#ajudevivi: garota de 2 anos com leucemia precisa de transplante de medula

postado em 08/06/2015 21:07 / atualizado em 08/06/2015 21:22

Luiz Calcagno

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A pequena Vivian Cunha Iliopoulos, 2 anos, é sorridente e conversadeira. Para continuar se desenvolvendo feliz e saudável, porém, ela precisa de um transplante de medula óssea. Como as chances de encontrar um doador compatível são pequenas — de uma em 100 mil —, parentes e amigos da família deram início a uma campanha para salvar a vida da bebê.

Internada no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar, Vivi, como é chamada carinhosamente por todos, encontra forças para brincar, fazer amigos e até teimar com a mãe vez ou outra. Ela já tinha passado por uma quimioterapia, mas sofreu uma recaída há alguns dias.

A leucemia transformou a vida da família de Vivian. Eles moravam no Canadá e estavam de férias no Brasil quando os médicos diagnosticaram a doença. Ela começou o tratamento aqui e os pais decidiram ficar no Distrito Federal, onde vive a família de Fabiana Lima Cunha, 31, mãe da criança. Era outubro de 2013. Na época, Vivi estava pálida, febril, com a barriga inchada, tinha dificuldade para comer e diarreia. “Ela passou um ano e meio em tratamento. Manteve-se feliz na maioria dos dias. As poucas vezes em que ficou abatida, não sofreu com enjoos. Sempre se manteve forte (leia depoimento)”, conta Fabiana. A família chegou, inclusive, a achar que a criança estava curada, mas há três dias soube que a doença tinha voltado.

Diante do novo diagnóstico, o próximo passo é receber mais um ciclo de quimioterapia como o objetivo de preparar o corpo da bebê para um transplante — única chance de ela se livrar da doença. De acordo com Fabiana, dessa vez, a doença não se manifestou. Os pais começaram a estranhar após a menina sofrer uma queda. Apesar de um acidente aparentemente banal, ela começou a se queixar de muitas dores e apresentou dificuldades para se locomover. Ela teve febre e os pais a levaram ao setor de oncologia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Esperança
O número de voluntários para doação de médula óssea no DF está abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde. A média de inscritos no ano passado foi de 3,9 mil — 5,1 mil a menos que os 9 mil recomendados pela pasta.

Segundo orientações do Inca, qualquer pessoa entre 18 e 55 anos está apta para ser doadora, desde que esteja saudável (não ter doença contagiosa ou incapacitante). Os interessados devem procurar o Hemocentro para doar. Em Brasília, isso pode ser feito na Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), no começo da Asa Norte. Voluntários preenchem um cadastro e têm o sangue coletado para determinar características genéticas que sejam compatíveis com as do receptor. Esses dados são armazenados em um sistema informatizado que cruza os dados de voluntários e pacientes.