Brasilienses se mobilizam para ajudar vítimas das enchentes no Rio

Cruz Vermelha e Corpo de Bombeiros recolhem os donativos até a próxima quinta-feira
Publicação: 15/01/2011 08:54 Atualização:

Os brasilienses dispostos a ajudar as vítimas da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro já podem fazer doações. Uma parceria da Cruz Vermelha de Brasília e do Corpo de Bombeiros arrecadará donativos até a próxima quinta-feira. No dia seguinte, os mantimentos serão levados às localidades afetadas pelas inundações e deslizamentos de terra.

Há seis postos de arrecadação para a campanha. Os quartéis do Corpo de Bombeiros da Asa Sul, da Asa Norte, da Vila Planalto e de Taguatinga Centro receberão os donativos. Os mantimentos também poderão ser entregues na sorveteria Palazzo, na 705/706 Norte, e na sede da Cruz Vermelha, na 715 Norte, que recebeu um grande movimento de pessoas na tarde de ontem.

Entre os itens de maior necessidade, estão alimentos não perecíveis, água mineral e materiais de higiene pessoal e de limpeza. A Cruz Vermelha também está recrutando voluntários para viajar ao Rio e trabalhar no auxílio às vítimas nos hospitais de campanha. Para o chefe da organização, qualquer pessoa é bem-vinda, mas a preferência é para profissionais da área de saúde.

O psicólogo Eduardo de São Paulo, 41 anos, inscreveu-se como voluntário. Com experiência de trabalho na Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), ele diz estar pronto para ajudar da forma que for necessária, sem importar por quanto tempo precisem dele. “Posso negociar no meu trabalho e ficar no Rio um mês, ou até dois, pois é minha obrigação moral ajudar a quem precisa.”

Defesa Civil
A Defesa Civil do Distrito Federal ainda não organizou uma campanha para coletar donativos. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, é esperado que o Rio de Janeiro requisite ajuda para que os mantimentos enviados não acabem entulhados nos depósitos locais.

Serviço

Aqueles que quiserem contribuir em dinheiro podem depositar qualquer quantia nas seguintes contas:

Defesa Civil do Rio de Janeiro
Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Conta-corrente: 2011-0
Operação: 006

CNBB/Cáritas Brasileira
Caixa Econômica Federal
Agência: 1041
Conta-corrente: 1490-8
Operação: 003

Banco do Brasil
Agência: 3475-4
Conta-corrente: 32.000-5

Prefeitura de Teresópolis
Banco do Brasil
Agência: 0741-2
Conta-corrente: 100.000-9

PCDF no Rio de Janeiro

Diego Abreu

A Operação Rio de Janeiro, deflagrada na última quarta-feira para atender familiares e vítimas das enchentes na região serrana do estado, ganhou o reforço ontem de peritos da Polícia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Um grupo do Departamento de Polícia Técnica foi enviado pela corporação para ajudar na identificação dos corpos. Três médicos legistas e dois peritos papiloscopistas já trabalham no Instituto Médico Legal (IML) de Teresópolis, que funciona de forma improvisada em uma das delegacias da cidade.

O legista Samuel Teixeira foi o primeiro da PCDF a chegar na região, na quinta-feira, quando se juntou aos peritos que já prestavam serviço no local. A decisão da polícia de Brasília de enviar homens para a região onde ocorreu a maior da tragédia climática da história brasileira foi tomada após um pedido formulado pela Força Nacional de Segurança Pública. As duas cidades mais atingidas pelas chuvas, Nova Friburgo e Teresópolis, decretaram estado de calamidade pública. Muitos corpos ainda estão pendentes de identificação. Nas portas dos IMLs, o movimento de parentes de pessoas desaparecidas é intenso.

Essa não é a primeira vez que equipes da Polícia Civil do DF participam da identificação de corpos em locais de tragédia. Em 2004, policiais de Brasília foram mandados para Assunção, capital do Paraguai, para colaborar com a identificação de mais de 300 vítimas de um incêndio que devastou o supermercado Ycuá Bolaños, em um dos mais movimentados shoppings da cidade.

Em 2006, seis médicos legistas, dois papiloscopistas e um perito criminal da PCDF comandaram os trabalhos de identificação das vítimas do acidente do voo 1907 da Gol, na Fazenda Jarinã, em Mato Grosso. Na ocasião, todos os corpos foram trazidos para o IML de Brasília, onde foram identificados. A queda do avião que fazia o trajeto Manaus-Brasília deixou 154 mortos.