Os crimes que continuam a premiar os autores com o conhecido Instituto da Impunidade

Mais uma vez me dirijo às amigas e amigos para manifestar minha indignação com tamanho descaso por parte das chamadas autoridades da área da segurança pública. É que nesta terça-feira, completa-se 79 meses da morte do meu filho Mário, ocorrida em 29 de setembro de 2005, em circunstâncias até hoje não-esclarecidas.
Sei que vocês lembram, mas naquela noite, meu filho Mário, de apenas 20 anos, saiu para se encontrar com um grupo de amigos de infância, como fazia sempre, com a finalidade de confraternizar, mas antes de chegar ao local, foi assassinado brutalmente por dois indivíduos até hoje não identificados pelas autoridades da segurança pública.
No mês passado, o jornal Zero Hora publicou na seção denominada “Boletim de Ocorrência”, notícia a respeito do caso. Em outras oportunidades, vários jornais também chamaram a atenção para mais este crime que continua a premiar os autores com o conhecido Instituto da Impunidade.
Em Canoas, o poder público concedeu o nome do meu filho Mário a uma das ruas da cidade. Mas as autoridades da segurança pública, não conseguiram apontar os responsáveis e ou os mandantes deste bárbaro crime para serem encaminhados ao poder Judiciário.
Apesar dos meus protestos, da minha indignação e da minha luta por Justiça, para que esses elementos sejam identificados, presos e condenados pelo crime que cometeram, essas autoridades da área da segurança pública, ao longo de todo esse tempo, preocuparam-se apenas em mostrar o mais absoluto e hediondo descaso com o assunto.
A dor da saudade cresce a cada dia que passa, mas parece que pouquíssimas pessoas se importam com isso.
Naturalmente que nenhuma dessas autoridades está incluída.
Choro diariamente pela ausência do meu filho Mário, pela forma com que foi assassinado, mas principalmente porque esses assassinos e/ou mandantes continuam impunes. E fico a indagar-me: quantos outros jovens esses elementos tiraram a vida, e quantas famílias enlutaram na sua caminhada de crimes?
E onde estão as autoridades da segurança pública, que percebem altos salários? Será que estão preocupados mesmo apenas e tão somente com disputas eleitorais?
Inaceitável !!!!!
Desde o assassinato do meu filho Mário já se passaram 2.370 dias, 56.880 horas.
E nada, ninguém apontado como mandante. Ninguém identificado como assassino. Ninguém punido com o rigorismo da legislação: um grande prêmio à impunidade.
Mas enquanto essas autoridades preferem fomentar a impunidade e insistirem no descaso, continuarei minha luta por JUSTIÇA!
Prosseguirei minha caminhada por JUSTIÇA! Não descansarei e não deixarei de cobrar o que me é de direito, como PAI e como CIDADÃO. Essas autoridades me DEVEM isso.
Vou continuar bradando aos quatro ventos até que minha voz, ainda que única, possa sensibilizar alguma das autoridades e finalmente a Justiça possa ser feita neste caso também.
Sergio, Pai do Mário
sergiogabardo@transgabardo.com.br