Picadas de escorpião no DF crescem 25,6% este ano; aprenda a se proteger

Há 10 dias, um menino de 4 anos morreu após ser picado, mesmo recebendo seis doses de soro em um hospital. É o primeiro registro fatal do ano

O número de pessoas atendidas na rede pública de saúde do Distrito Federal por acidentes com escorpião em 2019 cresceu 25,6% em relação ao ano passado. Até 22 de junho, houve 618 casos, enquanto que, no mesmo período de 2018, foram 495. Há 10 dias, um menino de 4 anos morreu após ser picado, mesmo recebendo seis doses de soro em um hospital. É o primeiro registro fatal do ano. Os dados são da Secretaria de Saúde.

A infestação de escorpiões tem deixado moradores em alerta. Temendo uma fatalidade, alguns até mudam de endereço, como Karla Machado, 39 anos. Ela decidiu se mudar do Conjunto L da QNM 7, em Ceilândia Sul, por causa da alta incidência dos aracnídeos peçonhentos na casa onde morava de aluguel com a filha de 14 anos, e uma neta de 3. “Vivi durante cinco meses na residência e, nessa temporada, matei 10 escorpiões. Eu e a minha família ficamos afugentados, sem sabermos o que fazer para evitar que o animal entrasse em casa. Vedamos portas e janelas, mas eles saíam dos ralos do banheiro e da cozinha”, relata a dona de casa.
Karla começou a notar que o terreno tinha restos de material para construção, onde escorpiões poderiam estar se escondendo. Em uma limpeza com moradores do local, encontrou outros quatro animais. “Na última semana, a minha neta quase pisou em um escorpião filhote. Vi a vida dela ser salva pelo meu cachorro, que a empurrou. Como meu cão é de porte grande, tudo ficou bem. Foi a mão de Deus que nos livrou”, lembra a dona de casa, que se mudou no fim do ano passado.

Esconderijos

Especialista em veneno de escorpiões, a bióloga Elisabeth Ferroni conta que o bicho se esconde em locais escuros, entulhos e materiais de construção. “Tratam-se de ambientes calmos, propícios para os peçonhentos, que gostam de locais secos. Entre as prevenções está, sobretudo, a limpeza do apartamento e das residências, sendo que no último caso, nas áreas externas e internas”, destaca Ferroni, pesquisadora do laboratório de Neurofarmacologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB).
A estudiosa diz ser preciso ter cuidado ao manusear móveis, livros e até na hora de vestir peças de roupas e calçar os sapatos. “O escorpião pode se esconder nos mais variados espaços. A atenção tem que ser redobrada na hora de usar aquele casaco de inverno que estava há mais tempo no guarda-roupa”, salienta Elisabeth Ferroni.

Biólogo da Vigilância Ambiental, Israel Martins Moreira diz que para prevenir o aparecimento dos invertebrados em casa, é necessário vedar as entradas. “Não é apenas usar proteção nas frestas das portas, mas usar telas nas janelas e nos ralos da cozinha, do tanque de lavar roupa e do banheiro. Esses animais usam as tubulações de esgoto e água, assim como os conduítes de energia, para ter acesso ao ambiente que procuram”, adverte o profissional.

Ambos os especialistas frisam que os escorpiões estão em áreas onde há alimento para a espécie, ou seja, insetos. A principal presa destes deles é a barata. “Recomenda-se a dedetização. No entanto, deve-se utilizar insecticidas sólidos, que exterminam parte da população de baratas e não agride o escorpião. Os fumacentos, como os sprays, irritam o animal e, consequentemente, ele sairá do abrigo”, esclarece Israel Moreira. “O sólido não fará o escorpião deixar a tubulação de esgoto, por exemplo. Então, a tendência é que ele morra”, completa.

Caso uma pessoa seja picada, ele tem de procurar imediatamente um hospital público (confira a lista acima). A rede particular não tem soro antiescorpiônicoou contra o veneno de qualquer outro bicho peçonhento. “Se possível, leve uma foto do escorpião, para que o médico faça a melhor avaliação do quadro. A vigilância também pode ser acionada para coletar o cadáver (do bicho), que será levado para estudos técnicos”, finaliza o biólogo.

Socorro

Onde há soro antiescorpiônico:

Hospital Materno Infantil de Brasília
Hospital Regional da Asa Norte
Hospital Regional de Brazlândia
Hospital Regional de Ceilândia
Hospital Regional do Gama
Hospital Regional do Guará
Hospital Regional do Paranoá
Hospital Regional de Planaltina
Hospital Regional de Samambaia
Hospital Regional de Santa Maria
Hospital Regional de Sobradinho
Hospital Regional de Taguatinga

Memória

Christian Silva de Jesus, 4 anos, morreu após ser picado por um escorpião enquanto dormia em casa, na última sexta-feira, em Taguatinga Norte. Os pais do garoto, o serralheiro Juliano de Jesus, 33 anos, e a autônoma Lorraine de Jesus, 27, relataram ao Correio que Christian acordou na madrugada com fortes dores. “Ele estava gritando e balançando a perninha. Eu imaginei que poderia ter sido uma picada de escorpião, porque já fui picado uma vez. Quando eu o tirei da cama, o bicho saiu correndo”, lembrou o pai. Eles moravam na QNF 20, onde há grande reclamações da incidência do animal por parte dos moradores. Os pais decidiram se mudar da região.

Medidas para evitar escorpiões em casa

– Não deixar roupas de cama em contato com o chão
– Colocar telas nas aberturas de ralos, pias ou tanques
– Fechar portas e janelas ao entardecer
– Vedar soleiras de portas e frestas em janelas
– Rebocar paredes e muros, para fechar vãos ou frestas
– Fechar bem o lixo
– Dedetizar para eliminar fontes de alimento do escorpião
– Remover folhagens, arbustos e trepadeiras das paredes externas e dos muros

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/07/04/interna_cidadesdf,767943/picadas-de-escorpiao-no-df-crescem-25-6-este-ano-aprenda-se-proteger.shtml?utm_source=whatsapp&&utm_medium=whatsapp

Superlotação: DF tem 16.766 presos, mais que o dobro da capacidade máxima

Diagnóstico feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao qual o Metrópoles teve acesso, aponta também a falta de investimentos

Com capacidade máxima de abrigar 7.395 presos, o sistema penitenciário do Distrito Federal possui 16.766 detentos. O número de pessoas encarceradas supera em mais de duas vezes a quantidade de vagas, ou seja, a superlotação chega a 9.371 internos.

Os números fazem parte de um levantamento feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em maio deste ano, ao qual o Metrópoles teve acesso. A superlotação nas prisões da capital do país é uma das mais altas do país. A taxa de ocupação atinge o índice de 226,72% .

Desde 2016, o número de vagas nos presídios brasilienses é o mesmo. Na época, a situação já era preocupante e o déficit chegava a 7.563. De lá pra cá, a quantidade de detentos não parou de crescer: subiu de 14.958 para 16.766.

Além da superlotação, o balanço revela a falta de investimentos no sistema penitenciário brasiliense. A execução de recursos federais destinados ao custeio, manutenção e investimentos no sistema carcerário despencou.

Em 2016, dos 44,7 milhões repassados para o GDF, apenas R$ 8,8 milhões foram utilizados — 19,73% do total. Em 2017, 7,97% da verba foi utilizada (R$ 1 milhão de R$ 12,7 milhões disponíveis). Já em 2018, não foi executado nenhum real dos R$ 1,3 milhão à disposição do governo local. Nos três anos, o GDF era comandado por Rodrigo Rollemberg (PSB).

O doutor em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa aponta que a superlotação nos presídios brasilienses é um problema ignorado por diferentes gestões.

“Os números são altos há muito tempo. A última iniciativa para ampliar o número de vagas foi ainda no governo de Agnelo Queiroz e não saiu do papel. Quando a taxa de ocupação chega a 120% já é considerada preocupante. São necessários investimentos”
ANTÔNIO FLÁVIO TESTA, SOCIÓLOGO

O especialista avalia, ainda, que quanto maior o número de presos nas celas maior é dificuldade de gerir os presídios e evitar os conflitos. “A situação de caos pode acirrar as disputas internas. Em Brasília não temos um histórico de violência, mas a precarização da situação nas celas, com duas vezes mais presos do que a capacidade, aumenta a probabilidade de problemas”, disse.

Em fevereiro deste ano, dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelaram que o Distrito Federal ocupa o terceiro lugar no ranking de déficit de vagas no país. A superlotação dos presídios na capital do país ficava atrás, apenas, da situação dos sistemas carcerários de Pernambuco e Roraima.

O outro lado
Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) informou que estão sendo construídos quatro novos Centros de Detenção Provisória. “Previstas para ficarem prontas em um ano, as novas unidades vão disponibilizar 3,2 mil vagas — 800 em cada centro.” De acordo com o texto, também está em andamento a reforma do Bloco 3 do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), que vai aumentar a capacidade da unidade em 625 lugares. A previsão de conclusão das obras, segundo a SSP, é 2019 ainda.

“Além disso, a construção da Penitenciaria do Distrito Federal III (PDF III) vai garantir a abertura de 600 novas vagas no sistema. O início das obras depende de abertura de licitação, a ser feita após conclusão dos projetos complementares de engenharia, que estão sendo elaborados por empresa contratada pela Novacap”, informa o texto.

Sobre a execução dos recursos federais destinados ao DF, a SSP informou que “dos R$ 44 milhões destinados em 2016, R$ 32 milhões estão reservados para a construção da PDF III e, R$ 4 milhões, para o aluguel de escâneres corporais, que está em processo de licitação. Já em 2017, R$ 7 milhões, dos R$ 12,7 milhões repassados, estão destinados à construção de mais um módulo de vivência (bloco) na PDF III e R$ 4 milhões estão reservados para locação de escâneres corporais (em licitação).

A pasta afirmou que os “R$ 1,7 milhões restantes foram utilizados na compra de equipamentos de informática para o sistema penitenciário. Para a execução do investimento de R$ 1,3 milhão, repassado em 2018, está sendo elaborado um termo de referência”.

Facções criminosas
Enquanto a precariedade do sistema penitenciário brasiliense se agrava, a atuação de facções se espalham pelo Distrito Federal. Como mostrou o Metrópoles, dois dos maiores grupos criminosos do país estão em pleno processo de expansão na capital do país.

De acordo com a Polícia Civil, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) concentram-se em seis regiões administrativas. Além dos bandidos que promovem ações violentas nas ruas, os investigadores monitoram pelo menos 310 presos custodiados no Complexo Penitenciário da Papuda.

As duas quadrilhas têm atuação transnacional: agem no comércio de armas, no tráfico de drogas e são apontadas como responsáveis por centenas de homicídios. Além do PCC e do CV, há um outro bando que desperta a atenção da inteligência policial candanga: o Comboio do Cão (CDC). Nascido no Distrito Federal, cresceu de forma isolada e, aparentemente, não tem vínculo com outras organizações.

Alto escalão do crime
Nos últimos meses, Brasília recebeu lideranças do Primeiro Comando da Capital, do Comando Vermelho e da Família do Norte. Todos são considerados detentos de altíssima periculosidade e estão confinados na Penitenciária Federal de Brasília, inaugurada em outubro de 2018. Sob responsabilidade do governo federal, a nova unidade não entra nas estatísticas do sistema carcerário do DF.

O presídio de segurança máxima abriga, desde março, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC. O irmão dele Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, chegou ao DF um mês antes e também está na penitenciária. Os dois somam-se a outras quatro lideranças da facção no complexo.

Na segunda-feira passada (24/06/2019), ocorreu a última transferência, quando 30 criminosos do CV chegaram a Brasília. Do total, 10 permaneceram na capital federal. Suspeitos de organizar uma fuga em massa, eles estavam em presídios do Pará, mas, a pedido do governo do estado, foram transferidos para unidades federais.

Críticas de Ibaneis
A presença deles no DF tem sido alvo de duras críticas feitas pelo Executivo local. O governador Ibaneis Rocha (MDB) declarou que recebeu informações sobre compra de casas, terrenos e, até mesmo, da negociação de postos de combustíveis capitaneada por integrantes de facções criminosas. Ele qualifica a presença de Marcola no DF como algo “inadmissível”.

Na sexta-feira (28/06/2019), o governador em exercício, Paco Britto (Avante), endossou o discurso de Ibaneis e falou das recentes transferências. “O DF está em alerta. É muito preocupante essa movimentação feita pela área federal, principalmente porque Brasília fica exposta. É a capital da República, onde todos os poderes estão sediados, além das representações diplomáticas que mantêm relações com o país”, disse.

“As transferências preocupam e o governador Ibaneis determinou que as forças de segurança intensifiquem as investigações e operações. A PCDF e a PMDF estão fazendo um trabalho qualificado e extremamente importante neste momento”, completou Paco.

O subsecretário do Sistema Penitenciário do DF (Sesipe), delegado Adval Cardoso, afirma que Marcola é considerado um “ídolo” para muitos criminosos. Ele acredita que a custódia do líder do PCC no DF reflete no aumento de faccionados

Fonte: https://www.metropoles.com/distrito-federal/superlotacao-df-tem-16-766-presos-mais-que-o-dobro-da-capacidade-do-sistema-penitenciario?utm_source=WhatsApp&utm_medium=WhatsApp&utm_campaign=Superlota%C3%A7%C3%A3o:%20DF%20tem%2016.766%20presos,%20mais%20que%20o%20dobro%20da%20capacidade%20m%C3%A1xima

Menino de 4 anos morre após ser picado por escorpião em casa

Vizinhos do garoto reclamam que é comum encontrar o animal peçonhento na região. Garoto morava na QNF 20 de Taguatinga

Um menino de 4 anos morreu após ser picado por um escorpião enquanto dormia em casa, na última sexta-feira (28/6), em Taguatinga. Christian Silva de Jesus foi encaminhado para o Hospital Regional de Taguatinga, onde passou cerca de 15 horas sendo tratado. Moradores da QNF 20, onde o garoto vivia, reclamam que é comum encontrar o animal peçonhento na região.

Os pais dos menino, o serralheiro Juliano de Jesus, 33 anos, e a autônoma Lorraine de Jesus, 27, contam que Christian acordou na madrugada com fortes dores na perna. “Quando eu levantei, ele estava gritando e balançando a perninha. Eu já imaginei que poderia ter sido uma picada de escorpião, porque já fui picado uma vez. Quando eu o tirei da cama, o bicho saiu correndo”, lembra.

A mãe, Lorraine, afirma que eles deram entrada no hospital por volta de 1h, mas, no atendimento, os médicos informaram que só havia duas doses do soro necessário para tratar a picada e Christian precisava de pelo menos três delas. “O médico teve que ir atrás do resto e conseguiu no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Eram quase 4h quando eles foram aplicar. Nisso, ele já tinha delirado e vomitado várias vezes”, comenta. O garoto precisou tomar cinco doses de soro para escorpião, mas morreu por volta das 16h50.

Comum na região

Moradores da região relatam que é comum vizinhos encontrarem escorpiões dentro de casa. Juliano guarda um pote cheio deles. A técnica Meire Neves Pereira, 46, uma das vizinhas do casal, diz que já encontrou pelo menos três na residência dela. “Tem muito por aqui. O povo reclama. Tenho um pote com os que eu achei”, diz. Meire ainda comenta que profissionais da Vigilância Ambiental estiveram no local hoje de manhã após o acidente com Christian.

A Secretaria de Saúde informou que a Vigilância monitora a distribuição temporal e espacial da população de escorpiões e de acidentes, além de promover ações de prevenção e controle. “O atendimento à população é feito por demanda passiva, ou seja, a população aciona o serviço de saúde (telefone: 2017-1343 ou 160) para que as providências sejam tomadas”, complementou.

Até março deste ano, 344 pessoas foram atendidas na rede pública de saúde do DF após serem picadas por escorpião. Em 2018, foram 1.286 casos. As vítimas de acidentes por animal peçonhento devem procurar a emergência dos hospitais ou da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O centro de informações tóxicas também está disponível no número 0800-644-6774 para primeiras orientações sobre os acidentes.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/07/01/interna_cidadesdf,767138/menino-de-4-anos-morre-apos-ser-picado-por-escorpiao-em-casa.shtml

Sobe para 31 número de mortes por dengue no DF este ano

Com o fim do período de chuvas, número de casos notificados começam a cair, mas a epidemia da doença continua. Tendas de hidratação serão desativadas no domingo
Subiu para 31 o número de mortes por dengue no Distrito Federal. Os dados do boletim epidemiológico referente ao período de 16 a 22 de junho, divulgados nesta sexta-feira (28/6), mostraram ainda que passaram de 35,5 mil os casos notificados da doença. Desses, no entanto, 4.369 foram descartados posteriormente. Outras duas mortes estão sendo investigadas.

Apesar disso, a Secretaria de Saúde afirma que a pior epidemia de dengue da história da capital federal começa a ser controlada. O números de novos casos registrados da doença de acordo com o último boletim – 2.803 – representam redução de quase 50% em relação ao mesmo período de maio. Por isso, os atendimentos nas tendas de hidratação serão suspensos, mas a força-tarefa de combate ao mosquito transmissor continua.

No próximo domingo (30/6), os atendimentos nas tendas serão encerrados e transferidos para outras unidades de saúde, como UPAs e hospitais. “Hoje, temos um registro maior de pessoas indo às tendas por outros problemas que apresentam os sintomas da dengue, mas não são, e pacientes retornando para acompanhamento do que de novos casos”, justificou Ricardo Ramos, subsecretário de Atenção Integral à Saúde. A população pode entrar em contato pelo telefone 199 para saber quais unidades realizarão o atendimento.

Ações conjuntas da Secretaria de Saúde com a Vigilância Sanitária, Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros continuarão para garantir a diminuição do registro de novos casos de dengue no DF. Os fumacês permanecerão ativos e será intensificado o uso nas regiões em que os índices da incidência do mosquito permanecem altos.

Visitas domiciliares serão realizadas e também haverá distribuição de armadilhas – instrumento para captura do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. “A secretaria está discutindo quais são as novas estratégias, as ferramentas e os investimentos mínimos necessários”, garantiu Divino Valero Martins, subsecretário de Vigilância à Saúde.

“Apesar da queda no registro de novos casos, a epidemia da doença não acabou. Houve uma queda, estamos trabalhando, intensificando, para literalmente acabar por completo. Uma vez que os números de casos vêm caindo consideravelmente, a epidemia está controlada e as estratégias de combate estão mudando para o controle vetorial em campo”, completou Divino.

Atendimento emergencial
No período de funcionamento das tendas de hidratação, 34.017 atendimentos foram feitos, sendo, desses, 23.303 casos de suspeita de dengue. “As tendas cumpriram o papel de prestar atendimento básico e imediato a casos mais simples e de realizar encaminhamento para hospitais dos casos mais graves”, disse o subsecretário.

Condenada pela morte de Maria Cláudia Del’Isola é copeira do GDF

Secretaria de Justiça e Cidadania informou, em nota, que Adriana de Jesus Santos tem autorização da Vara de Execuções Penais para prestar serviço externo. No regime semiaberto, ela é contratada da Funap desde outubro de 2018

Condenada pelo assassinato da estudante Maria Cláudia Siqueira Del’Isola (foto em destaque), Adriana de Jesus Santos cumpre pena em regime semiaberto e trabalha como copeira no Governo do Distrito Federal (GDF). Ela é contratada da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF) desde outubro de 2018. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

O crime ocorreu em dezembro de 2004 e foi considerado um dos assassinatos mais bárbaros da capital da República. A Sejus informou, em nota, que a presa tem autorização da Vara de Execuções Penais (VEP) para trabalho externo.

A Funap integra a administração indireta do GDF e é vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania. A entidade tem como função “contribuir para a inclusão e reintegração social das pessoas presas, oportunizando melhorias em suas condições de vida por meio da qualificação profissional e oportunidades de inserção no mercado de trabalho”. Atualmente, a Funap presta serviços para outros órgãos do Executivo local, do governo federal e a três empresas particulares.

Até a última atualização deste texto, a reportagem não havia conseguido contato com a defesa de Adriana.

Morte no Lago Sul
Bernardino do Espírito Santo era caseiro da família de Maria Cláudia Del’Isola, enquanto Adriana de Jesus, sua namorada, trabalhava como empregada doméstica na mesma residência. O caso aconteceu no Lago Sul, um dos bairros mais nobres de Brasília.

A dupla foi condenada pelos crimes de homicídio triplamente consubstanciado, estupro, atentado violento ao pudor, ocultação de cadáver e furto qualificado. Preso em 2007, Bernardino Espírito Santo obteve progressão para o semiaberto em 2016. Adriana está no mesmo regime, com trabalho externo.

Antes de sair para a faculdade, a vítima foi abordada pelo casal, agredida com um soco e obrigada a informar a senha do cofre. Em seguida, foi estuprada, esfaqueada e morta com um golpe de pá na cabeça. A dupla enterrou a universitária debaixo da escada principal da residência. O corpo foi encontrado três dias depois.

Em março de 2019, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) conseguiu decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para aumentar as penas de Adriana e do outro condenado pelo crime. De acordo com a sentença inicial, as penas eram de 65 e 58 anos, que posteriormente foram reduzidas para 44 e 38 anos, respectivamente.

Após despacho do STJ proferido em 29 de março, Bernardino do Espírito Santo Filho deve receber a pena de 50 anos e 6 meses, enquanto Adriana de Jesus Santos deverá cumprir 40 anos de reclusão.

 Fonte: https://www.metropoles.com/distrito-federal/condenada-pela-morte-de-maria-claudia-delisola-e-copeira-do-gdf

No regime semiaberto, assassina de Maria Cláudia Del’Isola dá expediente no GDF


Helena Mader

Condenada por estupro, ocultação de cadáver e pelo homicídio da estudante Maria Cláudia Del’Isola, Adriana de Jesus Santos obteve a progressão para o regime semiaberto e hoje trabalha na Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal. Ela é contratada pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). Quase 15 anos depois de um dos crimes mais chocantes da história de Brasília, Adriana conseguiu autorização judicial para o trabalho externo. Ela dorme na Penitenciária Feminina e dá expediente no GDF, mas não atua no atendimento ao público. Ela trabalha na área administrativa.

Em nota, a Secretaria de Justiça e Cidadania informou que “Adriana de Jesus Santos está no regime semiaberto e tem autorização da Vara de Execuções Penais para trabalho externo. Ela está contratada pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) e trabalha normalmente”.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do DF informou que o processo de execução penal da assassina de Maria Cláudia “está tramitando em segredo de justiça, por determinação judicial”. “Dessa forma, somente podem ter acesso às informações contidas no processo a interna, sua defesa constituída e o representante do Ministério Público que atua junto à Vara de Execuções Penais”, informou o TJDFT.

Adriana de Jesus Santos preencheu as determinações legais para receber o benefício de progressão para o regime semiaberto. A Lei de Execuções Penais estabelece requisitos como o cumprimento de um sexto da pena no regime inicial e bom comportamento carcerário, atestado pelo diretor do presídio.

Barbárie
Maria Cláudia tinha apenas 19 anos quando foi morta, em 9 de dezembro de 2004, na própria casa, no Lago Sul. Os autores do crime foram Adriana, à época empregada da família, e o então caseiro, Bernardino do Espírito Santo. A dupla queria forçar a jovem a abrir um cofre. Eles imobilizaram, agrediram e estupraram a estudante. Por fim, a dupla esfaqueou Maria Cláudia e acertou a cabeça dela com uma pá. O corpo da universitária foi enterrado embaixo da escada da casa da família Del’Isola e a polícia só conseguiu localizar o cadáver três dias depois.

Em 2007, Adriana de Jesus Santos foi condenada a 58 anos de prisão por homicídio, estupro, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver. Mas, em 2010, o Tribunal de Justiça aceitou reduzir a punição da ré e excluiu a condenação por atentado violento ao pudor. Isso foi possível por conta da Lei Federal nº 12.015/09, que unificou os crimes de estupro e atentado violento ao pudor. Com isso, a pena caiu para 38 anos e três meses de reclusão.

Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça acatou um recurso do Ministério Público e aumentou novamente as penas dos réus. A pena final de Adriana foi de 40 anos de reclusão.

Fonte: http://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/no-regime-semiaberto-assassina-de-maria-claudia-delisola-da-expediente-no-gdf/