Sommelier realiza cursos em Brasília sobre azeites premium

Sommelier de azeites Paulo Freitas, graduado por duas instituições italianas, estará na cidade e ministrará palestras sobre azeites premium

Promover a cultura do azeite no país é um dos principais objetivos de vida de Paulo Freitas. O sommelier de azeites ou em italiano, assaggiatori di olio, realiza palestras sobre o assunto em vários estados Brasileiros e fora do país. É professor convidado nos principais cursos de gastronomia do Brasil, além de ser consultor de empresas nacionais e multinacionais de azeites e foi o revisor técnico do livro “Guia Ilustrado Zahar de Azeites”.

Neste mês, a convite da presidente da Eixo Cultura, Margarete Malvar, que está à frente da empresa focada em experiências culturais, Paulo Freitas estará na cidade para promover, entre os dias 24 e 26 de abril eventos sobre azeites premium. Ele ocorrerá em três momentos, em dias diferentes, confira abaixo.

Paulo Freitas

Jantar com menu degustação

No dia 24, terça-feira, às 20h, haverá no Restaurante Ouriço, localizado no Lago Sul, um jantar com menu degustação. Simultaneamente será realizada uma palestra que irá mostrar aos participantes os tipos de harmonizações que podem ser feitas. Há 30 vagas, o jantar sem bebidas sairá no valor de R$ 280.

Os azeites que serão degustados:

– Oro del Desierto (orgânico) – Espanhol
– Il Genio – Italiano
– Caixeiro – Português
– Olibi – Brasileiro
– Goccia Umbra Limão – Italiano

Confira o menu do Restaurante Ouriço:

Entradas:
– Bruschetta de camarão ou
– Tartare de atum

Pratos principais:
– Risoto de camarão ou
– Peixe do dia

Sobremesa:
– Brownie, caramelo e sorvete.

Curso com aula de harmonização

Na quarta-feira, dia 25, às 19h, o sommelier ministrará um curso de “Introdução ao mundo dos azeites” no Senac da 903 Sul. Será um evento com duas horas e meia de duração. Na ocasião os presentes irão harmonizar azeites com diferentes tipos de queijos e pães artesanais, respectivamente da Apulia Queijos e Mozzarella Artesanais Italianos e a Le Pain Rustique. Há 40 vagas e o curso será no valor de R$ 150.

Os azeites que serão degustados:
– Oro del Desierto (orgânico) – Espanhol
– Il Genio – Italiano
– Caixeiro – Português
– Olibi e Fazenda Irarema – Brasileiro
– Goccia Umbra Limão – Italiano

Palestra, harmonização e degustação de empratados

Na quinta-feira, dia 26, às 19h, o encontro ocorrerá no empório gourmet Eu Chef, que fica na 408 Sul. Durante o evento será servido empratados em pequenas porções, preparados pelos chefs Kalene Morais e Jomar Antunes, que serão harmonizados com azeites vendidos no próprio empório. Simultaneamente Paulo Freitas ministrará uma palestra sobre harmonização e haverá degustação de azeites. Há 20 vagas, o curso será no valor de R$ 120,00.

Empratados que serão servidos:
– Risotto
– Carne de cordeiro
– Sorvete

Os azeites que serão degustados:
– Don Eladio – Uruguaio
– San Domenico – Italiano
– Santini – Italiano
– Azeite à Laranja – Italiano

Serviço
Dia 24/04, às 20h, 30 vagas
Restaurante Ouriço:
Lago Sul – SHIS QI 21, Bloco D, Loja 44.
Jantar menu degustação, sem bebidas, e palestra.
Valor: R$ 280,00

Dia 25/04, às 19h, 40 vagas
Faculdade Senac DF – SEPS 703/903 Sul – Asa Sul – Auditório.
Curso de 2h30 com harmonização com pães artesanais e queijos.]
Valor: R$ 150,00

Dia 26/04, às 19h, 20 vagas
Eu Chef – 408 Sul, Bloco D, Loja 11.
Harmonização de empratados e palestra.
Valor: R$ 120,00

Inscrições e dúvidas:
Telefone: (61) 9982-6666 / (61) 99981-3388
E-mail: contato@eixocultura.com.br
Site: www.eixocultura.com.br

 

Justiça proíbe venda de animais nas ruas do DF


A Vara de Meio Ambiente do Distrito Federal proibiu a exibição e a venda de animais domésticos nas ruas do Distrito Federal. A decisão liminar (provisória) foi publicada na noite desta quinta-feira (5) e inclui o comércio praticado, por exemplo, nas imediações da Feira dos Importados.

Quem descumprir a determinação judicial está sujeito à multa de R$ 10 mil. Na sentença, não há qualquer menção às feiras e eventos para adoção de pets – por isso, esses eventos continuam liberados.

A medida foi proferida em uma ação popular ajuizada por uma moradora de Brasília contra a prática ilegal. Cabe recurso.

Segundo a autora, “ano após ano, nos sábados e domingos, infalivelmente, perpetua-se no DF a venda de animais domésticos”, o que contraria leis distritais e federais.

Cães são vendidos dentro de porta-malas em feira no DF

Ao proibir a venda dos pets, o juiz disse reconhecer a legalidade da decisão, já que desde 2014 o Código de Saúde do Distrito Federal não permite a venda de animais domésticos em vias públicas da região.

Para o magistrado, cabe aos órgãos públicos competentes, “cumprir com suas funções institucionais” em casos que necessitem a proteção ambiental. O responsável pela decisão afirma que os animais são maltratados com o “escandaloso comércio ilícito”, realizado à luz do dia, “em plena via pública”. Ele também fala em riscos à saúde humana e de cães e gatos, por exemplo.

Além disso, a Justiça do DF determinou a expedição imediata dos mandados de intimação a quem for flagrado vendendo os animais. “Os oficiais de justiça incumbidos da diligência estão autorizados a convocar auxílio de força policial no cumprimento da diligência, caso necessário”, concluiu o juiz.

Justiça condena homem que matou professora Márcia Lopes em 2014

O corpo foi encontrado carbonizado em 1º de abril de 2014, próximo à GO-118. O acusado, Luiz Carlos Coelho Penna Teixeira, namorava a vítima

O crime aconteceu em 9 de março de 2014, após uma discussão entre o casal

O acusado de matar a professora Márcia Regina Lopes, há quatro anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Brasília na última segunda-feira (2/4) a 30 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado. Luiz Carlos Coelho Penna Teixeira, então namorado da vítima, respondeu por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Em aproximadamente 13 horas de julgamento, o júri aceitou as qualificadoras do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) – motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Luiz Carlos assassinou a mulher após uma discussão, por meio de golpes com um extintor de incêndio.

Luiz Carlos responde na Justiça por crimes como lesão corporal; violência doméstica; ameaça de morte; dano ao patrimônio; e injúria no histórico criminal. Ele chegou a causar um incêndio na casa de uma ex-namorada.

O crime ocorreu em 9 de março de 2014, quando Márcia foi jogada do carro e teve o corpo incendiado. O cadáver carbonizado foi encontrado apenas em 1º de abril daquele ano, em uma estrada de terra na GO-118.

Márcia entra no elevador com o namorado, em 9 de março. Ela parece conversar normalmente com Luiz Carlos. Mais tarde, ele volta ao imóvel e troca de roupa(foto: Reprodução)
Vídeos mostraram últimas imagens de Márcia

Imagens de câmeras de segurança do circuito interno do edifício mostraram os últimos momentos da mulher de 56 anos, horas antes do assassinato brutal. Márcia Regina Lopes desceu pelo elevador do prédio em Águas Claras, onde morava, acompanhada do namorado e algoz. O vídeo é de 9 de março de 2014, dia do desaparecimento de Márcia Regina.

No vídeo, vestida de preto e calça bege, Márcia parece conversar normalmente com o companheiro, que usa camiseta verde. Os dois saíram do prédio e foram para um restaurante no Guará 1, onde almoçaram. Mais tarde, o agente de vendas volta sozinho ao imóvel, como apontado em outra gravação. Ele troca de roupa — veste camisa branca estampada e bermuda azul — e, descalço, passa pela portaria.

Irmão reconheceu anel da vítima

Um laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) foi o confirmou que o cadáver localizado em um matagal de Planaltina de Goiás era o da professora. O corpo estava em estado de decomposição em uma estrada de terra. Pelo estado não foi possível a família realizar o reconhecimento do corpo. Porém o irmão deu como certo que o corpo era de Márcia Regina Lopes. “Estava com um anel que temos certeza que ela usava”, apontou.

Como um supermercado tirou tudo que era plástico de suas prateleiras

Para reduzir lixo plástico, rede holandesa lança primeira seção de supermercado livre do material do mundo. Iniciativa pode servir de exemplo e ser gota d’água no oceano dos 300 milhões de toneladas anuais de plástico.

“Entre num mundo livre de plástico”, convida a nova seção no Ekoplaza Amsterdã.

Reduzir o lixo plástico é um dos maiores desafios ambientais da atualidade. Um novo passo nesse sentido acaba de ser dado em Amsterdã, na Holanda, onde foi inaugurada a primeira seção de supermercado livre de plástico do mundo.

A seção sem plástico é fruto de um ano de campanha realizada pela iniciativa A Plastic Planet, sediada no Reino Unido e cuja meta é “reduzir dramaticamente” o uso do material sintético, sobretudo nas embalagens de alimentos e bebidas.

A colaboração com a cadeia holandesa de supermercados Ekoplaza permite aos consumidores escolherem entre 700 artigos sem plástico nas embalagens.

Todas as estantes e etiquetas da seção são igualmente livres do material, e todos os produtos trazem a Plastic Free Mark, um novo selo que ajuda os compradores a identificarem rapidamente as mercadorias que não contribuem para o problema crescente do lixo plástico no planeta.

Trata-se de um teste prático para materiais biodegradáveis inovadores, e ao mesmo tempo um retorno a materiais de embalagem tradicionais, como vidro, metal e papelão.

Em Berlim e em outras cidades europeias, lojas independentes de produtos orgânicos já baniram o plástico há algum tempo, porém esse é o primeiro experimento em massa com o comércio de baixa produção de resíduos. Até o fim de 2018, todas as filiais da Ekoplaza na Holanda disporão de um corredor sem plástico.

“Plástico para embalar comida é indefensável”

Além de se associar à rede Ekoplaza na Holanda, A Plastic Planet vem realizando nas redes sociais uma campanha intensa com a hashtag #PlasticFreeAisle. Que vem surtindo efeito: grandes cadeias – como a Lidl, presente em cerca de 30 países – estão sendo forçadas a reagir às preocupações dos consumidores no Twitter.

Desde o início da campanha A Plastic Planet, no começo de 2017, o movimento antilixo vem ganhando força no Reino Unido.

Apenas um mês antes do lançamento da seção plástico-zero na Holanda, que ocorreu no último dia 28 de fevereiro, a primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciara seu apoio às prateleiras livres do material sintético, em seu primeiro discurso de peso sobre o meio ambiente.

De acordo com uma enquete, a iniciativa é apoiada por mais de 90% dos britânicos. No entanto, ativistas ainda estão esperando que os supermercados do Reino Unido sigam o exemplo do Ekoplaza. “É blablablá demais e ação de menos”, comentou à DW Sian Sutherland, cofundadora de A Plastic Planet.

May prometeu as prateleiras sem plástico dentro de 25 anos. O maior varejista de comida congelada do Reino Unido, Iceland, se comprometeu a ser o primeiro supermercado britânico a eliminar as embalagens plásticas em todos os seus produtos – mas só daqui a cinco anos.

Para Sutherland, agora é a hora de agir. “Há um uso do produto que é bem indefensável: plástico indestrutível para embalar comida perecível. Como é que isso aconteceu? Só queremos pedir aos nossos supermercados: nos deem uma seção. Não somos tão intransigentes assim, só queremos ter a opção de comprar sem plástico.”

Reciclagem não basta

Os comerciantes varejistas de frutas e verduras respondem por cerca de 40% de todas as embalagens de plástico do Reino Unido. Concentrando-se nas prateleiras dos supermercados, a campanha #PlasticFreeAisle visa atingir o cerne do problema – ao contrário do lobby das embalagens de plástico, que se esconde atrás do subterfúgio da reciclagem.

Na Alemanha – famosa por sua adoção da energia verde e da reciclagem, mas com a maior taxa mundial per capita de embalagens plásticas –, alguns supermercados permitem que os consumidores façam compras com seus próprios recipientes. Outros tentam desencorajá-los de empregar sacos transparentes nas seções de frutas e verduras.

No entanto, segundo Tobias Quast, especialista em resíduos e recursos da Friends of the Earth em Berlim, tais “esquemas-piloto não são suficientemente ambiciosos, nem de longe”.

Embora a reciclagem costume ser festejada como grande solução para a poluição, a maioria esmagadora dos 300 milhões de toneladas de plástico produzidos a cada ano, em nível global, não é reciclável.

“A primeira seção de supermercado sem plástico do mundo”

A incineração é outra solução altamente controversa, pois libera substâncias tóxicas, como a dioxina, e estudos acusam taxas de câncer mais elevadas nas áreas próximas a incineradores de lixo.

“Temos que parar de pensar em termos de gestão de resíduos, e em vez disso pensar em gestão de recursos”, insta Sutherland. Nesse sentido, deveria haver zero de lixo plástico.

Sutherland frisa que sua campanha não é antiplástico, mas que esse material altamente útil e durável tem sido desperdiçado, em vasta escala, em embalagem que acaba se transformando em lixo sem valor e nocivo. “Embalagem plástica de comida e bebida é útil por uma questão de dias, mas permanece uma presença destrutiva na Terra pelos séculos seguintes”, frisa.

Uma carta aberta em favor da iniciativa das seções livres de plástico, publicada recentemente pelo jornal britânico The Guardian, enfatiza o absurdo da reciclagem de plástico. Ela é assinada por Julie Andersen, diretora executiva da Plastic Oceans Foundation, Laura Chatel, da Zero Waste France, e Julian Kirby, encarregado de justiça ambiental da Friends of the Earth England, entre muitos outros.

“Num momento em que o plástico reciclado cobre apenas 6% da demanda total do material na Europa, está claro que a reciclagem não é a saída para o problema. A embalagem plástica de alimentos e bebida não tem lugar numa economia circular, já que é difícil de recuperar, facilmente contaminável e, no mais das vezes, desprovida de valor”, diz o texto.