Emoção de familiares marca missa de sétimo dia da aluna morta por professor


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A missa de sétimo dia pela morte da estudante Suênia Sousa Farias, 24 anos, foi marcada por muita emoção familiares e amigos. A cerimônia começou às 19h30 desta quinta-feira (6/10) na Paróquia São Paulo, no Incra 8, em Brazlândia, e reuniu cerca de 120 pessoas. A universitária morreu na última sexta-feira (30/9), assassinada a tiros pelo professor de direito Rendrik Vieira Rodrigues, 35.

A irmã de Suênia, Cilene Sousa Farias, 34, fez a leitura da missa, com a professia de Malaquias, que fala de justiça, salvação e situações difíceis. Em um certo momento da cerimônia, quando todos estavam sentados, o pai da estudante, Sinval Monteiro de Farias, levantou e chorou. Ele foi amparado pela esposa.

A cerimônia acabou por volta das 21h. Ao final, Silene reiterou o desejo por justiça. “Vou ficar o resto da minha vida empenhada em manter o Rendrik atrás das grades pelo crime que cometeu”, disse.

Prisão
O professor está detido em uma cela especial no Complexo Penitenciário da Papuda. No início da semana, a Justiça negou os pedidos da defesa de revogação da prisão e de habeas corpus. Pelo menos até a próxima quinta-feira (13/10) o réu confesso deve ficar na penitenciária. É quando quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) deverão se reunir para julgar o mérito do habeas corpus, negado na noite da última terça-feira pelo desembargador George Lopes Leite, da 1ª Turma Criminal. O magistrado manteve a decisão do juiz Sandoval Gomes de Oliveira de não conceder o relaxamento da prisão ao acusado e a enviou ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), com pedido de mais informações.

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Crime
Suênia foi morta com dois tiros na cabeça e um no tórax disparados pelo professor de direito pouco depois de sair da faculdade, por volta das 13h30 da sexya-feira (30/9). Segundo depoimento de familiares, a moça se envolveu com Rendrik por um período de dois meses em que esteve separada do marido. Há três meses ela reatou o casamento e passou a receber ameaças do professor, que não aceitou o fim do relacionamento.

Rendrik esperou a universitária sair da faculdade, na Asa Norte, entrou no carro da moça e seguiu com ela em direção à Estrutural. Segundo o delegado Alexandre Nogueira, chefe da 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, os disparos podem ter ocorrido com o carro em movimento. Após rodar por horas com o corpo dentro do carro da vítima, o professor foi para a 27ªDP e se entregou.