Escrituras de imóveis beneficiam 370 famílias no Distrito Federal

Mansões Colorado é o segundo condomínio a sair da irregularidade da região, que conta com cerca de 30 mil moradores.

image001 (7)postado em 10/03/2016 06:00
Isa Stacciarini
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Moradores do condomínio Mansões Colorado, em Sobradinho, começam a receber as escrituras dos lotes onde moram hoje. Após anos, a propriedade, que fica dentro da Fazenda Paranoazinho, enfim sairá da ilegalidade. O processo vai beneficiar 370 famílias que vivem na região. A dona do parcelamento é a Urbanizadora Paranoazinho (Upsa), que, em 2007 comprou o terreno dos herdeiros de José Cândido de Souza, um dos maiores latifundiários da região, com 54 condomínios irregulares. O espaço conta com três setores habitacionais — Grande Colorado, Boa Vista e Contagem — , divididos em 7 mil lotes com cerca de 30 mil moradores.

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No caso dos 10 condomínios existentes na região do Grande Colorado, dois estão em área da União (Bela Vista e Lago Azul) e os demais, inseridos em terra privada da Paranoazinho. O primeiro condomínio regularizado no setor no fim de 2014, o Vivendas Friburgo, se tornou emblemático. O Mansões Colorado será o segundo do setor a entrar para a legalidade.“Quando o processo para o registro do parcelamento foi levado ao cartório, sete moradores buscaram dificultar a regularização. Houve uma discussão judicial, a gente venceu todas as etapas, e agora as matrículas para cada lote estão sendo abertas. Na quinta-feira (hoje) passaremos as primeiras escrituras”, afirmou o diretor presidente da Upsa, Ricardo Birmann.

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O servidor público federal Cleofaster Sardinha e Silva, 44 anos, mora no condomínio desde 1998. À época, ele adquiriu o terreno e construiu a residência da família. Há 18 anos, o valor do sonho da casa própria custou R$ 250 mil, mas faltava a escritura. Agora, depois de quase duas décadas, ele espera o documento que vai atestar a propriedade oficial do lote. “A regularização representa a realização de um sonho. Vamos sair da irregularidade para a legalidade absoluta. Quando a gente adquiriu o terreno foi por uma necessidade particular, por não ter outra opção de moradia. Agora, estamos alcançando um sonho”, ressaltou.

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