Pelo fim da violência

Campanha combate a violência contra a mulher

Com medo, ela procurou proteção na Casa Abrigo do GDF, onde estão outras 12 mulheres e seus filhos. Todos recebem assistência psicológica e jurídica. Desde que a Lei Maria da Penha foi criada, para intensificar o combate à violência doméstica, medidas de proteção, como a Casa Abrigo, podem ser pedidas na Delegacia da Mulher.

“Ela pode pedir o afastamento do agressor do lar, pode pedir ainda que ele não mantenha contato com ela. No momento que ele é afastado do lar, o juiz pode deferir alimento provisório. Seria uma pensão provisória”, explica a delegada Adriana Aguiar.

As estatísticas da Delegacia da Mulher indicam que o número de ocorrências caiu este ano. Até outubro foram 2.749 casos, 640 menos que no ano passado. Mas os números podem estar escondendo a realidade.

“Antes da Lei Maria da Penha as mulheres faziam uma ocorrência. Mas, na semana seguinte, elas iam à delegacia e podiam retirar a queixa. Agora, com a lei elas não podem mais retirar. Então, elas têm esse receio de denunciar e o companheiro ser preso. Com isso, não denunciam”, diz a presidente do Conselho dos Direitos da Mulher, Mirta Brasil.

Discutir a aplicação da nova lei é um dos objetivos da campanha mundial lançada nesta terça-feira, dia 20: "16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres". Para a coordenadora no Distrito Federal, o Poder Judiciário local deveria ser mais rigoroso. “Acho que a Justiça precisa, sim, aperfeiçoar, precisa ter um compromisso maior desses setores do governo com relação à aplicação da lei”, enfatiza arlene Libardone.

Serviço:
A campanha está sendo feita em 135 países. Quem quiser denunciar pode procurar a delegacia mais próxima. No Distrito Federal as denúncias podem ser feitas pelo telefone (61) 3322-2266.