Ministério da Saúde apura 11 casos de microcefalia ligados ao zika no DF

O número é 37,5% maior que na semana passada quando houve oito notificações. A Secretaria de Saúde não divulgou detalhes.

Otávio Augusto
A capital federal possui 11 casos de microcefalia associados ao zika em investigação. O número é 37,5% maior que na semana passada quando houve oito notificações. Os dados constam no Boletim Epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (9/3) pelo Ministério da Saúde. Desde o ano passado, 31 casos foram acompanhados pelas autoridades sanitárias.

Os dados divulgados hoje fazem parte do registro de casos que levam em conta um novo protocolo do Ministério da Saúde que estipula novas medidas máximas do perímetro cefálico para suspeita de microcefalia: 31,9 centímetros para meninos e 31,5 para meninas. Ou seja, serão notificadas crianças com o perímetro da cabeça menor ou igual à medida estipulada.

A Secretaria de Saúde do DF não informou em quais hospitais os casos têm sido acompanhados, tampouco, em quais regiões administrativas ocorreram a malformação. Em nota, a pasta informou que a responsável pelo setor não estava no órgão. “Não temos como apurar”, resume o texto.

Os dados do informe epidemiológico do Ministério da Saúde são enviados semanalmente pelas secretarias estaduais de Saúde e foram fechados no último sábado, dia 05 de março.

Zika no DF

Até o momento, 11 pessoas estão contaminadas com zika vírus — sendo oito moradores da capital federal. Quatro contaminações (50%) ocorreram na cidade. As outras na Bahia, Mato Grosso e Tocantins. A Secretaria de Saúde identificou 236 suspeitas. No mesmo período do ano passado, o Distrito Federal não havia registrado nenhum caso da doença.

Dos infectados, sete são gestantes. As mulheres moram em Águas Claras, Asa Norte, Taguatinga, e Guará. Outras três residem em Santo Antônio do Descoberto, município distante 40km do Plano Piloto. “Não houve alteração no número de casos em gestantes confirmados quando comparado ao informe anterior. Todos os casos os casos das gestantes do DF são autóctones, ou seja, não houve deslocamentos das pacientes para outras unidades da Federação”, destaca o Boletim Epidemiológico de Dengue Zika e Chicungunha da Secretaria de Saúde. O documento não traz informações sobre microcefalia.

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