Laudo: 2 pareceres recomendam semiaberto a Suzane; 1 não

21 de julho de 2009 • 22h30 • atualizado às 22h30

 

Marcelo Pedroso

Direto de Taubaté

O Ministério Público em Taubaté, interior de São Paulo, recebeu na tarde desta terça-feira o laudo dos exames criminológicos de Suzane Von Richtofen que foram solicitados pelos seus advogados em maio. Os exames poderão dar subsídios à Justiça para a concessão da progressão de pena de Suzanne, que poderá cumpri-la em regime semiaberto.

Suzane está presa desde 2002 por participar da morte dos pais, Manfred e Marísia von Richtofen. Ela foi condenada a 39 anos de prisão. Se ela for beneficiada com a progressão da pena, a jovem poderá trabalhar ou estudar durante o dia e voltar para a cadeia à noite.

Conforme o Terra apurou, o exame, encaminhado ao promotor da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, Paulo de Palma, contém informações favoráveis à progressão da pena emitidas por um psicólogo e por uma assistente social que avaliaram Suzane. Já o psiquiatra que também participou dos exames descartou a possibilidade da jovem passar a cumprir pena em um regime semiaberto.

O promotor não quis confirmar o teor dos laudos e disse que deverá concluir o seu parecer na próxima semana. "Recebi os exames hoje. A única coisa que posso adiantar é que as informações me parecem contraditórias. Espero concluir os autos até a próxima segunda-feira", afirmou o promotor.

Com a conclusão do parecer do MP, caberá ao juiz da Vara de Execuções a definição da concessão do benefício a Suzane.

Suzane foi condenada juntamente com os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos pelo assassinato dos pais da jovem, ocorrido em outubro de 2002. Daniel, que namorava Suzane, e seu irmão confessaram que mataram o casal com golpes de barra de ferro. O crime teria sido planejado pela jovem.

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