Bailarina do Faustão procura o pai em Brasília; ela nasceu na capital

Ana Carolina é fruto de uma relação casual da mãe com um roqueiro identificado apenas como Marco André

bbbLuiz Calcagno
Arquivo pessoal/DivulgaçãoAna Carolina completa 30 anos em 15 de julho e espera encontrar o pai até a data

Modelo e bailarina do programa do Faustão, Ana Carolina de Oliveira, 29 anos, procura o pai que nunca conheceu. A brasiliense mora em São Paulo, completa 30 anos em 14 de julho e está determinada a descobrir onde está e quem é Marco André. Ela sabe, pela mãe, Benedita de Oliveira Lima, mais conhecida como Marta, que ele era baterista de uma banda e tocava no Espaço Cultural Renato Russo da 508 Sul, em 1985, época áurea do rock brasiliense. Talvez não seja Marco, mas Marcos. Ainda, tem um irmão chamado Ricardo. Dizia ser também professor de matemática. Agora, curiosos e conhecidos da jovem espalham a história, publicada por ela no Facebook, na tarde desta segunda-feira (14/6), em uma tentativa de encontrar alguém que se lembre do homem que é o pai dela.

Arquivo pessoal/DivulgaçãoAna Carolina e a mãe, conhecida como Marta, em Brasília, em 1986

A publicação na rede social teve mais de 2,4 mil compartilhamentos, em menos de 24 horas. No texto, Ana Carolina faz perguntas em linguagem jovial e pede informações que a ajudem a chegar ao músico. “Você frequentava o Espaço Cultural da 508 Sul em Brasília no ano de 1985? Se sua resposta for sim, então vou lhe contar uma história, assim, quem sabe, você pode me ajudar com alguma informação. Em outubro de 1985, minha mãe Marta frequentava o Espaço Cultural da 508 Sul, em Brasília, e conheceu um músico, baterista de uma banda de rock, que se apresentava no local. Ele se chamava Marco André, moreno dos olhos verdes, morava na Asa Sul e além de baterista era professor de matemática. Tinha um irmão mais velho chamado Ricardo que tocava contrabaixo nessa mesma banda”, explica a dançarina.

“Hoje, tenho 29 anos, danço no Balé do Faustão e vivo com a sensação que meu pai pode estar me assistindo aos domingos sem saber que sou sua filha. Cresci com a curiosidade de desvendar essa historia e poder um dia, quem sabe, descobrir quem é, ou foi, meu pai. Por isso escrevo essa carta pedindo ajuda com qualquer informação”, continua Ana Carolina. A jovem moradora de São Paulo (SP), tem ajuda de uma tia, Fabiana Costa, 35. As duas cresceram juntas, criadas como irmãs.

Fabiana já entrou em contato com vários músicos e artistas que frequentaram o Espaço Cultural, mas ainda não obteve êxito. Com o compartilhamento da mensagem nas redes sociais, ambas acreditam que é questão de tempo até conseguirem alguma notícia de Marco André. “Minha irmã o conheceu no Espaço Cultural da 508 Sul. Mas é só o que temos. Se eu encontrar, gostaria de fazer uma surpresa para ela. Encontrei contatos de pessoas que frequentavam o local. Já liguei para produtores. As pessoas antigas estão nos ligando. Falando de quem conhecem. Estou assustada com a repercussão. Muita gente querendo ajudar. Isso é ótimo”, contou Fabiana ao Correio.

A bailarina também está empolgada. “Ela descobriu a gravidez com quatro ou cinco meses. Nunca o culpei, pois ele não soube nem que ela engravidou. Eu botei na minha cabeça que iria encontrá-lo até o fim do ano. Estou ansiosa. É como se soubesse que já ia acontecer. Não sei se ele vai gostar, mas estou preparada para isso. Estou em busca de minha história”, explicou Ana Carolina, em entrevista ao Correio na manhã desta terça-feira (14).
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Como ajudar?

Quem tiver informações sobre Marco André pode entrar em contato com a tia de Carolina, Fabiana Costa, pelo telefone (61) 98350-9143 ou pelo e-mail biaibrenda@hotmail.com.

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