Caso Maria Cláudia 2

quase três anos de seu bárbaro e covarde
assassinato por um casal de
monstros travestidos de empregados
de confiança, verdadeiros lobos
em pele de cordeiro, fico pensando
como podem nossos homens "da lei"
permitir benefícios a quem comete
crimes hediondos como foi o que
praticaram contra essa estudante
que brilhava nas duas faculdades
que cursava, Psicologia e Pedagogia.
Tive enorme emoção de ouvir
de uma de suas professoras da UnB,
que Maria Cláudia não se distingüia
dos seus outros colegas apenas pelas
belas notas em seus trabalhos e
pela dedicação aos estudos, mas o
que mais a caracterizava era "o ardor
da bondade". Ela tratava, segundo a
mestra, todos, absolutamente to-

dos, do funcionário mais simples ao
mais graduado com o mesmo jeito
terno, educad e generoso, que se
pode observar na foto que ilustra a
reportagem. A sociedade espera
que no dia 12 de novembro seu algoz
receba a pena máxima, o que para
ele já será muito pouco, assim como
a sua cúmplice besta-fera que sequer
pensou no futuro do seu filho
tão bem tratado, bem alimentado,
bem vestido e que como raríssimos
garotos neste Brasil ia e vinha de
carro para sua escola privada, para
onde era levado e buscado pelos pais
da jovem traída. E não somente ela e
sua família foram traídos. Pois a cada
caso onde a lei é violada e junto com
ela se vai uma vida como a de Maria
Cláudia, uma pessoa honrada, de
princípios éticos firmes, que tanto
de bom poderia fazer ainda mais pela
humanidade, além do que já fazia,
perdemos todos. A sociedade se
empobrece. Estou certa que os
responsáveis pelo julgamento
de ambos criminosos estão cientes
do destino que devem dar ao
casal-escória: viver atrás das
grades e que os altos escalões da
Justiça jamais lhes concedam a
progressão da pena, que na realidade
significa libertação antes
do prazo ao qual foram condenados,
o que no caso só pode ser o
maior de todos.
Katia Lima,, Lago Sul