Vírus comum pode causar intolerância ao glúten; achado é trilha para vacina

Estudo publicado nesta sexta-feira (7) na revista Science sugere que a infecção por um vírus comum, considerado inofensivo, pode desencadear o desenvolvimento da doença celíaca, ou intolerância ao glúten, proteína presente na farinha de trigo, na de cevada e na de centeio.

image001 (27)Os autores, pesquisadores da Universidade de Chicago e da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, acreditam que a descoberta pode abrir caminho para a criação de uma vacina para prevenir a doença.

Embora houvesse indícios da ligação de infecções virais com o início da doença celíaca, ainda não havia provas dessa conexão.

“O estudo mostra claramente que um vírus que não é clinicamente sintomático pode prejudicar o sistema imunológico e abrir caminho para uma doença autoimune, especialmente a doença celíaca”, disse Bana Jabri, professora do Centro para Doença Celíaca da Universidade de Chicago.

“No entanto, o vírus específico e seus genes, a interação entre ele e o hospedeiro, e o estado de saúde do hospedeiro também são importantes”.

A doença celíaca é causada por uma resposta imprópria do sistema imunológico ao glúten. Não há cura e o único tratamento efetivo é uma dieta sem farinha de trigo, centeio e cevada.

A doença celíaca é uma doença autoimune que atinge aproximadamente 1% da população, enquanto na África saariana a proporção é de 5,6%, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Reação ao glúten
Mesmo em pessoas que não têm a doença, o corpo naturalmente tem dificuldade de digerir o glúten e já costuma usar mais o sistema imunológico do que para outras proteínas. Mas ainda não se sabe exatamente como ocorre a resposta imune inflamatória ao glúten.

Em 2011, o mesmo laboratório descobriu que a IL-15, uma citocina em abundância no na mucosa do intestino de pacientes celíacos, pode afetar a tolerância ao glúten. No entanto, nem todos celíacos possuem a IL-15 de forma exacerbada.

No estudo atual, os cientistas usaram duas cepas diferentes de reovírus em camundongos para mostrar como as diferenças genéticas dos vírus podem mudar como eles interagem com o sistema imunológico.

Um dos reovírus comuns em humanos desencadeou uma resposta imune inflamatória e a perda da tolerância ao glúten, enquanto a cepa geneticamente diferente não provocou essa reação.

“Estamos estudando os reovírus por algum tempo e ficamos surpresos pela descoberta que há uma ligação potencial entre o reovírus e a doença celíaca”, disse Terence S. Dermody, da Universidade de Pittsburgh.

“Agora precisamos definir com exatidão os fatores virais responsáveis pela indução da resposta autoimune.” A pesquisa também descobriu que pacientes com doença celíaca têm muito mais anticorpos contra os reovírus do que os que não desenvolvem a doença.

Isso sugere que a infecção com reovírus pode deixar uma marca permanente no sistema imunológico e seria dessa forma que ajudaria no desencadeamento da resposta autoimune ao glúten.

Polícia prende cuidadora suspeita de desviar R$ 6 milhões de idosa no Rio Cuidadora de uma idosa de 87 anos sacou cerca de R$ 900 mil em apenas três meses da conta dela.

Por Bom Dia Rio
11/04/2017 08h26 Atualizado há 1 hora
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Uma cuidadora suspeita de desviar R$ 6 milhões de uma mulher de 87 anos foi presa nesta segunda-feira (10) no Rio de Janeiro.

A mulher trabalhava na casa da idosa há 17 anos e teria sacado, em apenas três meses, cerca de R$ 900 mil da conta da idosa, como mostrou o Bom Dia Rio nesta terça-feira (11).

Segundo a polícia, em 2014 foram retirados da conta de Gabriela Gonçalves Marques quase R$ 2 milhões. Em 2015, foram R$ 3 milhões. O Ministério Público recebeu uma denúncia anônima e os policiais da delegacia do idoso abriram uma investigação. Os agentes descobriram que tudo ia pra conta de Maria do Amparo Correia.

O delegado Marcos Cipriano conta como Maria do Ampara fazia as transferências do dinheiro. “Essa senhora agia da seguinte forma: 17 anos cuidando da pessoa, uma intimidade muito grande, a família ausente, que é fator principal para que isso aconteça, começou a fazer cheques nominais a ela própria e a senhora vítima assinava. Ela ia ao banco e transferia esses altos valores pra sua conta bancaria ao modo que em 3 anos ela desviou R$ 6 milhões”, conta o delagado.

Em depoimento, Maria do Amparo alegou que a senhora Gabriela fez doações voluntárias para a conta dela. Mas o laudo pericial negou esta versão. Gabriela Marques, de 87 anos, morreu no mês passado. A aposentada apresentava demência senil degenerativa.

Maria do Amparo foi indiciada por apropriação e desvio de bens do idoso e pode pegar até quatro anos de prisão.
RIO DE JANEIRO
Site: http://g1.globo.com/

Violência contra a mulher não é entretenimento

emilly-briga

A pipoca está pronta e a família se aconchega no sofá. A diversão vai começar. Na tela, o personagem de José Mayer, o estereótipo do machão assediador, dá uma bofetada no rosto da mulher com quem se casou na ficção. Um dos olhos dela fica roxo.

Sem qualquer mal-estar, papai, mamãe e filhinhos acompanham a história. Uma outra personagem, também mulher, ri da cara da vilã que apanhou. “Tá de óculos por que, Magnólia?”, ela zomba.

A mensagem é clara: tudo bem bater em uma mulher, se ela merecer. Se ela for vilã, vadia, mimada, chata, traidora ou louca vamos, inclusive, vibrar quando a mão pesada masculina mirar seu rosto.
É um exercício diário de justificar o injustificável. Cena a cena, transforma-se a violência contra as mulheres em uma atrocidade palatável a qual vemos na TV, como se fosse um show de calouros ou programa de culinária.

Acabou a novela, é hora do BBB. Se o faz de conta não nos revolta, quem sabe a realidade faça esse papel? Errado. Na tela, um homem de 40 e poucos anos agride com palavras uma mulher de 20. Berra com ela, nariz com nariz, bota o dedo na cara da namorada, que, visivelmente acuada e silenciada, deita-se em posição fetal debaixo do cobertor.

Especialmente quando um dos lados é mais forte fisicamente, um dedo em riste significa muito. O rapaz mina a autoestima da companheira de confinamento. Diz que sua maior qualidade é “transar legal” e a destrata diariamente. Na base do grito, novamente, a oprime diante da audiência nacional, que, passiva, não se assombra com a gravidade da violência transmitida como um show bizarro.

Uma das participantes chega a dizer: “A Emilly tem que levantar o bracinho e mostrar aquele roxo embaixo do braço”, sugerindo a violência física.

As outras mulheres da casa temem pela própria segurança. Afinal, estão ali trancadas com um agressor. “Violência verbal também é violência”, lembra uma delas. E ela está correta: a Lei Maria da Penha prevê punição a quem comete violência psicológica e verbal.

A violência psicológica é definida no artigo 7º, inciso II, da Lei Maria da Penha como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

Essa não foi a primeira nem será a última vez em que assistimos um relacionamento abusivo ser romantizado em rede nacional.

Como bem lembrou Luana Piovani esta semana, dois meses depois de bater na atriz, Dado Dolabella ganhou o prêmio máximo de um reality show. A TV se transforma em espelho e reflete a imagem e semelhança de quem está do outro lado.

A promotora do Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) Liz-Elainne Mendes chama a atenção para o fato de que canais de rádio e TV operam concessões públicas e por isso estão sujeitos à regulamentação e fiscalização.

“A mídia tem poder de reforçar o machismo e os estigmas aos quais as mulheres estão expostas. Quando a violência contra a mulher é mostrada sem nenhum contexto de conscientização, isso causa prejuízos sociais e comunitários. Há uma violência simbólica e ostensiva sendo praticada”, explica a promotora.

Para entender mais sobre a responsabilidade da mídia na espetacularização da violência contra a mulher, é possível assistir o documentário “Quem matou Eloá”, de Lívia Perez.

Em 2008, Lindemberg Alves, de 22 anos, invadiu o apartamento da ex-namorada, Eloá Pimentel, 15, armado, mantendo-a refém por cinco dias.

O crime foi amplamente transmitido pelos canais de TV. A apresentadora Sonia Abrão, inclusive, entrevistou o sequestrador ao vivo. “Quem matou Eloá?” traz uma análise crítica sobre a abordagem da mídia televisiva nos casos de violência contra a mulher, revelando um dos motivos pelo qual o Brasil é o quinto no ranking de países que mais matam mulheres.

Você pode denunciar casos de violência contra a mulher pelo 180.
Site: Metropoles

Louise: alunos da UnB ficam revoltados com pena 'leve' para assassino

Para a família, amigos e estudantes do curso da vítima, havia a esperança de mais tempo de reclusão em regime fechado

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postado em 05/04/2017 06:00 / atualizado em 05/04/2017 07:33

Gabriella Bertoni – Especial para o Correio
Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
“No dia seguinte ao desaparecimento (de Louise), eu cheguei cedo à universidade e vi o Vinícius andando pelos corredores do Centro de Biologia. Nem imaginei que ele tinha feito aquilo” Amanda Bernardes, (de óculos), 19 anos, ao lado de colegas do curso de biologia

Após o assassino confesso Vinícius Neres Ribeiro ser condenado a 23 anos e 10 dias pela morte da estudante de biologia da Universidade de Brasília (UnB) Louise Maria da Silva Ribeiro, o clima entre estudantes e professores da instituição era de inconformismo — advogados criminalistas previam pena de pelo menos 30 anos de prisão para o réu. Para a família, amigos e alunos do curso da vítima, havia a esperança de mais tempo de reclusão em regime fechado. Dessa forma, Vinícius poderá cumprir dois quintos da pena e passar para o regime semiaberto em 8 anos, pois está preso há um ano.

A sentença saiu após o julgamento que durou quase 11 horas. O réu foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado (feminicídio, motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima) e destruição parcial do cadáver. Ao fim da audiência, o pai de Louise, o militar Ronald Ribeiro, comentou que a pena foi a esperada, mas considera baixa. “Nada trará a vida dela de volta. Como o juiz falou, ele é jovem, réu primário e tem bons antecedentes. É um rapaz que daqui a pouco está solto de novo, em uma nova universidade e poderá cometer outros crimes”, lamentou.

Um grupo de estudantes de biologia que, à época do crime, em 2016, eram alunos do primeiro semestre, contou que precisaram passar por acompanhamento de professores do curso e de psicólogos. “Era a nossa primeira semana de aula e foi aquele choque. No dia seguinte ao desaparecimento (de Louise), eu cheguei cedo à universidade e vi o Vinícius andando pelos corredores do Centro de Biologia. Nem imaginei que ele tinha feito aquilo”, contou Amanda Bernardes, 19 anos. Sobre o resultado do julgamento, Ademar Dantas, 19, foi incisivo. “Poderia ser um dia ou a vida toda, mas nunca será o suficiente. Não existe essa barganha com a vida de alguém. O período que ele passar lá ainda será pouco”, avaliou.

A diretora do Instituto de Biologia, Andrea Queiroz Maranhão, contou que, depois do crime, houve a necessidade da criação de grupos de apoio e de acompanhamento psicológico para alunos e professores. “Sabemos que o resultado foi o possível, mas não o justo, pois pode estar fora da cadeia com 28 anos. Nós tivemos que reaprender o que fazemos de melhor e ficar com os alunos. Não podemos perder o nosso foco, que é formar esses jovens”, contou. A educadora destacou que o curso de biologia fez uma parceria com o Centro de Apoio Psicológico da UnB para orientar todos os envolvidos. “Precisamos repassar que a biologia ensina a vida. Essa tragédia jamais será esquecida”, concluiu.

Defesa

Inicialmente condenado a 25 anos de reclusão, Vinícius recebeu dois atenuantes da pena: a confissão e a menoridade relativa do réu (quando tem entre 18 e 21 anos). Por causa disso, ele cumprirá a pena de 23 anos e 10 dias de reclusão — 22 anos pelo homicídio e 1 ano pela destruição do cadáver. “Mas por ser um homicídio qualificado, que é um crime hediondo, ele tem direito a cumprir dois quintos da pena em regime fechado e, depois, passar para o regime semiaberto”, explicou a advogada de defesa, Tabata Lais Sousa Silva. A defensora detalhou, ainda, que, a cada três dias de trabalho, o condenado recebe o abono de um dia na pena.

A defesa de Vinícius entrará com recurso, mas não revelou qual será o argumento a ser usado. Tabata Silva acrescentou que, com o tempo, se o cliente mantiver o bom comportamento, estudar e trabalhar, poderá conseguir a liberdade condicional, quando não precisará mais dormir no Complexo Penitenciário da Papuda. Porém, terá obrigações com a Justiça e precisará de autorização especial para sair de Brasília.

Durante o julgamento, a promotoria alegou que o discurso de Vinícius havia mudado quando o réu contou que o motivo do crime foi a raiva que sentiu ao abraçar Louise — ele a atraiu para o Laboratório de Biologia da UnB ao dizer que se mataria. Ao ser preso, o condenado demonstrou frieza, postura semelhante durante os depoimentos prestados no Tribunal do Júri de Brasília.

Distrito Federal registra queda de 9,5% nas doações de órgãos

costureiraA chance de sobreviver pode depender dos órgãos de alguém que acabou de morrer. Quem perdeu um parente pode não autorizar o procedimento

“Ao adoecer, consegui receber o benefício financeiro, mas isso não basta para eu pagar os remédios. Preciso continuar trabalhando e fazer consertos em roupas. Meu sonho é fazer o transplante e voltar a ter uma vida normal, sem dor para trabalhar dignamente”

Tudo passa a ser urgente quando se trata de salvar vidas. A doação de órgãos — ato que dá a chance às pessoas acometidas por doenças graves e, muitas vezes, incuráveis, de seguir vivo — é uma simples equação matemática: a morte encefálica de uma pessoa pode mudar a vida de outras cinco. Porém, 36% das famílias brasilienses não autorizam a doação de órgãos de parentes falecidos, de acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). O Distrito Federal registrou uma queda de 9,5% nas doações. A pesquisa assinalou, ainda, que, no ano passado, 32 pessoas morreram na fila à espera de um transplante, na capital do país.

Em 2016, foram notificados 321 potenciais doadores em Brasília. Porém, apenas 75 tornaram-se efetivos, pois 246 foram descartados, o que equivale a 77%. Atualmente, 291 pessoas aguardam por transplante no DF, segundo dados da ABTO. Desses, 215 esperam por um rim; 10, por fígado; cinco precisam de um novo coração e 61, de uma córnea.

A nefrologista Daniela Salomão, coordenadora-geral da Central de Notificação Captação e Distribuição de Órgãos do Distrito Federal (CNCDO), informou que, ainda que uma redução tenha sido registrada, a capital do país contabilizou, em 2016, 25,7 doadores de órgãos por milhão de habitante. Segundo ela, o número praticado no Distrito Federal está próximo ao de países primeiros colocados no ranking na doação, como Espanha (39,7 doadores por milhão de habitantes); Croácia (39); Bélgica (32,4); Portugal (28,6) e EUA (28,5).

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No Distrito Federal só 3% da população doa sangue anualmente
Hospital Universitário faz campanha em busca de doadores de sangue

Para a nefrologista, a queda se explica por uma série de fatores. “Estamos cada vez mais rigorosos quanto aos critérios estabelecidos por nossas equipes para avaliar se um paciente está em condições de se tornar um doador e, por outro lado, precisamos de uma melhor infraestrutura para a captação dos órgãos”, avaliou. Daniela Salomão acrescentou que Brasília capta, de outros estados, órgãos para serem transplantados no DF. “Contamos com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) para agilizar todo o trabalho”, comentou.

Idealizador do Setembro Verde — campanha nacional que visa conscientizar os brasileiros sobre a doação de órgãos —, o cirurgião cardiovascular José Lima Oliveira Júnior, acredita que “existe também a necessidade de aumentar o número de equipes transplantadoras na capital federal, assim como ampliar a ação das campanhas elucidativas para explicar à população sobre a importância da doação de órgãos”.

Ressignificando a dor

A prática da doação e do transplante de órgãos é uma via de mão dupla que precisa, mais do que tudo, de consentimento. No momento da decisão, são vivenciadas situações delicadas e difíceis de administrar, tanto com os familiares dos doadores, como com os receptores, que aguardam novos órgãos.

A costureira Maria de Jesus, 53 anos, sofre de insuficiência renal e espera por um rim desde 2015. Moradora do Gama, ela disse que a doença foi descoberta em 2011. “Ao adoecer, consegui receber o benefício financeiro, mas isso não basta para eu pagar os remédios. Preciso continuar trabalhando e fazer consertos em roupas. Meu sonho é fazer o transplante e voltar a ter uma vida normal, sem dor para trabalhar dignamente”, afirmou.

A secretária Naara Felipe da Silva Guedes, 35 anos, também aguarda um transplante há pelo menos dois anos. Como é diabética, está na fila prioritária para receber um rim e um pâncreas. Segundo Naara, a doença a acompanha desde o primeiro ano de vida. “Aos 19 anos, perdi a visão. Aos 24, me casei e hoje tenho um filho de 7 anos. Esse é o verdadeiro motivo pelo qual me fortaleci para aguentar toda essa espera”, admitiu. A moça, moradora do Riacho Fundo II, está em São Paulo há dois meses fazendo todos os exames para a cirurgia. “Meu maior sonho é poder me recuperar e estar bem para presenciar a formatura do meu filho daqui a alguns anos”, afirmou.

Segundo o cirurgião cardiovascular José Lima Oliveira Júnior, a insuficiência renal crônica — principalmente associada à pressão alta, à obesidade, à diabetes e ao tabagismo — é o que mais atinge pacientes que precisam de um transplante. Ele explica que o tempo de espera varia muito de acordo com o estado de saúde e de algumas características do receptor. “A demanda é muito alta para esse órgão. Por isso, temos de fazer campanhas de conscientização em todo o país para ajudar quem precisa”, complementou.

Mas há esperanças. A pesquisa da ABTO mostrou que a taxa de doadores de órgãos no Brasil aumentou 3,5%, atingindo 14,6 doadores por um milhão de habitantes, em 2016. A expectativa é de alcançar 15,1 doadores por um milhão de habitantes. Segundo o cirurgião, o Brasil já conta com mais de 250 mil transplantados, desde o início da década de 1960. “A partir de 1980, houve o boom do procedimento. Hoje, fazemos uma média de mais de 34 mil transplantes por ano.”

A luta pela vida em números

· 10.158 é o número de potenciais doadores no Brasil, em 2016.
· Desses, apenas 2.981 se tornaram doadores efetivos no ano passado.
· Cerca de 71% dos potenciais doadores (7.177) foram descartados, enquanto 2.013 pessoas morreram na fila aguardando um transplante.
· Até dezembro de 2016, mais de 34 mil pessoas esperaram por um transplante: 21.264 (rim); 10.923 (córnea); 1.331 (fígado); 282 (coração); 172 (pulmão); 539 (pâncreas) e 31(rim e pâncreas)

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Polícia Civil prende novamente padrasto que violentou enteada

Ele havia sido solto semana passada, após audiência de custódia. Para delegado, menina poderia se sentir coagida e não acreditar na Justiça.

estuproA Polícia Civil do DF prendeu novamente o padrasto que abusou da enteada de oito anos no Riacho Fundo e foi liberado em audiência de custódia. A prisão, realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), foi determinada pelo Juízo Criminal do Riacho Fundo, acolhendo representação do delegado Wisllei Salomão.

A prisão preventiva foi requerida sob o argumento de que a vítima estaria em risco em razão das ameaças sofridas durante os abusos, do comportamento da mãe que ficou apoiando o companheiro e porque a criança se sentiria coagida, pois ela passou por toda a ação policial e o autor não foi preso, o que poderia fazer com que ela não acreditasse mais na Justiça e não auxiliasse a fase judicial.

O caso foi descoberto porque a criança contou sobre os abusos para a professora de um projeto social que frequenta, no dia 17 deste mês. Ela havia sido estuprada horas antes. A instituição de ensino acionou o Conselho Tutelar da região e a menina foi encaminhada à unidade policial.

Psicólogos da delegacia conversaram com a criança, que voltou a relatar os crimes. Segundo consta no boletim de ocorrência, “a vítima foi imediatamente ouvida pela Seção de Análise Técnica (SAT), à qual pode relatar vários episódios de violência sexual”. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou a presença de “vestígios do ato libidinoso”.

Vinte e quatro horas após a primeira prisão, o homem conseguiu o direito de responder o processo em liberdade, após decisão em audiência de custódia. A nova prisão ocorreu no sábado (25/3).

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Homem devolve US$ 1 milhão que apareceu em sua conta

“Tenho um bebê de três anos e para mim será muito gratificante dar a ele os melhores exemplos e contar, dentro de alguns anos, já que ele ainda é muito pequeno, a história do que aconteceu”, declarou Soto ao “Canal 7” da televisão da Costa Rica.

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Este homem de 37 anos e dono de um pequeno estabelecimento comercial de peças automotivas em San José, a capital do país centro-americano, não conseguiu dormir na noite em que viu a milionária soma em sua conta bancária.

“Como o ser humano é um pecador, passou pela minha cabeça quitar minhas dívidas, a hipoteca da casa, o local que comprei, muitas coisas. Naquela noite não dormi, mas no dia seguinte fui ao banco e fiz o que tinha que fazer”, contou o comerciante.

O dinheiro, que pertencia a uma empresa concessionária de veículos, apareceu na conta bancária de Soto devido a um erro do banco, que lhe ofereceu desculpas pelo ocorrido.

Soto recebeu felicitações, mas também foi alvo de brincadeiras por parte de amigos e conhecidos, que afirmaram que ele poderia usar o dinheiro para sair do país e fazer uma nova vida. No entanto, para o comerciante, isto não era viável, pois “a tranquilidade e a honestidade não têm preço”, disse.
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Mulher descobre que foi trocada na maternidade no interior de Goiás

A história foi descoberta por acaso e deve parar na justiça

image002 (11)postado em 21/03/2017 10:48 / atualizado em 21/03/2017 13:59
Correio Braziliense
Reprodução/FacebookKeila Martins Borges descobriu que foi trocada na maternidade após 32 anos

A goiana Keila Martins Borges descobriu aos 32 anos não ser filha biológica da mulher que a criou. Moradora de Gouvelândia, no sul do estado de Goiás, ela nasceu no Hospital Municipal de Quirinópolis, no dia 15 de maio de 1984. Por acaso, encontrou uma mulher que teve uma irmã nascida no mesmo dia, mês, ano e hospital que ela. O fato motivou a apuração do caso.

Por mais de três décadas, ela nunca desconfiou que não seria filha biológica da mulher que a criou. Mas a situação teve uma reviravolta há cerca de dois meses, quando uma prima conheceu Elaine Maciel, de 38 anos, uma mulher muito parecida com Keila. Apesar de ter ficado inicialmente apenas surpresa com a semelhança, a goiana só começou a se preocupar quando descobriu que a Elaine tinha uma irmã nascida na mesma data e local que Keila.
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Reprodução/Internet
O exame de DNA de Keila e da mãe comprova que não há laços de sangue entre elas

Não demorou muito para Keila tomar providências mais drásticas sobre o caso. Ela e a mãe fizeram um exame de DNA e o resultado: não havia laços de sangue entre elas e Keila teria sido trocada na maternidade. No facebook, ela desabafou sobre a situação. “Venho aqui dizer que eu espero profundamente que a justiça seja feita, e que caia todo o peso da lei em cima desses irresponsáveis que nos causaram danos irreparáveis”, postou.

“Tomem muito cuidado ao ter um filho nesse hospital pois pode acontecer com vocês o mesmo que aconteceu comigo. Quero também deixar bem claro aqui que Maria Martins sempre vai ser a minha mãe a minha rainha”, alertou Keila.

O Hospital Municipal de Quirinópolis informou que o caso foi atípico e que é possível saber quais procedimentos a unidade adotava há 32 anos. “Atualmente, o recém-nascido é identificado por uma pulseira que consta o nome da mãe que o gerou, além da data e hora do nascimento. As equipes de cirúrgicas também só atuam em horários exclusivos daqueles procedimentos”, informou o hospital a direção do hospital em nota.
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Após série histórica de 25 anos de crescimento, Brasil estaciona no IDH

O IDH brasileiro para 2016 permaneceu em 0,754. Em uma análise entre 188 nações, o país seguiu na posição 79 do ranking e faz parte de um pequeno grupo de 16 que ficaram estagnado

image002 (10)Natália Lambert
USP Imagens/Divulgação
O Índice de Desenvolvimento Humano engloba três questões estruturais: saúde, conhecimento e padrão de vida

Em mais uma das consequências da crise econômica, o Brasil manteve o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) estável, interrompendo um crescimento contínuo desde 2010 e, possivelmente, dos últimos 25 anos. Divulgado na manhã desta terça-feira (21/3) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o IDH brasileiro para 2016, baseado em dados de 2015, permaneceu em 0,754. Em uma análise entre 188 nações, o país seguiu na posição 79 do ranking e faz parte de um pequeno grupo de 16 que ficaram estagnados — 159 aumentaram e 13 diminuíram. O índice ficou estável, principalmente, por causa queda na renda das famílias e, para especialistas, é um alerta amarelo.

Desde 1990, quando o IDH começou a ser medido, o Brasil cresceu 23,4% e, apesar de os dados até 2010 estarem disponibilizados de cinco em cinco anos, acredita-se que é a primeira vez que o número ficou estacionado. “O aumento do Índice de Desenvolvimento Humano é muito sensível e baseado em questões estruturantes. Ano a ano, a maioria dos países melhora no IDH. A gente tem que pensar porque no Brasil as coisas pararam depois de tanto tempo de melhoria ininterrupta. É um alerta para a gente olhar com atenção, entender e pensar o que precisa ser feito. Se a gente quer ser um país melhor, qualquer coisa que nos freie é preocupante”, alerta Andréa Bolzon, coordenadora de desenvolvimento humano nacional.

O foco principal do relatório global deste ano é o olhar para os excluídos. Nas últimas décadas, houve muitos progressos no desenvolvimento das nações, mas ele não foi para todos. De acordo com o documento, uma em cada três pessoas no mundo ainda vive em um nível de desenvolvimento humano baixo. “Os povos indígenas, habitantes das zonas rurais, pessoas com deficiência, minorias étnicas, migrantes, LGBTI, refugiados e as mulheres são exemplos de grupos vulneráveis que sofrem em maior medida com as crises mundiais. É urgente e necessário que sejam fortalecidas as políticas de redução das desigualdades”, comentou o coordenador residente do sistema ONU e representante do PNUD no Brasil, Niky Fabiancic.

Desigualdade

Apesar de continuar na faixa de Alto Desenvolvimento Humano, quando o IDH brasileiro é ajustado ao índice de desigualdade, o país perde 19 posições e se enquadra no grupo de países que mais são penalizados. É o terceiro país que mais perde posições na questão, empatado com a Coreia do Sul e o Panamá. O país só perde para o Irã, que cai 40 posições e Botsuana, que cai 23. Com esse olhar, de “não ficar ninguém para trás”, o PNUD está atento às reformas que estão sendo propostas no Brasil, entre elas, a previdenciária, trabalhista e tributária. “Sabemos que é um tema importante para o Brasil e é necessário ter muito cuidado para que pessoas mais suscetíveis à vulnerabilidade não fiquem mais expostas. A gente confia que a pauta é necessária, mas é importante que não se coloque conquistas históricas em risco”, comenta Andréa. Segundo a coordenadora, há um diálogo em curso com outras agências da ONU para analisar as reformas mais profundamente.

O que é o IDH

Anualmente, desde 1990, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) faz uma análise entre 188 países sobre o desenvolvimento humano e o desenvolvimento sustentável. Até então, o único conceito que definia se um país era desenvolvido era o Produto Interno Bruto. O Índice de Desenvolvimento Humano engloba três questões estruturais: saúde, conhecimento e padrão de vida. O número é atualizado de acordo com a melhora em análises de expectativa de vida, média de anos de estudo, anos esperados de escolaridade e Renda Nacional Bruta (RNB) per capita.
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Ingestão precoce de álcool entre adolescentes do DF preocupa sociedade

Especialistas alertam sobre a importância do diálogo para que a ingestão de bebidas na adolescência não se torne excessiva e venha a causar dependência
Deborah Fortuna – Especial para o Correio
alcoolAdolescentes do DF bebem mais que a média nacional

Maria* não queria beber naquela noite, mas cedeu à pressão dos amigos e do ex-namorado. Aos 14 anos, em uma festa no apartamento de um conhecido, topou participar de uma brincadeira com bebida alcoólica. A cada rodada, uma pessoa fazia uma confissão sobre algo que nunca tinha feito na vida.

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Os demais deveriam ingerir uma dose de vodka pura, caso tivessem passado pela experiência. Depois de três ou quatro goles, já no fim da brincadeira, todos foram parar em outra residência, a garota não soube explicar como. Relata, inclusive, que acordou com uma blusa que não era dela.

A história não é uma exceção entre os adolescentes. Eles aceleram o processo que, legalmente, deveria começar apenas aos 18 anos. Há dois anos, a Lei nº 13.106, de 2015, tornou crime servir bebidas alcoólicas a crianças e a adolescentes.

No mesmo ano de criação da norma, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que mais da metade dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental no Distrito Federal tinham experimentado álcool pelo menos uma vez.

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O número do DF supera a estatística nacional. Em todo o país, 55,5% dos adolescentes matriculados nessa etapa do ensino admitiram ter bebido uma dose de álcool pelo menos uma vez na vida — 4 pontos percentuais a menos do que no DF — e 18,4% confessaram ter experimentado cigarro. Mais de um quinto dos jovens de 13 a 15 anos brasileiros sofreram algum tipo de embriaguez.

Outro relato de Maria mostra como o acesso ao álcool é facilitado. Dessa vez, ela conta que, aos 15 anos, foi à festa de uma colega da escola. A regra era que apenas maiores de 18 anos recebessem uma pulseira e pudessem passar para a área do bar.

Mas a menor afirma que não foi preciso esperar muito tempo: logo, nenhum barman estava preocupado em checar quem eram as pessoas autorizadas a beber e todos os amigos aproveitaram para escolher os mais diversos drinks que constavam no cardápio.

Nesse dia, ela chegou a perder a bolsa e os sapatos. A adolescente lembra que ficou de castigo depois que a mãe descobriu a primeira aventura com a bebida. “Eu perdi a confiança da minha mãe. Depois da festa, prometi que não ia mais beber”, disse. “Mas, nessa hora, os amigos caçoam, “e fica apenas na promessa”.

Em um grupo de 12 menores entrevistados pelo Correio, apenas um afirmou que ainda não tinha ingerido bebida alcoólica ou fumado. Uma das meninas, de 17 anos, contou que o “point” é uma praça pública, com árvores, bancos de concreto e pequenos pilares para exercício, que fica próximo à unidade de ensino onde estudam.

“Quando um dos professores libera, é pra lá que a gente vai”, contou um rapaz. A compra é feita em uma distribuidora de bebidas que não exige nenhum documento dos jovens clientes. De acordo com a adolescente de 17 anos, os amigos ficam tão alcoolizados que é necessário esperar algumas horas até que todos estejam em condições de voltarem para casa. “Eu não sei como que todo mundo consegue ver o número do ônibus ou em qual está entrando”, admitiu.

A diretora de uma das escolas também confirma problemas com alunos que passam dos limites. Para ela, os principais são os que envolvem adolescentes de até 15 anos. Uma menina, inclusive, levou garrafa de bebida para dentro da área escolar. Segundo a diretora, o comum é que eles se afastem do colégio para ter mais privacidade.

Porém, quando alguém passa mal por conta dos efeitos do álcool, é a escola o lugar para o qual recorrem. “Eles trazem o amigo que está mal e nós chamamos os responsáveis para que eles levem o aluno ao hospital”, contou.

Entre um trio de adolescentes ouvidos pelo reportagem, todos tinham experimentado alguma bebida, apesar de duas moças não fazerem uso frequente. O rapaz, de 17 anos, contou que também fuma. Eles relataram que os colegas de sala têm um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp e que é por meio dele que geralmente marcam um encontro depois da aula.

Como alguns amigos têm 18 anos, a compra é feita pelos mais velhos. Em uma ocasião, um aluno passou tão mal em uma praça que os próprios moradores das quadras próximas reconheceram o uniforme e avisaram a instituição. “Ele chegou a vomitar em cima do vice-diretor da escola”, contou o adolescente.

Questão social

A principal preocupação com relação ao uso do álcool, segundo especialistas, são os efeitos que a ingestão precoce dessas bebidas podem causar no futuro. “Não é uma coisa da juventude e que depois passa”, observa o sociólogo e especialista em segurança no trânsito Eduardo Biavati.

Os problemas envolvem não apenas o desenvolvimento da dependência física, mas também a criação de hábitos perigosos, como o de dirigir sob o efeito da bebida. Para Biavati, se trata de um problema de saúde pública e que a sociedade precisa aprender a lidar com as transformações pelas quais se passa durante a adolescência — começar a beber, aprender a dirigir, ser aceito pela turma.

Nesse sentido, a família tem papel fundamental, alerta o especialista. Segundo ele, é na pré-adolescência que os pais devem fiscalizar e conversar com os menores, pois, mais tarde, o controle pode se tornar mais difícil.

“Os pais vão fazer o quê? Ir para as festas? Para as boates? Isso não é realista. A gente consegue ter indícios conversando com os amigos dos filhos e das filhas, falando sobre os amigos. Às vezes, a criança não fala dela, mas fala dos amigos. É muito difícil fazer parte de um grupo e não compartilhar os hábitos dele”, aconselha.

A psicóloga e especialista na área de drogas na adolescência Maria Fátima Olivier Sudbrack acrescenta que a questão do álcool não é apenas culpa dos jovens, mas da sociedade como um todo.

Segundo ela, a cultura brasileira aceita a bebida como natural e estimula cada vez mais o consumo, mesmo entre os menores. Muito do incentivo vem da própria família ou mesmo da pressão dos amigos, para que o adolescente possa se sentir parte de um grupo.

De acordo com Maria Fátima, nessa idade, os amigos são as pessoas que mais influenciam, mas isso não tira a responsabilidade ou mesmo o consentimento dos próprios pais.

“Tem gente que diz que o filho virou homem porque tomou o primeiro porre. Nós chamamos isso de alcoolização da juventude. Não estou querendo que a gente tenha apenas uma visão repressora, mas é uma questão de conscientização e prevenção e de repensar o que estamos mostrando para eles”, explica.

Justiça

A Seção de Apuração e Proteção (Seapro) da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal é responsável por fiscalizar locais onde haja o ingresso de crianças e adolescentes desacompanhados, como cinemas, shows e casas noturnas.

Com isso, eles permitem o alvará e iniciam um processo de conscientização com bares e ambulantes para que a venda de bebida ou cigarro seja proibida a menores.

Caso seja constatado que a criança conseguiu comprar álcool dentro do ambiente, os produtores são penalizados. Se houver flagrante, o vendedor é levado à delegacia e responde a processo criminal. O trabalho com os menores, por sua vez, é educativo, por meio de diálogo e de orientação.

* Nome fictício em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

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