Mulher feita refém em casa pelo marido é resgatada de rapel por PMs

O homem, que é cabo da corporação, havia trancado a vítima no quarto, após discussão durante toda a madrugada. Agressor está afastado do trabalho há 4 meses, por problemas psiquiátricos
Thiago Soares , Jacqueline Saraiva
Mantida em cárcere privado por mais de quatro horas, a mulher de um cabo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi resgatada de rapel por militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) nesta segunda-feira (16/5). O homem, identificado como Leandro Faria, mantinha a vítima refém dentro do apartamento em que moram, no Residencial Albuquerque, em Vicente Pires, desde a madrugada, após uma discussão entre o casal. Depois de ser resgatada, a vítima foi levada ao Hospital do Guará e passa bem.

O caso foi registrado em um apartamento da Rua 3. Segundo relatos de moradores à polícia, a briga teria começado durante a madrugada. O cabo teria chegado em casa alterado, por volta da 1h. Após estacionar bruscamente o veículo na garagem ele subiu para o apartamento e a briga começou.

Segundo a PM, foi a própria mulher quem acionou a corporação, por volta das 6h, depois de ter sido trancada por ele no quarto do casal. Ainda não se sabe o motivo da briga. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) isolou parte da rua para negociar a retirada da vítima. Eles também solicitaram à Companhia Energética de Brasília (CEB) o desligamento de energia elétrica da residência. Por volta das 9h15, a equipe conseguiu retirar a mulher de rapel. Ela foi levada para o Hospital Regional do Guará (HRG). O homem também foi encaminhado para um hospital.

Problemas psiquiátricos
O agressor, segundo informações da PM, é cabo da corporação e está afastado há quatro anos do serviço, por motivos psiquiátricos. “Ele é um policial problemático, estava em tratamento”, afirmou capitão Michello Bueno. Os vizinhos contaram que os dois brigam constantemente. “Ele costuma a gritar muito com a esposa e quebra os objetos dentro de casa”, relatou uma moradora que não quis se identificar.

Segundo a subsíndica do prédio, Almezina América, o casal mora no Residencial Albuquerque há menos de dois anos. Eles têm duas filhas, segundo vizinhos. No entanto, no momento do crime, apenas os dois estavam no local. Moradores do prédio contaram à reportagem que chegaram a fazer um abaixo-assinado para a família deixar o prédio, justamente por conta das confusões rotineiras.

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