Preso homem que usava anúncio de emprego para estuprar mulheres

Depois de cometer o crime, ele embebedava as vítimas, com o argumento de que ninguém acreditaria em uma mulher bêbada

image001-6Um homem foi preso acusado de estuprar três mulheres, entre 16 de agosto e 21 de setembro deste ano. Leonildo Barboza Lima, 25 anos, atraía as vitimas por meio de anúncios de emprego que fazia no site OLX. As supostas vagas eram para trabalhar em faxinas ou em eventos em uma chácara do Gama. Esse era o álibi do estuprador, que conseguia levar as jovens até o Núcleo Rural Ponte Alta, sem grandes dificuldades.
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Leonildo, que já respondia por outro estupro há 3 anos, foi preso nesta terça-feira (4/10). Ele estava em liberdade há seis meses e tinha de comparecer ao presídio de Águas Lindas três vezes por semana. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o suspeito escolhia mulheres que tinham perfil de diarista ou recepcionista no site. Eles combinavam de se encontrar e o acusado as levava ao local onde o crime era cometido.

O homem usava um Ford Ka, de cor prata, para chegar à área rural, onde ele atacava e ameaçava as mulheres. Segundo a PCDF, o acusado , costumava obrigar as vítimas a consumir vinho, até que elas ficassem embriagadas. O argumento dele era: ninguém acreditaria em uma mulher bêbada que dissesse que foi estuprada.

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Uma das vítimas contou à polícia que, durante o estupro, disse estar gostando de manter relações com o maníaco. Segundo ela, nesse momento, o acusado perdeu a ereção. A vítima conseguiu, então, atingir Leonildo com uma pedra, mas acabou amarrada. Ele ainda teve o celular roubado. De acordo com a vítima, o homem teria, ainda, tentado estrangulá-la, de raiva, porque havia esquecido da garrafa de vinho.

Leonildo é casado e tem um filho. Ele dizia à família que ia trabalhar como garçom, para, assim, ter a noite livre, para cometer os crimes. Segundo a polícia, o homem confirmou as histórias narradas pelas vítimas.

A 20ª Delegacia de Polícia (Gama) pede que mulheres que foram vítimas informem a polícia, pelos telefones: 3207-7773, 3207-7776 ou 3207-7805.