Na Esplanada, 25 mil pessoas marcharam contra a corrupção


Juliana Braga
Maria Júlia Lledó
Publicação: 07/09/2011 09:27 Atualização: 07/09/2011 16:08

Os manifestantes seguirão até a bandeira nacional, na Praça dos Três Poderes

Convocada via Facebook, a Marcha contra a Corrupção concentrou 25 mil participantes – muitos vestidos de preto e com narizes de palhaço – na Praça dos Três Poderes. O número foi confirmado pela Polícia Militar do DF. Inicialmente marcada para 28 de agosto, a manifestação foi adiada para hoje (7/9), no mesmo horário do desfile cívico da independência.

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O movimento ganhou força depois que a Câmara dos Deputados absolveu a parlamentar Jaqueline Roriz (PMN-DF), em 30 de agosto. Até então, conta a idealizadora da marcha, Luciana Kalil, 5 mil pessoas haviam confirmado presença no evento por meio da página criada no Facebook. Depois disso, 30 mil internautas afirmaram seu comprometimento, e o número de integrantes da comissão organizadora passou de cinco para 40.

“Criei esse evento nas redes sociais porque já estava farta de tanta corrupção. A absolvição da Jaqueline Roriz foi a gota d’água”, comenta a profissional autônoma. Os participantes se concentraram por volta das 9h em frente ao Museu Nacional e marcharam na Esplanada, em uma pista paralela à do desfile. Ao chegar à bandeira, na Praça dos Três Poderes, cantaram o Hino Nacional.

“Não quisemos atrapalhar o desfile nem causar confusão. Somos pacíficos e apartidários”, enfatizou Francisco Zauer, que também integrou a organização da marcha. Durante toda a caminhada, eles foram acompanhados por um carro de som cedido pela Associação dos Advogados de Brasília.

Servidores
Antes dessa concentração, já havia chegado à Esplanada um grupo de servidores para protestar contra as mais recentes denúncias envolvendo integrantes do governo federal. Vestidos de laranja, eles participam do núcleo Sérgio Buarque de Hollanda, o qual defende que as corrupções ativa e passiva sejam classificadas como crimes hediondos.

“Somos a favor da educação fiscal. Muito dinheiro público vai pelo ralo por conta de desvios”, comentou Rita Feliceti, 52 anos, servidora da Receita Federal. O grupo de que ela participa trouxe ainda 100 camisetas cor de laranja para vender durante o dia de manifestações populares.

 



Ou ficar a Pátria livre…
Pátria livre de Corrupção;
Pátria livre de Violência;
Pátria livre de Pedofilia;
Pátria livre de Drogas;
Pátria livre de Impunidade;
Pátria livre de Preconceitos;
Pátria livre de Erros Médicos;
ou Morrer pelo Brasil!!!

Sandra Domingues
07/09/2011

UDVV – União em Defesa das Vítimas da Violência