Começa julgamento de bombeiro que matou ex-namorada


Publicação: 15/09/2009 10:12 Atualização: 15/09/2009 10:22

Sentou no banco dos réus, na manhã desta terça-feira (15/9), o cabo do Corpo de Bombeiros Militar do DF Antônio Glauber Evaristo Melo, 42 anos. Ele é acusado de matar a ex-namorada, a professora de inglês Josiene Azevedo de Carvalho. O julgamento teve início às 9h35. Cerca de 70 pessoas ocupam as cadeiras do plenário do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

O réu chegou ao plenário vestindo um colete à prova de bala. O fato foi autorizado pelo juiz Fábio Francisco Esteves, que preside a sessão. Antônio Glauber teria sofrido ameaças de morte. O acusado será defendido pelo advogado Noberto Soares Neto.

José Pimentel Neto será o representante do Ministério Público do DF. Ele será assistido na acusação pelo advogado da família da vítima, Marcelo Barbosa Coelho. O júri é formado por 7 pessoas comuns, entre eles uma mulher.

Além das cinco testemunhas comuns, o bombeiro terá uma em sua defesa, Simone Raquel dos Santos, e a família da vítima Júlio César da Silva.

Logo após uma rápida leitura dos autos do processo a primeira testemunha comum, uma amiga do acusado e da vítima, começou a prestar depoimento. Ela relata o término do namoro do casal de ex-namorado.

Memória

No dia 26 de junho de 2008, o cabo do Corpo de Bombeiros Antônio Glauber Evaristo Melo chamou Josiene Azevedo de Carvalho para jantar em um restaurante mexicano, na 215 Sul. Por volta das 19h30, ele buscou a vítima na quadra 7 da Octogonal. Após o encontro, os dois retornaram para a casa de Josiene e parou o carro, um Golf de placa JFS 2224/DF, em frente ao bloco da professora. Ali, insistiu para que ela reatasse o namoro.

Diante das recusas da ex-namorada, o bombeiro pegou um revólver que tinha debaixo do banco e atirou na cabeça dela. Josiene morreu na hora. Segundo familiares da vítima, Josiene queria dar um fim ao namoro com o bombeiro desde 2006, mas postergava a decisão devido às ameaças que recebia constantemente do companheiro. De acordo com testemunhos de familiares e amigos da vítima, Antônio Glauber tinha costume de andar armado e dizia que o revólver era o seu melhor amigo.