Fogo em unidade de semiliberdade foi provocado por internos, diz polícia

A corporação informou que servidores da Unidade de Semiliberdade, com 52 internos, em Taguatinga, notaram uma %u201Cagitação incomum dos jovens%u201D

postado em 28/05/2015 15:03 / atualizado em 28/05/2015 17:15
A Polícia Civil acredita que o incêndio na Unidade de Semiliberdade, em Taguatinga, foi provocado por internos. De acordo com informações da Divisão de Comunicação, antes de os seis quartos serem danificados pelas chamas, havia uma “agitação incomum dos jovens”. Por volta das 22h40, um servidor perebeu o princípio de incêndio. “Enquanto um grupo permanecia reunido no quarto de número 1, outros entravam e saiam constantemente dos quartos na tentativa de dissimular algo que estava prestes a acontecer”, escreveu, em nota a Divicom.

Desconfiado, um servidor decidiu realizar uma ronda pelo local. Ele percebeu um princípio de incêndio nos quartos 5 e 6 e imediatamente deu o alerta a outros funcionários, que tentaram apagar o fogo, iniciado nos colchões, mas não conseguiram. Devido à rápida propagação das chamas, acionaram o Corpo de Bombeiros.

Segundo a corporação, seis cômodos com beliches e colchões foram danificados, mas nenhum dos servidores ou dos 52 internos se feriu. Segundo a Polícia Civil, não foi possível identificar os responsáveis pelo incêndio, pois as chamas foram provocadas de forma simultânea em todos os quartos. A corporação apura o ocorrido.

De acordo com a Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, por procedimento padrão, a gerência da unidade liberou os adolescentes infratores para irem para casa até que sejam remanejados para outros locais. O DF tem cinco casas de Semiliberdade: no Gama, no Guará, em Taguatinga, no Recanto das Emas e em Santa Maria.Os locais servem de abrigo para pessoas que foram detidas enquanto ainda eram adolescentes, mas completaram 18 anos na detenção e têm o direito de cumprir o regime semi-aberto. No cumprimento de medida socioeducativa em Semiliberdade, o adolescente estuda e trabalha fora durante o dia e volta para dormir na unidade. Nos fins de semana, é liberado para a família.

Com informações de Guilherme Marques.

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