Saudade que dói

 


Marquinho tinha 16 anos quando foi assassinado a socos, pontapés e golpes de artes marciais por uma gangue de jovens de classe média da Asa Norte, às 5 horas da tarde do dia 10 de agosto de 1993, na SQN 316, onde morávamos.

 

Foi pura maldade e covardia: nos julgamentos, os criminosos confirmaram que sequer o conheciam – dois disseram que o conheciam apenas de vista, na escola, e que nada tinham contra ele, que era um menino que não brigava.

 

Cinco dos assassinos eram menores de idade e cinco, maiores. Um dos menores fugiu e jamais foi encontrado. Todos os outros, condenados,cumpriram pena, mas rapidamente saíram da cadeia. Um dos menores cometeu novo homicídio e um dos maiores, estelionato.

 

O menino pacífico que mesmo assim foi cruelmente morto cresceu encantando a todos com sua alegria, seu carinho, sua lealdade, sua bondade. Sua melhor amiga, Lálida, traduziu perfeitamente o profundo amor que deixou em todos nós na seguinte mensagem: 

Continuaremos nos lembrando de você como alguém importante que marcou nossas vidas e nos ensinou a sermos felizes e vivenciarmos os bons momentos, e a sermos fortes e unidos diante das dificuldades. Olhe por nós.

 

Texto de Valéria de Velasco.