informou que, por falta de recursos financeiros para obras de drenagem, está investindo em medidas paliativas, como a abertura de novas bocas de lobo, a limpeza das existentes, a instalação de meios-fios vazados, a melhoria das curvas de nível e o rebaixamento dos gramados.

Dono de um pet shop na 110 Norte, Edimar Gonçalvez, 49 anos, vive os transtornos das chuvas nas tesourinhas das Quadras 110 e 210 todos os anos. “É só chover, e a gente não passa. Ninguém aguenta. Uma vez, meu carro quase ficou submerso. Ainda bem que eu consegui sair logo. Quando a água vem, você a encontra logo de frente. Teve carro que já ficou boiando. Eu acho que é uma das piores tesourinhas que tem [a da 110 Norte].”

Antonio Brito, 51, gerente de uma padaria na 202 Sul, se recorda da vez em que a chuva trouxe prejuízos ao comércio onde trabalha, em função das tesourinhas nas proximidades e das bocas de lobo sujas. “Alagou a produção. Até freezer ficou boiando lá embaixo (da padaria). Depois disso, tomamos outras providências. Subimos mais a ventilação para a água não descer por ela. Ainda assim, ficamos com medo. Se der uma chuva bem forte mesmo, a tesourinha não dá conta de escoar a água”, conta.

O professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) Sergio Koide alerta para a importância de obras de grande porte. “Houve algumas melhorias, mas se cair uma chuva forte, o que foi feito não vai ser suficiente. Então, a gente continua tendo problema nos mesmos lugares dos anos anteriores.”

O pesquisador ressalta que as quadras 700 e 900 do Plano Piloto foram muito urbanizadas nos últimos anos e que grandes serviços de drenagem não foram feitos. “As obras ainda são quase da época da construção de Brasília. Foram projetadas com parâmetros da época, hoje insuficientes”, diz.

O que fazer
A Defesa Civil orienta que, ao perceber que as edificações podem ser afetadas, as pessoas devem sair imediatamente e avisar o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, e a Defesa Civil, pelo telefone 199. Também é importante enviar, por mensagem, o CEP do local onde mora para o telefone 40199 para que seja possível receber alertas de chuvas.

Locais mais vulneráveis

Territórios considerados de risco pela Secretaria de Segurança do DF:

  • Com declive acentuado
  • Próximos a córregos e demais cursos d’água
  • Sem sistemas de drenagem de águas pluviais (ou com sistemas precários)
  • Sem saneamento básico
  • Com edificações frágeis
  • Com invasões ou ocupações em áreas de proteção ambiental
  • Com acúmulo de resíduos sólidos (entulho e restos de obras) em locais inadequados

    Fonte: www.correiobraziliense.com.br

A volta de Bruno, o goleiro assassino

O goleiro Bruno foi condenado como mandante do assassinato de Eliza Samudio, mas agora está solto | Reprodução

É um escândalo ver Bruno de novo como profissional do futebol, nove anos após ser preso por homicídio triplamente qualificado. Por que triplo? Motivo torpe, crueldade e recurso que impede a vítima de se defender. Um crime pra lá de covarde. O feminicida confesso volta ao gramado seis anos e meio após ser condenado como mandante do crime. Sábado agora, lá estará no gol. Um gol contra as mulheres esfaqueadas, queimadas, estranguladas, esquartejadas, jogadas da janela, atropeladas, baleadas por maridos, namorados, amantes e ex. Foi premeditado o crime de Eliza Samudio, mãe de Bruninho, o bebê de 4 meses que Bruno se recusava a reconhecer como seu.
O Brasil tem memória curta. É o país da impunidade, um clichê. Firulas legais são usadas para libertar culpados por crimes hediondos. A incompetência e a lerdeza da Justiça beneficiam assassinos e punem vítimas. É legal que Bruno esteja em casa, em regime semiaberto, contratado pelo Poços de Caldas, um time da terceira divisão? Sim, de acordo com a lei brasileira. Preso há nove anos, ainda sem julgamento em segunda instância, Bruno tem direito a estar solto para recorrer da sentença. Ajudado pelas falhas da Justiça. É legal mas imoral.

A pena inicial foi de 22 anos e três meses. Deveria ser 30 anos, mas foi amenizada pela confissão do jogador. Depois, foi reduzida para 20 anos e nove meses porque prescreveu o crime de ocultação de cadáver. O corpo de Eliza nunca foi encontrado, o atestado de óbito só foi sacramentado em 2017! Uma versão de terror, nunca comprovada, é a de que Eliza teria sido esquartejada e suas partes jogadas a cães.
Assassinos que seguem o exemplo de Bruno somem com o cadáver. Confessam, deixam a arrogância de lado e passam a andar de cabeça baixa. Aí se comportam bem na cadeia, jogam uma peladinha no pátio, fazem amigos, começam a orar, arrumam uma noiva. Pronto. No Brasil, a segunda instância demora um tempão mesmo e sempre surgirá um ministro do Supremo, no caso Marco Aurélio Mello, que baterá o martelo por sua liberdade, baseado na letra da lei. Juízes e advogados se queixam da “mídia sensacionalista” e do “clamor popular” contra a regeneração do réu. Ah, ele é primário e tem bons antecedentes! Sim, as pessoas se recuperam. Mas não tão cedo. Aí o crime se banaliza, ser goleiro de novo vira prêmio. Não aceito punições brandas para crimes com requintes de perversidade. São um estímulo a outros feminicidas. É epidemia no Brasil.

Lembremos o caso tenebroso. Eliza conheceu Bruno numa dessas orgias do mundo do futebol. A amante do jogador tinha 25 anos. Grávida, comprovou bofetões de Bruno. Disse que ele “enfiou uma arma na cabeça dela” para obrigá-la a abortar. Foi morta em junho de 2010, em Vespasiano, Minas Gerais, após ser levada à força do Rio de Janeiro para o sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. O bebê foi poupado, não se sabe se por sorte ou compaixão. Foi encontrado com desconhecidos numa favela em Ribeirão das Neves (MG).

No dia seguinte ao crime, Bruno deu um festão em seu sítio. Diante do sumiço de Eliza, deu entrevista no campo do Flamengo com a marra de sempre: “Torço para que ela possa aparecer viva”. Ria muito e ganhava R$ 300 mil por mês. O último encontro com Eliza tinha sido “há dois, três meses” e ela sumira “para resolver questões pessoais”. Tudo mentira. Cínico.

Bruninho hoje tem nove anos e vive com a avó, a quem pergunta, desde que soube de tudo no ano passado: “Por que meu pai quis me matar, se eu era um bebê?” Também viu um vídeo da mãe dizendo que Bruno a ameaçara de morte na gravidez. “Se eu te matar e te jogar em qualquer lugar, as pessoas nunca vão descobrir que fui eu. Sou frio e calculista.” Nisso ele estava certo. A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, de Belo Horizonte, considerou Bruno “frio, violento e dissimulado”. Para ela, o crime foi “uma trama diabólica meticulosamente calculada”. O maior exemplo foi o sumiço do corpo: “A supressão do corpo humano é a verdadeira violência, um ato de desprezo e vilipêndio”.

O goleiro assassino Bruno volta agora a agarrar, para alegria da galera. Vai enfrentar o Independente de Juruaia. O diretor da Kuati Loko, torcida organizada do Poços de Caldas FC, prometeu preparar um canto para o Bruno. “Gritos e cantos sempre tivemos. Vamos bolar algo”. Uma sugestão: “Torcida ida ida, xô feminicida”.
 
Eliza e Bruninho, filho do goleiro. O bebê de quatro meses foi poupado por sorte ou compaixão | Reprodução

Fonte: O Globo