Amigos na dor

As famílias estão de luto. Mesmo assim, hoje vestiram branco para pedir paz. Fizeram uma caminhada pelo Cemitério Campo da Esperança e rezaram o terço como fazem todo mês.
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“Não perca a fé. Pelo seu próprio conforto. Você tem que se apegar a alguma coisa. É uma dor sem tamanho”, disse Francisane Rodrigues, mãe de Paulo Roberto Rosal Filho – o Paulinho – jovem assassinado no estacionamento da AABB, em janeiro deste ano.

Hoje de manhã, mães que perderam filhos se organizaram num protesto contra a violência. Querem cobrar da Justiça a punição dos assassinos.

De acordo com os pais de João Cláudio, morto em 2000, um dos homens que espancaram o estudante na saída de uma boate já está solto.  “A impunidade é a mola propulsora da violência. Então, a impunidade incentiva a violência. Menos impunidade, menos crimes bárbaros vão ocorrer”, disse o pai de João Cláudio, André Leal.

Os pais de Maria Cláudia Del'Isola, assassinada em dezembro de 2004, vão distribuir 28 mil panfletos para pressionar as autoridades que devem julgar Bernardino Espírito Santo e Adriana de Jesus. Os dois, ex-empregados da família, confessaram estupro e assassinato.

O caseiro está na Papuda e a empregada no presídio feminino, a Colméia. Eles devem responder a júri popular no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, no próximo dia 12. “Eu acho que cada cidadão de bem não pode aceitar uma coisa desse tipo. É muito importante que as autoridades saiba que a população não esqueceu e que todos nós esperamos justiça”, ressaltou Marco Antônio Del'Isola.

“Nós estamos requisitando algo que é essencial. A valorização da vida humana, que infelizmente não tem sido prioridade para as nossas autoridades”, acrescentou Cristina Del'Isola.