LANÇA O LIVRO "LER O MUNDO" NESTA QUARTA

POETA E ESCRITOR AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA, LANÇA O LIVRO “LER O MUNDO” NESTA QUARTA, DIA 29DE JUNHO, A PARTIR DAS 19H30 NA BIBLIOTECA DEMONSTRATIVA DE BRASÍLIA

CONVITE

A Biblioteca Demonstrativa de Brasília (BDB), a Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca/MinC, o Açougue Cultural T-Bone, o jornal Correio Braziliense e o Programa de Pós Graduação em Literatura da Universidade de Brasília têm o prazer de convidar V.Sa. e família para o lançamento do livro “LER O MUNDO” do escritor AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA, no dia 29 de junho (quarta-feira), a partir das 19h30, na Biblioteca (Av. W/3-Sul, EQ. 506/7).

LER O MUNDO é o mais novo livro que o poeta, cronista, ensaísta e administrador cultura AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA lança pela global Editora. Nele, o autor que tem uma respeitável experiência na área do livro, da leitura e da biblioteca, oferece um amplo painel na área da cultura, se articula para ler o ontem e o hoje a partir do espaço brasileiro. Seu olhar se estende de Mulungu (PB) e Morro Reuter (RS) a Faxinal do Céu (PR), passando por França, Colômbia, Egito, Alemanha, Nova York e Rússia, entre outros.

Presidente da Fundação Biblioteca Nacional durante seis anos (tendo passado por três presidentes da República e seis ministros da Cultura), presidente do CERLALC (Centro Regional do Livro e da Leitura para América Latina e o Caribe), criador do Sistema Nacional de Bibliotecas e do Proler, Affonso Romano de Sant’Anna sempre batalhou pela institucionalização de uma “política cultural”.

LER O MUNDO é uma obra em três níveis: a crônica, o ensaio e o depoimento histórico. Assinale-se logo que é também um trabalho transdiciplinar. Aí estão as relações entre cinema e leitura (“Central do Brasil”, “Ararat”, “Narradores de Javé”), leitura e antropologia (“Ensinando Hamlet aos primitivos”), leitura e religião (“Como Deus fala aos homens”), leitura e terapia (“A cura do real pela ficção”), leitura e ecologia (“Ler a natureza”), leitura e política (“Biblioteca, alguns prefeitos são contra”), leitura e teconologia (“Leitura como Second Life”) e outros tópicos, como leitura e educação, leitura e vida social, leitura e guerra, cultura e televisão, mas, sobretudo, a constatação de como a leitura modifica a vida das pessoas e da comunidade.

Na terceira parte do livro, o autor registra o que foi assumir a Biblioteca Nacional em plena crise decorrente do desmantelamento de várias instituições culturais feitas pelo governo Collor. Narra como a primeira reunião da diretoria da FBN terminou no telhado do prédio para que seus auxiliares vissem a extensão e a profundidade dos problemas, assim como conta o que foi enfrentar o corporativismo retrógrado, a luta para restaurar o prédio central, conseguir novas salas em outros prédios, iniciar a recuperação do Anexo, modernizar a área de informática da instituição, criar um conjunto coral e ver a freqüência de leitores multiplicada. E mais: dar início à exportação da literatura brasileira, preparar a Feira de Frankfurt (Alemanha) e o Salão do Livro (França). Pouco tempo depois de assumir a presidência, a Biblioteca Nacional já era considerada a instituição federal que melhor funcionava no Rio de Janeiro e foi avaliada comum case de sucesso pela Fundação Getúlio Vargas. Pessoas que haviam roubado livros da instituição começaram a devolvê-los e aposentados se ofereciam para trabalhar gratuitamente na entidade.

Enfim, em LER O MUNDO, Affonso Romano de Sant’Anna toca nos paradoxos da cultura brasileira: enquanto os bandidos e marginais da favela do Pereirão pediam a expansão do Proler, o ministro da Cultura Francisco Weffort fazia tudo para desestabilizar esse programa. Nesse livro, Sant’Anna explica as causas de sua demissão (“Que ministro é esse?”), reproduz editoriais da época de alguns jornais (Jornal do Brasil, O Globo, Correio Braziliense, O Estado de S. Paulo) e transcreve a carta de José Saramago comentando sua saída da FBN.

Talvez a resposta que o autor deu a James Billington, diretor da famosa Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, sintetize a razão do sucesso da equipe que com ele esteve à frente da FBN. Indagado insidiosamente pelo diretor da maior biblioteca do mundo, sobre quais os maiores problemas na direção da Biblioteca Nacional do Brasil, Sant’Anna respondeu: “eu não trabalho com problemas, trabalho com soluções.

Maiores informações: 3443-5682 – 3244-3015 e 9989-8403.

Contamos com a presença de todos!

Maria da Conceição Moreira Salles

Coordenadora da Biblioteca Demonstrativa