Brasil tem 3 mil casos suspeitos de microcefalia relacionados ao zika

Amazônia aparece na lista pela primeira vez; Ministério da Saúde investiga 38 óbitos de bebês com a malformação.

Nívea Ribeiro – Especial para o Correio /
AFP PHOTO/PATRICE COPPEE – 2/9/2010

Estão em investigação 3.174 casos suspeitos de microcefalia, em 684 municípios de 21 unidades federativas. Uma suspeita foi notificada no estado do Amazonas, onde ocorrências ainda não haviam sido registradas. Segundo dados do boletim do Ministério da Saúde, são também analisados 38 óbitos de crianças com microcefalia possivelmente causada pelo vírus zika.

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Dentre os estados, Pernambuco continua com o índice mais preocupante: são 1.185 suspeitas, mais de um terço do número nacional; seguido pela Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169) e Sergipe (146). A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco informou que 444 casos, do total, atendem ao protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que define que a microcefalia é caracterizada por perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros. Desse número, 94 recém-nascidos já tiveram o diagnóstico da malformação confirmado e 61 suspeitas já foram descartadas, com base em exames de imagem.
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No Distrito Federal, até o sábado passado, 2 de janeiro, já foram registrados dois casos. A circulação autóctone (transmitido na própria cidade, estado ou país) do vírus zika, responsável pelo surto de microcefalia no país, foi identificada em 19 unidades da federação, e o DF não é uma delas, de acordo com a pasta. Assim como a dengue, o zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, também vetor da febre chikungunya.
Em relação ao último boletim, divulgado em 29 de dezembro, estão sendo investigados 199 casos a mais. À época, havia 2.975 casos suspeitos da doença, em 656 municípios de 20 estados. Além do foco no combate à proliferação do mosquito, eliminando criadouros — locais onde há acúmulo de água, como garrafas plásticas, pneus e calhas –, as recomendações do ministério para gestantes seguem as mesmas: uso de repelentes e roupas compridas, cobrindo em especial as extremidades do corpo, e a instalação de telas protetoras em janelas e portas.

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