Famílias de vítimas da violência protestam

Com a proximidade do dia do julgamento dos acusados da morte da estudante, o movimento Maria Cláudia Pela Paz inicia uma série de atos para lutar contra a impunidade e convocar a sociedade para que se una pelo fim a violência no Distrito Federal. Hoje, dia de finados, às 9h30, o grupo estará na entrada do Cemitério Campo da Esperança. O ato contará com a participação de pais e mães que também perderam seus filhos em razão da criminalidade.

O assassinato da estudante foi um dos crimes que mais chocou a população do DF nos últimos anos.   No dia 9 de dezembro de 2004, Maria Cláudia Del'Isola, 19 anos, foi violentada e morta na casa onde morava com os pais, no Lago Sul. Os acusados do crime, Bernardino do Espírito Santo Filho e sua ex-namorada, Adriana de Jesus Santos, eram de confiança da vítima. Eles trabalhavam, há cerca de dois anos, na casa da família. Bernardino era caseiro e Adriana empregada doméstica.

A partir de segunda-feira, o movimento Maria Cláudia pela Paz distribuirá panfletos para conscientizar os estudantes sobre a violência, na Universidade de Brasília (UnB) e nas faculdades do DF. No sábado, a distribuição será realizada na Ceasa, às 10h e no domingo, no mesmo horário, no Quiosque do Atleta, no Parque da Cidade. O movimento espera receber ajuda de voluntários.

No domingo, dia 11, às 18hs, será realizado um encontro de oração pela família de Maria Cláudia, na capela do colégio Maristão, na L-2,   quadra 616 Sul.  A participação está aberta a comunidade.

Em 12 de novembro, dia do julgamento de Bernardino e Adriana, o grupo fará uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do DF e Territórios. O ato será às 7h, os organizadores convocam a população a participar. A idéia é provocar uma reflexão sobre a insegurança em que os cidadãos do DF vivem atualmente. Todos os manifestantes estarão vestidos com camisetas pretas, com os dizeres Justiça por Maria Cláudia.
Quem tiver interesse em participar, deve ligar para Marta Janeth, coordenadora do movimento Maria Cláudia pela Paz, nos telefones 9966-3493 ou 3443-2065. (Priscila Machado) – (Jornal do Brasil, Caderno Brasília, edição de 2/11/2007)