Caso Sandra Gomide

Em 20 de agosto de 2000, a jornalista Sandra Florentino Gomide foi morta de forma covarde e traiçoeira.

– Será mesmo que restarão como desfecho dessa trágica história, tão somente a Indignação e a Incredulidade?

Réu confesso, o também jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves permanece em liberdade. Passados praticamente dez anos e meio de um crime bárbaro, ainda não há definição de sentença… Podendo, portanto, (e a meu ver, muito provavelmente), ser mais uma atrocidade, acrescentada na imensa lista das barbáries praticadas sem qualquer punição aos seus autores.

Por: *Elizabeth Misciasci – imprensa@revistazap.org
Da Redação Revista zaP!

Amparado legalmente pela Justiça, que estabelece como regra a Presunção da Inocência, Antonio Marcos Pimenta Neves, que confirmou autoria dos dois disparos “pelas costas”, resultando no covarde assassinato da jornalista Sandra Florentino Gomide, em 20 de agosto de 2000, mesmo sendo réu confesso, estende o tempo em liberdade.

Indiciado, julgado, e, (depois de passados seis anos do crime) a priori, sentenciado em 05 de maio do ano de 2006, a pena de 19 anos e dois meses de prisão, (depois reduzidos para 15) livre, o acusado aguarda decisão do Supremo Tribunal de Justiça Criminal.

Pimenta Neves, que por sua defesa já apresentou aproximadamente 22/23 (vinte e dois/vinte e três) recursos na justiça, segue ainda esgotando o direito à ampla defesa, ou seja, pautando-se com amparos legais, aos direitos e faculdades concedidos à parte para impugnar decisões judiciais e assim, permanece solto.

Entenda e Relembrando o Caso.

Em 1995, Sandra Gomide que também era jornalista em São Paulo, estava no início de sua carreira, e trabalhava no extinto Jornal Gazeta Mercantil, quando conheceu Antonio Marcos Pimenta Neves, que assumia a direção da redação, depois de trabalhar no Banco Mundial, nos Estados Unidos. Eles se apaixonaram, e começou aí relação do casal. Pimenta tinha uns 30 anos a mais que Sandra.

Dois anos depois, quando Pimenta saiu da Gazeta, e foi dirigir o jornal O Estado de São Paulo, o relacionamento do casal já demonstrava não andar bem, evidenciando ser uma relação saudável. Mesmo assim, Pimenta levou Sandra, deixando-lhe ocupar a função de subeditora de Economia, e em seguida deu-lhe ao cargo de editora de Economia, no qual ficou por somente vinte dias.

Com o rompimento da relação, Pimenta Neves iniciou uma perseguição obsessiva à ex-namorada

Ao fim de quase quatro anos de namoro, Pimenta Neves a teria agredido brutalmente, (assim sendo, Sandra, pois um fim ao relacionamento); conforme queixa registrada pelo boletim de ocorrência 3837/2000 no 36º Distrito Policial.
Após o exame de corpo de delito, inquérito, passou a tramitar na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, onde Sandra seria ouvida em 28 de agosto de 2000.

Inconformado com o termino do namoro, Pimenta Neves não se contentou em vingar-se só com a demissão de Sandra… Obsessivamente, primeiro perseguiu-a profissionalmente, depois passou para mais agressões físicas, verbais, junto a uma série de difamações, constrangimentos, espionagens e graves ameaças.

Sem liberdade plena e receosa, Sandra dormia na casa de amigos e familiares, ia se precavendo cautelosamente, enquanto aguardava para prestar seu depoimento na Delegacia da Mulher.
Embora tivesse alugado um apartamento perto da oficina mecânica do pai, tratou de trocar inclusive as fechaduras, uma vez que, Pimenta também alugou um apartamento no mesmo andar, onde a observava ininterruptamente, bem como também a ameaçava com mensagens na secretária eletrônica.

Como habitualmente fazia Sandra que gostava muito de cavalos, pegou seu carro, uma S10 verde, e em companhia de suas duas sobrinhas, seguiu para o lugar que frequentava, o Haras Setti, em Ibiúna, a 64 km de São Paulo ( interior de SP), foi lá, que Pimenta Neves após tentar infrutiferamente uma reconciliação, assassinou a ex-namorada com dois tiros (o primeiro nas costas e o segundo na cabeça) no dia 20 de agosto de 2000.

O acusado, não só atirou pelas costas, mas, se aproximou de onde ela estava caída e a 35 centímetros da vítima, deu um tiro na cabeça…

Denuncia

Antonio Marcos Pimenta Neves foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso com duas qualificadoras (agravantes): motivo torpe (ciúmes) e recurso que impossibilitou a defesa da *vítima (tiro pelas costas), *Sandra Florentino Gomide.

Hoje, aos 72 anos de idade, passados mais de dez anos do crime, mesmo sendo réu confesso e apesar de ter sido condenado em regime integralmente fechado, vive livre e tranquilo, distante de qualquer cárcere e longe o bastante das dependências do Tribunal do Júri.
Recolhendo-se, discretamente, ao conforto de sua casa no bairro do Alto da Boa Vista em São Paulo, desde agosto de 2000, Pimenta Neves não dá entrevistas, nem faz declarações. Permanece morando na mesma residência e pelo que se sabe, passa a maior parte do tempo, navegando na Internet.

Por: *Elizabeth Misciasci
Da Redação Revista zaP! –
imprensa@revistazap.org

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*Elizabeth Misciasci – Jornalista, Humanista, Escritora, Pesquisadora. Presidente do Projeto zaP!
*Embaixadora Universal da Paz no âmbito do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz.
Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix – Suisse/France